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Autor Tópico: Coisas de Nossa Senhora  (Lida 43830 vezes)
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Xuxu
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« em: 26 de Março de 2007, 09:58 »

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - Sr.ª do Rosário


A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado "Segredo de Fátima".

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.
Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões.

 Rosa
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« Responder #1 em: 26 de Março de 2007, 10:23 »

Nossa Senhora de Fátima é como é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante meses seguídos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pois segundo os relatos, Nossa Senhora do Rosário teria sido o nome pelo qual ela haveria se identificado.

História


Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto a Virgem Maria em 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria.

Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, teriam decidido ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço, e teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos penderia um terço branco.

Segundo os fiéis, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. Assim, teriam assistido a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto a aparição terá ocorrido no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho.

  A 13 de Outubro, estavam presentes alguns milhares de pessoas, e a aparição terá dito às crianças "eu sou a Senhora do Rosário" e terá pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que actualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Alguns dos presentes afirmaram observar um milagre que teria sido prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo uns, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Segundo outros, o Sol movia-se para cima e para baixo. Segundo outros ainda, o Sol dançou. Tal fenómeno inexplicável foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição (como é o caso do escritor Afonso Lopes Vieira), e o relato foi mesmo publicado na imprensa, por um jornalista que ali se deslocara. Contudo, outros houve que nada viram, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de
extraordinário com o Sol. Não há de facto quaisquer registos astronómicos do fenómeno, e nada observaram milhões de pessoas que à mesma hora nada assinalaram noutros pontos de observação de Portugal e da Europa. Lúcia terá afirmado também que a Guerra terminara naquele preciso instante, o que não aconteceu, o que não é geralmente mencionado em relatos recentes.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".

Este anjo ensinou aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística dos católicos.
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« Responder #2 em: 26 de Março de 2007, 16:04 »

O início e características desta devoção muito de semelhante tem à de Nossa Senhora de Lourdes. Como em Lourdes, Nossa Senhora que se dignou comunicar à menina Bernadete de Soubirous, hoje santa canonizada pela Igreja, Maria Santíssima em Fátima apareceu, (no ano de 1917) por diversas vezes às três crianças:  Lúcia de Jesus dos Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto. Entre Lúcia e a Aparição estabeleceu-se diálogo da duração de dez minutos. Jacinta via a Aparição e ouvia-lhe as palavras dirigidas a Lúcia; Francisco via apenas a Aparição, sem, porém, ouvir coisa alguma, apesar de se achar na mesma distância e possuir ótimo ouvido.

PRIMEIRA APARIÇÃO


Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em Fátima, no dia 13 de maio de 1917, Lúcia acabara de completar 10 anos; Francisco estava para completar 9; e Jacinta, a menor, tinha pouco mais de 7 anos.

A aparição era de uma donzela formosíssima, que parecia ter dezoito anos de idade, e vinha rodeada de claridade fulgurante, tanto que as crianças na primeira vez se assustaram e pensaram em fugir. A aparição, porém, de voz dulcíssima, as tranquilizou, e assim ficaram. O folheto publicado pelo Visconde de Montelo sobre as aparições diz o seguinte: "O vestido da Senhora era de uma alvura puríssima de neve, assim como o manto, orlado de ouro que lhe cobria a cabeça e a maior parte do corpo. O rosto, de uma riqueza de linhas compreensíveis e que tinha um não sei que de sobrenatural e divino, apresentava-se sereno e grave e como que toldado de uma leve sombra de tristeza. Das mãos, juntas à altura do peito, pendia-lhe rematado por uma cruz de ouro, um lindo rosário, cujas contas brancas brancas de arminho, pareciam pérolas. De todo o seu vulto, circundado de um esplendor mais brilhante que o sol, irradiavam feixes de luz, especialmente do rosto, de uma formosura impossível de descrever, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.

As crianças, surpreendidas, pararam bem perto da Senhora, dentro da luz que a envolvia. Nossa Senhora então deu início a seguinte conversação com Lúcia:

- Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

 - De onde é Vossemecê?

- Sou do Céu.

- E que é que Vossemecê quer?

- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez.

 - E eu vou para o Céu?

- Sim, vais.

- E a Jacinta?

- Também.

- E o Francisco?

- Também; mas tem que rezar muitos Terços. Lúcia lembrou-se então de perguntar por duas jovens suas amigas que haviam falecido pouco tempo antes:

- A Maria das Neves já está no Céu?

- Sim, está.

- E a Amélia?

- Estará no Purgatório até o fim do mundo.

 Nossa Senhora fez então um convite explícito aos pastorinhos:

- Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?

- Sim, queremos.

- Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Nossa Senhora ainda acrescentou: "Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra". Depois, começou a Se elevar majestosamente pelos ares na direção do nascente, até que desapareceu.

A aparição convidou as criaturas a voltarem todos os meses no dia treze, durante seis meses no dia treze, durante seis meses consecutivos àquele local, popularmente conhecido pelo nome de Cova da Iria, situado a pouco mais de dois quilómetros da igreja paroquial de Fátima.

A princípio ninguém prestava crédito às afirmações das crianças, que eram apodadas de mentirosas por toda a gente, mesmo pelas pessoas de suas famílias. A 13 de Junho (dia da 2ª aparição) umas 50 pessoas acompanharam os videntes, na esperança de presenciarem o que quer que fosse de extraordinário. Nos meses seguintes o concurso de curiosos e devotos aumentou consideravelmente, reunindo-se talvez 5.000 pessoas em Julho, 18.000 em Agosto e 30.000 em Setembro, junto a azinheira sagrada.

No momento em que se verificava a aparição, inúmeros sinais misteriosos de que muitas pessoas fidedignas dão testemunho, sucederam-se uns após outros na atmosfera e no firmamento.

A aparição recomendou insistentemente que todos fizessem penitência e rezassem o terço do Rosário. Comunicou às crianças um segredo, que não podiam revelar a ninguém, e prometeu-lhes o céu.

SEGUNDA APARIÇÃO


A 13 de junho, os videntes não estavam sós, mais 50 pessoas haviam comparecido ao local.

A pequena Jacinta não conseguira guardar o segredo que os três haviam combinado, e se espalhara a notícia da aparição.

Desta vez, foi Lúcia que principiou a falar:

- Vossemecê que me quer?

- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.


Lúcia pediu a Nossa Senhora a cura de um doente.

- Se se converter, curar-se-á durante o ano.

- Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

- Sim, a Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer Servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o seu trono.

- Fico cá sozinha?

- Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus.

Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e foi-se distanciando, rumo ao nascente.

TERCEIRA APARIÇÃO


A 13 de Julho, mais de 2 mil pessoas haviam comparecido à Cova da Iria.

As pessoas presentes notaram uma nuvenzinha de cor acinzentada pairando sobre a azinheira; notaram também que o sol se ofuscou e um vento fresco soprou, aliviando o calor daquele auge de verão.

Novamente foi Lúcia que iniciou a conversação:

- Vossemecê que me quer?

- Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.


- Queria pedir-lhe para nos dizer Quem é; para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

- Continuem a vir aqui, todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão de ver para acreditar.

Lúcia fez então alguns pedidos de graças e curas. Nossa Senhora respondeu que deviam rezar o Terço para alcançarem as graças durante o ano. Depois, prosseguiu:

- Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Deu-se então a visão do Inferno, descrita, anos depois, pela Irmã Lúcia. Esta visão constitui a primeira parte do Segredo de  Fátima, revelada apenas em 1941, assim como a segunda parte a seguir:

Após a terrível visão do inferno, os três pastorinhos levantaram os olhos para Nossa Senhora, como que para pedir socorro, e Ela, com bondade e tristeza, prosseguiu:

- Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. 

Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal de Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á, a Rússia se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal, se conservará sempre o Dogma de Fé; etc...

- Isso não digais a ninguém. ao Francisco sim, podes dizê-lo.

Após uma pausa prosseguíram:

- Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

- Vossemecê não me quer mais nada?

- Não. Hoje não te quero mais nada.

E como das outras vezes, começou a elevar-se com majestade na direcção do nascente, até desaparecer por completo.

QUARTA APARIÇÃO


Os três pastorinhos foram sequestrados, na manhã do dia 13 de Agosto, pelo administrador de Ourém, a cuja jurisdição pertencia Fátima. Ele achava que os segredos de Nossa Senhora se referiam a um acontecimento político que abalaria com a República, recém instalada em Portugal.

Como eles nada revelaram do segredo - mesmo tendo sido deixados sem comida, presos juntamente com criminosos comuns e sofrido forte pressão - o truculento administrador acabou por desistir do intento e devolveu os videntes às suas famílias. Mas com isso, eles tinham perdido a visita da Bela Senhora, que descera à cova de Iria, mas não os encontrara.

Dois dias depois, entretanto, a Virgem novamente apareceu-lhes, num local chamado Valinhos.

Como das outras vezes, seguiu-se o diálogo:

- Que é que Vossemecê me quer?

- Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar o Terço todos os dias.

No último mês, farei o milagre para que todos acreditem.


- Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?

- Façam dois andores. Um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o outro, que leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário; e o que sobrar é para a ajuda de uma capela, que hão de mandar fazer.

- Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes.

- Sim, alguns curarei durante o ano. Rezai, rezai muito; e o que fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas.

Em seguida, como de costume, começou a elevar-se e desapareceu na direcção do nascente.


Pediu que naquele local se erigisse uma capela em sua honra e declarou que no dia 13 de Outubro havia de fazer um milagre para que todo o povo acreditasse que Ela realmente tinha ali aparecido. Em 13 de Agosto, momentos antes da hora da aparição, as crianças foram ardilosamente raptadas pelo administrador do Conselho, que as reteve em sua casa durante dois dias, ameaçando-as de morte se não se desdissessem ou pelo menos não revelassem o segredo que a aparição lhes tinha confiado. 


QUINTA APARIÇÃO


A 13 de Setembro, já eram 15 ou 20 mil as pessoas presentes no local das aparições. A Virgem assim falou:

- Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda. (que usavam cingida aos rins)

Trazei-a só durante o dia.


- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, de um surdo-mudo.

- Sim, alguns curarei. Outros, não, Em Outubro farei o milagre para que todos acreditem.

Em seguida, começou a se elevar e desapareceu no firmamento.

SEXTA APARIÇÃO (Milagre do Sol)


A 13 de Outubro, era imensa a multidão que acorrera à Cova da Iria: 50 a 70 mil pessoas. A maior parte chegara na véspera e ali passara a noite. Chovia torrencialmente e o solo se transformara num imenso lodaçal.

A multidão rezava o terço quando, à hora habitual, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira:

- Que é que Vossemecê me quer?

- Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a sempre rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar, e os militares voltarão em breve para suas casas.

- Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc. ...

- Uns sim, outros não. É preciso que se emendem; que peçam perdão dos seus pecados. Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.

Nesse momento, abriu as mãos e fez com que elas se reflectissem no Sol, e começou a Se elevar, desaparecendo no firmamento. Enquanto Se elevava, o reflexo de sua própria luz se projectava no Sol. Os pastorinhos então viram, ao lado do Sol, o Menino Jesus com São José e Nossa Senhora. São José e o Menino traçavam com a mão gestos em forma de cruz, parecendo abençoar o mundo.

Desaparecida esta visão, Lúcia viu Nosso Senhor a caminho do Calvário e Nossa Senhora das Dores. Ainda uma vez Nosso Senhor traçou com a mão um sinal da Cruz, abençoando a multidão.

Por fim aos olhos de Lúcia apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ao colo, com aspecto soberano e glorioso.

As três visões recordaram, assim, os Mistérios gasosos, os dolorosos e os gloriosos do Santo Rosário.

Enquanto se passavam essas cenas, a multidão espantada assistiu ao grande milagre prometido pela Virgem para que todos cressem.

No momento em que Ela se elevava da azinheira e rumava para o nascente, o Sol apareceu por entre as nuvens, como um grande disco prateado, brilhando com fulgor fora do comum, mas sem cegar a vista. E logo começou a girar rapidamente, de modo vertiginoso. Depois parou algum tempo e recomeçou a girar velozmente sobre si mesmo, à maneira de uma imensa bola de fogo. Seus bordos tornaram-se, a certa altura, avermelhados e o Astro-Rei espalhou pelo céu chamas de fogo num redemoinho espantoso. A luz dessas chamas reflectia-se nos rostos dos assistentes, nas árvores, nos objectos todos, os quais tomavam cores e tons muito diversos, esverdeados, azulados avermelhados, alaranjados etc.

Três vezes o Sol, girando loucamente diante dos olhos de todos, se precipitou em zigue-zague sobre a terra, para pavor da multidão que, aterrorizada, pedia a Deus perdão por seus pecados e misericórdia.

O fenómeno durou cerca de 10 minutos . Todos o viram, ninguém ousou pô-lo em duvida, nem mesmo livre-pensadores e agnósticos que ali haviam acorrido por curiosidade ou para zombar da credulidade popular.

Não se tratou, como mais tarde imaginaram pessoas sem fé, de um fenómeno de sugestão ou excitação colectiva, porque foi visto a até 40 km de distância, por muitas pessoas que estavam fora do local da aparições e portanto fora da área de influência de uma pretensa sugestão ou excitação.

Mais um pormenor espantoso notado por muitos: as roupas, que se encontravam encharcadas pela chuva no início do fenómeno, haviam secado prodigiosamente minutos depois.


Toda imprensa, inclusive a de grande circulação se referiu, em termos respeitosos e com bastante desenvolvimento de Fátima. As apreciações destes fatos, mesmo no campo católico, não foram unânimes. As afirmações das crianças relativas ao próximo fim da grande guerra européia, contribuiram para essa divergência de opiniões. Mas apesar disso, de ano para ano, a devoção a Nossa Senhora do Rosário de Fátima aumenta e propaga-se por toda a parte. O concurso de peregrinos é enorme e verifica-se especialmente no dia 13 de cada mês, nos domingos, nos dias consagrados à Santíssima Virgem e, mais do que nunca, no dia 13 de maio e no dia 13 de outubro de cada ano. 


A história e o tempo deixaram registradas ocorrências de inúmeras graças, curas prodigiosas e milagres atribuídos à intervenção de Nossa Senhora de Fátima.

Diante dos acontecimentos de Fátima, a Igreja deixou-se ficar na maior reserva e teve muita cautela, investigando e analisando o factos por não curto espaço de tempo. O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. António Mendes Belo (falecido em 04 de Agosto de 1929, na idade de 87 anos), só em 26 de Junho de 1927, isto é, 10 anos depois das aparições, foi a Fátima, onde benzeu a via sacra colocada junto a estrada de Leiria a Fátima, muito depois de outros bispos e prelados terem visitado Fátima, por exemplo, o Arcebispo de Évora, o Primaz D. Manoel Vieira de Maos, o Núncio Apostólico de Lisboa e o Bispo de Funchal. Em 1931 o Episcopado Português fez a solene consagração do país a Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Lúcia,  viveu até os 97 anos de idade, e morreu santamente no dia 13/02/2005 no mosteiro Carmelita de Coimbra, onde estava reclusa desde 1948.
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« Responder #3 em: 20 de Abril de 2007, 10:34 »

Um cantinho muito especial também em Português dedicado a Nossa Senhora...


Com Galeria Multimédia e muitas outras coisas, entre elas destaco


Uma pequena mensagem que propõe diariamente meditações marianas bastante variadas. Hoje, 20 de abril:


Vós, cuja vida foi uma perene ascensão de amor

«Ó minha Mãe, ó Imaculada Virgem Maria! Vós, cuja vida (...) foi uma eterna ascensão de amor, ajudai-me a subir sem cessar, no caminho da divina perfeição, não de uma só vez, nem como numa visão de êxtase, mas, dia a dia, sem que eu siga os meus desejos, mas segundo os desígnios da Providência.

E que, assim, conduzida por vós, de claridade em claridade, até encontrar a luz perfeita e plena, eu possa ver, em toda a sua cativante beleza, a divina Caridade, tal como os menores dos seres têm necessidade de conhecer, para encontrar, com a saciedade de meus desejos, o segredo de viver e morrer consumido pelo Amor.

Ó Virgem Santa, vós que tão bem conquistastes e cativastes minh´alma, guardai-me, inteiramente, agora e para sempre, no amor de vosso divino Filho. »


Marthe Robin
Journal intime (Diário Interior),
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« Responder #4 em: 21 de Abril de 2007, 10:33 »



A Mãe de Deus é nossa Mãe

Deus é o Pai das coisas criadas; Maria é a Mãe das coisas criadas...

Deus é o Pai da Constituição de tudo, Maria é a Mãe da restituição de tudo.

Pois Deus gerou Aquele por quem tudo foi criado; e Maria deu à luz Aquele por meio de quem tudo foi resgatado ...

Ó bem-aventurada confiança! Ó refúgio seguro! A Mãe de Deus é nossa Mãe.

Santo Anselmo, Doutor da Igreja (+ 1109)
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« Responder #5 em: 22 de Abril de 2007, 09:03 »


relato ilustrado das aparições (em espanhol)
o site oficial da Basilica de Santa Maria de Guadalupe


A conservação da imagem de Guadalupe mantém-se inexplicável para a ciência

Em 1531, uma “Senhora do Céu” se apresenta em Tepeyac, no México, a um pobre índio, Juan Diego, que se serviu de sua “tilma” (o manto que usava) para levar ao bispo local as rosas floridas, fora da estação, como sinal dado pela Mãe de Deus para confirmar a autenticidade das aparições. Ao abrir a “tilma”, ele e todos os presentes, descobriram, sobre o humilde manto, uma imagem, milagrosamente estampada, e que ainda nele permanece, em estado de perfeita conservação.

A “tilma” é, portanto, uma veste de pobre qualidade, tecida com fibras de cactos, e que se deteriora em até 20 anos. As cópias do original, feitas, no século XVIIIº, por exemplo, não resistiram ao desgaste do tempo. No ano de 2006, jubileu pelos 475 anos do evento, a velha túnica de Juan Diego não revela nenhum sinal de deterioração, o que resulta num primeiro elemento, de fato, surpreendente e inexplicável.

As cores da imagem de Guadalupe são inexplicáveis para a ciência


O mistério da imagem de Maria torna-se mais profundo e espesso, quando, em 1936, o Dr. Richard Kuhn, prêmio Nobel de Química, constata que as fibras da “tilma” não contêm nenhum colorante conhecido; nem mineral, nem vegetal, nem animal, muito menos sintético. As cores formam uma superfície unida, como se estivessem sobre uma fotografia, e como se o tecido tivesse funcionado ao jeito de uma película fotográfica, recebendo diretamente a imagem e a cor sobre cada fio, por meio de um efeito de projeção misterioso (fenômeno único, absolutamente inexplicável).




A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna


Breve resumo da história 

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido baptizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os cepticos dizer que é só história, nada há de científico.

Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem.

Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível.

Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma desfez-se ao fim de quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.

Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem.

PINTURA?

Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura.

Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos.

“Erro do cientista” — poder-se-ia objetar. Esse cientista era de origem judia e foi prémio Nobel de Química em 1938, Dr Kuhn.  não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.

Richard Kuhn descobriu que a imagem não tem corantes vegetais,  animais ou minerais. Como não existiam corantes sintéticos na época, a imagem se tornou um grande mistério científico. O mais curioso é que as cores conservam seu brilho, a despeito da passagem dos séculos. As cores mudam ligeiramente de tonalidade conforme o ângulo de visão do observador

No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem.

FOTOGRAFIA IMPRESSA?

Em 1979, Philip Callahan e Jody B. Smith, dos EUA, estudaram a gravação com raios infravermelhos e não encontraram nenhum vestígio de tinta ou de tratamentos químicos no tecido:

fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura econstataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma.

Surgiu outro facto curioso: ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.



Os olhos da imagem

Os olhos da Virgem parece intrigar  os cientistas. Em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas.

Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores.

José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de  imagem trabalhando com a captação de imagens da Terra transmitidas do espaço pelos satélites artificiais, "digitalizou", no ano de 1980, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, e os resultados foram surpreendentes.

Em janeiro de 2001, José Aste Tonsmann revelou o resultado da sua pesquisa de 20 anos sobre a imagem gravada na tilma de Juan Diego. Os olhos da imagem, ampliados 2 500 vezes, "mostram o reflexo de umas 13 pessoas" numa superficie de 8 milimetros de diametro:

Os pormenores que se observaram na íris da imagem são:
 um índio no ato de desdobrar sua tilma perante um franciscano;
o próprio franciscano, em cujo rosto se vê escorrer uma lágrima;
 uma pessoa muito jovem, tendo a mão sobre a barba com ar de consternação;
um índio com o torso desnudo, em atitude quase orante;
uma mulher de cabelo crespo, provavelmente uma negra, serviçal do bispo;
um varão, uma mulher e umas crianças com a cabeça meio raspadas;
 e mais outros religiosos vestidos com hábito franciscano.

 Isto é: o mesmo episódio relatado em língua náhualt por um anônimo escrito indígena na primeira metade do século XVI e editado em náhualt e em espanhol por Lasso de La Veja em 1649.

Tonsmann acredita que a pequena área da pupila retrata a cena de 9 de dezembro de 1531, quando Juan Diego mostrou sua tilma ao bispo Juan de Zumrraga. O próprio Diego estaria entre o grupo

Como  é que, num espaço tão pequeno como a córnea de um olho, situada numa imagem de tamanho aproximado ao natural, um miniaturista tenha podido pintar aquilo que foi necessário ampliar duas mil vezes para que pudesse ser percebido?

José Aste Tonsmann refere, assim, três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;

• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;

• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Tentativa de apagar o milagre

 O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de Novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem não sofreu dano algum.



Oração de João Paulo II a Nossa Senhora de Guadalupe

Oh, Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja!  Tu, que desse lugar manifestas tua clemência e tua compaixão a todos que solicitam teu amparo; escuta a oração que com filial confiança te dirigimos e a apresente a teu Filho Jesus, nosso único Redentor. Mãe de Misericórdia, Mestra do sacrifício escondido e silencioso, a ti, que vens ao encontro de nós pecadores, te consagramos neste dia todo nosso ser e todo nosso amor. Consagramos-te também nossa vida, nossos trabalhos, nossas alegrias, nossas enfermidades e nossas dores. Concede a paz, a justiça e a prosperidade a nossos povos. Tudo o que temos e somos colocamos sob teus cuidados, Senhora e Mãe nossa. Queremos ser totalmente teus e percorrer contigo o caminho de plena fidelidade a Jesus Cristo em sua Igreja. Não nos soltes de tua mão amorosa. Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, te pedimos por todos os bispos, para que conduzam os fiéis por caminhos de intensa vida cristã, de amor e de humilde serviço a Deus e às almas. Contempla esta imensa messe, e intercede para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o Povo de Deus, e envie abundantes vocações sacerdotais e religiosas, fortes na fé e zelosos dispensadoras dos mistérios de Deus. Concede aos nossos lares a graça de amar e respeitar a vida que começa, com o mesmo amor com que concebeste em teu seio a vida do Filho de Deus. Virgem Santa Maria, Mãe do Formoso Amor, protege nossas famílias, para que estejam sempre muito unidas, e abençoe a educação de nossos filhos. Esperança nossa, lança-nos um olhar compassivo ensina-nos a procurar continuamente a Jesus e, se cairmos, ajuda-nos a nos levantar, a nos voltarmos a Ele, mediante a confissão de nossas culpas e pecados no sacramento da Penitência, que traz serenidade à nossa alma. Nós te suplicamos para que nos concedas um grande amor a todos os santos Sacramentos, que são as pegadas de teu Filho na terra. Assim, Mãe Santíssima, com a paz de Deus na consciência, com nossos corações livres do mal e do ódio poderemos levar a todos a verdadeira alegria e a verdadeira paz, que vem de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que com Deus Pai e com o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
México, Janeiro de 1979
México, 23 de Janeiro de 1999

ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI
junto à imagem de Nossa Senhora de Guadalupe nos jardins do Vaticano (11 de Maio de 2005)

Santa Maria, que com o nome de Nossa Senhora de Guadalupe és invocada como Mãe pelos homens e pelas mulheres do povo Mexicano e da América Latina, encorajados pelo amor que nos inspiras, colocamos novamente nas tuas mãos maternas a nossa vida.

Tu que estás presente nestes jardins do Vaticano, rainha no coração de todas as mães do mundo e no nosso coração. Com grande esperança, a ti recorremos e em ti confiamos.



Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe,
a mais recente e da anterior (México)



Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Cidade do México (12 de Dezembro)

novena a Nossa Senhora de Guadalupe
« Última modificação: 22 de Abril de 2007, 13:51 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #6 em: 22 de Abril de 2007, 13:52 »

Um artigo...




Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe:
um genuíno amoxtli ou código asteca
,
Pe. Javier García, L.C.


A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, venerada na Basílica do Tepeyac, na Cidade do México, é conhecida hoje em toda a Igreja Católica. Depois que João Paulo II canonizou o vidente, o índio Juan Diego Cuauhtlatoatzin, no dia 31 de julho de 2002, muito tem sido comentado sobre a história das aparições ocorridas em 1531.

A nossa intenção é fazer uma “leitura” da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada no manto do índio. Leitura quase igual ao exercício de ler um livro, pois a pintura de Nossa Senhora de Guadalupe foi feita conforme as técnicas e o modo dos códigos astecas, cuja primeira regra não é a figuração e sim o significado.

Hoje, na América Latina, está acontecendo uma teologia indígena ou reflexão do Evangelho com categorias culturais indígenas. Cinco séculos atrás, Nossa Senhora já quis nos deixar, na colina do Tepeyac, um código que sintetiza a teologia indígena.

1. O que é um amoxtli.

Antropólogos, historiadores e estudiosos do náuatle reconhecem que a imagem pintada no manto de Juan Diego é um amoxtli, ou seja, um “código indígena”, como os códigos que eles usavam para registrar as suas crônicas políticas ou os seus saberes cos-mogônicos e teogônicos. Trata-se de pele de veado ou de papel amate, feito de sisal ou de polpa vegetal, pregado como se se tratasse de pequenos biombos, com madeira nas extremidades. Eles escreviam, sobre gesso ou outra pintura branca, de acordo com sua própria “gramática”. São assim o “Código Vaticano”, o “Código Selden”, o “Código Nutall”, o “Código Dresden”.

No código, usa-se a imagem não como um simples “retrato da realidade”, mas como uma idéia ou grupo de idéias. Os astecas e os maias escreviam com hieróglifos cujo significado era conhecido por todos, ou pelo menos pela classe culta, sacerdotal e política: parte era escrita em pictogramas que representavam sinteticamente as coisas reais; parte era composta por sinais de um incipiente alfabeto. A estes elementos gráficos e fonéticos se acrescentavam as cores, cada uma com significado próprio, os símbolos dos deuses, cidades e reis, e as cifras numerais para situar o relato no tempo. Da combinação destes diversos elementos nasce a “gramática” com a qual eles se expressavam nos seus códigos. O conjunto era um texto legível, completado pelas tradições orais transmitidas segundo cânones fixos por processos mnemotécnicos bem precisos, que as crianças aprendiam desde o calmecac, ou seja, a escola. Desta forma, era conservada a memória dos reis, povos e ações épicas dos deuses.

A língua era polisintética: podia expressar diversas idéias com as mesmas palavras, acrescentando-se prefixos ou sufixos. Analogamente, uma só imagem acumulava diversos significados. Por exemplo, a palavra tetlaceliliztli traduz o conceito de sacramento, mas a sua composição acrescenta outros matizes: temos o verbo celilia que significa receber ou perdoar; o prefixo te, que indica pessoa, e o prefixo tla que indica coisas ou objetos; assim Tetlaceliliztil pode ser traduzido como “recepção de algo que é também alguém”.

Um código não é lido, mas interpretado, traduzido, por meio da comunicação de uma cultura diferente. Era preciso memorizar as palavras dos autores. Nossa Senhora escolheu um “código” para a sua mensagem, adaptando-se assim à mentalidade e à cultura asteca. Miguel Cabrera, o pintor novo-hispano, escreveu em 1756: “O fato de Nossa Senhora ter deixado esta milagrosa memória, este belíssimo retrato, parece ter sido para se adaptar ao estilo ou à linguagem dos índios; como sabemos, eles não conheciam outra forma de escrita além das expressões simbólicas ou hieróglifos pintados(1)”.

Ometeotl, deus, quando se transformou em tlacuilo ou escriba, soube criar uma obra de mestre. Trata-se de um “evangelho pictórico”: “proclama a Boa Nova de Cristo a partir da ‘antiga regra de vida’ de seus antepassados, sem mudá-la, e dando a mesma plenitude(2)”.

2. Descrição da imagem por Fernando de Alva Ixtilxóchtil

Fernando de Alva Ixtilxóchtil, mestiço, quase espanhol, mas com toda a sensibilidade indígena, complementou o Nican Mopohua com a descrição minuciosa da imagem de Nossa Senhora do Céu, mediante a qual os seus antepassados índios puderam reviver em carne e osso uma parte da experiência de Juan Diego:

“O manto em que a imagem da Senhora do Céu apareceu milagrosamente era o casaco de Juan Diego: era um pouco duro e bem costurado. Naquele tempo, a roupa e o casaco de todos os pobres índios era assim; somente os nobres, os principais e valentes guerreiros é que se vestiam com um manto branco de algodão. Aquele manto, como sabemos, é feito de ichtli, que vem do agave. O manto no qual a sempre Virgem Nossa Rainha apareceu é composto de duas peças, pregadas e costuradas com fio macio”.

“Seu lindo rosto é muito grave e nobre, um pouco moreno. Seu precioso busto aparece humilde: suas mãos estão juntas sobre o peito. Seu cinto é roxo. Só aparece uma pontinha do seu pé direito, cujo sapato é de cor cinza. Sua roupa é rosada e, na sombra, parece avermelhada; é bordada com diferentes flores, todas de contorno dourado. No pescoço aparece um broche dourado, com faixas negras nas bordas, e, no meio, uma cruz. Aparece também um vestido branco interior bem justo nos pulsos e com as extremidades desfiadas”.

“Seu véu é azul-celeste por fora; está bem acomodado na cabeça; não lhe cobre o rosto e cai até os pés, um pouco apertado na cintura; tem uma franja dourada algo larga, e 46 estrelas de ouro por toda a parte. Sua cabeça está inclinada para a direita; acima do seu véu, uma coroa de ouro. Sob os pés, a lua, com duas pontas; exatamente no meio das pontas aparece o sol, cujos raios a seguem e rodeiam por todos os lados. São cem raios, alguns muito longos, outros pequeninos, com figuras de chamas: 12 circundam o seu rosto e a sua cabeça, e, de cada lado, saem 50. Por fim, uma nuvem branca a rodeia”.

“Esta prestigiosa imagem está sobre um anjo pintado até a cintura, cujos pés não aparecem, porque está dentro da nuvem onde também acabam as extremidades da roupa e do véu da Senhora do Céu, sustentados pela mão do anjo, cuja roupa é avermelhada, de colarinho dourado, e cujas asas, com amplas e longas penas, são verdes e de outras cores. O anjo a leva pela mão, e parece estar muito feliz por conduzir assim a Rainha do Céu(3)”.

3. O rosto

O rosto é de uma jovem, recém-saída da adolescência, nem índia nem espanhola, mestiça. De rosto mexicano, ou melhor, hispano-americano. Neste período histórico ainda não existiam meninas hispano-americanas desta idade, e nem os índios nem os espanhóis aceitavam o fruto de sua união; desprezavam-nas - eram, na verdade, os primeiros mexicanos e hispano-americanos -, e este foi o estereótipo biológico que a Mãe de Ometeotl adotou para manifestar a sua missão e função: “...darei todo o meu amor... porque, de verdade, eu sou vossa Mãe compassiva, tua e de todos os que nesta terra estão e das outras estirpes de homens, que me amam... ” (vv. 28-31).

Um rosto em que cada um dos progenitores, o espanhol e a índia, ou vice-versa, podem reconhecer, com orgulho, um terceiro rosto, com perfil próprio e original, nem espanhol nem índio, um outro rosto, síntese do velho mundo -semítico, ibérico, romano, godo e africano- e do novo mundo, índio-americano, fortemente ligado à Ásia e à África.

Eu vi, recentemente, um casal de jovens mexicanos visitando a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe:

- “Olha o rosto dela”, dizia o jovem à namorada, “é como o teu e como o meu”. E ficavam extasiados olhando para ela.

Esta é a grande obra de Tenontzin Guadalupe, a Mãe de todos, no México e em toda a América. É o grau supremo de inculturação, a sábia lei já enunciada por São Paulo: “Eu me fiz servo de todos para ganhar o maior número possível. Para os judeus me fiz judeu, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, me fiz como se eu estivesse de baixo da lei. Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar a todos”. (I Cor 9, 19-23). Nossa Senhora de Guadalupe se fez índia como a índia e como o índio, para levá-los a Cristo. Por isso, os bispos da América latina, em Puebla, escreveram uma página memorável:

“O Evangelho, encarnado nos nossos povos, nos congregam numa originalidade histórica cultural que chamamos América Latina. Esta identidade se simboliza muito luminosamente no rosto mestiço de Nossa Senhora de Guadalupe, que se ergue no início da evangelização” (nº446).

Na imagem, há também “jade e pluma preciosa” (in Chalchiutl in Quetzalli), símbolo de beleza e de riqueza para os índios. O jade do pequeno broche que Maria traz no peito, como as estátuas dos deuses, representa a sua própria alma. É uma cruz, na qual se repete a síntese da cruz cristã e da cruz indígena. Há também plumas de ave preciosa nas asas do anjo que conduz Maria, pluma preciosa de Quetzal, chamada pelos astecas de “sombra de Deus”.

4. A túnica.

A túnica “rosada ou avermelhada” evoca a aurora ou o entardecer; é a cor de Tonatiuh e de Yestlaquenqui, nomes diversos do deus sol. Tem o desenho do sinal ollin (origem da vida do universo), uma pequena flor de quatro pétalas, como um jasmim, que indicam os quatro rumos do mundo, e o de um grande botão de flor parcialmente aberto sobre um grosso talo, todo barrocamente estilizado. É o símbolo do monte Tepeyac; significa “no nariz do monte”, que durante certas épocas do ano se enchia de flores silvestres. É como se fosse uma lembrança da tradição de “flor e canto”, tão querida para o povo indígena.

5. O cinto escuro.

O cinto escuro representa o cinto de Coatlicue, cuja cor era o preto: Tecolliquenqui, “aquela que está vestida de negro”, outro nome de Ometeotl. O cinto escuro era o sinal com que as mulheres astecas indicavam seu estado “de boa esperança”. Podemos deduzir que Nossa Senhora de Guadalupe está representada como Virgem Mãe, não com o filho nos braços, mas no ventre; é um filho que vai nascer. É a imagem da mulher do Apocalipse 12, 1-4, vestida de sol e a ponto de dar à luz.

6. O manto azul

O manto azul, cheio de estrelas, é a xiuhtilmatli ou tilma de turquesa, própria dos mais altos tlatoanime, ou seja, nobres e príncipes, e do deus Huiltzilopochtli, porque o Huilhuícatl xoxouhqui, ou seja, “céu azul”, era o sétimo dos treze céus, onde ele morava, e era o nome de seu templo no Tenochtitlan.

7. As estrelas

As estrelas que no manto brilhavam traziam para a mente indígena a lembrança de Citlalinícue, “a deusa da saia de estrelas”, outro nome de Ometeotl num toque mais maternal.

8. O céu azul escuro

O céu azul estrelado é o céu noturno, a associação de Yiohualli Ehecatl, ou “noite vento”, isto é, “o invisível, o impalpável”, outro dos nomes de Ometeotl, que, na linguagem filosófica, chamaríamos de transcendência: aquilo que não pode ser visto nem tocado, porque fica além da realidade visível.

9. O resplendor do céu

Sobre o aspecto noturno se sobrepõe o diurno, pois a Senhora está vestida de sol, e, ainda mais, grávida do Sol, como podemos ver pelo ollin, a flor de quatro pétalas, pela colocação do cinto e pela intensidade dos resplendores que aumentam na cintura. Não é somente um sol astronômico, é uma aurora de um sol diferente, no momento de despontar: é o que significa Tonatiuh, “aquele que vai brilhando”, e Citlallatónac ou “astro que ilumina todas as coisas”. O sol é outro dos nomes de Ometeotl e seu símbolo.

10. O anjo

O anjo que sustenta a Senhora com os braços abertos é uma espécie de atlante indígena. Representa Cuauhtehuámitl, “águia que sobe”, e sustenta a Cihuapilli, que sai de uma nuvem. Suas asas são compostas de três cores, azul-esverdeado, branco-amarelado e vermelho. Também são cores sagradas. É um tipo de “serpente alada”, ou Quetzalcóatl, com postura de estátua tolteca, Tlahuizcalpentecutli, que quer dizer “senhor das estrelas da manhã”, outro dos nomes de Deus. Suas asas são pequenas, como um punhado de sacrifícios; são asas de águia: “A águia que sobe”, Cuauhtehuámitl, mais um nome de Huitzilpochtli, que sobe para ofertar a Senhora a Deus. Por outro lado, o anjo representaria a ordem dos guerreiros - águias e guerreiros - jaguares, os mais nobres da sociedade asteca.

11. As cores

O anjo, com a indumentária vermelha e com algumas asas também vermelhas, e Nossa Senhora, vestida de rosa, nos evocam a cor do sol quando nasce e morre. É a cor de Huitzilpochtli e de Yestlaquenqui, “aquele que está vestido de vermelho”, outro dos nomes de Deus. O branco e o vermelho das asas do anjo também falam de Tlatoc, o deus da água e de Xiutecutli, deus do fogo.

É admirável a sabedoria e audácia do misterioso tlacuio, ou pintor da imagem - seja Quem for -, ao colocar os principais deuses mexicanos como padrinhos da Mãe de Ometeotl! Isto nos faz lembrar São Paulo no areópago de Atenas, que, no seu discurso de evangelização, tem como ponto de partida a “profunda religiosidade” daquele povo (At 17, 22).

Para concluir, podemos dizer que o indígena que contemplava a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe podia deduzir da “leitura” de seu código guadalupano que a nobre Senhora trazia consigo tudo o que havia de bom na antiga religião e sabedoria indígena, e o levava a um nível novo e mais luminoso. Nossa Senhora de Guadalupe era a Mãe do Verdadeiríssimo Deus, que nos dá vida e nos torna filhos de Deus Pai.

Termimenos esta reflexão com alguns versos, escritos originariamente em náhuatl, de Francisco Plácido, senhor índio de Atzcapotzalco, compostos poucos anos depois das aparições, inspirando-se em formas de expressão pré-hispânicas e dedicado à Mãe de Deus:

“Eu me divertia com o conjunto policromado de várias flores de tonacaxóchtl que se espalhavam, inquietantes e milagrosas, que se abriam na tua presença, ó Mãe nossa, Santa Maria! ".

“Nas margens das águas cantava (Santa Maria): eu sou a planta preciosa de frescos botões; sou obra do único, do perfeito Deus; a melhor das suas criaturas”.

“Tua alma, ó Santa Maria, é como se estivesse viva na pintura. Nós, os senhores, te cantávamos atrás do grande livro e te bailávamos com perfeição(4)”.

Como se vê, nosso trabalho não passa de uma simples leitura. Queríamos mostrar o método. Temos certeza de que outros, com mais inteligência, nos oferecerão, quando lerem o código de Guadalupe, não somente simples leituras, mas cantos de harmonia inaudita.


Notas:

1. Miguel Cabrera, “Maravilha americana e conjunto de raras maravilhas observadas na direção da arte da pintura na prodigiosa Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe do México, com licença no México da imprensa do real e mais antigo colégio de São Ildefonso, ano de 1756”, apud Ernesto da Torre Villar e Navarro de Anda, em “Testemunhos Históricos... Maravilha americana”, p.52.

2. José Luis Guerrero, “Flor e canto do nascimento do México”, Ed. Realidade, Teoria e Prática, Cuautitlán, Edo. do México, 2000, p.395.

3. Citado em J.L. Guerrero, em “Flor e canto do nascimento do México”, Ed. Realidade, Teoria e Prática, Cuautitlán, Edo. do México, 2000, pp. 386-387.

4. Atribuído a Francisco Plácido, Senhor de Atzcapotzalco, em Cuevas Mariano, “Álbum histórico guadalupano”, década 1a, p.21. Cfr. também Torre Villar Ernesto e Navarro de Anda Ramiro, “Testemunhos Históricos: o Pregão de Atabal”, p.23.

Dados do autor:

O Pe. Javier García, L.C. é catedrático de cristologia, no Ateneo Pontifício Regina Apostolorum de Roma, e consultor da Pontifícia Comissão para a América Latina.
« Última modificação: 22 de Abril de 2007, 14:14 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #7 em: 22 de Abril de 2007, 19:10 »



Alguns videos na Internet

As aparições de Nossa Senhora (em inglês):

The Cloak of Juan Diego - EWTN Special...


Também em Inglês mas em desenhos animados...

Juan Diego, Messenger of Guadalupe - EWTN


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« Responder #8 em: 22 de Abril de 2007, 19:42 »



Nossa Senhora de Guadalupe

Todos os escritos narrados sobre as quatro aparições de Nossa Senhora de Guadalupe são inspirados no Nican Mopohua, ou Huei Tlamahuitzoltica, escrito em Nahuatl, a linguagem Azteca, pelo índio erudito Antônio Valeriano em meados do século XVI. O que se divulga é uma cópia publicada em Nahuatl por Luis Lasso de la Vega em 1649.


AS APARIÇÔES

Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Desta maneira começou a brotar a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem nós vivemos.

Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que havia um pobre índio, chamado Juan Diego, inicialmente conhecido pelo nome nativo de Cuautitlan.

No que diz respeito as coisas espirituais, ele pertencia ao Tlatilolco.

Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, ele estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua tarefa.

Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos de vários lindos pássaros.

De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, sobrepassava do "coyoltototl" e do "tzinizcan" e de outros pássaros lindos que cantam.

 Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo: “Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde estou? Será que estou agora em um paraíso terrestre de que os mais velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?”.

 Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo:


«Juanito, Juan Dieguito.»  

Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver.

 Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar. Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobrehumana.

Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris.

As "mezquites", "nopales", e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro. Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe:


«Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde estás indo?»  

Ele respondeu: “Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar na Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor”.

 Ela então lhe disse: 
«Sabe e entende, tu é o mais humilde dos meus filhos. Eu sou a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra.

Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os vossos lamentos e remedio todas as vossas misérias, aflições e dores.

E para realizar o que a minha clemência pretende, vá ao palácio do Bispo do México e lhe diga que Eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construído um templo para mim. Tu dirás exatamente tudo que viste, admiraste e ouviste.

Tem a certeza que ficarei muito agradecida e te recompensarei. Porque Eu te farei muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e fadiga que terás para cumprir o que Eu te ordeno e confio. Observa, tu ouviste minha ordem, meu humilde filho, vai e coloca todo teu esforço.» 


Neste ponto ele inclinou-se diante Dela e disse: “Minha Senhora, Eu estou indo cumprir Tua ordem, agora me despeço de Ti, Teu humilde servo”. Logo desceu para cumprir sua tarefa e foi em linha reta pela estrada, até a Cidade do México.
 
Tendo entrado na cidade, sem perder tempo, foi direto ao palácio do Bispo, que chegara recentemente e se chamava Frei Juan de Zumarraga, um religioso Franciscano.

 Ao chegar, procurou vê-lo, pediu ao criado para anunciá-lo. Esperou muito tempo. Quando entrou, se ajoelhou e disse ao Bispo a mensagem da Nossa Senhora do Céu, bem como tudo que havia visto, escutado e admirado.

Porém, após ouvir toda a conversa, o Bispo incrédulo disse-lhe:
“Volte depois, meu filho e eu lhe ouvirei com muito prazer. Eu examinarei tudo e pensarei no motivo pelo qual você veio”.

Juan Diego saiu triste, porque sua mensagem não se realizou de forma alguma.

Retornou no mesmo dia. Foi diretamente ao topo da montanha, encontrou-se com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar, onde tinha aparecido.

Vendo-A, prostrou-se diante Dela e disse: “Senhora, a Caçulinha de minhas filhas, minha Menina, eu fui onde me mandaste para levar Tua mensagem, como me havias instruído.

Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora".

Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Teu desejo de construção de um templo neste lugar para Ti. E que isso não é Tua ordem.

Por isso eu, encarecidamente Te peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E Tu, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envias-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoa o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo
.”

A Virgem Santíssima respondeu:


«Escuta, meu filho caçula, deves entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que tu mesmo o faças.

 Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que voltes novamente amanhã ao Bispo. Tu vais em meu Nome e faz saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente diz que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, te ordenei.»  

 
Juan Diego respondeu: “Senhora, minha Criança, não deixes que eu Te cause aflição. Alegremente e de bom grado eu irei cumprir Tua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar Teu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se for, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da Tua mensagem com a resposta do Bispo. Descansa neste meio tempo”. Ele, então, foi para sua casa.
 
 
No dia seguinte, domingo, antes do amanhecer, ele deixou sua casa e foi direto ao Tlatilolco, para ser instruído em coisas divinas, e em seguida estar presente a tempo para ver o Bispo.

Por volta das 10 horas, estando em cima da hora, após participar da Missa e o povo ter dispersado, ele apressadamente se foi.

Pontualmente, Juan Diego foi ao palácio do Bispo. Mal chegou, ansioso já estava para tentar vê-lo. E novamente com muita dificuldade, o Bispo estava à sua frente. Ajoelhou-se diante de seus pés, entristecidamente e chorando, expôs a ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse em sua mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela queria, fosse realizado.

O Bispo para assegurar-se, fez várias perguntas, onde ele A tinha visto e como Ela era. E ele descreveu perfeitamente em detalhes ao Bispo.

Apesar da precisa descrição de Sua imagem, e tudo que ele tinha visto e admirado, que em tudo refletia ser a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não atenderia o seu pedido, que aliás, um sinal era necessário; só então acreditaria, ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu.

Após ouvir o Bispo, disse Juan Diego:
Meu senhor, escuta! Qual deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir a Senhora do Céu que me enviou aqui”.

O Bispo, vendo que ele ratificava tudo sem duvidar, nem retratar nada, o despediu. Imediatamente, ordenou algumas pessoas de sua casa, e de inteira confiança, para segui-lo e olhar onde ele ia, a quem ele via e falava. E assim foi feito.

 Juan Diego veio direto pela estrada. Aqueles que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyacac, perderam-no de vista. Eles procuraram por todos os lugares, mas não puderam mais vê-lo. Retornaram com muita raiva, não somente porque estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objetivo.

E o que eles informaram ao Bispo, o influenciou a não acreditar em Juan Diego. Eles lhe disseram que foi enganado. Juan Diego apenas forjou o que veio dizer, e a sua mensagem e pedido não passava simplesmente de um sonho. Eles então arquitetaram um plano, que se ele de alguma forma voltasse, eles o prenderiam e o puniriam com severidade e de tal forma que ele jamais mentiria ou enganaria novamente.

Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe:


«Muito bem, meu querido filhinho, retornarás aqui amanhã, então levarás ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de ti, e sabe, meu querido filhinho, Eu te recompensarei pelo teu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vai agora. Espero por ti aqui amanhã.»  

No outro dia, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal pelo qual então acreditariam, ele não pôde ir porque, ao chegar em casa, seu tio chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave. Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado de seu tio era muito grave. Por toda a noite seu tio pediu que, ao amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo e ouvi-lo em confissão, porque certamente sua hora havia chegado, pois não mais levantaria ou melhoraria de sua enfermidade.

Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ia de sua casa ao Tlatilolco para chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que liga a ladeira ao topo do Tepeyacac, em direção ao oeste onde estava acostumado a passar, disse: “Se eu seguir adiante, a Senhora estará esperando-me, e eu terei que parar e levar o sinal ao Bispo, como pressuponho. A primeira coisa que devemos fazer apressadamente, é chamar o sacerdote, porque meu pobre tio certamente o espera.”

Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma que não poderia ser visto por Ela, que pode ver todos os lugares. Mas, ele A viu descer do topo da montanha e estava olhando na direção onde eles anteriormente se encontraram. Ela aproximou-se dele pelo outro lado da montanha e disse:

«O que há, meu caçula? Onde você esta indo?»  

Ele estava afligido, envergonhado, ou assustado? Ele inclinou-se diante dela e A saudou dizendo: “Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que estejas contente. Como estás nesta manhã? Estás bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou te causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Teus servos está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Tua casa no México para chamar um de Teus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte.

De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Tua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoa-me, sê paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível
.”

Depois de ouvir toda a conversa de Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu:


«Escuta-Me e entende bem, meu caçula, nada deve te amedrontar ou te afligir. Não deixes teu coração perturbado. Não temas esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é tua Mãe? Não estás debaixo de minha proteção? Eu não sou tua saúde? Não estás feliz com o meu abraço? O que mais podes querer? Não temas nem te perturbes com qualquer outra coisa. Não te aflijas por esta enfermidade de teu tio, por causa disso, ele não morrerá agora. Tem a certeza de que ele já está curado.»  

Quando Juan Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu, ele ficou enormemente consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do Bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu ordenou que subisse ao topo da montanha, onde eles anteriormente haviam se encontrado. Ela lhe disse:

  «Sobe, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde Me viste e te dei a ordem, encontrarás diferentes flores. Corta-as, junta-as, então volta aqui e traze-as em minha presença.»  

Imediatamente Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o topo, ele espantou-se pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que haviam brotado bem antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar congeladas. Elas estavam muito fragrantes e cobertas com o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas.

Imediatamente ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma. O topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas. Ocasionalmente as ervas cresceriam, mas era mês de Dezembro, na qual toda vegetação é destruída pelo frio.

Ele voltou imediatamente e entregou as diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu, que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no tilma, dizendo:


«Meu caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que levarás ao Bispo. Tu irás dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que deverá realizá-lo. Tu és meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do Bispo desenroles o manto e descubras o que estás carregando. Tu contarás tudo direito. Que Eu te ordenei a subir ao topo da montanha, e cortar estas flores, e tudo que viste e admiraste, então, tu podes induzir ao Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um templo seja construído e erguido como Eu tenho pedido.»  

Depois que a Senhora do Céu deu seu aviso, ele se pôs a caminho pela estrada que dava diretamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro de seu tilma. De tal forma que nada poderia escapar de suas mãos, a não ser a maravilhosa fragrância das variadas e belas flores.

No palácio do Bispo, os serventes tentaram ver o que Juan Diego carregava. Com cuidado, ele descobriu o manto que escondia e eles puderam ver algumas flores; ao verem que eram rosas fora de época, ficaram impressionados, ainda mais por verem-nas frescas, tão fragrantes e belas. Estenderam a mão para as rosas, mas, ao tentar pegá-las, elas pareciam pintadas ou estampadas ou costuradas no tecido. Ao relatarem esse fato ao Bispo, ele compreendeu que Juan Diego carregava a prova desejada.

Ao ser admitido na presença do Bispo, Juan Diego contou o que havia visto e feito, renovando a mensagem de Nossa Senhora que pedia a construção de uma igreja no monte das aparições.

 Então, desdobrou seu manto, onde estavam as rosas; quando elas caíram ao chão, apareceu subitamente o desenho da preciosa imagem de Nossa Senhora, como ela é vista até hoje no templo de Tepeyacac, chamada Nossa Senhora de Guadalupe.

  A figura no manto é cheia de sinais, entre palavras, imagens e símbolos. Aqui destacamos apenas alguns:

* Nossa Senhora está diante de uma Luz Brilhante: os índios veneravam o deus sol. Ela está vestida de sol, o que mostra que Seu Deus é mais poderoso.

* Manto Azul: azul era sinal de realeza, virgindade e a cor que as deusas vestiam. As estrelas no manto estão como no céu da noite de 12 de dezembro de 1531. Os índios viviam sob as estrelas e aqui Ela as veste, mostrando que Seu Deus é mais poderoso que as estrelas.

* Cabeça curvada: na cultura indígena, os deuses e deusas olhavam diretamente nos olhos para mostrar seu poder e eram representados com olhos grandes. Maria, com Sua cabeça abaixada, mostra que não é um deus ou uma deusa, mas que há um poder maior acima dela.

* Lua: os índios veneravam Quetzalcoatl (serpente de pedra), representado por uma lua encrespada. Os pés de Maria estão firmemente apoiados sobre a lua, simbolizando que Ela está esmagando o deus deles.

« Última modificação: 22 de Abril de 2007, 20:14 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #9 em: 22 de Abril de 2007, 20:02 »


Nossa Senhora de Guadalupe não é somente invocada como protectora das Américas, mas também das vocações, das famílias e dos nascituros.


Por que “Guadalupe”?

A origem do nome Guadalupe (um nome espanhol) nas aparições do México sempre foi motivo de controvérsias, e muitas possíveis explicações têm sido dadas.

A razão mais provável é que o nome seja a passagem, do nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego.

Acredita-se que Nossa Senhora tenha usado a palavra Azteca Nahuatl coatlaxopeuh — que é pronunciado "quatlasupe" e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol Guadalupe.

Coa siginifica "serpente"; tla, o artigo "a"; xopeuh significa "esmagar".

Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como "Aquela que esmaga a serpente" — também numa referência ao deus Quetzalcoatl, ou serpente de pedra, ao qual os Aztecas costumavam oferecer sacrifícios humanos.

Em 1487, devido a dedicação de um novo templo em tenochtilan, cerca de 80.000 cativos foram imolados em sacrifícios em uma só cerimônia que durou quatro dias.

Certamente, neste caso Nossa Senhora esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo


Análises da imagem de Guadalupe

Em primeiro lugar, chamou a atenção dos peritos a singular conservação do rude tecido da tilma (avental) de Juan Diego. Durante séculos, esteve exposto, sem maiores cuidados, aos rigores do calor, da poeira e da umidade, e mesmo assim sua tessitura não se desfibrou, nem tampouco se lhe desvaneceu a admirável policromia.

A matéria sobre a qual a imagem foi estampada é tecido confeccionado com fibra de ayate, da espécie mexicana agave potule zacc, que se decompõe por putrefação aos 20 anos, aproximadamente. Em contraposição, o avental de Juan Diego já dura 450 anos sem se rasgar nem se decompor e, por motivos inexplicáveis, é imune à umidade e à poeira.

Atribuiu-se essa virtude ao tipo de pintura que cobre o pano, a qual poderia atuar como matéria protetora. Em conseqüência, foi enviada uma amostra para ser analisada pelo cientista alemão e Prêmio Nobel de Química Richard Kuhn, cuja resposta deixou perplexos os consultantes. Os corantes da imagem não pertencem nem ao reino vegetal, nem mineral nem ao animal, afirmou o pesquisador.

Pensou-se, então, que a tela estivesse tratada por um procedimento especial. Mas de que consistência seria essa preparação da tela para que a pintura pudesse aderir e se conservar incólume sobre matéria tão frágil e perecível como é o ayate?

Mais: confiaram a dois estudiosos norte-americanos — o doutor Calagan, da NASA, e o professor Jody B. Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College — a tarefa de submeter a imagem à análise fotográfica com raios infravermelhos. As suas conclusões foram as seguintes:

1ª.) o ayate — tela rala de fio de magüey — não possui preparação alguma, o que torna inexplicável, à luz dos conhecimentos humanos, que os corantes impregnem fibra tão inadequada e nela se conservem.

2ª.) não há esboços prévios, como os descobertos pelo mesmo processo nos quadros de Velázquez, Rubens, El Greco e Ticiano. A imagem foi pintada diretamente, tal qual a vemos, sem esboços nem retificações.

3ª.) não há pinceladas. A técnica empregada é desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irrepetível.



Protetora dos Nascituros

Durante sua guerra contra a vida humana, a antiga serpente nunca se satisfez com o extermínio causado pelas contínuas guerras e violências promovidas por ela neste mundo. Ela sempre pediu rituais de morte, vidas humanas inocentes sacrificadas a seus disfarces ao longo da história.

Lemos no Livro do Levítico como o Senhor diz a Moisés sobre o sério crime e a extrema punição de se oferecer os filhos a Moloc, referindo-se ao costume cananeu de sacrificar crianças ao deus Moloc. As pequenas vítimas eram primeiro mortas [decapitadas] e então cremadas (Veja Levítico 20,1-5 e 18,21).

Nas Américas, há cinco séculos atrás, os rituais mais cruéis de sacrifício humano, registrados pela história, eram feitos pelo império Azteca. Entre 20.000 e 50.000 eram sacrificados por ano.

Os rituais incluíam o canibalismo dos órgãos das vítimas. A maioria eram cativos ou escravos,e além de homens eles incluíam mulheres e crianças.


Milhões de crianças não nascidas são mortas todos os anos ao redor do mundo, em procedimentos que em alguns países são não apenas legais mas também oficialmente apoiadas e financiadas por seus governos.

A Mulher vestida de sol, na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, esmagará esta serpente mais uma vez.

Uma Oração pelas Vítimas de Aborto

Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe,
fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho através do Espírito Santo.

Sois a Mulher vestida de sol que dá à luz a Cristo enquanto Satanás,
 o Dragão Vermelho, espera para devorar vorazmente Vosso Filho.

Assim também Herodes procurou destruir Vosso Filho,
Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,
massacrando para isso tantas crianças inocentes.

Assim faz hoje o aborto,
matando tantas crianças inocentes não-nascidas,
e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana
e contra a Igreja, o Corpo de Cristo.

Mãe dos Inocentes,
louvamos a Deus em Vós pelo Dom que Vos deu
em Vossa Imaculada Conceição, Vossa liberdade do pecado;
Vossa plenitude de graça, Vossa Maternidade Divina e da Igreja,
Vossa Perpétua Virgindade
e Vossa Assunção em corpo e alma para o Céu.

Ó Auxílio dos Cristãos,
pedimo-Vos, protegei todas as mães dos nascituros
e os filhos que estão em seus ventres.

 Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio,
termine o holocausto do aborto.
Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada!

Mãe Santíssima, rogamos a Vosso Doloroso e Imaculado Coração
por todas as mães e todas as crianças não-nascidas
para que possam viver aqui na terra
e, pelo Preciosíssimo Sangue derramado por Vosso Filho,
possam ter a vida eterna com Ele no Céu.

Rogamos também a Vosso Doloroso e Imaculado Coração
por todos os abortistas e todos os que apóiam o aborto,
para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo,
como seu Senhor e Salvador.

Defendei todos os Vossos filhos na batalha contra Satanás
e todos os espíritos malignos nestas trevas atuais.

Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas,
que morreram sem Batismo, sejam batizadas e salvas.
Pedimo-Vos que alcanceis esta graça por elas,
contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais
e seus assassinos.

Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo,
o poder do Amor Misericordioso.
Que ele ponha um fim ao mal.
Que ele transforme as consciências.
Que Vosso Doloroso e Imaculado Coração
 revele para todos a luz da esperança.
Que Cristo Rei reine sobre nós,
sobre nossas famílias, cidades, estados, nações
e sobre toda a humanidade.

Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria,
ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações!

Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai por nós!


« Última modificação: 22 de Abril de 2007, 20:12 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #10 em: 22 de Abril de 2007, 20:52 »

     Perto de Chacim, aldeia do Concelho de Macedo de Cavaleiros, lá no alto do Monte Carrascal, há um convento habitado pelos padres marianos. E, junto do convento, há uma ermida branquinha aonde diariamente chegam grupos de pessoas que aí vão rezar, mergulhar no silêncio que dá paz ao espírito e apreciar a paisagem fascinante que dali se desfruta.
      A pequena ermida tem por Padroeira Nossa Senhora de Balsamão, nome curioso, cuja origem a lenda seguinte nos vai explicar.
      Segundo a lenda, no lugar da ermida, havia antigamente uma mesquita em honra de Maomé; e, no sítio do convento, um castelo ocupado por soldados mouros, às ordens dum rei cruel, inimigo figadal dos cristãos aos quais impunha, além de pesados impostos pecuniários, o humilhante imposto das donzelas.
      Esse imposto consistia na obrigação de todas as raparigas dos seus domínios passarem a primeira noite do seu casamento no seu harém, para satisfazer os seus caprichos animalescos e libidinosos.
      Amedrontados pelo seu grande poderio e pela sua extrema crueldade, os súbditos submetiam-se, embora revoltados, a esta ignominiosa prepotência, por se reconhecerem incapazes de se lhe oporem com êxito.
      Longos anos se passaram debaixo desta humilhação revoltante, até que, um dia, um jovem, destemido e audaz, resolveu pôr fim a esta odiosa servidão.
      Na véspera do seu casamento, jurou à noiva que não a deixaria sujeitar-se àquela desonra insuportável. A noiva, receosa da vingança do despótico tirano, implorou fervorosamente a protecção de Nossa Senhora de quem era muito devota e prometeu levantar-Lhe uma capela se Ela lhe valesse naquela angustiosa aflição.
      No dia do casamento, depois da boda, o jovem recém-casado, disfarçado com o vestido da esposa, e acompanhado dos amigos com quem tinha combinado o plano da revolta, apresentou-se no castelo, pedindo licença para, todos juntos, oferecerem presentes e prestarem vassalagem a tão alto Senhor.
      O pedido foi aceite e a comitiva entrou na sala do castelo com as facas de matar porcos, dissimuladas nos açafates, à guisa de presentes.
      Quando o rei moiro apareceu, acompanhado da sua guarda real, para receber os presentes e levar a noiva para a sua alcova, o jovem puxou do punhal e cravou-o no coração do tirano, ao mesmo tempo que os companheiros faziam o mesmo aos guardas que o acompanhavam.
      Aos gritos lancinantes dos moribundos, irromperam na sala estrepitosamente os restantes soldados, em grande número e armados até aos dentes.
      A luta foi terrível e desigual: dum lado, a coragem e a determinação; do outro, a crueldade e a força. E, como contra a força não há resistência, a vitória pendia naturalmente para o lado dos mouros.
      Mas, quando os cristãos começavam a fraquejar, feridos pelos alfanjes dos maometanos e tudo parecia irremediavelmente perdido, apareceu surpreendentemente, no meio deles, uma Senhora alta, toda vestida de branco, com um vaso de bálsamo na mão, que começou a ungir-lhes as feridas.
      À medida que a Senhora desconhecida os ungia, as feridas ficavam subitamente curadas e a coragem renascia-lhes dentro da alma. Renovadas as forças e empolgados com esta aparição, atiraram-se, como S. Tiago aos mouros e a sorte do combate começou a mudar.
      Agora, eram os mouros que retrocediam, apavorados com aquela aparição inopinada e inexplicável que atribuíam a alguma feitiçaria dos inimigos e contra a qual se sentiam impotentes para lutar.
      Desmoralizados, incapazes de continuar a luta, puseram-se em fuga, precipitadamente, encosta abaixo, atropelando-se uns aos outros, para salvarem a vida. Mas encontraram pela frente toda a população que entretanto tomou conhecimento da revolta dos jovens e se preparou para os ajudar.
      Então, os mouros, atacados pela frente e pela retaguarda, sofreram uma terrível chacina que os vitimou implacavelmente.
      E assim acabou a abominável opressão do domínio sarraceno e começou a liberdade dos habitantes da região, os quais, atribuindo a vitória a Nossa Senhora, que, com o bálsamo na mão, curou as feridas dos seus filhos e lhes infundiu ânimo para levarem de vencida os odiados opressores, e ainda para darem cumprimento à promessa de noiva, iniciaram a construção da capela em sua honra, precisamente no local da antiga mesquita.
      A Nossa Senhora deram o nome de Senhora do Bálsamo na Mão, que depois evoluiu para Senhora de Balsamão.
      E ao lugar onde os mouros sofreram a chacina deram o nome de Chacim, terra próxima do Santuário de Balsamão.
CONVENTO DE  BALSAMÃO   

A ermida de Balsamão existia desde tempos imemoriais. Atribue-se à Ordem de Malta a sua construção sobre as ruínas duma mesquita ou da primeira capelinha. Ali se abrigava uma confraria geral de 100 irmãos eclesiásticos que tinha o nome de confraria de Santa Maria de Balsamão.
Cinco sacerdotes e 12 leigos, foi o número com que se iniciou a congregação de Nossa Senhora de Balsamão.
 Frei Casimiro de S. José deixou de existir, a 25 de Outubro de 1755, sendo sepultado na capela-rnor, do lado da epistola, junto do altar de S. José
   
  Convento de Balsamão TH
 
O Mosteiro de Balsamão faz parte da congregação dos Marianos da Imaculada Conceição. É uma casa de repouso por excelência, localizada no alto do monte, com excelentes paisagens. Balsamão está situado na Província de Trás-os-Montes, no coração do distrito e diocese de Bragança, de cuja cidade dista cerca de 60 km. Fica a 17 km da sede do concelho, Macedo de Cavaleiros, e a 4 km da sede de freguesia, Chacim. O monte de Balsamão é banhado a sul pelo rio Azibo, afluente do Sabor, que é atravessado por uma pequena ponte românica e a norte pela Ribeira de Veiga. Com a altitude de 522 m, o “pequeno monte” é aconchegado pelas abas dos montes e outeiros das povoações de Paradinha de Besteiros, Sobreda e Morais e ainda dos Olmos, Lagoa e Lombo e vigiado ao longe pela Serra de Bornes. O monte Balsamão é um sitio isolado onde se desfruta a natureza e se ouve o silêncio, local ideal para uma retirada relaxante a apaziguadora, longe do stress citadino.
 
   
 Datas de Admissão
Todo o ano
(dependendo de disponibilidades)

Consumos Mínimos
Pequeno-almoço: Euro 7.50
Refeições: Euro 10.00
Bar: Euro 5.00

(Reconfirmar valor dos consumos no acto da reserva)

Consumos mínimos diários por pessoa
(IVA à taxa em vigor incluído)

Serviços   

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   Suplementos
Crianças
Dos 0 aos 3 anos - Grátis
Dos 3 aos 12 anos - 50% do valor dos consumos mínimos, sempre que fique alojada com 2 adultos no mesmo quarto.

Adultos
Para utilização individual, tripla ou quádrupla, é favor consultar a unidade.

Contactos
Balsamão - Chacim - Macedo de Cavaleiros
5340-091 Chacim
Tel.: 278 468 010
Fax: 278 468 028
E-mail: reservasbalsamao@mail.telepac.pt
Site: www.marianos.pt.vu




Este é um local que aconselho vivamente, optimo para quem se queira retirar por algum tempo do barulho e confusão que reina nas Cidades. Idílico e fabuloso a não perder. Desabrochar
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« Responder #11 em: 23 de Abril de 2007, 16:10 »

Salvo por uma fervorosa "Ave Maria"


Tendo embarcado com um ou dois helicópteros num navio, talvez, uma fragata, descobrimos sobre a mesma - sem dúvida, à saída de um posto de combate -, a ausência recente de um marinheiro, membro da tripulação. Como sói acontecer em circunstâncias semelhantes, imediatamente foram organizadas buscas em todo o navio, até que se constatou a sinistra evidência: a pessoa procurada, com certeza, não estava a bordo.

- O comandante anula a missão, faz com que se dê meia volta para refazer, detalhadamente, o caminho, até então, percorrido. O helicóptero recebe ordem para decolar, o mais rápido possível, visando encontrar o náufrago, segundo um plano preliminar. As buscas continuam durante algumas horas; a zona explorada se amplia cada vez mais, em proporção à dúvida, cada vez mais crescente e angustiante, que se espalha pelos investigadores posicionados na passarela do navio, e em proporção ao sentimento de desalento do pessoal do vôo.

Cadiou, cuja função é a de manobrar o equipamento de salvamento, está num ponto em que frui de uma vista parcial do oceano. Após muitas horas de infrutuosa investigação da massa líquida, ele observa, consternado, o Sol a se aproximar do horizonte. Ele bem sabe que um homem sem colete salva-vidas não consegue se manter por muito tempo na superfície a água. Ele avalia os poucos minutos que restam para que a claridade do dia se desvaneça, tempo mínimo, pois logo os helicópteros deverão retornar para a plataforma, uma vez que, sem a luz do dia, não há visão suficiente para que as buscas prossigam.

Tomado por um sentimento de impotência e de desespero, inesperadamente ele reflete e considera que aquilo que é impossível para o homem, talvez não seja impossível para o Céu. Com esta motivação, Cadiou se dirige à Virgem Maria, e numa oração fervorosa, pronuncia, interiormente, as palavras da "Ave Maria".

Ele murmura as últimas palavras da oração dos humildes quando seu olhar é atraído para um ponto minúsculo entre duas ondas. Sem qualquer convicção, Cadiou pede ao piloto que oriente o aparelho naquela direção.

À medida que os socorristas avançam na direção indicada, uma dúvida, mas, em seguida, uma esperança louca, toma conta da tripulação, e a realidade logo se impõe; aquele ponto era, precisamente, o náufrago, vivo, apesar de bastante extenuado. O resgate não apresentou qualquer dificuldade para a equipe bem treinada: a manutenção do helicóptero em vôo estacionário, a descida de um mergulhador munido de correias para cingir e resgatar o pobre homem, então, incapaz de se mexer. Em seguida, os dois foram içados, simultaneamente, na carlinga.

As circunstâncias da descoberta do náufrago, contadas por Cadiou a cada um, não suscitaram qualquer zombaria por parte de seus camaradas, pois o que aconteceu neste desenlace foi absolutamente inesperado.


Relato de Jean-Louis Lefèvre,
oficial da marinha da reserva
23 de Abril de 2002

Não sabia Felix!  Obrigado E é assim que nos vamos enriquecendo...
 
« Última modificação: 24 de Abril de 2007, 10:16 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #12 em: 23 de Abril de 2007, 16:32 »

Nunca fui a este Santuário, nem sei bem onde fica...

NOSSA SENHORA DA PENEDA - UM SANTUÁRIO


O Santuário de Nossa Senhora da Peneda foi construído entre os finais do Séc. XVIII e os meados do Séc. XIX, pelo que o caracter neoclássico predomina no conjunto, embora haja ainda em certas partes mais antigas algumas reminiscências barrocas. Erguido junto de um morro alcantilado e agreste em frente de um vale estreito fértil. Deste vale rompe para o Santuário uma escadaria de dois lanços e 300 metros, em linha recta. No cimo existe um pórtico que dá acesso a um terreno octogonal, que tem ao centro uma coluna com a data de 1787 e que suporta a figura do anjo da guarda. A rodear o pórtico e circundando o terreno, estão as primeiras capelas. São de planta quadrangular, ou hexagunal com telhado em forma de pirâmide, encerrando no interior grupos escultóricos - alusivos à vida de Cristo.

De salientar ainda a existência dos designados quartéis (destinados a albergar os peregrinos) e as casas da confraria.

A Virgem da Peneda, padroeira deste excelso oásis sertanejo de piedade e bucolismo, pela afluência de romeiros e fama de milagres, é uma verdadeira senhora de Fátima do Alto Minho. Recua-se a sua aparição aos tempos medievais, talvez ao período tormentoso das guerras da reconquista, feita a uma virtuosa pastorinha da Gavieira, segundo uns, concedida, segundo outros, a um terrível criminoso evadido à acção da justiça, para o converter.


Para a romaria da Senhora da Peneda ainda descem, de vários pontos, através da serra, muitos peregrinos a pé, para os quais só assim a romagem resulta.

No entanto, com as vias de penetração abertas pelos serviços florestais, a romaria foi perdendo o original pitoresco de outrora, com caminhadas nocturnas pelo deserto pedregoso e agreste, espreitadelas de lobos, dormidas ao relento e colações improvisadas à beira dos regatos.

Era então, dias e noites seguidas, por todo o mês de Setembro, uma áspera continua e estafante peregrinação, verdadeira avalanche de devotos, vinda dos quatro pontos cardeais, no seio de uma paisagem austera e inóspita - pedregulhos informes, desfiladeiros íngremes, tojos, carrascos, urzes, - a qual, por si só, já constituía uma dura penitencia.

As águas batidas e revoltas humedeciam e esfriavam ainda mais a atmosfera inclemente. Os romeiros caminhavam durante horas intermináveis de abnegado esforço de noite à luz de lanternas e de gasómetros, de dia, quando a aurora de fazia anunciar sobre os raios dum sol impertinente, de farnéis ás costas, escasseando as concorridas sombras proporcionadas pelos penedões e pelas centenárias árvore.

Os que partiam de Melgaço, pelas duas horas da madrugada detinham-se, ao nascer do sol, em Lamas de Mouros, pitoresca povoação nas cercanias de Castro Laboreiro, onde tomavam o café. Era aqui que se concentravam as burriqueiras para alugarem os jumentos ás pessoas idosas que viessem cansadas. Aglomerados de portugueses e de galegos, a cada passo se encontravam e juntavam, acamaradando na folia, com os seus descantes e bailados regionais.

Nas encruzilhadas apareciam as castrejas, embiocadas nas suas típicas capas escuras, também com burros para alugar. Ofereciam-nos:“- alugue o meu geriquinho é mansinho e não deixa cair ninguém”.

A romaria realizada a 7 de Setembro segue a tradição das grandes peregrinações marianas da Época Moderna, onde a envolvente paisagística, nomeadamente a proximidade de um grande elemento rochoso natural e forte visibilidade, favoreceram o desenvolvimento de uma ambiência própria com maior liberdade festiva e um isolamento espiritual mais próximo das necessidades dos romeiros.

Lenda - Aparição da Senhora da Peneda

Conta-se que a Senhora da Peneda apareceu em cinco de Agosto de 1220 a uma serraninha que pastoreava por entre aquelas penedias, algumas cabras.

A Senhora apareceu-lhe em forma de uma pomba branca voando ao redor dela e, pediu-lhe que dissesse aos do seu lugar da Gavieira para lhe edificarem naquele lugar uma ermida; a pastorinha falou aos seus pais, da Senhora, mas sem efeito, porque não lhe deu crédito.

Noutro dia, voltando a pastorinha com as suas cabras por aquelas mesmas paragens, lhe tornou a aparecer a mesma Senhora na mesma lapa, não como na primeira vez, em forma de pomba (como ela referia) mas na forma em que hoje se vê, e lhe disse: filha, já que te não querem dar crédito ao que eu mando, vai ao lugar de Roussas (que fica na mesma freguesia de Gavieira, no mesmo termo do concelho de Soajo) onde está uma mulher entrevada há dezoito anos e diz aos moradores do lugar que tragam à minha presença, para que ela fique de perfeita saúde, e assim te darão crédito ao que eu te ordeno.

Assim o fez a venturosa pastorinha, e trouxe a mulher que se chamava Domingas Gregório. Tanto que esta chegou à vista daquela Sagrada Imagem da Rainha dos Anjos, logo alcançou uma perfeita saúde e ficou livre e sã de todos os males que padecia, louvando a Virgem Senhora pelo singular benefício que lhe havia feito

Esta informação pode encontrar-se em:



Arcos de Valdevez -  Nossa Senhora da Peneda (algumas fotos)


tradições...
e ainda belas fotografias com comentários de quem já por lá passou…
Quanto a mim, apenas lhe conheço o nome  Corado
« Última modificação: 23 de Abril de 2007, 17:00 por lea onda-menor » Registado

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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #13 em: 23 de Abril de 2007, 19:04 »

Pequena homenagem a Nossa Senhora, encontrada no youtube.

<a href="http://www.youtube.com/v/0y5gouRbHVM" target="_blank">http://www.youtube.com/v/0y5gouRbHVM</a>
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« Responder #14 em: 28 de Abril de 2007, 13:54 »



 Arco íris  PROPOSTA
Um momento a sós com Deus, 
inspirado em São Luís Maria de Montfort:

Uma leitura bíblica e um trecho de Montfort
diferente para todos os dias do mês!



Hoje, dia 28 de Abril,
a Igreja recorda um grande devoto de Nossa Senhora
São Luis Maria Grignion de Montfort...

Eis alguns textos deste Santo:

O Paraíso de Deus

«Digo com os santos: Maria Santíssima é o paraíso terrestre do novo Adão, Aquele que neste paraíso encarnou, por obra do Espírito Santo, para aí operar maravilhas incompreensíveis.

É o grande, o divino mundo de Deus, onde há belezas e tesouros inefáveis. É a magnificência do Altíssimo, onde Ele escondeu, como em seu seio, o seu Filho único e nele tudo o que há de mais excelente e precioso.

Ó! Ó! Que grandes e misteriosas coisas fez o Deus onipotente nesta admirável criatura, segundo ela própria é forçada a dizer, a despeito da sua profunda humildade: "Fecit mihi magna qui potens est - O Poderoso fez em mim maravilhas!" (Lc 1, 49)

O mundo não conhece estas maravilhas, porque é incapaz e indigno de tal.»

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, nº 6


Jesus submete-se a Maria durante 30 anos

«Durante 30 anos, Jesus viveu uma existência comum em Nazaré junto de Maria e José. São Luís-Maria Grignion de Monfort medita assim sobre esta espantosa realidade e sobre este período que representa nove décimos da vida do Filho de Deus na terra:

Jesus não desdenhou encerrar-se no seio da Virgem Santa como um cativo e escravo de amor, nem de lhe ser submisso e obediente durante trinta anos.

É aqui, repito, que o espírito humano se perde, quando faz uma reflexão séria sobre esta maneira de proceder da Sabedoria incarnada, que não quis, embora o pudesse fazer, dar-se diretamente aos homens, mas por intermédio da Virgem Santíssima ; que não quis vir ao mundo na idade de um homem já feito, não dependendo de outrem, mas antes como uma pobre e pequena criança, dependente dos cuidados e sustento de sua santa Mãe.

Esta Sabedoria infinita, que tinha um desejo imenso de glorificar a Deus seu Pai e de salvar os homens, não encontrou nenhum meio mais perfeito nem mais rápido para o fazer, senão o de se submeter em todas as coisas à Santíssima Virgem , não só durante os primeiros oito, dez ou quinze anos da sua vida, como as outras crianças, mas durante trinta anos; e deu mais glória a Deus seu Pai, durante todo este tempo de submissão e de dependência da Virgem Santíssima, que a que lhe teria dado se tivesse levado esses trinta anos a fazer prodígios, a pregar por toda a terra, a converter todos os homens; Senão, tê-lo-ia feito.

Oh! Oh! Que se glorifique altamente a Deus na submissão a Maria, a exemplo de Jesus!

Tendo perante os nossos olhos um exemplo tão visível e tão conhecido de todos, serermos assim tão insensatos para pensarmos que poderemos encontrar um meio mais perfeito e mais curto para glorificar a Deus que o da submissão a Maria, a exemplo de seu Filho?»


Outro site Mariano: http://www.salvemaria.org/

Um texto da Comunidade Shalom:

Recebemos, nesses dias, ensinos belíssimos que certamente nos trouxeram grande conhecimento intelectual e crescimento espiritual com relação à Mãe de Deus e Nossa Mãe. Vimos como é grande sua alegria no céu ao contemplar as contínuas processões da Trindade e como foi grande sua felicidade na terra ao colaborar para religar, com sua vida, pela gestação do Filho de Deus, a história dos homem e a história de Deus, fazendo-as, pelo seu Sim, uma só história.

Como templo da Santíssima Trindade, Maria, em sua humanidade puríssima, experimentou, como mulher, os efeitos do mistério eterno da unidade trinitária em seu seio, em sua alma, em todo o seu ser.

São Luís de Montfort afirma que “Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade, em que Deus está mais magnífica e divinamente presente que em qualquer outro lugar do universo”. Como tabernáculo vivo da Trindade, segundo a Liturgia Oriental, suas entranhas foram feitas maiores do que o céu, porque nelas coube o próprio Deus, e com Ele o céu inteiro.

Guardadas as proporções, foi esta a grande experiência espiritual de Elisabeth da Trindade, que exclama: “Fixai-me em vós imóvel e tranqüila, como se minha alma estivesse já na eternidade. Fazei de minha alma vosso céu, vossa morada preferida”. Se Elisabeth da Trindade fez esta oração, qual não seria a oração de Nossa Senhora? Seria este o segredo, a alegria expressa no Magnificat?

Nossa Senhora foi criada para ser a morada preferida de Deus e pôde unir-se como ninguém à dinâmica de amor das três pessoas da Trindade, que, também nela, na terra como no céu, viveram e vivem sua dinâmica de dar-se e receber um ao outro absoluta e totalmente, sendo perfeitamente um só Deus. Maria foi e é, assim, templo da Unidade mais perfeita do qual jorra a fonte de toda unidade: a Santíssima Trindade, as três pessoas distintas na perfeita unicidade: um só Deus.

Maria contempla em si e diante de si o dinamismo da perfeita unidade. Que efeitos terá gerado esta vivência única em Nossa Senhora? A perfeita união com Deus; a unidade consigo mesma; e a promoção da unidade no coração do homem e na humanidade inteira.

Dom Adélio comentou rapidamente na homilia do primeiro dia do Congresso que deveríamos ver Nossa Senhora não somente como alvo de uma devoção ou um degrau para chegar a Jesus, mas como alguém efetivamente atuante na nossa Salvação.

Dom Aloísio explica como Maria foi e é efetivamente atuante no Antigo e Novo Testamento e na Igreja nascente. Ela é efetivamente atuante ainda hoje. E hoje, mais do que nunca, ela é promotora da unidade e da paz, na Igreja de seu Filho e na humanidade inteira.

Católicos, Ortodoxos, e mesmo Muçulmanos, reconhecem Maria, veneram-na e a honram, quer como a Mãe de Deus, quer como, no caso dos Muçulmanos, a única criatura além do seu Filho que não foi educada por Satanás. Em Maria, a “religio”, a religação, o relacionamento entre o céu e a terra, completa-se de modo perfeito. Ela é o “lugar teológico” por excelência da religião.

No pontificado de João Paulo II, como ele mesmo não se cansa de declarar, “a Mãe da Salvação” tem atuado de forma maravilhosa na acepção mesma do termo. Queira Deus que nós tenhamos a mesma fé e a mesma intimidade com Maria que tem o nosso Papa!

Infelizmente, de um modo geral, não temos intimidade espiritual com Maria. Ou ela é um “Modelo Moral” cujas virtudes devemos imitar, ou é alguém de quem somos devotos, a quem oferecemos rosários e novenas para que consiga de Deus as coisas para nós. Nosso coração, no entanto, deve inclinar-se para ela “pelo amor e a oração” (ECCSh), “pois o verdadeiro devoto não ama a Maria porque ela lhe faz ou espera dela algum bem, mas porque ela é amável” (São Luís Montfort).

Nossa Senhora está viva de corpo e alma no céu. Podemos e devemos alimentar nosso amor, trato de amizade e intimidade com ela. Ela levou, como Jesus ressuscitado, nossa humanidade para o céu. Como disse D. Aloísio, a Rainha do céu está muito acima, infinitamente acima, de todos os anjos e santos, à direita do Pai, na humanidade de Jesus e na sua própria humanidade.

A Mãe de todos os homens está no céu em sua humanidade gloriosa como mulher. É como mulher que ela faz a mediação da unidade e a promove.
Jesus disse: o meu Pai até agora está trabalhando, e eu também estou trabalhando (Jo 5,17). Pelo Espírito Santo, que o Pai enviou, a Igreja trabalha e sofre, continuando a Obra de Cristo. Pelo Espírito Santo, Maria trabalha e sofre até agora, como sempre Virgem e Mãe de Deus, e como Mãe da Igreja e Mãe de Deus.

Seu maior trabalho, unido ao Espírito Santo e impulsionada por Ele, cuja atividade de amor ela contempla e abriga em si: que os homens se amem uns aos outros, que sejam um como o Filho e o Pai são um: na dinâmica troca gratuita e total de amor, sem impedimentos e barreiras. São Luís de Montfort afirma que “a mais forte inclinação de Maria é unir-nos ao seu Divino Filho”.

Maria trabalha pela unidade como Virgem e Mãe de Deus

Como Virgem (antes, durante e depois do nascimento de Jesus), Maria é unificada em si mesma e é toda de Deus. Seu coração não se divide com nenhuma criatura e, de coração indiviso, une-se inteiramente a Deus, de corpo e alma. Como Virgem e Mãe de Deus sua união a Ele leva a permanecer em contínua oração e adoração da Trindade, em si, e na Trindade mesma que contempla. A Virgem e Mãe de Deus viveu perfeitamente o “Assim na terra como no céu”. Como Virgem e Mãe de Deus está na Trindade inteiramente e a Trindade inteiramente nela, sem divisões.

Maria Virgem e Mãe de Deus promove em nós, com sua mediação eficaz, sendo nossa humanidade no céu: 1- a unidade com Deus, por ser inteiramente dele; 2- a unidade consigo própria, pois esta acontece somente naquele para quem Deus é tudo e que, portanto, é todo de Deus; 3- a unidade com o irmão, pois todos os homens se tornam filhos de quem é casto. Quem é virgem, quem é casto, é também pobre de si e rico de Deus. Quem é pobre de si não tem medo de amar o outro, para ele o outro não é ameaça. Não põe barreiras ao amor de Deus, nem do irmão. Porque é todo de Deus e nada tem de si mesmo, é também todo do irmão. Em sua virgindade e castidade Maria é toda nossa.

Maria promove a unidade como Esposa e Mãe de Deus

A esponsalidade de Maria com o Pai (pela paternidade), com o Filho (pelo desponsório espiritual) e com o Espírito Santo (pela geração de Jesus) a faz, como vimos, íntima e para sempre, espiritual e humanamente, unida a cada pessoa da Trindade. Maria não se une a estas pessoas pelo que fazem nela, mas pelo que São nela. Nela Deus é Pai; nela Deus é Filho; nela Deus é Esposo; nela Deus é Uno e Trino.

Sem Maria, Deus não seria Pai, nem Filho, nem Esposo. No Antigo Testamento Deus agiu como Pai e algumas poucas vezes foi reconhecido como tal. Deus revelou-se em Israel, que o traía e adulterava. Deus prometeu o Messias. Mas somente em Maria e com Maria, Deus foi, pela união íntima com sua criatura, Pai, Filho e Esposo.

Por outro lado, sem Jesus, nem Maria nem nós seríamos filhos no Filho, e chamados à união esponsal mística com Deus, Uno e Trino.
Maria, Esposa e Mãe de Deus, possibilitou assim a unidade da humanidade com cada pessoa do Santíssima Trindade. E hoje, no céu, com sua mediação, promove a unidade da humanidade e de cada homem com Deus.

Maria ministra a unidade como Mãe de Deus e Mãe da Igreja

A maternidade está intrinsecamente ligada à vida e à alegria. No entanto, está também intrinsecamente ligada à dor e à morte para si mesmo.
Maria tornou-se Mãe da Igreja no auge da dor, e, portanto, no cume do amor, pois a cruz foi o auge de sua renúncia a Jesus e a si mesma.

A Jesus, ela deu a luz sem dor, mas à Igreja ela deu a luz no ápice da dor. A maternidade de Jesus foi fruto da ação do Espírito Santo em suas entranhas humanas, e, no entanto, Ele veio à luz sem dor e sem o rompimento natural do parto; a maternidade da Igreja foi fruto da ação do Espírito Santo nas entranhas do seu Espírito e, no entanto, a Igreja veio à luz em meio a maior das dores.

Maria gestou a Igreja junto com Jesus, pois nunca haverá a menor sombra de separação entre eles, seja em pensamento, sentimento, vontade ou história. Maria sempre foi profundamente unida a Jesus e gestou com seu Filho, Fundador e Cabeça da Igreja, cada discípulo, sendo presença de Mãe. Talvez não compreendesse totalmente que a maternação da Igreja supusesse a dor da morte de Jesus, que a consola entregando-a ao mais querido dos discípulos.

Maria ministrou a unidade e a paz na Igreja pelo sofrimento do amor, pela renúncia do sacrifício. Jesus foi o preço desta maternidade.
Hoje, Maria promove a unidade na Igreja, a unidade entre os irmãos, seus filhos, pelo nosso amor e sacrifício unidos àquele seu lancinante sacrifício de renúncia e oferta do próprio Filho. Foi ela a primeira a completar na própria carne o que faltou ao sofrimento de Cristo em favor da sua Igreja.

Não é possível haver unidade entre nós sem grande sacrifício de sim unido ao sacrifício de Jesus e de Maria. O sacrifício de sim separado de Jesus e de Maria é estéril. Mas, unido ao sacrifício deles dois e à virgindade, esponsalidade e maternidade de Maria, é fecundo, promotor da unidade e da paz. Mergulha-nos nos abismos do silêncio de Deus, da obediência que tanto Jesus como Maria (como nós) aprenderam pelo sofrimento (cf. Hb 5). Mergulha-nos na unidade de quem se esquece de si mesmo para perder-se em Deus, fonte de todo bem, de toda unidade, de toda paz.

Maria promove a unidade como mulher

Não há como separar a maternidade da mulher, nem a mulher da maternidade.
Na nossa caminhada para a intimidade e a amizade com Maria, devemos ter em conta que ela é mulher e que, como mulher, está ressuscitada no céu com seu corpo glorioso, mas feminino, no seu modo de ser, de pensar e de agir. Maria agiu, age e agirá sempre, no céu e na terra, segundo a mente e os sentimentos de Cristo, mas como mulher, em sua “gratuidade irradiante de mãe, na sua reciprocidade e antecipação de esposa, na sua acolhida fecunda de virgem”, como diz Bruno Fort. É, portanto, também como mulher que ela promove a unidade.

Foi como mulher que Maria reagiu ao anúncio da gravidez de Isabel indo ajudá-la imediatamente. Podemos imaginá-la feliz por vivenciar a maternidade da prima e por poder servi-la como fazem as mulheres de Deus, como fazem as mães em sua “gratuidade irradiante”.

Foi sua “lógica de mulher” que se manifestou em Caná, não só ao notar que faltava vinho, mas especialmente no modo como agiu com relação a Jesus e aos serventes. Maria foi aí “antecipação e reciprocidade”, como a esposa descrita por Bruno Fort.

Foi como mulher e Mãe de Deus que Maria foi formada pelo seu Filho no reencontro no templo e à porta da casa de Pedro. No primeiro caso, Ele lhe obedeceu e respeitou sua afeição de mãe, voltando para casa. No segundo, ela o compreendeu, em “acolhida profunda” de virgem...

Foi sua personalidade feminina e, portanto, materna que a fez ficar de pé diante da cruz, não somente pela extraordinária graça de fidelidade e fortaleza, mas pelo esforço em ficar o mais próximo possível, o mais visível possível ao Filho, a quem consolava e cuja agonia acompanhava.

Foi ainda como mulher que ela abrigou-se na casa de João que, sendo discípulo amado de Jesus, era certamente também dela. Jesus sabia bem que o que faz uma mulher sentir-se segura é o amor e não a força.

Foi a mulher e Mãe que manteve os discípulos unidos e reunidos à esposa do Paráclito. Ela era a mulher do Ressuscitado, a mãe do Filho de Deus, “um pedaço dele”.

Foi a mulher, Mãe de Deus, que foi assunta ao céu e colocada acima de todos, abaixo somente da Trindade. É como mulher e Mãe que ela, a intercessora onipotente, trabalha até agora para promover a unidade.

Eis por que é tão grande nossa responsabilidade com relação à mulher e à mãe. Dirijo-me aos homens e às mulheres. Nós – homens e mulheres – perdemos a noção do papel da mulher com relação a Deus e à humanidade. A causa é que nos colocamos diante de nós mesmos e dos nossos anseios, e não diante de Deus e dos seus planos para nós, como homens, como mulheres, como famílias, sejam famílias religiosas ou institucionais.

Um dos principais papéis da mulher, em qualquer época da história, é, sem dúvida, ser disponível a Maria para a instauração da unidade e da paz através da sua maternidade e feminilidade. Onde a mulher não cumpre este papel, a instauração do Reino de Deus não se cumpre plenamente.

Maria “trabalha ainda hoje” pelo amor e poder de Deus que a escolheu e lhe deu uma missão que durará até a segunda vinda de Jesus. Ela, como a Esposa de Deus, no Espírito Santo, trabalha em nós, pela intimidade, amor e amizade conosco, e através de nós, que queremos responder positivamente a esta amizade.
« Última modificação: 28 de Abril de 2007, 14:16 por lea onda-menor » Registado

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