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Autor Tópico: Recortes de imprensa  (Lida 2109 vezes)
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jocas
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« em: 05 de Novembro de 2007, 15:27 »

Quando abrimos o coração a Jesus, ele transforma nossa vida, constata o Papa

CIDADE DO VATICANO, domingo, 4 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Com a abertura total de nosso coração, Jesus pode transformar e purificar nossa vida, disse Bento XVI.

Cinqüenta mil fiéis e peregrinos foram rezar o Ângelus no Vaticano, na Praça de São Pedro, com o Papa, que refletiu sobre Evangelho deste domingo, sobre o encontro de Jesus com Zaqueu.

Recordou que este, ainda rico, era considerado publicamente como pecador e era desprezado por todos. Mas Zaqueu teve grande desejo de ver Jesus em Jericó.

O Senhor «se dirigiu a ele chamando-o por seu nome: “Zaqueu, desce logo; porque hoje devo ficar em sua casa”. Que mensagem nesta simples frase!», reconheceu Bento XVI.

«Jesus chama por seu nome a um homem desprezado por todos», e «hoje», precisamente este, «é para ele o momento da salvação» – afirmou –; e «o Pai, rico em misericórdia, quer que Jesus vá “buscar e salvar o que estava perdido”».

«A graça daquele encontro imprevisível foi tal que mudou completamente a vida de Zaqueu», sublinhou o Papa.

Encontramo-nos diante de uma página do Evangelho que novamente «nos diz que o amor, partindo do coração de Deus e atuando através do coração do homem, é a força que renova o mundo», constatou.
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« Responder #1 em: 05 de Novembro de 2007, 15:38 »

Evangelizando o Mundo Digital

Como a Igreja irá se comunicar com o jovem hoje

Pelo Pe. John Flynn, LC

ROMA, domingo, 04 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Transmitir a fé às novas gerações é mais difícil que nunca em um mundo que está mais e mais secularizado. Um recente livro traz recomendações sobre como levar a mensagem adiante para uma nova mentalidade fortemente influenciada por mudanças tecnológicas.

«Googling God: The Religious Landscape of People in Their 20s and 30s» , publicado pela Paulist Press, foi escrito por Mike Hayes, co-diretor de Paulist Young Adult Ministries. Na introdução, Hayes explica que enquanto alguns têm duvidado sobre a religiosidade dos jovens, há um despertar religioso entre, ao menos, alguns jovens.

Hayes faz um interessante exame da juventude americana, com muitos pontos sobres os quais reflete. Seu livro é também muito útil pelas dicas que oferece em como usar a Internet e outras mídias para comunicar.

Uma limitação que precisa ser notada, entretanto, é sua superficial rejeição do que caracteriza como grupos Católicos demasiadamente ortodoxos. Sua superficial rejeição desses grupos em algumas passagens do livro oferece uma visão incompleta dos muitos benefícios reais, e considerável sucesso que eles têm entre os jovens.

Os jovens católicos nos Estados Unidos, explica Hayes, vivem em uma tempo de mudanças tecnológicas revolucionárias, incertezas sobre o futuro e um desejo de gratificação instantânea. No que se refere às comunicações, Hayes comenta que muitos jovens adultos estão sujeitos a uma informação excessiva. Em meio à competição clamam por atenção, e isso torna difícil para a Igreja fazer sua mensagem ser ouvida, ou saber como adaptá-la às mudanças na mentalidade.

Ele faz uma diferença entre Geração X, nascida entre 1964 e 1979, e os «Millennials», nascidos de 1980 em diante. Os primeiros, argumenta, tendem a ver o mundo de uma maneira mais pluralista e explorativa. Os últimos estão procurando por algo sólido para embasar suas vidas. Entretanto, Hayes avisa sobre ler demasiadamente sobre generalizações, pois existem muitas diferenças entre cada geração.

Busca pelo sagrado

Uma coisa que as duas gerações têm em comum é o desejo por contemplação e uma liturgia que provê um senso de mistério e sagrado. Por exemplo, Hayes percebe um novo interesse pela adoração Eucarística e algumas formas de oração contemplativa.

«Em um mundo onde a vida parece muito fugaz, jovens adultos buscam coisas que eles podem depender, coisas que superem o teste do tempo, coisas que pareçam reais, e coisas que são maiores que eles», explica Hayes.

A criação de um espírito de comunidade através da liturgia é também um ponto de atração particularmente para a «Geração X», que em muitos casos tem experimentado a falta de laços familiares, em conseqüência do divórcio ou de estar em lares onde ambos os pais trabalham.

Há também, entretanto, muitos jovens que não estão ativos em sua fé. Um grande número receberam pequena formação em sua fé, outros são pegos pela necessidade de trabalhar e a vida familiar, e alguns preferem uma forma particular de espiritualidade, fora da participação em atividades eclesiais.

Muitos deles não participam regularmente nas atividades da Igreja, entretanto, entram em contato em momentos críticos como casamento, a morte de membros da família ou amigos, e tempos de crise pessoal. Hayes recomenda usar estas oportunidades para atrair os jovens.

Após analisar métodos como adoração Eucarística, rosário e a Missa, Hayes também dedica uma seção do livro a explicar como usar a mídia moderna. Nós precisamos fazer melhor uso de Web Sites, e-mails newsletters, blogs e outras formas de chegar aos jovens, recomenda.

Esforços virtuais

A Igreja está realmente ativa no uso das últimas tecnologias de mídia para evangelizar. Antes da recente visita de Bento XVI à Áustria, a Arquidiocese de Vienna criou um serviço gratuito via celular oferecendo trechos dos sermões e escritos do Papa, como foi noticiado pela Associated Press em 30 de julho.

Em 21 de setembro, o jornal londrino Times noticiou que uma rede de propaganda da Igreja criou uma ilha no Second Life.

A ilha virtual foi construída como uma réplica da vida no primeiro-século na Palestina. A meta é que venha a se tornar um centro para religião no Second Life.

Enquanto isso, em 25 de setembro, o Washington Post noticiou que no ano passado, a Igreja nos Estados Unidos gastou 8,1 bilhões de dólares em equipamentos de audio e projeção. Aproximadamente 80% das Igrejas aparentemente têm produzido sistemas de audio e vídeo, junto com uma variedade de materiais na Internet.

O artigo citado por uma reportagem da TFCinfo, firma de pesquisa em mercado audio-visual do Texas, diz que 60% das igrejas possuem um Web site, e mais da metade envia e-mails a seus membros. Outros meios cada vez mais usados são os podcasts e mensagens de texto.

Alguns dos serviços já estão disponíveis para a Bíblia, e em 2 de outubro, a BBC noticiou que um dos últimos serviços, chamado Ecumen, oferece orações diárias, ringtones e fotos para telefones celulares.

Os mais recentes fenômenos de sites de redes sociais não estão isentos de religião, como o New York Times noticiou em 30 de junho. Agora existe um grande número de sites sociais cristãos, onde os crentes podem ter contato social sem ter que entrar em sites onde todo tipo de conteúdo moralmente indesejável está presente.

Video podcasts religiosos também já existem, como o jornal semanal National Catholic Register noticiou em 27 de maio. No começo desse ano o arcebispo da Filadélfia, cardeal Justin Rigali estreou no site popular YouTube, com uma série de vídeos contendo reflexões sobre o Evangelho.

A arquidiocese da Filadélfia e Boston também utilizam «streaming» de vídeo para alguns eventos, de maneira a torná-los acessíveis a um grande número de pessoas, segundo o artigo.

Batizar a Internet

Em 2002, o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais publicou um documento intitulado «Igreja e Internet».

«Uma vez que o anúncio da Boa Nova às pessoas formadas por uma cultura dos mass media exige uma cuidadosa atenção às características singulares dos próprios meios de comunicação, atualmente a Igreja precisa de compreender a Internet», explica o Conselho (n. 5).

A Internet oferece muitas vantagens, como um acesso direto a recursos espirituais unidos com a capacidade de ignorar distâncias. Isso oferece à Igreja novas possibilidades para comunicação.

As novas tecnologias de mídia também oferecem muitas possibilidades de comunicação recíproca e interatividade social. Enquanto esses meios são novos o aspecto social da Igreja como comunidade é um princípio muito antigo, comenta o documento.

A Igreja é, de fato, «uma comunhão de pessoas e de comunidades eucarísticas que derivam da comunhão com a Trindade e nela se refletem» (n. 3). Contudo, a comunicação é parte da essência da Igreja. Esta comunicação, especifica o Conselho, deveria estar caracterizada pela veracidade, responsabilidade, e sensibilidade aos direitos humanos.

O conselho também alerta que o mundo virtual tem suas limitações e que um planejamento pastoral é necessário para permitir às pessoas fazerem a transição do cyberespaço para uma comunidade pessoal, onde eles podem estar em contato com a presença de Cristo na Eucaristia e participar na celebração dos sacramentos.

A Igreja deveria fazer uso total do potencial oferecido pelas novas tecnologias e comunicação para levar adiante sua missão, recomenda o documento. Ao mesmo tempo nós necessitamos ter firme na mente, o que o conselho exorta, que para todos os tipos de mídia, Cristo deveria ser nosso modelo e a fonte de conteúdo que nós comunicamos. Um modelo tão válido no século 21 como foi para os primeiros cristãos.
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« Responder #2 em: 05 de Novembro de 2007, 18:47 »

Políticos ingleses afirmam não ser mais coerente festejar o Natal

O Natal é celebrado com demasiada pompa, o que prejudica as relações com as outras raças e religiões: essa é a polémica conclusão de um relatório do Instituto de Pesquisa para Políticas Públicas (Institute of Public Policy Research), que desencadeou um intenso debate na Grã-Bretanha.

Para o Instituto, não faz mais sentido festejar o Natal como antigamente, porque "não podemos mais nos definir uma nação cristã, nem uma nação particularmente religiosa". Segundo o Instituto, "o império acabou e a presença de fiéis nas igrejas é a mais baixa da história".

Embora não sugerindo a abolição do dia 25 de dezembro, pois seria uma medida muito drástica, o Instituto propõe que se dê ao Natal a mesma importância dada às festas de outras religiões.

Essas propostas provocaram muito polêmica, sobretudo porque o Instituto é muito próximo aos trabalhistas, que estão no poder desde 1997: primeiramente com Tony Blair, e agora, com Gordon Brown. Não por acaso, o relatório foi imediata e duramente criticado pelos conservadores, que são a principal força de oposição.

Escrito por RV   
04-Nov-2007
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« Responder #3 em: 06 de Novembro de 2007, 18:40 »

Papa e rei saudita têm encontro histórico no Vaticano

O papa Bento XVI e o rei saudita Abdullah tiveram um encontro histórico nesta terça-feira, no qual discutiram a situação da minoria cristã no país de maioria islâmica. O Vaticano espera que o governo da Arábia Saudita dê mais liberdade a esses fiéis.

Na primeira reunião da história entre um papa e um monarca saudita, os dois também discutiram a necessidade de uma maior colaboração entre cristãos, muçulmanos e judeus e as perspectivas de paz no Oriente Médio.

Eles conversaram por cerca de meia hora no escritório particular do pontífice, com a ajuda de intérpretes, num clima descrito como cordial.

Uma nota do Vaticano disse que "a presença e o trabalho duro dos cristãos (na Arábia Saudita) foram discutidos", numa referência à preocupação da Santa Sé com a falta de liberdade da minoria cristã.

A comunidade católica de cerca de 1 milhão de pessoas que vive na Arábia Saudita não pode praticar a religião em público e não têm permissão para usar sinais da sua fé.

O rei Abdullah foi à reunião usando sua veste tradicional branca. Na Arábia Saudita ficam cidades sagradas islâmicas como Meca e Medina.

Segundo o Vaticano, também foram discutidos o diálogo intercultural e inter-religioso e a "colaboração entre cristãos, muçulmanos e judeus para a promoção da paz, da justiça e de valores espirituais e morais, especialmente os que sustentam a família".

O Papa e o rei também debateram o Oriente Médio, especialmente a necessidade de encontrar "uma solução justa para os conflitos que afligem a região, em particular o israelo-palestino".

No ano passado, o Papa irritou o mundo muçulmano ao citar, numa palestra na Alemanha, uma declaração do imperador bizantino Manuel II, afirmando que Maomé ordenara disseminar sua fé pela espada. Depois, o pontífice afirmou que foi mal interpretado e manifestou seu apreço pelos muçulmanos.

Ao final da reunião de terça-feira, o rei saudita deu ao Papa uma espada de ouro e prata incrustada com pedras preciosas, repetindo um costume dos beduínos que também é seguido quando líderes estrangeiros vão ao reino.

Numa entrevista à Reuters na véspera da reunião, o bispo Paul Hinder, representante da Igreja Católica na Arábia Saudita, pediu mais liberdade de religião.

"Não espero poder construir uma catedral. Mas pelo menos a liberdade para rezar em segurança", disse ele.

Autoridades do Vaticano frequentemente questionam por que a construção de igrejas é proibida na Arábia Saudita se os muçulmanos podem erguer mesquitas na Europa.

Reuters
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #4 em: 08 de Novembro de 2007, 11:06 »

Solidariedade com as vítimas do acidente na A23

Na Audiência Papal de 7 de Novembro, Sua Santidade o Papa Bento XVI solidarizou-se com as vítimas do acidente ocorrido no distrito de Castelo Branco a 5 de Novembro.

Também o Santuário de Fátima, no dia 6 de Novembro, havia manifestado a solidariedade da instituição e dos seus funcionários para com todas as pessoas atingidas pelo acidente ocorrido na A23.


PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

 Com fraterna amizade saúdo os Bispos de Portugal aqui presentes em Visita ad Limina Apostolorum, com o seu povo no coração para a vida e para a morte. Compartilho a tristeza que vos vai na alma pelo desastre rodoviário de anteontem, com numerosas vítimas e dezenas de feridos; o braço forte do Pai celeste a todos guarde e console. Às famílias atingidas por esta tragédia e a quantos trabalham por remediar as suas consequências, levai a certeza da minha particular solidariedade orante. Sobre todos eles, vós e demais peregrinos aqui presentes de língua portuguesa, com menção especial para o grupo vindo do Brasil, desça a minha Bênção.



No dia 6 de Novembro,  também no Santuário de Fátima, na Eucaristia oficial, iniciada às 11h00 na Basílica, o capelão do santuário P. Clemente Dotti rezou pelas vítimas mortais do acidente da noite de  5 de Novembro, ocorrido no nó de Fratel, na A 23.

Em nome do Santuário de Fátima, o capelão manifestou a solidariedade da instituição e dos seus funcionários para com todas as pessoas atingidas por este acidente e relembrou “o sofrimento e a dor das vítimas e das famílias”.

O P. Dotti recordou que o grupo esteve no Santuário de Fátima e rezou para “que Nossa Senhora dê conforto aos que sofrem e aos familiares dos que morreram”.

Aos cerca de mil participantes nesta Eucaristia diária, hoje concelebrada por outros seis sacerdotes, o P. Clemente Dotti pediu para que “hoje, nesta vossa peregrinação a Fátima rezem por estas pessoas que vivem momentos difíceis”.

De acordo com as notícias avançadas pela comunicação social, faleceram neste acidente 15 pessoas.

O grupo, de 37 idosos, que frequentava a Universidade Sénior em Castelo Branco, regressava (no dia 5 de Novembro) a casa após uma visita a Fátima e à Nazaré.
 
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« Responder #5 em: 08 de Novembro de 2007, 21:07 »

Deus fala a cada um nas Escrituras, explica Bento XVI

Ao recordar a figura de São Jerónimo

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 7 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Deus fala a cada um pessoalmente através da Bíblia, assegura Bento XVI.

Foi o que o pontífice explicou a cerca de 40 mil peregrinos congregados na praça de São Pedro para participar da audiência desta quarta-feira, na qual apresentou a figura de São Jerônimo (347-419/420) , um dos mais importantes exegetas da história, que traduziu do grego e do hebraico ao latim a Bíblia.

Segundo o Papa, Jerônimo ensina os cristãos de hoje a «amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura».

«Ignorar as escrituras é ignorar Cristo», dizia o biblista. «Por isso, é importante que todo cristão viva em contato e em diálogo pessoal com a Palavra de Deus, que nos é entregue na Sagrada Escritura».

Este diálogo com ela deve ter sempre duas dimensões, esclareceu o bispo de Roma.

«Por um lado, deve haver um diálogo realmente pessoal, pois Deus fala com cada um de nós através da Sagrada Escritura e tem uma mensagem para cada um.»

«Não temos de ler a Sagrada Escritura como uma palavra do passado, mas como Palavra de Deus que é dirigida também a nós, e procurar entender o que o Senhor quer nos dizer», recomendou o Papa.

Para não cair no individualismo, assegurou, «temos de ter presente que a Palavra de Deus nos é dada precisamente para construir comunhão, para unir-nos na verdade de nosso caminho rumo a Deus».

«Portanto, apesar de que sempre é uma Palavra pessoal, é também uma Palavra que edifica a comunidade, que edifica a Igreja. Por isso, temos de lê-la em comunhão com a Igreja viva.»

Segundo o Santo Padre, «o lugar privilegiado da leitura e da escuta da Palavra de Deus é a liturgia, na qual, ao celebrar a Palavra e ao tornar presente o Sacramento do Corpo de Cristo, atualizamos a Palavra em nossa vida e a fazemos presente entre nós».

Por último, Bento XVI afirmou que «não podemos esquecer jamais que a Palavra de Deus transcende os tempos. As opiniões humanas chegam e vão embora. O que hoje é moderníssimo, amanhã será velhíssimo».

«A Palavra de Deus, pelo contrário, é Palavra de vida eterna, tem em si a eternidade, o que vale para sempre. Ao levar em nós a Palavra de Deus, levamos, portanto, a vida eterna.»

Por isso concluiu com uma frase de São Jerónimo: «Procuremos aprender na terra essas verdades cuja consistência permanecerá também no tempo».
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« Responder #6 em: 09 de Novembro de 2007, 16:40 »

Tony Blair está prestes a se converter ao catolicismo, diz revista da Efe, em Londres

O ex-premiê britânico Tony Blair se converterá nas próximas semanas à Igreja Católica, segundo a revista católica "The Tablet".

O cardeal Cormac Murphy 0'Connor, arcebispo de Westminster e primaz da Inglaterra e Gales, é quem fará sua conversão, de acordo com a publicação.

A diretora da publicação, Catherine Pepinster, disse que a cerimônia ocorrerá durante uma missa privada na residência oficial do cardeal, atrás da catedral de Westminster, no centro de Londres.

A revista indica que Blair foi instruído na fé católica por um capelão da Força Aérea chamado John Walsh e pelo secretário do cardeal, Mark O'Toole.

Blair --atualmente enviado especial para o Oriente Médio-- foi batizado como anglicano, mas nos últimos anos vem se interessando pela Igreja Católica, a que pertencem sua mulher, a advogada Cherie Booth, e seus quatro filhos.

Ele não se converteu antes ao catolicismo para não ferir suscetibilidades constitucionais, de acordo com amigos.

No entanto, enquanto ocupou a chefia do governo, acompanhou com freqüência sua família às missas de domingo e até mesmo chegou a comungar, algo pelo qual foi criticado pelo cardeal Basil Hume.

Apesar de suas simpatias católicas, os governos presididos por Blair em seus dez anos no poder aprovaram políticas a que se opõe o Vaticano, como as alianças civis, as pesquisas com células-tronco e o direito dos homossexuais a adotar.

Por outro lado, no governo de Blair as leis do aborto não sofreram restrições e o Reino Unido invadiu o Iraque, esta decisão também em clara oposição à postura do Vaticano.

Embora não haja nenhuma lei que proíba que um primeiro-ministro do Reino Unido professe a religião católica, nunca um político dessa fé ocupou a chefia do governo.

Apenas o rei ou a rainha da Inglaterra, como chefe da Igreja Anglicana, e seus cônjuges não podem ser católicos, devido a uma lei aprovada após a Revolução Gloriosa, que derrubou o último monarca católico do país, Jacob 2º, em 1688.
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« Responder #7 em: 14 de Novembro de 2007, 17:13 »

Ortodoxos reconhecem Papa e Roma, segundo jornal italiano
 
As Igrejas Ortodoxas reconheceram o Papa como "o primeiro patriarca" e Roma como a "primeira sede", dois reconhecimentos que abrem caminho para a reunificação entre católicos e ortodoxos, separados desde o cisma de 1054.

Assim assegura hoje o diário italiano "La Repubblica", que assinala que esse reconhecimento é o fruto da reunião realizada em outubro em Ravena (nordeste italiano) entre uma delegação da Igreja Católica e outra das Igrejas Ortodoxas.

A delegação da Igreja Católica foi liderada pelo presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, e a das igrejas ortodoxas foi presidido pelo metropolita Zizioulas do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

O documento, segundo o diário, é "reservado", e contém 46 parágrafos. O jornal acrescenta que se trata de um "mapa de caminho" que pode levar à união destruída há quase mil anos.

Embora os ortodoxos reconheçam o Papa e Roma, o texto acrescenta que "é preciso esclarecer qual será o papel do bispo da primeira sede", ou seja, as prerrogativas do Pontífice.

De acordo com o diário, o documento "delineia três pontos fundamentais: a comunhão eclesial, o concílio e a autoridade".

Acrescenta ainda que se reconhece o bispo como chefe da igreja local, que ninguém pode substituir, e que todas as partes concordaram em reconhecer que a "única e santa Igreja se realiza de maneira contemporânea em todas as igrejas locais, que realizam a eucaristia e realizam a comunhão de todas as igrejas".

Em outras palavras, embora as Igrejas Ortodoxas reconheçam o Papa como primaz, sublinham que o Pontífice não pode atuar como um soberano absoluto que decide por si só e sem levar em conta as igrejas locais.

O Vaticano, por enquanto, não fez declaração alguma a este respeito.

Oriente e Ocidente se separaram com o cisma de 1054, com as excomunhões do Papa Leão IX e do patriarca Miguel Celurario. Desde então, quase mil anos de desentendimentos se passaram.

Os ortodoxos não reconhecem a validade dos sacramentos católicos, ao tempo que a Igreja Católica admite os da Igreja Ortodoxa desde o Concílio Vaticano II.

Os ortodoxos culpam Roma de proselitismo e de tentar expandir-se em territórios até agora sob seu controle.
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« Responder #8 em: 16 de Novembro de 2007, 17:34 »

Comissão católico-ortodoxa reconhece primado do Papa, mas estuda sua função

Segundo informa da Comissão teológica católica-ortodoxa

Segundo a história e a tradição eclesial, o bispo de Roma é considerado como o «primeiro» entre os patriarcas, tanto nas Igrejas do oriente como nas do ocidente, conclui um histórico documento assinado por representantes católicos e ortodoxos.

No entanto, suas prerrogativas e as funções que derivam deste primado devem ser estudadas melhor para poderem ser compartilhadas por estas duas tradições cristãs.

O documento, publicado esta quinta-feira em Roma, Atenas, Istambul e Chipre, foi redigido na reunião da Comissão Mista Internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em conjunto, que se celebrou de 8 a 14 de outubro em Ravena (Itália).

A assembléia foi presidida pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e por Dom Ioannis, metropolita de Pérgamo (do patriarcado ecumênico de Constantinopla) .

O encontro respondeu a esta pergunta: existe uma figura que desempenhe o primeiro lugar tanto para católicos como para ortodoxos, respeitando a «igualdade sacramental» e a «mesma dignidade» própria do bispo»?

A resposta que o documento oferece, texto dividido em 46 pontos, de dez páginas, pode resumir-se assim: católicos e ortodoxos concordam com o fato de que o bispo de Roma, quer dizer o Papa para os católicos, é considerado o «protos», ou seja, o primeiro entre os patriarcas de todo o mundo, pois Roma, segundo a expressão de Santo Inácio de Antioquia, é a «Igreja que preside na caridade».

No entanto, segundo se desprende do documento, católicos e ortodoxos ainda não concordam nas «prerrogativas» deste primado, dado que, segundo afirma o documento, «existem diferenças na compreensão tanto da maneira na qual deveria ser exercido, como em seus fundamentos segundo as Escrituras e a teologia».

O documento constitui um passo para superar o «grande cisma» que separou as Igrejas ortodoxas de Roma no ano 1054.

Na reunião se chegou a esta conclusão, refletindo sobre as «Conseqüências eclesiológicas e canônicas da natureza sacramental da Igreja. Comunhão eclesial, conciliaridade e autoridade».

Os primeiros responsáveis pela conciliaridade são os bispos, unidos em comunhão, explicam os especialistas da Comissão.

Os bispos não só «deveriam estar unidos entre si na fé, na caridade, na missão, na reconciliação», mas que «têm em comum as mesmas responsabilidades e o mesmo serviço à Igreja».

A autoridade vem de Cristo, «fundamenta-se sobre a Palavra de Deus», e através dos apóstolos é «transmitida aos bispos e a seus sucessores». Seu serviço, afirma o documento, é um «serviço de amor», pois «para os cristãos, governar é o mesmo que servir».

Após esses pressupostos, o documento de Ravena analisa sua aplicação nos diferentes níveis.

No primeiro nível, o «local», a Igreja existe como «comunidade reunida pela Eucaristia» e é presidida direta ou indiretamente por um bispo.

«Esta comunhão é o marco no qual se exerce toda autoridade eclesial», indica. Neste nível, o bispo é o «protos», o primeiro, o chefe da comunidade.

O segundo nível é o «regional», no qual tem lugar a comunhão com as demais Igrejas que professam a mesma fé apostólica e que compartilham a mesma estrutura eclesial».

O ponto 24 do documento cita um cânon, aceito tanto no ocidente como no oriente, que estabelece como «os bispos de cada nação têm que reconhecem aquele que é o primeiro entre eles e considera-lo seu líder», salvaguardando assim a «concórdia».

Logo está o nível «universal» da comunhão entre as Igrejas de todo lugar e tempo. A expressão desta comunhão são os concílios ecumênicos, desde as origens da Igreja, nos quais os bispos das cinco sedes apostólicas – Roma, Constantinopla, Alexandria Antioquia e Jerusalém – enfrentavam questões de primordial importância.

E aqui, nos concílios ecumênicos, reconhece-se o «papel ativo» exercido pelo bispo de Roma, como a personalidade mais ilustre entre os bispos das sedes maiores.

No entanto, algumas das dificuldades entre católicos e ortodoxos surgiram na definição de concílios «ecumênicos» dada pela Igreja Católica a concílios celebrados após o grande cisma.

Portanto, conclui a Comissão, «fica por estudar de maneira mais profunda a questão do papel do bispo de Roma na comunhão de todas as Igrejas».

Quer dizer, há que analisar «a função específica do bispo da ‘primeira sede’ segundo uma eclesiologia de ‘koinonia’, ou seja, de comunhão.

Ao mesmo tempo fica por estudar conjuntamente «o ensino sobre o primado universal dos Concílios Vaticano I e Vaticano II», para que possa ser compreendido e vivido à luz da prática eclesial do primeiro milênio», quando a Igreja não estava separada.
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« Responder #9 em: 16 de Novembro de 2007, 18:35 »

Nova encíclica do Papa falará de "esperança"

 
O Papa Bento XVI terminou sua segunda encíclica, que falará do tema da "esperança" e será publicada antes do Natal, informou hoje o jornal La Repubblica.

Segundo o jornal, a segunda encíclica de Bento XVI tem o título provisório de "Spe Salvi" (Salvos graças à Esperança) e se inspira na carta de São Paulo aos romanos. A primeira encíclica do Papa foi "Deus caritas est", de 2006.

Até agora se tinha afirmado que a próxima encíclica seria de "caráter social", como confirmou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, durante as férias do Papa.

Mas Bento XVI decidiu colocar este projeto de lado e antecipar uma encíclica "voltada para o coração dos cristãos, convidando-os a ter esperança, sem deixar se levar pelo pessimismo", afirma o jornal.

O Pontífice trabalhou em sua encíclica durante suas últimas férias na localidade de Lorenzago di Cadore, na cordilheira alpina dos Dolomitas. A obra deve ser publicada antes do Natal.

O "La Repubblica" assegura que o documento já está em fase de tradução a vários idiomas e que, assim como a encíclica anterior, pode ter como data 8 de dezembro, festividade da Imaculada Conceição e aniversário do encerramento do Concílio Vaticano.
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« Responder #10 em: 21 de Novembro de 2007, 11:33 »

Papa alenta ação coerente do leigo católico na vida pública

Envia sua saudação ao IX Congresso Católicos e Vida Pública (Madri, 16-18 de novembro)

Participantes e organizadores do IX Congresso Católicos e Vida Pública receberam o alento de Bento XVI a renovar seus esforços «para ressaltar a necessidade indispensável de ouvir a voz de Deus e respeitar os valores supremos anteriores a todo direito em todos os âmbitos da vida».

O Santo Padre anima igualmente o empenho «para fomentar a tomada de consciência» da citada «verdade fundamental nos diversos setores da sociedade e da cultura».

Quem leu a mensagem papal, com a assinatura do Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, foi o cardeal arcebispo de Madri, Antonio María Rouco Varela, ao encerrar no domingo as três jornadas deste encontro que, pelo nono ano consecutivo, foi organizado pela Associação Católica de Propagandistas (ACdP) e da Fundação Universitária São Paulo-CEU.

«Deus na vida pública. A proposta cristã» foi o tema desta edição, que contou com mais de 1.500 participantes inscritos, 57 palestrantes, 200 comunicadores e milhares de internautas.

A partir do tema central, articularam- se palestras e concorridas mesas-redondas sobre «Laicidade e laicismo na sociedade democrática», «Os limites do poder na democracia», «Ocidente contra Ocidente», «Cidadania Cristã: liberdade e consciência». De tudo, o cardeal Rouco fez um resumo prático com sua intervenção «Exigência e compromisso do católico na vida pública».

O conceito de «vida pública» «não se encerra apenas no contexto do Estado ou da comunidade política, mas se estende a toda a realidade social em seu conjunto», explicou o purpurado.

Desafios

Traçou a situação atual da sociedade espanhola, marcada por um «laicismo radical» que envolve tudo e chega a questionar «o conteúdo de alguns direitos fundamentais» , assim como «qualquer tentativa de fundamentar sobre uma base suprapolítica, excluindo toda referência a um princípio transcendente, o Estado democrático de direito».

A este laicismo, que também exclui a fé, acrescenta-se o relativismo moral, tecido de juízos formulados e impostos – cultural, social, política e juridicamente, sucessivamente – «segundo os interesses mais diversos de indivíduos e grupos».

O «individualismo egoísta, utilitarista e socialmente não-solidário» está desenhando também a sociedade atual na qual, segundo o cardeal Rouco, os novos sistemas de comunicação e da nova economia se utilizam com metas egoístas do poder econômico, cultural e político.

Da propagação do relativismo já havia advertido, na inauguração do Congresso, o núncio apostólico, o arcebispo Manuel Monteiro de Castro, assim como do perigo de «deixar de dar testemunho», pois «se as verdades são muitas» parece que «já não há necessidade de missionar».

Resposta necessária

O cardeal Rouco retomou este ponto advertindo sobre a necessidade do compromisso do leigo no «testemunho explícito da fé professada», fazendo assim «visível e possível» a presença da Igreja no mundo como o grande sinal da verdade de Cristo.

Começou assim a sintetizar a «exigência e compromisso do católico na vida política», alertando que a plena liberdade religiosa e da Igreja só é possível quando o leigo católico toma consciência do valor fundamental dessa liberdade para o bem da pessoa e da sociedade.

Mas para transmitir a fé é necessária uma «liberdade íntegra e integral, não só reduzida a mínimos formais do ordenamento jurídico – apontou o purpurado –, mas à possibilidade real de vivê-la e expressá-la em todos os âmbitos da vida pública».

O destino do homem e da sociedade contemporânea se expressa em «espaços essenciais» – prosseguiu – onde se chama ao compromisso dos leigos, como o relativo à necessidade de fundamentar em um plano transcendente a legitimidade da existência e da autoridade do Estado.

Este é o «ponto mais urgente que o compromisso intelectual, cultural e especificamente político do secular católico exige», sublinhou o cardeal Rouco, assinalando a urgência de um retorno do Direito Natural.

«Assumir a concepção e a realização prática do matrimônio e da família como instituição natural anterior ao Estado e como primeira célula da sociedade» é outro dos campos de compromisso necessário, que «se estende ao direito dos pais a poder exercer sua paternidade» também no terreno educativo. «Os filhos não são do Estado nem da sociedade; são de seus pais», advertiu.

E o compromisso do leigo por uma ordem internacional ao serviço da unidade solidária e da paz é «de especial gravidade» na Espanha para um católico que, consciente de sua responsabilidade evangelizadora na vida pública, não pode duvidar do juízo ético do terrorismo nem do reconhecimento das exigências «de guardar generosamente o bem da unidade multissecular» – apontou o cardeal Rouco – recebida «de uma fecunda história comum».

Princípios não-negociáveis

«É o momento de tomar consciência, expressou o presidente da AcdP ao concluir o Congresso, de que a razão de ser da autoridade política e a justificação moral de seu exercício devem ser sempre a defesa e a promoção do bem integral dos cidadãos, a defesa e a promoção da dignidade da pessoa humana, o reconhecimento dos direitos fundamentais que lhe são próprios.»

Convidou a prestar especial atenção aos princípios que não são negociáveis, tais como a «proteção da vida humana em todas suas expressões – desde o momento da concepção até a morte natural –, o reconhecimento e a promoção da estrutura natural da família – como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimônio –, sua defesa frente às tentativas da lei civil de equipará-la a formas radicalmente diferentes de união que na realidade contribuem a desnaturalizar e tergiversar a instituição familiar».

A estes princípios não-negociáveis acrescentou «a proteção da liberdade de ensino e mais especificamente o respeito dos direitos dos pais a educar seus filhos, e sobretudo a defesa frente às pretensões de doutrinação desde o poder político».

«São princípios inseridos na natureza humana e, portanto, fazem parte do patrimônio ético da civilização», concluiu.
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« Responder #11 em: 04 de Dezembro de 2007, 23:48 »

Santos eram homens "normais" que pecavam, diz papa Bento 16
da Efe, em Cidade do Vaticano


O papa Bento 16 afirmou nesta quarta-feira que se sente "consolado" pelo fato de os santos terem sido "homens normais, com problemas e pecados", e disse que a santidade não consiste em não pecar, mas sim "na capacidade de conversão, reconciliação e do perdão".

Durante a catequese da audiência pública de hoje, Bento 16 interrompeu o discurso oficial ao improvisar e dizer que é um consolo saber "que também entre os santos existiam disputas".

"Os santos não caem do céu, eram homens como nós, com problemas e com pecados, e isto me consola", disse o papa, arrancando aplausos dos fiéis, ao se referir aos problemas que houve entre São Paulo e seus colaboradores.

"A santidade não consiste em não ter cometido pecados, mas cresce na capacidade de conversão, arrependimento, de reconciliação e do perdão", disse o pontífice.

A catequese desta quarta-feira foi dedicada aos três colaboradores de São Paulo: Barnabé, Silas e Apolo, "que centraram sua vida na missão evangelizadora e foram modelos luminosos de desapego e generosidade" .

Uma reflexão que levou Bento 16 a reconhecer que os homens da Igreja também são homens normais, com suas limitações.

"Todos nós, tanto o papa, como os cardeais, os bispos, os sacerdotes e os laicos, somos humildes ministros de Jesus e servimos ao Evangelho como podemos, segundo os dons que temos", afirmou Bento 16.

História

Durante a catequese, o pontífice contou a história de Barnabé, que foi um dos primeiros judeus a abraçar o cristianismo e que, "com grande generosidade, vendeu suas terras, entregando o dinheiro aos apóstolos para as necessidades da igreja".

Além disso, Barnabé "se fez fiador da conversão de São Paulo, já que muitos cidadãos de Jerusalém desconfiavam dele porque tinha sido seu perseguidor" , disse o papa.

Barnabé também foi protagonista com São Paulo do "Concílio de Jerusalém", no qual se decidiu "que, para ser cristão, não era necessária a circuncisão".

O papa também falou sobre a vida de Silas, "que compartilhou com Paulo a evangelização em Antioquia, Síria e Cilícia", e de Apolo, "homem culto, grande conhecedor das Escrituras e cheio de fervor".

Durante as saudações, Bento 16 disse que a igreja de hoje "tem que responder aos desafios da atualidade com renovada audácia" para voltar a propor aos homens e mulheres "a mensagem salvadora de Cristo".

Além disso, pediu aos fiéis "que a chama da fé recebida no batismo esteja sempre acesa com a oração e a prática dos sacramentos" .
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« Responder #12 em: 05 de Dezembro de 2007, 16:21 »

Papa concede indulgência por aparição de Nossa Senhora

O papa Bento XVI decidiu conceder uma indulgência plenária especial por ocasião dos 150 anos das aparições de Nossa Senhora à pastora Bernadette Soubirous, em Lourdes (França).

A nota publicada hoje pelo Vaticano afirma que, atendendo a pedidos, o Papa decidiu conceder a indulgência plenária a todos os fiéis que peregrinarem ao Santuário Mariano de Lourdes durante a celebração do aniversário, de 8 de dezembro de 2007 a 8 de dezembro de 2008.

A indulgência pode ser parcial ou completa. O fiel precisa se libertar em parte ou totalmente da culpa de ter cometido um pecado, algo que pode ser obtido em determinadas condições sempre que o católico estiver em estado de graça, segundo o Enchiridion Indulgentiarum, manual da Igreja sobre o tema.

A indulgência plenária será dada aos que cumprirem os tradicionais requisitos da confissão, comunhão e reza das orações.

O Papa sugere que na visita a Lourdes os peregrinos passem primeiro pelo batistério paroquial utilizado para o batismo de Bernadette. Em seguida, visitem a casa da família Soubirous.

Depois, os fiéis devem ir à Gruta de Massabielle, onde ocorreram as aparições. Para finalizar, os peregrinos terão que passar na capela onde a pastorinha fez a primeira comunhão.

Para receber a indulgência plenária, é preciso que se realize em todas essas etapas "um pequeno instante de recolhimento e meditação, terminando com a oração do Pai Nosso, a profissão de fé e uma prece mariana".

Os fiéis que visitarem entre 2 e 11 de fevereiro "devotamente" qualquer templo, oratório e gruta onde a imagem de Nossa Senhora de Lourdes seja venerada também poderão receber a indulgência plenária.

Durante estes períodos, os idosos e doentes que não podem sair de casa receberão a indulgência se realizarem "uma visita espiritual, com o coração", aos lugares onde tiver uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes.

Bento XVI deve viajar a Lourdes em 2008 para o 150º aniversário das aparições, mas ainda não marcou a data da visita.

EFE
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« Responder #13 em: 05 de Dezembro de 2007, 19:02 »

Lançam na Inglaterra campanha para aproximar da Igreja a católicos afastados


LONDRES, 04 Dez. 07 / 12:00 am (ACI).- A campanha "Vêem para Casa neste Natal" converteu-se em uma interessante iniciativa para que todos aqueles católicos da Inglaterra e Gales, que por distintas razões se afastaram de Deus e a Igreja, voltem para ela ao aproximar o nascimento do Menino Jesus.

Esta iniciativa está liderada pelo diácono casado e ex-membro da Fora Aérea Real, Stephen Boulter, quem atualmente realiza seu apostolado em uma paróquia em Market Rasem, Lincolnshire.

Boulter comenta que a "'culpa católica’ é, obviamente, notória, mas temos que nos perguntar de onde vem em realidade. Certamente não de Cristo, quem era conhecido por receber aos pecadores e por histórias inesquecíveis como a de Filho Pródigo".

"Não importa a razão que te deteve na prática da associação de Futebol católica no passado, pode estar seguro que uma cálida bem-vinda pode ajudar a que comece de novo. Muitas pessoas voltam para a Igreja depois de um período de tempo longo, quando percebem o vazio espiritual em sua vidas que só Cristo pode encher; e com freqüência encontram não só que trocaram, mas sim também a Igreja se desenvolveu" , assevera.

Por sua parte, o Bispo de Nottingham, Dom Malcom McMahon, também tem umas palavras para estes católicos que se encontram afastados de Deus e a Igreja: "meus queridos amigos, não importa a situação ou circunstâncias, ou o tempo transcorrido desde sua última visita à Igreja, há um lugar para vocês. A porta está aberta e são bem-vindos. Podem ter muitas perguntas e isso é bom. Alegra-nos ter que as responder e escutar suas histórias. A Igreja não os julga. Venham".

Para conhecer mais desta campanha, pode acessar o site (em inglês) http://www.comehomeforchristmas.co.uk/ 
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"Muitos homens querem ser doutores,
alguns doutores querem ser DEUS,
mas só DEUS quis ser HOMEM"
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« Responder #14 em: 06 de Dezembro de 2007, 10:56 »

Luta pela vida

Jornal destaca papel de católicos organizados em fechamento de abortuarios na Espanha



O jornal espanhol La Razón destacou que a pressão dos grupos católicos especializados forçou o fechamento de polêmicos centros abortistas em Barcelona, onde por altas somas de dinheiro se praticavam abortos até o oitavo mês de gestação.

Segundo o jornal, a ação dos católicos "obteve que o aborto volte a emergir à superfície. A denúncia interposta pela plataforma E-Cristians ante o tribunal de instrução número 33 de Barcelona e admitida a trâmite em julho teve sua resposta o passado 26 de novembro, quando a juíza do caso ordenou o ato de quatro centros abortistas relacionados com o ginecologista Carlos Morín".

Do mesmo modo, o jornal reconheceu o papel do HazteOír.org que a semana passada convocou uma concentração frente ao Ministério da Saúde em Madri e exigiu a seu titular, Bernat Soria, "que investiguem os estabelecimentos abortistas e, uma vez que comprovem como deixam de cumprir o disposto na lei de despenalização do aborto, fechem-nos".

La Razón mencionou também ao Instituto de Política Familiar, "outra plataforma de raízes cristãs, redobrou seus esforços em favor da vida da decisão judicial de enclausurar os quatro centros abortistas de Barcelona. Seu presidente, Eduardo Hertfelder, remeteu na segunda-feira uma carta ao ministro da Saúde ‘exigindo a publicação imediata dos dados de falecimentos por aborto do ano 2006’".

Finalmente, cita ao presidente da Associação Pró-vida de Madri, Jesús Poveda, quem se somou às denúncias contra os centros abortivos. "Poveda, uma figura estandarte na causa pró-vida, manifestou sua alegria pela clausura das clínicas e recordou que ‘em cada aborto morre uma criança e chora uma mulher’", indicou o jornal.
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