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Autor Tópico: Sete sacramentos  (Lida 4958 vezes)
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« em: 16 de Março de 2005, 10:46 »

Baptismo: O Sacramento Chave

Podemos caracterizar o Baptismo desta forma, pois, sem ele nenhum outro Sacramento pode ser recebido. O Baptismo é a porta para a vida cristã.

Quando recebemos o Sacramento do Baptismo, transformamo-nos de criaturas para Filhos Amados de Deus.

Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, os sacramentos são "invenções" da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são sem sombra de dúvidas criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.

O sacramento é definido como um sinal do Amor de Deus, que nos é oferecido para a nossa santificação durante a nossa caminhada terrena.

Leonardo Boff, criador da Teologia da Libertação,  num dos seus livros definiu sacramento de um modo bem simples: Na sua juventude de estudo teológico em Roma, Leonardo recebeu a notícia do falecimento de seu pai. Sua irmã enviou-lhe uma carta contando bem explicado os últimos momentos da vida do seu pai, e no final da carta, lá estava a guimba do último cigarro que seu pai tragou antes de morrer. Leonardo então, definiu que aquela pequena guimba de cigarro significava um sacramento, ou seja, um gesto, um sinal do amor de seu pai.

Sacramento é exatamente isso, a demonstração do amor divino. Esse amor divino também é demonstrado no Baptismo.

O Baptismo faz parte de um sacramento de Iniciação Cristã (junto com a Crisma e a Eucaristia). Nos evangelhos, é explicado sem sombra de dúvidas a sua existência.

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizava as pessoas para a vinda de Cristo (Mc 1,2s). Ele sabia que o seu Batismo era temporário, pois logo depois dele viria o seu primo Jesus que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo.

O papel de batizar foi passando de João para Jesus, e de Jesus para os Apóstolos (que por sinal são os leigos, diáconos, padres e bispos de hoje).

Saindo da parte bíblica, vamos passar para a parte doutrinal. O ato de batizar significa renascer para uma nova vida.

O batizando, quando pequeno, não possui a consciência da importância do sacramento, pois ainda não chegou a idade da razão (em que pode raciocinar e saber o que é certo e errado). Então essa consciência e responsabilidade cabe não ao batizando, mas sim aos pais e padrinhos, pois são eles que decidem se os filhos serão ou não batizados.

Muitos são aqueles que vão para a pia batismal com valores errados, pensando que o dia do Baptismo é dia de festivo, como um aniversário (isso ocorre muito no sacramento do Matrimónio). Esse pensamento é extremamente errado, pois o dia do Baptismo representa um dia de transformação para a criança, ou seja, ela deixa de ser criatura de Deus, para ser Filho de Deus.

As responsabilidades dos pais são também importantes. Desde o momento em que o filho recebe o Espírito Santo no Batismo, os pais têm o compromisso de levar aquele batizado no caminho da Fé Cristã (buscando a Santidade). Só assim podemos considerar o sacramento do Baptismo consciente e válido.


Batismo: Fonte de Comunhão

Com a multiplicação de expressões religiosas, há pessoas batizadas numa Igreja e vivendo em outra. É necessário muito respeito para todas as formas de vivência da religião. Mesmo assim, é bom ter claro que a Igreja católica não reconhece o baptismo de todas as organizações religiosas.

A Igreja católica considera válido e que não há necessidade de baptizar de novo, quem foi batizado nas seguintes Igrejas:

    * Igrejas Ortodoxas (do Oriente)
    * Igreja Vétero-Católica
    * Igreja Episcopal do Brasil (Comunhão Anglicana)
    * Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (Missouri)
    * Igreja Metodista

A Igreja católica tem reservas quanto à validade do baptismo realizado por algumas Igrejas: pelas razões teológicas ou pelo sentido que dão ao sacramento. Algumas julgam que o batismo não justifica, não é tão necessário, etc. Estas são as Igrejas cujo batismo é duvidoso:

    * Presbiteriana
    * Baptista
    * Menonita
    * Congregacionalista
   
A Igreja [católica] considera inválido o baptismo das seguintes expressões religiosas:

    * Testemunhas de Jeová
    * Mórmons (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)
    * Espiritismo
    * Ciência Cristã
    * Igreja [Católica Apostólica] Brasileira (cf. CIC 869)

A Igreja católica aconselha aos seus agentes, que se tratem com bom senso e caridade as pessoas que procuram o baptismo. A elas seja dispensada uma acolhida personalisada e seja avaliado caso por caso antes de qualquer decisão (DGAE 268).

Mais do que discutir a validade ou não do baptismo, é importante perceber que o baptismo se constitui no fundamento da comunhão entre todos os cristãos, também com os que ainda não estão em comunhão plena com a Igreja católica (UR 3). "O baptismo, pois, constitui o vínculo sacramental da unidade que liga todos os que foram regenerados por ele" (cf. Rm 8,29).Topo


O Batismo de Crianças

A Bíblia sugere o baptismo de todos, o que inclui as crianças

Atos 2,38-39: "Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'."

Atos 16,15: "Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos dizendo: 'Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali'. E nos constrangeu a isso."

Atos 16,33: "Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi baptizado, ele e todos os seus."

Atos 18,8: "Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados."

1Coríntios 1,16: "Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro".

O Baptismo é necessário a todos, inclusive às crianças

João 3,5: "Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus'."

Romanos 6,4: "De sorte que fomos sepultados com Ele pelo baptismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida."

"Todos pecaram" em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças

Romanos 3,23: "Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus"

Romanos 5,12.19: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos."

Salmo 51[52],5: "Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe."

A Circuncisão (em geral realizada em crianças, cf. Gênesis 17,12), foi substituída pelo Baptismo

Colossences 2,11-12: "Nele também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos."

As crianças podem crer

Marcos 9,42: "E quem escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar"

Lucas 1,41-44: "Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz: 'Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre."

Salmo 22[23],9-10: "Contudo, tu me tiraste do ventre; tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe."
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« Responder #1 em: 16 de Março de 2005, 10:48 »

Crisma: O Sacramento do Espírito Santo

Os sacramentos são sinais divinos que nos é oferecido para a nossa santificação. Eles são divididos em três partes: Sacramentos de Iniciação Cristã, Sacramentos de Serviço e Sacramentos de Cura.

     O Sacramento da Crisma é um sacramento de Iniciação Cristã (junto com o Batismo e a Eucaristia).

     Durante a primeira vinda de Cristo sobre a Terra, Ele prometeu aos seus apóstolos o Paráclito (advogado, defensor).

     Jesus também promete o Espírito Santo para nós, e nos é concedido através do Sacramento da Crisma.

     A Crisma também é chamado Sacramento da Confirmação, pois através dele confirmamos o nosso Batismo que recebemos na maioria das vezes quando criança.

     Confirmar o Batismo é muito importante, pois quando criança não temos a consciência do Sacramento, mais sim os nossos parentes mais próximos que resolveram levá-lo até a pia batismal. Já na Crisma, não são os seus parentes que escolhem se queres ou não receber o Crisma, mas sim você mesmo.

     No sacramento da Crisma recebemos os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade, Ciência e Temor de Deus.

     Eles são dons que nos aproximam de nossa vocação: a Santidade.

     Quando recebemos o Espírito Santo e nos abrimos inteiramente à graça sacramental não agimos em nós, mas sim o próprio Deus nos usa de instrumento e agi em nós. Por isso podemos considerar o crismando uma pessoa com grandes responsabilidades. Veja:

     No Batismo recebemos o Espírito Santo e nos transformamos de criaturas de Deus para Filhos de Deus. Já na Crisma dizemos com consciência: Quero ser Filho de Deus e assumir a minha missão de evangelizar.

     O mesmo Deus que os apóstolos receberam no dia de Pentecostes é o mesmo que recebemos no Sacramento da Crisma, por isso a mesma autoridade que eles tinham ao anunciar a Palavra de Deus é a mesma que possuímos.

     O dia em que nos crismamos é sem dúvida o dia de nosso Pentecostes. Onde o Espírito Santo nos é enviado para transformar e santificar.

     As transformações do Espírito Santo são nitidamente vistas na Bíblia. Observe:

     Vamos dar o exemplo do apóstolo Pedro. Antes do dia de Pentecostes era um pescador de pouca instrução, medroso, incrédulo e infiel.

     Quando se passou o dia de Pentecostes, melhor dizendo, logo ao sair do cenáculo onde o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e Maria, ele realizou um discurso que prova o poder do Espírito Santo (At 2,14-41). Podemos até duvidar se realmente era o mesmo Pedro pescador e incrédulo.

     Foi a partir daí que a Igreja se firmou, ou seja, foi através do Papa São Pedro que a Igreja de Jesus Cristo surgiu.

     Vejamos: se somos também Igreja, é através do Sacramento da Crisma que firmamos em nós o "tijolo" eclesial que somos.


O Espírito Santo em Pentecostes


O Espírito Santo, o próprio Deus Vivo na terceira pessoa da Santíssima Trindade, vem a cada dia dando mais sabor a vida de muitas pessoas.

Da mesma maneira que proporcionou graças aos apóstolos em Pentecostes, vem também nos agraciando regularmente.

O Espírito Santo é o próprio Deus que nos proporciona a força para seguirmos no caminho certo. Ele nos proporciona dons gloriosos para a nossa vida (sabedoria, ciência, fortaleza, entendimento, conselho, piedade e temor de Deus). A maior prova do poder dos dons do Espírito Santo é a mudança que esse Espírito realizou nos apóstolos, entre eles São Pedro, que antes de Pentecostes era um pescador, de poucos conhecimentos, medroso e de pouca fé. Logo depois de receber esse maravilhoso Espírito, mudou totalmente sua vida: de medroso passou a ser um homem de extrema coragem, de homem incrédulo passou a ser fiel à Deus, de ignorante passou a ser um homem de muito entendimento e ciência, se transformando em um instrumento de evangelização. A mudança de Pedro foi tão brutal, que logo depois de sair do cenáculo onde tudo aconteceu, fez um discurso que converteu três mil pessoas (At 2, 14-41). Veja o poder desse Espírito! Esse mesmo Espírito que os apóstolos receberam, está ao seu dispor através do sacramento do Crisma.

O Crisma é o sacramento do Espírito Santo, é através dele que você confirma o seu batismo e recebe o Espírito de Deus, o Crisma é um Novo Pentecostes onde o apóstolo é você.

Não basta só receber o sacramento do Crisma, mas sim abrir-se a graça sacramental, deixar o Espírito agir e dizer: "Vem Espírito, vem transformar a minha vida, fazei de mim um instrumento de vossa paz".

Não basta receber somente o sacramento do Crisma, mas sim querer que esse Espírito transforme a sua vida, abrir o seu coração à graça sacramental e tentar viver o que Deus pede: a Santidade.
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« Responder #2 em: 16 de Março de 2005, 10:56 »

Confissão: O Sacramento do Perdão

Como todos nós sabemos, somos seres totalmente pecadores. A cada instante, a cada piscar de olhos, cometemos nossos deslizes. O pecado original deixou em nós uma raiz muito profunda do mau.

     O pecado é tudo aquilo que não vem de Deus. Pecamos quando restringimos as leis dos Mandamentos e fazemos Deus descontente com os seus filhos.

     Em 1Cor 3,16-17, São Paulo nos ensina que somos templos vivos do Espírito Santo, ou seja, o próprio Deus mora em nós.

     Vamos partir para um exemplo mais simples: Nós quando recebemos uma visita em nossa casa, tentamos mantê-la limpa, para que todos os visitantes possam se sentir confortáveis e satisfeitos. O mesmo deve acontecer com nosso Pai Celeste, quando O recebemos através da Eucaristia ou em nosso dia-a-dia, devemos manter o nosso corpo, que é Templo do Espírito Santo, limpo de toda sujeira vinda do demônio. Essa sujeira como todos sabem é o pecado. Mas como posso cuidar do meu corpo, que é Templo do Espírito Santo?

     É através do Sacramento da Confissão que fazemos uma verdadeira "faxina" em nosso interior. Vamos agora saber um pouco mais sobre esse Sacramento tão importante.

     O Sacramento da Confissão é um Sacramento de Cura (junto com o Sacramento da Unção dos Enfermos), através dele obtemos o perdão de nossos pecados por maior que seja. Mas para obter esse perdão, existe condições importantíssimas que sem elas nenhum pecado pode ser absolvido: o arrependimento, o exame de consciência e o propósito.

     O arrependimento é quando estamos convincentes de nossas faltas, ou seja, temos toda certeza que erramos e não deveríamos fazer o que fizemos.

     O exame de consciência é quando estamos conscientes de nossos pecados. Devemos sempre antes do Sacramento, realizar em ritmo de oração um exame de tudo o que fizemos de errado desde a última vez que recebemos o Sacramento.

     O propósito é quando, saímos do Confessionário, decididos de tentar não cometer os mesmos pecados que foram cometidos e que nos arrependemos. Essa condição é muito importante, pois não adianta nada nos arrependermos e cometermos os mesmos pecados. Devemos buscar a Santidade que Jesus pediu a todos.

     Existe uma dúvida que vive na cabeça de muitos fiéis: Por que devo confessar-me com o sacerdote, se posso diretamente me confessar com Deus?

     A resposta é bem simples, o próprio Jesus deu a seus apóstolos o poder de perdoar os pecados: "Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos." (Jo 20,23).

     Os sacerdotes que perdoam os pecados nos dias de hoje, são instrumentos de Deus para que seus pecados sejam absolvidos. É o próprio Deus naquele momento dizendo a você: "Meu filho, os seus pecados estão perdoados. Vá em Paz!"

     O cristão tem um compromisso com a Igreja muito importante: deve-se confessar pelo menos uma vez por ano. Esse compromisso que falo é um dos cinco mandamentos de nossa Igreja.

     Tudo o que você leu serve para que você saiba e encontre na confissão a cura dos seus pecados. É lindo e agradabilíssimo para o cristão sair do confessionário com o coração leve e pronto para começar tudo de novo. Pode ser comparado a um vaso que foi quebrado e restaurado novamente, e dado a ele um brilho novo de alegria e vida em Cristo Jesus.
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« Responder #3 em: 16 de Março de 2005, 10:57 »

Eucaristia: O Sacramento do Alimento

O alimento para a vida do homem é essencial, ninguém vive bem sem se alimentar diariamente. A nossa vida é rodeada de afazeres, e precisamos estar bem preparados fisicamente para cumprir as nossas obrigações diárias, ou seja, como diz aquele ditado: "Saco vazio não pára em pé".

Existe também outro tipo de alimento, aquele que não cuida do físico, mas sim do espiritual, seu nome é Eucaristia.

A Eucaristia é próprio Corpo e Sangue de Cristo presentes no Pão e no Vinho consagrados. Vamos agora passar a conhecer um pouco mais sobre esse Sacramento que é tão importante para todos nós que somos Filhos de Deus.

O Sacramento da Eucaristia é um Sacramento de Iniciação Cristã (junto com o Batismo e a Crisma), como já foi dito, sua função é nos alimentar espiritualmente, ajudando em nossa caminhada rumo à Vida Eterna.

Muitos pensam que os Sacramentos são obras eclesiásticas, ou seja, criadas pela Igreja, mas isso não é verdade, todos os Sacramentos são sinais da graça de Deus que são expressos sem sombra de dúvidas na Palavra de Deus. Por exemplo: a presença de Jesus no Pão e no Vinho, é bem explicada nas Escrituras que relatam a última refeição de Cristo com os Apóstolos: A Santa Ceia.

    Veja abaixo algumas palavras que Jesus disse aos seus apóstolos:

"Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: 'Tomai, isto é o meu corpo'. Em seguida, tomou o cálice em suas mãos, deu graças e o apresentou, e todos deles beberam. E disse-lhes: 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos. Em verdade eu vos digo: já não bebereis do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus'" (Mc 14,22-25)

Através das palavras de Cristo, podemos perceber a firmeza de suas palavras. Ele não disse que o Pão simbolizava a sua carne, mas é verdadeiramente a sua carne. Não disse também que o vinho representava o seu sangue, mas é verdadeiramente o seu sangue.

Jesus disse também: "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo 6,35). Quem recebe o Cristo, com a convicção que realmente Jesus está presente na Hóstia Consagrada, tem a benção de estar sempre saciado de graças vindas Dele.

Quando comungamos, nos transformamos em verdadeiros Sacrários, por isso é importante deixar bem limpo o lugar em que Jesus vai habitar. É através da Confissão que limpamos o nosso ser, recebendo a absolvição de nossos pecados.

Podemos então concluir que a Eucaristia, que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma. Através dele passamos a caminhar com mais força rumo à Salvação. O importante é comungar com a convicção que Jesus é o Sacramento da Eucaristia, que é um grande presente Dele à nós.
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« Responder #4 em: 16 de Março de 2005, 11:02 »

Ordem: O Sacramento do Chamado

Todos nós somos chamados a uma vocação, ou seja, Deus nos chama a servir a Ele através de algo: a Vida Leiga, a Vida Religiosa, a Vida Consagrada, a Vida Sacerdotal.

     A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os inúmeros chamados de Jesus: "Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: 'Segue-me'. O homem levantou-se e o seguiu" (Mt 9,9). Através da leitura acima, podemos perceber que Jesus com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom).

     A missão do sacerdote é ser uma "seta sinalizadora", ou seja, o sacerdote deve indicar ao povo o caminho à Cristo.

     Todos os apóstolos que vemos nas Escrituras, são os mesmos diáconos, padres, vigários, bispos e papa que existe nos dias de hoje. João Paulo II é o sucessor de São Pedro (o primeiro papa), os sacerdote são verdadeiramente apóstolos que batizam, confessam, crismam, celebram a Santa Missa em nome de JESUS.

     Não devemos temer o chamado, pois Jesus não escolhe pobre ou rico, mas sim aquele que Ele deseja. Jesus chamou Pedro (apóstolo sem cultura e incrédulo), Paulo (perseguidor dos cristãos), Mateus (apóstolo pagão e rico), Judas Iscariotes (apóstolo traidor).

     Nós como cristãos, devemos rezar muito pelas vocações sacerdotais, pedindo a cada dia que Jesus chame mais jovens a viver essa vida de entrega ao Senhor. Pois como sabemos: "A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para vossa messe" (Mt 9, 37s).
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« Responder #5 em: 16 de Março de 2005, 11:03 »

Matrimônio: O Sacramento do Amor

Deus nos fez para a felicidade, não nascemos para viver sozinho, mas sim com uma companhia.

     O Pai quando criou o homem, deu à ele uma companhia: Eva. Deus também acrescentou: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne" (Gn 2,24).

     Esse ato de se juntar com o sexo oposto para juntos viverem em uma só carne é o próprio Sacramento do Matrimônio. Vamos agora conhecê-lo melhor, para juntos sabermos o que ele vem a nos proporcionar.

     O Sacramento do Matrimônio é um Sacramento de Serviço (junto com a Ordem), através dele nos unimos ao sexo oposto para juntos construirmos uma família. O Matrimônio é uma doação total ao outro e à Deus, somos chamados a construir uma família cristã, com pensamentos retos e morais.

     Hoje, o Maligno vem se apoderando deste Sacramento como se fosse algo qualquer, ele usa do casal como forma de destruir, eliminar, desconcertar o convívio familiar.

     São muitos os casamentos feitos na Igreja Católica que possui objetivos contrários a conduta cristã, ou seja, muitos são os casais que vão para o altar com desejos carnais e com o seguinte pensamento: "Se não der certo, nos separamos".

     Muitos falam como é difícil aceitar o Sacramento da Ordem, ou seja, pensam que ser sacerdote é uma grande dificuldade nos dias de hoje. Só que tanto a Ordem como o Matrimônio são Sacramentos de Serviço, que necessitam da doação total dos que receberam o Sacramento. A missão do sacerdote é direcionar o povo ao caminho de Deus. A missão do casal é direcionar a família ao caminho da Santidade e do Amor Fraterno. Não podemos deixar de lembrar que é através do Sacramento do Matrimônio que nasce as vocações sacerdotais, vindas da educação que os familiares deram ao vocacionado. Podemos chegar então à conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma vocação, devemos estar preparados para direcionar e educar filhos e Filhos de Deus no caminho da Santidade.

     A grande prova da falta de preparo de muitos casais nos dias de hoje, são os inúmeros casamentos que não dão certo. O divórcio é força do maligno, foi criado para separar a união que Deus criou entre dois de seus Filhos.

      Podemos então chegar a conclusão que o Sacramento do Matrimônio é uma das grandes obras divinas, que foi criado para o Amor Familiar. A Família é o grande investimento que Deus criou, é através dela que se educa cidadãos retos procurando a imitação de Cristo Jesus.
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« Responder #6 em: 16 de Março de 2005, 11:04 »

Unção dos Enfermos: O Sacramento da Cura

  Os Sacramentos estão sempre presentes na vida dos cristãos, ou seja, eles são parte de nosso crescimento físico e espiritual. Veja:

     O Batismo é o Sacramento que recebemos na maioria das vezes quando pequeno.

     A Eucaristia é o Sacramento que começamos a receber quando estamos ainda crianças, quando necessitamos do alimento para viver bem.

     A Crisma é o Sacramento que recebemos quando estamos mais amadurecidos, normalmente na adolescência.

     A Confissão é o Sacramento que começamos a receber quando criança também, normalmente antes da Eucaristia.

     O Matrimônio é o Sacramento que recebemos já adultos e bem amadurecidos (com a certeza da vocação).

     A Ordem é o Sacramento que recebemos também adultos e bem amadurecidos (com a certeza da vocação).

     Deus não podia deixar de nos presentear com um Sacramento que nos prepara nas horas de doença física. O Sacramento da Unção dos Enfermos nos prepara para a hora de nosso encontro triunfante com o Senhor, ou seja, o momento mais esperado desde o nascimento: a morte.

     Não podemos também rotular o Sacramento da Unção dos Enfermos como sinal de morte próxima, mas sim um Sacramento que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados.

     O Sacramento da Unção dos Enfermos é um Sacramento de Cura (junto com a Confissão), através dele recebemos o preparo para um possível falecimento. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados.

     Antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos Enfermos, foi trocado o nome pois muitos vinham a caracterizá-lo como o "sacramento da morte", não sendo bem assim.

     Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.

     Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo, ou seja, não adianta a família querer impor algo que o próprio doente não deseja (isso não vale só para esse Sacramento, mas sim para todos os outros). A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, mas não impor o Sacramento sem a vontade e a consciência do doente. Se o doente querer e tiver a consciência da importância do Sacramento, aí sim, o Sacramento terá muitos frutos e graças.
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« Responder #7 em: 08 de Novembro de 2007, 14:51 »

O que é a Unção dos Doentes?

O padre propôs o sacramento dos doentes a quem o desejasse. Uma rapariga da minha idade inscreveu-se. Será que ela irá morrer?

Uma vez, um padre, ao dar a Unção dos Doentes a uma mulher idosa, foi
acolhida pelos familiares com frieza. Disseram: «Vai fazê-la morrer mais depressa!».

Dez anos depois, a mulher continuava de boa saúde. O padre, ao encontrar-se com um filho dela, sorriu e disse: «Afinal fiz com que vivesse mais tempo!»

Este sacramento chamado Unção dos Doentes é um sinal do amor de
Deus para com quem sofre.

Para ajudar!

Nos filmes antigos, quando uma pessoa está prestes a morrer, correm a
chamar um padre para junto do leito do moribundo, que o confessará e lhe dará a última comunhão (o Viático). Quem vai morrer fica em paz.

Confunde-me muitas vezes o Viático com a Unção dos Doentes. O primeiro
— em teoria — não se recebe senão uma vez. Mas o sacramento dos doentes pode ser dado muitas vezes à mesma pessoa. Não é necessário ser moribundo para o receber. Basta ter o desejo profundo de pedir a Deus a sua ajuda para suportar uma provação física: uma longa doença, uma operação delicada, uma velhice difícil.

Por meio deste sacramento, Deus vem aliviar a pessoa que sofre. Mostra que está com ele e o envolve com a sua misericórdia e o seu amor.

Cura a alma

O Senhor pode curar o corpo, mas cura sobretudo a alma de quem o recebe.

Com o Espírito Santo, o doente recebe a graça de aceitar a sua doença ou a sua morte próxima. Recebe também a força para não se deixar desesperar pelo sofrimento ou para lutar em vista da cura.

Trata-se de um sacramento que não é para morrer  melhor, mas para viver melhor, com serenidade, mais esperança e mais paz. É um sinal do amor de Deus para connosco, sobretudo para com os que sofrem.
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