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Autor Tópico: Espiritualidades: Focolares  (Lida 4278 vezes)
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« em: 30 de Março de 2007, 21:28 »

Descobrir pessoas, lugares e espiritualidades

tesouros da Igreja para uma caminhada de fé


CHIARA LUBICH:

Uma espiritualidade evangélica muito própria ("que todos sejam um")

Em um refúgio anti-aéreo
abrimos ao acaso o Evangelo
na página do Testamento de Jesus:
“Pai, que todos sejam um, como eu e tu”.
Aquelas palavras pareciam iluminar-se uma a uma.
Aquele "todos" foi o nosso horizonte.
Aquele Projeto de Unidade a razão da nossa vida.
Chiara Lubich - Trento, 1944


A aventura de um grupo de mulheres
aquando da segunda guerra mundial (Itália)

mas também olhando para Cristo sofredor na Cruz gritando: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (palavra de vida de Março de 2005)

JOÃO PAULO II e BENTO XVI & O MOVIMENTO FOCOLAR

“Jesus crucificado e abandonado é Aquele que abriu aos homens o caminho para a fraternidade universal”. Foi no momento do abandono que Ele restabeleceu a relação entre os homens e Deus, e que se tornou “o vínculo de unidade entre os homens. Eis a razão por que se fala d’Ele: Ele é o verdadeiro sacerdote!”. Daí um preciso augúrio: “que cada um veja em Jesus crucificado e abandonado o seu modelo, para que a Igreja de hoje se enriqueça de sacerdotes-Cristo, prontos a dar a vida por todos”.

Chiara Lubich, 19/04/2006 em Castel Gandolfo (Roma)
 aos participantes do Congresso “Igreja hoje"
a propósito da identidade sacerdotal no mundo de hoje

"Na esteira de Jesus, crucificado e abandonado, Vossa Senhoria deu vida ao Movimento dos Focolares, para ajudar homens e mulheres do nosso  tempo  a  experimentarem  a  ternura  e  a  fidelidade  de  Deus,  vivendo  entre  si  a  graça  da  comunhão fraterna, de maneira a serem alegres e acreditáveis anunciadores do Evangelho."

João Paulo II, Carta a Chiara Lubich em 2000, quando esta ao recebeu o título de cidadã honorária de Roma

outra cartas dirigida a Chiara em

2002: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/2002/documents/hf_jp-ii_let_20021016_chiara-lubich_po.html

2003 - 60.º aniversário da fundação do movimento focolar:
http://www.vatican.net/holy_father/john_paul_ii/speeches/2003/december/documents/hf_jp-ii_spe_20031206_chiara-lubich_po.html

um comentário atribuido a João Paulo II:

"Na história houve muitos radicalismos do amor: o radicalismo de Francisco, de Inácio de Loyola, de Charles de Foucauld. Existe também o radicalismo de Chiara..."

Palavras de Bento XVI junto de 85 bispos dos cinco continentes, incluindo países como o Líbano, Sudão ou Paquistão, refletiram sobre «Cristo crucificado e abandonado, luz na noite cultural», simpatizantes do movimento focolar:

«O Movimento dos Focolares, precisamente a partir do coração de sua espiritualidade, ou seja, de Jesus crucificado e abandonado, sublinha o carisma e o serviço da unidade, que se realiza nos diferentes âmbitos sociais e culturais, como por exemplo, no econômico, com a "economia de comunhão", e através dos caminhos do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.»

A ECONOMIA DE COMUNHÃO

Este movimento têm feito surgir algumas actuações sociais interessantes como a Economia de Comunhão, por exemplo:

"Ao contrário da economia consumista, baseada em uma cultura do ter, a Economia de Comunhão é a cultura do dar..." 

Chiara Lubich - Rocca di Papa,10 de Novembro de 1991

Utopia ou realidade possível?
Até hoje aderiram 735 empresas de diversos portes, sendo:
- 241 nas Américas
- 458 na Europa
- 31 na Ásia
- 01 na África
- 02 na Austrália

UM LADO ARTÌSTICO DO MOVIMENTO...


os GEN VERDE: grupo musical que esteve em Portugal, de norte a sul, fazendo espectáculos ao vivo:

24 fevereiro Santa Maria da Feira Europarque 21.00 
1 março      Braga Auditorio do Parque de Exposições  21.00 
3 março      Torres Novas Palácio dos Desportos 18.30 
7 março      Coimbra Teatro Gil Vicente 21.15 
10 março    Lisboa Aula Magna da Reitoria da Universidade 21.00 
15 março    Loulè (Faro) Pavilhão Municipal de Loulè 21.15


o site oficial: http://www.genverde.com/
artigo da Agência Ecclesia sobre os Gen Verde: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=43406%20&seccaoid=3&tipoid=200

CIDADELAS (já existe uma em Portugal): Modelos de uma nova socialidade

Actualmente são 35 as cidadezinhas, espalhadas pelos cinco continentes, mesmo se com graus de desenvolvimento muito diferentes.

Apresentam-se como verdadeiras pequenas cidades modernas, com casas, lojas, locais para encontros, centros de arte, ateliês, pequenas empresas que possibilitam o sustento dos habitantes, com as suas igrejas, escolas de vida e de espiritualidade.

Pelo estilo de convivência que promovem, as cidadezinhas podem sugerir novas luzes inclusive para a convivência nas grandes cidades.

De fato, são pequenas cidades-esboço de uma sociedade nova, cuja lei é o amor recíproco, lei do Evangelho, que tem como conseqüência a plena comunhão de todas as riquezas culturais, espirituais, materiais.

 Por esta vida colocada em circulação, a irradiação delas no mundo foi e é constante: os visitantes chegam a dezenas de milhares a cada ano.

Em Portugal fica em Alenquer (Abrigada):Mariápolis Arco Íris

ENCONTROS ANUAIS: MARIÁPOLIS DE VERÃO

A Mariápolis é. uma forma de encontro, típica do Movimento dos Focolares, que teve início no Verão de 1949, nas montanhas Dolomites, do Norte da Itália. Trata-se de uma cidade temporária que propõe aos seus “habitantes” um estilo de vida de acordo com o Evangelho.

Workshops, passeios, jogos, momentos artísticos, troca de experiências, diálogo, aprofundamento de alguns aspectos da espiritualidade do Movimento dos Focolares, etc., permitem uma experiência singular de convivência entre todos aqueles que participam na Mariápolis. São pessoas de todas as idades, profissões e condições sociais – jovens, adultos, crianças, famílias inteiras, sacerdotes, religiosos, mas também quem não professa uma religião – que formam assim uma sociedade em miniatura, transformada pela actuação da lei evangélica do amor recíproco, a Lei da Mariápolis, posta em acto durante todos os momentos do dia.

A Mariápolis oferece, deste modo, a possibilidade de redescobrir e experimentar os valores universais que existem no íntimo de cada ser humano e que abrem caminhos para a realização de uma sociedade mais fraterna e de um mundo mais unido.

Programa da Mariápolis de Verão

Manhãs – aprofundamento de um tema de espiritualidade ilustrado com testemunhos de adultos, famílias, jovens e crianças.
Tardes – programas opcionais e facultativos com fóruns, workshops, passeios culturais e jogos.
Noites – momentos artísticos na esplanada da Mariápolis.

A Mariápolis conta com um programa especial para crianças, assim como encontros e actividades específicas para os adolescentes.

 "PALAVRA DE VIDA"

«O mundo precisa de uma terapia do Evangelho.
Por isso vivemos a Palavra de Vida. Uma delas apenas poderia mudar o mundo.
E todos podem vivê-la, porque Jesus é luz para cada homem.»

Baseada na liturgia do mês, Chiara reflecte o Evangelho mensalmente e essa palavra  é traduzida em várias lánguas e reflectida em todo o mundo

Para consultar as Palavras de Vida aqui vai o link do movimento:
http://www.focolare.org/articolopdv.php?codart=4739&pdv=2

sobre os aspectos variados deste movimento aqui vai um "motorzito de busca":
http://www.focolares.org.pt/links.htm
« Última modificação: 31 de Março de 2007, 13:43 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #1 em: 30 de Março de 2007, 21:31 »

PALAVRA DE VIDA (mês de Março 2007)


Esta Palavra de Vida é extraída de um salmo que enaltece a intervenção decisiva e poderosa de Deus, que liberta o seu povo do exílio da Babilônia e que continua intervindo, ao longo da sua história, toda vez que vê esse povo abatido, desencorajado, ameaçado pelo mal.

126 (125) CÂNTICO DA RESTAURAÇÃO

Salmo colectivo de súplica. O motivo que a suscita é algum desalento que se pode situar nos anos a seguir ao Exílio. O que se espera é que Deus complete a obra da restauração já começada

             1*Cântico das peregrinações

             Quando o SENHOR mudou o destino de Sião,
             parecia-nos viver um sonho.

             2A nossa boca encheu-se de sorrisos
             e a nossa língua de canções.
             Dizia-se, então, entre os pagãos:
             "O SENHOR fez por eles grandes coisas!"

             3Sim, o SENHOR fez por nós grandes coisas;
             por isso, exultamos de alegria.

             4*Transforma, SENHOR, o nosso destino,
             como as chuvas transformam o deserto do Négueb.

             5*Aqueles que semeiam com lágrimas,
             vão recolher com alegria.

             6À ida vão a chorar,
             carregando e lançando as sementes;
             no regresso cantam de alegria,
             transportando os feixes de espigas.


É a história de cada um de nós, resumida numa imagem muito expressiva: por um lado, a incerteza, a expectativa do semeador que lança na terra a semente (vai fazer tempo bom? a semente vai germinar?); por outro lado, a sua alegria pela colheita dos frutos almejados.

«Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria» (Sl 126 [125],5)



«Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria»

Quando pensamos na nossa vida – escreveu Chiara Lubich – muitas vezes a imaginamos toda harmoniosa, como “uma série de dias vividos no esforço de torná-los cada vez mais perfeitos, com o trabalho bem executado, com o estudo, com o repouso, com as horas transcorridas na família, com os encontros, os congressos, o esporte, com as horas dedicadas ao lazer... vividos na ordem e na paz (...).

Existe sempre no coração humano a esperança de que as coisas aconteçam assim e somente assim.

Na realidade, a nossa “Santa viagem” acaba se apresentando de maneira diferente, porque Deus quer que seja diferente. E Ele introduz diretamente no nosso programa outros elementos que ele quer ou permite, para que a nossa existência adquira o verdadeiro sentido e alcance o objetivo para o qual foi criada. Daí as dores físicas e espirituais, daí as doenças, daí uma infinidade de sofrimentos que nos falam mais de morte do que de vida.

Por quê? Talvez porque Deus queira a morte? Não, porque Deus, muito pelo contrário, ama a vida; mas é uma vida tão plena, tão fecunda que nós – apesar de toda a nossa tendência ao bem, ao positivo, à paz – nunca seríamos capazes de imaginar”1.

Daí a imagem do semeador que lança uma semente destinada a morrer – como que um sinal das nossas labutas e do nosso sofrimento –, e a imagem do ceifeiro que recolhe o fruto da espiga germinada a partir daquela morte:

Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só.
 Mas, se morre, produz muito fruto”
2.

Deus quer que, durante a vida, nós experimentemos uma certa morte – ou, às vezes, muitos tipos de morte – mas só (...) para produzir fruto, para realizar obras dignas dele e não de simples homens. Para ele, é este o sentido da nossa vida: uma vida rica, plena, superabundante, uma vida que seja reflexo da sua vida”3.


«Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria»

Como podemos viver esta Palavra de Vida? Quem nos sugere a resposta é ainda Chiara, que nos orienta na actuação da Palavra de Deus:

É preciso valorizar a dor, pequena ou grande que seja, colocá-la em relevo (...). Dar valor especialmente ao esforço, ao sacrifício exigido pelo amor ao próximo: é o nosso típico dever”4. É uma dor que gera a vida!

E isso sem nos rendermos jamais, mesmo quando não vemos os resultados, bem sabendo que “um é o que semeia e outro é o que colhe5.

 Qual será o futuro dos filhos, que procuramos educar da melhor forma possível? Quem verá os efeitos do meu empenho social e político? Jamais desanimemos da prática do bem 6.

Os frutos virão de uma forma ou de outra, quem sabe muito mais tarde, quem sabe em outro lugar, mas virão.

Uma esperança, uma certeza, uma meta segura se apresenta a nós no caminho da vida. As dificuldades, as provações, as contrariedades, pelas quais às vezes nos sentimos oprimidos, são uma passagem obrigatória que nos abre para a felicidade e a alegria.

“Portanto, avante! Olhemos para além de toda dor. Não nos limitemos a olhar somente aquela suspensão, aquela provação... Olhemos para a colheita que virá”7.


«Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria»

Patrícia, de 22 anos, estudante paraguaia de direito, há certo tempo assumiu a função de assistente de um diretor de departamento.

“Desde o início – confidencia –, eu me propus procurar sempre melhorar o trabalho e cultivar o relacionamento com os meus colegas, fazendo com que cada um se sinta valorizado”.

Mas isso significa muitas vezes ir contra a correnteza para defender os próprios princípios até às últimas conseqüências, como conta ela mesma:

“Uma pessoa importante no meu ambiente de trabalho, que gozava de certos privilégios, tinha um comportamento claramente desonesto. Eu tinha de falar com ela sobre isso!”

Mas, pelo fato de ter expressado as suas convicções, Patrícia perde o emprego. “Eu sofri terrivelmente, mas ao mesmo tempo estava tranquila, porque sabia que tinha agido da maneira correta”.

Ela não se desespera, porque nela é forte a consciência de ter um Pai para o qual tudo é possível e que ama desmedidamente. E, o que parece impossível na situação econômica e de desemprego em que vive o Paraguai, naquela mesma tarde ela recebe duas propostas de emprego. O novo trabalho é até melhor que o anterior e tem a ver mais diretamente com os seus estudos.
       
Aos cuidados de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara

1) Cf. Buscar as coisas do alto, São Paulo: Cidade Nova, 1993, p.p. 84-85;
2) Jo 12,24;
3) Op. cit., p. 84;
4) Ibid., p. 102;
5) Jo 4, 37;
6) Cf. Gl 6,9;
7) Op. cit., p. 85.
« Última modificação: 30 de Março de 2007, 22:00 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #2 em: 02 de Abril de 2007, 13:39 »

PALAVRA DE VIDA (mês de Abril 2007)



«Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve»
(Lc 22,27)


No dia dos Ázimos, festa da Páscoa, na “sala do andar de cima”, Jesus partilha a sua última ceia com os seus discípulos. Depois de ter partido o pão e feito circular o cálice do vinho, doa-lhes o ensinamento conclusivo: na sua comunidade, é maior quem se faz o menor de todos, e quem governa é como aquele que serve.
No relato de João, Jesus faz também um gesto eloqüente para mostrar a novidade do relacionamento que Ele veio instaurar entre todos os seus discípulos. Contra a lógica comum de superioridade e de comando, Jesus lava os pés dos apóstolos (naquela última ceia, eles se perguntavam quem podia ser considerado “o maior entre eles”).

«Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve»

“Amar quer dizer servir. Este foi o exemplo de Jesus” – diz Chiara Lubich numa de suas palestras.(1)

Servir, palavra que parece escravizar a pessoa. Muitas vezes, não consideramos de nível inferior aqueles que servem?

Além disso, todos desejamos ser servidos. E exigimos isso das instituições públicas (não se chama “ministro” aquele que detém responsabilidades extremas?), exigimos dos serviços sociais (não se chamam justamente “serviços”?). Agradecemos ao balconista quando somos bem atendidos, ao funcionário quando agiliza a nossa papelada, ao médico e aos enfermeiros quando cuidam da nossa saúde com competência e atenção…

Se é isso que esperamos dos outros, talvez seja isso que os outros esperam de nós.

A palavra de Jesus desperta em nós cristãos a consciência de que temos uma dívida de amor para com todos. Com Ele e do mesmo modo que Ele, nós também deveríamos repetir diante de cada pessoa com a qual vivemos ou que encontramos em nosso trabalho:

«Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve»

Chiara Lubich lembra ainda que o cristianismo é “servir, servir a todos, reconhecer todos como patrões nossos. Porque, se somos servos, os outros são patrões. Servir, servir, desde o mais insignificante, procurar alcançar a primazia evangélica, sim, mas pondo-se a serviço de todos. (…)

O cristianismo é coisa séria; não é uma coisa de fachada, um pouco de compaixão, um pouco de amor, um pouco de esmola. Ah, não! É fácil dar esmolas para ficar com a consciência tranqüila e depois comandar, oprimir.”

Como se faz para servir? A esse propósito, Chiara apontava uma simples expressão: “viver o outro”, ou seja, “procurar penetrar no íntimo do outro, nos seus sentimentos, procurar carregar os seus fardos”.

E ela exemplificava: “Como faço, com as crianças? Querem que eu brinque com elas? Eu brinco! Devo ficar ao lado de alguém que quer ver televisão ou quer dar um passeio? A vontade seria dizer que é perda de tempo: “Não, não é tempo perdido, é amor, é tempo ganho, porque é preciso fazer-se um por amor”.

“Devo mesmo levar um guarda-chuva a alguém que está precisando? Devo mesmo arrumar a mesa?” “Devo sim, porque o serviço que Jesus pede não é um serviço abstrato, não é a sensação de um serviço. Jesus falava de um serviço concreto, com os músculos, com as pernas, com a mente; é preciso servir.”(2)

«Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve»

Então, já sabemos como viver essa Palavra de Vida:

dando atenção ao outro
e respondendo com prontidão às suas exigências,
amando com acções
.

Às vezes, significa melhorar o próprio trabalho, executá-lo com competência e perfeição cada vez maiores; pois, com ele servimos à comunidade.

Outras vezes, é atender a pedidos de ajuda que vêm de longe ou de perto, de idosos, de desempregados, de pessoas portadoras de necessidades especiais, daqueles que vivem sozinhos; ou então, de migrantes, vítimas de calamidades naturais, atender a pedidos de adoções, ajudar projetos humanitários.

Quem tiver cargos de responsabilidade deixará de lado as atitudes odiosas de autoritarismo, lembrando que todos somos irmãos e irmãs.

Se fizermos tudo sendo amor, descobriremos que, como diz um antigo ditado cristão, “servir é reinar”.

Aos cuidados de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara


1) Palestra de Chiara Lubich em Payerne (Suíça), 26 de setembro de 1982; 
2) Ibid.




 Arco íris
Ao colocar aqui as Palavras de Vida,

pretendo mais do que uma simples tomada de conhecimento de uma reflexão levar à reflexão e quem sabe à partilha; um crescer fraterno na fé, lado a lado e quem sabe se o que te toca em ti é algo que a mim me faz falta ouvir ou vice-versa

Ainda Saulo, cego em Damasco, precisou do testemunho e da imposição das mãos de Ananias...

Actos dos Apóstolos, capítulo 9

"10 *Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias.

O Senhor disse-lhe numa visão:
«Ananias!»

Respondeu: «Aqui estou, Senhor.»

 11 O Senhor prosseguiu: «Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita, e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento.»

12*Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista.

13*Ananias respondeu:
«Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém. 14 *E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome.»

15*Mas o Senhor disse-lhe: «Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel. 16 Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.»

17*Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: «Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho em que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.»

18*Nesse instante, caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo."


 Arco íris
Quem sabe se, o facto de passsares por aqui hoje, não trazes em ti o dom de Ananias para quem está "cego"/meio perdido? 


Faz a tua parte!
Para que possas depois escutar:

"Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu Senhor." (Mt 25, 21)

« Última modificação: 02 de Abril de 2007, 14:02 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #3 em: 01 de Maio de 2007, 16:03 »


PALAVRA DE VIDA (mês de Maio 2007)



«Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos:
se vos amardes uns aos outros»
(Jo 13,35)


Jesus está sentado à mesa com seus amigos. É a última ceia antes de partir deste mundo, o momento mais solene para transmitir sua última vontade, um verdadeiro testamento:
“Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”1.


Pelos séculos afora, será esta a característica que permitirá identificar os discípulos de Jesus, é nisto que todos os reconhecerão.

Foi assim desde o início. A primeira comunidade dos fiéis, em Jerusalém, gozava da estima e da simpatia de todo o povo justamente pela sua unidade2, a ponto de atrair, cada dia, novas pessoas que a ela se uniam3.

Também anos mais tarde Tertuliano, um dos primeiros escritores cristãos, referia o que se dizia a respeito dos cristãos:

“Vede como se amam entre si
e como estão prontos a dar a vida uns pelos outros”4.

 Era a realização das palavras de Jesus:

«Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»

O amor recíproco é, portanto, “o hábito dos cristãos comuns, que, velhos e jovens, homens ou mulheres, casados ou não, adultos e crianças, doentes ou sadios, podem vestir para gritar, em toda parte e sempre, com a própria vida, Aquele em quem crêem, Aquele a quem querem amar”5.

Na unidade que nasce do amor mútuo entre os discípulos de Jesus de certo modo reflete-se e torna-se visível aquele Deus que Ele revelou como Amor: a Igreja é ícone da Trindade6

Hoje, mais do que nunca, é esse o caminho para anunciar o Evangelho. Uma sociedade frequentemente atordoada por um excesso de palavras, mais do que mestres, procura testemunhas, mais do que palavras, quer modelos. Ela tende mais facilmente a participar quando encontra um Evangelho feito vida, capaz de criar relacionamentos novos, marcados pela fraternidade e pelo amor.

«Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»

Como podemos viver essa Palavra de Vida Interrogação


Mantendo vivo entre nós o amor mútuo e formando em toda parte “células vivas”.

“Se numa cidade” – escreveu Chiara Lubich –, “nos mais diferentes pontos, se acendesse o fogo que Jesus trouxe à terra, e esse fogo, graças à boa vontade dos habitantes, resistisse ao gelo do mundo, teríamos em breve a cidade acesa de amor de Deus.

O fogo que Jesus trouxe à terra é Ele mesmo, é caridade, aquele amor que não só une a alma a Deus, mas as pessoas entre si. (…)

Duas ou mais almas, fundidas no nome de Cristo, que não só não têm medo nem vergonha de se comunicarem recíproca e explicitamente o seu desejo de amor a Deus, mas que fazem da unidade entre si em Cristo o seu ideal, são uma potência divina no mundo.

E, em cada cidade, essas pessoas podem surgir nas famílias: pai e mãe, filho e pai, nora e sogra; podem se achar nas paróquias, nas associações, nas agremiações humanas, nas escolas, nos escritórios, em toda parte.

Não é necessário que já sejam santas, porque Jesus o teria dito; basta que estejam unidas em nome de Cristo e jamais venham a faltar a essa unidade.

Naturalmente, estão destinadas a ficar por pouco tempo duas ou três, porque a caridade é difusiva por si mesma e aumenta em proporções desmedidas.

Cada pequena célula, acesa por Deus num ponto qualquer da Terra, espalhar-se-á necessariamente e a Providência distribuirá essas chamas, essas almas-chamas, onde lhe aprouver, a fim de que o mundo seja restaurado em muitos lugares ao calor do amor de Deus, e recupere a esperança”7.

Aos cuidados de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara

1) Jo 13,34;
2) Cf. At 2,47; 4,32; 5,13;
3) Cf. At 2,47;
4) Cf. Apologético 39,7;
5) Chiara Lubich, O hábito dos cristãos. In Ideal e Luz. São Paulo: Cidade Nova, 2003, p. 126;
6) Cf. Lumen gentium, 2-4;
7) Chiara Lubich, Se numa città se ateasse fogo. In Meditações. São Paulo: Cidade Nova, 1963, p. 63. 

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« Responder #4 em: 01 de Maio de 2007, 22:11 »

Livro revela aspectos inéditos da história do Movimento dos Focolares
Chiara Lubich na apresentação em Roma de «Um povo nascido do Evangelho»

ROMA, terça-feira, 17 de fevereiro de 2004 (ZENIT.org).- «Isto quero testemunhar: que é Deus o autor desta Obra», afirmou Chiara Lubich referindo-se ao Movimento dos Focolares --do qual é fundadora e presidente-- na sexta-feira passada, em Roma, na apresentação do livro que condensa em seiscentas páginas os sessenta anos de história deste carisma suscitado na Igreja.

Desde o início sob os bombardeios de 1943 em Trento (Itália) aos primeiros passos do diálogo ecumênico: deste relato encarrega-se «Un popolo nato dal Vangelo» («Um povo nascido do Evangelho – Chiara Lubich e os Focolares»), de Enzo Maria Fondi e Michele Zanzucchi (editado pela Sociedade São Paulo).

O volume narra igualmente experiências até agora desconhecidas nos países do ex-regime socialista da Europa oriental, e as atividades desenvolvidas em todos os âmbitos da sociedade, da política à economia, da arte à comunicação.

Presente em mais de 180 países com seu projeto de contribuir à unidade da família humana, na atualidade o Movimento dos Focolares envolve quatro milhões e meio de pessoas no mundo, das quais quase a metade é colaboradora e simpatizante --há também quem pertença a Igrejas não-católicas, a religiões não-cristãs ou não-crentes --.

Para a fundadora dos focolares, o título do volume reflete a realidade; «Precisamente isto é o Movimento: é um povo --assim o definiu o Papa-- nascido do Evangelho», reconheceu ante os microfones de «Rádio Vaticano».

«De fato, nos primeiros tempos, quando surgiu nos refúgios de Trento, por causa da guerra, minhas primeiras companheiras e eu só levávamos conosco um pequeno Evangelho e éramos impulsionadas, pelo carisma que o Senhor me havia posto no coração, a lê-lo, a vivê-lo, a colocá-lo em prática --relatou--. Tudo nasceu precisamente do Evangelho, tudo saiu daí. É nosso livro de fundação!».

Várias autoridades civis e religiosas, assim como representantes de outras Igrejas e do Islã quiseram estar presentes na apresentação do volume, no qual se testemunhou a força da ação do Espírito Santo que suscita «a criatividade, o dinamismo e a variedade dos carismas na Igreja», constatou monsenhor Josef Clemens, secretário do Conselho Pontifício para os Leigos.

Sobre a experiência, até agora inédita, nos países do ex-regime socialista na Europa oriental, começada nos anos 60, se centrou monsenhor Clemens, que destacou que os focolarinos, todos médicos, não haviam partido para ir «contra» um regime; «estava neles só o amor por Jesus, morto na cruz, que gritava ao Pai seu abandono», «um amor concreto ao serviço do homem que abriu brecha nos corações».

O professor Andrea Riccardi, fundador da «Comunidade de Santo Egídio», detendo-se no perfil histórico dos Focolares, tocou a questão do papel da mulher na Igreja: «Chiara mostra com sua história --afirmou-- como existe um caminho para dar-nos resposta: é com o crescimento do espaço carismático que cresce também o da mulher».

Para Chiara Lubich, o fato de que uma mulher tenha uma grande influência na Igreja é «muito normal», «porque nestes últimos tempos saiu o perfil mariano da Igreja», constatou.

«Maria --como afirma o teólogo Urs Von Balthasar e o próprio Papa-- não estava presente só ao início da Igreja, mas que se faz presente ao longo dos séculos de diversos modos», acrescentou Lubich em «Rádio Vaticano».

«Existe um estreito vínculo, por exemplo, entre Maria e os carismas que o Espírito Santo enviou à terra --declarou--: no passado formaram muitas famílias religiosas, agora estes novos carismas formam ao contrário muitos movimentos».

«Como o Espírito Santo é livre, pode dar o carisma a um homem e também a uma mulher. Quando uma mulher encontra que o tem, por força deve fazê-lo “funcionar” e se converte em responsável disso que o carisma suscita, daquele movimento. Não é algo estranho», concluiu.

Mais informação em http://www.focolare.org/.
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« Responder #5 em: 01 de Junho de 2007, 12:09 »

PALAVRA DE VIDA (mês de Junho 2007)



«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»
(Jo 16,13)


O Evangelho fascina com as suas palavras, que são verdade. Nele fala Aquele que disse: “Eu sou a Verdade”. Diante de nós, Ele abre de par em par o mistério infinito de Deus e nos faz conhecer o seu projeto de amor pela humanidade: Ele dá a Verdade.

Mas a Verdade tem a profundidade infinita do mistério. Como podemos compreendê-la e vivê-la na sua plenitude?

O próprio Jesus sabe que não somos capazes de suportar o “peso” da Verdade. Por isso, durante a sua última ceia com os discípulos, antes de voltar ao Pai, promete enviar-nos o Espírito Santo, para que seja Ele a explicar-nos as suas palavras e a nos fazer vivê-las.

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»

A comunidade dos fiéis conhece a verdade porque vive de Jesus.
Ao mesmo tempo está caminhando rumo à “plenitude da verdade”, guiada com segurança pelo Espírito.

A história da Igreja pode ser lida como a história da compreensão gradual e cada vez mais profunda do mistério de Jesus e da sua Palavra.

O Espírito Santo a conduz ao longo desse caminho, dos modos mais variados: com a contemplação e o estudo dos fiéis, com os carismas dos santos, com o Magistério da Igreja.

O Espírito fala também no coração de cada fiel – é lá que Ele mora – fazendo-o escutar a sua “voz”. Vez por vez, Ele sugere perdoar, servir, doar, amar. Ensina a distinguir o bem do mal. Lembra e faz viver as Palavras de Vida que o Evangelho semeia em nós, mês por mês.

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»

Como viveremos esta Palavra de Vida?
Escutando aquela “voz” que fala em nós, na docilidade ao Espírito Santo, que guia, exorta, impulsiona.

Chiara Lubich esclarece que “o cristão deve caminhar sob o impulso do Espírito, a fim de que Ele mesmo, com a sua potência criadora, possa operar no coração do fiel para levá-lo à santificação, divinização e ressurreição”.

Para compreendermos melhor essa “voz” interior, de certo modo amplificando-a, Chiara convida a vivermos em unidade entre nós, para aprendermos a escutar a voz do Espírito não apenas dentro de nós, “mas também a voz d’Ele presente entre nós, unidos no Ressuscitado”.

Quando Jesus está entre nós, o Espírito “aperfeiçoa a escuta da sua voz em cada um de nós. Pela presença de Jesus em nosso meio, a voz do Espírito é como um alto-falante da sua voz em nós”.

“O nosso parecer sobre o melhor modo de amar o Espírito Santo, de honrá-Lo, de tê-Lo conosco no nosso coração, sempre foi o de escutar a sua voz, que pode iluminar-nos em todos os momentos da nossa vida (…). E, escutando ‘essa’ voz, pudemos constatar, com grande surpresa, que se caminha para a perfeição: os defeitos, aos poucos, desaparecem e as virtudes se tornam mais evidentes”.

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»

Essa Palavra de Vida, que é uma frase da liturgia da Festa da Santíssima Trindade, nos convida a invocar o Espírito Santo:

 “Ó Espírito Santo, não te pedimos outra coisa senão Deus por Deus. (…)
Permite que vivamos a vida que nos resta (...) exclusivamente, sempre e a todo momento, em função de ti somente, o único a quem queremos amar e servir.

Deus! Deus, puro espírito, a quem a nossa humanidade pode servir de cálice vazio para d’Ele se preencher…

Deus, que deve transparecer em nosso espírito, em nosso coração, em nosso rosto, em nossas palavras, em nossos gestos, em nosso silêncio, em nosso viver, em nosso morrer, em nosso aparecer, depois do nosso desaparecer da terra, onde podemos e devemos deixar só um rastro luminoso da sua presença, d’Ele presente em nós, entre as matérias e as misérias do mundo, que vive ou desmorona no louvor ou na vaidade de todas as coisas, para submissão ou remoção de tudo a fim de dar lugar ao Tudo, ao Único, ao Amor.”


Aos cuidados de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara


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« Responder #6 em: 01 de Julho de 2007, 18:28 »

PALAVRA DE VIDA (mês de Julho  2007)



«Foi para a liberdade que vós fostes chamados» (Gl 5, 13)


Por volta dos anos 50 d. C. o apóstolo Paulo tinha ido visitar a região da Galácia, no centro da Ásia Menor, a actual Turquia. Nasceram ali comunidades cristãs, que abraçaram a fé com muito entusiasmo. S. Paulo tinha-lhes apresentado Jesus crucificado, e eles receberam o baptismo que os revestiu de Cristo e lhes comunicou a liberdade dos filhos de Deus. “Corriam bem” no novo caminho, como reconhece o próprio S. Paulo.

Depois, de repente, procuraram noutro lugar a sua liberdade. S. Paulo admirou-se com a rapidez com que eles voltaram as costas a Cristo. Daí o premente convite a reencontrarem a liberdade que Cristo lhes tinha dado:


«Foi para a liberdade que vós fostes chamados».

 Para que liberdade somos nós chamados? Já não podemos fazer o que queremos? «Nós nunca fomos escravos de ninguém!», diziam, por exemplo, os contemporâneos de Jesus, quando Ele afirmava que a verdade trazida por Ele os tornaria livres. «Todo aquele que comete o pecado é servo do pecado», tinha respondido Jesus (1).   

Há uma escravidão dissimulada, fruto do pecado, que atormenta o coração humano. Conhecemos muito bem as suas múltiplas manifestações: um egoísmo individualista, um apego aos bens materiais, o hedonismo, o orgulho, a ira…

Sozinhos nunca seremos capazes de nos libertarmos totalmente dessa escravidão. A liberdade é uma dádiva de Jesus: Ele libertou-nos ao tornar-se nosso servo e dando a vida por nós. É por isso que surge o convite para sermos coerentes com a liberdade que nos foi dada.

A liberdade «não é tanto a possibilidade de escolher entre o bem e o mal, mas é caminhar cada vez mais em direcção ao bem». Quem o diz é Chiara Lubich, falando aos jovens: «Verifiquei – continua – que o bem liberta, o mal torna-nos escravos. Ora, para se ter a liberdade é preciso amar. Porque aquilo que mais nos escraviza é o nosso eu. Quando, pelo contrário, pensamos sempre nos outros, ou na vontade de Deus, quando fazemos os nossos deveres, ou no próximo, não pensamos em nós mesmos e somos livres de nós mesmos» (2).   
 

«Foi para a liberdade que vós fostes chamados».

 Como viver, então, esta Palavra de Vida?
É o próprio S. Paulo que nos indica quando, imediatamente depois de nos ter recordado que somos chamados para a liberdade, explica que esta consiste em nos pormos «ao serviço uns dos outros», «mediante a caridade», porque «toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo» (3).     

Somos livres – eis o paradoxo do amor – quando, por amor, nos pomos ao serviço dos outros. Quando, contrariando os impulsos egoístas, nos esquecemos de nós mesmos e estamos atentos às necessidades dos outros.

Somos chamados à liberdade do amor: somos livres de amar! Sim, «para se ter a liberdade é preciso amar».


«Foi para a liberdade que vós fostes chamados».

 O bispo Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, preso por causa da sua fé, permaneceu na prisão durante 13 anos. Mas também ali ele se sentia livre, porque tinha sempre a possibilidade de amar, pelo menos, os carcereiros. 

Ele mesmo conta: «Quando me isolaram dos outros companheiros, na prisão, puseram cinco guardas para me vigiarem: por turnos, dois deles estavam sempre comigo. Os seus chefes tinham-lhes dito: “De quinze em quinze dias, vocês vão ser substituídos por um outro grupo, para não serem ‘contaminados’ por esse bispo perigoso”. Após algum tempo mudaram de ideias: “Afinal já não vão ser substituídos, se não, esse bispo vai contaminar todos os soldados”.

No começo, os guardas não falavam comigo. Respondiam apenas sim ou não. Era realmente triste (…). Evitavam falar comigo.     

Uma noite, tive este pensamento: “Francisco, afinal tu ainda és muito rico, tens o amor de Cristo no teu coração. Ama-os como Jesus te amou”.

No dia seguinte comecei a amá-los ainda mais, a amar Jesus na pessoa de cada um deles, sorrindo, dirigindo-lhes palavras amáveis. Comecei a contar-lhes histórias acerca das minhas viagens ao estrangeiro (…). Quiseram aprender as línguas estrangeiras: o francês e o inglês… Em suma, os meus guardas tornaram-se meus alunos!» (4).

Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara

1) Cf. Jo 8, 31-34;
 2) Respostas às perguntas dos jovens, Palácio dos Desportos, Roma, 20 de Maio de 1995;
3) cf. Gl 5, 13-14;
4) Testimoni della speranza, Città Nuova, Roma, 2000, p. 98 / Testemunhas da Esperança, São Paulo: Cidade Nova, 2002, p. 82.


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« Responder #7 em: 15 de Agosto de 2007, 16:37 »

PALAVRA DE VIDA (mês de Agosto  2007)



“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta,
 com os olhos fixos em Jesus.”
(Hb 12,1-2)

Na vida dos cristãos aos quais se dirige a Carta aos Hebreus não faltam provações e sofrimentos. Isso às vezes poderia levá-los ao desânimo: por que não escolher uma trilha mais fácil, por que não se render?

Contudo, o autor da carta convida a prosseguir no percurso iniciado. É difícil, custa; porém, o caminho que conduz à plenitude da vida é o do Evangelho. Mais ainda, o escritor encoraja os cristãos a correr e a permanecer firmes, mesmo debaixo do peso dos sofrimentos.

Como todo atleta que almeja atingir uma meta, também cada um de nós que decide seguir Jesus precisa da perseverança, ou seja, da resistência, da capacidade de não ceder, fruto da nossa convicção de que Deus está conosco, e da firme decisão de querer alcançar o nosso objetivo.

Na verdade, somos convidados de modo especial a manter o olhar bem fixo em Jesus, que nos precedeu nesse caminho e se coloca como nosso guia.

De fato, Ele, na cruz, sobretudo quando se sente abandonado pelo Pai, é o modelo da coragem, da perseverança, da suportação: Ele soube permanecer firme na provação e voltou a abandonar-se nas mãos do mesmo Deus pelo qual se sentia abandonado.1

“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.”

Muitas vezes Chiara Lubich fala de Jesus como aquele que enfrenta a sua maior provação com coragem, sem render-se: Ele é o modelo da nossa corrida, o modelo de como se superam as provações.

Cada provação da nossa vida, cada sofrimento nosso, já foi assumido por Jesus no seu abandono na cruz.

Deixemos que Chiara mesma nos indique como podemos manter o nosso olhar fixo em Jesus.

“Estamos tomados pelo medo?
E Ele na cruz, no seu abandono, por acaso não se mostra dominado pelo medo de que o Pai se tenha esquecido Dele?”

Quando o desconsolo e o desânimo nos invadem, podemos também olhar para Jesus na cruz, pois naquele momento Ele “parece dominado pela impressão de que na sua paixão lhe falta a consolação do Pai e parece estar perdendo a coragem de suportar até o fim a sua dolorosíssima provação (…).

As circunstâncias nos deixam desorientados?
Jesus, naquela tremenda dor, parece não compreender mais nada do que lhe está acontecendo, tanto é que grita ‘por quê?’ (…).

E quando uma desilusão nos atinge de surpresa ou somos feridos por um trauma, ou por uma desgraça inesperada, ou por uma doença, ou por uma situação absurda, podemos sempre recordar o sofrimento de Jesus Abandonado que já personificou todas essas e uma infinidade de outras provações”.2

Ele está ao nosso lado em toda dificuldade, pronto a partilhar conosco cada sofrimento.

“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.”

Como, então, podemos viver essa Palavra?
Olhando para Jesus e habituando-nos a “chamá-lo pelo nome nas provações da nossa vida.

Portanto, lhe diremos: Jesus Abandonado-solidão, Jesus Abandonado-dúvida, Jesus Abandonado-mágoa, Jesus Abandonado-provação, Jesus Abandonado-desolação, e assim por diante.

E se o chamarmos pelo nome, Ele perceberá que o descobrimos e o reconhecemos em cada sofrimento, e nos responderá com mais amor. E se o abraçarmos, Ele se tornará, para nós, a nossa paz, a nossa consolação, a coragem, o equilíbrio, a saúde, a vitória. Será a explicação para tudo e a solução de tudo.”3

“Corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus.”

Foi o que aconteceu com Luísa, anos atrás, quando ela encontrou um folheto que comenta essa Palavra de Vida. Ela mesma conta:

“De repente chega a terrível notícia: meu primeiro filho, de 29 anos, sofreu um acidente de automóvel e está muito grave. Corro ao hospital com o coração na mão. Encontro meu filho imóvel, ausente. Fico desesperada. Enquanto passo dias de espera angustiada, entro por acaso na capela do hospital.

Lá encontro a Palavra de Vida, que me convida a manter o olhar em Jesus Abandonado. Leio-a atentamente. Sim, digo a mim mesma, ela se refere justamente à minha situação… A UTI, que para mim sinalizava o fim de qualquer esperança, não é mais um lugar de martírio. É uma ponte para o amor de Deus. E, enquanto seguro a mão de meu filho, encontro a força de rezar por ele, que está me deixando. Ele morreu e nunca o senti tão vivo”.

Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara

1) Cf. Mc 15,34;
2) Cf. Companheiro de viagem, São Paulo : Cidade Nova, 1988, p. 173-174;
3) Ibidem, p. 174-175.


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« Responder #8 em: 15 de Agosto de 2007, 17:05 »

Mariapolis de Verão

Este ano foi de um a 5 de Agosto em Fátima

Algumas fotografias que podem consultar no site:













Fotos de dias diferentes que se pode encontrar no site do movimento. Confesso que nunca participei em nenhuma mas quem sabe se para o ano consiga faze-lo?

Parece que de dois em dois anos é em Fátima (a nível nacional), sendo dividido por regiões no ano intercalar. No ano passado a Mariápolis de Verão decorreu de 28 a 30 de Julho e um dos locais foi em Viana do Castelo.

Eis um artigo que encontrei relativo ao ano passado:

Mariápolis, esboço de uma sociedade renovada

Uma ocasião única para se experimentar que é possível viver a fraternidade entre pessoas de raças, culturas, idades e condições diferentes.

Viana do Castelo acolhe, este ano, uma das três Mariápolis de Verão que se irão realizar em Portugal. Terá lugar no Centro Paulo VI de Darque, de 28 a 30 de Julho, estando prevista uma participação de mais de 300 pessoas, entre as quais numerosos jovens.

A Mariápolis é. um modelo de encontro típico do Movimento dos Focolares, que teve início no Verão de 1949, nas montanhas Dolomites, do Norte de Itália.

Trata-se de uma cidade temporária que propõe aos seus “habitantes” um estilo de vida de acordo com o Evangelho. A Mariápolis, cidade de Maria, é uma ocasião única para se experimentar que é possível viver a fraternidade entre pessoas de raças, culturas, idades e condições diferentes.

Workshops, passeios, jogos, momentos artísticos, troca de experiências, diálogo, aprofundamento de alguns aspectos da espiritualidade do Movimento dos Focolares, etc., permitem uma experiência singular de convivência entre todos aqueles que participam na Mariápolis.

São pessoas de todas as idades, profissões e condições sociais – jovens, adultos, crianças, famílias inteiras, sacerdotes, religiosos, mas também quem não professa uma religião – que formam assim uma sociedade em miniatura, transformada pela actuação da lei evangélica do amor recíproco, a Lei da Mariápolis, posta em acto durante todos os momentos do dia.

A Mariápolis oferece, deste modo, a possibilidade de redescobrir e experimentar os valores universais que existem no íntimo de cada homem e que abrem caminhos para a realização de uma sociedade mais fraterna e de um mundo mais unido.

Programa da Mariápolis de Verão 2006
em Viana do Castelo:


Manhãs – aprofundamento de um tema da espiritualidade do Movimento dos Focolares, ilustrado com testemunhos de adultos, famílias, jovens e crianças.

Tardes – programas opcionais e facultativos com fóruns, workshops, passeios culturais e jogos.

Noites – momentos artísticos na esplanada da Mariápolis.

A Mariápolis conta com um programa especial para crianças, assim como encontros e actividades específicas para os adolescentes.



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« Responder #9 em: 07 de Setembro de 2007, 16:30 »

Palavra de Vida - Mês de:

«Procura a justiça, a piedade,
 a fé, o amor,
a perseverança, a mansidão»

         
     


Como podemos viver todas estas virtudes
na nossa vida quotidiana
Interrogação

Parece realmente difícil poder praticá-las uma a uma. Porque é que não experimentamos antes viver, em cada momento presente, a radicalidade do amor? Quando uma pessoa vive o momento presente na vontade de Deus, Deus vive nela, e se Deus está nela, nela está a caridade.

Quem vive o presente, segundo as circunstâncias, é paciente, é perseverante, é manso, é pobre de tudo, é puro, é misericordioso porque tem o amor na sua expressão mais alta e genuína. Ama realmente a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças. É iluminado interiormente, é guiado pelo Espírito Santo e, por conseguinte, não julga, não pensa o mal, ama o próximo como a si mesmo, tem a força da loucura evangélica de “oferecer a outra face”, de “caminhar com alguém duas milhas(1)

«Procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão».

A exortação dirige-se a Timóteo, fiel colaborador de S. Paulo, seu companheiro de viagem e amigo, confidente até se tornar como um filho. «Mas tu, ó homem de Deus – escreve-lhe o Apóstolo, depois de ter denunciado o orgulho, as invejas, as rixas, a ganância pelo dinheiro –, foge dessas coisas». E convida-o a procurar uma vida em que resplandeçam as virtudes humanas e cristãs.

Estas palavras relembram o compromisso, assumido no momento do baptismo, de renunciar ao mal foge») e de aderir ao bemprocura»). É o Espírito Santo que provoca a transformação radical, e dá a capacidade e a força para se pôr em prática a exortação de S. Paulo:   

«Procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão».   

A experiência vivida com o primeiro grupo de raparigas que, em Trento, no ano de 1944, deu origem ao focolar, faz intuir como se pode viver a Palavra de Vida, sobretudo o amor, a perseverança, a mansidão.

Especialmente no início, nem sempre era fácil viver radicalmente o amor. Também entre nós, nos nossos relacionamentos, infiltrava-se, por vezes, um pouco de poeira, e a unidade diminuía.

Isso acontecia, por exemplo, quando notávamos os defeitos, as imperfeições das outras e as julgávamos. Então, a corrente de amor recíproco enfraquecia.

Para reagir a esta situação, um dia pensámos em fazer um pacto entre nós, a que chamámos “pacto de misericórdia”.

Decidimos ver, todas as manhãs, o próximo que encontrávamos – no focolar, na escola, no trabalho, etc. –, de um modo novo, novíssimo, esquecendo-nos completamente dos seus defeitos, e cobrindo tudo com o amor. Significava aproximarmo-nos de todos com uma amnistia completa no nosso coração, com um perdão universal.

Foi um compromisso forte, que assumimos todas juntas, e que ajudava cada uma a ser sempre, o mais possível, a primeira a amar, à imitação de Deus misericordioso, que perdoa e esquece.

Chiara Lubich

1) Cf. Mt 5, 41.

« Última modificação: 07 de Setembro de 2007, 16:42 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #10 em: 07 de Setembro de 2007, 16:59 »

Mariápolis no centro Paulo VI em Fátima - Portugal * Coreografia do Norte.

<a href="http://www.youtube.com/v/6p59LJjIOY8" target="_blank">http://www.youtube.com/v/6p59LJjIOY8</a>
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« Responder #11 em: 07 de Setembro de 2007, 17:24 »

 clap Viva a alegria Excalmação  clap
 Obrigado Blaster!
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« Responder #12 em: 05 de Outubro de 2007, 12:39 »

Palavra de Vida - Mês de:

«Proclama a palavra, insiste em tempo propício e fora dele, convence, repreende, exorta com toda a compreensão e competência»
         
     


Sim, é preciso falar, a todos, sempre  Excalmação

Muitas vezes a Palavra de Vida convida-nos a viver, a ser o amor. Mas é preciso também transmitir aos outros a Palavra, proclamá-la, comunicá-la, até os envolver numa vida de doação, de fraternidade.

As últimas palavras de Jesus foram: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho…» (1).

Era esta a paixão que impelia S. Paulo a viajar pelo mundo conhecido na altura e a dirigir-se a pessoas de culturas e de credos diferentes: «Se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!» (2).

Tornando-se eco das palavras de Jesus e com a força da sua própria experiência, S. Paulo recomenda também ao seu fiel discípulo, Timóteo, e a cada um de nós:

«Proclama a palavra, insiste em tempo propício e fora dele, convence, repreende, exorta com toda a compreensão e competência».

Para que a palavra seja eficaz é necessário – sempre que possível – construir primeiro um relacionamento com as pessoas a quem nos dirigimos.

Mesmo quando não se pode falar com a boca, pode-se sempre falar com o coração. Às vezes, a palavra pode exprimir-se apenas através de um silêncio respeitoso, de um sorriso. Ou, interessando-se pelas preocupações do outro, por aquilo de que gosta, pelos seus problemas, lembrar-se do nome dele ou dela, de modo que sinta que é importante para nós. E é realmente importante: o outro nunca nos é indiferente.

Estas palavras sem ruído – se forem adequadas –, não podem deixar de abrir uma passagem nos corações. E, muitas vezes, o outro interessa-se por nós e faz-nos perguntas. Eis então o momento de anunciar, de proclamar. Não é preciso esperar mais, é a ocasião de falar claramente. Podem-se dizer poucas palavras, mas deve-se falar e comunicar qual é o motivo da nossa vida cristã.

«Proclama a palavra, insiste em tempo propício e fora dele, convence, repreende, exorta com toda a compreensão e competência»

 O quê? Como viver esta Palavra de Vida e proclamar, simplesmente com a nossa passagem, o Evangelho?

 O quê? Como é que o podemos dar a todos?

Amando cada um, sem distinções.

Se formos cristãos autênticos,
vivendo tudo o que o Evangelho ensina,
as nossas palavras não serão vazias.

O anúncio será ainda mais luminoso se soubermos testemunhar o coração do Evangelho, isto é, a unidade entre nós, conscientes de que «é por isto que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (3).

É esta a veste que todos os cristãos – homens e mulheres, casados ou não, adultos e crianças, doentes ou sãos – podem envergar para testemunhar, com a sua vida, sempre e em qualquer lugar, Aquele em quem acreditam, Aquele que querem amar.

Chiara Lubich
1)Cf.  Mc 16, 15; Mt 28, 19-20
2) 1 Cor 9, 16;
3) Jo 13, 33.
« Última modificação: 05 de Outubro de 2007, 12:57 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #13 em: 04 de Novembro de 2007, 18:30 »

O Papa Bento XVI denunciou hoje as "muitas ameaças" que atacam "de fora e de dentro" a instituição da família católica, ao receber no Vaticano uma delegação da associação Famílias Novas, do Movimento dos Focolares.

"A Igreja está sempre perto da família e a sustenta, ainda mais agora, devido a tantas ameaças que a atacam de fora e de dentro", disse o Papa.

Entre estas "ameaças", o Papa falou sobre "incerteza dos namorados diante de decisões definitivas no futuro, da crise de casal, do divórcio", assim como das que chamo de "uniões irregulares" .

Também denunciou "as condições das viúvas, das famílias em dificuldade, e da amparada de menores com problemas".

Diante disso, o Pontífice indicou a exigência de "estratégias pastorais que ajudem os vários desafios que a família contemporânea tem que enfrentar".

O Papa convidou os 200 casais do Movimento dos Focolares que recebeu hoje a "moldar" a vida familiar sob o exemplo da "família de Nazaré, ícone do amor".

Além disso, pediu "um empenho de evangelização silencioso e profundo", que sirva para fazer da família "um verdadeiro ninho de amor, e uma casa que acolha a vida e seja escola de virtudes e valores cristãos para os filhos".

"Diante dos desafios sociais, econômicos, culturais e religiosos que a sociedade contemporânea tem que enfrentar em todas as partes do mundo, sua obra é providencial" , acrescentou.

Para Bento XVI, "o segredo é viver o Evangelho em uma época na qual a família vive freqüentemente situações complexas e difíceis".

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« Responder #14 em: 13 de Novembro de 2007, 19:43 »

Palavra de Vida - Mês de:

««Que grande nação haverá,
 que possua leis e preceitos tão justos como esta lei…?»
         
     


Os quarenta anos em que caminhou no deserto foram, para o povo de Israel, um tempo de prova e de graça.

Deus purificou-lhe o coração e mostrou-lhe o Seu imenso amor. Quando estava para entrar na Terra Prometida, Moisés recorda a experiência vivida. De um modo especial, lembra a maior dádiva que todo o povo recebeu:
a lei de Deus, resumida nos Dez Mandamentos.

E convida todos a porem-na em prática. Ao expor os ensinamentos de Deus, Moisés fica encantado com a maneira como Deus se tornou próximo do Seu povo, cuidou dele, ensinou-lhe preceitos de vida tão sábios, e exclama: 

«Que grande nação haverá,
que possua leis e preceitos tão justos como esta lei…?».


Deus gravou a Sua lei no coração de cada pessoa e falou a todos os povos de modos diferentes e em tempos diferentes. Todas as pessoas da Terra podem exultar pelo amor que Deus mostrou em relação a cada uma delas.

Mas nem sempre é fácil captar o desígnio de Deus sobre a humanidade. Por isso, Ele escolheu um pequeno povo, o povo de Israel, para mostrar mais claramente o Seu plano.

Por fim, enviou o Seu Filho, Jesus, que revelou plenamente o rosto de Deus, manifestando-Se Amor e condensando a Sua lei num único mandamento, de amor para com Deus e para com o próximo.

A grandeza de um povo e de cada pessoa exprime-se na sua adesão à lei de Deus, com um «sim» pessoal.

Adesão que não é uma superestrutura artificial, e muito menos uma alienação. Não é resignar-se a um destino mais ou menos bom, e também não é sujeitar-se a uma fatalidade, como se se pensasse: é assim que está determinado, e assim deve ser. É inevitável.

Não!
O plano de Deus é o que de melhor se possa pensar para cada pessoa. É cooperar para que se revele o grande desígnio que Deus tem sobre cada um e sobre a humanidade inteira: fazer de todos uma só família, unida pelo amor, e levá-los a viver precisamente a vida de Deus, a vida divina.

Também nós podemos então exclamar, como Moisés:

«Que grande nação haverá,
que possua leis e preceitos tão justos como esta lei…?».


Como viver, durante este mês, esta Palavra de VidaInterrogação
 Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar


Indo ao coração da lei divina que Jesus sintetizou no único preceito do amor. E, se passarmos em revista os Dez Mandamentos que Deus nos deu no Antigo Testamento, podemos verificar que, amando verdadeiramente a Deus e ao próximo, cumprimo-los todos e com perfeição.

 Desabrochar Não é porventura verdade que quem ama a Deus não pode admitir outros deuses no seu coração?

 Desabrochar Que quem ama a Deus pronuncia o Seu nome de modo sagrado e não em vão?

 Desabrochar Que quem ama se alegra por poder dedicar ao menos um dia por semana Àquele que mais ama?

 Desabrochar Não é também verdade que quem ama cada próximo não pode deixar de amar os seus pais?

 Desabrochar Não é evidente que quem ama os outros não vai agora pôr-se a roubá-los, nem a matá-los, nem a aproveitar-se deles para os seus prazeres egoístas, nem a levantar falsos testemunhos contra eles?

 Desabrochar Não é também verdade, além disso, que o seu coração está já cheio e satisfeito e não sente, com certeza, o desejo de possuir os bens e as criaturas dos outros?

É assim:
quem ama não comete pecado, cumpre toda a lei de Deus.

Tive uma experiência disso várias vezes, nas minhas viagens em contacto com povos e etnias diferentes. Recordo sobretudo a forte impressão que me deixou o povo Bangwa em Fontem, nos Camarões, quando em 2000 aceitou de modo novo o convite para amar.

Durante o dia, de vez em quando, perguntemos a nós mesmos se as nossas acções são marcadas pelo amor. Se assim for, a nossa vida não será vã, mas um contributo para a realização do desígnio de Deus sobre a humanidade.

Chiara Lubich

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