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Autor Tópico: Depressão  (Lida 1161 vezes)
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docenuvem
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« em: 26 de Junho de 2007, 14:41 »

Por vezes, todos nós nos sentimos deprimidos, mas algumas pessoas têm sentimentos mais intensos que demoram mais a passar.
Este tipo de depressão não 'passa de repente' e dizer-lhes que se 'animem' ou que 'se reanimem' não ajuda. Não é assim tão simples.

Mas há esperança. A depressão é uma doença que normalmente pode ser tratada. Um médico pode receitar medicamentos ou terapia - ou ambos.

O mais importante é pedir ajuda.
Sintomas que deve identificar:

Depressão - durante a maior parte do dia, todos os dias
Disposição - agora sente-se bem e daqui por um bocadinho sente-se em baixo
Falta de energia ou interesse pela vida
Irritável e inquieto
Sono - dorme pouco ou dorme demais
Engordar ou emagrecer muito
Sente-se inútil ou culpado
Dificuldade em concentrar-se ou incapaz de pensar
Falta de energia sexual
Pensa na morte e no suicídio
Se você conhece alguém que anda deprimido há muito tempo:

Tente convencê-lo a consultar um médico ou um delegado de saúde.
Apoie-o
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docenuvem
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« Responder #1 em: 26 de Junho de 2007, 14:41 »

Para ajudar um amigo que está a pensar suicidar-se ou que se está a sentir deprimido
Escute e não diga nada!
Quando alguém se está a sentir deprimido e a pensar suicidar-se a nossa reacção imediata é tentar ajudar. Oferecemos conselhos, partilhamos as nossas próprias experiências e tentamos encontrar soluções.

Mas devíamos escutá-los e não dizer nada. Quem pensa suicidar-se não quer conselhos ou soluções. Eles querem alguém com quem possam desabafar e com quem se sintam à vontade.

Escutar - escutar mesmo - não é fácil. Devemos nos esforçar e não dizer nada - comentar, contar uma história ou aconselhar. Devemos escutar não os factos que a pessoa nos está a contar mas também os sentimentos que se encontram por detrás desses factos. Precisamos de compreender as coisas com a perspectiva dessa pessoa e não com a nossa. Aqui encontram-se alguns pontos que não deve esquecer se está a ajudar alguém que está a pensar suicidar-se.

O que é que as pessoas que estão a pensar suicidar-se querem?
Alguém que escute: Alguém para com quem desabafar. Alguém que não o julgue, ou aconselhe ou dê opiniões e que lhe dedique atenção.
Alguém em quem confiar. Alguém que os respeite e que não os tente controlar. Alguém em quem confiar.
Alguém que goste deles. Alguém que esteja disponível, que os descontraia e que fale com calma. Alguém que os ponha tranquilos, que os aceite e que acredite neles. Alguém que diga, 'eu gosto de ti.'
O que é que as pessoas que estão a pensar suicidar-se não querem?
Estar sozinhos. Rejeição pode fazer com que o problema pareça muito pior. É muito importante ter alguém com quem desabafar. Escute.
Conselhos. Sermões não resolvem o problema. Nem que lhe digam que se animem ou que não se preocupem. Não analise, compare classifique ou critique. Escute.
Ser interrogados. Não mude de assunto, não demonstre que tem pena e não condescenda. É muito difícil falar sobre os próprios sentimentos. Quem está a pensar suicidar-se não querem que os apressem ou que os ponham na defensiva. Escute.
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« Responder #2 em: 26 de Junho de 2007, 14:46 »

Sintomas que indicam suicídio
Quem se vai suicidar raramente toma essa decisão de repente. Nos dias e nas horas antes das pessoas se matarem, normalmente há sintomas e coisas que indicam suicídio.

Os indícios mais fortes e perturbadores são verbais - 'eu desisto', ' já não me importo mais' ou mesmo 'estou a pensar terminar tudo'. Tais comentários devem-se tomar sempre a sério.

Outros sintomas comuns:
Deprimido ou taciturno
Indiferente
Pôr os negócios em ordem e dar as coisas de estimação
Muda de comportamento, atitude ou aparência
Abuso de drogas e bebidas alcoólicas
Sofrer muito prejuízo ou alteração no modo de vida
A seguinte lista tem mais exemplos que podem ser sintomas de alguém que está a contemplar o suicídio. Claro que, na maior parte dos casos estas situações não causam o suicídio. Mas, geralmente, quantos mais sintomas um indivíduo tem mais risco corre.

Situações
Abuso físico ou sexual
É de família (o suicídio e a violência)
Morte de um amigo ou de um familiar
Mau aproveitamento escolar, perto dos exames, notas
Desemprego, problemas no trabalho
Acção no tribunal está próxima
Preso recentemente ou à espera de ser solto
Comportamento
Chora
Briga
Transgride as leis
Impulsividade
Auto-mutilação
Escreve acerca da morte e do suicídio
Tentou-se suicidar anteriormente
Comportamento extremo
Mudança de comportamento
Mudanças Físicas
Falta de energia
Sono - dorme pouco ou demais
Falta de apetite
Engorda ou emagrece muito
Começa a andar sempre adoentado
Mudança de aparência repentina
Falta de interesse na aparência pessoal
Pensamentos e Emoções
Pensa em suicidar-se
Solidão - falta de apoio da família e dos amigos
Rejeição, sente-se marginalizado
Sente-se muito triste ou culpado
Incapaz de ver além do foco restrito
Devaneia
Ansiedade e fadiga
Desamparado
Falta de dignidade
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« Responder #3 em: 26 de Junho de 2007, 15:02 »

Enlutados pelo suicídio
Não existe uma forma fácil de ultrapassar a perda de um ente querido que se suicidou. A seguir, encontrará alguma informação que, esperamos, possa ajudar a enfrentar a perda e a torná-la um pouco menos dolorosa. Existem outros recursos, que lhe poderão ser úteis, indicados em: Ajuda e Apoio.

Por favor, escolha uma das secções abaixo:

Respostas e emoções
Fontes de ajuda

Os centros de ajuda oferecem apoio emocional confidencial a qualquer pessoa em crise.

A perda de um ente querido provoca uma dor e um pesar profundos. A perda de alguém através do suicídio resulta muitas vezes em diferentes respostas e emoções. O luto pelo suicídio é prolongado. Choque, isolamento social e sentimentos de culpa são, frequentemente, maiores, e a alternativa a isso levanta questões dolorosas.

Poderá experimentar alguns ou todos os sentimentos abaixo:

Choque intenso

A sensação de choque e incredulidade após uma morte deste tipo pode ser muito intensa. Um aspecto comum da dor são as imagens recorrentes da morte, mesmo que esta não tenha sido testemunhada. Encontrar o cadáver pode ser outro evento traumático e impossível de esquecer. Há uma necessidade natural de recordar constantemente as imagens assustadoras e dolorosas da morte e os sentimentos que estas provocam.

Interrogação - Porquê?

A perda pelo suicídio envolve frequentemente uma procura prolongada de uma explicação para a tragédia. Eventualmente, muitas pessoas acabam por aceitar o facto de que nunca saberão realmente as razões da mesma. Durante a procura de explicações, membros diferentes da mesma família poderão ter ideias diferentes sobre os motivos que levaram à ocorrência de uma morte. Tal pode constituir um motivo de tensão nas relações familiares, particularmente quando está envolvido um elemento de culpa.

Interrogação - Poderia ter sido evitado?

É comum o pensamento constante sobre como a morte poderia ter sido evitada e em como o ente querido poderia ter sido salvo. Em retrospectiva, tudo pode parecer dolorosamente óbvio. Os "e se" podem parecer intermináveis. Rever mentalmente os acontecimentos é uma forma natural e necessária de enfrentar o que se passou. As investigações sugerem que as pessoas enlutadas pelo suicídio sentem mais remorso, mais culpa e interrogam-se mais, do que as pessoas que estão de luto por qualquer outro motivo.

Abandono/rejeição

Pode experimentar uma sensação de rejeição. É comum o sentimento de abandono por parte de alguém que "escolheu" morrer.

"Fiquei magoada por ele não ter vindo falar connosco. Penso que houve uma altura em que todos nós sentimos raiva. Pensamos: Como é que pudeste fazer-nos isto?".

Uma rapariga cujo irmão se suicidou.

Receios e sentimentos suicidas

O desespero é uma parte natural do processo de sofrimento, mas após o suicídio de um ente querido a angústia pode estar combinada com o receio pela sua própria segurança. A identificação com alguém que se suicidou pode ser profundamente ameaçadora para a sua própria sensação de segurança. Poderá sofrer mais ansiedade do que as pessoas que estão de luto por outros motivos e estar mais sensível a sentimentos suicidas.

Atenção dos meios de comunicação social

Quando alguém se suicida ou morre por outras causas inesperadas, isto pode atrair o interesse público. A investigação que pode ser imposta por lei chama a atenção para a pessoa que morreu e para os familiares e amigos mais chegados. A atenção por parte dos meios de comunicação social pode ser muito traumática para os familiares e amigos enlutados, particularmente quando uma morte é descrita de uma forma insensível e incorrecta.

Vergonha e isolamento

As atitudes sociais em relação ao suicídio estão a mudar, mas podem continuar a limitar o apoio que se encontra disponível. O silêncio dos outros pode reforçar os sentimentos de vergonha, pudor e de "ser diferente". Se os outros se mostram embaraçados, pouco à vontade e evasivos acerca do suicídio, pode ficar a sentir-se profundamente isolado(a). As oportunidades para falar, recordar e celebrar todos os aspectos da vida de um ente querido e da sua personalidade, podem ser-lhe negadas. Poderá também sentir uma necessidade muito forte de proteger o ente querido e de proteger-se a si próprio(a) do julgamento dos outros.

Uma mãe ao escrever sobre a morte do seu filho, mencionou o facto de nunca nos terem ensinado sobre o que dizer a alguém que teve um suicídio na família. Ela precisava de ouvir a mesma coisa que pode ser dita a qualquer outra pessoa que sofreu a morte de alguém chegado: "Lamento muito a sua dor. Há algo que eu possa fazer? Se necessitar de falar sobre isso, sou um(a) bom (boa) ouvinte. Pode chorar no meu ombro."

© The Royal College of Psychiatrists (Colégio Real de Psiquiatras), 1997
Retirado do Bereavement Information Pack (Pacote de informação sobre apoio a pessoas enlutadas) por Kate Hill, Keith Hawton, Aslog Malmberg e Sue Simkin
Reproduzido com a amável autorização do The Royal College of Psychiatrists

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Necessidades
Um grupo de cidadãos Canadianos enlutados pelo suicídio, foram consultados e sentiram que necessitavam de ajuda e apoio para:

ter uma perspectiva sobre o suicídio
lidar com problemas familiares causados pelo suicídio
sentir-se melhor com eles próprios
falar sobre o suicídio
obter informação exacta sobre o suicídio e os seus efeitos
ter um lugar seguro para expressar os seus sentimentos
compreender e lidar com a reacção das outras pessoas ao suicídio
obter aconselhamento sobre preocupações práticas/sociais
© The Royal College of Psychiatrists (Colégio Real de Psiquiatras), 1997
Retirado do Bereavement Information Pack (Pacote de Informação sobre o Luto) por Kate Hill, Keith Hawton, Aslog Malmberg e Sue Simkin
Reproduzido com a amável autorização do The Royal College of Psychiatrists

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Ajuda e Apoio
Quando é que é altura de procurar ajuda?

O sofrimento é doloroso e cansativo. Nem sempre é fácil decidir quando chegou a altura de obter ajuda. Pode escolher procurar ajuda se:

continuar a sentir-se como que anestesiado e vazio alguns meses após a morte
não consegue dormir ou tem pesadelos
sente que não consegue lidar com sentimentos intensos ou sensações físicas como o cansaço, desorientação, ansiedade, pânico ou stress crónico
se sente dominado pelos pensamentos e sentimentos causados pela morte de um ente querido, como por exemplo, raiva, culpa e rejeição
sentir a necessidade de partilhar o sofrimento mas não tiver ninguém com quem fazê-lo
se mantiver constantemente em actividade de modo a não sentir (ex: estar sempre a trabalhar)
achar que está a beber ou a tomar fármacos em excesso
achar que você próprio(a) se preocupa e pensa no suicídio
tiver receio de que os que estão a sua volta estejam vulneráveis e não enfrentem a situação
Algumas fontes de apoio e a forma como estas poderão ajudá-lo(a):

Grupos de auto-ajuda

Permite-lhe encontrar-se com outras pessoas para partilhar sentimentos e experiências e pode trazer-lhe conforto

Médicos locais

podem ouvir, falar e oferecer apoio emocional
podem ajudá-lo(a) a ultrapassar problemas como a insónia, ansiedade ou depressão
podem recomendar-lhe outras fontes de ajuda
O apoio variará de médico para médico. Nem sempre é possível falar sobre o que aconteceu numa consulta curta. Poderá escrever ao médico antes da consulta, por forma, a evitar isso.

Aconselhamento

proporciona mais tempo para falar melhor sobre os acontecimentos ou um maior apoio a longo prazo
não o(a) força a examinar o passado, mas em vez disso oferece-lhe ajuda para ultrapassar a crise emocional e as alterações de vida que pode estar a enfrentar
pode constituir um alívio porque lhe permite falar com alguém estranho num ambiente seguro
Religião

pode constituir uma fonte de força e apoio se tiver crenças religiosas
os líderes religiosos locais podem constituir uma fonte de apoio muito importante
Centros de ajuda

oferecem apoio confidencial a qualquer pessoa em sofrimento ou desespero ou que possa ter sentimentos suicidas. Para encontrar uma linha de ajuda perto de si clique aqui.
Organizações especialistas no apoio a pessoas enlutadas

Algumas organizações de apoio a pessoas enlutadas são indicadas nos seguintes links:

Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio
www.med.uio.no/iasp/inglês/cs.html

Associação Americana de Suicidologia
www.suicidologia.org/visualizarcomum.cfm?an=6

Associação Canadiana para a Prevenção do Suicídio
http://www.casp-acps.ca

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Um dia de cada vez ....


« Responder #4 em: 26 de Junho de 2007, 15:24 »

A depressao e a familia


A depressão afecta toda a família... Todos nos sentimos tristes ou “em baixo” de vez em quando — isto é uma parte normal da vida. Sentimentos tristes ou negativos que tornam difícil lidar com o dia a dia, podem assinalar uma doença chamada depressão.

A depressão pode causar um verdadeiro sofrimento — tanto para a pessoa afectada como para os membros da família e outros entes queridos. Quando uma pessoa está deprimida, pode achar difícil ir trabalhar, cumprir as tarefas diárias e até levantar-se da cama. Algumas vezes, a pessoa deprimida também acha difícil dar o primeiro passo na busca de ajuda.

Aqueles que estão ligados a quem sofre de depressão são frequentemente vítimas ignoradas, uma vez que o impacto da depressão nas suas vidas é pouco valorizado.

As pessoas que sofrem de depressão podem suscitar sentimentos de frustração, culpa ou mesmo irritação nos que lhes são queridos, os quais podem ressentir-se dos problemas da pessoa deprimida ou ter dificuldade em compreender as suas causas.

Estes sentimentos são normais, mas ajuda ter meios saudáveis para lidar com eles.

Felizmente, a depressão é uma doença que se trata - e apreender o máximo que se puder acerca desta perturbação e do seu tratamento poderá ajudar. Esta brochura descreve situações concretas relacionadas com a depressão e dá sugestões práticas que podem ajudar toda a família a lutar contra os efeitos da depressão.


Qual a importância das relações familiares na depressão?
As relações de apoio entre membros da família (incluindo os cônjuges) são vitais no tratamento diário desta doença.


Reconhecer a depressão...


os sintomas podem ser por vezes surpreendentes

A depressão afecta o humor da pessoa, a visão sobre a vida, o comportamento e até algumas funções corporais, tais como dormir, comer ou o próprio nível de energia. A pessoa depressiva sente quase sempre tristeza ou preocupação, e está frequentemente irritável ou ansiosa.

Muitas pessoas com depressão costumam ter baixa da auto-estima e pensamentos negativos (noutras palavras, elas poderão pensar frequentemente, “Eu não consigo fazer isso” ou “Isto não vai resultar”).

A depressão tem diversos sintomas — alguns mais fáceis de reconhecer e outros mais difíceis.

O primeiro sinal de depressão é, muitas vezes, uma mudança do comportamento normal da pessoa — podendo, por exemplo, tornar-se irritável e afastar-se ou começar a ter problemas com o sono ou o apetite. Sintomas comuns de depressão incluem:

Sensação de tristeza, desânimo, melancolia

Perda de interesse por coisas que eram apreciadas (sexo ou outras actividades)

Perda de apetite ou peso (ou, por vezes, aumento de peso)

Dificuldade em dormir ou dormir em demasia

Agitação ou lentificação psicomotoras

Sensação de cansaço, lentidão ou inquietação

Sensação de incapacidade ou culpabilidade

Problemas em concentrar-se, pensar, recordar ou tomar decisões

Pensamentos de morte ou suicídio


In admd.pt


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Você já saudou o dia de hoje?

Olhe pela janela e diga BOM DIA!para a vida.

Ela sorrirá para você.

Experimente!!!!!!
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