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Autor Tópico: Hipertensão afecta 600 mil menores  (Lida 661 vezes)
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isaura
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Um dia de cada vez ....


« em: 22 de Agosto de 2007, 15:59 »

Em Portugal existem mais de 600 mil menores a sofrer de hipertensão, ainda assim apenas uma minoria tem a doença diagnosticada. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão, a prevalência da doença em crianças e jovens até aos 18 anos aumentou nos últimos anos e coincide com o que se passa em todo o mundo.

Um estudo recente do jornal da Associação de Médicos Americanos revela que três em cada quatro crianças não estão diagnosticadas. A culpa é sobretudo do tipo de alimentação, caracterizada muitas vezes pelo «fast food». A obesidade, que já afecta uma em cada três crianças, é uma das principais causas desta doença.

Recorde-se que a hipertensão, que está fortemente ligada às doenças cardiovasculares e coronárias, é um dos principais problemas de saúde em todo o mundo. Só em Portugal afecta 50% da população adulta


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lea onda-menor
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Paz e Bem! =)


« Responder #1 em: 22 de Agosto de 2007, 16:16 »

Cada vez mais é preciso ter cuidado com a alimentação infantil. É incrivel o que comem até às refeições fugindo às cantinas escolares pois têm acesso facil a todo o tipo de guloseima e nestas incluo o fast food e os refrigerantes ao lado de gelados e coisas afins quer dentro quer nos arredores da escola

Um exemplo claro, que torna este tema uma das prioridades do Projecto curricular da escola onde estou:

Obesidade Infantil no Concelho de Faro


No concelho de Faro, 39% das crianças entre os 6 e os 10.5 anos apresentam excesso de peso ou são obesas, de acordo com o estudo realizado por Teresa Diniz, Dietista no Hospital de Faro. A prevalência encontrada neste estudo situa-se entre as mais elevadas da Europa, o que coloca Portugal numa posição preocupante no que diz respeito à epidemia da obesidade infantil (...)

Fonte: Associação Portuguesa de dietistas

Obesidade infantil
pode provocar hipertensão arterial ainda na infância

 


Crianças obesas ou com sobrepeso apresentam 13 vezes mais chance de desenvolver a doença do que crianças com peso adequado. As que freqüentam escolas particulares também estão entre as mais afetadas.

A obesidade infantil é um importante preditor (antecessor) de obesidade na vida adulta e de vários problemas de saúde, como distúrbios psicossociais, desordens ortopédicas, disfunções respiratórias, diabete melito e hipertensão arterial. No entanto, muitos desses distúrbios têm aparecido já na infância.(...)

Fonte:

10 coisas
que os pais precisam saber sobre hipertensão infantil



1.   A hipertensão arterial pode ser de dois tipos: hipertensão secundária – quando é causada por outra doença, como um problema renal; e hipertensão essencial, a qual não tem causa definida. Ambas as formas da doença podem acometer idosos, adultos, jovens e crianças.

2.   Todos devem ter a sua pressão aferida regularmente, inclusive as crianças, durante as consultas ao pediatra.

3.   Enquanto no adulto saudável, a pressão ótima é abaixo de 120/80mmHg (12 por 8), na faixa etária até os 18 anos esse dado não é arbitrário. Os níveis que configuram a hipertensão são avaliados pelo médico levando-se em conta idade, sexo e estatura. 

4.   Entre as crianças e adolescentes, a hipertensão essencial está geralmente associada ao estilo de vida – sedentarismo e má-alimentação, principalmente o sobrepeso e a obesidade.

5.   A hipertensão essencial raramente apresenta sintomas, só podendo ser diagnosticada por meio da medida da pressão. 

6.   O estilo de vida das crianças e adolescentes geralmente está associado aos hábitos dos pais. É importante que estes dêem o exemplo desde cedo.

7.   Em grande parte dos casos, a hipertensão do adulto começa na infância. Nessa fase, mesmo a forma leve da doença é capaz de provocar alterações danosas ao organismo, como o aumento do  coração e seu mau funcionamento, problemas nos rins e alterações nos vasos sangüíneos dos olhos. As alterações podem trazer complicações graves na idade adulta.

8.    Os cuidados começam na gestação. Pesquisas relacionam a nutrição da gestante, o desenvolvimento fetal e a dieta do lactente com o surgimento de doenças cardiovasculares e renais no futuro.

9.   O leite materno é considerado a dieta ideal para o lactente até seis meses de idade. O aleitamento artificial pode produzir ganho de peso excessivo e contribuir para o surgimento de obesidade infantil. 

10.   Na maioria dos casos, é possível tratar a hipertensão essencial em crianças e adolescentes sem medicamentos. O tratamento é feito com alterações na dieta – que deverá incluir frutas, verduras e pouco sal, e com um programa adequado de atividade física.


Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão


Um outro artigo:
Obesidade infantil: O que deve e o que não deve ser feito


[...]Dicas para evitar a obesidade infantil:

Veja aqui algumas dicas dadas por especialistas em obesidade infantil.


Ser um bom modelo a ser seguido: "A primeira coisa que os pais podem fazer é serem um bom modelo para suas crianças", diz Rallie McAllister, MD, MPH, uma médica da família em Kingsport, Tenn. Segundo ela, os pais com freqüência determinam inconscientemente o fracasso dos filhos. "Se só existem salgadinhos, balas, e outras guloseimas, ao invés de frutas ou vegetais quando suas crianças procuram por pequenos lanches, como eles terão sucesso?". Ao invés disso, ela sugere, abasteça sua geladeira e armários com frutas frescas, nozes, queijo magro, ao invés de salgadinhos, balas, ou alimentos com pouco teor de fibras, alto teor de gordura e alto valor calórico.

Em um estudo conduzido pelo CDC em 2000, aproximadamente 80% dos adultos relataram ingerir menos que o recomendado de 5 ou mais porções de frutas e vegetais diariamente – isso não é um bom modelo.

Seja positivo: "Ao invés de dizer, perca peso, diga, vamos ser saudáveis e começar a cuidar do nosso corpo", diz McCallister. Seja positivo e enfatize os alimentos que podemos comer, e não os que não podemos comer. Diga, ‘vamos pegar umas frutas e fazer uma salada de frutas’, e não ‘não coma isso ou aquilo’. Ao invés de dizer, ‘temos que fazer exercícios’, diga, ‘vamos ao parque’.


Prepare alimentos saudáveis para toda a família.

"Faça planos e prepare os alimentos apropriados para toda a família e não apenas para a criança que se encontra com sobrepeso, o que seria o mesmo que dizer, ‘você é gorda, então não pode comer essa pizza,’". E deixe suas crianças ajudarem a preparam os alimentos. Faça com que o ato de cozinhar seja divertido e interessante. E quando vocês terminarem, comam juntos. Uma família que come junta, come melhor, de acordo com um recente estudo publicado no jornal Archives of Family Medicine. O estudo mostrou que as crianças que relataram jantar freqüentemente com a família, tinham dietas mais saudáveis do que seu colega que não jantava com a família.

Evite distorcer as porções:

Quando servir a comida estabeleça um controle da porção, faça os pratos e não coloque as panelas na mesa. Muitos especialistas em obesidade sugerem que o super aumento das porções, em restaurantes "fast-foods" tem uma grande participação na crise da obesidade nos EUA.

Comece o dia corretamente com um bom café da manhã:

Coma cereal com pouco açúcar, leite desnatado, yogurt desnatado com granola, frutas e dê preferência aos pães integrais.

Faça uma merenda nutritiva para as crianças levarem para a escola.

Um estudo feito pela Universidade de Minnesota mostrou que as crianças que tem acesso a alimentos com alto teor de gordura e pouco nutritivos na escola, irão consumir mais alimentos não saudáveis do que as crianças que tem acesso a opções mais saudáveis. Uma das maiores fontes de gordura e açúcar na dieta das crianças vem dos lanches escolares, diz Mc Callister. Então tente e faça merendas divertidas, e dê uma garrafa de água, não de refrigerante ou sucos adoçados com açúcar, frutas frescas, e sanduíches, se for o caso, feitos com pães integrais.

Mude o hábito alimentar

Todos nós sabemos que dietas não funcionam, elas são soluções a curto prazo. O objetivo é aprender a comer hoje, para poder comer adequadamente o resto de sua vida. Gaste algumas semanas para aprender o que é uma alimentação saudável e, então, você não estará de "dieta".

Pratique atividades físicas.

"Faça da atividade física uma atividade familiar" diz Kava. Programe atividades diárias para toda a família, como andar no parque por meia hora, e faça disso algo que atraia as crianças. Se você não pode fazer isso, matricule suas crianças em atividades de dança ou esportes, em que elas se divirtam, porque elas precisam se divertir para continuar praticando-as. Ou apenas ligue alguma música dançante e tenha uma festa na sua própria casa. O importante é se movimentar.

Tente novamente.
Alguns pais dizem, meu filho não gosta de brócolis ou couve-flor, mas algumas vezes isso requer mais de uma tentativa. Tente mudar a apresentação do alimento, tornando sua aparência mais atraente. E lembre-se, a criança não vai sentar-se à mesa e comer brócolis no jantar se todos estiverem tomando sorvete.

Não conte calorias.
Restringir as calorias das crianças pode prejudica-las emocionalmente, fazendo com que se sintam deprimidas, e também pode ser prejudicial fisiologicamente, porque elas podem não receber os nutrientes que precisam. Ao invés disso, corte 100 a 200 calorias por dia, isso é uma medida leve, e resultará em perda de peso.

No final das contas o que vale é não restringi-los, mas ajudá-los a crescer dentro de seu peso, porque as crianças precisam de calorias extras para crescer. Não coloque as crianças em uma dieta restrita, porque elas provavelmente vão resistir a isso.


Não ingira suplementos.
Nos dias de hoje, os suplementos chamados dietéticos ou os provenientes de ervas que promovem perda de peso são vendidos pelas ruas para qualquer um – incluindo crianças. Mas seja lá o que você fizer, não os utilize em seus filhos. Você não sabe o que realmente eles são, e a maioria deles não foi testada em crianças, para determinar sua segurança e eficácia.

Não siga uma dieta.
Coloque seus filhos em qualquer dieta e você poderá condená-los a uma desordem alimentar – ingestão em excesso ou menos do recomendado ou outra desordem, que implique em uma ingestão inadequada de vitaminas, por exemplo, que são importantes para o crescimento. O que vale, para toda a família é a re-educação alimentar. Só assim o equilíbrio terá seu lugar e o peso adequado será mantido.

BLOG DE BOA SAÚDE
« Última modificação: 22 de Agosto de 2007, 16:45 por lea onda-menor » Registado

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