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Autor Tópico: Divagações sobre software e religião  (Lida 385 vezes)
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blaster
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« em: 15 de Maio de 2007, 21:25 »

Divagações sobre software e religião

Será o software como a história de Adão e Eva? Se comermos a maçã, isto é, virmos o código, somos expulsos do paraíso?

Se o software for como a história de Adão e Eva, então a Microsoft é Deus e os utilizadores os fiéis escravos, perdão, servos que não devem saber como o software foi programado, com o risco de serem expulsos do paraíso, aka processados?

Reparem como a história de Adão e Eva tenta amedrontar o povo, de forma a eles não ganharem conhecimento e pensamento próprio. Assentará o modelo closed-source nestas bases? Se sim, então a freira responsável pelo departamento IT do Vaticano está a cometer uma heresia ao usar software livre.

Há um ditado que diz: “O conhecimento é poder”. Se assim é, não é de admirar que a Microsoft queira acabar com o movimento FOSS. Assim acaba-se a grande ameaça e eles podem continuar a manter a posição monopolista que actualmente têm, sem o risco de a perderem.

Como já comparei a Microsoft com uma religião, vou agora comparar os entusiastas do movimento FOSS com outra ou outras religiões. Os entusiastas do movimento FOSS são uma espécie de Buddha; são seres humanos que atingiram o nirvana e desejam um mundo melhor. Mas talvez se aplique melhor os princípios do Zoroastrianismo, onde os apoiantes do movimento FOSS são Zoroaster, o profeta fundador do Zoroastrianismo que viu que afinal só havia um Deus e que os Deuses que ele servia eram maus. Esta última comparação talvez seja a mais correcta, porque os princípios base do Zoroastrianismo são: bons pensamentos, boas palavras e boas acções. Zoroaster também acreditava que cada um é livre de fazer as suas escolhas, mas que estas acarretam consequências. Outra das crenças deste profeta é que o conhecimento deve ser de todos, e talvez seja esta a maior semelhança com o movimento FOSS.

Como é óbvio, o software não é religião, embora o software, muitas vezes, seja usado para o mesmo fim que a religião: poder. Ring a bell?Excalmação

Tenho lido em vários sites que o movimento FOSS não está muito preocupado com estas acusações; também já pude ver que eles têm muitas defesas e muito apoio. Mas a Microsoft não falava assim se não tivesse um trunfo na manga, digo eu. Ou então isto vai ser um tiro no pé por parte da Microsoft.

Este texto todo é só porque ando a ver muitos documentários, e é com muito prazer que os vejo. Adquirir novos conhecimentos é bom, porque assim evitamos ser controlados por alguém, tipo, vestir roupa mais quente no inverno para evitar-mos constipações.

Este texto foi pensado ontem à noite, enquanto estava a tentar dormir. Hoje trabalhei-o um pouco, mas sei que ainda está em bruto; mas vou deixá-lo como está e só altero algum erro ortogrático ou de pontuação que possa existir e que eu não tenha reparado. Se detectarem algum, avisem. Agora vou ouvir Thievery Corporation - The Heart’s a Lonely Hunter, para relaxar o cérebro.
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"Muitos homens querem ser doutores,
alguns doutores querem ser DEUS,
mas só DEUS quis ser HOMEM"
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