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Autor Tópico: Sentido da vida  (Lida 4044 vezes)
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docenuvem
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« em: 05 de Junho de 2007, 11:35 »

Ponha a mão no peito e sinta as batidas do seu coração.

Esse é o relógio da sua vida tiquitaqueando a contagem regressiva do
tempo que lhe resta.

Um dia ele parará.

Isso é cem por cento garantido e não há nada que você
 possa fazer a respeito.

Portanto, não dá para perder um único precioso segundo.

Vá atrás do seu sonho com energia e paixão,
ou então recue e veja-o escorrer pelo ralo.

Se você passar o tempo todo em cima do muro,
acabará não indo a lugar algum no pouco tempo que lhe resta
(Sem falar, claro, no perigo das farpas em lugares inconvenientes.)

Como dizem. 'não se salta uma fenda em dois pulinhos'.

É preciso coragem e dedicação para viver o seus sonhos.
 
(Claro, também é preciso lembrar onde acaba a coragem e começa a estupidez.)

A verdade é que todos nascemos com potencial para a grandeza,
abençoados com oportunidade para alcançar
novas e estonteantes alturas.

Mas, tristemente, muitos de nós são preguiçosos demais,
 preocupados demais com o que os outros possam pensar,
com medo demais de mudanças, para abrir suas asas e usar
 todos os seus talentos.

É importantíssimo fazer o que deixa feliz  e da melhor maneira possível.

Não importa que seja fazer bolas de neve, prender a respiração
 debaixo d'água, canta, ou conseguir efeitos dramáticos com um
secador de cabelos.

Só o que interessa é que você se sinta bem com o que está fazendo..
 
Tenha sempre em mente que, faça o que você fizer,
 os enganos são parte da vida e não perca tempo se castigando
por erros do passado.

Não fique ruminando se está ou não fazendo a coisa certa.

Você sempre saberá a resposta no seu coração.

Em vez de desanimar-se, lembre-se sempre de que rejeição
e resistência são inevitáveis quando se faz algo muito
importante ou especial.

Quando você se propõe a realizar seus sonhos, muitos
tentarão detê-lo (incluindo os que mais amam você).

Quem que não falta neste mundo são pessimistas lamentáveis,
que desistem dos seus sonhos, para lhe dizer:
 
'Não perca seu tempo, você nunca conseguirá.

' Você pode muito bem se ver cercado por pessoas que,
secretamente, querem ver você fazer menos,
ou fracassar por completo, para não se sentir diminuídas.

'Esqueça isso', dirão. 'Não vale à pena.'

Por isso é importante compreender que seguir o seu próprio
caminho pode ser incrivelmente recompensador, mas não é fácil não.

Como todo mundo você terá alguns dias melhores que outros.
 
De vez em quando, tudo parecerá uma grande zona de perigo.

As pessoas olharão para você com estranheza quando souberem
o que você está tentando atingir, e você começará a ouvir seus
 detratores e a ter dúvidas.

'Porque não continuei vendendo bananas, meu Deus?'

mas, aconteça o que acontecer, não desista!

Lembre-se de que todos têm dificuldades.

É incrivelmente cansativo passar dias fazendo coisas que
não nos agradam ou sequer nos interessam.

Mas, se você perseguir o seu sonho, pelo menos se cansará
 fazendo o que mais gosta.

Você pode achar que nada disto significa muito no grande
 esquema global das coisas.

Mas, acredite: significa.

Quando você tirar tudo que puder da sua vida,
saboreando cada gota, isto mudará tudo à sua volta,
de ordinário para extraordinário.

Quando estiver fazendo o que ama, e animação para enfrentar
o começo de cada dia e estará tomado de uma alegria sincera,
 altamente contagiante.
 
Do mesmo modo que, ao dar uma boa risada, faz outro começar a rir,
e outro, até que estão todos rindo tanto que começam a lacrimejar,
ter dor de estômago e dificuldades em respirar.

Mas, melhor do que tudo,  você inspira outros a irem atrás dos seus sonhos,
 e é assim, que se transforma o mundo!

Sabe de uma coisa?

Mesmo que você cometa enganos e esteja errado sobre quase tudo,
ainda assim sua vida será uma aventura fantástica e divertida; você dormirá cada noite sabendo que fez o que podia e isso fez diferença, e acordar a cada dia antecipando o futuro tão belo e excitante quanto puder imaginar.

 
E sabe de outra coisa?

Se você ouvir seu coração e usar a cabeça, nunca estará errado...
 
Pense Nisso!
Luiz Fernando Veríssimo
Registado

"Dentro de vinte anos, você lamentará mais
as coisas que não fez, do que as coisas feitas.
 
Por isso, solte as amarras e abandone o
porto seguro.
 
Segure os ventos em suas velas.
 
Explore.
Sonhe.
Descubra!"
 
(Mark Twain)
REIFERSAN
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« Responder #1 em: 08 de Julho de 2008, 11:50 »

 
Em busca do sentido da vida   
 
de Domingos de Oliveira Forte

Quem pode afirmar “fui eu que pedi para nascer?” Quem não concordará que nos encontramos diante de algo que nos supera? Só alguém com insanidade mental é que poderá levantar o dedo e dizer “eu sou o princípio” ou “fui eu que pedi para vir ao mundo”.
Existe, poderíamos dizer com São Tomás de Aquino, um motor imóvel, um motor primeiro, um ponto de partida: o motor que nos transportou do não-ser à existência. Sem mais rodeios, está claro que é Deus quem nos chama à vida, é o ponto de partida. Nós não nos geramos sozinhos: a vida é dom, é presente gratuito! E então, quando me conscientizo de que sou um ser humano, acredito que não preciso fazer mais nada?

Eis a questão
O que Deus quer que eu seja? Qual é a vocação fundamental da minha existência? Quando Ele me desenhou, o que desejou para mim? Com certeza, tornar-me sua imagem não deformada (Gn 1, 27). Deus desejou que eu fosse sua imagem e semelhança. Fantástico! Mais: todos somos chamados “desde antes da criação do mundo” (Ef 1,4) a participar da própria vida divina, até à eternidade. Eis aqui a questão que preside o sentido da vida: como fazer para me tornar imagem e semelhança de Deus? Se formos buscar a resposta em certos espiritualismos frustrantes do tipo “devo corresponder a Deus”, ou “devo fazer de tudo para agradar a Deus”, não encontraremos nunca o que buscamos.

O absurdo
A história de Caim (Gn 4) lembra-nos que é (im)possível viver sem ser imagem semelhante de Deus. Como se faz? As palavras “irmão” e “Abel” aparecem sete vezes no texto; o número sete na Bíblia indica a totalidade, o que significa que nós também fazemos parte não só da história de Caim e Abel, como somos da família.
Na história de cada um existe uma fraternidade negada (v.9), relações cortadas e complicadas: no relacionamento familiar, entre amigos, namorados, marido e mulher, pais e filhos... A criação é respeitada quando se reconhece a fraternidade, que, freqüentemente, se revela incômoda, talvez porque traz à tona algum aspecto em mim desapontador, ou, então, que não corresponde ao que espero da vida.

Não estou sozinho...
“Pouca coisa” é o significado do nome Abel, o mesmo que “sopro”, “vazio”, “nada”. Abel não diz uma só palavra. Para sua vida ter sentido, consistência e importância, é preciso que Caim o reconheça como irmão. Sou eu que dou consistência à vida do outro, assim como é o outro que dá consistência à minha. Toda vocação do outro depende de mim, do meu reconhecimento. Se não o reconheço, o outro passa a ser Abel, pouca coisa, sopro, nada.
Esta abertura à vida e ao próximo está ameaçada (v.7) pelo inimigo, que quer entrar para convencer-me que basta olhar para mim mesmo. Ele quer que eu seja egocêntrico: “Eu sou... eu faço... eu decido... eu creio que não estou à altura (... de fazer aquilo que não me apetece, claro!)... eu não sinto necessidade de você”... e o outro, que importância tem? Será que aquilo que o próximo sente por mim não conta?

Sê fraterno
Acolhe a vida! As novas realidades passam diante da porta da sua casa, você pode decidir a quem deixar entrar. Abra os olhos e escorrace a serpente, feche a porta a ela, não àquilo que há de bom para descobrir nas pessoas que lhe querem bem... mesmo que tenham mil defeitos, mesmo que apresentem a Deus dons mais belos que os seus (Xau. 4-5). Decida você quem quer deixar entrar, o sentido que quer dar à sua vida. Para esta empresa, a graça de Deus (só) basta (2Cor 12, 6-10).
“Onde está o seu irmão?” Mesmo que nos esqueçamos, Deus não. Volta sempre. Semelhante é a pergunta feita a Adão (Gn 3, 9). Terrestre, onde você está?... por que se esconde? Por que se considera incapaz de uma amizade que lhe foi oferecida? Que distância está abrindo entre você e seu irmão, o seu amigo, o seu marido, a sua mulher, os seus filhos, o pobre? É difícil acolher e aceitar a alteridade, contudo se você não aceita o seu próximo, o reduz a nada; antes ou depois, também você se sentirá assim e buscará preencher o seu vazio com o vazio do sucesso, da ambição, da realização pessoal. Sim, todas coisas muito belas, mas secundárias, diante da vocação fundamental: buscar ser imagem semelhante de Deus.

Sem o outro, sou nada
A negação da relação com o outro me fecha a Deus. Por isso me sinto só, sem diálogo com Ele, rezo sem ter respostas esperando consegui-las amanhã (quem sabe?). Sem o outro, sou nada, fico cabisbaixo. Porém, Deus, não cessa nunca de me amar, mesmo se mato o meu irmão. Deus defende Caim (“será vingado sete vezes”). Mantém-o sempre aberto à vida, convidando-o a levantar a cabeça e a colocar-se em busca do irmão perdido.
Quantas belas palavras foram ditas?Excalmação... Mas, relacionar-se com o outro não é só alegria, o outro que busco e tento amar me fere, me desilude. Faz-me ver, como que refletido em um espelho, as minhas rachaduras. Que faço com minhas feridas? Desapontamentos? Incapacidades? Sonhos inacabados? Relações interrompidas? Quanta angústia!...

Como trato das feridas?
Posso resignar-me, fazer-me indiferente, descartando toda a relação que não me cai bem. Convivo fraternalmente com o medo e a preguiça, enfim, não assumo nada com empenho, mato as razões. Mas... sem razões não se vive. Resignação “tanto não será nunca como antes”. Enfim, quantas coisas belas eu perco pelas quais valeria a pena tentar, arriscar, viver.
Posso também dar uma de super-homem que combate para mudar a sociedade, ou seja, fugir do Evangelho porque insuficiente. Deus é um meio moribundo, um coitadinho de Abel.
E por que não tratar minhas feridas com o bálsamo da fé? Medicamento que me dá razões para me levantar e buscar sempre... O bom samaritano passa por mim, não falha a estrada, aproxima-se para que as minhas feridas sejam saradas. Leva-me, estou fazendo a viagem arriscando a vida, descobrindo o fascínio de viajar com Ele. Encontro e viajo com Deus, quando encontro e viajo com o outro. Minhas feridas só serão curadas quando me aperceber da sua presença ao meu lado. Você pode aliviar suas feridas e angústias, olhando-as frontalmente e compreendendo-as. Confiá-las a Jesus quer dizer: “vende tudo, depois vem e segue-me” (Mc 10, 21). André vai buscar o seu irmão e o conduz até Jesus (Jo 1, 42). A fraternidade leva a Jesus, eu também sou levado, conduzido. Ou encontro uma pessoa que me conduza ou serei Abel, pouca coisa, sopro, vazio, nada... sem sentido.

Domingos de Oliveira Forte, imc, animador missionário e formador no Propedêutico IMC, em Jaguarari, BA.
 
 
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"Através de uma oração muito simples, podemos pressentir que nunca estamos sós"  (Ir. Roger)
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