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Autor Tópico: ANO PAULINO (08/09)  (Lida 5116 vezes)
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« em: 18 de Maio de 2008, 17:43 »

“Ano Paulino, uma proposta pastoral”:

documento da conferencia episcopal portuguesa
(6/5/2008)


A dificuldade em anunciar Jesus Cristo a uma sociedade cada vez mais secularizada”.

 A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) acaba de publicar uma nota pastoral intitulada “Ano Paulino, uma proposta pastoral”, na qual assinalam que a Igreja de hoje “tem dificuldade em anunciar Jesus Cristo a uma sociedade cada vez mais secularizada”.

Numa reflexão sobre a “corresponsabilidade dos cristãos na missão da Igreja”, a CEP afirma que
       

Por ocasião das celebrações do
bimilenário do nascimento do Apóstolo Paulo,
a partir de 29/06/08 a 29/06/09
será promulgado o ANO PAULINO.
Para maiores informações:  www.annopaolino.org
“a importância e especificidade
do ministério ordenado não pode significar a clericalização da Igreja”.
 
O documento lembra o trabalho do Apóstolo na “nova fronteira da evangelização”, frisando que “este alargar do horizonte do anúncio do Evangelho é o desafio feito à Igreja por João Paulo II, lançando-a para uma nova evangelização”.

Para os Bispos, as sociedades actuais “estão profundamente marcadas pelo hedonismo e pelo materialismo, reduzindo o problema de Deus ao arbítrio e à decisão humana, fiel a ritos, mas incapaz de reconhecer o Deus vivo e transcendente”.

“A Igreja também hoje corre o risco de limitar o anúncio de Jesus Cristo àqueles que continuam no seu redil, compreendem a sua linguagem e conhecem as suas leis”, alerta a CEP.

Destacando a “fidelidade de Paulo a Jesus Cristo”, os Bispos portugueses falam de “caminhos de conversão para todos os evangelizadores, também eles chamados a deixarem-se possuir por Jesus Cristo para poderem anunciar o Seu Evangelho.

A nota justifica esta necessidade afirmando que “o alargamento do anúncio do Evangelho aos descrentes e aos que abandonaram a vida cristã, supõe evangelizadores com as características exigidas pela nova evangelização”.

“No dizer de João Paulo II, esses evangelizadores têm de ser possuídos de um novo ardor, porque o seu testemunho é um primeiro anúncio de natureza querigmática. As Igrejas de Portugal necessitam de repensar estes dois elementos da nova evangelização”, pode ler-se.
 
Para a CEP “é preciso identificar, preparar e enviar esses evangelizadores. Na pedagogia e nas atitudes a primeira evangelização é diferente da catequese. E muitas crianças, jovens e adultos que inserimos nas nossas catequeses organizadas, precisavam desse anúncio querigmático”.

“O Ano Paulino oferece-nos estímulo para aperfeiçoar a nossa catequese e conceber a acção pastoral como um meio de aprofundar um processo contínuo de iniciação cristã”, refere.

Evangelização


Os Bispos procuram deixar claro que “evangelizar não é uma estratégia e não se reduz a um programa: é uma paixão de amor por Jesus Cristo e pelos nossos irmãos e irmãs”.

“Com Paulo, o ardor da evangelização brota da sua paixão por Jesus Cristo. O encontro com Cristo na estrada de Damasco mudou a sua vida”, lembram.

Frisando que “o primeiro anúncio é de Jesus Cristo salvador, morto e ressuscitado”, a nota lembra que o Apóstolo teve a particularidade de se adaptar aos destinatários, em particular aos não judeus: “Ousou mesmo, sem recusar o diálogo, enfrentar o mundo da cultura helenista, marcada por várias sabedorias e pelo sincretismo filosófico e religioso. Foi talvez a sua pregação no Areópago de Atenas que o levou a convencer-se mais de que só com as sabedorias humanas não se chega à sabedoria da Cruz”.

Depois de afirmarem que “a fé é o grande acontecimento da vida do cristão”, os Bispos portugueses defendem um caminho catequético que leve “à identificação com Cristo”, lembrando que “Paulo não separa a vida pessoal do cristão da vida da Igreja: o cristão caminha em Igreja e não é apenas o indivíduo que se identifica com Cristo, mas toda a Igreja se identifica com Cristo”.

Para viver este período, a CEP publica um itinerário catequético, de 52 semanas, intitulado “Um ano a caminhar com São Paulo”. Apresenta um tema para cada semana do ano e destina-se, além das pessoas individualmente, às famílias, aos grupos paroquiais, à pastoral juvenil e aos Movimentos.

D. Carlos Azevedo, actual Secretário da CEP, indica que estas catequeses, com milhares de exemplares, “são inovadoras e até estão a suscitar interesse noutros países”.

“Pensamos que será uma oportunidade excepcional para que os grupos e as famílias possam ter, semana a semana, um alimento espiritual e bíblico, encaminhando-nos assim para preparar da melhor maneira o Sínodo dos Bispos, que será sobre a Palavra de Deus”, precisou.

A 25 de Janeiro de 2009, na festa litúrgica da conversão de São Paulo, será organizada uma grande celebração nacional nesse dia, na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima.

Ano Paulino


Bento XVI proclamou um “Ano Paulino”, para celebrar os 2000 anos do nascimento de São Paulo, com início na Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, a 29 de Junho de 2008, e a terminar um ano depois. Este Ano Paulino coincide, no tempo, com uma outra proposta feita pelo Papa a toda a Igreja: a convocação de um Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.


« Última modificação: 18 de Maio de 2008, 17:52 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #1 em: 18 de Maio de 2008, 18:33 »

Paulo, o maior Apóstolo de todos os tempos

         "Jamais sobre a terra uma vida foi doada tão generosamente por um ideal. Nunca, que se saiba, foi realizada por alguém uma concentração tão apaixonada e rigorosa de todas as energias físicas e espirituais a serviço de uma causa, como aconteceu com Paulo. Uma causa que não era uma idéia, mas uma Pessoa, amada, servida, vivida, desejada: Jesus Cristo". Pietro Romano, bispo (1966)         



Paulinas Multimedia,
2005

Uma viagem na descoberta da vida e do pensamento do Apóstolo do povo visitando os lugares onde empreendeu a sua acção missionária
  Dois mil anos depois, eis uma viagem fascinante pelos lugares da ação missionária do judeu e cidadão romano Paulo de Tarso. Esta superprodução percorre o caminho de Damasco e revisita as províncias do Império romano onde pregou. Narra sua vida, as amizades, a relação com os colaboradores, a fundação das Igrejas, sua morte...

A história de Paulo encontra-se dividida em sete capítulos de 30 minutos cada:
  • 1. De Tarso para o mundo; 
  • 2. De Damasco a Antioquia
  • 3. de Antioquia a Derbe;
  • 4. De Jerusalém a Filipos;
  • 5. De Tessalonica a Atenas;
  • 6. De Corinto a Cesareia;
  • 7. De Malta a Roma

Extras:
  • Mapas animados
  • Cenas dos bastidores
  • trailer
  • Guia de aprofundamento pelo biblista Tiago Perego

Este filme em DVD reconstrói a vida do apóstolo dos gentios e é uma ocasião ímpar para encontrar ainda hoje a sua pessoa, conhecer sua riqueza espiritual e se contagiar por sua paixão pelo anúncio do Evangelho 


DESENHOS ANIMADOS
Uma Proposta YOU TUBE

DE SAULO DE TARSO:

       
AO MINISTÉRIO DE PAULO:


« Última modificação: 18 de Maio de 2008, 18:51 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #2 em: 20 de Maio de 2008, 21:23 »

Papa concede indulgência plenária
no mundo inteiro
por ocasião do Ano Paulino

VATICANO: 14/05/2008

Por indicação do Papa, em todo o mundo os fiéis cristãos poderão ganhar indulgência plenária por ocasião da celebração dos dois mil anos do nascimento do apóstolo Paulo. O próprio Bento XVI peregrinará à basílica de São Paulo Fora dos Muros – na romana via Ostiense –, que se ergue sobre o túmulo do Apóstolo dos Povos; lá abrirá e encerrará solenemente o Ano Paulino, respectivamente em 28 de junho de 2008 e 29 de junho de 2009, em ambas datas às 17h.

Como é habitual em anos jubilares, concedem-se indulgências especiais. Na véspera de Pentecostes, a Penitenciaria Apostólica, seguindo as indicações do Santo Padre, difundiu o Decreto sobre as indulgências que os fiéis podem ganhar em honra de São Paulo. Como se apontou, já desde as primeiras Vésperas da próxima solenidade de São Pedro e São Paulo – que o Papa celebrará – poderão ganhar a indulgência plenária os fiéis que visitem em Roma, em peregrinação, a basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Para ajudar à veneração da memória de São Paulo, especificamente a Penitenciaria Apostólica assinala, para estes peregrinos, que «além de elevar suas súplicas diante do altar do Santíssimo Sacramento, cada um segundo sua piedade», devem «recorrer ao altar da Confissão e rezar com devoção o ‘Pai Nosso’ e o ‘Credo’, acrescentando pias invocações em honra da Santíssima Virgem Maria e de São Paulo», unindo estreitamente esta devoção sempre «à memória do Príncipe dos Apóstolos». Expressão de universalidade, a celebração do Ano Paulino também permite ganhar a indulgência plenária nas Igrejas locais de todo o mundo. Nestes casos, os fiéis devem participar com devoção de uma sacra celebração pública em honra do Apóstolo dos Povos.


Os lugares e momentos para isso são:


- nos dias da solene abertura e encerramento do Ano Paulino, em todos os lugares sagrados; em outros dias determinados pelo bispo do lugar, nos lugares sagrados dedicados a São Paulo, e, por aproveitamento dos fiéis, em outros designados pelo próprio bispo.

Dessa forma, qualquer fiel em qualquer parte do mundo, se está legitimamente impedido – por exemplo, por enfermidade – de participar dos momentos e lugares antes mencionados, pode ganhar a indulgência plenária durante o Ano convocado. Para isso, deve unir-se «espiritualmente a uma celebração jubilar em honra de São Paulo» e oferecer «a Deus suas orações e sofrimentos pela unidade dos cristãos», estabelece a Penitenciaria Apostólica.

Em todos os casos é condição, para ganhar a indulgência plenária, a recepção dos sacramentos:

- a Confissão sacramental e a Comunhão Eucarística; desta forma, deve-se orar pelas intenções do Sumo Pontífice e excluir no ânimo o apego a qualquer pecado.

O Decreto dirige um chamado aos sacerdotes:

- prontidão e generosidade para acolher os fiéis em confissão e facilitar-lhes assim o aproveitamento das indulgências.

Tempo de Graça

Como explica o Catecismo da Igreja Católica, «a indulgência é a remissão ante Deus da pena temporal pelos pecados, já perdoados quanto à culpa, que um fiel disposto e cumprindo determinadas condições consegue por mediação da Igreja» (n.º 1471-1479). É necessária uma purificação que liberte da pena temporal que brota da própria natureza do pecado e permanece – ainda já perdoado, como se apontou. A purificação pode realizar-se na terra ou depois da morte, «no estado que se chama Purgatório». Por exemplo, «uma conversão que procede de uma fervorosa caridade pode chegar à total purificação do pecador, de modo que não subsistiria nenhuma pena». Em todo caso, «o cristão que quer purificar-se de seu pecado e santificar-se com ajuda da graça de Deus não se encontra sozinho», recorda o Catecismo.

Epicentro de conversão e unidade

A Basílica de São Paulo Fora dos Muros será, durante o Ano jubilar, meta de peregrinação – também espiritual – dos fiéis do mundo ineiro. A concessão das indulgências especiais faz parte dos frutos de graça que se esperam do Ano Paulino. O sentido ecumênico caracterizará intensamente o bi-milênio do nascimento do Apóstolo dos Povos, pois, como disse o Papa quando anunciou a celebração do Ano, Paulo, «particularmente comprometido em levar a Boa Nova a todos os povos, prodigou-se completamente pela unidade e a concórdia de todos os cristãos».



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« Responder #3 em: 29 de Junho de 2008, 11:58 »

Um site muito interessante da Paulus -  clique na imagem:                              

Eis o que diz página inicial:

«Bento XVI proclamou um especial Ano Jubilar dedicado a São Paulo, de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009, para celebrar os dois mil anos do seu nascimento.

O Papa, na homilia em que anunciou este grande acontecimento para Igreja, nas Primeiras Vésperas da Solenidade dos santos Pedro e Paulo, em 28 de Junho de 2007, na Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma, motiva toda a igreja para que se organizem iniciativas dignas deste evento: «serão promovidos Congressos de estudos e especiais publicações sobre os textos paulinos, a fim de fazer conhecer cada vez mais a imensa riqueza do ensinamento contido neles, verdadeiro património da humanidade redimida por Cristo.

No mundo inteiro, iniciativas semelhantes poderão ser realizadas nas Dioceses, nos Santuários, nos lugares de culto por parte de Instituições religiosas, de estudo ou de assistência, que têm o nome de São Paulo ou que se inspiram na sua figura e no seu ensinamento.»

A PAULUS Editora, que tem São Paulo como seu modelo de evangelização, quer desde já disponibilizar um site, prático e moderno, com conteúdos úteis para melhor viver o Ano Paulino. O nosso empenho será de actualizá-lo constantemente, dando conta das iniciativas programadas e sugerindo itinerários de estudo, reflexão e oração. »




A Editora Paulus, na colecção "UM MÊS EM MEDITAÇÂO", num pequenito livrito de bolso, faz este roteiro para um mês com S. Paulo no ano de 2005

    «Sinopse: «Este pequeno livro é um convite para você passar um mês inteiro na companhia de São Paulo. Esta obra está pedagogicamente dividida para facilitar sua leitura e reflexão. Todos os textos são das cartas atribuídas a São Paulo. Com esses simples pensamentos do santo, você tem em suas mãos um imenso resumo de parte do seu magistério espiritual. Ademais, ao mesmo tempo em que medita, conhecerá um pouco a respeito dos grandes mestres da espiritualidade.»

Meditando com S. Paulo



1
O Evangelho
Rm 1, 16-17
     2
Amor de Cristo
Rm 8, 35.39
     3
As decisões de Deus
Rm 11, 33-36
      4
Os dons
Rm 12, 3-8
      5
Convivência
Rm 12, 9 - 21
     



    6
O amor é a Lei
Rm 13, 8 - 10
      7
Anunciar o Evangelho
1 Cor 9, 16. 19 - 23
      8
Imitadores de Cristo      
1 Cor 10, 23-24.31-33; 11,1
      9
O Espírito é o mesmo
1 Cor 12, 4-11
     10
Acima de tudo o amor
1 Cor 13, 1-8
 



11
A ressureição dos mortos
1Cor 15, 12-19
   12
Consolação
2 Cor 1, 3-7
   13
Doar com alegria
2 Cor 9, 6-11
   14
A força de Deus
2 Cor 11,16-17.21-28.30-31;

12,9-10
   15
Ser irmãos
2 Cor 13, 11-13
   



16
Cristo vive em mim
Gl 2, 16-20
    17
A lei de Cristo
Gl 6, 1-10
    18
Unidade na diversidade
Ef 4, 2-7
    19
A armadura de Deus
Ef 6, 13-18.23-24
    20
O Evangelho autentico
Fl 2, 1-11
   




21
Lançar-se para a frente
Fl 3, 7-14
   22
Alegres no Senhor
Fl 4, 4-7
    23
Cristo é o único mediador
Cl 1,13-20
    24
Vida nova em Cristo
Cl 3, 12-17
    25
Conselhos úteis
1Ts 5, 12-22
   



26
A graça de Deus
1 Tm 1, 12-17
   27
Não se envergonhar
do Evangelho

2 Tm 1, 7-12.14
   28
A Palavra de Deus
2 Tm 3, 14-17
;
4, 1- 2
   29
Combati um bom combate
2 Tm 4, 6-8.18
   30
A graça de Deus
Tt 2, 11-14
   



As citações bíblicas existentes no livrito
reportam-se à

Biblia Sagrada - Edição Pastoral,
Paulus, 1990

sendo a selecção dos textos da responsabilidade do
Pe Antônio Lúcio da Silva Lima
uma edição Paulus de 2005
   As citações bíblicas deste post
(links)
pertencem a





Resolvi partilhar convosco este livrito
que apenas encontrei numa das livrarias de Fatima
e nunca por aqui, no local onde vivo

Espero que posssamos caminhar juntos neste ano Paulino,
mesmo não conhecendo os rostos
certa que somos filhos do mesmo Pai e para Ele tendemos

Que S. Paulo nos proporcione o encontro com o Ressuscitado
tornando-nos pedras vivas da Sua Igreja
pelo testemunho das nossas vidas
Uma boa caminhada Excalmação



No mais profundo do coração aquilo que motivava o Apostolo Paulo era o facto de ser amado por Jesus Cristo e o desejo de transmitir a outros este amor. Bento XVI na abertura do Ano Paulino com a oração ao Senhor, que nos dê testemunhas da ressurreição tocadas pelo seu amor e capazes de levar a luz do Evangelho ao nosso tempo
 
Por ocasião da abertura do ano Paulino Bento XVI deslocou-se na tarde desta sábado á Basílica de S. Paulo fora de muros onde presidiu a celebração das primeiras Vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo com a participação do Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e as delegações das outras confissões cristãs.

Na homilia o Papa salientou antes de mais que Paulo não é para nós uma figura do passado, que recordamos com veneração. Ele é também o nosso mestre, apostolo e pregoeiro de Jesus Cristo também para nós…”quis proclamar este especial “ano paulino” – disse depois Bento XVI - para o escutar, para aprender agora dele, como nosso mestre, “a fé e a verdade” em que estão enraizadas as razões da unidade entre os discípulos de Cristo. É para mim motivo de intima alegria – salientou o Papa – que a abertura do ano Paulino, assuma um particular carácter ecuménico pela presença de numerosos delegados e representantes de outras Igrejas e Comunidades eclesiais, que acolho com coração aberto.

Na sua homilia Bento XVI comentou depois uma passagem da Carta de São Paulo aos Gálatas onde o Apóstolo nos apresenta uma profissão de fé muito pessoal, onde abre o seu coração diante dos leitores de todos os tempos e revela qual é a mola mais intima da sua vida:”vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a Si mesmo por mim” (Gal 2,20). Tudo aquilo que Paulo faz, parte deste centro. A sua fé é a experiência de ser amado por Jesus Cristo de uma maneira muito pessoal; é a consciência do facto que Cristo enfrentou a morte não por algo anónimo, mas por amor dele – de Paulo – e que, como Ressuscitado, o ama ainda, isto é, que Cristo se entregou por ele. A sua fé é o ser atingido pelo amor de Jesus Cristo, um amor que o abala até ás entranhas e o transforma. A sua fé não é uma teoria, uma opinião sobre Deus e sobre o mundo. A sua fé é o impacto do amor de Deus sobre o seu coração. E assim, esta mesma fé é amor por Jesus Cristo.

Na sua homilia Bento XVI especificou depois que no mais profundo do coração aquilo que motivava o Apostolo Paulo era o facto de ser amado por Jesus Cristo e o desejo de transmitir a outros este amor. Paulo era uma pessoa capaz de amor, e todo o seu operar e sofrer se explica apenas a partir deste centro….A experiência de ser amado até ao fundo por Cristo abrira-lhe os olhos sobre a verdade e sobre a existência humana - aquela experiência abraçava tudo.

Paulo era livre, como homem amado por Deus que, em virtude de Deus, era capaz de amor juntamente com Ele. Este amor é agora a lei da sua vida e precisamente assim é a liberdade da sua vida. Ele fala e actua movido pela responsabilidade do amor.

A concluir a sua homilia o Santo Padre agradeceu ao Senhor por ter chamado Paulo, tornando-o luz das gentes e mestre de todos, e pediu que também hoje nos dê testemunhas da ressurreição tocadas pelo seu amor e capazes de levar a luz do Evangelho ao nosso tempo.
Por sua vez o Patriarca Ecuménico Bartolomeu intervindo depois da homilia do Papa salientou que a Basílica de São Paulo fora de muros é sem duvida um lugar quanto mais apropriado para comemorar e celebrar um homem que estabeleceu um conúbio entre a língua grega e a mentalidade romana do seu tempo, despojando a cristandade, de uma vez para sempre de qualquer estreiteza mental, e forjando para sempre o fundamento católico da Igreja ecuménica.. O Patriarca Bartolomeu fez votos no sentido de que a vida e as Cartas de São Paulo continuem a ser para nós fonte de inspiração, para que todas as gentes obedeçam á fé em Cristo.





O Ano Paulino, seja um impulso para a unidade

O Papa recebeu no Vaticano Sua Santidade o Patriarca Ecuménico Bartolomeu I com o séquito. Nas palavras de saudação que lhe dirigiu Bento XVI salientou o facto de celebração dos Santos Pedro e Paulo, Padroeiros da Igreja de Roma, assim como a festa de Santo André, padroeiro da Igreja de Constantinopla oferecerem anualmente a possibilidade de uma troca de visitas, que são sempre ocasiões importantes para colóquios fraternos e momentos de oração em comum. Aumenta assim o conhecimento pessoal recíproco; harmonizam-se as iniciativas e aumenta a esperança que a todos anima, no sentido de chegar depressa á unidade plena na obediência ao mandato do Senhor.

O Santo Padre referiu-se ainda á inauguração neste sábado do Ano Paulino, para comemorar o segundo milénio do nascimento de São Paulo, com o objectivo de promover uma reflexão cada vez mais aprofundada sobre a herança teológica e espiritual deixada á Igreja pelo apostolo dos gentios, com a sua vasta e profunda obra de evangelização.

No nosso tempo, em que se vai consolidando o fenómeno da globalização, mas continuam a persistir divisões e conflitos - disse depois Bento XVI - o homem adverte uma necessidade crescente de certezas e de paz. Porém ao mesmo tempo permanece perdido e quase seduzido por uma certa cultura edonista e relativista, que põe em dúvida a própria existência da verdade.

E a concluir o Papa disse que o Apostolo Paulo nos fornece indicações propicias para encorajar os esforços tendentes á procura da unidade plena entre os cristãos, tanto necessária para oferecer aos homens do terceiro milénio um cada vez mais luminoso testemunho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Somente em Cristo e no Seu Evangelho a humanidade pode encontrar resposta ás suas expectativas mais intimas.

« Última modificação: 29 de Junho de 2008, 20:48 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #4 em: 04 de Julho de 2008, 23:37 »

Mais uma proposta...

Palavras sagradas de Paulo Apóstolo Fr. Luíz  Turra

Um CD
Para mais informações clique:
Blog Paulinas

 Desabrochar Apresentação

Se Deus se comunica no silêncio,
como escutá-lo em meio à agitação
de nossa vida cotidiana Interrogação
 

Conscientes dessa necessidade, frei Luiz Turra, seguindo a tradição cristã, revestiu as "Palavras Sagradas de Paulo Apóstolo" da melodia e da harmonia das vozes para que o canto audível carregasse a verdade que o Espírito de Deus quer revelar-nos através dessas mensagens extraídas das cartas do Apóstolo dos gentios.

Que essas mensagens, potenciadas pela música, nos conduzam às portas do silêncio, da oração, da contemplação e da alegria de viver e anunciar a todos a fé naquele "que nos amou e se entregou por nós".   


Edição 2006 * Paulinas COMPEP         
Edição 2008 * Inst. Miss. Filhas de São Paulo

 Desabrochar Faixas do CD


           Rosa 1. Aquele que vos chamou é fiel 1Ts 5,24 (2'47'')
 Rosa 2. Por tudo dai graças 1Ts 5, 18 (5'18'')
 Rosa 3. Até que Cristo se forme em vós Gl 4, 19 (2'11'')
 Rosa 4. Se Deus é por vós Rm 8, 35 (3'29'')
 Rosa 5. Não nos cansemosGl 6, 9 (2'26'')
 Rosa 6. Deus não está longe Act, 27b. 28 (2'11'')
 Rosa 7. Deus ama a quem dá com alegria 2Cor 9, 7 (2'26'')
 Rosa 8. Pela graça de Deus 1Cor 15, 10 (2'43'')
 Rosa 9. A palavra está perto de ti Rm 10, 8 (2'37'')
 Rosa 10. É Cristo que vive em mim Gl 2, 20 (3'01'')
 Rosa 11. Ele me amou Gl 2, 20 (2'24'')
 Rosa 12. Tudo posso Fl 4, 15 (2'57'')
 Rosa 13. Eu sei em quem acreditei 2Tm 1, 12 (2'32'')
 Rosa 14. Tudo contribui Rm 8, 28 (2'17'')
 Rosa 15. Nova criatura 2 Cor 5, 17 (1'56'')
 Rosa 16. Toda a língua proclame Fl 2, 11 (2'50'')
       

tempo total: 42'41"
Contem partituras na faixa interactiva

 Desabrochar Sobre o CD
São Paulo, 14 de dezembro de 2006



As palavras de Paulo, ontem, hoje e para toda a vida

Que esta palavra forte tornada música
nos conduza às portas do silêncio, da oração,
da contemplação e da alegria de viver e anunciar a fé
naquele "que nos amou e se entregou por nós"

(Gl 2,20)

Depois do sucesso de Mantras, Frei Luiz Turra lança Palavras Sagradas de Paulo Apóstolo, um CD diferente, que segue a mesma linha de Mantras, porém com o estilo mais dinâmico, sem deixar de lado o aspecto reflexivo e orante. "A intenção é proclamar a palavra de Paulo e evangelizar, pela densidade de sua mensagem", resume Turra.

O desafio de produzi-lo foi proposto pela provincial de Paulinas, que queria algo que pudesse expressar a espiritualidade da Congregação Paulinas. Palavras Sagradas de Paulo Apóstolo traz, como o título sugere, algumas das frases do Apóstolo, densas de sentido para meditação e evangelização.

"Não são palavras como as do trato cotidiano. São palavras sagradas, palavras fortes que nos interpelam, nos iluminam, nos dão força para continuar o caminho; palavras que abrem uma janela para o infinito mistério do amor de Deus, revelado na pessoa de Jesus e anunciado por seus apóstolos e, neste CD, pelo Apóstolo Paulo", explica Irmã Maria Luiza Ricciardi, produtora musical da Paulinas-COMEP.

São 16 refrões extraídos das Cartas Paulinas com mensagens da fé incondicional do apóstolo Paulo na pessoa e no projeto de Jesus; mensagens de confiança, de ação de graças, de esperança, porque "aquele que nos chamou é fiel". Frei Turra revestiu-os da melodia e da harmonia das vozes.

A monotonia que poderia marcar o estilo repetitivo das palavras sagradas do apóstolo é superada pela alternância de vozes e pelo rico instrumental. O grupo coral, sob a regência do frei, conferiu ao canto a expressão do louvor e da prece. O maestro Antonio Durán criou o clima musical, misturando o vigor da percussão à suavidade de violinos e oboés, e, assim, tornando-se responsável pelos grandes momentos de impacto.

"Foi um trabalho provocador, realmente um desafio, desde a seleção do conteúdo até a elaboração e acabamento do CD", comenta Frei Turra, satisfeito com a etapa vencida.

Com tanta intensidade e leveza, este CD é ideal para momentos de retiros e experiências de contemplação, encontros espirituais e apostólicos, cursos e palestras sobre espiritualidade. É boa pedida também para os que, no conforto do lar, querem mergulhar nas santas palavras deste que foi o grande apóstolo ativo e contemplativo e Embaixador do Evangelho.

Fonte:
Desabrochar Sobre o Autor 


Frei Luiz Turra é Capuchinho da Província Sagrado Coração de Jesus, do Rio Grande do Sul. Por dezesseis anos foi pároco em três lugares diferentes; dedicou-se por seis anos como Mestre de Noviços, seis anos como Conselheiro da Província Capuchinha no setor de Formação e seis anos como Provincial da Província do RS.
Atualmente, a partir de fevereiro, foi liberado pela Fraternidade Provincial, para prestar um serviço de assessoria na Música Litúrgica da CNBB, em Brasília.

« Última modificação: 05 de Julho de 2008, 00:21 por lea onda-menor » Registado

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O trabalho é árduo!


« Responder #5 em: 05 de Julho de 2008, 08:13 »

 Oops!

Depois de tanto tempo ausente, ainda agora cheguei  e já acho que esta intervenção é a mancha negra em pano branco, mas não podia deixar de elogiar este excelente trabalho de investigação sobre S. Paulo e o Ano Paulino.

Não me consigo lembrar de nada que esteja em falta!!!!  clap

Parabéns.

Mas pensado bem acho que todos deviamos intervir e comentar/colaborar no site. Só sim quem participa sabe se o seu trabalho é ou não apreciado.

Mais uma vez parabéns pelo excelente tópico.

Oh a mancha a sair!  Limpar



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« Responder #6 em: 05 de Julho de 2008, 19:43 »



Que bom ter a Chefinha de volta ao Forum Excalmação
Que bela surpresa Excalmação  Obrigado

Obrigada pelas amáveis palavras só não entendi essa da mancha negra. Confesso que sinto falta da interactividade e apetece desistir, gosto da partilha, desse caminhar conjunto mesmo que cada um tenha cores, formatos ou texturas bem diferentes...

Espero que os Chefinhos possam aparecer mais vezes, e que os forenses nos enriqueçam com o dom das suas vidas...



Entretanto descobri mais dois livrinhos para este ano Paulino:

CATEQUESES & CELEBRAÇÕES

«Um ano a caminhar com São Paulo”. Trata-se de um itinerário catequético, tendo Paulo como guia, que além do conhecimento mais profundo do Apóstolo, nos fará percorrer, durante 52 semanas, as principais etapas do caminho cristão. Apresenta um tema para cada semana do ano e destina-se, além das pessoas individualmente, às famílias, aos grupos paroquiais, à pastoral juvenil, aos Movimentos.»

Nota da Conferência Episcopal Portuguesa

Estas 52 sessões propõem uma meditação centrada num texto de S. Paulo e estão divididas em 5 partes:
 
Paulo fala-nos da vida (16 catequeses), Paulo fala-nos da nossa vida cristã (10 catequeses) Paulo fala-nos da Igreja de Deus (11 catequeses), Paulo fala-nos da nossa conduta cristã (10 catequeses) e Paulo fala-nos da vida que nos espera (5 catequeses). termina ainda com um Epílogo: Paulo fala-nos (depois) do seu martírio



Autora: Rina Risitano
    O louvor, a admiração e a bênção caracterizam a atmosfera que se respira nestas celebrações da Palavra, baseadas numa selecção de trechos retirados das cartas de São Paulo.

Através da variedade temática, aflora em nós a consciência, a que o próprio Apóstolo nos conduz, de nos descobrirmos filhos de Deus, amados e abençoados desde sempre em Cristo. Somos contagiados por Paulo na contemplação do mistério do Senhor, crucificado e ressuscitado, e abrimo-nos à acção de graças ao Pai que, em Cristo, cada um de nós pode dizer «amou-me e entregou-se a si mesmo por mim».

São nove celebrações da Palavra, destinadas a agentes pastorais, animadores de comunidades religiosas e grupos de oração, participantes em grupos bíblicos e outras pessoas que queiram aprofundar e orar os escritos de São Paulo.



   
Os temas
destas celebrações
são os seguintes:

 Rosa 1. Bendito seja Deus
 Rosa 2. A vida nova
 Rosa 3. Abençoados com todas as bençãos
 Rosa 4. A Cruz, loucura de Deus
 Rosa 5. A mesa do Senhor
 Rosa 6. Santos juntos
 Rosa 7. O melhor caminho de todos
 Rosa 8. Habitados pelo Espírito
 Rosa Sede meus imitadores
   

A  estrutura
de cada celebração:

 Virar os olhos 1. Tema da celebração
 Virar os olhos 2. Breve introdução ao tema
 Virar os olhos 3. Escuta da Palavra com trechos retirados das cartas de Paulo
 Virar os olhos 4. Breve comentário a cada um dos trechos
 Virar os olhos 5. Um momento de interiorização da Palavra
 Virar os olhos 6. Oração esponsorial dos hinos paulinos
 Virar os olhos 7. Oração conclusiva
 Virar os olhos 8. Indicação de passagens pararelas da Escritura para aprofundar o tema

Nas páginas 9 - 12 dão-se algumas orientações práticas sobre como utilizar este livrito, depois segue-se um traçar breve so Perfil deste apóstolo e, no final do livro, algumas orações e indicações sobre outros materiais disponíveis



Entretanto vou ver se arranjo coragem para ler

Paulo
Um homem inquieto,
um apóstolo insuperável

autor: Jerome Murphy-O'Oconnor
Editora: Paulinas
Nº Páginas: 344

«A redacção deste livro foi uma aventura maravilhosa que aconteceu ao tentar transformar uma vida numa história.» É assim que Jerome Murphy-O'Connor descreve o seu livro. Será também, certamente, uma «aventura maravilhosa» para o leitor, desejoso de conhecer não só o Apóstolo de Jesus Cristo (o «teólogo»), mas também o homem, fundador de comunidades cristãs.
   

Não se trata de um «romance histórico». O autor, detentor de um excelente conhecimento das fontes e dos documentos da época, não faz ficção da vida de Paulo, nem sequer coloca diálogo algum na sua boca, simplesmente guia o leitor na descoberta dos sentimentos do Apóstolo, que se manifestam nas suas cartas.
« Última modificação: 05 de Julho de 2008, 20:28 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #7 em: 07 de Julho de 2008, 10:32 »

O Ano Paulino
no site do Opus Dei

De 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009, a Igreja celebra um ano jubilar dedicado a São Paulo, por ocasião dos dois mil anos do seu nascimento. O site do Opus Dei publicará uma série de vídeos sobre o Apóstolo das Gentes.
2008/06/28

Ao convocar o Ano Paulino, o Santo Padre convidou os cristãos a aprofundar os ensinamentos do Apóstolo, promovendo "eventos litúrgicos, culturais e ecuménicos, bem como várias iniciativas pastorais e sociais, todas inspiradas na espiritualidade paulina".
      
Mosaico que representa
o encontro de São Paulo com Cristo

O site do Opus Dei publicará em cada mês
um vídeo dedicado a São Paulo
que servirá de introdução a algum dos seus ensinamentos.

O matrimónio, o trabalho, a identificação com Cristo, ou as cartas de São Paulo são alguns dos temas que diversos professores da Pontifícia Universidade da Santa Cruz abordam.

O Prelado do Opus Dei introduz a série com o vídeo que será publicado em 29 de Junho, festa de São Paulo. 

D. Javier Echevarría considera “uma prenda do Santo Padre” este ano jubilar e manifesta o seu desejo de que “todos aprendamos a doutrina de Jesus Cristo através do que nos transmitiu o Apóstolo São Paulo. Vale a pena que leiamos os seus escritos com atenção e que os levemos à nossa meditação pessoal”.

Refere também a influência que São Paulo teve em São Josemaria, “para quem constituía um ponto muito importante essa afirmação de São Paulo:

“Mihi vivere Christus est”: o meu viver é Cristo

Queria assim interpretar e viver toda a sua vida”.



 Imagem do Apóstolo das gentes

O calendário de publicações será o seguinte:

  • Rosa 28 de Junho: Introdução ao Ano Paulino (D. Javier Echevarría)
  • Rosa 1 de Julho:São Paulo: viver em Cristo.
  • Rosa 1 de Agosto: São Paulo e o Matrimónio.
  • Rosa 1 de Setembro: As cartas de São Paulo
  • Rosa 1 de Outubro: São Paulo e a filiação divina
  • Rosa 1 de Novembro: São Paulo e a união de fé e razão
  • Rosa 1 de Dezembro: São Paulo, pregador incansável
  • Rosa 1 de Janeiro: A vocação de São Paulo
  • Rosa 1 de Fevereiro: São Paulo e a caridade
  • Rosa 1 de Março: São Paulo e a divindade de Jesus Cristo
  • Rosa 1 de Abril: São Paulo e os primeiros cristãos
  • Rosa 1 de Maio: São Paulo e o trabalho
  • Rosa 1 de Junho: São Paulo e a Eucaristia



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« Responder #8 em: 07 de Julho de 2008, 11:02 »

 
HOMILIA DE
D. ANTÓNIO CARRILHO,
BISPO DO FUNCHAL,
NA ABERTURA
DO ANO PAULINO


A ousadia de uma nova evangelização

“Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” –
escreveu São Paulo na Carta aos Gálatas
(2, 20),  como síntese máxima da sua vida e testemunho da sua identificação com Cristo. É com estas palavras, de significado tão rico e tão profundo, proclamadas hoje e aqui, na Catedral do Funchal, que damos início à celebração do Ano Jubilar comemorativo dos dois mil anos do nascimento de São Paulo, colocado pelos historiadores entre os anos 7 e 10 depois de Cristo.
 
O Ano Jubilar Paulino, proposto à Igreja Universal pelo Papa Bento XVI e assumido pela Conferência Episcopal Portuguesa, decorrerá de hoje até ao dia 29 de Junho do próximo ano de 2009. Como poderia a nossa Igreja do Funchal ficar insensível aos apelos do Papa e às propostas da Conferência Episcopal?
 
Fazendo-me eco de todas essas interpelações e da auscultação realizada em diversas instâncias eclesiais, também eu dirigi à Diocese a Mensagem Pastoral “Ai de mim, se não evangelizar” (1Cor 9,16), com indicações muito concretas para um programa diocesano do Ano Jubilar, para as quais peço, de novo, a atenção de todos os sacerdotes, membros dos Institutos de Vida Consagrada e Leigos, pessoalmente e nas instituições em que se integram.
 
Durante um ano caminharemos com São Paulo, para que Cristo viva também em nós, para que possamos construir com Cristo e em Cristo a nossa vida e os nossos projectos. São Paulo ajudar-nos-á a ter um encontro vivo e apaixonante com Cristo. Poderá guiar-nos na obra da evangelização, como primeiro anúncio de Jesus Cristo; no aprofundamento da fé, em processo catequético; na vivência das celebrações; na fidelidade a Deus e no fortalecimento da esperança que não engana.
 
O Ano Jubilar Paulino será um ano de reflexão e de descoberta da vida e da mensagem do grande Apóstolo da Palavra, como caminho para, em Igreja, conhecermos e vivermos uma experiência de fé e relação com Cristo, que ilumine e encha de sentido a vida. Diz-nos o Papa Bento XVI: “Só Cristo pode preencher as aspirações mais íntimas do coração do homem; só Ele é capaz de humanizar a humanidade e de a conduzir à «divinização», isto é, à vivência plena da sua beleza”.
 
Um caminho de conversão pessoal

São Paulo pode ajudar-nos a fazer caminho de variadas formas. Ele é para nós, antes de mais, um modelo de conversão. Tal como ele, também nós precisamos de um
encontro com Cristo-Luz que ilumine as nossas vidas, para que as nossas palavras e gestos sejam, cada vez mais, palavras e gestos de Cristo em nós.
 
Como judeu zeloso, da escola de Gamaliel, Paulo considerava a mensagem dos discípulos de Cristo inaceitável e, por isso, sentiu a obrigação de os perseguir. No caminho para Damasco ele foi alcançado por Cristo: o perseguidor tornou-se o perseguido e foi encontrado! A partir daquele encontro tudo seria diferente, o que antes constituía para ele um valor tornou-se perda e lixo. A partir daquele momento todas as suas forças foram colocadas ao serviço de Cristo e do Evangelho da Esperança. Agora a sua vida será a de um apóstolo desejoso de se fazer tudo para todos, para salvar alguns a todo o custo (cf.1Cor 9,22).
 
São também para nós estas palavras de São Paulo aos Romanos: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito” (Rom 12,2).
 
Celebrar São Paulo é, pois, aceitar o desafio de mudar a própria forma de pensar e viver. Esta nova vida, o culto cristão, engloba todos os aspectos da existência, transfigurando-a: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1Cor 10,31). É que o cristão é chamado a expressar a fé em cada acto da sua vida.
 
Descobrir e comprometer-se com a Igreja
Caminhando com São Paulo descobriremos a Igreja da qual fazemos parte e renovaremos o nosso entusiasmo missionário. Descobrir a Igreja será comprometer-se com ela
e com Cristo, com um renovado ardor e sem medos. Será descobrir em nós talentos e carismas a partilhar e colocar em acção para o bem de todos. Será fazer a experiência de Cristo ressuscitado na celebração comunitária da fé, no anúncio e no serviço.
 
Para São Paulo foi decisivo conhecer a comunidade daqueles que se diziam discípulos de Jesus, através dos quais tinha tomado conhecimento de uma nova fé e de um novo caminho. Depois de ser baptizado por Ananias, Paulo passa a conceber a sua missão como um edificar contínuo da Igreja-Comunidade, que Jesus Cristo deseja e ama. Nas suas viagens vai sempre acompanhado. A Igreja não é apenas uma pessoa: ela identifica-se com Cristo, é o próprio Corpo de Cristo (cf. Rom 12,15). Jamais São Paulo poderá esquecer as palavras de Cristo ao identificar-Se com a Igreja: “Eu Sou Jesus a Quem Tu persegues” (Act 26,15). Perseguir os cristãos é perseguir o próprio Cristo.
 
Com São Paulo descobriremos a Igreja que nós somos e formamos. Na caminhada da vida cristã ninguém vai só, mas cada um terá de descobrir-se integrado e membro activo da comunidade que é a Igreja viva. Abrem-se, assim, caminhos de corresponsabilidade na missão da Igreja, em que todos temos de participar, segundo a graça e o ministério que nos é dado. É urgente ousar cada um comprometer-se com Cristo ao serviço do mundo, na comunhão da Igreja!
 
“Ai de mim, se não evangelizar!” (1Cor 9,16)
Caros irmãos e irmãs, como nas origens, também hoje Cristo precisa de apóstolos disponíveis e prontos a sacrificar-se a si mesmos, a dar a vida pela causa do Evangelho.  Precisa de
testemunhas e de mártires como São Paulo: ele é modelo de evangelizador, viveu e trabalhou por Cristo, por Ele sofreu e morreu. Como é actual, hoje, o seu exemplo!
 
Celebrar São Paulo é celebrar a missão e partir com um renovado alento e uma grande confiança n’Aquele que nos chama e nos envia. É descobrir caminhos novos para levar o Evangelho da Esperança e novo ânimo aos homens e mulheres do nosso tempo. Não podemos limitar o anúncio de Jesus Cristo àqueles que já são Igreja, mas temos de ousar ir mais longe nas propostas que fazemos, sabendo ler nos corações a necessidade e o desejo da salvação.
 
Uma Igreja que não der Cristo dá muito pouco, porque a sua missão fundamental é dar Cristo ao mundo! Só Cristo é a felicidade que buscamos. Só Ele nos espera quando nada do que encontramos nos satisfaz. Só Ele é a beleza que nos atrai. Só Ele lê no coração a verdade das nossas decisões. Só Ele suscita o desejo de fazer da nossa vida algo de grande, de belo e de bom. Cristo ama-nos e entregou-se por nós, derrama o Seu Amor em nossos corações.
 
“Eu sei em quem pus a minha confiança” (2Tim 1,12)
Mas qual é a origem deste zelo, deste ardor, desta força missionária? – Pelas suas Cartas, sabemos que Paulo não era um orador hábil; parece, aliás, partilhar com Moisés e com
Jeremias a falta de talento oratório. "A sua presença corporal é débil e a linguagem desprezível" (2Cor 10,10), comentavam sobre ele os seus adversários. Por conseguinte, os extraordinários resultados apostólicos que conseguiu não podem ser atribuídos a uma brilhante retórica ou a simples estratégia apologética e missionária.
 
O sucesso do seu apostolado depende sobretudo de um envolvimento pessoal no anúncio do Evangelho, com total dedicação e confiança em Cristo que o chamou; dedicação e entrega que não temia riscos, dificuldades e perseguições: "Nem a morte, nem a vida – escrevia São Paulo aos Romanos – nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rom 8,38-39).
 
“Eu sei em Quem pus a minha confiança” (2Tim 1,12). Ele sabe em quem pôs a sua confiança. Ele sabe que o Senhor esteve ao seu lado e deu-lhe força, para que, por seu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada (segunda leitura).
 
Pela experiência e testemunho de São Paulo, podemos concluir que a acção da Igreja só é crível e eficaz, na medida em que os que dela fazem parte estiverem dispostos a viver pessoalmente a sua fidelidade a Cristo, em todas as situações. Só na disponibilidade e na entrega confiante ao Senhor e à Sua Palavra poderemos construir e avançar, porque sem Cristo nada podemos (cf.2Cor 11, 30). Só n’Ele teremos a força e a motivação suficientes para lutarmos até ao fim contra o pecado e todas as manifestações do mal (cf.Heb 12,4).
         
“Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?”
(Rom 8,35)

Também nós somos chamados, nesta caminhada com São Paulo, a descobrir donde brota todo o ardor e a força do seu
compromisso:  o poder do amor, que é dom de Deus em Cristo. Esta força do amor e a confiança n’Aquele em quem acreditou é que levam São Paulo a suportar trabalhos, fadigas, sofrimentos, privações, perigos e a própria morte, a ponto de ele se interrogar: “Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?” (Rom 8,35). Nada nos poderá separar do amor de Cristo. Nada, mesmo nada! Nem a tribulação, nem a angústia, nem a perseguição, nem a fome, nem a nudez, nem o perigo, nem a espada. “Porque se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rom 8,31).
 
Foi a descoberta deste amor que deu novo rumo à vida de São Paulo e o sustentou em todos os momentos da vida. É a experiência da gratuidade do amor de Deus que nos fará testemunhas credíveis do Evangelho de Cristo.
 
Igreja do Funchal, povo cristão da Madeira e do Porto Santo, aceitemos os desafios deste Ano Jubilar Paulino e lancemo-nos, sem medo, na ousadia de uma nova evangelização, com iniciativas diversas de catequese e formação pessoal, com um esforço grande de aprofundamento do sentido de fé das nossas tradições religiosas, com projectos e programas pastorais de resposta às necessidades concretas da nossa gente, iluminados pelo Evangelho e pelas suas aplicações na Doutrina Social da Igreja.
 
Prece final

Maria, Senhora do Monte, nossa Padroeira, a Rainha dos Apóstolos, que invocamos com confiança, obtenha para os cristãos o dom da plena unidade e de renovado ardor na missão. Com a sua ajuda e seguindo as pegadas de São Pedro e de São Paulo, cuja solenidade litúrgica celebramos, possa a Igreja oferecer ao mundo de hoje o testemunho da unidade, da dedicação
corajosa ao Evangelho de Cristo e do compromisso do amor fraterno, na atenção e ajuda aos que mais precisam de apoio e sentido para a vida! 
 
Iluminados pela palavra de São Paulo, imploremos a sua intercessão para o Ano Jubilar que hoje começa, confiando-lhe toda a nossa Diocese e dizendo: São Paulo, rogai por nós!

Sé do Funchal, 28 de Junho de 2008
† António Carrilho, Bispo do Funchal

D. António José Cavaco Carrilho, filho de Alexandre Bento Carrilho, e de Isabel de Jesus Cavaco, já falecidos, nasceu em Loulé (Algarve), no dia 11 de Abril de 1942. Entrou no Seminário de Faro em Outubro de 1953, fez os cursos filosófico e teológico no Seminário dos Olivais, em Lisboa, e foi ordenado sacerdote pelo Bispo D. Frei Francisco Rendeiro, O.P., na Sé de Faro, no dia 28 de Julho de 1965.

Durante doze anos exerceu a sua actividade pastoral na Diocese do Algarve, como Director Espiritual do Seminário (1965-1970), Pároco da Conceição de Faro (1965-1967), Secretário Diocesano da Pastoral das Vocações (1965-1973), Assistente do Escutismo e de vários organismos da Acção Católica (1965-1977), Director Espiritual do Secretariado Diocesano dos Cursos de Cristandade e membro do Secretariado Nacional do mesmo Movimento (1974-1977), Professor de Educação Moral e Religiosa Católica no Liceu e na Escola Preparatória D. Afonso III, em Faro (1970-1972/77), Secretário Diocesano de Pastoral (1970-1973) e Vigário Episcopal para a Coordenação Pastoral (1973-1977).
 

   Em Outubro de 1977, foi para Lisboa, onde frequentou a Universidade Católica Portuguesa, licenciando-se em Teologia. Em 2 de Fevereiro de 1996, foi nomeado Cónego da Sé de Faro, por D. Manuel Madureira Dias, Bispo do Algarve.

A ordenação episcopal de D. António Carrilho realizou-se na Igreja de S. Pedro do Mar, em Quarteira, Diocese do Algarve, na tarde do dia 29 de Maio de 1999 - Liturgia da Solenidade da Santíssima Trindade, sendo ordenante principal D. Manuel Madureira Dias, Bispo do Algarve e co-ordenantes D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, e D. Júlio Tavares Rebimbas, Arcebispo-Bispo Émerito do Porto e antigo Bispo do Algarve.

D. António Carrilho iniciou as suas funções na Diocese do Porto, no dia 3 de Junho de 1999, na igreja da Trindade, na celebração da Missa Estacional da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a que presidiu o Bispo Diocesano, D. Armindo Lopes Coelho, que o nomeou Vigário Geral e lhe confiou a missão de acompanhar os sectores do Apostolado dos Leigos e da Educação Cristã e o Conselho Pastoral Diocesano.

A sua nomeação para Bispo do Funchal data de 8 de Março de 2007

 
« Última modificação: 07 de Julho de 2008, 12:02 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #9 em: 08 de Julho de 2008, 10:21 »


                São Paulo,
nós nos dirigimos a ti, porque queremos
conhecer o mistério de tua vida,
isto é, o que Deus realizou no teu coração.
Queremos que nos ensines conhecer
quem é Deus, quem é Jesus e como
te deixaste conquistar por tão grande amor divino.
Sabemos que o nosso desejo é o teu desejo
porque viveste, totalmente, por essa causa.

Abre nossos olhos como o Senhor abriu os teus
para que compreendamos o poder maravilhoso de Deus
e participemos, na tua escola,
do sublime conhecimento de Jesus Cristo.

Dá-nos compreender como eras antes da conversão
e como respondeste ao chamado de Jesus.
Ensina-nos a responder ao chamado de Deus
com alegria e em todas as circunstâncias.

Nossa oração dirige-se a ti, ó grande apóstolo,
porque fizeste da Palavra de Deus o alimento,
o caminho, a luz para tua transformação em Jesus Cristo.

Concede-nos, ó pai e protetor, que a teu exemplo
nos deixemos iluminar pela Palavra de Deus,
guiar pelo modo de ser de Jesus Cristo
e, pela nossa vida, nos tornemos alegres testemunhas
da sua ressurreição.
Amém!

(Cardeal Carlo Maria Martini)
Arcebispo emérito de Milão
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« Responder #10 em: 18 de Julho de 2008, 10:53 »

Paulo
Um homem inquieto,
um apóstolo insuperável

Sim,
já iniciei a aventura de conversar com este livrito...


O trabalho não me deixa dedicar-lhe o tempo que gostaria, ainda só vou na página 70 mas está a ser muito interessante. Efectivamente não se trata de um romance histórico (género literário) nem de um livro de história/tese mas uma tentativa descobrir Paulo inserindo-o num contexto histórico e social. O autor guia-nos, com a vida de Paulo, aos lugares por onde passou fazendo-nos sentir o pulsar histórico
 
do local [Tarso, Jerusalém, Damasco, Antioquia] e a vivência e convivência dos primeiros cristãos [judeus e gentios] entre si e com o mundo que os rodeia

Do mesmo modo procura tentar compreender as opções de Paulo, à luz da realidade histórica/factual evitando recorrer a subterfúgios da imaginação. Claro que nem sempre pode corresponder à imagem que criamos deste apóstolo, e por vezes pode levar a constatações surpreendentes... Um cheirinho:

«Apesar da pobreza, nenhum fariseu se recusava a casar como um meio de economizar. Para os Judeus, cumpridores da Lei, o celibaro nunca foi uma opção: «Crescei e multiplicai-vos»(Gn 1,28), era um mandamento, e todos entendiam como uma obrigação. Desencorajava-se, fortemente, adiar o casamento para depois da idade dos vinte anos. A opinião especulativa do grande filósifo judeu Fílon de Alexandria de que os quarenta anos era a idade ideal para um homem sábio se casar, não teve certamente, nenhuma influência. Como emigrante da diáspora, que queria desesperadamente ser aceite, nãoo duvidamos que Paulo se curvasse, gostosamente, à expectativa geral de que um jovem devia casar pelos seus vinte anos. Não podia ter falado com tanta complacência em Gálatas 1,14, se tivesse permanecido em flagrante desobediência e esta obrigação social fundamental[...]
  Se Paulo teve  uma esposa, é provavel que tenha tido também filhos. Porque é que nunca se refere a eles? Não temos informação alguma que nos dê bases para responder a uma questão tão pessoal. Suspeito que teriam morrido num acidente tão traumático que ele teria sepultado a sua memória para sempre. Seria muito penoso para recordar e demasiado sagrado para revelar a outros. Em todo o caso, Paulo nunca mais voltou a casar-se (1 Cor 7, 8)." (páginas 33 - 34)

Aceitando  (ou não) tudo o que nos é descrito, a verdade é que não deixa de ser
um livro enriquecedor, escrito por um estudioso dominicano que é reconhecido em todo o mundo como uma autoridade nos estudos de S. Paulo, sendo professor de Novo Testamento na Escola Bíblica de Jerusalém desde 1967. A linguagem é simples e o texto encontra-se dividido (e subdividido) em secções sendo fácil fazer paragens e ler por etapas, quando não se tem muito tempo para longas estiradas na leitura.
« Última modificação: 18 de Julho de 2008, 11:16 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #11 em: 18 de Julho de 2008, 22:48 »


Alguns videos num cantinho, da responsabilidade da ecclesia.pt:

« Última modificação: 18 de Julho de 2008, 22:50 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #12 em: 26 de Julho de 2008, 12:18 »

Mais um livrito, saído em Maio 2008, em Portugal

Título: São Paulo - Um apelo à conversão
Autor: Ronald D. Witherup
Editora: Lucerna     
Índice:
  • Quem é o nosso Director Espiritual?
    Apresentação do Apóstolo Paulo
  • Primeiro dia
    Introdução ao Tema do Nosso Retiro
  • Segundo Dia
    Chamado, Justificado e Salvo pela Graça
  • Terceiro dia
    Abraçar a Cruz de Jesus Cristo
  • Quarto Dia
    Viver no Espírito Santo
  • Quinto Dia
    Aprender a orar sem cessar
 
Um guia para meditação pessoal
e orientação de retiros
        
  • Sexto Dia:
    Levar uma vida virtuosa: Fé Esperança e Amor
  • Sétimo Dia
    Alegria na vitória de Deus
  • Levemos este Tema para a nossa vida
  • Para conhecer melhor São Paulo
« Última modificação: 26 de Julho de 2008, 12:45 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #13 em: 02 de Agosto de 2008, 00:20 »

Muito obrigado Lea por tao belo e util material para bem celebrar o grande Apostolo das Nações. Importante pesquisa.
Que Sao Paulo e Jesus te recompensem com as maiores bençãos.
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« Responder #14 em: 04 de Agosto de 2008, 12:51 »

 Obrigado
Que S. Paulo abençõe todos os que por aqui passarem
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