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Autor Tópico: A Moral no Antigo Testamento  (Lida 1418 vezes)
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« em: 31 de Outubro de 2007, 12:39 »

A Moral no Antigo Testamento


Os homens da antiguidade, mesmo os mais chegados a Deus, tinham mentalidade primitiva e, praticavam o que hoje para nós seriam “escândalos morais” - mentira, fraude, crueldade para com os adversários, concubinato, poligamia.  D. Estevão Bettencourt em seu livro “Para entender o Antigo Testamento” (editora Lúmen Christi), nos ajuda a entender esta realidade.

Os textos bíblicos que narram coisas desse tipo deixam chocado o leitor que não se dá conta da moral primitiva desses homens. Pode parecer que nem a consciência repreendia os israelitas que assim procediam, e que nem o próprio Deus os censurava.

Antes de tudo é preciso saber que nem tudo que o Antigo Testamento narra é proposto como “norma de conduta” para nós. Nem todas as ações de um herói (como Sansão, por exemplo) de um livro inspirado por Deus, são inspiradas. A Bíblia não tem erro de doutrina, verdades de fé reveladas por Deus, mas pode ter falhas de outra natureza. A Igreja, assistida pelo Espírito Santo, sabe fazer este discernimento, e é para isto que Jesus deixou o Magistério sagrado do Papa e dos Bispos.  A Igreja sabe encontrar as verdades dogmáticas transmitidas mesmo através de histórias às vezes “não edificantes”.

Os “escândalos” narrados no Antigo Testamento fazem parte da miséria dos filhos de Adão. Então, ao se defrontar com os episódios de “barbárie” das Escrituras antigas, não devemos nos prender no aspecto repugnante que eles podem ter; devemos saber passar além da aparência superficial, e olhar “para dentro desses acontecimentos” com o olhar de Deus. Assim, também eles nos falarão de algo muito sublime. 

  Às vezes no Antigo Testamento os homens considerados justos (Abraão, Moisés, Davi,…) cometem atos ao nosso critério pecaminosos. Para entender esta dificuldade é preciso que consideremos o problema dentro de um quadro à luz de Deus, e não simplesmente do nosso ponto de vista de homens do século XXI.

  As obras de Deus são lentas, basta ver como a natureza se desenvolve: a grande árvore começa de uma semente… Também na ordem moral isto ocorre, especialmente no que diz respeito à consciência humana da humanidade. Basta ver como a consciência da criança se desenvolve até a fase adulta. Só aos poucos é que a criança ou o adolescente vai percebendo as conseqüências concretas daquilo que nos diz a consciência: “faça o bem, evite o mal”.

  Com o gênero humano inteiro aconteceu algo semelhante ao que se dá com toda criança: nos primórdios da história, os homens tinham uma consciência moral pouco desenvolvida, a qual  foi se tornando mais apurada e sensível através dos séculos. Deus agiu assim com o homem, de maneira pedagógica.

  Isto aconteceu com o povo de Deus, portador da verdadeira fé. Este povo também possuía uma consciência moral ainda embrionária.  Sabiam que era preciso “fazer o bem e evitar o mal”, e obedecer a Vontade de Deus; mas na prática este princípio escapava à sua percepção. Jesus fez o mesmo com os Apóstolos. Na última Ceia Ele lhes diz: “Ainda tenho muitas coisas para dizer-lhes, mas vocês não as podeis entender agora. Quando vier o Paráclito…” (Jo 16,12). Só depois de Pentecostes é que os Apóstolos entenderam muitas coisas. 

Deus respeita o lento desabrochar da natureza. Esse desabrochar da consciência humana deveria acontecer pela reflexão dos homens de todos os tempos, e pela meditação da Revelação de Deus.Assim, por esses dois meios – reflexão e Revelação - a consciência do povo de Deus foi se aperfeiçoando, desde a  moralidade simples dos Patriarcas do Antigo Testamento até  à lei de Cristo – a caridade. O caminho foi lento e árduo por causa das conseqüências do pecado original que enfraqueceram a inteligência e a vontade do homem.

Deus, para preservar a verdadeira fé e a esperança messiânica no mundo idólatra, escolheu Abraão e sua posteridade para formar o povo e onde nasceria o Messias. Não se pode esquecer que essa gente, oriunda de ambiente pagão (Mesopotâmia), recebeu de seus antepassados na Caldéia, muitas tradições e costumes supersticiosos. Deus teve que polir e elevar esta gente até  à altura do culto do verdadeiro Deus; mas não quis cortar bruscamente todas essas tradições, pois seria antipedagógico, e não seria entendido. 

  Inicialmente Deus fez o essencial, eliminou, rigorosamente o que era estritamente Politeísta; mas quanto às outras coisas, preferiu ir devagar, contemporizando, aceitando o povo como era, seguindo práticas antigas, mas não politeístas. Assim, por meio dos profetas Deus foi fazendo com que o povo fosse se elevando espiritualmente, até um dia poder ouvir a mensagem do Evangelho: “Este é o meu preceito: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei” (Jo 15, 12)”.

  A consciência embrionária do povo no Antigo Testamento, não é incompatível com santidade. Em qualquer época da história, a inocência consiste em que o homem nada faça “contra a sua consciência”, nada que lhe pareça contradizer à Vontade de Deus.   Veja, os grandes homens e mulheres da história sagrada, como mostra o texto bíblico, se esforçavam por não violar normas que o seu senso moral (consciência) lhes exigia e, quando por fraqueza, as violaram, se arrependeram disto sinceramente. Há muitos exemplos disso na Bíblia. Esses homens davam a Deus tudo que sabiam que deviam dar-lhe; embora “tudo”, era pouco em comparação com o padrão moral que hoje nos é proposto; mas precisavam de grande esforço.

  Na medida em que a consciência não os acusassem, podiam seguir seus costumes primitivos, para nós as vezes bárbasros; e assim não deixavam de obedecer   o que Deus lhes pedisse. Era esta incondicional adesão ao Senhor que os tornava justos, santos. Por isso, esses homens são modelos de santidade, para a época, não pelo aspecto exterior de sua vida (que às vezes nos assusta!), mas pelo desejo interior de cumprir a vontade de Deus e lhe ser fiel. Veja a fé de Abraão, o fervor da oração de Davi, o zelo de Elias, são modelos que devemos imitar.  A Igreja não os coloca nos altares porque nem sempre suas atitudes servem hoje de modelo de vida. 

  Para nós que temos o conhecimento do Evangelho, seria ilícito repetir o que era praticado pelos justos do Antigo Testamento, já que a nossa consciência, iluminada por Cristo, tem agora muito mais clara noção  do bem e do mal,  e se torna mais exigente.O que hoje é pecado contra a lei natural sempre foi mau olhos de Deus, já que o mal não depende de mera convenção humana, mas nem sempre isto foi percebido pelos homens antigos, por causa de sua consciência moral pouco desenvolvida. Enfim, Deus quis fazer do homem seu filho, chamando-o a participar de sua vida e da sua felicidade, e para isto o foi educando pedagogicamente.

Á luz dessas explicações podemos agora compreender porque a lei de Moisés (1240 a.C.) incorporava a lei de talião. O código babilônico, de onde veio Abraão, do rei Hamurabi (1800 a.C.), prescrevia: “Olho vazado por olho vazado” (Art. 196); “membro quebrado por membro quebrado” (Art. 197); “dente espedaçado por dente espedaçado” (Art. 200); “boi por boi, carneiro por carneiro” (Art. 263); “morte ao arquiteto de uma casa que desmorone sobre o proprietário” (Cf. art. 229); “morte ao filho do arquiteto, se a casa cai sobre o filho do proprietário” (Cf. art. 230). 

Com o progresso da cultura, os antigos pagãos foram percebendo a imperfeição da retribuição pelo talião.  Consequentemente, admitiam que o criminoso pagasse indenização monetária, caso nisto consentisse a vítima.Ao promulgar a Lei Mosaica, Magna Carta de Israel, o Senhor quis respeitar a tradição da sua gente; para depois reformá-la aos poucos.  Jesus, completando o processo pedagógico do Antigo Testamento, aboliu a lei de talião, ordenando que os discípulos perdoassem gratuitamente até os inimigos (cf. Mt. 5, 38-42, 21-15).Às vezes aparece a poligamia no Antigo Testamento, como se Deus a aceitasse. Não é bem assim. O matrimônio, quando aparece na história sagrada, pela primeira vez, é como uma união monogâmica; o Criador mesmo o instituiu e abençoou dando-lhe um valor religioso (cf. Gn 1,28; 2,23s).  Por isto, o casamento é chamado “aliança de Deus” (Pr 2,17), aliança “da qual o Senhor é testemunha” (cf. Ml 2,14).

A praxe da poligamia foi reconhecida pela Lei mosaica em 1240 (cf. Dt 17, 17; 21, 15; Lv 18,18), mas isto se explica por um ato de tolerância divina. ‘E o que  Jesus disse aos fariseus:“Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés o permitiu: a princípio, porém, não era assim”.  (Mt 19,8)

No tempo de Abraão uma família numerosa era sinal de bênção divina, a esterilidade era vista como uma maldição (cf. Is 63, 9 e Os 9, 14; Lc 1,25).  Assim, a moral da época aceitava que o marido da esposa estéril podia gerar um filho com outra mulher livre ou a escrava da sua esposa; e os filhos da escrava eram  pertencentes à sua esposa. Isto era aceito com naturalidade pelos antigos judeus.

Mas, ao lado dos casos de poligamia, concubinato e divórcio reconhecidos pela Lei, houve na história sagrada, episódios que em hipótese alguma poderiam ser justificados, motivados pela fraqueza humana. Entre esses casos está o pecado de Onã (donde o nome do vício “onanismo”), que Deus puniu severamente (cf. Gn 38, 6-10); o atentado incestuoso dos sodomitas (Gs 19, 1-25); a conduta  errada de Salomão, que acarretou, como punição, o cisma do reino deste monarca (cf. 1Rs 11, 1-13, 29-33).  Além disso a Lei advertia o rei contra os abusos da poligamia (cf. Dt 17,17).

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« Responder #1 em: 29 de Novembro de 2007, 18:41 »

A Bíblia usa a linguagem imperfeita dos homens para que seja mais compreendida.
Também tolera (ordenou mesmo) normas que se podem desviar da PERFEIÇÃO de Cristo.
Porquê? Jesus deu a resposta aos MUI Ilustríssimos Senhores Doutores da LEI.

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Sim, Deus não se serve da LEI para nos LIXAR, como fazemos muitas vezes NÓS, uns aos outros, mas para nos aperfeiçoar, de acordo com a evolução das nossas capacidades, adquiridas com o SEU AUXILIO.
« Última modificação: 29 de Novembro de 2007, 18:46 por MPP » Registado

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« Responder #2 em: 29 de Novembro de 2007, 21:50 »

Deus é incapaz de nos LIXAR. Até porque Deus é um Deus de amor, e faz tudo por nós. Ele até enviou o seu filho muito amado para nos salvar, e mostrar o caminho que devemos trilhar para nos encontrarmos com o Pai.

A bíblia é o livro por excelência, que nos permite estar mais intimamente com a Santíssima Trindade.
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« Responder #3 em: 30 de Novembro de 2007, 11:35 »

A respeito do termo de «Santíssima Trindade» cujo significado não pretendo discutir, tenho a dizer que não simpatizo lá  muito bem com ele.
Prefiro antes dizer: «Pai, Filho e Espírito Santo».

Porquê?

Porque ao ler a HISTÓRIA vi que ao abrigo desse dogma chamado de «Santíssima Trindade», --- e abreviado de «TRINDADE» ou de  «TRINDADES» (lembram-se do toque das trindades, que convidava á oração)  --- acariciado tanto por católicos como protestantes (e com uma motivação inerente ao mesmo) mataram ignobilmente muitos dos seus IRMÃOS na fé.

Portanto, sem ter a intenção de criticar ninguém, peço licença para lembrar aos que são muito dogmáticos em relação à «Santíssima Trindade» que até é considerado como o dogma principal da fé cristã, para terem o devido respeito cristão para com os que não só não ligam NADA a esse DOGMA, como eu, como também para com os cristãos que ao contrário deles repudiam mesmo esse dogma, mas que se analisarmos bem o seu coração são, na verdade, tão cristãos (perfeitos e imperfeitos) como aqueles que os rejeitam. Digo o mesmo aos rejeitados em relação aos primeiros.

Perguntem a Jesus Cristo qual seria a sua opinião em relação ao assunto: «Santíssima Trindade», que nunca usou esse termo tão teológico.

É fácil obter a Sua resposta. Basta ler os Evangelhos.
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« Responder #4 em: 30 de Novembro de 2007, 13:38 »

Sem querer entrar em quisilas, apenas porque o assunto em epígrafe me chamou à atenção, gostaria de deixar dois apontamentos sobre o mesmo.

Há séculos que a Santa Igreja ensina o mistério de Três Pessoas num só Deus, baseada nas claras e explícitas citações bíblicas.  Mas desaconselha a investigação no sentido de decifrar tão grande mistério, dada a complexidade natural que avança e se eleva para as coisas sobrenaturais. 

Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja,  tentou exaustivamente compreender este inefável mistério.  Certa vez, passeava ele pela praia,  completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma.  Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo.  Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar;  sucessivamente voltava,  enchia o copo e o despejava novamente. Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer.  A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho.  No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí  a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano  todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu... 

Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
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« Responder #5 em: 30 de Novembro de 2007, 15:58 »

Há cerca de 56 anos, quando eu tinha apenas 7 anos de idade já minha mãe me contava esta bonita história, que agora vejo como uma simples lenda inventada.
Nem tudo o que a «Santa Igreja» (entre aspas) ensina merece crédito.
Esse mistério teológico começou a nascer devido a uma quisila doutrinária entre os os bispos de "Roma" e seus apoiantes e um Bispo de Alexandria chamado ARIO. Talvez para o desvalorizar preferem chamar-lhe de "presbítero", mas nessa altura as funções de "bispo" e de "presbítero" eram desempenhadas peles mesmas pessoas. Havia mais que um "bispo" (ou "presbítero") em cada igreja local. Nasceu assim a quisila do "Arianismo".
Eu não dou razão nem a uns nem aos outros. Como isso é um mistério não podemos adiantar NADA mais. Contudo doutrinas como as da «consubstancialidade», «união hipostática», e muitas outras que derivaram daí são, para mim, meras especulações de homens, que têm a PROFISSÃO de teólogos.
Toda a gente tem o direito de especular: Tanto os seguidores do arianismo, como os seguidores das diversas doutrinas trinitárias. Eu próprio também tenho as minhas ideias em relação ao assunto, mas são apenas especulações minhas. Eu NUNCA vi a DEUS - YHWH.
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Jo 1, 18   *   A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.

Jo 6, 46   *   Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai.

Como nunca vi a Deus não posso dizer como ELE É, contudo apercebo-me do seu PODER. Interessante: DEUS significa PODER (e não significa ESSÊNCIA).

Ora essas questões ario-trinitaristas  não estão no campo do PODER de DEUS mas estão no campo da Essência de Deus, que DEUS ainda não nos revelou. Mas, o facto de dizer uma parte à outra «eu é que sei» e «tu estás errado», baseia-se na defesa do «poder» (influência) de uma classe (clero) sobre outra classe (a dos leigos), que emergiu a partir do Imperador Constantino, que criou o campo propicio para essas questões.
Foi dessas lutas, que não foram apenas «blá ... blá ...» mas houve, ao longo da história, muito sangue derramado em vão, pelo facto de terem OPINIÕES diferentes, acerca do que desconhecem.

Quanto a "Ario", eu penso que até estava de boa intenção. Muito antes de Constantino houve a questão chamada de «Patripassianismo» e de «Monarquianismo». Ainda se não tinha levantado a questão da TRINDADE, que foi muito depois de Constantino. Talvez a opinião de Ario de dizer que o Filho foi Criado pelo Pai em vez de utilizar a palavra um pouco mais correcta de «GERADO» fosse ainda um resquício contra o «Patripassianismo».
Contudo essa questão que na verdade não tem qualquer valor para mim, deu origem ao que deu a ponto de haver lutas a sério e mortes, coisas que mostram que essas pessoas que fizeram isso não são discípulos de Jesus, come ELE disse:
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Jo 13, 35      Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.»

Esta sim, é que, é a questão principal, e não a de saber quem é que sabe ou manda mais.
« Última modificação: 30 de Novembro de 2007, 21:29 por MPP » Registado

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