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Autor Tópico: Educação Familiar  (Lida 2112 vezes)
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« em: 18 de Dezembro de 2007, 11:17 »

Educação Familiar

As colunas de grandes jornais têm estampado, ultimamente, notícias de violências, algumas delas verdadeiramente chocantes tais como seqüestros, homicídios, latrocínios, crimes perpetrados por pais contra filhos; de filhos contra seus pais; de casais assim como de outros familiares, além de outros assassinatos e contravenções, tudo isso numa demonstração patente que tal situação se tornou endêmica. Por vezes até mesmo autoridades ou pessoas que têm a responsabilidade de garantir a segurança dos cidadãos, extrapolando de suas funções tentam vencer a violência com violência ainda maior, provocando assim novas violências.

Diante dessa situação, coloca-se a pergunta: Qual seria a causa ou as causas que geram violência?

Sem dúvida as causas são múltiplas. Entretanto, pode-se afirmar queexiste ou existem causas que geram outras causas de violência. Há os que opinam serem as difíceis condições econômico-financeira s as geradoras de violência. A triste condição em que “sobrevivem” cidadãos, alguns abaixo da linha da pobreza, comoacontece em muitas grandes cidades, não excluída a nossa Guarulhos, não explica por si só a incidência da violência. Há muitos concidadãos nossos que lutam com dificuldade e nem por isso recorrem à violência como solução de seus problemas. Aocontrário, ultimamente registros policiais dão-nos conta de crimes, tráfico de drogas e outros ilícitos praticados por universitários, jovens da classe média alta e que residem em bairros nobres. Esses fatos demonstram, claramente, que as causasda violência não se reduzem às condições econômicas, sociais e nem mesmo ao grau de escolaridade.

As causas são mais profundas. A nosso ver, a grande causa do crescimento da violência,em suas mais variadas formas, é o resultado acabado da crise familiar, pela permissividade dos pais que em muitíssimos casos deixam-se levar por propagandas, falsos valores pregados pela mídia, sucumbindo às exigências de seus filhos, alegandoque assim agem, permitem, para evitar “traumas” para os seus filhos, pois “todos agem assim...” Tais pais, eles sim, acabam traumatizados com o procedimento de seus filhos que causam sofrimento e lágrimas não somente a eles como também às vítimas de seus desmandos. Quantos pais choram hoje por não terem sido mais firmes, mais “pais”, por terem concedido uma “falsa liberdade”, a seus filhos, hoje vítimas da falta de uma verdadeira educação!

É preciso que se tenha consciência que educar não significa simplesmente proporcionar uma boa formação acadêmica aos filhos, atendendo o desenvolvimento intelectual e sim também a educação da vontade e reto uso da liberdade,oque, aliás, nos distingue de outros seres. Educar é formar o Homem Integral. Essa a missão primordial dos pais. Essa também deveria ser a preocupação dos poderes públicos que com leis e bons exemplos deveriam formar os futuros cidadãos, o que nem sempre acontece. Basta vermos os “belos” exemplos de muitos políticos: mensalões, mensalinhos, recursos não contabilizados etc... A lista seria longa demais e o espaço de nosso jornal não nos permite alongarmo-nos ainda mais.
Terminamos fazendo um apelo aos pais e aos que incumbe a missão de educar. Sejam verdadeiros pais, verdadeiros educadores de seus filhos; muito amor e, também por amor, tenham firmeza na educação daqueles que Deus lhes confiou, mostrando-lhes, quando for o caso, os erros, os desvios da verdade, da justiça e do bem. Não tenham medo de serem exigentes com seus filhos. Os filhos que assim foram educados, hoje agradecem a Deus os pais que tiveram...


† Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos-SP
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REIFERSAN
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« Responder #1 em: 14 de Maio de 2008, 15:11 »

Aqui deixo o texto distribuídio numa sessao publica da Associação Portuguesa de Familias Anónimas (FA) e que pode ser de muita utilidade para familias
perturbadas e em sofrimento devido à adição de algum membro, quer seja por consumo excessivo de alcool ou de drogas, ou problemas emocionais.

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Sessão de Informação Pública
comemorativa dos Aniversários dos Grupos de Valbom
e do Intergrupo do Norte da Associação Portuguesa de Famílias Anónimas


Recuperação da família
a experiência e as sugestões de FA,
uma reflexão

Recuperar significa voltar a ter bens que se perderam
- saúde, harmonia, paz, respeito, alegria, etc.
Recuperar significa voltar a sentir o gosto de viver.
E é quando uma família vive dominada pela insanidade,
que essa recuperação é mais necessária.
Porém, o que é preciso mudar para que uma família recupere
a sanidade perdida?

O apoio de FA

Famílias Anónimas tem apoiado muitas pessoas a
progredir pelos caminhos da recuperação. De que modo?
Com que meios? Com que garantias?

O modo

Famílias Anónimas funcionam assim: propõem a
toda e qualquer pessoa, a braços com a desordem familiar,
sob qualquer das suas formas, que venha às reuniões
dos Grupos FA conhecer as experiências partilhadas, a
literatura FA e o percurso de recuperação daqueles que já
frequentam os Grupos há mais tempo.
O caminho a percorrer para a recuperação pode ser
longo, porque não há soluções imediatas para situações
graves.
Mas há ideias e práticas simples que ajudam muito:
- identificar a origem e a natureza dos males que
afligem cada um;
- perceber que todas as outras pessoas do Grupo
estão ou foram afectadas por problemas idênticos aos
nossos, mas descobriram como fazer-lhes frente;
- admitir que podemos estar perturbados e que,
por isso mesmo, a necessidade de mudança começa por
nós;
- distinguir com mais objectividade até que ponto
somos, ou não, responsáveis pelas escolhas erradas dos
outros;
- compreender que o que é importante é agir no presente,
em função do que é necessário e justo nesse momento;
- assistir aos primeiros efeitos positivos, em nós e
nos outros, resultantes da nossa própria mudança de atitudes,
começando a perceber o vasto caminho positivo
que se abre nas nossas vidas ou, no mínimo, o melhor
entendimento do papel que nos cabe - e que não é necessariamente
aquele que outros nos destinam, mas aquele
que nos dá o bem-estar a que também temos direito!

Os meios

Tudo isto são descobertas cujo sentido profundo e
actuante se pode descobrir nos Grupos FA - sem pagar,
sem imposições, sem “receitas”. De facto, nada mais há
nesses Grupos: nem técnicos que saibam o que cada um
deve fazer, nem remédios ou milagres - a não ser o remé
dio da solidariedade e o milagre da atenção à experiência
dos outros - a que é partilhada directamente por quem a
viveu e a que está na Literatura FA.

Garantias

Muitos dos males que nos afl igem são crónicos e
incuráveis. Sendo assim, o melhor que se pode fazer para
viver com eles é reduzir os seus efeitos negativos, mantendo-
os sob controlo, fazendo com que não nos impeçam
de viver com gosto - direito que é de todos e cada um,
mas que depende sobretudo de cada um, precisamente.
Para garantia destes resultados, FA só dispõe de
um meio: as partilhas de experiências e as leituras - com
tudo o que esses dois meios tão simples trazem de bom
consigo, tantas e tantas vezes quando parecia já tudo estar
perdido nas nossas vidas!

Dependências alcoólica e química
e outras perturbações


Os Gupos FA têm como factor aglutinador dos seus
membros a identifi cação baseada na vivência de problemas
comuns tais como, principalmente, o convívio com
familiares ou amigos alcoólicos ou toxicodependentes.
Essa identifi cação é um factor da maior importância
no clima de união e entendimento do Grupo porque permite
reconhecer em cada um dos seus membros um irmão
em sofrimento e, assim, compreender melhor e mais
rapidamente o que ele sente quando partilha momentos
difíceis da sua vida, reforçando a certeza de que se é entendido
por iguais quando nos dispomos, nós próprios, a
partilhar o que sentimos.
Refira-se que o objectivo das reuniões não é publicitar
aspectos da vida pessoal, mas sim, por um lado,
criar uma oportunidade séria para cada um falar dos seus
sentimentos e, por outro, ouvir mais pessoas que, com
experiências de vida semelhantes, partilham igualmente
o modo como viveram situações idênticas.
Esta apresentação de testemunhos perante pessoas
que estão a passar pelos mesmos dramas, além de,
só por si, poder trazer um enorme alívio, vem reforçar a
identificação com os outros, ajudando ainda a relativizar o
próprio sofrimento e, acima de tudo, enriquecendo a reflexão
pessoal e o entendimento da verdadeira dimensão e
natureza dos problemas vividos.

O anonimato

Assim, facilmente se compreende a necessidade
de um conjunto de Tradições que são os princípios a que
obedecem os Grupos FA, o mais importante dos quais
será o do Anonimato.

E o que é o Anonimato em FA?

Pois bem, é a regra segundo a qual os testemunhos
pessoais que se ouvem nas reuniões não podem, fora
delas, ser referidos às pessoas concretas que os prestaram.
É também a regra do Anonimato que recomenda a
discrição nos contactos com os meios de comunicação
social acerca de Famílias Anónimas, sujeitando-os a uma
ponderação prévia que defina os termos em que poderão
ser feitos.
O Anonimato é também o princípio que neutraliza
qualquer possibilidade de protagonismo pessoal, ou a defi
nição de qualquer autoridade interna, bem como de projecção
pessoal exterior. De facto, em FA não há hierarquias
de autoridade ou representatividade externa, há somente
quem presta serviço, isto é, quem aceita ser responsável
pelo cumprimento de determinadas tarefas, necessárias
ao funcionamento dos Grupos e de outras estruturas da
Associação Portuguesa de Famílias Anónimas.

Mas, afinal, qual é a filosofia fundamental
do Programa de FA?

A filosofia fundamental de FA manifesta-se num
conjunto de orientações apresentadas num Programa em
Doze passos” que visa orientar a descoberta de vias
consistentes de reorganização da vida pessoal - nas dimensões
espiritual, afectiva e do saber - apoiada no reconhecimento
de um Poder Superior (na forma como cada
um O concebe) e na aceitação da responsabilidade pessoal
para suportar as consequências dos próprios actos,
admitindo que todos trilhamos um caminho distinto em
busca da felicidade possível, mas devendo respeitar sempre
os direitos alheios.

Amor Firme
É esta visão responsabilizadora que sustenta uma
das mais importantes sugestões de FA, o Amor Firme segundo
o qual viver em família implica respeitar e fazer respeitar
regras claras e justas, que o bom senso e a experiência
mostram serem necessárias para o bem comum.
Segundo o princípio do Amor Firme, as regras de
conduta que devem vigorar na família são a versão prática
dos valores reconhecidos como necessários e, portanto,
qualquer membro da família que repetidamente não acate
tais regras deve ser o primeiro a ser confrontado com as
respectivas consequências, sejam elas quais forem.
É aqui que entronca a ideia de que facilitar a repetição
de comportamentos de desrespeito pelas regras da
vida familiar, é a pior atitude da parte de quem tem a responsabilidade
de defender a harmonia na família.
Por outro lado, a mentira, a manipulação e a chantagem
emocional conseguem, muitas vezes, dominar as
famílias e destruí-las, porque encontram aliados no amor
desorientado pelo medo e debilitado pela confusão dos
sentimentos.
Gerações e gerações de alcoólicos e toxicodependentes
em recuperação reconhecem que tudo mudou para
melhor nas suas vidas e nas das suas famílias, a partir do
momento em que os amigos e os familiares mais chegados,
apesar do sofrimento, tiveram a coragem de adoptar
atitudes de fi rmeza, contribuindo assim para a consciencialização
da necessidade de mudarem de comportamentos
e recuperarem a sanidade, reorganizando, a pouco e
pouco, as suas vidas.

Serenidade, Coragem e Sabedoria

Sempre presente em todos os actos de FA, a Oração
da Serenidade
apela à Serenidade, à Coragem e à
Sabedoria, como três condições indispensáveis à recuperação
espiritual e emocional de cada um.
Distinguir entre o que podemos (e nos compete) fazer
e aquilo que não está ao nosso alcance, é essencial
para defi nirmos, com sensatez, o papel que nos cabe e
reencontrarmos a capacidade para agir com Coragem, no
momento certo e da forma adequada, isto é, mantendo
uma clara e sábia partilha de responsabilidades: as nossas
e as dos outros.


ORAÇÃO DA SERENIDADE    Prece Prece Prece

Concedei-me Senhor,
Serenidade
para aceitar as coisas que não posso modifi car,
Coragem
para modificar as que posso,
Sabedoria
para distinguir umas das outras.
« Última modificação: 14 de Maio de 2008, 20:34 por REIFERSAN » Registado

"Através de uma oração muito simples, podemos pressentir que nunca estamos sós"  (Ir. Roger)
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