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Autor Tópico: Coisas de Nossa Senhora  (Lida 51331 vezes)
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lea onda-menor
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« Responder #30 em: 22 de Maio de 2007, 09:13 »

"Todos estes, unânimes, perseveravam na oração
com algumas mulheres,
entre as quais Maria, a mãe de Jesus... "
 (At. 1,14)




A Igreja "olhava" Jesus por meio de Maria


Entre eles e junto a eles Maria era "assídua e perseverante na oração" como "Mãe de Jesus" (cf At 1, 13-14), quer dizer, Mãe do Cristo Crucificado e Ressuscitado. E o primeiro núcleo daqueles que, "confiantes, olhavam para Jesus, o autor da Salvação", sabia muito bem que Ele era o Filho de Maria, que Ela era a sua Mãe, e que, como tal, desde a concepção e o nascimento, fora um testemunho único do mistério de Jesus, deste mistério que lhe fora desvelado e confirmado sob os seus olhos, pela Cruz e pela Ressurreição.

Desde o primeiro momento, a Igreja "olhava", pois, para Maria, por meio de Jesus, como também, "olhava" para Jesus por meio de Maria.

João Paulo II, Redemptoris Mater
(25 Março 1987) n° 26




O Cenáculo
é o lugar onde nos reunimos com Maria e os Apóstolos,
à espera do Espírito Santo, que guia e conduz Sua Igreja

Caminhando em direcção ao Pentecostes olho para Ti, ó Mãe do Céu
E Te suplico confiante
'Nossa Senhora do Cenáculo' rogai por nós
« Última modificação: 22 de Maio de 2007, 09:15 por lea onda-menor » Registado

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lea onda-menor
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« Responder #31 em: 27 de Maio de 2007, 08:20 »

Em dia de Pentecostes,
de novo um olhar para Maria...

Medjugorje - Mensagem de 25 Maio de 2007:
"Queridos filhos, rezem comigo ao Espírito Santo para que vos conduza na busca da vontade de Deus no caminho da vossa santidade. E vós, que estais longe da oração, convertei-vos e, no silêncio do vosso coração, procurai a salvação da vossa alma e alimentai-a com oração. Eu vos abençoo a todos, um a um, com a minha bênção maternal. Obrigada por terem respondido ao meu chamamento."



O papel de Maria na descida do Espirito Santo

Entrevista com o padre Jesús Castellano Cervera, ocd


A igreja universal celebra a solenidade de Pentecostes, um momento em que a figura de Maria é de singular importância, revela nesta entrevista concedida a Zenit o padre Jesús Castellano Cervera, carmelita descalço, especialista em estudos marianos e consultor da Congregação vaticana para a Doutrina da Fé.?

O tempo que estamos vivendo é também conclusão do tempo pascal e do mês de maio. Este tempo tem uma especial relevância mariana?

P. Castellano Cervera:
O tempo compreendido entre a Ascensão e Pentecostes me parece que é um tempo particularmente mariano. O dado sublinhado nos Atos dos Apóstolos (1,14), que recorda a presença de Maria no Cenáculo, há que ser enfatizado. A iconografia antiga, a liturgia bizantina e as antigas notícias de Maria são unânimes ao recordar a Virgem Maria já no episódio da Ascensão do Senhor ao Céu.

Maria aparece com os discípulos em oração enquanto Jesus sobe ao Céu, e a Mãe se converte assim em testemunha de toda a vida humana de Cristo, desde a vinda do seio do Pai à sua maternidade e desde a ascensão ao seio do Pai com a carne tomada da Mãe.

Qual é o significado da presença de Maria entre os discípulos no Cenáculo?

P. Castellano Cervera:
Penso que Jesus confiou seus discípulos a Maria antes da vinda do Espírito Santo. A Virgem Maria, na realidade, em um tempo de «vazio», quando Jesus já não está e o espírito não descendeu, todavia, parece a pessoa mais apropriada para preencher de alguma forma estas duas presenças em um momento de recordação e de espera.

De recordação porque Maria é memória vivente de Cristo, de sua vida desde o princípio, de suas palavras. Sua presença materna fala dEle em tudo. E de espera porque a Virgem Maria, qua recebeu o Espírito Santo em plenitude, converte-se em garantia e esperança de cumprimento da promessa de Jesus. Virá o Espírito prometido --parece assegurar Maria-- assim como veio sobre mim. Deus é fiel a suas promessas.

É talvez esta presença a raiz do título a Ela reconhecido: Rainha dos Apóstolos?

P. Castellano Cervera:
 Creio que é precisamente assim. Padres da Igreja e autores medievais dizem com clareza que Maria no Cenáculo converte-se em Mãe dos Apóstolos com seu testemunho de Cristo.

João Paulo II fala na Encíclica Redemptoris Mater, no número 26, de tal presença em meio aos discípulos de Jesus como singular testemunho do mistério de Cristo. Seu papel materno neste tempo é evidente.

Podemos pensar que as palavras de At 1, 14 refletem a obra materna de Maria, que ajuda os discípulos a «perseverar» cada dia na esperança do acontecimento prometido da vinda do Espírito, a estar «de acordo e unidos», a abrir seus corações «na oração» com uma atitude de invocação e de confiada espera. Maria molda maternalmente os apóstolos, faz deles irmãos, prepara a comunidade para acolher o Espírito Santo.

Posto que Maria já havia recebido o Espírito Santo, não era talvez para Ela supérfluo esperar Pentecostes?

P. Castellano Cervera:
 Maria, de acordo com as imagens mais antigas de Pentecostes, aparece aos discípulos e recebe o Espírito Santo com toda a Igreja. Sua circunstância, ligada ao mistério do Filho e sua missão, está agora indissoluvelmente unida ao mistério da Igreja.

Foram parte dela como membro excelentíssimo e como Mãe, como afirma o Concílio Vaticano II. A nova vinda do Espírito sobre Ela a une ainda mais à Igreja, sua comunhão e missão. Não é possível pensar na Igreja sem Maria e em Maria sem a Igreja.

A centralidade da Mãe de Jesus em meio aos discípulos com a mesma chama do Espírito Santo em uma atitude de acolhida do dom e de ação de graças nos fala do «perfil mariano» da Igreja, onde Ela representa a própria essência da Igreja: pura acolhida e transmissão do dom de Deus. Maria é o dever de ser da Igreja e do cristianismo, baixo a ação do Espírito Santo e em profunda comunhão com todos.

ROMA, sexta-feira, 28 de maio de 2004 (ZENIT.org)




Maria, Promessa de misteriosa plenitude


Pe. Expedito José Francisco Teles, S.J.

Maria é a mais bela figura da Igreja! É um abismo de milagre e beleza. É uma obra de arte e perfeição de Deus. Sob o ponto de vista humano, Maria é o mais belo e simpático tipo de mulher. Sob a luz do divino, Maria reveste uma dignidade quase infinita. É Mãe de Deus!
Criatura nenhuma jamais esteve tão perto de Deus.

Não obstante à pobreza de seus limites de criatura, Maria foi escolhida para ser a Mãe de Cristo. No mistério de Maria-Mãe, encontra-se de forma implícita a maternidade da Igreja. Os dois mistérios são inseparáveis. Ambos se iluminam no mistério do Verbo Encarnado!

Segundo São Bernardo, Maria está colocada entre Cristo e a Igreja. Por essa razão, a teologia patrística nunca separou o mistério de Maria do mistério da Igreja. Os santos padres sempre viram Maria presente na Igreja e esta presente em Maria. O que convinha à Igreja, Mãe do Cristo místico, foi prefigurado em Maria, Mãe do Cristo físico.

Contemplando Maria como figura da Igreja, descobrimos mais uma vez a concatenação do pensamento divino na história da economia da salvação. Maria é o traço de união entre o Velho e o Novo Testamento. Todas as prerrogativas e grandezas de Maria se fundamentam na Maternidade Divina. Esse é o ponto central de toda a Mariologia.

Maternidade Divina


Entre todas as mulheres da terra, Maria Santíssima foi a única a ser escolhida por Deus, de modo gratuito, para ser sua Mãe. É uma Mãe virgem! Uma virgem Mãe! Entre os mortais, a mulher torna-se mãe, desfolhando as pétalas da virgindade. A explicação está na pobreza da nossa condição humana.

No plano sobrenatural, não se verificou assim. Deus, que é onipotente, que tudo criou do nada com o poder da sua Palavra, podia fazer o milagre de encarnar-se, nascendo de uma virgem. A revelação no-lo atesta que isso foi feito: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do altíssimo vai te cobrir com sua sombra; por isso o santo que nascer será chamado de Filho de Deus” (Lc 1,35-36).

Maria acreditou. Concebeu, primeiro pela fé, depois, corporalmente. Na história da humanidade, ela é a única mulher da terra que aliou em sua pessoa as duas grandes alegrias, a Maternidade e a Virgindade! Por sua maternidade divina, Maria contraiu um tríplice vínculo relacional com cada uma das pessoas da Santíssima Trindade.

Maria, Filha de Deus Pai


Com o Pai, possui Maria um vínculo de semelhança e filiação. O Pai gera “ab aeterno” o Verbo segundo a natureza divina. Maria gera no tempo a natureza humana do Verbo Encarnado.

O Verbo é gerado da substância divina do Pai. A natureza humana do Verbo encarnado é gerada da carne de Maria.

O Verbo é o único Filho do Pai, gerado por Ele virginalmente. É também o único Filho de Maria gerado por ela virginalmente, segundo a carne.

Santo Anselmo escreveu: “O Pai e a Virgem tiveram naturalmente um mesmo filho comum.” (“Naturaliter fuit unus idemque communis Dei Patris et Virginis Filius”. Pl. 158, 457).

Tanto o Pai como Maria, “servata ordine”, voltados para o mesmo Filho, podem dizer com a mesma voz, com a mesma verdade: “FILIUS MEUS ES TU”. Maria é filha primogênita do Altíssimo. Predestinada a ter com o Pai o mesmo e único Filho, participou realmente como nenhuma outra criatura da natureza divina pela graça santificante que faz filhos adotivos de Deus.

É a Imaculada Conceição na aurora da vida, no decurso da vida é a Cheia de Graça e no ocaso da existência é a Assunção Gloriosa!

Escreveu São Gregório Magno: “O Dom que transcende a todos os dons é que Deus chame o homem filho seu e que o homem chame a Deus seu Pai” (Sem. 26, In Nativ. Dom. 6,4; PL. 54,214).

Maria, Mãe de Deus Filho


Com o Filho, Maria Santíssima tem dupla relação de consangüinidade e de esposa e esposo. O Corpo de Cristo procede todo de Maria. A carne de Cristo é a carne de Maria.

Cantou Dante na divina comédia: “Maria Santíssima é o rosto que a Cristo mais se assemelha.” (Par. 32,29-30).

Maria Santíssima foi a mulher criada para ser o “adiutorium simile” de Cristo para a geração dos homens à vida sobrenatural da graça.

“Mereceu ser ao mesmo tempo Esposa e Mãe”, diz Fulberto de Chartre. Por sua mediação, veio-nos a redenção. A maternidade divina de Maria é uma maternidade soteriológica, co-redentora. (Roschini, p. 363).

Maria, Esposa de Deus Espírito Santo


Com o Espírito Santo, Maria é Templo e Esposa.

Todo justo, como diz São Paulo, é templo do Espírito Santo. “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós? Não sabeis que vossos membros são templos do Espírito Santo, que está em vós?” (1Cor 6,15).

A plenitude de graça sob seu aspecto negativo é a Imaculada Conceição, ou seja, em Maria, não há mancha alguma de pecado. Em seu aspecto positivo, é a Cheia de Graça, nela existe a maior presença de Graça possível de se conter em uma criatura. Foi com esse título que o anjo Gabriel a saudou. Em Maria não há nenhuma mancha de pecado.

A inimizade posta pelo próprio Deus entre ela e a serpente livrou-a de toda a servidão de Satanás. Por essa razão, Maria Santíssima é verdadeiramente o Templo do Espírito Santo.

Foi no seu seio virginal, como escreveu São Luis Grignon de Montfort, que o Espírito Santo formou sua Obra Prima, a humanidade de um Deus feito homem. Assim, Maria é verdadeiramente a Esposa do Espírito Santo.

Maria e a Igreja


Voltemos ao paralelo entre Maria e a Igreja.

Com Maria, a Igreja é mãe e virgem. Associada à obra de Cristo como esposa, fecundada pelo Espírito Santo, a Igreja é Mãe.

Gera em cada um de nós a fé pela pregação da Palavra, pela administração dos sacramentos. Nutre nossas inteligências com as verdades reveladas, nossas almas com a própria carne do Filho de Deus. Educa-nos com sua vida litúrgica e pastoral.

Maria, diz Santo Agostinho, sem nenhum pecado deu ao corpo uma Cabeça. A Igreja na remissão dos pecados dá à Cabeça seu corpo.

Maria é Mãe do Cristo Físico, o Verbo Encarnado, a Igreja, Mãe do Cristo Místico. Ambas, mãe de um só e único Cristo, o Cristo Total.

Há, diz o Cardeal Henri de Lubac, uma compenetração das duas maternidades. Ambas são fecundadas pelo Espírito Santo. Maria concebeu Cristo por obra e graça do Espírito Santo. “Spiritus Sanctus Superveniet in te.” (Lc 1,35).

A Igreja gera os cristãos nas águas lustrais do batismo por virtude do Espírito Santo. A Igreja gera o Cristo Eucarístico. Tem assim uma relação maternal com o Cristo Físico.

Foi Cristo quem quis a compenetração das duas maternidades
. Na cruz, deu-nos Maria como mãe, “Mulier, ecce filius tuus... ecce mater tua” (Jo 19, 26-27).

Maria é assim também mãe do Corpo Místico. A maternidade de Maria é superior à da Igreja. A maternidade da Igreja é um prolongamento da maternidade de Maria.

Como Maria, a Igreja é uma mãe virgem. Como diz Santo Agostinho, a Igreja é virgem na fé sempre íntegra, na esperança sempre firme, no amor sempre sincero. Maria não é só figura, mas realização da Igreja.

Como diz o cardeal de Lubac, é germe e pleroma ao mesmo tempo. Encerra em si todas as graças e todas as perfeições que resplandecerão no fim dos tempos na Igreja. Peregrina do tempo, Maria tinha no céu sua morada definitiva. A Assunção gloriosa é a coroa dos mistérios de Maria.

A Igreja peregrina marcha como Maria para uma glorificação final na Jerusalém celeste. Maria assunta é figura da Igreja triunfante. Como Maria, a Igreja ressuscitará também um dia. Cremos na ressurreição da carne. Maria Santíssima é uma síntese da Igreja. É Dom e promessa de misteriosa plenitude!

Bibliografia:
1. DE LUBAC, Henri. Meditation sur L’Église. Aubier, 1954.
2. ROSCHINI, Gabriel M. La madre de Dios. Madrid, 1957.
3. JOURNET, Charles. L’Église du Verbe Incarné. Desclé de Brauwer, 1955.
4. MERSH, Émile. Le corpos mystique du Christ. Desclé de Brauwer, 1945.

A Comunidade Shalom
propõe vários textos sobre Maria


Um belo dia de Pentecostes, repleto de graças
fortalecendo o Homem novo nesta caminhada para a casa do Pai
« Última modificação: 27 de Maio de 2007, 09:38 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #32 em: 28 de Maio de 2007, 20:32 »

Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos


  "O Espírito Santo habitou de modo permanente em Maria,
foi o seu mestre, o seu guia.
Ela alcançou o conhecimento mais profundo
da revelação de Deus contida nos livros do Antigo Testamento
e viveu-a de forma plena.
 O 'Magnificat' mostra-nos quanto conhecia sua doutrina,
quanto a vivia e a usava na oração e na meditação".
Tiago Alberione


   Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.

Padre Alberione em sua ação missionária sentiu, de maneira especial, a presença da Mãe de Deus, e quis que seus discípulos e discípulas a venerassem sob o título de Rainha dos Apóstolos. 

Muito tempo antes de Tiago Alberione, São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, já havia colocado a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo.

Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus.


UM QUADRO...


A pintura do quadro da Rainha dos Apóstolos, realizada pelo pintor João Batista Conti, em 1935, é considerada unanimemente como a reprodução oficial e fiel da idéia de Padre Alberione. Nele Maria aparece de pé diante do altar oferecendo Jesus ao mundo como a Verdade para contemplar enquanto Jesus traz na mão um pergaminho enrolado. O apóstolo Paulo está em primeiro plano com a espada na mão e um livro fechado. São Pedro, no centro do quadro, com a mão erguida aponta para a Rainha dos Apóstolos que está circundada pela luz do Espírito Santo. Os dois apóstolos são considerados as colunas da Igreja. Alguns apóstolos e santos estão em atitude de oração ou absortos em meditação.

Este quadro foi colocado na igreja de Alba, Itália, igreja matriz das congregações paulinas, edificada em agradecimento à proteção de Nossa Senhora aos seus filhos.

Existe outra representação de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, onde Maria aparece juntamente com os apóstolos, no dia de Pentecostes. 
extracto de um texto encontrado em
Com Maria, discípulos e missionários!


Estamos vivendo um tempo de festa
 

"Fazei tudo o que Ele vos disser" (João 2,5b)

Neste mês tão especial em que vamos celebrar na Vigília de Pentecostes a grande festa de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, somos todos convidados a voltar o nosso olhar para Cristo, o Senhor da nossa vida e da nossa história.

Pois, Maria sempre nos conduz a Jesus. Toda celebração mariana é essencialmente Cristocêntrica. Jesus sempre foi e sempre será o centro de tudo e de toda ação eclesial.

Ao destacarmos a devoção mariana nas homenagens que ofertamos a Nossa Senhora, imediatamente nos encontramos com Ele. Ao contemplar a vida de Maria, cada cristão ouve a sua voz que sempre o impulsiona: "fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5b).

Estamos vivendo um tempo de festa. Bem nos disse o Santo Padre o Papa Bento XVI, logo na sua chegada em São Paulo, do balcão do Mosteiro de São Bento: "A Igreja está em festa"Excalmação

Estamos em festa, porque tivemos a 43ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que elegeu Dom Geraldo Liryo da Rocha o seu Presidente para os próximos quatro anos de evangelização, com renovado ardor missionário.

E foi com grande alegria e emoção que a cidade de São Paulo e o Brasil inteiro receberam a visita pastoral do Sucessor de Pedro que trouxe em suas mensagens, atenção e presença paternal, a confirmação na fé e a necessidade de continuarmos sendo testemunhas vivas do amor de Deus, defendendo a vida e a família e motivando a juventude a se espelhar em Jesus na busca da felicidade.

As palavras do Sumo Pontífice continuarão ecoando em nossos ouvidos e em nosso coração, sobretudo, quando ele nos diz que é preciso ter alegria, entusiasmo e responsabilidade.

E o motivo de estarmos em festa continua, porque estamos acompanhando a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, que seguramente, trará novas luzes em nossa ação missionária e apostólica. As conclusões desta V Conferência Geral nos indicarão meios para que continuemos mostrando ao mundo e à humanidade que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida para todos. E que é somente n’Ele que teremos vida em abundância!

Diante de tudo isso, a nossa reflexão se volta para Maria, a Mãe de Jesus e nossa. O nosso coração se abre para Ela, a Mulher do Cenáculo, a Rainha dos Apóstolos. Os devotos de Nossa Senhora sempre terão motivos para reconhecer n’Ela um modelo de discipulado e de missão.

 A Santíssima Virgem, – como modelo de discipulado –, nos ensina que é preciso ouvir e entender a voz de Deus. E mais do que isso: nos ensina que é urgente dizermos “sim” ao chamado de Deus.

Maria é a discípula
que tudo observa, estando atenta às necessidades de todos. Maria é aquela que serve com alegria, indo ao encontro daqueles que precisam de socorro, assim como o fez ao se dirigir à casa de sua prima Isabel.

Maria é também modelo de missionária.
Pois, ao receber, pela ação do Espírito Santo, o Senhor em seu ventre virginal, e ao dar à luz o Salvador, levou-O no Templo ao velho Simeão, com o intuito de mostrá-Lo para o mundo todo!

Que este mês, tão abençoado e repleto da graça de Deus, nos impulsione a nos envolvermos ainda mais com Cristo e com a Sua Igreja.

 E com Maria, sejamos, dia por dia, mais discípulos e mais missionários. E que não tenhamos medo e nem preguiça de anunciar Jesus e a Boa Nova do Evangelho, que pode transformar a nossa vida e a vida de tantas outras pessoas.

Que Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, rogue a Deus por nós e pela nossa família, para que – inflamados pelo Espírito Santo e cheios da graça e da bênção de Deus – continuemos reavivando a fé e reacendendo a caridade por onde passarmos e no meio de todas as pessoas.


Padre Silvio Andrei a 25/05/2007 na Canção Nova
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« Responder #33 em: 30 de Maio de 2007, 10:13 »


31 de Maio - A Visitação de Nossa Senhora


La Visitation, Escola Francesa (Interrogação) século XVII
National Gallery, Londres

39*Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41*Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43*E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. 45Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.»
Lc 1, 39 - 45

 Desabrochar Da CNBB


Mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do Vosso Ventre


Com a festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel encerra-se o mês de maio, dedicado especialmente à devoção mariana. Em muitas igrejas e comunidades faz-se a coroação da imagem de Nossa Senhora, como expressão do carinho que o povo dedica Àquela que foi agraciada por Deus, como a “bendita entre todas as mulheres”.

O povo, na sensibilidade de sua fé, reconhece em Maria a “Mãe do meu Senhor”, exatamente como Isabel, no Evangelho; e também vê nela a “Mãe nossa”, como Jesus disse: “filho eis tua mãe”.

O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB emitiu, na semana passada, uma Mensagem Pastoral, convidando todos os brasileiros a celebrarem com intensa fé e alegria os jubileus marianos deste ano: O centenário da coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida (8 de setembro) e o 150º aniversário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição (8 de dezembro). A mesma Mensagem também apresenta os fundamentos bíblicos e teológicos da devoção a Nossa Senhora: Ela é parte integrante do Evangelho e, por fidelidade à Palavra de Jesus, a Igreja e os cristãos não poderiam deixá-la fora de sua vida.

A visita de Maria a sua prima Santa Isabel oferece uma referência muito ilustrativa para o Projeto Nacional de Evangelização – Queremos Ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida. Ela acolheu o Verbo-Filho de Deus em seu coração, antes mesmo de acolhê-lo em seu seio virginal, como lembra o Concílio Vaticano II.

Cheia de graça e cheia de Deus, ela não reteve para si tão grande alegria, tão “boa notícia”, mas levou-a para a casa de Zacarias e Isabel. Foi “às pressas”, como diz São Lucas. E João Batista, ainda não-nascido, exultou de alegria com o encontro das duas gestantes-mães; aquelas vidas e aquela casa ficaram cheias de Deus. A alegria da fé foi comunicada e compartilhada.

Não é bem isso o quê propõe o Projeto: no renovado encontro com Jesus Cristo, vivo e presente no mundo de várias maneiras, aprofundar a experiência da fé, para comunicá-la aos que ainda não tiveram a alegria desta graça?

Nossa Senhora nos ensina a acolher o Verbo de Deus, a fazer a visita missionária, a proporcionar também a outros o encontro com Deus por meio de Jesus Cristo. Ela continua a apresentar e mostrar ao mundo o “bendito fruto do seu ventre” e a dizer a todos: “façam tudo o que Jesus vos disser”.

Conferência Nacional de Bispos do Brasil (2004)


 Desabrochar Da Carta Encíclica Redemptoris Mater,
 do Papa João Paulo II


Na Visitação, a fé da Virgem Maria se enriquece
de uma nova consciência e de uma nova expressão

         Quando Isabel saudou a jovem parenta, que acabava de chegar de Nazaré, Maria respondeu com o Magnificat. Na sua saudação, Isabel tinha chamado Maria: primeiro, de bendita por causa do fruto do seu ventre; e, depois, de feliz por causa da sua fé. Essas duas palavras abençoantes referiam-se diretamente ao momento da Anunciação.

Agora, na Visitação, quando Isabel, na sua saudação, dá um testemunho daquele momento culminante, a fé da Virgem Maria se enriquece de uma nova consciência e de uma nova expressão. Aquilo que no momento da Anunciação permanecia escondido na profundidade da “obediência da fé” dir-se-ia que agora daí irrompe, como chama clara e vivificante do espírito.

As palavras usadas por Maria, no limiar da casa de Isabel, constituem uma profissão inspirada dessa sua fé, na qual se exprime a resposta à palavra da revelação, com a elevação religiosa e poética de todo o seu ser orientado para Deus. Nessas palavras sublimes, que são ao mesmo tempo muito simples e totalmente inspiradas nos textos sagrados do povo de Israel, transparece a experiência pessoal de Maria, o êxtase de seu coração. Resplandece nelas um clarão do mistério de Deus, a glória da sua inefável santidade, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem.

Maria é a primeira a participar dessa nova revelação de Deus e, através dela, dessa nova “auto-doação” de Deus. Por isso, exclama: Fez em mim grandes coisas ... e Santo é o seu nome (Lc 1, 49).

 As suas palavras refletem a alegria do espírito, difícil de exprimir: Meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador (Lc 1, 47). Porque a verdade profunda, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se a nós em Cristo, que é, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda a revelação.

No arroubo de seu coração, Maria confessa ter-se encontrado no próprio âmago dessa plenitude de Cristo. Está consciente de que em si está sendo cumprida a promessa feita aos pais e, em primeiro lugar, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre (Lc 1, 55): que para si, portanto, como Mãe de Cristo, converge toda a economia salvífica, na qual de geração em geração (Lc 1, 50) se manifesta aquele que, como Deus da Aliança, se lembra de sua misericórdia (Lc 1, 54).

Carta Encíclica “Redemptoris Mater”, 2a parte, n. 36
 (in: AAS 79, 1987, 407-408)

 Desabrochar Das Cartas de Adão de Persênia, abade


Maria engrandece o Senhor não apenas pelo louvor de sua boca,
mas pelo caráter único de seu amor

            Maria, a excelentíssima Mãe de Deus, saudada pelo anjo, grávida por obra do Espírito Santo, elevada sobre a montanha de todas as virtudes, honrada pela exultação de João Batista ainda no ventre materno, louvada pelas palavras proféticas de Isabel, exclama com o coração transbordando de alegria: A minha alma engrandece o Senhor (Lc 1, 47).

            Observa, em primeiro lugar, onde ela engrandece o Senhor. É nas montanhas, numa cidade de Judá, na casa de Zacarias. Levantando-se do vale da vaidade terrestre, do abismo da corrupção humana, das planícies da comum iniqüidade, Maria partiu apressadamente para as montanhas. As montanhas são os cumes da perfeição, a saber, a verdade que plenifica uma alma iluminada por Deus, a virgindade de uma carne perfeitamente íntegra, cobrindo-a com sua sombra o poder do Altíssimo para fecundar-lhe o seio. São essas as montanhas para as quais Maria sobe; lá se encontram a cidade de Judá e a casa de Zacarias.

            Subindo às alturas, a Mãe de Deus ouve Isabel profetizar acerca de seu destino e recorda a mensagem que recebera do Senhor por intermédio do anjo. Considera a pureza de sua consciência, compreende que sua carne foi preservada de toda corrupção e vê-se inteiramente conduzida por Deus para esses cumes. Por conseguinte, de agora em diante, ultrapassando o mundo e as criaturas, tanto pelo mérito de sua vida e por uma singular prerrogativa da graça, quanto pela alegria infinita, Maria canta ao Senhor um cântico novo: A minha alma engrandece o Senhor.

            A alma de Maria engrandece o Senhor porque também ela própria foi por ele engrandecida. Com efeito, sua alma não teria podido engrandecer o Senhor se não tivesse primeiramente sido por ele engrandecida. Ela, pois, engrandece aquele por quem foi engrandecida; engrandece-o não apenas pelo louvor de sua boca ou pela integridade de seu corpo, mas pelo caráter único de seu amor.

            Em Maria, a língua, a vida, a alma engrandecem o Senhor: a língua o engrandece, narrando a santa magnificência da glória divina; a vida, merecendo por suas obras a mesma glória; e a alma, amando-o de maneira única, atingindo-o pelo vôo da contemplação, encerrando em seu espírito e em seu seio a incompreensível grandeza.

Epistula II, 9.10.12.13.14
 (Sources Chrétiennes 66, 58.60.62.64)

 Desabrochar Das homilias de São Beda Venerável, presbítero(Sec VIII)


Maria glorifica o Senhor que n’Ela actua

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador. Com estas palavras Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons singulares que Lhe foram concedidos e enumera depois os benefícios universais com que Deus favorece continuamente o género humano.
Glorifica o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida interior ao louvor e serviço de Deus e, pela observância dos mandamentos, mostra que está a pensar sempre no poder da majestade divina.
Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas em meditar no seu Criador, de quem espera a salvação eterna.
Embora estas palavras se apliquem a todas as almas santas, adquirem contudo a sua ressonância mais perfeita ao serem proferidas pela bem-aventurada Mãe de Deus, que, por singular privilégio, amava com perfeito amor espiritual Aquele cuja concepção corporal no seu seio era a causa da sua alegria. Com razão pôde Ela exultar, mais que todos os outros santos, em Jesus, seu Salvador, porque sabia que o eterno Autor da salvação havia de nascer da sua carne com nascimento temporal, e, sendo uma só e mesma pessoa, havia de ser ao mesmo tempo seu Filho e seu Senhor.
Porque fez em mim grandes coisas o Todo-poderoso, e santo é o seu nome. Maria nada atribui aos seus méritos, mas reconhece toda a sua grandeza como dom d’Aquele que, sendo por essência poderoso e grande, costuma transformar os seus fiéis, pequenos e fracos, em fortes e grandes.
Logo acrescentou: E santo é o seu nome, para fazer notar aos que a ouviam e mesmo para ensinar a quantos viessem a conhecer as suas palavras, que, pela fé em Deus e pela invocação do seu nome, também eles poderiam participar da santidade divina e da verdadeira salvação, segundo a palavra do Profeta: E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. É precisamente o nome a que Maria se refere ao dizer: E o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.
Por isso se introduziu na liturgia da santa Igreja o costume, belo e salutar, de cantarem todos este hino de Maria na salmodia vespertina, para que o espírito dos fiéis, ao recordar assiduamente o mistério da Encarnação do Senhor, se entregue com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirme na verdadeira santidade. E pareceu muito oportuno que isto se fizesse na hora de Vésperas, para que a nossa mente, fatigada e distraída ao longo do dia com pensamentos diversos, encontre o recolhimento e a paz de espírito ao aproximar-se o tempo de descanso.

Secretariado Nacional de Liturgia | 31 de Maio
« Última modificação: 30 de Maio de 2007, 10:43 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #34 em: 30 de Maio de 2007, 10:38 »


31 de Maio - A Visitação de Nossa Senhora (cont)

MAGNIFICAT




O “Magnificat” é o grande brado de alegria e profissão de fé,
realizado por Maria,
que confiava nos cumprimentos das promessas do Senhor

              46*Maria disse, então:

              «A minha alma glorifica o Senhor
              47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
              48Porque pôs os olhos na humildade da sua serva.
              De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
              49*O Todo-poderoso fez em mim maravilhas.
              Santo é o seu nome.
              50*A sua misericórdia se estende de geração em geração
              sobre aqueles que o temem.
              51*Manifestou o poder do seu braço
              e dispersou os soberbos.
              52Derrubou os poderosos de seus tronos
              e exaltou os humildes.
              53*Aos famintos encheu de bens
              e aos ricos despediu de mãos vazias.
              54*Acolheu a Israel, seu servo,
              lembrado da sua misericórdia,
              55*como tinha prometido a nossos pais,
              a Abraão e à sua descendência, para sempre.»

Lc 1, 46 - 55


Magnificat. Magnificat - Magnificat anima mea Dominum -
Magnificat -  Magnificat - Magnificat anima mea

Uma reflexão...

Maria então disse:
A minha alma engrandece ao Senhor,
E meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque Ele olhou para a humanidade de sua serva”.[/b
 (Lc 1, 46-48)


Qual o olhar que Maria tinha sobre si própria? Qual o auto-conceito? No Magnificat, seu canto, temos a resposta. Nele transparece a experiência pessoal de Maria. Como “pobre de Javé”, espera de Deus a própria salvação, pondo nele toda a confiança. Testemunha que o Deus que salva   
é fonte de toda a dádiva, manifesta seu amor preferencial pelos pobres humildes. O cântico de Maria tem características únicas. Cada palavra tem referências no Antigo Testamento. Como não lembrar, por exemplo, o cântico de Ana, mãe de Samuel? O Magnificat é um canto novo, que manifesta quem é Maria. Ela está feliz. Feliz porque Deus a escolheu, feliz porque espera Jesus; feliz porque encontrou Izabel que a compreende e com a qual pode cantar sua alegria. E foi assim que surgiu o Magnificat, no coração de uma jovem em festa.

Maria então disse:
“Todas as gerações, de agora em diante,
 me chamarão feliz,
porque o Todo-poderoso fez pra mim coisas grandiosas”
(Lc, 48-49)

De quantos títulos e nomes de Maria, você seria capaz de se lembrar neste momento? Por mais que sua lista seja grande, será incompleta. Sim, porque seus nomes e títulos são milhares, alguns de origem bíblica, outros nascidos no coração da Igreja. Realmente, “todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz”...

Essa profecia se cumpriu ao longo dos séculos. Ela viveu sua missão de fé, no silencio e na simplicidade. Não foi em vista de seu esforço ou méritos que Maria conseguiu as virtudes que a ornaram, as graças e os títulos que hoje ostenta. Maria é obra de Deus. Foi em vista de seu filho que nela realizou maravilhas, as “coisas grandiosas” a que Maria se referiu no “Magnificat”. Deu-lhe sua ternura, sua bondade e sua pureza e, olhando para a humanidade dessa sua serva, chamou-a “cheia de graça”.

Maria então disse:
“O seu nome é Santo”
(Lc 1, 49)

Santo é o termo bíblico que melhor expressa a transcendência, porque de Deus, porque Deus é Santo, é o Santo, “é três vezes Santo”. (Is. 6,3). A Virgem Maria, ao proclamar o Magnificat, devia ter diante de si as palavras que o anjo Gabriel lhe havia dito. “Aquele que vai nascer será chamado Santo”. (Lc 1, 35). Essa proclamação da santidade de Deus é o ponto alto de seu cântico. Maria engrandece o Senhor porque é Santo.

E a santidade é o horizonte para qual deve tender toda nossa caminhada. Santo é o batizado que se purifica e se renova profundamente, consciente de que pertence àquele que é Santo. São Paulo disse isso com palavras que não deixam qualquer dúvida. “A vontade de Deus é que sejais santos”. (1 Ts 4,3). Todos nós somos chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.

Maria então disse:
“Sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que o temem”

(Lc 1,50)

Na primeira parte do Magnificat, Maria louvou o Senhor pelo que tinha realizado com a sua humilde serva. Agora, como filha de Sião, o louva em nome de seu povo. Começa destacando a misericórdia de Deus sobre aqueles que o teme. É próprio do Senhor ser misericordioso para com suas criaturas. Com carinho imenso olha para os que dele necessitam e a ele acorrem. Mas seu amor é impaciente: mais do que esperar seus filhos, vai ao encontro deles, para socorrê-los em suas necessidades.

Logo Maria iria descobrir que, em seu Filho, Deus tem um rosto que sorri, uma mão que acaricia, um olhar que envolve, e braços que se estendem. “Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem”. Maria tinha razão. Pertencemos a uma geração que, sob inúmeras formas, faz experiências renovadas da misericórdia de Deus. Temos até um domingo – o segundo da Páscoa – para nos debruçar especificamente sobre o rosto misericordioso de Deus. Não será este um sinal de que Deus nos quer ver imitando Maria, isto é, proclamando ao mundo sua misericórdia?

Maria então disse:
“Ele mostrou a força de seu braço:
dispersou os que tem planos orgulhosos no coração”.

(Lc 1, 51)

As expressões que Maria usou nessa parte do Magnificat podem parecer fortes e até duras para uma jovem da Galiléia de vinte séculos atrás. São, isso sim, coerentes com a visão de Deus que ela adquiriu debruçando-se sobre a revelação que ele fez de si mesmo: “Com teu braço poderoso dispersaste teus inimigos” (Sl 89,11). A força do “braço de Deus” está a serviço da justiça e da misericórdia. Mesmo quando corrige algum de seus filhos, ele o faz para que viva em plenitude.

Maria louva a Deus porque constatou que quando alguém se eleva de forma indevida, injusta ou titânica, Deus o coloca em seu devido lugar. O orgulhoso é um mentiroso pois se supervaloriza indevidamente. Um orgulhoso é incapaz de valorizar outras pessoas. No lado oposto está a pessoa que teme a Deus: reconhece os próprios limites, e, ao mesmo tempo, busca junto a Ele o auxílio de que necessita.

Maria, diante de acontecimentos que não compreendia e de experiências cujo significado não alcançava, guardava tudo “em seu coração” (Lc 1,19,51). Ela nos demonstra que os humildes se submetem a uma disciplina, não seguem os pensamentos do próprio coração, sabem escutar e aprendem os segredos de Deus.

Maria então disse:
“Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes”.
(Lc 1,52)

Este verso do Magnificat opõe duas categorias de pessoas: os poderosos e os humildes. Para Maria a base é a justiça e o amor, a liberdade e a verdade. Derrubando os poderosos de seus tronos, Deus os leva a descobrir a verdade sobre si próprios. – verdade que não é nada agradável. Não há limites para seus desejos de dominação. São grandes os estragos causados no mundo de hoje pelos “Poderosos”, isto é, pelos que fazem questão de afirmar sempre mais seu “eu”, sua força, sua sabedoria, seu dinheiro.

O tema da exaltação dos humildes é bíblico. “Tudo vai mudar! O que é baixo, o que é alto, será rebaixado”. (Ez 21,31). É claro que esta frase não é reservada só a Maria, mas atingirá todos os servidores do Senhor. Voltando nosso olhar para Maria, descobrimos que suas palavras: “Eisd aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38), muito mais que uma resposta, são um programa de vida. Ela nos ensina também, que ser humilde, significa aceitar viver não segundo os próprios desejos e projetos, por melhores que possam parecer, mas em função de Jesus Cristo, de seus ensinamentos. Ele que viveu em nosso meio como aquele que serve. (Lc 22,27)

(Maria disse então: O poderoso)
“ Encheu de bens os famintos,
e mandou embora os ricos de mãos vazias”.

Famintos e ricos: por que essa oposição no cântico do Magnificat? O grande problema é a tendência dos ricos ignorarem os necessitados, de acumularem sempre mais e se esquecerem de Deus, tornam-se escravos de seus próprios bens. Maria ao se referir aos famintos e ricos, não parece estar fazendo uma profecia, mas descrevendo uma situação do passado. As injustiças continuavam; o domínio romano era uma realidade com seus pesados tributos e uma corrupção que empobrecia ainda mais os pobres.

Maria vê o futuro como seu Senhor o vê. Tem certeza de que a justiça triunfará. Mesmo que tudo indique o contrário, o futuro já está garantido para quem acredita nele. Há uma outra fome que Deus quer saciar; a fome dele mesmo, a fome da vida sobrenatural, de vida interior, de vida espiritual. As coisas do mundo não saciam. Quem se sacia com essas coisas poderá ter espaço para ter fome de Deus?

Maria fala de uma riqueza que será severamente denunciada nas pregações de seu Filho – “as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e os outros desejos”. (Mc 4,19) – pois impede que nasçam no coração os frutos esperados. Ensina-nos que ser “pobre de espírito” é uma graça, a qual, pode e deve ser pedida.

(Maria estão disse: O Poderoso)
“ Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais,
em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”

 (Lc 1,54,55)

Em seu cântico de louvor e agradecimento ao seu Senhor, Maria começa lembrando o que nela – serva e pobre – ele havia realizado. Depois, o que fez em favor dos humildes e necessitados. Agora, os horizontes se alargam também o povo escolhido foi ricamente beneficiado, demonstrando que Deus é fiel. “Acolheu Israel...”. é uma referência ao povo de Deus, servo, sim, mas não escravo. Deus o trata com carinho, porque se lembra de sua misericórdia. Na longa travessia do deserto, foi Moisés que inúmeras vezes, “lembrou” a Deus suas promessas e seu grande amor.

Maria nos ensina uma belíssima forma de pedir os dons de que necessitamos: não apenas chamando a atenção para nossas necessidades, mas também fazendo referência ao amor gratuito, generoso e inesgotável de Deus, e à sua misericórdia, manifestada largamente ao longo da história.

Maria recordava o que o Senhor havia prometido a Abraão, o quanto havia sido fiel às suas promessas. Como não se lembraria de que justamente nela estava sendo cumprida a mais importante promessa: a do Messias. Como as promessas de Deus são “para sempre”, também nós somos atingidos por elas e chamados a recordá-las, para que também sobre nós O Senhor continue manifestando o quanto é misericordioso.

Trechos extraídos e adaptados de “Um mês com Maria”
De Dom Murilo S.R. Krieger, scj


« Última modificação: 30 de Maio de 2007, 11:12 por lea onda-menor » Registado

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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #35 em: 30 de Maio de 2007, 10:52 »

Maria, a Senhora do Socorro, é aquela que socorre, que acolhe e acalenta. Mãe do Redentor e dos redimidos.


 
É o nosso refúgio. É a nossa Mãe.




Saudação a Nossa Senhora do Socorro

Onde está o bem, aí habita Deus
E o Senhor está constantemente
Com a sua mãe.

Nossa Senhora do Socorro
Mãe de Misericórdia
Todo o ano te esperamos com ansiedade
Vem Nossa Mãe carinhosa
Aos ombros do povo
Que vos ama.

Esperamos com muita alegria
A vossa linda imagem
Celeste como verdadeira Aparição
És Mãe Bendita
Que mais perto de nós passa
As nossas preces se fazem
Ao ver-te passar nas ruas
Da tua cidade da Régua
Porque Deus está contigo.
E sempre no nosso coração!

Nós pedimos, Bendita Mãe
Por Vosso intermédio
A Vosso Filho amado
A paz para o Mundo.
Um coração Novo
No seio da humanidade
Sabedoria e ciência maior
Respeito pelos valores sagrados
A Bênção aos nossos jovens
Na construção
Dum Mundo novo e melhor.
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« Responder #36 em: 30 de Maio de 2007, 12:10 »

para escutar: um pouco mais de Bach
cheirinhos que louvam Maria

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

"Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro"
Santo Afonso Maria Ligório



A Mensagem deste quadro
Padroeira da Congregação do Santíssimo Redentor (redentoristas)
Festa: 27 de Junho


               Pouco se sabe a respeito da autoria artística do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, apesar de conhecidíssimo pelos católicos do mundo inteiro. 

Segundo especialistas, há forte indício que o artista seja grego, pois as inscrições estão neste idioma. Esta pintura deve ter sido executada no período compreendido entre os séculos XIII e XIV. 

A tradução das quatro letras gregas na parte superior da tela significam “Mãe de Deus”.

 No quadro, o Menino Jesus, ao colo de Nossa Senhora contempla um dos anjos, que respectivamente seguram na mão instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros, da paixão e morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos.

 O quadro é composto de significativos detalhes. O Menino Jesus, amedrontado com a visão dos arcanjos Miguel e Gabriel segurando os referidos instrumentos,  busca socorro no colo seguro da Mãe,   já que uma das sandálias lhe resta ao pé esquerdo, dependurada só pelo cadarço. 

Maria o acolhe maternalmente e nos fita com olhar terno, ao mesmo tempo triste, como sinal de apelo à humanidade pelos pecados, causa do sofrimento do seu Filho.

 A tradução das letras gregas acima do ombro Menino,  significam “Jesus Cristo”.  Segundo tradições orientais,  o quadro, uma pintura em estilo bizantino,  é uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor, era também pintor.

               Conta-se que este quadro ficava exposto em um templo na Ilha de Creta, e que fora roubado por um negociante que pretendia levá-lo a Roma a fim de vendê-lo. Quando o navio saiu, uma tremenda tempestade formou-se, causando desespero na tripulação. Todos pediram socorro à Deus à Virgem, ocasião em que a tempestade dissipou-se. A embarcação acabou aportando na Itália, mais ou menos na mesma época em que Colombo trazia da América para a Europa a nau “Santa Maria”. O quadro milagroso de  Nossa Senhora foi transportado para a cidade de Roma.

               Posteriormente, após a morte do ladrão, Maria manifestou-se a diversas pessoas, expressando  o desejo de que esse quadro fosse venerado na Igreja de São Mateus (hoje Igreja de Santo Afonso), em Roma, a qual está situada entre as Igrejas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Seu desejo não foi atendido e algum tempo depois, o quadro ficou em poder de uma mulher que tinha uma filha de 6 anos.

               Certo dia, Maria apareceu à menininha e lhe indicou um lugar, dizendo: "quero que o quadro seja colocado entre a minha querida Igreja de Santa Maria Maior e a do meu filho São João de Latrão".

A própria Virgem Maria, nessa aparição,  foi quem deu à menininha o título “Perpétuo Socorro" e lhe manifestou o desejo de ser invocada com este nome.

 A menina contou o fato à sua mãe e esta resolveu seguir o indicado pela Virgem, entregando a imagem aos padres agostinianos, que  residiam na Igreja de São Mateus, onde foi exposta à veneração pública no dia 7 de março de 1499, numa solene procissão. Lá permaneceu por três séculos tornando-se centro de peregrinação católica.

               No ano de 1778, por ocasião da guerra civil,  o venerável templo foi destruído, mas o quadro foi preservado e graças aos religiosos agostinianos, foi levado a salvo para o seu novo mosteiro, junto à Igreja  de Santa Maria in Posterula,  lado oposto da cidade.

               O último membro da Congregação a fazer profissão religiosa no templo de São Mateus foi o frade Agostinho Orsetti.  Com idade avançada e sentindo a proximidade da morte, recebia as visitas de  um jovem amigo, Miguel Marchi, a quem lembrou por diversas vezes da Virgem do Perpétuo Socorro: “Não te esqueças, Miguel, - disse ele - que a imagem que está na capela é a mesma que foi por muito tempo venerada em São Mateus.  Quantos milagres sucederamExcalmação”.

 Mais tarde, quando o jovem já pertencia à Ordem dos Redentoristas, ouvindo que um confrade seu encontrara documentos preciosos,  relatou tudo o que ouvira do Frei Orsetti a respeito do quadro.

               Passado algum tempo, o Papa Pio IX chamou para Roma os redentoristas, e nessa ocasião veio à tona a questão sobre a santa imagem. Os padres redentoristas solicitaram ao Papa que o quadro fosse colocado na Igreja de Santo Afonso, construída no mesmo lugar em que estivera a Igreja de São Mateus, ora destruída pela guerra.

  Atendendo ao pedido, o Papa disse: “É a nossa vontade que a imagem da Santíssima Virgem volte para a Igreja localizada entre Santa Maria Maior e São João de Latrão”. 

Ao mesmo tempo, deu ordem aos redentoristas que divulgassem a devoção ao mundo inteiro. No dia 26 de abril de 1866,  a  imagem foi solenemente levada em procissão para o local de sua escolha, a Igreja de Santo Afonso, grande apóstolo e defensor de Maria. A devoção hoje encontra-se presente no mundo inteiro e milhões de cópias foram reproduzidas em todo o globo.

REFLEXÕES


O quadro de Nossa Senhora do Pertétuo Socorro resume, em poucos detalhes,  um leque enorme de mensagens. A estampa expressa símbolos altamente significativos da fé:
 Desabrochar devoção mariana,
 Desabrochar Nascimento,
 Desabrochar Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo


A figura do Menino Jesus remonta o seu divino Nascimento.  Ao mesmo tempo, a atitude do Menino diante da visão aterradora, O transporta à mesma sensação que iria sentir no Horto das Oliveiras. Busca Ele, no colo de Maria, Sua Mãe, socorro, proteção, consolo e segurança.  Este é o ângulo do espectador em relação ao quadro.

Um segundo ângulo, porém, do quadro para o espectador, ou de Maria para a humanidade, traduz um significado tão profundo quanto o primeiro:  Maria se coloca como referência diante dos nossos pecados, intercedendo por nós junto a Jesus. Diante dos nossos sofrimentos, Ela é o nosso colo, nossa segurança, nosso Perpétuo Socorro.

A riqueza de informações atinge extrema magnitude. Deve ser mesmo reprodução de um quadro de São Lucas,  pois quase não dá para conceber como tantas informações possam caber em tão pouco espaço:

 Rosa 1) Parte superior - iniciais em grego para "Mãe de Deus"; 
 Rosa 2) Auréola - colocada em 1867 a pedido do Vaticano pelos milagres atribuídos a Ela; 
 Rosa 3) Estrela no Véu - Ela, a Estrela do Mar, que traz a Luz  ao mundo e a Luz que nos conduz ao porto Seguro da Eternidade;
 Rosa 4) Inicial em grego sobre o arcanjo Miguel - que apresenta a lança,  a esponja e o cálice da Paixão;
 Rosa 5) Inicial  em grego sobre o arcanjo Gabriel - que apresenta a Cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus;
 Rosa 6) Os olhos de Maria - grandes e voltados para nossas necessidades;
 Rosa 7) A boca pequena de Maria - recolhimento e o silêncio; 
 Rosa Cool Iniciais gregas acima do Menino, que significa "Jesus Cristo".
 Rosa 9)  Túnica Vermelha - distintivo das virgens no tempo de Nossa Senhora; 
 Rosa 10) De mão dada com o Menino - Mão de consolo de Maria, significando também sua intercessão em favor dos homens;
 Rosa 11) Manto azul escuro - Maternidade e Virgindade de Maria;
 Rosa 12) Mão esquerda de Maria - apoio e sustento à humanidade;
 Rosa 13) Fundo Amarelo - representa o ouro, simbolizando a glória do Paraíso; 
 Rosa 14) Sandália caída - nosso consolo ante as dificuldades e atropelos da vida. 
DEVOÇÕES


Tríduo a  Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


1° dia


Ó Mãe do Perpétuo Socorro, eis aqui a vossos pés um pobre pecador que recorre a Vós e põe em Vós a sua Confiança. Ó Mãe de misericórdia, tende piedade de mim. sei que todos vos chamam o refúgio e a esperança dos pecadores; sede, também o meu refúgio e a minha esperança. Socorrei-me, pelo amor de Jesus Cristo. Dai a mão a um pobre pecador que se vos entrega e se consagra para sempre ao vosso serviço. Louvo e agradeço a Deus que pela sua misericórdia, me inspirou uma grande confiança em Vós. Vejo nesta confiança o penhor de minha eterna salvação. Confesso que tenho caído muitas vezes em pecado, por não ter recorrido a Vós, mas com o vossa socorro serei sempre vitorioso. Sei que me haveis de ajudar, se me recomendar a Vós. Mas, nas ocasiões perigosas temo não vos invocar e causar, assim a perda de minha alma. Peço-vos, encarecidamente, me concedais a
graça, quando o demônio me tentar, de recorrer a Vós repetindo:“ Ó Maria do Perpétuo Socorro, não permitais que perca o meu Deus”  (5 Ave Marias )

Ó Soberana nossa, Vós sois o nosso refúgio.
 Nosso socorro nas necessidades e tribulações


ORAÇÃO:
Deus todopoderoso, na Vossa infinita Misericórdia, nos destes a Imagem de Nossa Senhora de Perpétuo Socorro para a venerarmos com um culto especial, concedei-nos a graça de sermos sempre amparados nas vicissitudes da vida e na passagem para a eternidade, com a proteção de Maria sempre imaculada e sempre virgem. a fim de que possamos receber as recompensa da redenção eterna. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amem.

2° dia



  Ó Mãe do Perpétuo Socorro, concedei-me a graça de invocar sempre o vosso nome poderosíssimo, pois é o nosso socorro durante a vida e a nossa salvação na ocasião da nossa morte.Ó Maria, Virgem dulcíssima e puríssima, que o vosso nome seja doravante a aspiração de minha alma! Ó minha soberana, não tardeis em me socorrer, quando eu vos invocar; pois, em todas as tentações que me assaltarem, em todas as minhas necessidades, nunca deixarei de vos invocar, repetindo sempre:“ Ó Maria! Ó Maria!" Que força, que ternura, que doçura, que confiança sente minha alma quando pronuncio vosso bendito nome, quando pauso em Vós! Agradeço ao Senhor por vos ter dado, esse nome tão doce, tão amável, tão santo, tão poderoso para meu bem. Mas não me contentarei de pronunciá-lo com amor, quero que o amor que vos dedico me lembre sem cessar, que vos devo invocar: “ó Mãe do Perpétuo Socorro." (5 Ave Marias )

  Ó Soberana nossa, Vós sois o nosso refúgio.
 Nosso socorro nas necessidades e tribulações


ORAÇÃO:
Deus todopoderoso, na Vossa infinita Misericórdia, nos destes a Imagem de Nossa Senhora de Perpétuo Socorro para a venerarmos com um culto especial, concedei-nos a graça de sermos sempre amparados nas vicissitudes da vida e na passagem para a eternidade, com a proteção de Maria sempre imaculada e sempre virgem. a fim de que possamos receber as recompensa da redenção eterna. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amem.

3° dia


Ó Mãe de Perpétuo Socorro, sois a despenseira de todas as graças que Deus concede aos infelizes pecadores, e se vos fez tão poderosa, tão rica e tão boa, foi para nos socorrerdes em nossas misérias.
Sois a advogada dos pecadores mais abandonados que a Vós recorrem: socorrei-me, pois, que a Vós me entrego.
Recomendo-vos a minha eterna salvação. Coloque-me no número dos vossos servos mais dedicados: tomai-me debaixo da vossa proteção. Isto me basta.
Se me socorrerdes, nada temerei, porque me alcançarás o perdão de todas as faltas; não temerei aos demônios, porque sois a mais poderosa do que todo o inferno; não temerei mesmo o meu juiz Jesus Cristo, porque basta pedido vosso para O apaziguar. 
Temo somente deixar por negligência de me recomendar a vós e assim  causar a perdição de minha alma. Ó minha Soberana, alcançai-me o perdão dos pecados, o amor de Jesus Cristo, a perseverança final, e a graça de recorrer sempre a Vós, ó Mãe do Perpétuo Socorro (5 Ave Marias )

Ó Soberana nossa, Vós sois o nosso refúgio.
Nosso socorro nas necessidades e tribulações


ORAÇÃO:
Deus todopoderoso, na Vossa infinita Misericórdia, nos destes a Imagem de Nossa Senhora de Perpétuo Socorro para a venerarmos com um culto especial, concedei-nos a graça de sermos sempre amparados nas vicissitudes da vida e na passagem para a eternidade, com a proteção de Maria sempre imaculada e sempre virgem. a fim de que possamos receber as recompensa da redenção eterna. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amem.

UMA NOVENA
 Desabrochar  Desabrochar  Desabrochar

Para sempre seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
Para sempre seja louvado com sua Mãe Maria Santíssima!


« Última modificação: 30 de Maio de 2007, 12:14 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #37 em: 10 de Junho de 2007, 01:33 »

Parece que vou fugir ao tema , mas não...

Que são as peregrinações a Fátima?
Coisas de Nossa Senhora....

Milhares de crianças estâo Em Fátima nestes dias 9 e 10 de Junho


Eis o que nos diz o "BOLETIM INFORMATIVO 108/2007, de 9 de Junho de 2007 (17h00)

Peregrinação das Crianças 

Sou do Céu… a Senhora do Rosário”.

No ano do 90.º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, a já tradicional Peregrinação das Crianças ao Santuário, a 9 e 10 de Junho, reveste-se este ano de uma maior solenidade e alegria.

No Recinto do Santuário ultimam-se os pormenores finais.
No altar, que nesta peregrinação fica escondido, um cartaz gigante com uma representação de Nossa Senhora recorda o tema da Peregrinação: “Sou do Céu… a Senhora do Rosário”.
Um outro altar já está montado defronte para a escadaria, uma vez que os meninos e as meninas ficarão sentados na escadaria.
Dos lados exteriores das Colunatas Norte e Sul, duas faixas recordam o apelo de Nossa Senhora “Rezem o Terço…” “Todos os Dias”.

A celebração de hoje à noite está marcada para as 21h30, com a duração de uma hora, e terá o sub-tema: “Deus pensa em nós”.

Incluirá a recitação do Rosário, uma procissão e um tempo de adoração, enriquecido com uma encenação a cargo do Colégio do Sagrado Coração de Maria intitulada “Jesus escondido”.

No final, as crianças serão convidadas a adorar o Santíssimo Sacramento, que será levado ao altar.

É sempre durante a celebração da noite que as crianças são convidadas a oferecer flores a Nossa Senhora, acção que é depois repetida na manhã do dia 10, para quem chegue apenas nessa manhã.

Já estará presente neste primeiro momento o presidente da Peregrinação, o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto.

Muitas crianças já se encontram em Fátima

Quer no Recinto quer pelas ruas da cidade de Fátima já é possível, desde a manhã de hoje, encontrar grupos de crianças e jovens, com camisolas ou bonés coloridos e iguais por grupo.
Na final da Eucaristia internacional desta manhã, que hoje foi presidida pelo Reitor do Santuário, Mons. Luciano Guerra convidou as muitas crianças já presentes no Santuário a rezarem uma Ave-Maria. Depois, abençoou-as a todas, relembrando em especial “as que estão desaparecidas como a pequena Maddie”.
Estão inscritos para participar nas celebrações da amanhã no Santuário de Fátima, para além dos grupos que integram a Peregrinação Nacional das Crianças, outros dezassete grupos vindos de seis países, incluindo Portugal.


Solidariedade das crianças para com outras crianças

Para além do convite à oração, os meninos e as meninas de Portugal foram convidados, na preparação da Peregrinação das Crianças, através dos seus párocos pais e catequistas, a juntarem tinteiros de impressora já gastos e radiografias fora de uso para, com eles, prepararem uma oferta, como gesto de partilha com crianças mais pobres de outros países.

A entrega dessas ofertas a Nossa Senhora, e de Rosários feitos pelas crianças, terá lugar amanhã, durante a Eucaristia, que se iniciará às 11h30.


Programa para 10 de Junho – Peregrinação das Crianças

Das 08h30 às 09h00 - Oferta de flores a Nossa Senhora, na Capelinha.
09h30 - Encenação no Centro Paulo VI: "O drama dos Pastorinhos", pelo Colégio de S. Miguel, Fátima.
09h30 - Louvores a Maria (na Capelinha).
10h00 - Rosário (no Altar da Celebração).
11h30 - Celebração Eucarística: "Sou do Céu..."
15h00 - Encenação no Centro Paulo VI: "O drama dos Pastorinhos" (repetição).
16h00 - Despedida "No amor de Deus, vamos em paz".       


      Transmitem em directo a Eucaristia do dia 10 de Junho, às 11h30 os seguintes órgãos de comunicação social:

TVI, TV e Rádio Canção Nova, Telepace e Rádio Renascença


LeopolDina Simões, Sala de Imprensa Santuário de Fátima"

Todos nós estamos unidos com a peregrinação das crianças a Fátima. A cada qual a seu modo...

Acho muito positivo e completo o programa. Amor a Deus e aos irmãos... 
 
 


« Última modificação: 10 de Junho de 2007, 01:36 por arvore » Registado

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« Responder #38 em: 11 de Junho de 2007, 18:52 »

Um local muito caro ao meu coração,
Sameiro (Braga, Portugal)

12 de Junho
Nossa Senhora do Sameiro



Bom Jesus de Braga e Sameiro
Um belo ponto de encontro para os membros deste forum...
Que saudades deste verde,
deste cantinho português tão longe do Algarve!

«Em 14 de Junho de 1637, o então Arcebispo de Braga jurou solenemente defender o privilégio da Imaculada Conceição da Virgem Nossa Senhora, mais de duzentos anos antes de a Igreja definir o seu dogma.

Na mesma data de 1863, foi benzida e lançada a primeira pedra de um monumento em honra de Maria Imaculada, no alto do monte Sameiro, sobranceiro à cidade.

O monumento era um amplo quadrado com uma coluna encimada por uma bela estátua de mármore da padroeira.

Só em Agosto de 1880 foi benzida uma capela, junto ao monumento, que receberia a imagem que ainda hoje lá se venera, esculpida em Roma e benzida pelo Papa Pio IX.

O actual templo, que alberga a mesma imagem, foi iniciado dez anos depois e elevado por Paulo VI à categoria de Basílica.
Dos finais do século XIX ao primeiro quartel do século XX, o Sameiro aparece como “centro de convergência de orientação e de apoio de todas as forças católicas da Nação contra o indiferentismo, o liberalismo e a perseguição religiosa reinante”.

Pólo de grandes peregrinações, só em 1955 entraram no Sameiro mais de um milhão de pessoas. Por outro lado, acarinhado por vários Papas, a partir de Pio IX, o santuário foi visitado em 1982 por Sua Santidade João Paulo II e a ele dedicou o monumento ao Papa Peregrino.

A festa da Senhora do Sameiro foi fixada em 12 de Junho, dia em que S. Pio X coroou oficialmente a imagem de Nossa Senhora da Conceição.»

Fonte: Evangelho do Quotidiano

Durante as celebrações do 150º aniversário do Dogma da Imaculada Conceição (em 2004), o Cardeal legado do Papa entregou a Rosa de Ouro ao Santuário Mariano do Sameiro, em Braga. A atribuição da Rosa de Ouro pela Santa Sé ao Santuário celebra a passagem dos 100 anos da Coroação de Nossa Senhora do Sameiro e os 150 anos da definição do Dogma da Imaculada Conceição.


A COROA DA SENHORA DO SAMEIRO

A coroa foi oferecida pelas mulheres de Portugal,
inclusivamente pela Rainha D. Amélia
.


É toda em ouro maciço e pesa dois quilos e quinhentos gramas. Nela se encontram fundidos 107 objectos (anéis, pulseiras, cordões, brincos, broches, etc.) com o peso de 624 gramas, e as seguintes moedas: 81 libras, uma moeda de 10$000 reis, oito de 2$000 reis, quatro de 5$000 reis, três de 8$000 reis, duas de 480 reis, duas de 20 francos e um dólar.

Está adornada com 256 brilhantes, 55 dos quais foram oferecidos e são os de maior quilate. Um deles é oferta da Rainha Dona Amélia, que enviou também duas safiras. Foi delineada por Roque Gameiro.

Um texto de João Paulo II,
Centenário da Coroação de Nossa Senhora do Sameiro


« Última modificação: 11 de Junho de 2007, 19:00 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #39 em: 11 de Junho de 2007, 19:25 »

Lea

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« Responder #40 em: 19 de Junho de 2007, 07:26 »

Virgem Maria
Como uma doce isca


"Fazei o que Ele vos disser"

O Senhor revelou a Santa Catarina de Sena o motivo pelo qual criara Maria: "Reservei para Mim - disse Ele - esta Filha bem-amada, como uma doce isca para pescar os homens, principalmente os pecadores, e, em seguida, atraí-los ao Meu Amor."

Santo Alfonso de Ligori - Glórias de Maria



Papa Paulo VI, 13 de Maio de 1967
Exortação Apostólica consagrada ao culto da Virgem Maria,
Mãe da Igreja e modelo de todas as virtudes
« Última modificação: 19 de Junho de 2007, 08:10 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #41 em: 27 de Junho de 2007, 15:51 »

A IGREJA SEMPRE ACREDITOU NA
VIRGINDADE PERPÉTUA DA MÃE DE DEUS



    Os Padres da Igreja sempre defenderam a Virgindade perpétua de Nossa Senhora

    São Jerónimo, combatendo o herege Helvídio, que negava blasfemamente a virgindade perpétua de Nossa Senhora, afirmou que a unanimidade dos Santos Padres defendeu a virgindade perpétua da Virgem Maria.

    Santo Ambrósio escreveu:

    "Hove quem negasse que Maria tivesse permanecido virgem. Desde muito temos preferido não falar sobre este tão grande sacrilégio. Maria (...) que é mestra da virgindade, (...) não podia acontecer que aquela que em si tinha trazido Deus , resolvesse andar às voltas com um homem. Nem José, varão justo, cairia nessa loucura de querer misturar-se com a mãe do Senhor, em relação carnal".( De Inst. Virg. I , 3).

    Santo Hilario de poitiers defende a virgindade perpétua de Maria Santíssima, e acusa os que dizem o contrário, de serem irreligiosos.

    Santo Epifánio diz; "De onde vem esta perversidade? De onde é que irrompeu tamanha audácia? Porventura o próprio nome não é suficiente atestado? Quem jamais houve, em tempo algum, que ousasse proferir o nome de Maria e espontaneamente não lhe acrescentasse a palavra virgem? O nome de Virgem foi dado a Santa Maria, nem se mudará nunca, ela sempre permaneceu ilibada (Panarion, Contra os hereges).

    São Jerónimo disse contra o herege Helvídio que citamos, que assim como um homem havia queimado o templo da deusa Diana em Éfeso só para ser conhecido assim fizera Helvídio com a Virgindade de Maria Santíssima: "Tu incendiaste o templo do corpo do Senhor. Contaminaste o santuário do Espírito Santo do qual pretendes ter saído uma quadra de irmãos e um montão de irmãs. Argumentas com o que dizem os judeus: "Por ventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Maria a sua mãe e seus irmãos Tiago e José, e Simão, e Judas? E suas irmãs, não vivem elas todas entre nos? (Mt. XIII, 55-56).

    "Todas", só se diz de uma multidão. Pergunto: quem te ensinou semelhante blasfémia? Quem é que te levava em conta? Mas agora conseguiste o que tu querias: tu te tronaste famoso no crime." (Adverssus helvidius).

    E Santo Efrém escreveu: "Ó Virgem Senhora, Imaculada deípara (geradora de Deus), senhora minha gloriosíssima, mais sublime que os céus, muito mais pura que os esplendores, raios e fulgores solares... Vara de Aarão que germina, pareceste como verdadeira vara e a flor foi o teu Filho verdadeiro, nosso Cristo Deus e Criador meu. Tu, segundo a carne, geraste Aquele que é Deus e Verbo, conservando a virgindade antes do parto, virgem depois do parto, e fomos reconciliados com Deus teu filho".

    Santo Agostinho, por sua vez exclamou:

    "Virgem que concebe, virgem que dá à luz, virgem grávida, virgem que traz o feto, Virgem perpétua"(Santo Agostinho, Sermones, CLXXXVI, 1, 1).

    Já no Credo, ou Símbolo da Fé, de santo Epifánio, que é do século IV, se proclama a virgindade perpétua de Maria Santísima, dizendo esse Credo que Cristo "foi gerado por Maria sempre virgem"( Cfr. Denziger, 17).

    A mesma fé é repetida pelo Concílio de Toledo, no ano 400. ( Cfr. Denziger, 20).

    São Sirício, Papa entre os anos 384 e 398, escreveu uma carta a Anisio, Bispo de Tessalônica, dizendo:

    "Em verdade, não podemos negar haver sido com justiça repreendido aquele que fala dos filhos de Maria, e com razão sentiu horror vossa santidade de que do mesmo ventre virginal do qual nasceu, segundo a carne, Cristo, pudesse ter saído outro parto. Porque não teria escolhido o Senhor Jesus nascer de uma Virgem, se tivesse julgado que esta teria de ser tão incontinente que, com sêmen de união humana, haveria de manchar o seio onde se formou o corpo do Senhor, aquele seio, palácio do rei eterno. Porque aquele que afirma isto, não afirma outra coisa do que a perfídia judaica daqueles que dizem que não pode nascer de uma Virgem. Porque, aceitando a autoridade dos sacerdotes, porém sem deixar de opinar que Maria teve muitos partos, com mais empenho pretendem combater a verdade da Fé" (S. Sirício, Papa, Carta a Anísio, Bispo de Tessalônica, em 392. Denzinger, 91).

    E o Concílio de Éfeso ao condenar o herege Nestório que negava a maternidade divina de Nossa Senhora declarou:

    "Canon 1: Se alguém não confessa que Deus é conforme a verdade o Emanuel, e que por isso a Santa Virgem é a mãe de Deus (pois deu à luz carnalmente ao Verbo de Deus feito carne) seja anátema. (Concílio de Éfeso, Anatematismos e e capitulo de Cirilo contra Nestório, em 431. Denzinger 113).

    São Leão Magno, Papa entre 440 -461,  condenando o herege Eutiques, chefe dos monofisitas, escreveu de modo tão elevado sobre esse tema, que não tememos alongar nosso texto com a longa citação dele, pois que a beleza do estilo alivia a leitura, e a verdade afirmada da Virgindade de Nossa Senhora nos confirma na Fé:

    "Entra, pois, nestas fraquezas do mundo o Filho de Deus, baixando de seu trono celeste, porém não se afastando da glória do Pai, gerado por nova ordem, por novo nascimento.

    "Por nova ordem: porque invisível no que é seu, se tornou visível no nosso, incompreensível, quis ser compreendido; permanecendo antes do tempo, começou a ser no tempo; Senhor do universo, tomou a forma de escravo, obscurecida a imensidade de sua majestade;Deus impassível, não desdenhou de ser homem passível, e imortal, submeter-se à lei da morte. E por novo nascimento gerado: porque a virgindade inviolada ignorou a concupiscência, e subministrou a matéria da carne. Tomada foi da mãe do Senhor a natureza, mas não a culpa; e no Senhor Jesus Cristo, gerado no seio da Virgem, não por ser o nascimento maravilhoso, é a sua natureza distinta da nossa" (São Leão Magno, Papa, Carta Dogmática Lectis dilectionis tuae - Tomo a Flaviano - Contra Eutiques, em 449. Denzinger, 144).

    O II Concílio de Constantinopla de 523, V Concílio Ecumênico, decidiu em seus anatematismos sobre os chamados "três capítulos":

    "Canon 9 : Se alguém  não confessa que há dois nascimentos de Deus Verbo, um, do Pai, antes de todos os séculos, sem tempo e incorporalmente; outro nos últimos dias , quando o mesmo, quando Ele mesmo baixou dos céus, e se encarnou da santa  gloriosa mãe de Deus e sempre Virgem Maria, e nasceu dela ; esse tal seja anátema. (II Concílio de Constantinopla, V ecumênico, canon 9. Denzinger, 214).

    No Concílio de Latrão de 649, voltou-se a excomungar quem não confessasse que Cristo não nasceu da sempre Virgem Maria:

    "Canon 2 : Se alguém não confessa, de acordo com os santos padres, propriamente e conforme à verdade que o mesmo Deus Verbo, uno da santa, consubstancial, e veneranda   Trindade, desceu do céu e se encarnou por obra do Espírito Santo e de Maria sempre virgem, e se fez homem, (...) seja condenado" (Concílio de Latrão - 649, cânon 2. Denzinger, 255).

    E o cânon 3 desse mesmo Concílio assim reza:

    "Se alguém não confessa, de acordo com os Santos Padres, propriamente e conforme a verdade por mãe de Deus a santa e sempre Virgem Maria como queira que concebeu nos últimos tempos sem sêmen por obra do espírito Santo ao mesmo Deus Verbo própria e verdadeiramente, que antes de todos os séculos nasceu de Deus Pai, e  incorruptivelmente o gerou, permanecendo ela, mesmo depois do parto, em sua virgindade insissolúvel, seja condenado "(Concílio de Latrão - 649, cânon  3. Denzinger, 255).

    A mesma coisa foi ensinada pelo Concílio de Toledo, em 675, e pelo III Concílio  de Constantinopla, em 680-681. O Concílio de roam de 993, aprovado pelo Papa João IV proclamou, mais um avez , que Cristo se encarnou por obra do Espírito Santo e "nasceu de Maria sempre Virgem"( cfr. Denzinger , 344).

    Em 1215, o IV Concílio de Latrão, XII Concílio Ecumênico, convocado para condenara Gnose dos cátaros repete a mesma lição: Cristo nasceu da "sempre Virgem Maria" (Cfr. Denzinger, 429).

    No II Concílio de Lyon, Manuel Paleólogo foi obrigado a professar que "o Filho de Deus, Verbo de Deus, eternamente nascido do pai, consubstancial.coonipotente e igual  em tudo ao Paina divindade, nasceu temporalmente so Espírito Santo e de Maria sempre Virgem"( Cfr. Denzinger, 462).

    A mesma doutrina foi ensinada , mais uma vez,  na Bula Cantate Domino de 1441 contra os jacobitas( Cfr. Demzinger, 708).

    Sixto IV, em 1483 condenou aqueles que negavam a Imaculada Conceição de Maria Virgem ( Cfr. Denzinger, 735).

    Pio IV condenou energicamente os erros dos Unitários  pela Constituição apóstolica Cum Quorundam, de 1556. Entre os erros condenados estava a negação de que Cristo não foi concebido pelo Espírito Santo, no seio da  Virgem Maria, mas que teria sido concebido nela por José. (Cfr. Denzinger, 993).

   Todos esse documentos da Igreja demonstram que sempre se acreditou entre os católicos que Nossa Senhora foi sempre Virgem.

    Gostaria de copiar, para você, os belíssimos versos com que Dante faz São Bernardo cantara glória de Maria sempre Virgem, no último canto da Divina Comédia. Embora dante não seja uma autoridade, seu poema é tão belo que merece ser citado. Além disso , ele comprova que em 1300, todos os católicos acreditavam em Maria Santíssima; Eis os versos belíssimos de Dante em honra de Nossa Senhora:


Vergine Madre, figlia del tuo Figlio,
umile e alta più che creatura,
termine fisso d"etterno consiglio.

Tu sei  colei che l" umana natura
nobilitasti si, che il suo fattore
non disdegnò di farsi sua fattura.

Nel ventre tuo si raccese l"amore
per lo cui caldo nell "etterna pace
cosi è germonato questo fiore.

Qui se"a noi meridiana face
di caritate, e giuso, intra i mortali,
se" di speranza fontana vivace.

Donna, se" tanto grande e tanto vali
che qual vuol grazia  ed a te non ricorre,
sua disianza vuol volar sanz" ali.

La tua benignitate non pur socorre 
a chi domanda, ma molte fiate
liberalmente al dimandar precorre.

In te misericordia, in te pietate,
in te magnificenza, in te s"aduna
quantunque in creatura è di bontate"
  Virgem Mãe, filha de teu Filho
humilde e mais elevada que toda
objetivo fixo da eterna Sabedoria

Tu és aquela que a humana natureza
enobreceste tanto, que o seu criador
não desdenhou fazer-se sua feitura.

Em teu seio se reacendeu o amor
por cujo ardor, na eterna paz [do céu]
assim germinou esta flor [dos santos no céu]

Aqui [no céu] és, para nós, brilhante face
e caridade, e lá em baixo, entre os mortais,
és de esperança fonte viva.

Mulher, és tão grande e tanto vales,
que querer graça e a ti não recorrer,
seu desejo quer voar sem ter asas.

A tua benignidade não socorre apenas
quem pede, mas muitas vezes,
generosamente, ao pedir precede.

Em ti misericórdia, em ti piedade,
em ti magnificência, em ti se reúne
tudo quanto na criatura há de bondade".
« Última modificação: 27 de Junho de 2007, 16:11 por Trofa » Registado

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« Responder #42 em: 13 de Julho de 2007, 12:04 »

          recordando e reflectindo             
o dia 13 de Julho de 1917 em Fátima



Aura Miguel ( Rádio Renascença)
Um segredo com 90 anos



Em Fátima assinalam-se hoje os 90 anos sobre a aparição em que a Virgem Maria revelou um grande segredo aos pastorinhos. Nove décadas depois, será que os católicos portugueses continuam a acreditar na força revolucionária da Fé?

Faz hoje 90 anos que um grande Segredo foi revelado. Três crianças viram o horror do Inferno, ficaram a saber que ia haver uma segunda Guerra Mundial e que a Rússia iria espalhar os seus erros pelo mundo.

Viram também uma montanha com milhares de mortos de todas as idades, religiosos e leigos e um bispo vestido de branco - que as crianças acreditaram ser o Santo Padre - que, depois de subir essa montanha, também caiu morto, sob tiros de arma de fogo.

Todas estas misteriosas profecias se verificaram, excepto o facto de o Papa ter morrido.

No ano 2000, quando a terceira parte do segredo foi revelada, a explicação destas diferenças pelo então cardeal Ratzinger é eloquente: É que “o destino não é imutável e a fé e a oração são forças que podem influenciar a história. Em última análise, significa que a oração é mais forte que as balas e a fé mais poderosa que os exércitos.”

Apesar dos horrores do que viram, as três crianças nunca duvidaram disto. E, tal como elas, desde então, milhões de fiéis acreditam e aderem aos pedidos da Virgem.

Esta é a força capaz de mudar a história. Acessível a qualquer um, mesmo aos doentes e pequeninos.

Neste mesmo dia 13 de Julho, Nossa Senhora também disse: “Em Portugal permanecerá sempre o dogma da fé”. 90 anos depois, será que os católicos portugueses continuam a acreditar na força revolucionária da Fé?
« Última modificação: 13 de Julho de 2007, 12:13 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #43 em: 14 de Julho de 2007, 10:42 »


Rosa das Rosas


Alfonso X, El Sabio;
Cantigas de Santa Maria, canto 10



Rosa entre as rosas,
Flor entre as flores,
Mestra das mestras
Mulher entre as mulheres


Rosa de elegância e beleza
Flor da alegria e do prazer,
Senhora em teu ser piedoso,
Mulher, que nos libera
das preocupações e das dores do viver

A uma tal Senhora deve-se muito amar
pois de todo mal Ela pode nos preservar
e os pecados que cometemos neste mundo
ela pode perdoar.


Esta mulher que tenho por Senhora
e para quem desejo ser o trovador,
se eu posso ter o seu amor,
dou ao diabo qualquer outro louco amor.

Rosa das rosas
Flor entre as flores,
Mulher entre as mulheres,
Senhora das senhoras. 


Verdadeiro tesouro 
da época medieval

« Última modificação: 14 de Julho de 2007, 11:23 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #44 em: 14 de Julho de 2007, 14:15 »

Que maravillha  Desabrochar Desabrochar Desabrochar

Aproveitem para guardar nos favoritos. Foi o que eu fiz. Vale a pena  Aperto de mão Aperto de mão Aperto de mão
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