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Autor Tópico: Símbolos religiosos e seus significados  (Lida 97581 vezes)
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« em: 02 de Maio de 2007, 11:38 »

O TAU

  "Frei Pacifico teve a dita de ver no rosto de Francisco um grande T de variadas cores, que lhe tornava o semblante maravilhoso. O curioso é que Francisco tinha efectivamente uma singular veneração por esta letra ou por este símbolo, como sinal que era da cruz. Muitas vezes falava dele e o recomendava e o traçava sobre si mesmo, antes de encetar qualquer acção e desenhava-o com o seu próprio punho nas cartas que escrevia, como se todo o seu empenho fosse, no dizer do Profeta, imprimir um T na testa de todos os que gemem e lamentam os seus pecados (Ez 9,1), ou seja, de todos os que sinceramente se convertem a Cristo" (Lm II, 9; LM IV, 9).


I. BREVE HISTÓRIA DO TAU

S. Francisco adoptou esta letra, que é a última do alfabeto hebraico e que também é letra do alfabeto grego, como seu símbolo, porque nele viu um sentido positivo e de salvação. Com efeito, lê-se, no livro do profeta Ezequiel:

     O Senhor disse-lhe:
          «Vai pela cidade, atravessa Jerusalém
          e marca um cruz na fronte dos homens
          que gemem e se lamentam por causa
          das abominações que nela se praticam.»
     E aos outros ouvi-o dizer:
          «Ide pela cidade atrás dele e ferio-o.
          Que o vosso olhar não poupe ninguém
          nem tenha piedade. Velhos, jovens,
          virgens, meninos e mulheres, matai-os
          a todos e exterminai toda a gente; mas
          não toqueis naqueles que foram marcados
          na fronte.
(9, 4-6)

Na antiga escrita hebraica esta letra tinha a forma de uma cruz oblíqua. Os analfabetos serviam-se deste sinal para assinar (Jb 31, 35). No Apocalipse, os servos de Deus são marcados com um sinal (Ap 7,2-8;9,4). Desde os Padres da Igreja até hoje, viu-se no Tau um símbolo da cruz. A forma do Tau fez lembrar a Francisco a cruz em que Jesus foi cravado. E por isso, é que costumava fazer a sua assinatura com o Tau e o Tau se tornou o seu símbolo e sinal por excelência.


II. ESPIRITUALIDADE DO TAU

O TAU é, antes de mais nada, o símbolo da vida nova, nascida da conversão de Francisco a Cristo e ao seu Evangelho, uma tarefa nunca terminada em ninguém e sempre em mutação e em busca.

É também símbolo da cruz, que ele trazia exteriormente, como prova de que a cruz estava profundamente impressa no seu coração.
 

Em terceiro lugar o Tau é símbolo espiritual da solicitude, consolação e bênção para os irmãos, como logo demonstrou na bênção a Frei Leão.

O Tau é, pois, um compromisso de construir uma fraternidade universal pelo sincero amor dos irmãos, sem distinção de raça, classe, sexo, língua, nação, cultura, idade e religião, pela conversão do coração, pelo perdão e pela bênção, pelo espírito de serviço e pelo testemunho da novidade de vida ou conversão, partilha dos bens, simplicidade, gratuidade e numa tensão esperançosa de edificar o Reino de Deus, entre os homens e mulheres, na terra.

O Tau é ainda símbolo da pobreza de Cristo, que é modelo da pobreza de Francisco e dos seus irmãos. Foi esta pobreza que levou Francisco de Assis ao desnudamento no tribunal do bispo e ao despimento na hora da morte, querendo morrer nu na terra nua.


III. NÃO É UM EMBLEMA DECORATIVO

  Do que fica dito no número anterior conclui-se claramente que o Tau não pode ser, para aqueles que o usam e o têm como símbolo da sua pertença à Família Franciscana um mero emblema exterior. O Tau deve ser um sinal de uma espiritualidade, deve ser um sinal de que aquele(a) que o usa é uma pessoa que vive em tensão de permanente conversão e mudança de vida, em vontade firme de se tornar nova criatura; deve ser sinal de que aquele(a) que o
ostenta é uma pessoa que busca a sua salvação e de todos os homens na cruz de Jesus Cristo; deve ser um sinal de que aquele(a) que o traz é uma pessoa que vive a esforçar-se por ser pobre, por se despojar e desprender dos bens terrenos para se enriquecer dos valores das bem-aventuranças: o Reino de Deus, a paz, a mansidão, a fraternidade universal, a misericórdia e o perdão, o respeito pela criação, a alegria, a partilha de bens, a luta pela justiça e a paixão por Jesus Cristo pobre, Crucificado e Ressuscitado.
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O trabalho é árduo!


« Responder #1 em: 02 de Maio de 2007, 18:21 »

O CRUCIFIXO DE SÃO DAMIÃO DE ASSIS


O Crucifixo de São Damião foi pintado no século XII por um desconhecido artista da Úmbria, região da Itália. A pintura é de estilo romântico, sob clara influência oriental: o pedestal sobre o qual estão os pés de Cristo pregados separadamente; e de influência siríaca: a barba de Cristo; a face circundada pelo emoldurado dos cabelos; a presença dos anjos e cruz com a longa haste segurada na mão, por Cristo (só visível na pintura original), no alto, encimando a cruz.

O Crucifixo original de São Damião está guardado com grande zelo pelas irmãs Clarissas, na Basílica de Santa Clara de Assis, e é visitado por estudiosos, devotos e turistas do mundo todo. É um monumento histórico franciscano e universal.




Outros Dados:


  • Sem o pedestal, o Crucifixo original mede dois metros e dez centímetros de altura e um metro e trinta centímetros de largura.

  • A pintura foi feita em tela tosca, colada sobre madeira de nogueira.

  • Naquele tempo, nas pequenas igrejas, o Santíssimo não era conservado, isto é, a Eucaristia não era guardada mas, consumida no dia. Por isso, supõe-se que Crucifixo foi pendurado no ábside sobre o altar da capela, no centro da Igreja.
  • Provavelmente o Crucifixo permaneceu na Igreja de São Damião até que as Irmãs Pobres, em 1257, o levaram consigo à nova Basílica de Santa Clara. Guardaram-no no interior do coro monástico por diversos séculos. No ano de 1938, a artista Rosária Alliano restaurou o Crucifixo com grande perícia, protegendo-o inclusive contra qualquer deterioração.

  • Desde 1958 ele está sobre o altar, ao lado da capela do Santíssimo, na Basílica de Santa Clara, protegido por vidro.




Descrição detalhada da pintura



A FIGURA DO CRISTO


Descobre-se, à primeira vista, a figura central do Cristo, que domina o quadro pela sua imponente dimensão e pela luz que sua esplêndida e branca figura difunde sobre todas as pessoas que o circundam e que estão todas vivamente voltadas para Ele. Esta luz vivificante que brota do interior de sua Pessoa (Jo, 8,12) fica ainda mais destacada pelas fortes cores, especialmente o vermelho e o preto.

Também impressiona este Cristo erecto sobre a cruz e não pendurado nela, com os olhos abertos, olhando o mundo.

Apresenta ainda uma auréola de glória com a cruz triunfante oriental em vez de uma coroa de espinhos, porque tornou-se vitorioso na paixão e na morte.

Aparecem os sinais de crucificação e as feridas sangrentas mas o sangue redentor se derrama sobre os anjos e santos (sangue das mãos e dos pés) e sobre São João (sangue do lado direito).

Cristo se apresenta vivo, ressuscitado (Jo 12,32), de pé sobre o sepulcro vazio e aberto (indicado pela cor preta), visível por trás. Com as mãos estendidas, Cristo está para subir ao céu (Jo 12,32).



A INSCRIÇÃO


A inscrição acima da cabeça de Cristo, "Jesus Nazarenus Rex Judaeorum" Jesus Nazareno Rei dos Judeus é também própria do Evangelho de João.

Sobre a inscrição, está a ascensão em forma dinâmica, na figura do Cristo ascendente, com o troféu da cruz gloriosa na mão esquerda (só visível na pintura original) e com a mão direita para a mão do Pai, no céu.

Do alto, a mão direita do Pai acolhe o seu Filho, circundado dos anjos (e santos) na glória celeste.

As cores vermelha e púrpura são símbolos do divino; o verde e o azul, do terrestre. Para "ver" bem o conjunto da pintura, deve-se realmente parar diante do Crucifixo pois, ordinariamente, olha-se a imagem somente, de longe, como "turistas".



MARIA E JOÃO


À direita do corpo de Cristo, aparecem as figuras de Maria e João, intimamente unidas, enquanto Maria indica o discípulo predileto com a mão direita (Jo 19,26). À esquerda, estão as duas mulheres, Maria Madalena e Maria de Cléofas, primeiras testemunhas da ressurreição (Jo 19,25).



AS OUTRAS FIGURAS MAIORES


E, embora Maria, à direita e Maria Madalena, à esquerda, ergam a mão direita no rosto em sinal de dor, nenhuma das outras pessoas próximas, manifesta expressão de sofrimento profundo mas uma adesão cheia de fé ao Cristo vitorioso, Salvador.

À direita das duas mulheres vê-se o centurião com a mão erguida, olhando para o Crucifixo. Com esse gesto está a dizer: "Verdadeiramente este é o Filho de Deus".

Sobre os ombros do centurião aparece a cabeça de uma pessoa em miniatura, cuja identidade se discute: poderia ser o filho do centurião, curado por Jesus (Jo 4,50) ou um representante da multidão ou ainda, o autor desconhecido da pintura.



AS FIGURAS MENORES


Aos pés de Maria e do centurião, vê-se o soldado chamado Longino que, pela tradição, com a lança traspassa o lado de Jesus e, o portador da esponja, chamado de Estepatão, segundo a tradição (Jo 19,29). Ambos estão voltados para o Crucifixo.



OS ANJOS EM CONFERÊNCIA



Debaixo das mãos de Jesus, à direita e à esquerda, encontram-se dois anjos com as mãos erguidas, em intenso colóquio. Parecem anunciar a ressurreição e ascensão do Senhor.



OUTRAS REFERÊNCIAS


As duas pessoas, à extrema direita e esquerda, parecem anjos ou talvez mulheres que acorrem ao sepulcro vazio.

Aos pés de Jesus a pintura original encontra-se muito deteriorada. É provável que seja: São Damião, São Rufino, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Acima da cabeça de São Pedro, está a figura do galo (só visível na pintura original), a lembrar a negação de Pedro a Cristo (Jo 13,38; 18, 15-27).

As pessoas aos pés de Jesus têm a cabeça erguida para o alto, expressando a espera do retorno glorioso do Senhor, no juízo.

Deste Crucifixo descrito em detalhes, Francisco teve uma inspiração "decisiva" para a sua vida, diz Caetano Esser. Passamos a descrevê-la porque é deste fato que se originou a admiração que hoje temos ao Crucifixo de São Damião.



NÚMEROS


Há 33 figuras no Ícone: duas imagens de Cristo, 1 mão do Pai, 5 figuras maiores, 2 figuras menores, 14 anjos, 2 pessoas desconhecido nas mãos de Jesus, 1 menino pequeno, 6 desconhecidas ao fundo da Cruz e um galo. Há 33 cabeças em torno da cruz, dentro das conchas, e sete ao redor da auréola.




O Crucifixo fala a Francisco


O jovem Francisco encontrava-se numa crise espiritual, cheio de dúvidas e trevas. "Conduzido pelo Espírito", entra na igrejinha de São Damião, onde se prostra, súplice, diante do Crucifixo. Tocado de modo extraordinário pela graça divina, encontra-se totalmente transformado. É então que a imagem de Cristo Crucificado lhe fala: "Francisco, vai e repara minha casa que está em ruína".

Francisco fica cheio de admiração e "quase perde os sentidos diante destas palavras". Mas logo se dispõe a cumprir esse "mandato" e se entrega todo à obra, reconstruindo a igrejinha. Depois pede a um sacerdote, dando-lhe dinheiro, que providencie óleo e lamparina para que a imagem do Crucifixo não fique privada de luz, mas em destaque naquele santuário.

A partir de então, nunca se esqueceu de cuidar daquela igrejinha e daquela imagem.

Francisco parecia intimamente ferido de amor para o Cristo Crucificado, participando da paixão do Senhor, de quem já trazia os estigmas no coração e mais tarde, em 1224, receberia as chagas do Cristo em seu próprio corpo.

Segundo Santa Clara, está visão do Crucifixo foi um êxtase de amor radiante e impulso decisivo para a conversão de Francisco.

Entre os estudiosos ainda existe uma dúvida a ser esclarecida: ao ouvir o Cristo do Crucifixo, Francisco pensa na igrejinha material de São Damião. Mas nada impede de se pensar que se trata do "templo de Cristo no coração de Francisco e nos corações dos homens".

Enfim, a própria oração de Francisco diante do Crucifixo de São Damião sugere antes a reparação "espiritual" da casa do Senhor, crucificado no coração.

Tanto que ele pede especialmente pelas três virtudes teologais (fé, esperança e amor) para poder cumprir esse "mandato" de Cristo.

[size=07pt]Por Frei Vitório Mazzuco[/size]
[size=07pt](Adaptado e Ilustrado)[/size]


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« Responder #2 em: 18 de Setembro de 2007, 11:40 »

Cuidado com os símbolos e os seus significados antagónicos:

Por exemplo a cruz e o TAU já foram usados como símbolos fálicos:
Veja este artigo acerca da moçonaria: aqui e pesquise nesse sítio a palavra TAU/fálico.

Veja este sítio que tipo de adoração já teve a cruz: aqui.
Mais outro sítio suspeito onde se fala da cruz e do falo: aqui.

Pesquise também este sítio onde diz que a cruz já era adorada muitos anos antes do cristianismo: aqui.

Outro sítio que fala do simbolismo que teve a cruz: aqui.
Por tudo isto e muito mais acho que deveríamos ser muito cautelosos quanto ao uso destes símbolos religiosos.
Um cristão verdadeiro dá mais valor em «imitar» Cristo e fazer a vontade do Pai, que perder o seu tempo com esses símbolos que têm vários significados opostos como as duas faces da mesma moeda.
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« Responder #3 em: 18 de Setembro de 2007, 22:21 »

Caríssimo 26-02-44,
os simbolos concentram em si um significado muito próprio para o grupo de pessoa que a eles recorre. Pessoas diferentes do mesmo grupo, consoante a sua experiência de vida/ maturidade podem ter atitudes diferentes por isso também é preciso ter cuidado com generalizar

Um peixe não deixou de ser um peixe e foi um sinal distintivo para um grupo específicos: o dos primeiros cristãos mas podemos ir a outros simbolos mesmo não cristãos para ver que mesmos eles podem adquirir novos significados dependendo de quem os adopta: vamos à suastica por exemplo

Querem ver na cruz um simbolo fálico? Seja! (uma paixão do mundo que Cristo veio redimir) Querem ver na Cruz a condenação de criminosos? Seja! (o abaixamento do nosso Deus entre nós chegou a esse ponto por amor para nos resgatar) Nada disso me interessa porque a Cruz me recorda a loucura de amor do meu Deus e à Cruz não associo apenas a morte mas a vitória sobre a morte

Quanto ao Tau, um simbolo que também encontra ecos na Bíblia e que S. Francisco de Assis tomou como sua assinatura. Quanto a mim, franciscana secular, o Tau é-me muito caro pois lembra-me a aventura de amor de um jovem nobre que se vai despojando procurando seguir os passos desse Jesus, Filho de Deus, vivendo o Evangelho.

Ao usar o Tau, não o uso como amuleto nem por obrigação prescrita pelas Constituições da Ordem Secular a que pertenço mas vejo-o como benção. Esse pedaço de madeira em forma de T recorda-me a aliança de Deus com o seu povo, assemelha-se à Cruz e ainda me recorda que viver o Evangelho é possivel ao homem: S. Francisco actualizou-o no seu tempo, cabe-me a mim o desafio de, à minha medida, actualiza-lo hoje com os dons e as fragilidades que Deus me concede/permite

a maturidade religiosa não é igual e nem todos usam os simbolos religiosos da mesma forma. Essa maturidade pode pressentir-se na postura da pessoa e na sua forma de encarar o mundo mas só Deus é que sabe a que estamos apegados

Mesmo sem simbolos concretizados em objectos, muitos cristãos (e não apenas católicos) fixam-se numa imagem de Deus tornando-o amuleto das suas próprias necessidades/temores. Não se vê mas existem da mesma forma como os outros e esses amuletos/ ídolatrias são bem mais difíceis de se destronar que estas

Quanto à necessidade de visualizações, parece-me que nós humanos precisamos de linguagem simbólica (assim funciona o nosso inconsciente e à volta dela se desenvolve a arte) por um lado e precisamos de ver por outro:

Deus conhece-nos melhor que ninguém: criou-nos e convive connosco desde sempre e enviou-nos o Seu Filho para ser homem e mostrar aos homens o Caminho. A Bíblia está cheinha de simbolos/ linguagem simbolica que muitas vezes adquire novos significados ao longos dos vários livros

Nas suas parábolas Jesus foi buscar situações do quotidiano procurando instruir os homens (por esta lhes ser familiar) dando-lhe novos sentidos.

Não me choca que a Cruz e o tau possam ser interpretações variadas:
 Lua  eu, Lea, quando olho para elas o que vejo?
 Lua Eu, Lea, quando as uso, o que pretendo?

Estou certa que Deus prescrutará a sinceridade do meu coração mais depressa do que a linguagem do mundo:

estando no mundo não me identifico plenamente com ele;
aliás busco o desafio de me libertar das suas paixões
desapegando-me do homem velho.
Que Deus Pai me conceda esta graça, a da salvação,
e a estenda a todos aqueles que uniu à minha vida, à minha oração

Desculpa caríssimo 26-02-44  se não partilhamos do mesmo ponto de vista. Reconheço zelo na tua advertência mas senti que devia responder-te dizendo o que penso/ vivo
« Última modificação: 18 de Setembro de 2007, 22:23 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #4 em: 19 de Setembro de 2007, 11:37 »

Caríssimo 26-02-44, não partilho do seu ponto de vista.

Depois do que a Lea expôs, que vai de encontro ao que eu penso, deixo aqui mais dois pontos para reflexão.

• Os símbolos religiosos são significativos e necessários para que as Tradições Religiosas expressarem-se.

• Os símbolos religiosos intensificam a relação com o Transcendente.
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« Responder #5 em: 24 de Janeiro de 2008, 13:36 »

Amiga «Lea OndaMenor».
Não sou eu que vejo na «cruz» o símbolo fálico.
Foi a Humanidade ao longo da História.
Tanto a «cruz» como outros símbolos têm tido ao longo da história o seu significado mitológico de acordo com a suas sensibilidades sociais e até individuais.

O meu alerta foi para termos cautela com o mero simbolismo que nos pode prender e atrofiar espiritualmente.

Nós somos de matéria e temos uma grande afinidade a prendermos-nos à mesma.
Depois confundimos o secundário com o principal.

Amigo Trofa:

Se é verdade o que expôs, isso não significa que as tradições religiosas e os símbolos se devam sobrepor a YHWH, o Criador de TODAS as coisas, mesmo dos citados símbolos.
Também se é verdade que os símbolos intensificam a relação com o «Transcendente», isso é maior motivo para termos muito cuidado com o respectivo «Transcendente» para o qual somos atraídos. Há sempre as duas faces da «moeda», o que deve motivar a nossa vigilância. Jesus mandou-nos VIGIAR até à sua vinda.
Para realçar o meu ponto de vista, imagine uma jovem bonita que se ajoelha aos pés de um «padre» e pensa assim:
«Ele é de Deus, e portanto é um "santo". Por isso vou fazer TUDO, tudo, o que ele me pedir.» E assim fez.
 Nove meses depois foi mãe solteira
.
Sabiam que YHWH-DEUS é CIUMENTOInterrogação
É verdade, e tem boas razões para o SER. (Deuteronómio 4,24; 5,9; 6,15.)
« Última modificação: 24 de Janeiro de 2008, 14:23 por 26-02-44 » Registado

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« Responder #6 em: 24 de Janeiro de 2008, 15:25 »

Nem tudo na vida está correcto, muitas vezes tomamos conhecimento de factos e situações que nos supreendem, mas temos que ter um sentido critico apurado para não julgarmos o justo pelo pecador.

Temos que analisar as coisas com bastante serenidade! E refectir bem antes de dizermos algo que nos possamos arrepender!

Estas são algumas frases soltas, em jeito de comentário ao que acabas de escrever caríssimo amigo!
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« Responder #7 em: 24 de Janeiro de 2008, 16:30 »

Citação de: Trofa
...... mas temos que ter um sentido critico apurado para não julgarmos o justo pelo pecador.
Na verdade não é a NÓS que nos compete julgar, muito menos o que e quem desconhecemos.
Eu contento-me apenas em comentar. Contudo, estou ansioso por conhecer muitas coisas que agora me estão vedadas. Tenho que esperar pelo TAL GRANDE dia em tudo o que está oculto será revelado.
Até lá, resta-me ser cuidadoso, cada vez mais, para apanhar cada vez menos porrada, devido à falta de experiência.
Citação de: Trofa
Nem tudo na vida está correcto, muitas vezes tomamos conhecimento ... ... ...
No que me diz respeito, na minha vida NADA e NUNCA esteve algo correcto e quando tomo conhecimento de algo (a que tenho direito) já é tarde de mais. Este mundo não é um paraiso, mas o oposto: um mundo de fraude e engano. Já nada me surpreende neste mundo. É por isso que anseio um mundo melhor, pelo menos o que eu esperaria que fosse. Isto está apenas nas mãos de YHWH-Deus, pois dos homens NADA podemos contar, por muito bons que nos pareçam, à primeira vista.
1 Jo 2, 17 * Ora, o mundo passa e também as suas concupiscências, mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre
« Última modificação: 24 de Janeiro de 2008, 16:42 por 26-02-44 » Registado

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« Responder #8 em: 24 de Janeiro de 2008, 17:31 »

Há muita coisa que está mal neste mundo, mas os culpados somos nós todos, comunidade, que se vai deixando levar pela multidão e não faz o que devia fazer, ou seja, caminhar de forma a sermos mais santos.

Quero com isto dizer, que devemos fazer o que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou. Devemo-nos amar como verdadeiros irmãos, que somos, pela morte morte e paixão de Cristo!
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« Responder #9 em: 24 de Janeiro de 2008, 17:58 »

É verdade que somos TODOS culpados, os filhos pagam pelos pecados dos pais, ..., até à 3ª e 4ª geração dos desobedientes a YHWH, mas também nos resta a esperança do amor de YHWH até à miléssima geração dos que amam e guardam os MANDAMENTOS de YHWH.
É isto o que tem acontecido neste mundo: paga justo por pecador.
Mas está prometido um mundo em que os filhos já não pagarão pelos pecados dos pais, nem os pais pelos pecados dos filhos, como está escrito no livro do profeta Jeremias:« ... O que pecou é que morrerá.»
4 «ecce omnes animæ meæ sunt ut anima patris ita et anima filii mea est anima quæ peccaverit ipsa morietur »
4. Voici, toutes les âmes sont à moi; l`âme du fils comme l`âme du père, l`une et l`autre sont à moi; l`âme qui pèche, c`est celle qui mourra. 
4. Behold, all souls are mine; as the soul of the father, so also the soul of the son is mine: the soul that sinneth, it shall die. 
« Última modificação: 24 de Janeiro de 2008, 18:10 por 26-02-44 » Registado

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