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Autor Tópico: Pe. Zezinho  (Lida 6285 vezes)
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« Responder #15 em: 30 de Dezembro de 2007, 22:39 »

O DIZIMO NA BÍBLIA

Numa Bíblia de mais de mil páginas se juntarmos os textos que falam de dízimo, arrecadação e contribuição, não há mais do que três páginas. Se a Bíblia é um livro inspirado por Deus como pregamos, então Deus não dá tanta ênfase ao dízimo. Dá muito mais ênfase aos direitos humanos e à justiça e à paz.
Jesus é claro sobre isso e questiona os contribuintes e arrecadadores de dízimo, quando diz que se alguém tiver alguma oferta diante do altar e se lembrar que algum irmão se sente injustiçado por ele, deve deixar seu dízimo ou oferta ali e primeiro ir fazer justiça e paz. Só então deve voltar (Mt 5,23). Jesus acha que não é correto alguém posar de fiel diante de Deus se tal contribuinte não sabe ser irmão do outro.
Tributo, dízimo, contribuição são verbetes com relativamente poucas passagens na Bíblia. Sobre o dízimo há 2 passagens no Gênesis, 9 no Levítico, 6 nos Números, 8 no Deuteronômio,  4 no 2 Cr, 7 no Neemias, 1 em Amós, 2 Malaquias... 1 em Mateus 23,23 e 2 em Lucas que ainda por cima mostram Jesus questionando a importância do dízimo; 5 em Hebreus.   Há mais, porém a pregação da justiça para com os pobres é muito mais intensa.
 
Se o fiel se der ao trabalho de ver os outros verbetes sobre amor, caridade, palavra de Deus, justiça, paz, pobres, verá o que é essencial para Deus. A Bíblia gasta muito pouco tempo com o dízimo. Se o fiel lesse bem tudo aquilo que ao dízimo se refere veria textos contundentes a exigir o dízimo integral e condenando o dízimo avaro como em Ml 3,8-12, mas veria também Jesus questionando os que acham que pagar o dízimo é prova de santidade... (Mt 23,23-24). Acusa os que insistem no dízimo acima da justiça e do respeito pelos outros, de filtrar um mosquito e engolir um camelo.  E vai mais longe ao dizer em Lc 18, 10-14 que o fariseu, que pagava o dízimo integral profetizado em Ml 3,8-12, saiu diante do altar em pecado e que o publicano, tido como pecador por arrecadar dinheiro e impostos fora do templo, saiu arrependido e purificado. (Lc 18,14 ).

A conclusão não é contra a contribuição ou contra o dízimo e, sim, contra ameaças veladas aos que não pagam, imposição ou ênfase excessiva no dízimo como forma de ser santo. Jesus questiona isso! Ajudar os carentes certamente justifica um fiel (Mt 25,31-46). Pagar o dízimo, nem tanto ( Lc 18, 14).  Há coisa mais essenciais do que ser dizimista de uma igreja. Leiamos (Lc 11, 42). A prática da compaixão e da justiça nos torna santos. O dízimo é décimo: mas é um décimo que não pode ser imposto! Suspeite-se de quem dá com medo e de quem ameaça o fiel que não dá.

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« Responder #16 em: 13 de Fevereiro de 2008, 23:19 »

VINTE MISTÉRIOS DA FÉ

Preocupado, como sempre, com a doutrina e a catequese, João Paulo II, que na sua encíclica “Fides et Ratio” escreveu claramente sobre o uso da razão e da fé, nos brinda com mais cinco mistérios para os católicos meditarem. Agora rezaremos o quarto do rosário, e o rosário terá duzentas saudações a Maria, enquanto, inspirados nela que guardava tudo no coração, os católicos meditam nos mistérios de alegria, nos mistérios de dor, nos mistérios de vitória e, agora, nos mistérios de luz que Maria testemunhou passo a passo com o seu Filho. Ao pedir que lembremos em cinco passagens os gestos e as pregações iluminadas de Jesus, João Paulo II outra vez privilegia a catequese. Ele quer os católicos pensando como Jesus pensou.

Embora a grande maioria que ora, passeando pelas contas do rosário seja de católicos, há evangélicos que também o meditam com Maria, entendendo ser natural meditar sobre os mistérios do Cristo com Maria, a primeira cristã. Fazem as modificações que julgam adequada ao seu credo, mas valorizam esta forma de meditar a fé. Ajudam a meditar melhor, num mundo em que muitos religiosos não gostam muito de pensar nem de ler. O rosário bem rezado faz pensar o tempo todo. Aumentar o tempo de meditação só ajuda! O mundo anda fazendo muita coisa errada ou porque não pensa ou porque reza sem pensar nas conseqüências do que rezou.
 
Os muçulmanos ao recitar a “masbaha”, que é um tipo de terço com 99 saudações a Alá, já faziam isso antes dos católicos. É um jeito de fazer o fiel meditar, quando não está podendo ler a Bíblia. A pedagogia da repetição existe em todas as culturas. É só saber utiliza-la e não atribuir poderes mágicos ao rosário, que pretende tão somente ajudar o fiel a viver unido ao mistério do Cristo, como Maria viveu. Agora serão 200 rosas para Maria e com Maria.

A idéia e muito boa. Mostra, mais uma vez, a importância de pensar no que rezamos. É como dizia São Paulo: Comportem-se sem malícia como as crianças, mas pensem como gente grande (cf1 Cor 14,20) .


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« Responder #17 em: 18 de Abril de 2008, 15:49 »

Pe. Zezinho, SCJ - ADAPTAR O ADEPTO

Há um adepto que se adapta a Deus e há um que adapta Deus. Há um pregador que adapta o adepto e outro que se adapta ao adepto. Há religiões que dizem que lá, você pode fazer e viver do jeito que a sua atual religião proíbe. Haverá algumas exigências, mas em troca você poderá fazer exatamente isso que deseja fazer. Vão pedir a você que acredite nisso, mais nisso, mais naquilo e deixe de crer nisso, mais nisso, mais naquilo e contribua com isso, mais isso, mais aquilo. Em compensação, você poderá ter o que tanto deseja com as bênçãos deles e de Deus. É mensagem adaptada por um inteligente esquema de marketing. Uma coisa é o que se diz ao chamá-lo, outra, depois que aderiu.

Algumas religiões se adaptam ao mundo que dizem combater. O mundo quer aborto, divórcio e mais riquezas e elas acabam sacralizando e até permitindo, em determinadas circunstâncias, dois ou três divórcios, até mesmo algum aborto. Sacralizam também a busca da riqueza. Não faltam trechos em seus livros sagrados para dizer que Deus abençoa com mais bens a quem o aceita como Senhor.

Preste atenção na prática e na pregação de alguns grupos modernos e verá para onde caminham as religiões, abertas à competição, confronto, violência, busca desenfreada de adeptos.

Adaptar-se até que ponto parar fazer ou ser adepto? Você escolhe a qual religião deseja pertencer. Num mundo onde lucros, números e crescimento tornam-se obsessão e até idolatria é muito difícil crer em Deus e manter a fraternidade. Ninguém gosta de perder e os fraternos às vezes perdem em favor do outro. Quando somos ensinados a ser vitoriosos e vencedores e nos dizem que Deus nos reservou os primeiros lugares já não estamos falando da mesma Bíblia. E, quando até os religiosos ensinam isso, está armado o confronto. Alguém não vai aceitar; alguém vai reagir. Um grande número de guerras tinha um pano de fundo religioso. Alguém acreditou que era mais verdadeiro, mais fiel e mais filho do que os outros e por isso invadiu ou matou. Passarão séculos antes que aprendamos o que é conviver! Ainda não está claro para a grande maioria dos políticos e religiosos.

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« Responder #18 em: 21 de Julho de 2008, 23:55 »


Pensamento do dia - 21/07/2008 - 09:43 
 
                                               

Nada os separe Excalmação

Nada, mas nada neste mundo os tire um do outro,
nem pai, nem mãe, nem parente dele ou dela,
nem falsos amigos,
nem família possessiva ou interesseira,
nem traição, nem desânimo, nem crise conjugal,
nem paixão enlouquecida,
nem ciúme doentio, brutal e animalesco,
nem livros, nem escola, nem trabalho,
nem dinheiro, nem fama,
nem a turma de ontem, nem amigos de antigamente,
nem fofocas, nem calúnias, nem insinuações,
nem olhares lânguidos, nem escapadas, nem tentação,
nem música, nem televisão, nem aquela festa,
nem religião, nem filosofia, nem ideologia,
nada, absolutamente nada os separe.

E que os separar seja maldito
e quem tentar destruir seu amor seja maldito
e quem sujar seu amor seja maldito.

Seja bendito quem os aproximar
ainda mais um do outro.
Quem os levar ao perdão e à reconciliação.
Bendito quem os ajudar a redescobrir o fogo de ontem.

Abençoado quem puser juízo na cabeça,
do que feriu ou quis ir embora.
Sejam muitos indivíduos, mas uma só família
como Deus é três pessoas, mas um só Deus.

A palavra é juntos
aqui, agora e por todo o sempre.

 Pe. Zezinho, scj

 
 
Fonte: Pe. Zezinho, scj
Local:São Paulo
 
www.catolicanet.com.br
« Última modificação: 21 de Julho de 2008, 23:57 por Rita* » Registado
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