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Autor Tópico: O que é Pecado?  (Lida 1570 vezes)
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Xuxu
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« em: 03 de Maio de 2005, 16:22 »


O que é o Pecado?
 
 
O Catecismo começa dizendo que:

‘O pecado é uma falta contra a razão, à consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens’.

Jesus ensina que a raiz do pecado está no coração do homem:


 "Com efeito, é do coração que procedem a más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas coisas que tornam o homem impuro". (Mt 15, 19-20)

Segundo a sua gravidade, a Igreja classifica os pecados em veniais e mortais, seguindo a sua própria Tradição.
O pecado mortal leva o pecador a perder o "estado de graça", isto é, a "graça santificante". O Catecismo afirma que: "Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa à exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso." (§1861)
É bom notar que para haver o pecado mortal é preciso que a pessoa queira deliberadamente, isto é, sabendo e querendo, uma coisa gravemente contrária à lei de Deus e ao fim último do homem.
Portanto, para que haja pecado mortal deve haver pleno conhecimento e consentimento; e quem peca deve saber e deve ter consciência do caráter pecaminoso do acto a praticar, e de sua ofensa à Lei de Deus.

O Catecismo lembra que: "O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave". (§ 1860) Acontece a malícia quando há uma intenção maldosa, uma "exploração do mal", por sagacidade, sátira, comércio, etc. É diferente o pecado daquele que sucumbiu por fraqueza, daquele que explorou o pecado. Por exemplo, é muito mais grave explorar a prostituição do que cair nela, eventualmente, por fraqueza, embora ambas as quedas sejam graves.

"A matéria grave é precisada pelos dez mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: 'Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe'. (Mc 10,19)" (CIC§ 1858)

Santo Afonso de Ligório, doutor da Moral, diz que o pecado mortal é aquele que se comete de "olhos abertos"; isto é, sem dúvidas do mal que se está praticando.
O pecado venial acontece quando não se observa a lei moral em matéria leve, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, sem perfeito conhecimento ou consentimento (cf. CIC §1862). Não nos torna contrários à vontade de Deus e à sua amizade; não quebra a comunhão com Ele, e portanto, não priva da graça de Deus e do céu. Contudo, não se deve descuidar dos pecados veniais, pois, eles enfraquecem a caridade, impede a alma de crescer na virtude, e, quando é aceito deliberadamente e fica sem arrependimento, leva a pessoa, pouco a pouco, ao pecado mortal.

Santo Agostinho lembra que "o acúmulo dos pequenos vícios traz consigo a desesperança da conversão". "O homem não pode enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os considerem insignificantes: se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um grande número de grãos faz um montão. Qual é então a nossa esperança? Antes de tudo a confissão! ..." (Ep. Jo 1,6; CIC §1863)

Diante de nossos pecados, não adianta se desesperar ou desanimar; a única atitude correcta é enfrentá-los com boa disposição interior e com a graça de Deus. São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja, dizia que não adianta ficar "pisando a própria alma", depois de ter caído no pecado.
Até mesmo os nossos pecados, aceitos com humildade, podem nos ajudar a crescer espiritualmente. Santo Afonso de Ligório dizia: "Mesmo os pecados cometidos podem concorrer para a nossa santificação na medida que a sua lembrança nos faz mais humildes, mais agradecidos às graças que Deus nos deu, depois de tantas ofensas".




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« Responder #1 em: 04 de Abril de 2007, 18:41 »

O Pecado e a morte.
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1 Cor 15, 56   *   O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei.

Tg 1, 15      E a concupiscência, depois de ter concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

1 Jo 5, 16-17   *   Se alguém vir que o seu irmão comete um pecado que não leva à morte, peça, e dar-lhe-á vida. Não me refiro aos que cometem um pecado que não leva à morte; é que existe um pecado que conduz à morte; por esse pecado não digo que se reze.
Toda a iniquidade é pecado, mas há pecados que não conduzem à morte.

Mt 12, 31   *   Por isso vos digo: Todo o pecado ou blasfémia será perdoado aos homens, mas a blasfémia contra o Espírito não lhes será perdoada.

Mc 3, 29   *   mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno.»

Hebreus 10,26-29
26*De facto, se pecamos deliberadamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, não nos resta nenhum sacrifício pelos pecados, 27*mas somente a terrível espera do julgamento e o ardor de um fogo que se prepara para devorar os rebeldes. 28*Se aquele que transgride a Lei de Moisés é, sem piedade, condenado à morte com base em duas ou três testemunhas,  27quanto maior castigo pensais que merecerá o que tiver calcado aos pés o Filho de Deus, tiver considerado profano o sangue da aliança, pelo qual foi santificado, e tiver ultrajado o Espírito da graça?
Registado

Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.Jo 3, 36   
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