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Autor Tópico: Pe. Zezinho  (Lida 6282 vezes)
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Rita*
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« em: 28 de Maio de 2007, 21:25 »


Pe. Zezinho, scj - Fé missionária  Excalmação

Amar alguém e não falar bem dessa pessoa, é não amar.
Encantar-se com alguma obra e não divulga-la, é privar o outro da mesma cultura.
Comer algo saboroso e não sugerir isso a quem se alimenta mal e errado,
é não ajudar a pessoa.

Crer em Deus, ser feliz com Ele e não querer que outros saibam,
é falta de ternura, para com Deus e com os irmãos.

Toda fé, se é verdadeira, é missionária.

Ir contar ao outro o que Deus fez por nós, é questão de lógica.
Quem não fala de Deus para os outros, ama-o, menos do que imagina.

O amor bendiz!!!


wwww.catolicanet.com.br


Fonte: Pe. Zezinho, scj
Local:São Paulo (SP)

Por Rita  Desabrochar Canadá
« Última modificação: 29 de Maio de 2007, 17:15 por Rita* » Registado
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« Responder #1 em: 28 de Maio de 2007, 21:30 »


Sou portuguesa, mas gosto de gente do Brasil  Excalmação  Desabrochar

http://www.padrezezinhoscj.kit.net/entrar_fotos.htm


Por Rita  Desabrochar  Canadá
« Última modificação: 04 de Junho de 2007, 02:37 por Rita* » Registado
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« Responder #2 em: 04 de Junho de 2007, 03:00 »


Amor e colo de mãe

Desabrochar Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor.  Desabrochar

 Desabrochar Que nenhuma mulher seja mais a mesma depois que gerou sua criança.
Que seja meio pata-choca, meio coruja e meio águia.
Pata-choca para viver pelos filhos, coruja para incentivá-los,
águia para ensiná-los o valor das alturas.
Que seu colo tenha o tamanho da carência e da dor do filho.
Que as mães sejam sábias, serenas, exigentes e brincalhonas.
Nunca me esqueço daquela jovem mãe com um pequeno ao lado
e uma barriga de sete meses.
Dei-lhe o meu lugar na fila do sorveteiro, porque é bom ser cortês com toda mulher,
mais ainda com a mulher que espera um filho e carrega outro...
Ela agradeceu. Insisti. E ela disse:
"Por favor, padre. Estou educando meu filho a saber esperar a vez dele.
Se ele aprender a furar todas as filas só porque é menino, vai crescer errado.
Se eu precisar eu aceito, mas estamos bem..."
Gosto das mães que ensinam cidadania e convivência.
Que as mães sejam esta escola pequena, mas rica de ensinamentos.
Que o beijo das mães seja gostoso de estalar e o abraço gostoso de querer mais e o puxão de orelhas, suficientemente dolorido de a gente nunca mais repetir.
Que as mães saibam a hora de chamar para perto e de deixar ir.
Que as mães não sejam possessivas, neuróticas, medrosas, grudentas.
É chato ter mãe chata, daquelas que falam demais e protegem demais.
Que as mães saibam a justa medida, como o tempero da cozinha!
Há duas coisas que fazem um país maduro: boa escola e bom colo de mãe.
Quem não teve os dois tem mais dificuldade na vida!

                  Pe. Zezinho, scj
                  Do livro: Orar e pensar como família - Paulinas[/color]

Por Rita  Desabrochar Canadá
« Última modificação: 04 de Junho de 2007, 03:22 por Rita* » Registado
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« Responder #3 em: 04 de Junho de 2007, 03:06 »

 
 Desabrochar Quando ela engravidou
do homem que ela amava,
quando ele a engravidou
que coisa mais bonita de se ver.

 Desabrochar Sorriam eles dois.
Sorria todo mundo.
O Criador que tudo fez
fez outra vez.
E desta vez foi lá
na casa dos Pereira

 Desabrochar Hora divina quando um ser é concebido.
Hora divina quando o impulso criador,
faz florescer um grande amor.
E uma mulher chora feliz por ser mulher.

  Desabrochar Hora infinita quando um homem se emociona.
O Criador criou de novo.
Arquitetou nova esperança.
Pôs mais um filho no meu povo.

Pe. Zezinho, scj
Do livro: Orar e pensar como família - Paulinas

Rita  Desabrochar  Canadá
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« Responder #4 em: 04 de Junho de 2007, 03:11 »

 
Desabrochar Jesus é luz
Brilhante luz do céu
Jesus é paz
Inquieta e doce paz de Deus.
Jesus é Deus

 Desabrochar Quem vê a vida iluminado pela luz
Que é Jesus não anda em trevas
Tropeça menos, também se torna luz
Por isso, eu pus a minha luz
Na luz imensa de Jesus
Por isso eu pus a minha paz
Na paz imensa de Jesus
E, depois disso, eu já não temerei
Não temerei, não temerei, a escuridão

 Desabrochar Jesus é minha luz!

Pe. Zezinho, scj
CD - Momentos Especiais - Paulinas

 Desabrochar Por Rita
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« Responder #5 em: 04 de Junho de 2007, 03:15 »


Desabrochar Que no seu firmamento a esperança
seja a estrela que tem maior brilho.
Que os pais sejam como a lua que não tem luz própria
mas todas as noites manda para a terra a luz
que o sol lhe dá iluminados e iluminadores.

 Desabrochar Que os pais sejam como vela que vai se desgastando
sem nunca perder a luz.
No fim está lá um montinho do que sobrou dela
e ela continua iluminando.
Olhe para seus avós um dia desses e a troco de nada
dêem um beijo naquelas luzes que já brilharam
há tantos anos.

 Desabrochar Pais e avós são luzes.
Felizes de quem tem pais iluminados
tem mais chance de ser pessoa plena!

Pe. Zezinho, scj
Do livro: Orar e pensar como família - Paulinas
 
 
 Desabrochar Por Rita 


 

« Última modificação: 04 de Junho de 2007, 03:20 por Rita* » Registado
Felix
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« Responder #6 em: 27 de Setembro de 2007, 10:25 »

Abra

Também Aqui

Ainda

E Ainda



« Última modificação: 27 de Setembro de 2007, 10:34 por Felix » Registado

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« Responder #7 em: 27 de Setembro de 2007, 15:45 »

felix


Obrigada  ehh sempre gostei muito das cancoes deste padre.
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Felix
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« Responder #8 em: 28 de Setembro de 2007, 09:44 »

Peça à Mãe que o Filho atende!

Peça à mãe que o filho atende!
Antes de falar com Jesus fale com Maria!
Li essa frase num jornal de comunidade.
Quem usou as duas frases acertou numa e errou na outra.
A devoção a Maria, se for bem entendida, só pode fazer bem.
Mal entendida, pode levar o fiel a pensar
que Jesus só atende bem a oração que passa por Maria.
Alguns pregadores dizem isso, mas o catolicismo não prega isso.
Seria o cúmulo, uma igreja cristã negar a intercessão de Jesus.

Ele orou, ora e orará por nós.
Mas erraria a Igreja que proibisse o fiel de falar direto com o Pai.
A Igreja Católica na missa fala diretamente ao Pai, em nome de Jesus.
O próprio Jesus ensina, no Pai Nosso, a falar diretamente com o Pai.
Mas propõe que o façamos em nome dele.
Sugere que peçamos em seu nome e até insistamos nisso!
Não temos que falar o tempo todo só com Jesus.
Podemos falar direto com o Pai, e o Espírito Santo.
Mas a Igreja Católica não diz que, se nossa oração não for atendida, devemos pedir a Maria, que ela consegue infalivelmente.

Não é assim que funciona nossa religião.
Jesus é o nosso único intercessor diante do Pai.
Nenhum outro nome deve ser usado por nós além do de Jesus.
É no nome dele que devemos pedir a Deus que nos ouça.
Ele tem crédito.
Maria também pode falar direto com Jesus ou com o Pai,
mas tem que pedir em nome de Jesus.
Todo mundo no céu e na terra tem que fazer isso.
É doutrina de São Paulo na sua Carta aos Efésios.
E certamente ela sabe orar melhor do que nós.
Ninguém o conheceu melhor do que ela
Ela pode ser nossa intercessora, mas Deus tem sempre a última palavra.
Aliás, qualquer padre, freira, pastor, amigo ou amiga podem interceder a Jesus por nós.

Podemos todos interceder uns pelos outros. Está na Bíblia.
Com muito mais razão, Maria que está no céu, também pode interceder por nós e o faz.
Mas se o católico deixar de falar com Jesus para falar com Maria, ela será a primeira a não querer isso.
Por isso a frase "Peça a Maria que o filho dá" pode ser e é verdadeira.
A outra: - Peça primeiro a Maria e depois a Jesus é bonita mas está errada.
Isso não faz parte da teologia católica!
Seria o mesmo que ensinar que Jesus não nos ouve, mas Maria sim!
Devoção a Maria não é isso!
Nem tudo passa por Maria.
Nem ela o quer!

        Fonte: Site  Pe. Zezinho, scj

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« Responder #9 em: 28 de Setembro de 2007, 09:49 »

Padre Zezinho
José Fernandes de Oliveira, o Pe. Zezinho, scj, começou a compor em 1964 e seu projeto inicial era de fazer apenas algumas canções para a sua paróquia. Depois de 35 anos cantando ele se vê autor de 1.500 canções para a igreja do mundo inteiro, traduzidas em cinco línguas e divulgadas em 40 países. Já gravou mais de 98 discos e CDs. Os shows deste sacerdote-cantor arrastam uma média de 15 a 40 mil ouvintes. Calcula-se que mais de 120 milhões de brasileiros conhecem suas músicas, entre elas: "Oração pela Família", "Um Certo Galileu", "Vocação" e "Maria de Nazaré". O CD Sol Nascente, Sol Poente, que traz a gravação da música "Oração pela Família", chegou a vender um milhão de cópias.

Certamente o projeto inicial de Pe. Zezinho, scj saiu maior que a encomenda. Ele diz que vê o dedo de Deus nisso, porque jamais sonharia que tudo isso poderia acontecer.

"Esses 35 anos cantando a fé foram uma escola de aprendizado permanente. Quando eu comecei, fui alvo de todas as críticas possíveis e imagináveis da igreja conservadora e da progressista, pois cada um queria que eu cantasse do seu jeito e eu insistia em cantar do meu jeito. Agora todos aceitam minhas canções e consegui abrir caminho para muitas pessoas. Por isso, hoje a música religiosa é aceita como um serviço. Naquele tempo era vista como uma vaidade pessoal de um padre metido a galã. Mudou muita coisa de lá para cá. De repente o meu martírio ajudou muita gente a descobrir a canção como algo que não é tudo, mas que faz um grande bem para a igreja".
 

Logo no início de sua carreira de cantor, tornou-se um missionário dos jovens, com canções intimistas que penetravam no interior da juventude e os ajudavam a encontrar respostas. Suas letras aos poucos foram se tornando mais pastorais e mais catequéticas, com o intuito de evangelizar as novas gerações. Depois os pais começaram a se queixar que o Pe. Zezinho, scj só fazia músicas e shows para os filhos deles e nunca para eles. Assim ele começou a se dedicar a pastoral de massas e a desenvolver cada vez mais o tema: "família", em seus trabalhos.                                                                                                                                                                  "Eu sei que Deus me colocou como fermento na massa e que Ele pensa no mundo. E eu quero ajudar o mundo a pensar em Deus. Por isso significativamente o meu LP se chamou Estou Pensando em Deus. Eu continuo pensando em Deus e querendo que o mundo pense nele. Nesses 35 anos não mudei de propósito. Eu canto para fazer o povo pensar no céu".

O fruto desse trabalho pioneiro de Pe. Zezinho, scj é o fato de ter começado praticamente sozinho na música religiosa, e hoje existem quase duas mil e quinhentas bandas católicas. São mais de 30.000 cantores e cantoras liderando o povo nas missas e certamente uma produção de mais de 500 CD s religiosos por ano nas gravadoras e em produções independentes. Hoje aquela teimosia do começo se multiplicou em espetáculos, shows, vídeos e a profissionalização da música na Igreja. Seguramente, mais de 500 cantores vivem da música religiosa no Brasil. A música serviu como um instrumento de diálogo entre as igrejas; além de despertar muitas vocações para a vida religiosa e para a vida matrimonial.

 


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« Responder #10 em: 28 de Setembro de 2007, 10:23 »

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« Responder #11 em: 29 de Novembro de 2007, 21:40 »

APRENDA COM AS IMAGENS

As estátuas gregas e romanas, estátuas do Egito, do Peru, México, China, Índia, imagens de imperadores e reis, heróis e fundadores de reinos e repúblicas, Apa Inca, Patchakutek, Manco Capak, Abraham Lincoln, Francisco de Assis, Inácio de Loyola, Tereza de Calcutá, João Paulo II, João XXIII, Jesus, Maria e José, profetas e mártires de todos os tempos são lembranças. Existem para que nos lembremos e para que as novas gerações saibam que um dia, em algum lugar viveu um guerreiro, um patriarca, um padre, um profeta, um pastor, um mártir, um santo.

Há quem as aceite e há quem as rejeite. Há quem as adore e quem as abomine, quem saiba usá-las e quem não saiba, quem as acate e quem as ataque, quem aprenda com elas e quem deturpando a bíblia, só ensine aos sus fiéis os textos que as proíbem, nunca os que permitem e até mandam fazê-las. Não deixa de ser estranho que mesma igreja que permite uma enorme foto do seu pregador maior à entrada dos seus templos, condene imagens de gente que certamente foi mais santa do que ele. Basta não adorá-las. Se os fiéis daquela igreja podem inspirar-se, vendo a foto do seu amado pastor, que os instrui naquela fé e ora por eles,  também poderiam inspirar-se vendo uma pintura que lembre a pessoa de Jesus ou da sua mãe... Imagens existem para a gente não esquecer. Que aqueles fiéis n”ao esqueçam seu bem amado pastor ao ver a sua imagem. Que nós, católicos, não esqueçamos nossos bem amados santos a quem Jesus já salvou.

E que tanto eles como nós saibamos a diferença entre ter imagens e adorá-las. É como ter facas e fósforos. Depende do uso que fazemos deles. Quem não sabe usar, não deve ter. Quem sabe, use! O pecado está no uso errado e não no fato de tê-los. Facas podem matar e fósforos podem incendiar, mas nós os temos. Imagens podem levar á idolatria, ou não. Depende da cabeça confusa e mal informada do fiel que as usa errado ou as combate porque alguém lhes mostrou só a parte que proíbe. Vai fazer o quê, quando descobrir que a mesma bíblia também permite e até manda fazer imagens...

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« Responder #12 em: 12 de Dezembro de 2007, 20:50 »

Noite quase santa

NATAL com maiúscula para que ninguém esqueça a grandeza do acontecimento.

Esta data já foi festa espiritual, mas, para milhões de pessoas, hoje é muito mais festa do papai Noel do que no Menino Jesus.
Lembram-se do encantamento de um velho que desce de trenó de um lugar distante e joga pNATAL com maiúscula para que ninguém esqueça a grandeza do acontecimento.resentes pela chaminé ou pela janela e esquecem-se do casal pobre que teve um filho em circunstâncias difíceis, mas não perdeu o amor nem a classe.

Esse menino tornou-se o ponto de referência de bilhões de seres humanos.
Por causa dele, no Ocidente, escrevemos 25.12.1999; estamos entrando no ano 2000;
temos os hospitais, as creches, os asilos, os orfanatos e um exército de voluntários que acredita em viver e até morrer pelos outros.
Só isso basta para compreender a dimensão dessa festa de aniversário.
É um voltar ao passado para entender o presente de milhões de pais e mães pobres com filhos sem chance nem recurso, exceto as chances da esperança e os recursos da ternura.

Nunca é demais lembrar aos cristãos que estarão em festa: que a farta mesa de Natal e os presentes cheios de abraços e obrigados não nos afastem do verdadeiro êxtase e do sentido dessa festa cristã.
Ela veio substituir uma festa pagã.
Alguém esteve aqui.
O filho de Deus nos visitou!
Que os que não acreditam nele façam suas festas sem ele.
Mas nós, que apostamos na sua vida e na sua mensagem, precisamos ser diferentes.

Se o natal não é mais o mesmo, a culpa é nossa.
Trocamos as igrejas pelo supermercado e pelo shopping.
Usamos mais o cartão de crédito e os talões de cheque do que os nossos joelhos.
Talvez estejamos adorando o Deus errado, que também está no shopping porque está em toda a parte.
Isso só vai mudar se nós mudarmos.

Eu tenho uma idéia meio ousada que pode dar certo:
se nós que cremos num determinado Natal, nos negássemos a comprar em lojas onde se expõe o Papai Noel, e nunca a Bíblia ou a imagem de Jesus menino, no Natal seguinte a mensagem seria outra.
O comércio fez o que fez em favor do penetra Papai Noel porque nós, cristãos, não fizemos o que deveríamos ter feito pelo dono da festa!
Como está, virou a festa do velho que veio do pólo Norte e não a do menino que veio do céu...

Pe. Zezinho, scj
« Última modificação: 12 de Dezembro de 2007, 20:51 por blaster » Registado

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mas só DEUS quis ser HOMEM"
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« Responder #13 em: 13 de Dezembro de 2007, 08:14 »

Obrigado Padre Zezinho Excalmação
Obrigado todos voces Excalmação
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« Responder #14 em: 18 de Dezembro de 2007, 11:02 »

MARIA TEOTOKOS

Dezesseis séculos atrás, no ano de 431, Pelo quer equivaleria ao nosso “D” ao invés  do nosso  “T”, o bispo Nestório de Alexandria no Egito, foi condenado, deposto e pelo Concílio de Éfeso e, mais tarde, exilado. Naquele tempo, teologia podia tornar-se assunto político e questão de Estado, sobretudo se gerasse violência nas ruas ou briga por posse de templos. O jeito era exilar o culpado pela divisão.

Pode não significar nada para nós que, hoje, sustentamos a separação entre o Estado e as Igrejas, e que falamos português. Para eles que falavam grego e viam tudo como uma só coisa, equivalia aceitar se Maria era mãe do Filho de Deus ou apenas educadora dele. Membros das igrejas de Antioquia e Alexandria entraram em dura disputa teológica que envolvia crer se o Cristo era Deus ou não era, e caso o fosse, se Maria era mãe (tokos) ou apenas educadora (dokos)  dele.

Como Nestório sustentava que em Cristo há duas pessoas e duas naturezas, enquanto a Igreja, na sua maioria, afirmava que há uma só pessoa em Cristo, mas duas naturezas: a divina e a humana, a doutrina de Nestório foi rejeitada. Com isso ficava claro e definitivo para a Igreja, que Maria era mãe da pessoa do Cristo. Sendo Jesus o Cristo Filho de Deus, mas, também, filho dela neste mundo, já que as duas naturezas são inseparáveis, então Maria podia e deveria ser chamada de “Mãe de Deus”. Não era nem nunca seria deusa, mas, tornando-se mãe do Verbo Encarnado, não ficou mãe do Pai, nem do Espírito Santo, que são pessoas distintas na Trindade Una, mas, sim, tornou-se a mãe do Filho.

Quando a Igreja Católica, no dia 1* de Janeiro, enquanto o mundo festeja o Dia Mundial da Paz, declara que, para os católicos também é dia de lembrar que Maria foi Mãe de Deus, está afirmando que continua a discordar do Bispo Nestório e de quem ainda o segue. Continuamos a dizer que em Jesus Cristo havia um só pessoa, mas duas naturezas. O Filho Eterno de Deus encarnou-se no ventre da Virgem Maria por obra de Deus, e o bebê que ali se formou era plenamente humano. Em outras palavras: Maria deu á luz um bebê que era um ser humano e ao mesmo tempo era um ser divino, mas tratava-se da mesma pessoa. O Pai não se fez humano, nem o Espírito Santo, mas o Filho, sim.

Para quem não estuda catecismo, ou não aceita Jesus como Filho de Deus esse tipo de discussão parece estranho. Faz sentido para quem afirma que, sim, o Deus único, que é Santíssima Trindade de pessoas, esteve aqui na pessoa do Filho, e Maria, a Virgem de Nazaré escolhida para ser sua mãe,  foi mãe não apenas do lado humano dele. Há cristãos e outros crentes em Deus que não conseguem chamar Maria de Mãe de Deus. Há outros que assim entendem e assim a chamam.

Nós católicos até dedicamos o 1* dia do ano a esta doutrina. Maria não é deusa, mas  é mãe do Cristo e, portanto, é mãe de Deus. Se Deus podia tornar isso possível? Nós sustentamos que podia e fez! Maria, um frágil ser humano feminino, levou-o no ventre e por mais de 30 anos viveu e agiu como Mãe de Deus. Ela também precisou entender essas coisas. Por isso vivia tentando entendê-las e as guardava no coração.

É uma verdade gigantesca. Deus morou no ventre e uma virgem! Nem todos os dogmas são fáceis de aceitar. Este não é fácil para muitas pessoas, mas também não foi fácil para aquela virgem. Ela precisou entendê-lo aos poucos. Por isso guardava tudo no coração. Quem disse que crer em Deus é uma brincadeira? Pois, não é

Desde então há cristãos que mudam de religião em busca de dogmas menos exigentes do que este. Vão embora do catolicismo e, às vezes, encontram na outra igreja dogmas ainda mais difíceis de aceitar. Por exemplo: que um pregador vivo tenha mais poder de cura do que um santo do céu ou que ninguém ainda entrou no céu.

Nós dizemos que no céu há bilhões de santos salvos e santificamos pelo sangue de Jesus que tem poder. Dizemos  e que Maria, a Mãe de Deus está lá, porque se o Filho de Deus ainda não levou sua mãe para o céu, então o céu está vazio de seres humanos salvos e santificados. Se Ele não conseguiu romper esta barreira do tempo, então seu sangue não é tão poderoso quanto alguns fiéis cantam nas suas igrejas. Ou Jesus pode salvar e salva, ou bilhões de cristãos que já morreram há séculos estão esperando a sua volta para poderem entrar no céu.

Hoje é dia de católico dizer que Maria é Mãe do Cristo e, por isso, Mãe de Deus, está no céu e, lá, ora por nós e, de lá, continua apontando na direção do seu Filho e a dizer-nos: – “Meu Filho era e é Deus e meu ventre foi sua morada!”   Que bom para as mulheres católicas e cristãs! Que bom poder acreditar que o Filho de Deus morou no ventre de Maria. Se ela, depois, continuou virgem e que os chamados irmãos de Jesus eram filhos de outra Maria?  Alguns dizem que não. Nós dizemos que sim! E se alguém quiser discutir isso talvez tenhamos mais uns dezesseis séculos pela frente! Um dia chegaremos a um acordo! Quem disse que é fácil praticar o ecumenismo?

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