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Autor Tópico: Igreja desafiada a olhar mais para o digital  (Lida 829 vezes)
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jocas
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« em: 26 de Setembro de 2008, 17:26 »

Um desafio para que a Igreja olhe com mais atenção para as potencialidades do mundo digital marcou o início dos trabalhos das Jornadas Nacionais das Comunicações em Fátima, dedicadas ao tema do "Evangelho Digital".

D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal responsável pela área das Comunicações Sociais, destacou a importância da reflexão sobre o tema do Evangelho digital, a "componente informática da comunicação".

Depois de afirmar que o Cristianismo é essencialmente uma "comunicação realizada", o Bispo do Porto indicou que actualmente a "reconfiguração comunitária da evangelizaçã"” é a grande tarefa pastoral da Igreja nos nossos dias.


Numa primeira conferência, dedicada ao "Panorama Digital em Portugal", Pedro Janela, sócio e director da BY, começou por frisar que "o digital não tem fronteiras".


Segundo este especialista, a Igreja não pode estar "três passos atrás da sociedade" quando se fala da Internet, num momento em que as camadas mais jovens não querem saber da televisão, querem "comunicar uns com os outros".


Neste "mundo novo" do panorama digital, a presença da Internet é cada vez mais relevante, "uma onda que não vai parar" depois do "fecho de um ciclo" que passou por várias fases - informação, catalogação, transacção, partilha e relacionamento - em menos de 15 anos.

"É aqui que as pessoas estão atentas, a querer interagir, de um para um e não de um para muitos", afirmou.

Pedro Janela afirmou que a próxima vaga será "a mobilidade", permitindo fazer tudo o que fazemos hoje no PC num telemóvel.

"A Igreja ficou em 2003", defende, assinalando que "é preciso fazer mais". "Não há relacionamento, que é a palavra-chave", lamentou, frisando que é preciso passar da informação para a interacção.

Esta interacção pode passar por aconselhamento online, catequese (elearning), podcasts e videocasts ou redes de amigos católicos.


Rogério Santos, professor da UCP, falou da passagem de "um emissor para múltiplos receptores" para um cenário de "múltiplos emissores para múltiplos receptores".


A chegada de uma "pós-televisão", em que esta é a "televisão da intimidade", e a crescente digitalização trazem novos conceitos, oportunidades e ameaças. Neste contexto, ganham destaque as multiplataformas, a criação de blogues, os novos consumos e audiências, a precariedade de trabalho, o aumento do consumo da Internet e a quebra dos consumos de jornais e rádio.

Dado que os media mais clássicos perdem audiência para a Internet, a Igreja precisa de apostar na "formação em novas tecnologias", "nos novos media", no "uso das redes sociais", para além da presença nos blogues e no Youtube, por exemplo.

Fonte: Agência Ecclesia.
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jocas
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« Responder #1 em: 26 de Setembro de 2008, 18:35 »

Mídia: proposta cristã levada a outros ouvintes

Jornadas em Fátima debateram “Evangelho Digital”

FÁTIMA, sexta-feira, 26 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa), D. Manuel Clemente, considera que os meios de comunicação são instrumentos para levar a proposta cristã não apenas àqueles que participam da vida da Igreja.

O bispo do Porto falou esta sexta-feira, no encerramento das Jornadas Nacionais das Comunicações, que, entre ontem e hoje, em Fátima, discutiram o tema do “Evangelho Digital”.

Segundo informa Agência Ecclesia, do episcopado de Portugal, D. Manuel Clemente enfatizou que as possibilidades de recepção e transmissão da linguagem “cresceram imensamente”, quase “sem tempo nem lugar”.

Neste contexto, o Evangelho também se digitaliza, permitindo levar esta mensagem “a pessoas que não frequentam as nossas assembléias”.

Num clima de “desconfiança cultural generalizada em relação às comunidades tradicionais e instituídas”, afirmou o bispo, a proposta cristã tem nos meios de comunicação uma oportunidade de chegar a outros ouvintes, “menos afins”.

Ontem, D. Manuel Clemente havia destacado que o cristianismo é essencialmente uma “comunicação realizada”. Segundo ele, a “reconfiguração comunitária da evangelização” é a grande tarefa pastoral da Igreja nos dias de hoje, tarefa na qual os meios de comunicação podem ajudar.

Já o bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, pediu um esforço por parte dos jornalistas e dos meios de comunicação para transmitir com clareza, numa linguagem acessível aos interlocutores, as posições oficiais dos bispos.

Ele chamou ainda os católicos a se lançarem na mídia com mais coragem, não esperando apenas pela tomada de posições oficiais da hierarquia.

Ainda de acordo com Agência Ecclesia, o Pe. Manuel Morujão, secretário da CEP, sublinhou que é a própria Igreja que não fala, muitas vezes, dos seus sites, nem convida a visitá-los, destacando a quase completa ausência de referência ao tema da internet nas homilias dos sacerdotes do nosso país, por exemplo.

Nnuma mesa-redonda sobre o tema “O religioso feito em Net”, Octávio Carmo, da Ecclesia, destacou a importância de não haver hesitações quando se trata de colocar a Igreja online, com uma linguagem e imagem adequadas a este mundo.

Já Pedro Leal, da Rádio Renascença, falou de uma “revolução em curso”, frisando que “a dispersão perturba a escolha”, pelo que é necessário dar cada vez mais respostas no mesmo espaço.

José António Santos, da Lusa, defendeu que “a Igreja tem hoje uma presença muito expressiva, diria mesmo uma presença marcante na internet”.

Pedro Janela, sócio e diretor da BY, havia afirmado ontem que , quando se trata da internet, a Igreja não pode estar “três passos atrás da sociedade”. Ele considera que se vive um momento em que as camadas mais jovens já não querem saber da televisão, querem “comunicar uns com os outros”.

Neste “mundo novo” do panorama digital, a presença da internet é cada vez mais relevante, “uma onda que não vai parar”. “É aqui que as pessoas estão atentas, a querer interagir, de um para um e não de um para muitos”, afirmou.
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