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Autor Tópico: CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA  (Lida 1835 vezes)
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Rita*
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« em: 23 de Agosto de 2007, 18:45 »

CATECISMO
DA IGREJA CATÓLICA Excalmação (132)

A EUCARISTIA E O CORPO MÍSTICO Excalmação...
Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1396 . - A Unidade do Cospo Místico: a Eucaristia faz a Igreja. Os que recebem a Eucaristia estão mais intimamente unidos a Cristo. Por ela, Cristo une todos os fiéis num só Corpo : a Igreja. A Comunhão renova, fortalece e aprofunda esta incorporação à Igreja já realizada pelo Baptismo. No Baptismo fomos chamados a formar um só Corpo. A Eucaristia realiza este apelo : "Não é o cálice da bênção, que nós abençoamos, uma comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que nós partimos uma comunhão com o Corpo de Cristo? Uma vez que existe um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, visto participarmos desse único pão".(1 Cor.10,16-17)..

Num plano horizontal, nós devemos considerar a Comunhão com os nossos irmãos, isto é, com a Igreja-Corpo Místico de Cristo, como nos lembra S. Paulo, citado neste número do Catecismo. :

A palavra "corpo" aparece duas vezes, a primeira para designar o Corpo Real de Cristo e a segunda, o seu Corpo Místico, a Igreja.

Não se podia exprimir mais simplesmente e mais claramente que a Comunhão Eucarística é ao mesmo tempo uma Comunhão com Deus e uma comunhão de uns com os outros.

O Corpo Místico de Cristo, a Igreja, foi formado na imagem do pão eucarístico, o qual completa a unidade dos seus membros significando-a.

"Os fiéis, incorporados na Igreja pelo Baptismo, pela participação no sacrifício eucarístico de Cristo, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela".(LG,11).

Por outras palavras, o que o pão e o vinho visivelmente simbolizam - através da unidade dos grãos de trigo e da multiplicidade das uvas - completa-se o sacramento a um nível interior e espiritual.

Isto acontece, não automaticamente, mas sim com a nossa comparticipação e, portanto, cada um de nós não pode receber a Sagrada Comunhão sem nos sentirmos em íntima união com todos os nossos irmãos.

Quem pretender fazer uma boa Comunhão sacramental, de união a Cristo, estando separado ou dividido de algum dos seus irmãos, sem lhe pedir perdão ou ter a intenção de o fazer, não pode estar em boas relações com o Corpo de Cristo porque o não está também com o seu Corpo Místico, a Igreja

O Corpo de Cristo que eu recebo na Sagrada Comunhão, é o mesmo Cristo indivisível que recebe a pessoa que está ao meu lado; Ele une-nos um ao outro enquanto nos une a Si mesmo.

Era esta a realidade dos primeiros cristãos como o atesta o Livro dos Actos dos Apóstolos :

- "Eram assíduos, ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão, e às orações".(Act.2,42).

Parece um paradoxo falar na unidade e no partir do pão, mas a verdade é que este partir do pão significa "partilhar o pão" que o mesmo é dizer "comer do mesmo pão".

Quando o ministro nos dá a Comunhão, diz "O Corpo de Cristo", a que nós respondemos "Amen", para significar "Sede bem-vindo".

Nós dizemos Amen ao Santíssimo Corpo de Cristo, nascido da Virgem Maria que morreu e ressuscitou por nós, mas também dizemos Amen ao seu Corpo Místico, a Igreja, isto é a todos aqueles que connosco se aproximam da mesma mesa.

Não podemos separar os dois "Corpos" e receber um sem receber o outro.

Talvez seja simples dizer "Amem" mas não será tão simples, pensar que sejam "bem-vindos" alguns dos nossos irmãos com quem temos alguns problemas e ficar indiferentes ao pensar em todos aqueles que sofrem ou a quem nós fizemos sofrer.

Quando nós queremos uma Comunhão mais íntima com Cristo, ou necessitamos d'Ele alguma graça especial o melhor meio de o fazer é dizer : "Sede bem-vindo (Amen) juntamento com algum irmão ou irmã em particular...

Esta atitude será agradável a Jesus, porque ele morreu e ressuscitou por todos, e deixou-nos o seu "Corpo Total" para o alimento e santificação de todos.

Um dos Frutos da Eucaristia é que a Eucaristia faz a Igreja, como nos diz o Catecismo da Igreja Católica.

E Santo Agostinho escreveu :

"Se sois o Corpo de Cristo e seus membros, é o vosso sacramento que está colocado sobre a mesa do Senhor; vós recebeis o vosso sacramento. Vós respondeis «Amen» («sim, é verdade!») àquilo que recebeis e dais o vosso assentimento ao responder. Tu ouves esta palavra : «O Corpo de Cristo» - e respondes : «Amen». Então, sê um membro de Cristo, para que o teu «Amen» seja verdade".(Ser.277).

A Encíclica Ecclesia de Eucharistia de João Paulo II diz :

«O Concílio Vaticano II ensina que a celebração da Eucaristia é o centro do processo do crescimento da Igreja.

No pão do sacramento da Eucaristia, a unidade dos fiéis que forma um corpo em Cristo é simultaneamente expresso e realizado.

Pela participação no sacrifício eucarístico cada um de nós recebe Cristo e Cristo recebe cada um de nós.

A partir da perpetuação do sacrifício da cruz e da sua comunhão no Corpo e Sangue de Cristo na Eucaristia a Igreja obtém o poder espiritual necessário para o cumprimento da sua missão.

As sementes da desunião profundamente enraizadas na humanidade devido ao pecado, são contrariadas pelo poder unificador do Corpo de Cristo.

O culto da Eucaristia fora da Missa é de inestimável valor para a vida da Igreja.

Como é que nós não podemos sentir uma renovada necessidade de empregar tempo numa conversão espiritual, numa adoração silenciosa, num sincero amor a Cristo presente no Santíssimo Sacramento Interrogação

Quantas vezes, amados irmãos e irmãs, eu tenho sentido esta experiência e obtido dela força, consolação e apoio».(Nº 21-25).

Se a Eucaristia faz a Igreja e os cristãos não obtêm uma renovação espiritual nas sua vidas da sua participação na Missa e da comunhão do Corpo e Sangue de Cristo, alguma coisa está errada, e a Igreja a que eles pertencem e que eles fazem, não é a verdadeira Igreja fundada por Cristo e vivificada pela Eucaristia.

Tema eucarístico óptimo para uma profunda reflexão de cada vez que participamos na Santa Missa e comungamos, para um programa de vida nova, renovada pela Eucaristia.

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O Senhor é meu Pastor. Nada me falta.


« Responder #1 em: 13 de Setembro de 2007, 17:13 »

Este assunto resume-se em duas palavras: Eucaristia e Igreja.

Neste mundo há muitas igrejas tal como é espelhado nos cap. 2 e 3 de Apocalipse que fala das 7 (número que simboliza universalidade: TODAS) igrejas da Ásia.
Podemos ver que essas igrejas não são perfeitas e umas são mais imperfeitas que as outras. A Última  (a 7ª) faz-me lembrar a igreja dos nossos dias e a sua cegueira e confusão. (Apoc. 2 e   3 )
Contudo, Cristo tem apenas uma só Igreja e ela é pura, santa, imaculada. (Efésios 5,27)
Com isto concluímos que uma igreja (seja lá qual ela for) por mais pura que seja, se tiver um membro impuro, não é totalmente pura, santa, imaculada e essa imperfeição testemunha que não é a Igreja de Cristo. Na verdade a Igreja de Cristo não é uma Organização Humana que se legaliza oficialmente, mas embora esteja em toda a terra, ninguém sabe perfeitamente quem faz parte dela, porque os seus  membros não são escolhidos pelos homens, mas pelo Pai, como disse Jesus aos filhos de Zebedeu (e à sua mãe) quando lhe pediram um lugar à sua direita e à sua esquerda quando chegasse o seu REINO. (Mateus 20,23 )
A Igreja de Cristo constituída pelos eleitos pelo Pai é que é o «corpo de Cristo».
Os teólogos chamam a Igreja de Cristo de «corpo "MISTICO" de Cristo» para distinguirem esse corpo dum outro corpo ao qual chamam de Eucaristia, que identificam como sendo o corpo de Cristo, como se Cristo tivesse dois corpos. ( Efésios 4,4.5 )
Na verdade, Cristo tem UM ÚNICO CORPO, e não dois corpos distintos. Cristo é a cabeça do seu corpo: a Igreja. ( Efésios 5,23)  Parece que o ensinamento dos teólogos está sendo vitima de muita confusão.

Então quando Jesus disse: «Tomai, comei: isto é o meu corpo», o que significa?

Para o pão se transformar no corpo de Cristo são necessárias 3 condições:
1ª) TOMAI: É necessário receber o pão consagrado das mãos de um irmão em Cristo, expressão que exprime partilha e solidariedade.
2ª) COMEI: É necessário comer esse pão.
3º) ISTO É O MEU CORPO: É necessário que os participantes que comem o pão sejam discípulos de Cristo, isto é, que façam parte da Igreja de Cristo que é santa, pura , imaculada e se o todo é santo as partes também o são. Logo todos os participantes devem ser santos e sem mácula.
Os teólogos sabem muito bem que se o pão ou o vinho, mesmo que sejam consagrados pelo maior santo escolhido por Deus e sejam consumidos por um rato ou uma mosca, esse rato ou mosca varejeira não comem o corpo de Cristo nem bebem o sangue de Cristo. O mesmo se pode dizer de uma pessoa que não seja discípulo de Cristo e que não faça parte da Sua Igreja santa, pura, imaculada.
Eles apenas comem pão, que nunca foi o corpo de Cristo e bebem vinho que nunca foi o sangue de Cristo, apesar de o pão e/ou o vinho terem sido consagrados.
Isto quer dizer que o pão ou o vinho não se transformam imediatamente no corpo e sangue de Cristo como que por MAGIA. Eles transformam-se SIM, no corpo e sangue de Cristo depois de serem consumidos e assimilados pelos membros da Igreja santa de Cristo que é completamente pura e imaculada, onde TODOS esses membros ainda vivos são já santos, puros, imaculados. Essa transformação ou transubstanciação (como dizem os teólogos) não é um mistério cientifico. O mistério está em adivinhar quais são os membros de Cristo: os santos. Não é a nós, humanos, por mais cientistas que sejamos que nos compete julgar nem escolher os membros do corpo de Cristo, os «santos do Altíssimo».  (veja em Daniel ) Não tenhamos a menor dúvida.

Na verdade, são muitos os chamados, mas poucos os escolhidos. ( Mateus 20,16 e 24,14 )

Será que isto quer dizer que são poucos os que se salvam?Excalmação
Jesus disse ao jovem rico: «se queres ser PERFEITO vende ... e dá ....». ( Mateus 19, 16-26)
Na verdade os perfeitos, os santos, são realmente poucos em relação aos que se vão salvar das garras de Satanás e que conseguem fugir do seu domínio, aceitando a ajuda de Deus através do seu Espírito Santo e  ganhar a vida eterna . Só se perdem os que resistirem à ajuda de Deus, mas nem todos os que se salvam vão fazer parte do corpo santo, puro, imaculado, PERFEITO de Cristo. Jesus Cristo disse a Pedro «que o que é impossível aos homens é possível a Deus» quando lhe perguntou se são poucos os que se salvam . Deus tem a chave da salvação e não os homens, por mais que façam ou possam fazer: aos homens é IMPOSSIVEL, mas a DEUS é POSSIVEL, e quer que todos se salvem. ( 1ª Timóteo 2,4)
Infelizmente, são poucos os que aspiram à santidade. Lembro que não devemos ser como Esaú ( Hebreus 12,16) que desprezou o seu dom (ou direito) de primogenitura (Heb.12,23) para poder saciar a sua fome física, vendendo esse dom ao seu irmão em troca de um prato de lentilhas.   Deus não gosta desse tipo de proceder, mas devemos TODOS procurar junto de Deus a perfeição, a santidade, por mais difícil que nos pareça e por mais indignos que sejamos. Não devemos nunca desistir de nos candidatar à santidade: a ser membros desse corpo de Cristo que é puro, santo, perfeito e que é a verdadeira Igreja de Cristo.
Será que Cristo gosta de ver as diversas igrejas deste mundo à disputa por caçar membros umas às outras em vez de se ajudarem mutuamente?
Será que Cristo gosta de ver este espírito de competição entre as diversas igrejas como se passa com os membros de um clube de futebol ou com os adeptos de um partido político?

O Reino de Cristo não tem um rei (nem um sumo-sacerdote) que está sujeito a uma dinastia de sucessores. Cristo é o rei do seu reino e uma vez morto e ressuscitado nunca mais morre e por isso não precisa de sucessor, como acontece com os reis deste mundo, tenham eles uma base puramente política ou religiosa. Nem tampouco os discípulos de Cristo governam a sua Igreja à base de uma sucessão dinástica, mas tem sim a incumbência do  testemunho seguindo o lema de Cristo: «se queres ser o primeiro, faz-te o servo de todos, o último de todos». ( Marcos 9,35) É o amor (agape) que indica que são discípulos de Cristo. (João 13,34-35 Um discípulo de Cristo não odeia, mas ama e ora mesmo pelos seus inimigos. [Mateus 5,44, Lucas 6,27.35) Um discípulo de Cristo faz bem mesmo quando o outro lhe fez mal, sem querer ferir o orgulho do seu inimigo que lhe fez mal. Um discípulo de Cristo não se vangloria mas faz o bem que pode com total discrição, de uma forma oculta, sem fazer propaganda a respeito do que faz. O discípulo de Cristo não se prega a si mesmo nem à organização humana de que faz parte e onde se integra, mas ajuda tanto o seu amigo como o seu inimigo a salvar-se das ilusões satânicas, sem ter inveja nem medo que lhe possam tirar o seu lugar de eleição; nem mesmo medo ou inveja de que o seu serviço contribua para o crescimento de uma outra organização que é hostil à sua ou mesmo hostil a si mesmo.
Portanto, com o espírito do amor de Cristo, procuremos todos fazer parte do seu corpo sem termos o espírito de competição baseado em invejas e rivalidades ( Filipenses 1,15-18)  e assim passamos dizer como Paulo:

 «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim.» (Gálatas 2, 20)
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