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Autor Tópico: Aquários de agua doce  (Lida 10219 vezes)
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isaura
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« em: 11 de Julho de 2007, 15:31 »

AGENTES DECOMPOSITORES

Nos aquários existem constantes transformações de elementos químicos, principalmente os dejetos dos peixes, que são convertidos num produto estável.

Essa conversão ocorre pela decomposição de material orgânico realizadas por bactérias aeróbias e anaeróbias. Dissossiando proteínas e uréia, gases metano, bióxido de carbono, amônia e nitrogênio. Esses elementos são dissipados na atmosfera, e em certas circunstâncias se infiltram no solo.



Neste ciclo os componentes são subdivididos em amônia e outros produtos simples, sendo convertidos pelo efeito das bactérias nitrificantes em nitritos para nitratos.

Para termos um equilíbrio em nossos aquários, devemos possuir quantidade suficientes destas bactérias para transformar estes elementos de putrefação em nitratos, a fim de serem absorvidos por vegetais, consumidos por animais.

Alguns fatores podem alterar este ciclo, excesso de alimentação, população e de higiene.

Excesso de alimentação: A alimentação pode ser praticada várias vezes ao dia desde que bem administrada, fazendo com que todo o alimento seja consumido imediatamente, pois as sobras se acumularão no cascalho prejudicando o ciclo.

As altas quantidades populacionais no aquário, seja de animais ou vegetais podem causar problemas devido as altas quantidades de elementos orgânicos eliminados no aquário. Não superlote o aquário.

A higiene é fundamental para manter um bom "relacionamento" com o aquário. Limpezas periódicas, cuidados com o manuseio dos equipamentos, evitando contaminar o aquário com substâncias nocivas, que poderão descompensar todos os ciclos biológicos.

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« Responder #1 em: 11 de Julho de 2007, 15:32 »

ALIMENTAÇÃO

Em termos de alimentos industrializados para peixes ornamentais, hoje há uma tecnologia muito avançada. Alimentos em forma de pó, grânulos, pastilhas, flocos, massas e farinha. Todos com alto valores nutritivos, principalmente de proteínas, vitaminas e sais minerais. Podemos também adquirir vegetais em flocos ou desidratados, artêmia em flocos, tubifex seco e desidratado, entre outros. Algumas espécies de peixes não se adaptam a alimentação industrializada, partimos então para a alimentação viva, suprindo as necessidades desses animais.

O cultivo da alimentação vivente requer cuidados especiais, porque quase na totalidade são preparados em meio de cultura. Todo trabalho compensa, pois entramos em uma nova dimensão, a de criação de pequenos animais, trabalhando como laboratório de pesquisa, ampliando os conhecimentos da biologia, criando novas perspectivas de pesquisa, observações e debates em sala de aula.

Cultivos de Seres em Laboratório.

Dáfnias e Ciclopes - Artrópodes (crustáceos). Prepara-se infusão de folhas como alface, couve, grãos de trigo, ou torta de algodão onde esses desenvolvem-se com grande facilidade.

Artêmia salina - Artrópodes (crustáceos). Nome científico, Branchipus stagnalis Para cultivar, pega-se um recipiente de mais ou menos 2 litros de capacidade, com boca larga (tipo pirex ou aquário pequeno). Encha-o com água livre de cloro (descansada ou fervida), adicionar uma colher de bicarbonato de cálcio para elevar o pH. Em seguida colocar 100 gramas de Bio Cristal Sintético (sal sintético), ligar uma bomba aeradora para movimentar a água. Quando a solução estiver homogênea, colocar os ovos de Artêmia, estes eclodirão entre 36 a 48 horas. Os recém nascidos tem mais ou menos 1 mm de comprimento. A sua alimentação é feita com fermento fheshman, levedura de cerveja, Biozyme, dentre outros.

Este animal contém vitaminas A e B, protovitamina A, caroteno (capaz de metabolizar e aproveitar a vitamina A resultante), onde peixes alimentados com elas, apresentam cores vivas, e com ótima resposta nutricional. A artêmia teve uma popularização nos últimos anos , principalmente em seu comércio. Hoje, as lojas especializadas em aquário já absorveram em suas vendas, as artêmia vivas, como também, todos os elementos necessários para a produção desse crustáceo.

Paramécio - São protozoários ciliados, esses microrganismos são encontrados em águas ricas em matéria orgânica (charco e pântanos) onde vivem as bactérias, sendo o seu alimento habitual. São criados em recipientes de vidros e com certa facilidade em culturas com folhas de alface ou de couve, secas ao sol, em infusão na água, se possível estagnada.

Tubiflex rivolorum - São vermes anelídeos, pequenas minhocas vermelhas, cultivadas em águas que contêm muita gordura (esgoto ou caixa de gordura). São perigosas para a saúde do homem, porque são portadores de germes patogênicos (causadores de doenças).

Para cuidar com tubifex deve-se utilizar pinças e logo após seu manuseio lavar as mãos rigorosamente com sabão e desinfetá-las com álcool. Tomando essas medidas, estaremos proporcionando ao aluno os cuidados com a saúde e higiene, principalmente em se tratando de manuseio com outro animais.

Rotíferos e Asquelmintos - Microrganismo de águas estagnadas, cultivados em água velha com folhas de alface secas ao sol, colocadas em infusão em recipiente de vidro.

Drosófila - São larvas de moscas que podem ser criadas em matéria orgânica em decomposição ou em frutas. Com bananas maduras colocadas em um recipiente de plástico ou de vidro, aplicando-se uma injeção de cerveja preta no fruto, precipitando-se o processo de fermentação que ativará o desenvolvimento das larvas.

Anastrepha fraterculus - Bicho da goiaba, na primeira fase larval e a Menófila, larva do bicho da laranja, são utilizados os mesmos processos de criação das Drosófila.

Em um aquário bem estabilizado, o peixe em perfeita condição física pode ficar sem alimentação por um período de 7 a 15 dias, sem danos a sua saúde, ocorrendo apenas um emagrecimento.
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« Responder #2 em: 11 de Julho de 2007, 15:34 »

Aquário


Aquário é um ecossistema em miniatura que você cria, e daí por diante será o responsável por ele, pois nesse ambiente serão mantidos seres que sentem frio, calor, fome, dor e estresse. Devemos proporcionar ao máximo um ambiente saudável e equilibrado, para que os seres envolvidos possam executar suas funções como nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer naturalmente.

Para proporcionar aos habitantes as melhores condições ambientais e um bom efeito estético e decorativo, devemos observar alguns detalhes na escolha do formato e das dimensões dos aquários.

O local onde será instalado deverá ser livre de correntes fortes de vento para evitar mudanças bruscas na temperatura. Não precisa ser instalado em locais onde a luz solar esteja presente, já que o aquário terá iluminação própria, más um pouco de iluminação natural no período matutino é favorável.

O peso total de um aquário é outro fator determinante para a escolha do local e do tipo de sua base podendo ser de madeira, concreto ou mármore. Para amortecer vibrações e corrigir eventual irregularidade da superfície plana de apoio convém interpor entre essa superfície e o vidro da base do aquário uma placa de isopor de mais ou menos 1 cm de espessura.

Para se ter uma noção do peso total do aquário basta aplicar uma fórmula de volume acrescentando metade do resultado obtido para se chegar ao peso total, ou seja:


 Comprimento x Altura x Largura : 1.000 = Volume. 



 Volume + ½ Volume = Peso Total. 

Outro fator importante é a espessura do vidro, determinado principalmente pela altura do aquário.


 CURIOSIDADE:

Antigamente (+ou - 25 anos) os aquários eram montados sobre uma estrutura metálica, sendo os vidros fixados e vedados com massa á base de óleo (massa

vidraceiro). Esses aquários funcionavam precariamente, trazendo problemas constantes de vazamentos e de intoxicação da água.

Hoje foram totalmente substituídos por aquários sem armação e selados com silicone, proporcionando assim muito mais resistência e durabilidade. 

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« Responder #3 em: 11 de Julho de 2007, 15:35 »

Elementos Necessários à vida




Os aquários ornamentais se constituem numa unidade autônoma; só a alimentação virá do exterior. As plantas e alguns seres aquáticos são capazes de transformar os compostos inorgânicos em matéria orgânica completa, satisfazendo as necessidades básicas dos habitantes do aquário. São eles:

Cálcio - ossos, enzimas.
Cloro - regulação osmótica.
Cobalto - enzimas e vitaminas.
Cobre - enzimas, fotossíntese, sangue dos invertebrados.
Cromo - insulina.
Estanho - hormônios.
Enxofre - proteínas e vitaminas.
Ferro - enzimas, hemoglobina, intercâmbio de energia.
Flúor - ossos e dentes.
Iodo - hormônios.
Magnésio - enzimas, ossos, clorofila, excreção.
Molibdênio - enzimas, metabolismo de nitritos.
Potássio - nervos, regulação osmótica (absorção) celular.
Selênio - enzimas.
Silício - ossos, cápsulas das algas diatomáceas.
Sódio - sangue, tecidos.
Zinco - enzimas, síntese de proteínas, respiração.
Através da bioquímica (químico-bacteriológicos), o aquário suprirá suas necessidades caso houver uma reciclagem destes compostos, através de uma decomposição bacteriana correta e uma troca parcial de água (25 a 30%) por uma outra nova e limpa a cada 30 ou 40 dias. No caso dos vegetais aquáticos, são essenciais a vida, além dos elementos acima citados, o carbono, o hidrogênio, o oxigênio e o boro.
Não podemos esquecer do componente mais importante: A água (H2O - dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio), sem a qual não é possível a vida no aquário.

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« Responder #4 em: 11 de Julho de 2007, 15:36 »

Equilíbrio Biológico


Entende-se por equilíbrio biológico a harmonia entre os peixes, as plantas e os microrganismos, gerando um ecossistema ou microcosmo. Para que isso ocorra, se faz necessário a união de alguns recursos e estímulos específicos. Que são:

Oxigenação;
Temperatura;
Iluminação;
Alimentação;
Filtragem e Solo;
Flora aquática (vegetação);
Fauna aquática (animais).
Se houver qualquer fenômeno que perturbe essa harmonia, o aquário entrará em estado de degradação em relação ao sistema.

OXIGENAÇÃO


   Ela pode ocorrer de duas maneiras: natural ou forçada.


A natural consiste em trabalhar sem nenhuma ajuda de equipamento externo. Uma das formas é a de trocas gasosas de superfície onde encontramos uma película separadora dos dois meios (ar/água) na qual é efetuada a absorção do oxigênio do ar para o interior da água, e a liberação para o meio de todos os tipos de gases produzidos. Outro tipo de oxigenação natural é feita através das plantas aquáticas pelo processo da fotossíntese.

A oxigenação forçada é elaborada por qualquer sistema que forneça ar para o interior do aquário, especialmente com turbulências na superfície, provocando uma troca gasosa forçada. Ou com borbulhadores para que a água possa absorver o oxigênio encontrado nas bolha de ar.
 

TEMPERATURA

O peixe é um animal pelicotérmico, isto é, adquire a temperatura do meio onde vive. Não possui sangue quente como os mamíferos, por isso o mecanismo biológico está condicionado a temperatura ambiente.
Para animais aquáticos tropicais a temperatura mais adequada é entre 25 e 28ºC. Nesse intervalo de temperatura a sua fisiologia (crescer, alimentar e procriar) é melhor estimulada, e certos parasitas dificilmente atacarão os peixes.
Levamos em conta que o metabolismo simplesmente dobra a cada aumento em 10ªC. Os animais que vivem no aquário com temperatura fria (15ºC) ficam incapazes quase que totalmente de suas funções fisiológicas, e com temperaturas altas, entre 28 a 32ºC, ocorre um aumento do metabolismo onde os animais passarão a comer, crescer e reproduzir com maior freqüência. Cuidados com as altas temperaturas (36ºC), que podem causar problemas com relação ao oxigênio, podendo levar o animal a morte.
Podemos afirmar mais uma vez, que o aquário deve ser uma imitação de seu ecossistema, cabendo a cada pessoa, um trabalho de investigação.
Para sabermos a temperatura em nossos aquários, usamos um termômetro que pode ser interno, feito com mercúrio, ou um termômetro digital, que são de plásticos colados ao vidro na parte externa.
Para regularizar a temperatura, usamos um termostato (aquecedor) para aumentar a temperatura e um chiller (refrigeradores) para baixar as temperatura.

 
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« Responder #5 em: 11 de Julho de 2007, 15:38 »


FILTRAGEM E SOLO   


Sistemas de Filtragem:

No aquário, a filtragem tem como objetivo clarificar a água, ajudar a manter a taxa de oxigênio e o equilíbrio normal da pressão gasosa, uniformizar a temperatura da água e expulsar gases para a superfície.

A filtragem pode ser interna ou externa, do tipo mecânica ou biológica.

Os filtros são acionados por compressores de ar, impulsionando a água por meio de bolhas de ar, fazendo com que a mesma circule no aquário (não é muito eficiente, pois funciona bem enquanto o filtro estiver bem limpo), ou por bombas eletromagnéticas submersas. Este equipamento veio revolucionar o aquarismo, pois realmente faz a água circular com eficiência "sugando-a" do filtro e introduzindo o ar ao mesmo tempo, efetuando então, os processos de filtragem e oxigenação com grande êxito.

 
Filtros Internos
Existem vários tipos de filtros internos que executam a filtragem mecânica. Esses são poucos utilizados porque ocupam um grande espaço dentro do aquário e possuem baixa eficiência.

Filtragem Biológica Interna:



- Sendo fundamental para o equilíbrio, transformando a matéria orgânica em sais minerais e outros produtos, através de bactérias aeróbias existentes no cascalho do aquário. É constituído por placas de plástico, contendo centenas de furos, com uma saída de água conectada a uma bomba eletromagnética submersa. Essas placas são colocadas embaixo do cascalho, servindo de material filtrante, de modo à direcionar o fluxo d’água de cima para baixo, forçando a passagem de água por entre o cascalho e fixando o resíduo biológico encontrado em suspensão no aquário para que este seja decomposto pelas bactérias; o residual dessa decomposição fica depositado embaixo das placas.

Filtragem de Areia Fluidizada:

 - Este filtro é o que tem de mais ressente no mercado. Funciona muito bem, ocupando um espaço reduzido no interior do aquário, tornando até um instrumento decorativo. Ele substitui os outros sistemas de filtragem biológica, funcionando da seguinte maneira: uma bomba joga água para dentro do tubo do filtro, turbilhonado as partículas de cílica (+ ou - 1 Kg), que se encontra em seu interior. Nesse processo as bactérias fixadas na cílica vão efetuar todas as reações bioquímicas, deixando a água com uma excelente qualidade e um equilíbrio biológico eficiente.

 

 
Filtros Externos

Entende-se por filtro ou filtragem externa, todo os sistemas colocados do lado de fora do aquário. Conhecidos por filtros externos mecânicos e pelo Dry weet.

Filtro Externo Mecânico:


- Filtro que fica fixado na borda do aquário captando água através de uma bomba eletromagnética de sucção. A água entra em uma câmara, passa por uma manta acrílica virgem e outra impregnada de carvão ativado antes de retornar para o aquário. Filtro muito utilizado e com grande eficiência na retirada de substâncias químicas e de partículas sólidas em suspensão na água.


 

Dry Weet:


- Esse sistema pode ser de várias maneiras, tanto acoplado na lateral do aquário, quanto colocado em baixo do mesmo. Tem o mesmo sistema do filtro externo mecânico, só que mais dimensionado, e em sua câmara encontram-se outros tipos de passagem e elementos para a fixação de bactérias.

 

Solo:

O solo, leito ou piso ideal para o aquário é o de cascalho, constituído de uma mistura de areia grossa (areião), pedriscos encontrados nos leitos dos rios e pequenos seixos rolados. Esta mistura torna o solo mais permeável, facilitando a absorção e fixação das plantas.

Alguns autores, denominam esse cascalho de "fundo de areia", tomando por base o conceito de que a areia é o nome dado à rocha formada por pequenos grãos.

A "areia" utilizada não deve ser muito clara, para que os peixes não se mimetizem, tornando-os pálidos.



Obs.: Todos esses componentes deverão ser bem lavados antes de serem introduzidos no aquário.

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« Responder #6 em: 11 de Julho de 2007, 16:28 »

PEIXES DE ÁGUA DOCE


Os peixes estão classificados na Zoologia como, vertebrados inferiores, animais cordados, de respiração branquial, com nadadeiras sustentadas por meio de raios ósseos, pele geralmente coberta por escamas, coração com uma só aurícula, de sangue frio, podendo ser ovíparos ou ovovivíparos. Seu movimento natatório depende de seu formato anatômico.

ACARÁ-BANDEIRA - Pterophyllum scalare
Origem da Amazônia, bacia do Rio Negro. Porte majestoso, corpo triangular achatado com nadadeiras desenvolvidas, coloração prateada com barras transversais negras. Vive bem em aquários com grande número de vegetação, onde depositam seus ovos no período de reprodução. Gosta de água tropical (26 a 30°C). Para defender a sua prole a qualquer sinal de perigo os guarda na boca.

PEIXE BORBOLETA - Carnegiella strigata

Seu formato é achatado lateralmente, possuindo um "papo" proeminente. Suas nadadeira são viradas para cima, o que lhe dá uma aparência de assas, daí sue nome "borboleta". Coloração castanha-dourada . Vive bem em cardumes, e é um saltador daí a necessidade de manter o aquário tampado. Animal que habita a zona superior do aquário, devido a anatomia de sua boca caçam insetos na superfície.

NEON CARDIAL - Cheirodon axelrodi
Originário da Amazonia, Rio Negro. Forma com o seu irmão Neon tetra, o par de peixes mais bonitos, espetaculares e cobiçados. Com o dorso marrom-vermelho e a parte inferior do corpo luminescente vermelho rubi, brilhante e uma listra larga de cor azul fosforescente ou verde-escuro, conforme a incidência de luz, percorre o seu corpo, na sentido longitudinal, desde a boca até o pedúnculo caudal. Os machos apresentam o gancho característico dos caracídios. Vive em cardumes. Em cativeiro alimenta-se de dietas artificiais.

CASCUDO - Hiposdomus jaguribensis.
Nome dado a mais de 250 espécies de peixes fluviais da família dos loricarídeos. Seus corpo é revestido por grandes placas ósseas, daí o seu nome. Animal herbívoro, alimenta de algas e detritos vegetais. Boca adaptada para raspar a microvegetação das lajes e pedras pelos espículos (diminutos dentes). O casal protege a desova aderidos nas pedras ou ao próprio ventre. Habitam a parte inferior do aquário (bentônico).
BETA, PEIXE DE BRIGA - Betta splendes.
Originário da Tailândia. Embora tenha esse nome é um peixe pacífico em relação a outros peixes. Animal extremamente territorial com os de sua espécie. Possuem grande variedade de corres. Os machos são providos de nadadeiras maiores. Animal carnívoro.
LEBISTE - Poecilia reticulata.
Delicado e rústico peixe encontrado nos rios, lagos, lagoas, córregos, pântanos, charcos, banhados e até mesmo nas valas de águas pútridas. Encontrados em Trinidade, Venezuela e Brasil (Acre). Peixe indiscritível quanto a sua coloração, possuindo tons de roxo, azul, vermelho, abóbora, amarelo-ouro, verde, não existindo dois indivíduos iguais. Animal larvófago (comedor de larvas e mosquitos). É forrageiro, isto é, serve de alimentos aos peixes maiores, sendo utilizados em laboratório geneticista servindo de cobaias, e para a formação de novos tipos sofisticados e denominados de GUPPY ( o lebiste de pedigree).
PEIXE-DE-VIDRO - Chanda ranga.
Peixe fino lateralmente, pacífico e exótico, próprio para aquário comunitário. Animal transparente, permitindo a observação dos aparelhos internos, principalmente o digestivo em plena função. Em cativeiro alimenta-se com dietas artificiais.

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« Responder #7 em: 11 de Julho de 2007, 16:31 »

PLANTAS AQUÁTICAS


As plantas aquáticas, são muito importantes para o equilíbrio do aquário de água doce. Desempenhando importantes funções, como fotossíntese, abrigo, testes do solo, adornos paisagísticos e muitos outros. Algumas plantas são emersas (palustres) ou flutuantes (nadantes, apresentam raízes aquáticas).

Elaboram o mecanismo de fotossíntese, que sob a ação da luz, absorvem o dióxido de carbono (CO2) nocivo em alta quantidade em um aquário e liberam o oxigênio (O2) que os peixes e os demais seres aeróbios necessitam para respirar e viver.

Protegem os peixes mais tímidos fornecendo abrigo e sensação de segurança (contribuindo para o avivamento de suas cores). Abrigam em suas folhas os alevinos(filhotes), os ovos dos ovíparos e os demais seres que constituem o conjunto planctônicos (microrganismo que servem de alimentos para os peixes e alevinos).

Atuam como teste de fertilização do solo, uma vez que, observando o crescimento das plantas aquáticas, podemos saber a qualidade do solo em relação aos materiais orgânicos. O aquário estará em boas condições para a sobrevivência dos peixes, sendo proporcional ao crescimento das plantas.

Servem como adornos paisagísticos juntamente com algumas rochas e troncos fossilizados. Existem grandes variedades, porém devemos tomar cuidado na hora de combinarmos as plantas, respeitando alguns fatores exigidos como: pH, dureza da água, concentrações de CO2, NH3 , fotoperíodos, temperatura entre outros.

Há vegetais que se reproduzem por brotamento, multiplicando-se através de cortes de seus caules, outros por estolão (não origina ramos em raízes, produzindo na extremidade tubérculos ou bulbos) e finalmente as plantas que se reproduzem por sementes. 

Dicas Como Plantar

Quando preparamos a paisagem aquática, devemos obedecer a um esquema preconcebido a fim de compor um belo conjunto paisagístico. As rochas e os vegetais deverão estar em harmonia, podendo ser feito de duas formas:

Sobre a "areia" molhada do solo abrem-se buracos e com auxílio da pinça ou plantador faz-se o plantio do vegetal. A pinça ou plantador deverá ter a forma de forquilha, a fim de não danificar as raízes;
Enche-se o aquário de água e só então se processa o plantio dos vegetais.
As rochas deverão necessariamente serem colocadas no fundo do aquário quando ainda não se tiver colocado água. Os vegetais aquáticos também sofrem choques térmicos, podendo chegar a morte.

 
Espécies De Plantas Mais Usadas


escreveremos abaixo alguma plantas aquáticas brasileiras mais utilizadas nos aquários, assim como suas famílias o curiosidades.

ECHINODORUS martii (Leopoldina)

Família das Alismatáceas.

Possui folhas onduladas e caules que se dobram, o que lhe dá um aspecto muito bonito. Originária do Brasil Central. Atinge 60 cm de espessura, devido a suas raízes muito vigorosas. Planta de água tropical a 18ºC.

 
 

ECHINODORUS amazonensis (Amazônica de Folhas Largas)

Família das Alismatáceas.

Planta de porte majestoso, com 60 cm de comprimento e folhas de 10 cm de largura. Quando bem adaptadas no aquário sua coloração é verde clara. Produz inflorescência aéreas de coloração branca. Originária da Amazônia.


 

CABOMBA aquática (Cabomba)

Família das Ninfáceas.

Possui caule comprido e folhas verde-claras em forma de leque. Outra planta muito bonita, do Brasil Central. É muito boa oxigenadora e serve para a proteção dos alevinos. Quando bem adaptada, cresce bastante e produz inflorescência branca, e só vive de receber iluminação profusa e não gosta de água em movimento. Existem várias espécies da Cabomba, como a Caroliniana da América do Norte, a Cabomba Indiana, de cor arroxeada e outras mais. Todas as espécies são floríferas, uma flores brancas, outras amarelas ou roxas.


CERATOPTERIS thalictroides (Samambaia)

Família das Parqueriácea.

A samambaia d’água é originária do Brasil Central. É muito utilizada pelos criadores, pelo sombreamento que produz, como também por absorver a amônia da urina dos peixes.


ELODEA densa (Elodea ou Elódea)

Família das hidrocaritáceas.

Planta oxigenadora, habitante na maioria dos aquários. De formato cilíndrico, vive em águas tropicais e águas como em águas frias. Com iluminação natural, ela desenvolve-se muito e floresce na estação primaveril. Sua flor é branca medindo 1 cm.


 
VALLISNERIA gigantea (Valisnéria)

Família das Hidrocaritáceas.

Planta oxigenadora, a Valisnéria gigante originária das Filipinas e Nova Guiné, possui folhas lineares, em forma de fita que chegam a medir 1 metro. Sua coloração e verde-translúcida brilhante. Adapta-se muito bem em aquários de grande porte e vive em água de temperaturas de 13 a 20ºC. Prefere solo de areia grossa. Quando sob a ação de luz profusa na aquário, ela expele através da fotossíntese, minúsculas bolhas de oxigênio. Existem outras espécies menores denominadas popularmente de saca-rolhas de folhas espiraladas. No aquário, sua reprodução se processa por multiplicação vegetativa.



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« Responder #8 em: 11 de Julho de 2007, 16:34 »

Tipos de Aquário


Aquário Comunitário - Conjunto de peixes, vegetais aquáticos, rochas decorativas e troncos fossilizados, criando um ambiente (ecossistema) de beleza única.


Aquário de Quarentena - Onde separamos o peixe ou a planta por um período de 21 a 28 dias, afim de observarmos suas condições de saúde, para somente então introduzi-los no aquário comunitário.


Aquário Hospital - Serve exclusivamente para o tratamento de peixes ou plantas que manifestarem alguma infeção (doenças em gerais).


Aquário de Criação - esse tipo de aquário é destinado a reproduzir um ambiente muito próximo do qual o animal encontra na natureza proporcionando condições físicas para a reprodução.

Aquário de Desenvolvimento - Utilizado para o crescimento de alevinos, pois normalmente em aquários comunitários seriam devorados por predadores.
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« Responder #9 em: 11 de Julho de 2007, 16:37 »

DOENÇAS


Para prevenir das doenças que se manifestam com uma maior freqüência num aquário recém montado, são indispensáveis algumas medidas profiláticas, como a higiene geral das instalações e dos peixes e plantas recém adquiridos, ter sempre um aquário quarentena ou aquário hospital para o tratamento e inclusão de peixes e plantas antes de integrar no aquário principal.

Se algum peixe aparecer infectado, adote os procedimentos curativos recomendados abaixo:

DOENÇA - Achlya ou Saprolegnia. (Fungos).
CAUSAS E SINTOMAS - Manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão.
TRATAMENTO - Aplique um fungicida de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Oodinium pillularis (Parasita).
CAUSAS E SINTOMAS - Podem devastar um aquário em poucas horas. O primeiro sintoma é a falta de apetite. Respiração ofegante, peixes na superfície, ficam desequilibrados. Podem haver nas escamas um brilho fraco, como veludo.
TRATAMENTO - Aplique um fungicida de largo espectro associado a um parasiticida de ação rápida. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Costia.
CAUSAS E SINTOMAS - Falta de apetite. Manchas esbranquiçadas. Ramificações vermelhas nas nadadeiras.
TRATAMENTO - Aplique um fungicida de largo espectro OU um parasiticida de ação rápida. Trocar 20% da água do aquário.

 

DOENÇA - Ictio.
CAUSAS E SINTOMAS - Pequenos pontos brancos nas nadadeiras ou em todo o corpo. Nadadeiras fechadas. Costumam esfregar-se no substrato ou nas pedras.
TRATAMENTO - aplicar um parasiticida de ação rápida.

DOENÇA - Nadadeiras Roídas.
CAUSAS E SINTOMAS - Podem ser vários motivos. Geralmente são bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e se desfazem. O pH ácido favorece o seu aparecimento.
TRATAMENTO - Corrigir o pH antes do tratamento. Aplicar um antibiótico de largo espectro.

DOENÇA - Fungo na boca.
CAUSAS E SINTOMAS - Grossa camada de fungo na boca parecida com algodão. O fungo pode estar associado a bactérias que se localizam em ferimentos.
TRATAMENTO - Aplicar um antibiótico de largo espectro OU aplique um fungicida de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Dactylogyrus ou Gyrodactylus.
CAUSAS E SINTOMAS - Falta de apetite. Inflamação e inchação nas brânquias . Turvação dos olhos. Respiração ofegante.
TRATAMENTO - aplicar um parasiticida de ação rápida.

DOENÇA - Hidropsia (ventre volumoso).
CAUSAS E SINTOMAS - É causada por bactérias que atacam os órgãos internos, paralisando-os. Os peixes ficam barrigudos e com as escamas eriçadas. De difícil cura.
TRATAMENTO - Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Tuberculose ou Barriga seca.
CAUSAS E SINTOMAS - O peixe fica magro com o ventre retraído. Pode ser causado por alimentação de má qualidade ou pouco variada.
TRATAMENTO - Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Olhos Inchados (pop-eye).
CAUSAS E SINTOMAS - Podem ser causadas por bactérias (tuberculose e hidropsia), por fungo (Ichthyosporidium) ou por vermes.
TRATAMENTO - Aplicar um parasiticida de ação rápida associado com um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Buraco na Cabeça (Hole-in-Head).
CAUSAS E SINTOMAS - Doenças dos Acarás. Atacam os órgãos internos, causando danos que podem ser irreversíveis. De difícil cura. Falta de apetite, na fase final aparecem inchações e perfuração na cabeça e no corpo. Não é muito contagiosa.
TRATAMENTO - Aplicar um antibiótico de largo espectro. Trocar 20% da água do aquário.

DOENÇA - Água muito ácida.
CAUSAS E SINTOMAS - Nadadeiras fechadas, escamas eriçadas, natação irregular, tremores.
TRATAMENTO - Verificar o pH, aumentar com um tamponador de forma lenta e cuidadosamente, pois uma mudança brusca podem matar os peixes.

DOENÇAS - Água muito alcalina.
CAUSAS E SINTOMAS - Perda de brilho nas escamas, respiração ofegante junta a superfície. Podem haver perdas nas escamas.
TRATAMENTO - Verificar o pH, abaixar acidificante de forma lenta e cuidadosamente, pois uma mudança brusca podem matar os peixes. Se for necessário um novo ajuste, faça-o somente após 4 horas para dar tempo de aclimatação dos peixes e plantas.
 

Obs.: Estas descrições foram feitas conforme tabela da Ind. e Com. De Alimentos Desidratados Alcon Ltda.


In saude Animal
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