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Autor Tópico: Diocese receia uma vaga de assaltos - Bragança  (Lida 303 vezes)
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isaura
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Um dia de cada vez ....


« em: 12 de Junho de 2007, 14:23 »

Diocese de Bragança manifestou ontem receio de que possa estar a surgir uma vaga de furtos de arte sacra depois de dois assaltos recentes em que desapareceu a imagem de um dos mais emblemáticos padroeiros de toda a região.


Os devotos de Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé, deram pela falta da imagem do padroeiro na última sexta-feira, 8 de Junho. Ninguém sabe ao certo quando terá ocorrido o assalto em que desapareceram também uma outra imagem, castiçais e pequenas peças religiosas. Há anos que os devotos de Santo Antão da Barca tentam proteger o padroeiro das águas da projectada barragem do Sabor, que está dependente da decisão de Bruxelas sobre queixas de associações ambientalistas. O santuário ficará submerso pela albufeira, o que gerou alguns receios dos crentes, apaziguados pelas garantias dos técnicos de que o complexo religioso será transferido de local pedra por pedra.
Os atrasos no processo da barragem são para os fiéis garantia de que ainda vão desfrutar do local de culto por vários anos, mas falta agora o principal elemento, a imagem do santo. Este é o segundo assalto, em pouco mais de um mês, a santuários isolados na Terra Quente Transmontana. O primeiro ocorreu em Grijó, Macedo de Cavaleiros, segundo disse o presidente da comissão episcopal de Arte Sacra da Diocese de Bragança, Delfim Gomes. “Preocupa-nos que esteja a começar na nossa Diocese o que se passou há uns anos no Alentejo”, frisou. Os dois assaltos estão a ser investigados pela Polícia Judiciária, que é parceira da Diocese num processo de levantamento e inventariação de todo o património religioso. O processo começou este ano e vai prolongar-se por oito anos, segundo o responsável. De acordo com Delfim Gomes, nos dois concelhos onde ocorreram os furtos o processo já está em fase adiantada, concluído em Macedo de Cavaleiros e em fase de conclusão em Alfândega da Fé. A peças roubadas, algumas com séculos como a imagem de Santo Antão, do século XVIII, estão devidamente fotografadas e documentadas. A Diocese tem esperança de que este processo ajude as autoridades policiais e facilite a localização das peças furtadas. A mesma expectativa tem o adjunto do presidente da câmara de Alfândega da Fé, José Lopes, até “pelo valor sentimental e de estimação” que as imagens representam para as populações. José Lopes referiu que uma das imagens mais valiosas do santuário escapou aos larápios por se encontrar numa exposição de arte sacra, no centro cultural da vila, resultado do trabalho de inventariação em curso.


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« Responder #1 em: 12 de Junho de 2007, 17:01 »

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