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Autor Tópico: Coisas de Nossa Senhora  (Lida 51329 vezes)
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lea onda-menor
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« Responder #15 em: 30 de Abril de 2007, 07:38 »

A Mensageira da Providência  


Em 1837, por volta das onze horas da manhã, José Cottolengo deixou a "Pequena casa", retornando meia hora depois, completamente pálido e abatido.

Irmã Gabriela, que cuidava da recepção, vendo-o chegar tão ansioso e arrasado, pergunta-lhe o que está acontecendo, se ele está sofrendo ou se necessita de alguma coisa.

"Não" - responde ele -. "Eu só estou precisando de repouso, sem que ninguém me incomode." Não obstante, a religiosa lhe oferece uma bebida, um chá de ervas, e volta ao seu posto.

Pouco depois, uma senhora desconhecida se apresenta, e pede para falar com Cottolengo. Com uma voz maravilhosamente suave, ela diz, com muita delicadeza, que, longe de contrariar o Padre, a sua visita lhe seria agradável, e pediu que Irmã Gabriela, a encarregada da portaria, passasse por cima da ordem recebida - a de não incomodá-lo -, e que o chamasse.

Espantada com as doces palavras pronunciadas, a irmã fixa os olhos na sua interlocutora e nota-lhe um porte tão majestoso, os olhos tão brilhantes que ela se sente tomada por um grande sentimento de admiração e respeito, a ponto de não mais ousar dirigir-lhe o olhar.

Irmã Gabriela corre, então, para avisar Cottolengo e lhe descreve o ar distinto e majestoso da Senhora que chegara.

Assim que Cottolengo chegou até onde estava a senhora, esta começou a consolá-lo de suas aflições e desgosto; encorajou-o, dizendo-lhe que devia confiar, sempre, na divina Providência. Em seguida, deu-lhe um anel com uma pedra preciosa, e disse: "Isto servirá para pagar uma parte de suas dívidas. O que restar dela será pago de outra forma." Ela o anima, novamente, e parte.

Irmã Gabriela que, durante este tempo, tentava adivinhar quem seria aquela senhora, desejava fixar seus olhos nela, antes que partisse; contudo, o respeito que lhe havia inspirado o seu primeiro olhar fora tão profundo, que ela não ousou levantar os olhos para contemplá-la.

Desejosa, entretanto, de saber alguma coisa de concreta, a irmã se dirigiu novamente para perto do padre e o encontrou repousado, rejuvenescido e bem feliz.

- Padre, disse-lhe toda contente, afinal, quem é esta senhora tão majestosa que eu não ousei olhar, não ousei fixar meus olhos em seus olhos?

- Esta senhora, respondeu-lhe o santo, não veio daqui debaixo, como a senhora possa, talvez, imaginar; e sim, do alto. Era a Santíssima Virgem.

Só então, contou-lhe o acidente que tivera, confessando-lhe que, se havia retornado à "Pequena Casa"  tão transtornado, era porque um dos seus credores o havia ultrajado e maltratado na rua, de maneira brutal.

Vida de São Joseph-Benoit Cottolengo
de Monsenhor Constans,  p.293
 Florilégio Mariano 1981



São José Bento Cottolengo
Sacerdote da Ordem Terceira de S. Francisco (1786-1842)


São José Cottolengo nasceu em Bra, no Piemonte, Itália, no dia 3 de Maio de 1786. Aos 17 anos ingressou no Seminário de Turim e aos 25 anos foi ordenado sacerdote.

Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos à uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois que ela morreu e ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de "ajudar a Providência Divina".

Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando ele mesmo como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Fundou assim a   Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cottolenguinas, (Vicentinas), cuja finalidade é o serviço aos pequeninos, aos deficientes, aos doentes.

 Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada, para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a palavra do Senhor cravada em seus corações.

Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir aos pequeninos, aos deficientes e aos doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cottolengo tinha como lema "caridade e confiança": fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu com o nome de "Pequena Casa da Divina Providência".

Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nesta experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois como ele mesmo dizia: "Se soubesses quem são os pobres, os servirias de joelhos!".

A sua confiança em Deus providente era tão grande que jamais Ele lhe faltou nas horas difíceis e de necessidade.

Certa vez, afirmou: "quando chegar a hora do almoço,
a Providência não se esquecerá de que os pobres têm que almoçar". São José Cottolengo tinha como lema "caridade e confiança": fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. 

Morreu no dia 13 de Abril de 1842, aos 56 anos de idade. Foi beatificado por Bento XV a 29 de Abril de 1917 e canonizado por Pio XI, a 19 de Maio de 1934.

A "Pequena Casa" subsiste ainda hoje, em Turim, com muita alegria e eficiência, sem rendimentos fixos, e dependente da caridade, monumento vivo da Providência. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra Instituição.

Nas Coisas de Santos
existem muitas vezes Coisas de Maria
Bom dia a todos!  Beijos
« Última modificação: 30 de Abril de 2007, 07:50 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #16 em: 30 de Abril de 2007, 16:09 »

Lista de nomes de Nossa Senhora 


Esta lista de invocações de Nossa Senhora, relaciona os nomes pelos quais Maria, mãe de Jesus Cristo é reverenciada pela fé católica, trazendo ainda a justificação para sua adopção.

Desde os primeiros séculos, os cristãos têm dedicado especial reverência à Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo.



Nossa Senhora da Piedade - uma das muitas invocações com que Maria é venerada

As primeiras representações iconográficas da Virgem Maria são as encontradas nas catacumbas romanas representando a Virgem Orante, ou seja , sozinha, em pé e de braços abertos. Também há representações suas em cenas retiradas da Bíblia ou dos Evangelhos Apócrifos. Com as resoluções do Concílio de Éfeso, condenando o nestorianismo, houve um grande incentivo ao culto da Virgem Maria, destacando-se o seu papel de Mãe de Deus (Θεοτοκος). Desde então, as representações da Virgem com o Menino Jesus, foram se tornando cada vez mais comuns.

A devoção dos povos foi criando uma série de invocações, pelas quais estes mesmos povos devotavam sua devoção à Mãe de Deus. Estas invocações, conforme sua origem, podem ser de três naturezas:

  • Litúrgica: compreende as invocações criadas pela Igreja e estão relacionadas ás comemorações litúrgicas.
  • Histórica: compreende, de modo abrangente, as invocações surgidas ao longo da história do cristianismo, referindo-se, geralmente, aos lugares onde determinado culto da Virgem Maria foi iniciado.
  • Popular: compreende as invocações surgidas da devoção popular, conforme as necessidades.


Diz a tradição que as primeiras imagens da Virgem Maria, sejam as pinturas das catacumbas, sejam os ícones e mosaicos bizantinos, foram baseados no "retrato da Virgem", pintado por São Lucas. Quanto à representação iconográfica, ela baseia-se nas fases da vida de Maria:

  • Infância
  • Imaculada Conceição
  • Encarnação do Verbo de Deus
  • Maternidade
  • Paixão de seu Filho
  • Glorificação

Veneração a Maria

Na Igreja há dois tipos de culto o de latria e o de dulia. O culto de latria (λατρεια) é o culto de adoração, prestado somente a Deus, como supremo Senhor de toda vida e de todo o universo, confessando que absolutamente tudo depende dele.

O culto de dulia (δουλεια) é o culto de veneração, prestado aos santos e, estando a Virgem Maria acima de todos na corte celeste, é-lhe prestado um culto especial de veneração, chamado hiperdulia (‘υπερδουλεια).

A Mariologia, instituída como uma das bases da fé Católica Romana, fez surgir ao longo dos tempos, diversas formas de devoção àquela que chamam de Nossa Senhora, com diversas denominações.

Invocada por suas denominações, a veneração a Maria é responsável pela multiplicidade de nuances no seu carácter, que é admirado em aspectos parciais.

Lista dos nomes de Maria

Devoção surgida no Vale do São Francisco, mais especificamente em Juazeiro , interior da Bahia . A imagem da santa foi encontrada por um índio cariri e um vaqueiro numa gruta as margens do São Francisco. festa: 8 de Setembro.

Nome
 
Origem
 
Devoção
Nossa Senhora da Abadia  imagem encontrada perto da Abadia de Bouro, na arquidiocese de Braga, Portugal  Em Portugal, nome de mulher: “Maria da Abadia”;
Nossa Senhora da Ajuda  relembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humano  Nome de mulher; “Maria da Ajuda”;
Nossa Senhora do Amor Divino  relembra o amor especial que Deus dedicou a Maria, escolhendo-a por sua Mãe; 
Nossa Senhora do Amparo  relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens;  Nome de mulher: Maria do Amparo;
Nossa Senhora das Angústias  relembra as angústias de Maria ao presenciar a paixão e morte de Jesus;  toponímicos em Espanha, Portugal e Brasil;
Nossa Senhora dos Anjos  Relembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de Assis, Itália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos;  Nome de mulher; “Maria dos Anjos”;
Nossa Senhora da Anunciação  Visita do arcanjo Gabriel a Maria  Nome de mulher, "Maria da Anunciação";
Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição Aparecida  Imagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo)  Padroeira do Brasil. Nome de mulher: “Maria Aparecida”;
Nossa Senhora da Apresentação  Apresentação de Maria, no Templo de Jerusalém;  Toponímicos;
Nossa Senhora Aquiropita  Imagem que não foi pintada por mão humana, de devoção em Rossano, na Calábria  Nome comum de mulher, entre os italianos e seus descendentes; Paróquia do Bairro da Bela Vista, em São Paulo;
Nossa Senhora da Assunção  relembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus;  Nome de mulher; “Maria da Assunção”, “Assunta”;
Nossa Senhora Auxiliadora  relembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínio napoleônico;  Nome de mulher: “Maria Auxiliadora”;
Nossa Senhora do Belém  relembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém;  Nome de mulher: “Maria de Belém”; canções natalinas
Nossa Senhora da Boa Hora  relembra a protecção de Maria na hora dos partos e na hora da morte;     
Nossa Senhora da Boa Morte  Proteção aos agonizantes;  Nome de diversas confrarias;
Nossa Senhora da Boa Nova  Maria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus;  Nome de mulher: "Maria da Boa Nova";
Nossa Senhora da Boa Viagem  Relembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo;  Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Conselho  Relembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano;   
Nossa Senhora do Bom Despacho  celebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho da encarnação do Verbo;  Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Parto / do Parto  Nascimento de Jesus, tendo Maria permanecido virgem antes, durante e depois do parto.   
Nossa Senhora do Bom Socorro  Relembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde o século X, em Blosville, na Normandia;  Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Sucesso  relembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais;  Toponímicos;
Nossa Senhora do Brasil  relembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros;  Paróquia célebre de São Paulo;
Nossa Senhora das Brotas  relembra o fato de folhas brotarem numa altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, no século XVIII;  Toponímicos;
Nossa Senhora da Cabeça  imagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, na Andaluzia, no século XIII ;   
Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança  Relembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas;  Toponímico;
Nossa Senhora das Candeias  Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;  Toponímico;
Nossa Senhora da Candelária  Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;  Nome de mulher: “Maria Candelária”; célebres paróquias do Rio de Janeiro e de Itu
Nossa Senhora de Caravaggio  Aparição da Virgem , no século XV, em Caravaggio, cidade italiana próxima a Milão;  Cruz de Caravaggio;
Nossa Senhora do Carmo, do Monte Carmelo  Relembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria;   
Nossa Senhora da Carpição  originária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi erecta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos Campos, São Paulo, no século XIX;  Toponímico;
Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastão  Relembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, por Dom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”;  Toponímico;
Nossa Senhora da Conceição / da Imaculada Conceição  Relembra que Santana concebeu Maria, pura sem pecado.  Prenome feminino: Maria da Conceição, Conceição
Nossa Senhora da Consolação  Relembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mónica;  Paróquia de São Paulo;
Nossa Senhora de Copacabana  Imagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, no século XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca;  Toponímicos;
Nossa Senhora da Correia  Relembra a correia da cintura da Virgem Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância;  Toponímicos;
Nossa Senhora dos Desamparados  relembra a proteção de Maria a uma confraria criada , no século XV, em Valência, Espanha, para acolher crianças desamparadas;  Confrarias;
Nossa Senhora Desatadora de Nós  Relembra que a Virgem Maria liberta os homens das aflições da vida, desata os nós que os escravizam;  Célebre pintura de Johann Schmittdner (1700);
Nossa Senhora do Desterro  A fuga para o Egipto  Toponímicos. Antigo nome de Florianópolis e de Jundiaí.
Nossa Senhora Divina Pastora  Devoção a Virgem Maria como pastora de almas, surgida no século XVIII, em Sevilha, Espanha;  Confrarias;
Nossa Senhora da Divina Providência  relembra que a Virgem confiou plenamente na Divina Proviência, entregando-se totalmente a Deus;  Confrarias;
Nossa Senhora das Dores  Refere-se às sete dores da Virgem Maria: a profecia de Simeão, a fuga para o Egipto, a perda do menino Jesus, o encontro no caminho do Calvário, a morte de Jesus, o golpe da lança e a descida da cruz, e o sepultamento de Cristo.  Prenome feminino: Maria das Dores
Nossa Senhora da Encarnação  Relembra a encarnação do Verbo no seio puríssimo da Virgem;  Nome de mulher: “Maria da Encarnação”;
Nossa Senhora da Escada  A Virgem é comparada à “Escada de Jacó”, que liga o céu e a terra. Também faz alusão aos trinta e um degraus que davam aceso a um santuário de Lisboa.;  Confrarias e toponímicos;
Nossa Senhora da Esperança  Relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;  Confrarias;
Nossa Senhora da Estrela  Imagem oculta por Dom Rodrigo, último rei dos visigodos, em 711, quando da invasão árabe; sendo descoberta, quando a Vila de Marvão, em Portugal, foi liberada do domínio muçulmano; Maria é chamada “Aurora da Salvação”  Confrarias;
Nossa Senhora da Expectação  relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;  Confrarias;
Nossa Senhora de Fátima, do Rosário de Fátima  Aparição em Fátima (Portugal)  Prenome feminino: Maria de Fátima ou apenas "Fátima"; Santuário de Fátima;
Nossa Senhora da Fé  Relembra que a vida da Virgem foi um contínuo “Ato de Fé, sendo esta devoção medieval originária da França e Bélgica;   
Nossa Senhora da Glória  Relembra coroação da Virgem como rainha;  Nome de mulher: Maria da Glória, Glória;
Nossa Senhora da Graça  Imagem encontrada por pescadores na praia de cascais, Portugal, em 1362 e que apareceu a Catarina Álvares,Paraguaçu, no século XVI;  Nome de mulher: “Maria da Graça”, “Graça”;
Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa  relembra uma aparição feita a Catarina Labouré, em Paris;  Prenome feminino: Maria das Graças.

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« Responder #17 em: 30 de Abril de 2007, 16:39 »

Lista de nomes de Nossa Senhora - Continuação 



Nome
 
Origem
 
Devoção
Nossa Senhora de Guadalupe  Aparição ao índio Juan Diego, em Guadalupe, México, em 1531  Prenome feminino: Maria Guadalupe, Guadalupe. Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe;
Nossa Senhora da Guia  Relembra que a Virgem Maria guiou Jesus, na sua infância e juventude; é chamada pelos ortodoxos de “Odegitria” (‘οδεγός);  Confrarias;
Nossa Senhora da Lampadosa  Relembra a padroeira da ilha de Lampadosa, no Mar Mediterrâneo, entre a ilha de Malta e a Tunísia;  Toponímicos. Tiradentes foi enforcado no Largo na Lampadosa, no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora da Lapa  Imagem escondida dos muçulmanos numa lapa, no século X, pelas monjas beneditinas de Aguiar da Beira, sendo encontrada em 1498, por uma menina, que muda de nascença, começou a falar;  Toponímicos.
Nossa Senhora do Leite ou da Lactação  Relembra a Virgem nutrindo o Menino-Deus com seu leite materno;  Célebre igreja de Belém;
Nossa Senhora do Líbano  Relembra a milenar devoção dos libaneses á Virgem Maria, e também o santuário construído, entre 1904 e 1908, no cume Haruça, no Monte Líbano, para honrar a Imaculada Conceição de Maria;  paróquias célebres em São Paulo e no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora do Livramento  Relembra o livramento do fidalgo português Rodrigo Homem de Azevedo, preso pelo Duque de Alba, no século XVI.;  Toponímicos;
Nossa Senhora do Loreto  Refere-se à “Casa de Nazaré”, onde viveu a Virgem Maria, transladada para um bosque de loureiros, próximo a Recanati, na Itália;  Ladainhas Loretanas (de Nossa Senhora);
Nossa Senhora de Lourdes  Aparição, no século XIX, na Gruta de Massabielle, em Lourdes (França)  Nome de mulher: Maria de Lourdes ou apenas Lourdes.
Nossa Senhora de Lujan  Refere-se a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mandada esculpir no Brasil, em 1630, por um português, residente na Argentina; que ao ser transportada, encalhou às margens do Rio Lujan ;  Toponímico;.
Nossa Senhora da Luz  Imagem encontrada por Pedro Martins, entre uma estranha luz, que lhe apareceu em Carnide, Portugal; Maria é lembrada como aquela que apresenta seu Filho Jesus como “Luz das Nações”;  Confrarias. Famoso convento de São Paulo;
Nossa Senhora Madre de Deus  Relembra a maternidade divina de Maria, cultuada desde os primeiros séculos e confirmada pelo Concílio de Éfeso;  Toponícos. Antigo nome de Porto Alegre - RS;
Nossa Senhora Mãe da Igreja  Relembra a proclamação de Maria como “Mãe de todo o povo de Deus”, pelo Papa Paulo VI, em 1964, durante o Concílio Vaticano II;   
Nossa Senhora Mãe dos Homens  Devoção surgida no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa, relembrando que Maria além de Mãe de Deus é Mãe de todos os homens;  Confrarias;
Nossa Senhora das Maravilhas  Relembra que a vida de Maria foi uma sucessão de maravilhas, das quais a maior foi a encarnação do Verbo. Isto atesta a própria Virgem, no canto do “Magnificat”;  Toponímico e cânticos;
Nossa Senhora dos Mares  Desde os primeiros séculos do cristianismo, Maria é invocada como protectora das viagens marítimas;  Confrarias;
Nossa Senhora dos Mártires  Invocada em homenagem dos cristãos que tombaram no Cerco de Lisboa (1147)  Basílica de Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa
Nossa Senhora Medianeira  Relembra o papel de intermediária entre o fiel e Jesus, devoção que teve origem em Veneza, durante a grande epidemia de 1630;   
Nossa Senhora de Međugorje  Aparição em Međugorje na Bósnia-Herzegovina.   
Nossa Senhora das Mercês  Relembra a aparição a São Pedro Nolasco, no início do século XII, solicitando a criação de uma Ordem destinada ao resgate de cristãos feito cativos pelos muçulmanos;  Ordem religiosa e confrarias;
Nossa Senhora dos Milagres  relembra os grande prodígios operados pela Mãe de Deus, Onipotência suplicante e canal de todas as graças, a quem nada Deus recusa;  Confrarias;
Nossa Senhora da Misericórdia  Por conseguir inúmeros benefícios de Deus para os homens, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia”; o título também lembra a proteção da Virgem ás Santas Casas de Misericórdia, cuja primeira do gênero foi fundada em Lisboa, em 1498;  Santas Casas de Misericórdia;
Nossa Senhora do Monte  relembra que a Virgem é um monte altíssimo, que vence a altura de todos os outros montes, em santidade e virtude;  Célebres igrejas: na Ilha da Madeira e em Olinda;
Nossa Senhora de Monserrate  Relembra a imagem da Virgem levada a Barcelona, Espanha, nos primeiros séculos do cristianismo, sendo que durante a invasão árabe, os cristãos esconderam a imagem na escarpada montanha de Monserrate. Mais tarde, esta imagem foi milagrosamente encontrada e no local foi construída uma grande abadia beneditina;  Abadia de Monserrate;
Nossa Senhora de Muquém  Relembra o auxílio da Virgem Maria a um garimpeiro português, na vila de São Tomé de Muquém, no início da mineração em Goiás;  Célebre romaria;
Nossa Senhora da Natividade  Relembra o nascimento da virgem Maria, que, segundo a tradição, foi num sábado, 8 de setembro, do ano 20 a.C., na cidade de Jerusalém;  Confrarias e cânticos;
Nossa Senhora dos Navegantes  Maria é invocada como protetora dos navegantes, devoção que teve seu auge durante as cruzadas e, depois, durante o período das grandes navegações;  Confrarias;
Nossa Senhora de Nazaré  Relembra a vida da Virgem Maria, em Nazaré, junto à sua sagrada família;  Toponímicos. Círio de Nazaré;
Nossa Senhora das Neves  Refere-se a um milagre, anunciado pela Virgem Maria, de que em pleno verão, na noite de 4 para 5 de agosto, nevaria em Roma, o que realmente aconteceu no local onde hoje se ergue a basílica de Santa Maria Maior;  Antigo nome de João Pessoa, Paraíba;
Nossa Senhora do Ó  Alusão à Nossa Senhora nas proximidades de seu parto. Houve um sermão proferido pelo Padre Vieira, onde compara as virtudes de Maria à "perfeição da letra o", símbolo da imortalidade e de Deus, de quem Maria é mãe. Referências às sete antífonas do Ó, nas proximidades do Natal.  Freguesia do Ó em São Paulo
Nossa Senhora da Oliveira  Refere-se a uma imagem levada para Guimarães, Portugal, por São Tiago, que a colocou num templo, ao lado qual havia uma oliveira. Também, a Virgem Maria é comparada na passagem bíblica: “sua glória é igual ao fruto da Oliveira” (Os 14,6);  Confraria;
Nossa Senhora do Parto, do Bom Parto  Recorda a proteção Virgem Maria às mães que estão para dar à luz;  Célebre recolhimento do Rio de Janeiro;
Nossa Senhora do Patrocínio  Relembra a intercessão da Virgem Maria junto a seu Filho, em favor dos homens, como nas Bodas de Caná;  Toponímicos;
Nossa Senhora da Paz ou Rainha da Paz  relembra a intervenção da Virgem Maria na devolução da catedral de Toledo, Espanha, aos cristãos;  Célebre mosteiro de Itapecerica da Serra;
Nossa Senhora da Pena  Relembra a Virgem como inspiradora e padroeira das letras e das artes;  Célebre igreja de Porto Seguro (1536); Igreja do Rio de Janeiro, no bairro de Jacarepaguá
Nossa Senhora da Penha  Relembra o milagre realizado, no início do século XVII, por intercessão da Virgem Maria invocada por Baltazar de Abreu Cardoso, fazendeiro brasileiro, que encontrou uma serpente ao subir um penhasco (penha) que levava à sua fazenda no Rio de Janeiro;  Bairro do Rio de Janeiro; Santuário Perpétuo no Rio de Janeiro
Nossa Senhora da Penha de França  Relembra a aparição da Virgem Maria a Simão Vela, monge francês, na serra chamada Penha de França, no norte da Espanha;  Bairro de São Paulo;
Nossa Senhora da Purificação  Relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;  Nome de mulher: “Maria da Purificação”
Nossa Senhora Peregrina  Alusão à imagem de Nossa Senhora de Fátima  Peregrinação da imagem pelos lares católicos;
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro  Relembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade.Refere-se a um quadro milagroso da ilha de Creta, que após ser roubado, foi recuperado em Roma e posto, no século XIX, sob a guarda dos padres redentoristas;  Confrarias;
Nossa Senhora da Piedade  Relembra que Jesus, após o descimento da Cruz, foi entregue aos braços de sua Mãe Santíssima  Prenome feminino: Maria da Piedade. Pietà: famosa escultura de Michelangelo;
Nossa Senhora do Pilar  Refere-se a uma aparição da Virgem Maria a São Tiago, que estava evangelizando em Saragoça. A virgem lhe apareceu sentada num pilar, donde lhe vem o nome;  Nome de mulher: “Maria do Pilar”. Célebres igrejas de Minas Gerais;
Nossa Senhora de Pompéia  Relembra a aparição da Virgem a Bartolo Longo, em Pompéia, no sul da Itália;  Bairro antigo de São Paulo;
Nossa Senhora da Ponte  Refere-se à comparação de Maria à ponte donde passamos da terra para o céu;  Antigo nome de Sorocaba;
Nossa Senhora Porta do Céu  Refere-se à máxima que diz: “Ninguém chega ao Pai, a não ser por Jesus; e ninguém chega ao Filho, a não ser por Maria”. Esta é uma das invocações das “Ladainhas Loretanas”, considerando pois que o culto da Mãe de Deus é a porta que leva os fiéis ao paraíso;  Ladainhas Loretanas;
Nossa Senhora do Porto  Refere-se a uma imagem bizantina colocada no célebre santuário, cuja construção foi iniciada no século VI, no bairro do Porto (Le Port), em Clermont-Ferrand, na França. Uma cópia deste ícone foi levada na batalha aos mulçumanos, para a retomada da cidade do Porto, em Portugal;  Cidade do Porto;
Nossa Senhora do Povo  Relembra a construção, pelo povo de Roma, de uma igreja dedicada à Virgem Maria, no local onde se erguera o mausoléu dos Domícios, família a qual pertencia o imperador Nero;  Forte de Nossa Senhora do Povo (Forte do Mar), em Salvador;
Nossa Senhora dos Prazeres  Relembra os sete principais prazeres da vida da Virgem Maria: a anunciação, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Filho, a visita dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo, a primeira aparição de Jesus ressuscitado, a sua coroação no céu;  Célebres igrejas de Recife (Monte Guararapes) – PE e Diamantina-MG;
Nossa Senhora do Presépio  Relembra a maternidade de Maria, na cena do presépio, conforme a tradição franciscana;  Presépios natalinos;
Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos  Relembra que a Virgem Maria foi mãe, mestra e rainha dos apóstolos, que lhe devotavam especial veneração;  Ladainhas Loretanas;
Nossa Senhora Rainha do Céu  Relembra a coroação de Maria, após sua assunção aos céus;  Famosa antífona: Regina Cæli;
Nossa Senhora Rainha dos Homens  Relembra que Maria é rainha de todos os homens, portanto digna de todos os louvores, por parte de todos;  Confrarias;
Nossa Senhora Rainha, Vencedora e Três vezes Admirável de Schoenstatt  Imagem da Virgem Maria, padroeira do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e relembra a aliança de amor que o padre Joseph Kentenich (1885 - 1968), selou pela primeira, 18 de Outubro de 1914, em Schoenstatt, Alemanha, com a Virgem Maria;  Movimento de Evangelização “Mãe Peregrina”;
Nossa Senhora dos Remédios  Relembra a Virgem Maria como único remédio para todos os nossos trabalhos, angústias, necessidades e doenças;  Vila dos Remédios- Fernando de Noronha;
Nossa Senhora do Rocio  Imagem encontrada no mar, no final do século XVII, por um pescador que vivia em Rocio, próximo a Paranaguá;  Padroeira do Paraná;
Nossa Senhora do Rosário  Relembra a aparição da Virgem Maria a São Domingos de Gusmão, no século XIII, pedindo-lhe a divulgação do seu rosário de orações. A consagração definitiva do Rosário de Nossa senhora deu-se a 7 de outubro de 1571, com a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto;  Ordem Dominicana;
Nossa Senhora do Sagrado Coração  Relembra que de Maria foi formado o coração divinal de Jesus;  Confraria;
Nossa Senhora da Salete (em francês: de la Sallete)  Relembra a aparição da Virgem Maria, a 19 de setembro de 1846, a dois pastorinhos, na montanha de Salete, Isére, nos Alpes franceses;  Nome de mulher; “Salete”;
Nossa Senhora da Saudade  Relembra a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seu Filho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro;  Cemitérios “da Saudade”;
Nossa Senhora da Saúde  Relembra que a Virgem Maria é fonte de vigor físico e moral para os homens;  Ladainhas Loretanas;
Nossa Senhora Salvação do Povo Romano  Relembra que a Virgem Maria sempre socorreu o povo de Roma, em todas as suas situações de necessidade.  Célebre ícone, do século I, da Capela Paulina, na Basílica de Santa Maria Maior;
Nossa Senhora do Sion, do Sião  Relembra a aparição da Virgem Maria, em 1842, em Roma, a Alfredo Ratisbona, ateu de origem judaica, que converteu-se ao catolicismo;  Congregação e Colégios do Sion;
Nossa Senhora da Soledade  Relembra a solidão, a tristeza e saudade da Virgem Maria, por ocasião da paixão de seu Filho;  Topônimos;
Nossa Senhora do Terço  Similar à invocação de Nossa Senhora do Rosário, mas refere-se apenas a cinco mistérios da vida de Jesus;  Rezas de Terço. Célebre igreja do Recife;
Nossa Senhora da Visitação  Relembra a visita da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel;  Congregação das visitandinas;
Nossa Senhora da Vitória  Relembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota;  Famalicão;
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #18 em: 02 de Maio de 2007, 15:46 »


Olhei-te Maria e deixei-me olhar por ti.
A tua paixão por Cristo e pela humanidade,
Me faça caminhar contigo, tendo a consciência
De que as minhas acções têm repercurssões
No mundo e me tornam ou um dom ou um peso
Para a humanidade.

Ensina-me a viver, como tu, de coração indiviso:
A ser uma pessoa de Boa-Nova e Esperança
Para os outros.

Ilumina a minha mente,
Fortifica a minha vontade,
Santifica o meu coração,
Para que eu seja sempre e em toda a parte
Uma manifestação do amor que
Tu e Jesus tendes pela humanidade.
                     
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Rita*
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« Responder #19 em: 02 de Maio de 2007, 18:11 »

Eu Procuro aprender mais, saber mais  Excalmação Interrogação Excalmação

 Desabrochar


Maio: Mês de Maria  Desabrochar


No mês de maio, consagrado a Maria, Ela é invocada sob os mais variados títulos. Bem se diz que Nossa Senhora é como a rosa. A rainha das flores, bem simboliza a Rainha do Mundo. Assim como a rosa têm diversas cores, Maria tem muitos nomes. O poeta assim se expressou: “Rosa de qualquer cor... por ela eu fico prosa”. Assim também os cristãos que multiplicam seus louvores à Soberana bem-amada. Na obra em dois tomos da autoria de Edésia Aducci, sob a epígrafe “Maria e seus gloriosos títulos” se encontram detalhadas trezentas e vinte e duas invocações no mundo todo. O historiador Augusto de Lima Júnior que escreveu a “História de Nossa Senhora em Minas Gerais” apresenta vinte e nove invocatórias à Mãe de Deus em diversos lugares mineiros. Nilza Megale tem um livro intitulado “Cento e sete invocações da Virgem Maria no Brasil”. Tratam-se de saudações, de homenagens, de preitos de gratidão que a Igreja tem aprovado por manifestarem eles veneração e louvor àquela que é a Medianeira de todas as graças. São formas de um carinho louvável dos filhos para com sua Mãe e Protetora. Incentivam a devoção para com ela. Há títulos que merecem especial atenção por se referirem aos privilégios com que Deus a cumulou ou às passagens de sua vida, como “Nossa Senhora da Conceição”, “ Nossa Senhora das Dores”. “Nossa Senhora da Natividade”, “Nossa Senhora da Assunção”. Lugares nos quais se deram aparições da Virgem Maria ou nos quais foram encontradas imagens objeto de peculiar dulia a ela, reconhecidas pela autoridade eclesiástica, são motivo de invocações muito caras aos fiéis: “Nossa Senhora de Lourdes”, “Nossa Senhora de Fátima”, Desabrochar  “Nossa Senhora Aparecida”. As próprias preces marianas inspiraram denominações honoríficas: “Nossa Senhora do Rosário”, “Nossa Senhora do Terço”. Os favores por ela alcançados brilham nestas designações, entre tantas outras: “Nossa Senhora das Mercês”, “Nossa Senhora do Amparo”, “ Nossa Senhora da Saúde”. Ela é ainda saudada como “Nossa Senhora dos Anjos”. “Nossa Senhora Mãe dos Homens”, “Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos”. Na “Salve Rainha” se diz que somos “degredados filhos de Eva, gemendo e chorando neste vale de lágrimas, e daí: “Nossa Senhora das Angústias”, “Nossa Senhora dos Desamparados”, “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”. Fulgentes de luz são estas designações: “Nossa Senhora da Esperança”, “Nossa Senhora da Paz”, “Nossa Senhora da Consolação”. Os pescadores a invocam como “Nossa Senhora dos Mares”, os motoristas clamam sempre por “Nossa Senhora das Estradas”, sobretudo nos EUA, ou “Nossa Senhora da Prudência”, mormente na França. Há saudações poéticas como “Nossa Senhora das Maravilhas”, “Nossa Senhora da Fonte”, “Nossa Senhora das Flores”. Muitas regiões em todo seu território a homenageiam: “Nossa Senhora da China”, “Nossa Senhora da Hungria”, “Nossa Senhora da África”. Inúmeras outras referências poderiam ser feitas sobre os inúmeros títulos que Maria recebe mundo todo. O principal, porém, é que se tenha para com ela uma verdadeira devoção É o que ensina o Concílio Vaticano II mostrando que o louvor a ela “não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas que procede da fé verdadeira, pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação de suas virtudes" (LG. 67).  Desabrochar

São Bernardo assim se expressou: “De Maria nunquam satis” – nunca se louva demais à Mãe de Jesus. Façamo-la sempre conhecida e amada! * Desabrochar

Professor no Seminário de Mariana - MG  Desabrochar

www.catolicanet.com.br  Desabrochar
« Última modificação: 02 de Maio de 2007, 18:14 por Rita* » Registado
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Paz e Bem! =)


« Responder #20 em: 05 de Maio de 2007, 10:13 »



João Paulo II diante o mistério de Maria

Em Caná, Maria levou Jesus a realizar o primeiro milagre

(João Paulo II, Audiência  5 de Março de 1997):

«[...] A presença de Jesus em Caná manifesta, além disso, o projecto salvífico de Deus a respeito do matrimónio. Nessa perspectiva, a falta de vinho pode ser interpretada como alusiva à falta de amor, que infelizmente, não raro, ameaça a união esponsal. Maria pede a Jesus que intervenha em favor de todos os esposos, que só um amor fundado em Deus pode libertar dos perigos da infidelidade, da incompreensão e das divisões. A graça do Sacramento oferece aos esposos esta força superior de amor, que pode corroborar o empenho da fidelidade também nas circunstâncias difíceis. [...]»

Maria nas bodas de Caná

(João Paulo II, Audiência de 26 de Fevereiro de 1997):


«[...] : «Que temos nós com isso, mulher? A Minha hora ainda não chegou». Jesus faz com que Maria entenda que afinal Ele já não depende dela, mas deve tomar a iniciativa para realizar a obra do Pai. Maria, então, abstém-se docilmente de insistir junto d’Ele e dirige-se, ao contrário, aos servidores para os convidar a ser-Lhe obedientes.

Em todo o caso a sua confiança no Filho é recompensada. Jesus, a Quem ela deixou totalmente a iniciativa, realiza o milagre, reconhecendo a coragem e a docilidade da Mãe: «Disse-lhes Jesus: “Enchei de água essas talhas”; e encheram- nas até à borda» (Jo. 2, 7). Também a obediência deles, portanto, contribui para a obtenção do vinho em abundância.

O pedido de Maria: «Fazei o que Ele vos disser», conserva um seu valor sempre actual para os cristãos de todas as épocas, e é destinado a renovar o seu efeito maravilhoso na vida de cada um. Ela exorta a uma confiança sem hesitação, sobretudo quando não se compreendem o sentido e a utilidade de quanto Cristo pede.[...]»

A participação de Maria na vida pública do Filho

João Paulo II, Audiência 12 de Março 1997:

«[...]3. Maria, seguindo de longe as vicissitudes do Filho, participa no Seu drama de Se sentir rejeitado por uma parte do povo eleito. Tendo-Se manifestado desde a Sua visita a Nazaré, essa rejeição torna- se cada vez mais visível nas palavras e nas atitudes dos chefes do povo.

Deste modo, a Virgem pôde muitas vezes conhecer as críticas, insultos e ameaças dirigidos a Jesus. Também em Nazaré, várias vezes foi ferida pela incredulidade de parentes e conhecidos, que tentavam instrumentalizar Jesus (cf. Jo. 7, 2-5) ou interromper a Sua missão (cf. Mc. 3, 21).

Através destes sofrimentos suportados com grande dignidade e no escondimento, Maria compartilha o itinerário de Seu Filho «a Jerusalém» (Lc. 9, 51) e, cada vez mais unida a Ele na fé, na esperança e no amor, coopera na salvação.

4. A Virgem torna-se, assim, um exemplo para aqueles que acolhem a palavra de Cristo. Crendo desde a Anunciação na mensagem divina e aderindo plenamente à Pessoa do Filho, Ela ensina- nos a pôr-nos em escuta confiante do Salvador, para descobrirmos n’Ele a Palavra divina que transforma e renova a nossa vida. A sua experiência encoraja-nos, além disso, a aceitar as provas e os sofrimentos que derivam da fidelidade a Cristo, tendo o olhar fixo na bem-aventurança prometida por Jesus àqueles que escutam e guardam a Sua Palavra.»

" A fé a que Maria é chamada, não é fácil"

(João Paulo II, Audiência 6 de Maio de 1998):

«. A primeira bem-aventurança citada no Evangelho é a da fé, e refere-se a Maria: «Feliz daquela que acreditou» (Lc 1, 45). Estas palavras, pronunciadas por Isabel, põem em relevo o contraste entre a incredulidade de Zacarias e a fé de Maria. Ao receber a mensagem do futuro nascimento do filho, Zacarias teve dificuldade em crer, julgando o facto irrealizável porque, tanto ele como a sua esposa, eram de idade avançada.

Maria na Anunciação é posta diante de uma mensagem ainda mais extraordinária, como é a proposta de se tornar a mãe do Messias. A essa perspectiva Ela reage não com a dúvida, mas limitando-se a perguntar como a virgindade, à qual se sente chamada, poderia conciliar-se com a vocação materna. À resposta do anjo, que indica a omnipotência divina a operar através do Espírito, Maria dá o seu consentimento humilde e generoso.

Naquele momento único da história da humanidade, a fé desempenha um papel decisivo. Justamente Santo Agostinho afirma: «Cristo é acreditado e concebido mediante a fé. Em primeiro lugar actua-se a vinda da fé ao coração da Virgem, e depois vem a fecundidade no seio da mãe» (Sermo 293, PL 38, 1327).

2. Se desejamos contemplar a profundidade da fé de Maria, serve-nos de grande ajuda a narração evangélica das bodas de Caná. Diante da falta de vinho, Maria poderia procurar qualquer solução humana ao problema que se apresentou, mas não hesita em dirigir-se imediatamente a Jesus: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). Ela sabe que Jesus não tem vinho à Sua disposição; de maneira verosímil pede então um milagre. E o pedido é tanto mais audaz, uma vez que até àquele momento Jesus ainda não operara nenhum milagre. Agindo deste modo, Ela obedece, sem dúvida, a uma inspiração interior, uma vez que, segundo o plano divino, a fé de Maria deve preceder a primeira manifestação do poder messiânico de Jesus, como precedeu a Sua vinda sobre a terra. Ela encarna já aquela atitude que será louvada por Jesus a respeito dos verdadeiros crentes de todos os tempos: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditarem!» (Jo 20, 29).

3. A fé a que Maria é chamada, não é fácil. Já antes de Caná, ao meditar palavras e comportamentos do Filho, Ela teve de exercitar uma fé profunda. Emblemático é o episódio de Jesus ao desaparecer do Templo aos doze anos de idade, quando Ela e José, angustiados, tiveram de ouvir a Sua resposta: «Por que Me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de Meu Pai?» (Lc 2, 49). Mas agora, em Caná, a resposta de Jesus ao pedido da Mãe parece ainda mais precisa e de modo algum encorajadora: «Que temos nós com isso, mulher? A Minha hora ainda não chegou» (Jo 2, 4). Na intenção do IV Evangelho não se trata da hora da manifestação pública de Cristo, mas sim da antecipação do significado da Hora suprema de Jesus (cf. 7, 30; 12, 23; 13, 1; 17, 1), cujos frutos messiânicos da redenção e do Espírito são representados de modo eficaz pelo vinho, como símbolo de prosperidade e de alegria. O facto, porém, de esta Hora ainda não estar cronologicamente presente é um obstáculo que, vindo da vontade soberana do Pai, parece insuperável.

Entretanto, Maria não renuncia ao seu pedido, a ponto de empenhar os servos na realização do milagre esperado: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5). Com a docilidade e a profundidade da sua fé, Ela lê as palavras de Cristo para além do seu sentido imediato. Intui o abismo insondável e os recursos infinitos da misericórdia divina, e não duvida da resposta de amor do Filho. O milagre responde à perseverança da sua fé.

Maria apresenta-se como modelo de uma fé em Jesus que resiste a todos os obstáculos.

4. Também a vida pública de Jesus reserva provas para a fé de Maria. Por um lado, causa-lhe alegria saber que a pregação e os milagres de Jesus suscitavam em muitos admiração e consenso. Por outro, vê com tristeza a oposição sempre mais enérgica da parte dos Fariseus, dos doutores da Lei, da hierarquia sacerdotal.

Pode-se imaginar o sofrimento de Maria diante desta incredulidade, que Ela constatava até nos seus parentes: aqueles que são chamados «os irmãos de Jesus», isto é, os ligados à Sua família, não acreditavam n'Ele e interpretavam o Seu comportamento como que inspirado por uma vontade ambiciosa (cf. Jo 7, 2-5).

Maria, embora sinta dolorosamente a oposição familiar, não rompe as relações com estes parentes, que encontramos com Ela na primeira comunidade à espera do Pentecostes (cf. Act 1, 14). Com a sua benevolência e caridade, Maria ajuda os outros a compartilharem a sua fé.

5. No drama do Calvário, a fé de Maria permanece intacta. Para a fé dos discípulos, este drama foi chocante. Só pela eficácia da oração de Cristo foi possível a Pedro e aos outros, embora provados, retomar o caminho da fé, a fim de se tornarem as testemunhas da ressurreição.

Ao dizer que Maria estava aos pés da cruz, o evangelista João (cf. 19, 25) faz-nos entender que Maria continuou repleta de coragem naquele momento dramático. Foi sem dúvida a fase mais difícil na sua «peregrinação de fé» (cf. Lumen gentium, 58). Mas pôde estar de pé, porque a sua fé permaneceu sólida. Na prova, Maria continuou a acreditar que Jesus era o Filho de Deus e, com o Seu sacrifício, haveria de transformar o destino da humanidade.

A ressurreição foi a confirmação definitiva da fé de Maria. Mais do que em qualquer outro, a fé em Cristo ressuscitado assumiu no seu coração o mais autêntico e completo rosto da fé, que é o rosto da alegria.»




1.- "Em sua simplicidade e profundidade, continua sendo também neste terceiro Milênio apenas iniciado uma oração de grande significado, destinada a produzir frutos de santidade."

2.- "O Rosário, com efeito, embora se distinga por seu caráter mariano, é uma oração centrada na cristologia. Na sobriedade de suas partes, concentra em si a profundidade de todo a mensagem evangélica, da qual é como um compêndio".

3.- "Com ele, o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor."

4.- "Mediante o Rosário, o fiel obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da Mãe do Redentor."

5.- "Esta oração teve um posto importante em minha vida espiritual desde minha juventude."

6.- "O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e nos de tribulação. A ele confiei tantas preocupações e nele sempre encontrei consolo."

7.- "Há  vinte e quatro anos, no dia 29 de outubro de 1978, duas semanas depois da eleição à Sede de Pedro, como abrindo minha alma, expressei-me assim: «O Rosário é minha oração predileta. Prece maravilhosa! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua  profundidade." [...]

8.- "Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, quero fazer o mesmo. Quantas  graças recebi da Santíssima Virgem através do Rosário  nestes anos: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar meu agradecimento ao Senhor com as palavras de sua Mãe Santíssima, sob cuja proteção coloquei meu ministério petrino: Totus tuus!"

9.- "O Rosário, compreendido em seu pleno significado, conduz ao coração da vida cristã e oferece uma oportunidade cotidiana e fecunda espiritual e pedagógica, para a contemplação pessoal, a formação do Povo de Deus e da nova evangelização."

10.- "...o motivo mais importante para voltar a propor com determinação a prática do  Rosário é por ser um meio sumamente válido para favorecer nos fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão, que propus na Carta Apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria 'pedagogia da santidade': «é necessário um cristianismo que se distinga principalmente na arte da oração»."

11.- "Não se pode recitar o Rosário sem sentir-se implicados em um compromisso concreto de servir à paz, com uma particular atenção à terra Jesus, ainda hoje tão  atormentada e tão querida pelo coração cristão."

12.- "No marco de uma pastoral familiar mais ampla, fomentar o Rosário nas famílias cristãs é uma ajuda eficaz para contrastar os efeitos efeitos desoladores desta crise atual."

13.- "Numerosos sinais mostram como a Santíssima Virgem exerce também hoje, precisamente através desta oração, aquela solicitude materna para com todos os filhos da Igreja que o Redentor, pouco antes de morrer, confiou-lhe na pessoa do predileto: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26)."

14.- "Maria vive olhando a Cristo e tem em mente cada uma de suas palavras: « Guardava todas estas coisas, e as meditava em seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As memórias de Jesus, impressas em sua alma, a acompanharam em todo momento, levando-a a percorrer com o pensamento os diversos episódios de sua vida junto ao Filhos. Foram aquelas lembranças que constituíram, em certo sentido, o 'rosário' que Ela recitou constantemente nos dias de sua vida terrena."

15.- "Quando recita o Rosário, a comunidade cristã está em sintonia com a memória e com o olhar de Maria."

16.- "...como destacou Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem  alma e sua oração corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de contradizer a advertência de Jesus: "Quando rezardes, não sejais charlatães como os pagãos, que pensam que são escutados em virtude de sua loquacidade" (Mt 6, 7)."

17.- "Percorrer com Maria as cenas do Rosário é como ir à 'escola' de Maria para ler a Cristo, para penetrar em seus segredos, para entender sua mensagem."

18.- "...isto diz o Beato Bartolomeu Longo: «Como dois amigos, frequentando-se, costumam se parecer também nos costumes, assim nós, conversando familiarmente com Jesus e com a Virgem, ao meditar os Mistérios do Rosário, e formando juntos uma mesma vida de comunhão,  podemos chegar a ser, na medida de nossa  pequenez, parecidos com eles, e aprender com estes eminentes exemplos o ver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito»."

19.- "O Rosário nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Issso lhe permite educar-nos e modelar-nos na mesma diligência, até que Cristo «seja formado» plenamente em nós (cf. Gl 4, 19)."

20.- "O Rosário promove este ideal, oferecendo o 'segredo' para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e comprometido de Cristo. Poderíamos chamá-lo de caminho de Maria."



Carta Apostólica: Rosarium Virginis Mariae

Uma reflexão de

«Em sua Carta apostólica, Rosarium Virginis Mariae, o Santo Padre João Paulo II mostra a imensidade de tesouros que contém em si essa oração tão tradicional na Igreja. Riquezas para o desenvol¬vimento da vida cristã, para o aprofundamento no conhe¬cimento de Cristo, para a revitalização da Igreja e da so¬ciedade em geral. Por isso, quis o Papa comemorar os seus vinte e cinco anos de pontificado estabelecendo um Ano do Rosário, de outubro de 2002 a outubro de 2003.
   Considerar esta Carta nos seus pontos principais pode ser um ótimo meio de incluirmos ou revitalizarmos essa devoção na nossa vida, e de sermos, também nós, propa¬gadores do amor a Maria.
   
   A variedade de santos canonizados e de almas santas que testemunham a favor do Rosário mostra a riqueza des¬sa oração, que "tem não só a simplicidade de uma oração popular, mas também a profundidade teológica de uma ora¬ção adaptada a quem sente a exigência de uma contem¬plação mais madura" (n. 39). Pode ser rezado por milhares de pessoas numa catedral, no doce aconchego do lar, ou por um sacerdote sozinho no silêncio do confessionário. Reza-o a bisavó analfabeta num casebre no sertão, o bispo na sua residência episcopal, o estudante num vagão de trem do Metro, o doente no hospital, a enfermeira e o médico cristão. Os próprios jovens são "capazes de surpreender uma vez mais os adultos, assumindo esta oração e recitando-a com o entusiasmo típico da sua idade" (n. 42).
   
   Se a alguém o terço poderia parecer uma oração para pessoas sem instrução, valha aquele conselho de São Jo¬semaría Escrivá: "Para os que empregam como arma a in¬teligência e o estudo, o terço é eficacíssimo. Porque, ao im¬plorarem assim a Nossa Senhora, essa aparente monotonia de crianças com sua Mãe vai destruindo neles todo o ger¬me de vanglória e de orgulho"4. E mais uma razão de peso do Santo para os que nos sabemos pecadores: "bendita mo¬notonia de ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados!"
   
   Por outro lado, como ressalta o Santo Padre, "longe de constituir uma fuga dos problemas do mundo, o Rosário leva-nos a vê-los com olhar responsável e generoso, e al¬cança-nos a força de enfrentá-los com a certeza da ajuda de Deus" (n. 40). Em tantas coisas em que, à primeira olha¬da, nos pareceria que não podemos fazer nada, o Rosário é como uma "arma" que permite entrar na batalha como bons soldados de Cristo.
   
   É, sem dúvida, uma oração "destinada a produzir frutos de santidade" (n. 1) nos cristãos individualmente e em toda a Igreja. Por isso vale a pena repassar as contas do terço uma e outra vez, e sempre. Conta-se que Santa Bemadette Soubirous, depois de ter tido o privilégio de ver Nossa Se¬nhora nas aparições de Lourdes, procurava viver uma vida normal. Mas as pessoas que conviviam com ela gostavam de ter um objeto que ela tivesse tocado. Um dia, uma amiga sua, querendo que ela tocasse o seu terço mas não encon¬trando nenhum motivo plausível, disse-lhe: "Veja como o meu rosário está enferrujado", enquanto lho estendia. Ao que Bemadette respondeu, bem-humorada: "Minha boa amiga, recite-o mais vezes e ele não enferrujará"... E não o tocou.
   
   O conselho vale para todos nós. Recitemos o terço mais vezes e o nosso amor não enferrujará.
   
   Contemplação


   O Rosário "é uma oração marcadamente contempla¬tiva Privado desta dimensão, perderia o sentido, como su¬blinhava Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o perigo de se tornar uma repetição mecânica de fórmulas [...]. Requer um ritmo tranqüilo e uma cena demora em pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Se¬nhor»" (n. 12).
   
   A contemplação pede serenidade. É assim que a mãe contempla calmamente o seu filhinho que dorme; que o artista contempla durante um longo tempo uma obra de arte numa exposição; que o músico contempla uma bela canção. O terço pode ter exatamente esta função: conferir o "ritmo", o "tempo", o "compasso" de contemplação que c' tão necessário numa época corrida como a que vivemos.
   
   Para não poucos, tentar interromper a agitação da vida moderna repentinamente e pôr-se a refletir não é tarefa nada fácil. A imaginação agita-se amalucadamente, a memória traz mil eventos ou imagens, e não deixa o mundo interior serenar. E a pessoa sente-se tentada a abandonar o seu es¬forço de concentração e de recolhimento do coração junto de Deus. Mas a oração serena do terço pode ajudar jus¬tamente a prender o mundo interior à volta de uma oração repetitiva, deixando espaço para que a alma se aconchegue junto do Senhor. A memória fica levemente entretida na oração vocal, a imaginação não se sente solta e perdida ao considerar os mistérios que estão sendo rezados, e o co¬ração encontra-se livre para entabular um diálogo sereno com Deus sobre tantas e tantas coisas de que gostaria de falar, mas para as quais parecia não haver ocasião.
   
   Por isso, o Rosário é "um método para contemplar" (n. 28). Não o único método, já que há muitos e muito bons. Mas um método útil e comprovado por tantas e tantas almas. Os mistérios do Rosário podem ser para nós uma excelente oportunidade para - conduzidos por boas mãos - chegarmos por Maria a Jesus Cristo.»

 
Um texto encontrado em: Comunidade Shalom :

1. Ao narrar a presença de Maria na vida pública de Jesus, o Concílio Vaticano II recorda a sua participação em Caná por ocasião do primeiro milagre: "Nas bodas de Caná, movida de compaixão, levou Jesus Messias a dar início aos Seus milagres (cf. Jo. 2, 1-11)" (LG, 58). Seguindo a esteira do evangelista João, o Concílio faz notar o papel discreto e, ao mesmo tempo, eficaz da Mãe que, com a sua palavra, leva o filho ao "primeiro sinal". Ela, embora exerça uma influência discreta e materna, com a sua presença resulta, no final, determinante. A iniciativa da Virgem aparece ainda mais surpreendente se se considera a condição de inferioridade da mulher na sociedade judaica.

Em Caná, com efeito, Jesus não só reconhece a dignidade e o papel do gênio feminino, mas, acolhendo a intervenção de Sua Mãe, oferece-lhe a possibilidade de ser partícipe na obra messiânica. Não contrasta com esta intenção de Jesus o apelativo "Mulher", com o qual Ele se dirige a Maria (cf, Jo. 2, 4). Ele, de fato, não contém em si nenhuma conotação negativa e será de novo usado por Jesus em relação à Mãe, aos pés da Cruz (cf. Jo. 19, 26). Segundo alguns intérpretes, este título "mulher" apresenta Maria como a nova Eva, Mãe de todos os crentes na fé.

O Concílio, no texto citado, usa a expressão "movida de compaixão", deixando entender que Maria era inspirada pelo seu coração misericordioso. Tendo divisado a eventualidade do desapontamento dos esposos e dos convidados pela falta de vinho, a Virgem compadecida sugere a Jesus que intervenha com o seu poder messiânico. A alguns o pedido de Maria parece desproporcionado, porque subordina a um ato de piedade o início dos milagres do Messias. À dificuldade respondeu Jesus mesmo que, com o seu assentimento à solicitação materna, demonstra a superabundância com que o Senhor responde as expectativas humanas, manifestando também quanto pode o amor de uma Mãe.

2. A expressão "dar início aos milagres" que o Concílio retomou do texto de João, chama a nossa atenção. O termo grego archè, traduzido por início, princípio, foi usado por João no prólogo do seu Evangelho: "No principio já existia o Verbo" (1, 1). Esta significativa coincidência induz a estabelecer um paralelo entre a primeira origem da glória de Cristo na eternidade e a primeira manifestação da mesma glória na sua missão terrena. Ressaltando a iniciativa de Maria no primeiro milagre e recordando depois a sua presença no Calvário, aos pés da Cruz, o evangelista ajuda a compreender como a cooperação de Maria se estende à inteira obra de Cristo.

O pedido da Virgem coloca-se no interior do desígnio divino de salvação. No primeiro sinal operado por Jesus os Padres da Igreja divisaram uma forte dimensão simbólica, acolhendo, na transformação da água em vinho, o anúncio da passagem da antiga à nova Aliança. Em Caná precisamente a água das jarras, destinada à purificação dos Judeus e ao cumprimento das prescrições legais (cf. Mc. 7, 1-15), torna-se o vinho novo do banquete nupcial, símbolo da união definitiva entre Deus e a humanidade.

3. O contexto de um banquete de núpcias, escolhido por Jesus para o Seu primeiro milagre, remete ao simbolismo matrimonial, freqüente no Antigo Testamento para indicar a Aliança entre Deus e o Seu povo (cf. Os. 2, 21; Jer. 2, 1-8; SI. 44; etc.) e no Novo Testamento para significar a união de Cristo com a Igreja (cf. Jo. 3, 28-30; Ef. 5, 25-32; Ap. 21, 1-2; etc.).

A presença de Jesus em Caná manifesta, além disso, o projeto salvífico de Deus a respeito do matrimônio. Nessa perspectiva, a falta de vinho pode ser interpretada como alusiva à falta de amor, que infelizmente, não raro, ameaça a união esponsal. Maria pede a Jesus que intervenha em favor de todos os esposos, que só um amor fundado em Deus pode libertar dos perigos da infidelidade, da incompreensão e das divisões.

A graça do Sacramento oferece aos esposos esta força superior de amor, que pode corroborar o empenho da fidelidade também nas circunstâncias difíceis. Segundo a interpretação dos autores cristãos, o milagre de Caná contém, além disso, um profundo significado eucarístico. Realizando-o na proximidade da solenidade da Páscoa judaica (cf. Jo. 2, 13), Jesus manifesta, como na multiplicação dos pães (cf. Jo. 6, 4), a intenção de preparar o verdadeiro banquete pascal, a Eucaristia. Esse desejo, nas bodas de Caná, parece sublinhado ainda mais pela presença do vinho, que alude ao sangue da Nova aliança, e pelo contexto de um banquete. Desse modo Maria, depois de ter estado na origem da presença de Jesus na festa, obtém o milagre do vinho novo, que prefigura a Eucaristia, sinal supremo da presença do seu Filho ressuscitado entre os discípulos.

4. No final da narração do primeiro milagre de Jesus, que se tornou possível pela fé sólida da Mãe do Senhor no seu divino Filho, o evangelista João conclui: "Os Seus discípulos acreditaram n'Ele" (2, 11). Em Caná Maria inicia o caminho da fé da Igreja, precedendo os discípulos e orientando para Cristo a atenção dos servos. A sua perseverante intercessão encoraja, além disso, aqueles que às vezes se encontram diante da experiência do "silêncio de Deus". Eles são convidados a esperar para além de toda a esperança, confiando sempre na bondade do Senhor.

* L´Osservatore Romano, Ed. Port. n.10, 08/03/1997, pag. 12(108)
DO Livro: A VIRGEM MARIA-58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II
« Última modificação: 05 de Maio de 2007, 10:31 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #21 em: 05 de Maio de 2007, 10:35 »

Mês de Maio, Mês de Maria



VÍDEO: Nossa Senhora e o mês de Maio
S. Josemaria nos aconselhava a viver com especial delicadeza o amor a Nossa Senhora no mês de Maio. Neste breve vídeo, recolhemos algumas imagens do fundador do Opus Dei em que fala sobre a Mãe de Deus (Duração: 2 minutos; Legendado em português).


Sempre com Maria!
Um site dedicado a Nossa Senhora
c/ meditações para o mês de Maio



Um texto de Padre Silvio Andrei - Canção Nova


«Maria não se cansa de dizer a Jesus o que está faltando em nossa casa:

"Eles não têm mais vinho" (Jo 2,3)


«Iniciamos o "simpático" mês de maio. As Comunidades e Paróquias de toda parte sempre se organizam e preparam uma filial homenagem a Virgem Maria, abrindo o mês consagrado e dedicado a Nossa Senhora!

Neste mês, com muita fé e confiança, queremos clamar com Maria, ao Pai Altíssimo, que continue derramando ricas bênçãos sobre nós e sobre nossas famílias. Com Maria, queremos entregar nossas dúvidas e nossas certezas ao Sagrado Coração de Jesus.

Ao olharmos para a vida, história e missão de Nossa Senhora, nós percebemos a ternura de Deus. Pois, Maria nos ensina – por suas palavras e atitudes – que Deus está sempre conosco; que Ele caminha, acompanha, protege e conduz a nossa vida, abrindo o "Mar Vermelho" dos tempos atuais, para que consigamos atravessar o desafiante "Mar da Vida", a cada momento.

Nas Bodas de Caná da Galiléia, Maria disse ao seu Filho Jesus: "Eles não têm mais vinho" (Jo 2,3). Com esta atitude, Maria nos ensina que ela é uma mãe sempre atenta às necessidades de cada pessoa e de cada família.

Existe uma interpretação deste trecho bíblico, que vê no vinho, o símbolo do amor. Ou seja, o pedido de Maria era que Jesus colocasse mais amor no coração de todos daquela festa de casamento. Nós bem sabemos o drama que é quando nos falta amor Excalmação

As nossas famílias enfrentam muitos desafios. O matrimônio é atacado a cada instante. Muitos fazem uma verdadeira guerra contra os princípios e os costumes essenciais que salvaguardam e defendem a família.

E é diante deste contexto que nós, com mais intensidade, precisamos clamar a Deus, contando sempre com a intercesão de Nossa Senhora.

Ela que acompanhou Jesus a todo instante, acompanha também as nossas famílias.

Ela que viu Jesus crescer, acompanha o desenvolvimento de cada família abençoada por Deus.

Ela que esteve presente no doloroso caminho ao Calvário, olha com olhar de mãe para o Calvário das famílias de hoje.

Maria que esteve em pé diante da Cruz de Jesus, continua de pé e vigilante diante da Cruz do dia-a-dia de nossa família!

Nós podemos contar com a constante intercessão dela junto a Jesus. Pois, Maria não se cansa de dizer a Jesus o que está faltando em nossas casas.


Lá em Caná faltou vinho Excalmação
E hoje em dia, o que está faltando em nossa vida familiarInterrogação
Está faltando o vinho da saúdeInterrogação
O vinho do diálogoInterrogação
O vinho da féInterrogação
O vinho da fidelidadeInterrogação
O vinho da misericórdiaInterrogação
O vinho do perdãoInterrogação
Que "vinho" está faltando em sua vidaInterrogação
Com toda fé e confiança "peça à Mãe, que o Filho atende"Excalmação


Quando o nosso coração se volta e se abre para Maria, o nosso coração se encontra com Jesus. Pois, todo o esforço dela é nos conduzir a Jesus.

Nas diversas aparições de Nossa Senhora, ela continua repetindo o mesmo apelo que fez em Caná da Galiléia, ou seja, "fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5).

Este mês de maio será uma bênção! Pode acreditar! Neste mês, muitas graças serão derramadas do Céu, por Deus, através das mãos de Maria. Muitas conversões acontecerão pelo exemplo de Nossa Senhora. Vai florescer a fé em corações e lugares que a gente nem imagina. Pois, o amor de Maria é sempre exuberante e abundante! [...]

Claro que neste mês estaremos sujeitos a provações e ondas fortes querendo nos afogar e até nos perseguindo! Mas, com Jesus e com Maria, nós vamos vencer! Quem adora a Jesus e ama a Maria consegue tirar boas lições para sua vida, inclusive nos momentos de tempestades!

Que este mês tão especial nos motive a continuarmos caminhando com passos firmes e seguros no seguimento de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida! Que a nossa voz se una com a voz de Maria e juntos continuemos clamando ao Pai do Céu: "Dai-nos a bênção"Excalmação»


Maria durante a vida publica de Jesus

Fonte: Maria, Um espelho para a Igreja - Autor: Raniero Cantalamessa

 
Há nos Evangelhos, referências a Nossa Senhora que no passado, no clima dominado pela idéia de privilégio, criavam certos embaraços entre os crentes e que agora pelo contrário, aparecem-nos como marcos nesses caminhos de fé de Maria.

Passagens que, por isso mesmo não precisamos por de lado apressadamente, ou suavizar com explicações convenientes.

Vamos considerar brevemente esses textos.

Comecemos com o episódio da perda de Jesus no templo (cf. Lc 2,41 ss).

Lucas realçando que Jesus foi encontrado novamente "depois de três dias", talvez já faça referencia ao Mistério Pascal da morte e ressurreição de Cristo. De qualquer maneira, com toda a certeza este foi o início do mistério pascal de despojamento para a Mãe. De fato, que precisou ela ouvir depois de tê-lo encontrado novamente? Porque me Procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai? Uma mãe em condições de entender o que o coração de Maria experimentou ouvindo essas palavras colocavam entre ela e Jesus uma outra vontade, infinitamente mais importante, que punha em segundo lugar qualquer outro relacionamento, também o relacionamento filial com ela.

Continuemos, porém.

Encontramos uma menção de Maria em Caná na Galiléia, exatamente no momento em que Jesus está começando seu ministério público. Conhecemos os fatos. Qual a resposta que Maria ouviu de Jesus ao seu discreto pedido de intervenção? Que temos nos com isso mulher? (Jo 2,4). De qualquer maneira que se expliquem essas palavras elas soam duras, mortificantes, parecem novamente colocar uma distancia entre Jesus e sua Mãe.

Todos os três Sinóticos referem-nos este outro episódio acontecido durante a vida pública de Jesus.

Um dia enquanto Jesus estava pregando, chegaram sua Mãe e alguns parentes para falar-lhe. Talvez a Mãe estivesse preocupada com a saúde dele, o que é muito natural para uma mãe, pois que logo antes está escrito que Jesus, por causa da multidão, não podia nem comer (cf. Mc 3,20). Percebemos um detalhe. Maria, a Mãe, precisa até mendigar o direito de ver o Filho e de falar-lhe. Ela não abre caminho no meio da multidão, aproveitando o fato de ser mãe.Pelo contrário, ficou esperando fora enquanto os outros foram até Jesus para informá-lo: "Lá fora está tua mãe que te quer falar". Mas, aqui também, o mais importante é a palavra de Jesus que contínua sempre na mesma linha: "Quem são minha mãe e irmãos?" (Mc 3,33). Já conhecemos a resposta. Procuremos colocar-nos - tente, por exemplo, a mãe de um sacerdote colocar-se - no lugar de Maria e entenderemos a humilhação e o sofrimento que aquelas palavras lhe causaram. Sabemos hoje que naquelas palavras está mais um elogio do que uma repreensão para a mãe; mas ela não sabia, pelo menos naquele momento. Naquele momento havia só a amargura de uma recusa. O Evangelho não diz se depois Jesus saiu para falar-lhe; provavelmente Maria teve de ir embora, sem ter visto o filho e sem ter falado com ele.

Um outro dia - narra São Lucas -

uma mulher no meio da multidão teve numa exclamação de entusiasmo para com Jesus: Felizes - ela disse - as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!Eram um desses cumprimentos que, por si sós, bastam para fazer a felicidade de uma mãe. Maria, porém, se estava presente ou se foi informada, não pode saborear tranqüilamente estas palavras, porque Jesus logo se apressou a corrigir: Dize antes: Felizes os que escutam a palavra de Deus e a põe em prática (Lc 11,27-28).

Ainda um ultimo detalhe nesta linha.

São Lucas num determinado ponto de seu Evangelho, fala de um grupo de piedosas mulheres - cujo nome também se refere - que tinham sido beneficiadas por ele e que o "serviam com os seus bens" (cf. Lc 8,2-3), isto é, cuidavam das necessidades materiais deles e dos apóstolos, preparando uma refeição, lavando ou consertando uma roupa, etc. Que isso tem a ver com Maria? É que entre essas mulheres não aparece a mãe, e todos sabem quanto uma mão gostaria de prestar estes pequenos serviços ao filho, especialmente se consagrado ao Senhor. Aí temos um sacrifício total do coração.

Que significa tudo isso?

Uma série de fatos e de palavras tão detalhados e coerentemente não pode ser um acaso. Também Maria teve de experimentar sua Kénose.

A Kénose de Jesus consistiu no despojar-se de seus legítimos direitos e de suas prerrogativas divinas, assumindo a condição de servo e manifestando-se exteriormente como simples homem.

A Kénose de Maria consistiu em deixar-se despojar de seus legítimos direitos de Mãe do Messias, parecendo-se diante de todos uma mulher como as outras. A condição de Filho não poupou ao Cristo qualquer humilhação, Jesus dizia que a Palavra é o instrumento com que Deus poda e limpa os ramos: Vós estais limpos, devido a Palavra... (João 15,3). E, tais foram as palavras que ele dirigiu a sua Mãe. Por acaso não seria essa Palavra a espada que, conforme Simeão, um dia transpassaria sua alma?

A Maternidade divina de Maria era também antes de tudo, uma maternidade humana; tinha um aspecto também "Carnal", no sentido positivo deste termo. Jesus era o seu filho carnal, da mesma maneira que os dois filhos nascidos da mesma mãe são chamados de irmãos carnais. Aquele Filho era o seu filho, era sua única riqueza, o seu único apoio na vida.

Mas ela precisou renunciar a tudo o que havia de humanamente exaltante na sua vocação
. O Filho mesmo colocou-a numa situação tal que ela não podia aproveitar-se de nenhuma vantagem terrena da sua situação de mãe. Seguia a Jesus "como se não fosse" sua mãe.

 Desde que começou seu ministério e deixou Nazaré, Jesus não teve onde reclinar a cabeça, e Maria não teve onde reclinar seu coração.

À sua pobreza material, já que era muito grande, Maria precisou acrescentar também a pobreza espiritual, no seu grau mais alto.

Pobreza de espírito que consiste em deixar-se despojar de todos os privilégios, em não poder apoiar-se em nada, nem do passado e nem do futuro, nem nas revelações e nem nas promessas, como se tudo isso não lhe pertencesse e nunca tivesse acontecido.

São João da Cruz chama isso de "noite escura da memória", e falando a respeito lembra explicitamente a Mãe de Deus (São João da Cruz, Subida ao Monte Carmelo III 2,10).

Essa "noite da memória" consiste no esquecer-se, ou melhor, na impossibilidade de, mesmo querendo, lembrar-se do passado, lançados unicamente na direção de Deus, vivendo de pura esperança.

Essa verdadeira e radical pobreza de espírito que é rica só de Deus e, mesmo isso, só na esperança. É o que Paulo chama de viver "esquecido do passado" (Fl 3,13).

Com sua Mãe,
Jesus comportou-se como um diretor espiritual lúcido e exigente
que, tendo entrevisto uma alma extraordinária, não a faz perder tempo nem contemporizar com sentimentos e consolações naturais: pelo contrário, se ele mesmo for santo, arrasta-o numa corrida sem tréguas para o despojamento total, para chegar à união com Deus. Ensinou a Maria a renuncia de si mesma.

A seus seguidores de todos os séculos, Jesus os dirige mediante o seu Evangelho; sua mãe, porém dirigiu-a de viva voz, pessoalmente.

Por uma das mãos Jesus deixava-se conduzir pelo Pai, através do Espírito, para onde o Pai o queria: ao deserto para ser tentado, ao monte para ser desfigurado, ao Getsêmani para suar sangue...

Eu sempre faço -ele dizia- o que é do seu agrado (Jo 8,29). Com a outra mão, Jesus conduz sua mãe na mesma corrida para fazer a vontade do Pai.

Por isso, agora que está glorificada no céu perto do Filho, Maria pode estender sua mão materna para nós pequeninos, levando-nos consigo e dizendo com bem mais razão que o Apóstolo: Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo (I Cor 11,1).»
« Última modificação: 05 de Maio de 2007, 11:48 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #22 em: 06 de Maio de 2007, 16:51 »

Saudação à Virgem Maria
(S. Francisco de Assis)

          Salve, ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,
          Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
          eleita pelo Santíssimo Pai celestial,
          que vós consagrou por seu Santíssimo e
          dilecto Filho e o Espírito Santo Paráclito.
          Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem.
          Salve, ó palácio do Senhor!
          Salve, ó tabernáculo do Senhor!
          Salve, ó morada do Senhor!
          Salve, ó manto do Senhor!
          Salve, ó serva do Senhor!
          Salve, ó mãe do Senhor!
          E salve vós todas, ó santas virtudes derramadas,
          pela graça e iluminação do Espírito Santo,
          nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis
          em fiéis servos de Deus!
          Amen.



Entrar na Porciúncula

No dia 2 de Agosto a Igreja celebra a festa
de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula: a “Festa do Perdão” de Assis

:: Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é nascer de novo, pelo Espírito do Senhor.


– Foi nesta igrejinha que o jovem Francisco, procurando descobrir a vontade do Senhor a seu respeito, escutou o Evangelho, pediu ao sacerdote que lho explicasse e, exultando de alegria, exclamou: “Isto mesmo eu quero, isto peço, isto anseio poder realizar com todo o coração”. E, passando da vida eremítica, dedicou-se ao anúncio itinerante da Palavra de Deus entre o povo.

» Na procura de um sentido para a tua vida, escuta a Palavra do Senhor. Nela encontrarás a missão que te há-de fazer feliz!

:: Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é descobrir uma “geografia da salvação”, marcada por espaços e lugares que constituem especiais manifestações do Senhor.


– Foi nesta igrejinha que Francisco, embora sabendo que o Reino de Deus se encontra por todos os lugares da terra, e que a graça do Senhor pode ser dada em todos os lugares, foi saboreando aqui uma especial presença e graça do Deus da sua aventura evangélica e missionária. Por isso, repetia: “Meus filhos, tende cuidado em nunca abandonar este lugar. Se dele vos expulsarem por uma porta, entrai logo por outra, porque este lugar é verdadeiramente santo; é a casa de Cristo e da Virgem sua Mãe”.

» Na tua peregrinação sobre a terra, vai marcando alguns lugares como especiais no teu encontro com o Deus da História, a começar pelo santuário do teu coração.

:: Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é encontrar-se com Maria, rodeada de Anjos, mas tendo na fidelidade ao Evangelho a bússola das grandes opções.


– Foi nesta igrejinha que Francisco, zeloso pelo seu privilégio de ser pobre, responde a um irmão: “Se não vês outra maneira de prover ás necessidades dos irmãos, vai ao altar da Virgem e despoja-o dos seus ornamentos. Acredita, a Senhora há-de comprazer-se mais em ver despojado o seu altar para podermos observar o Evangelho do seu Filho, do que ver adornado o altar e desprezado a Ele”.

» Em caso de conflito entre devoções e fidelidade ao Senhor, não hesites: só o Evangelho te levará a construir a vida sobre a rocha firme da Palavra de Deus!

:: Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é saber-se abraçado pela ternura misericordiosa do Pai.


– Foi nesta igrejinha que Francisco, pensando com amargura nos anos e pecados do passado, sentiu a alegria do Espírito Santo e a certeza de que estava totalmente perdoado. Por isso, pediu ao senhor Papa que todos os que entrassem nesta igrejinha, como devotos peregrinos e penitentes, participassem desta “graça do Perdão”.

» Quando sentires o peso do pecado e do conflito interior, acredita que a misericórdia do Pai, o abraço de Cristo e a ternura do Espírito são mais fortes e mais belos que todos os pecados do mundo.

:: Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é abrir os braços e acolher cada pessoa como irmão.


– Foi nesta igrejinha que o Papa João Paulo II, seguindo os passos do Poverello de Assis, reuniu há 20 anos e pela primeira na história da Humanidade, os líderes das grandes religiões do Mundo para orar e jejuar pela Paz.

» No teu meio ambiente, sê um instrumento da Paz, do Diálogo e do Espírito de Assis.

frei Acílio Mendes


Basílica de Santa Maria dos Anjos,
que traz em si a insigne igrejinha da Porciúncula

«Uma vez reparada a capela de São Pedro, o irmão Francisco veio para um local chamado "A Porciúncula".Havia aí um templo de construção muito antiga e dedicada à Bem-aventurada Virgem Mãe de Deus, mas estava abandonada e ninguém cuidava dele.

Desolado com tal abandono, e impelido pela devoção fervente que consagrava à Senhora do mundo, começou Francisco a frequentá-lo com bastante assiduidade e bastante demora, no intuito de ir também procedendo à sua restauração.

O nome por que era conhecida a igreja era de Santa Maria dos Anjos.
Foi este o lugar que mais amou, dentre todos os lugares do mundo: aí encetou o caminho da conversão, aí progrediu no caminho da virtude, aí atingiu o cume da santidade.
É este o lugar onde Francisco, por inspiração e revelação divina, fundou a Ordem dos Frades Menores.» (LM 2, Cool



"A Porciúncula é, em particular, «terra do encontro» com a graça do perdão, amadurecida numa íntima experiência de Francisco, o qual, como escreve São Boaventura, «um dia, [...] enquanto chorava reflectindo com tristeza sobre o seu passado, sentiu-se impregnado da alegria do Espírito Santo, mediante a qual teve a certeza de que lhe tinham sido plenamente perdoados todos os pecados» (Legenda maior III, 6: FF 1057). Ele quis tornar todos partícipes desta sua pessoal experiência da misericórdia de Deus e pediu e obteve a indulgência plenária para aqueles que, arrependidos e confessados, viessem em peregrinação à pequenina igreja para receber a remissão dos pecados e a superabundância da graça divina (cf. Rm 5, 20)."
Papa João Paulo II, Castel Gandolfo, 1 de Agosto de 1999


tumulo de s. Francisco de Assis

O PERDÃO DE ASSIS

O Seráfico Pai São Francisco por seu singular amor à Bem-aventurada Virgem Maria, teve sempre um particular cuidado desta capelinha dedicada à Nossa Senhora dos Anjos, também chamada Porciúncula.

Aqui fundou a Ordem dos Irmãos Menores e fixou uma morada estável para seus irmãos;

aqui deu início, com Santa Clara, à Segunda Ordem das Clarissas.

Aqui recebeu os irmãos e irmãs da penitência da Terceira Ordem, que chegavam de todas as partes.

Aqui concluiu o curso de sua admirável vida, que melhor haveria de cantar na glória do céu.

Para esta capela o Santo fundador obteve do Papa Honório III a célebre indulgência também chamada Perdão de Assis, que os Sumos Pontífices confirmaram sucessivamente e estenderam a outras numerosas igrejas. Por estas gloriosas recordações, a Ordem Seráfíca celebra com alegria a festa de Nossa Senhora dos Anjos (2 de Agosto)


A narração do grande acontecimento do Perdão de Assis nos afirma que numa noite de Julho de 1216, o Pobrezinho estava na Porciúncula, absorto em oração pelos pecadores, quando, de repente, uma grande luz iluminou a pobre igrejinha e sobre o altar apareceram Jesus e Maria entre um coro de Anjos.

Jesus assim lhe falou: "Francisco, você tem pedido tanto pelos pecadores e eu venho a ti. E agora, pela sua salvação pode pedir-me a graça que mais deseja".

 São Francisco respondeu entre lágrimas: "Oh! Senhor, eu não sou mais do que um pobre pecador, porém, antes de tudo, lhe peço, que a todos os que, arrependidos e confessados, vierem visitar esta igrejinha, seja-lhes concedido o perdão total de suas culpas".

Jesus sorriu docemente e também Maria. Então Francisco dirigiu-se à Maria e assim lhe falou:

"Oh! celestial advogada do gênero humano, eu lhe rogo que obtenha de seu divino Filho esta grandíssima graça."

A Virgem falou a seu Filho, e Ele assim respondeu: "Irmão Francisco, realmente é grande a graça que me pede, porém, você é digno de maiores graças ainda e as obterá; portanto, acolho sua oração, com a condição de que vá ao meu Vigário na terra e lhe peça de minha parte esta indulgência."


O Pontífice, com muito gosto, cedeu aos desejos de Jesus, e por três vezes confirmou a concessão.

Francisco comunicou a grande Indulgência do Perdão a uma imensa multidão que se reuniu em Santa Maria dos Anjos, começando com aquelas palavras memoráveis:
"Quero enviar todos ao ParaísoExcalmação"


Com frequência São Francisco dizia a seus Irmãos:
 "Cuidem deste lugar, não o abandonem, se os lançarem por uma porta, entrem pela outra. Este lugar é verdadeiramente santo, habitado por Deus. Aqui o Senhor multiplicou nosso pequeno número e aqui iluminou os corações de seus pobres com a luz de sua divina sabedoria."

A INDULGÊNCIA HOJE...

Com o passar dos século a permissão (licença) sofreu muitas mudanças, termine a um máximo da extensão a todos os dias para a igreja da Porciuncula. a disciplina atual foi fixada pelo Papa Paulo VI na carta apostólica “Sacrosancta Portiunculae ecclesia” de 14 de julho 1966)

Por  tanto a Indulgência Plenaria na Porciuncula se pode obter todos os dias com as seguintes condições:

 Rosa Confissão sacramental.
 Rosa Comunhão eucarística.
 Rosa Visitar a  Porciuncola e  oração do  Pai-nosso e Credo.
 Rosa Oração segundo as intenção do Santo Padre
(pelo menos um Pai-nosso, Ave María, Gloria ao Pai).
 Rosa Disposição de ânimo que excluda todo efeito do pecado, ainda que venial.

No dia 2 de Agosto, com as disposições anteriores (confissão com propósito de emenda, orações pelas intenções do Santo Padre  e comunhão eucaristica em qualquer Igreja franciscana)

a propósito das Indulgências:
O Catalogo das Indulgências
« Última modificação: 06 de Maio de 2007, 17:09 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #23 em: 12 de Maio de 2007, 11:08 »

NOSSA SENHORA DO SORRISO

13 de Maio de 1883




A imagem que curou Santa Teresinha da grave enfermidade,
para a qual já não havia remédio neste mundo,
era de Nossa Senhora das Vitórias,
uma reprodução do escultor francês Bouchardon.
Possui 87 cm de altura.
Em 1894 foi doada ao Carmelo de Lisieux.


A devoção de Nossa Senhora do Sorriso, está muito ligada à Santa Teresinha do Menino Jesus. O espírito de devoção filial para com Maria marcou a vida inteira dessa pequenina grande Santa. Sensibilíssima e precoce decidiu se dedicar a Deus desde a infância. E fez de sua vida consagrada uma singular projeção missionária da Virgem Santíssima. Por isso, é modelo de empenho missionário, sem nunca ter saído do Carmelo de Lisieux, França.

Os fundamentos da religião Teresinha aprendeu com seus pais, Luis Martin e Zélia Guerin. O pai era um fervoroso devoto mariano e possuía uma imagem da Santíssima Virgem no seu quarto. Quando se casou, a imagem passou para a família. Teresinha era a caçula de nove irmãos. Sofreu um grande trauma, em 1877, quando sua mãe Zélia adoeceu e morreu em poucos meses. Então, com quatro anos de idade, ficou sob os cuidados da sua irmã Paulina.

Em outubro de 1882, Teresinha sofreu outro forte golpe, ficou sem a 'segunda mãe'. Paulina ingressou no Carmelo de Lisieux, com a benção do pai. A tristeza de Teresinha se tornou uma doença que se agravava a cada dia. Na noite da Páscoa de 1883, as crises de tremores começaram e duraram semanas. O médico da família diagnosticou uma profunda depressão motivada por frustração afetiva. A imaturidade emocional própria dessa idade, não permitiu que ela assimilasse a perda das 'duas mães'. Vivendo na angustia do abandonado e sem conseguir reagir, apresentou um comportamento regressivo que a levou a ser tratada como uma recém nascida. Um caso gravíssimo e, na época, sem cura na medicina.

Paulina, unida às demais carmelitas do Convento de Lisieux, intensificou as súplicas em oração a Nossa Senhora, para lhe obter a cura. Com essa intenção, seu pai Luis mandou celebrar uma novena de Missas no santuário de Nossa Senhora das Vitórias de Paris, acompanhada por todos os parentes e amigos. Enquanto ele e as outras filhas rezavam diante da imagem da Virgem colocada ao lado do leito da menina enferma.

Mais tarde, no livro de sua autobiografia, 'História de uma alma', Santa Teresinha narrou que só foi curada dessa enfermidade pela intervenção materna de Maria:

"Não encontrando socorro nenhum na terra, a pobre Teresinha apelou para sua Mãe do Céu. Pedia-lhe de todo o coração que se compadecesse dela... De repente, a Santíssima Virgem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca vira algo semelhante, seu rosto exalava uma bondade e uma ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o "sorriso encantador da Santíssima Virgem". Todas as minhas penas se foram naquele momento, duas grossas lágrimas jorraram das minhas pálpebras e rolaram pelo meu rosto, eram lágrimas de pura alegria... Ah! pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, estou feliz... (...) Fora por causa dela, das suas intensas orações, que eu tivera a graça do sorriso da Rainha dos Céus..."
(Manuscrito A, 30v)

A esta imagem ela deu o título de 'Virgem do Sorriso' e a invocação começou com seus familiares. Depois, ela levou a devoção para o Carmelo de Lisieux, onde ingressou aos quinze anos de idade, por deferência especial do Papa Leão XIII. Finalmente, foi divulgada em todas as ordens carmelitas e se propagou no mundo.

A mesma imagem esteve em frente da enfermaria do Carmelo de Lisieux, onde ela concluiu a sua breve existência de vinte e quatro anos, em 1897. Hoje, a imagem é venerada na capela do mesmo Carmelo, acima da cripta de vidro que guarda as relíquias da Santa.

Texto encontrado em Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Brasil)



João Paulo II recorda quado proclamou
Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face doutora da Igreja:


«A ligação de Santa Teresa do Menino Jesus com Maria foi profunda desde a infância. À experiência inesquecível do sorriso de Maria, contemplado no rosto da estátua posta na sua cela (cf. Manuscritos autobiográficos), ela atribuía a sua cura prodigiosa com a idade de dez anos. «Nossa Senhora do Sorriso» estará também em frente do leito da enfermaria, onde a Santa concluirá a sua breve existência consumida pela doença.

O espírito de devoção filial para com Nossa Senhora, que marcou a inteira existência da pequenina Teresa, é hoje proposto a todos nós como exemplo a imitar.

Ajude-nos Santa Teresa do Menino Jesus a amar, seguir e imitar a Virgem, Mãe e Rainha de todos os Santos»

« Última modificação: 12 de Maio de 2007, 11:29 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #24 em: 12 de Maio de 2007, 12:06 »

João Paulo II & Fatima

13 de Maio 1981


Um atentado 13 de Maio 1981 na Praça de S. Pedro (Roma)...

"Minha terna Mãe de sempre,
mas de modo particular naquele 13 de Maio de 1981
em que senti junto a mim a Vossa presença salvadora"

No dia 13 de Maio, o Santo Padre após almoçar com o Professor Lejeune, sua esposa e outro convidado, dirigiu-se, para a Praça São Pedro, onde aconteceria a costumeira audiência geral, tudo na maior tranqüilidade. No momento em que dava a volta à praça e se aproximava da porta de bronze, o turco Mehmet Ali Agça atirou nele, ferindo-o no ventre, no cotovelo direito e no indicador da mão esquerda.

Uma bala atingiu-lhe o indicador, antes de atravessar o abdômen. Eu estava sentado, como de costume, atrás do Santo Padre, e a bala, apesar de sua força, caiu entre nós, no carro, aos meus pés. A outra golpeou-lhe o cotovelo direito, abrasando-lhe a pele, quase ferindo outras pessoas. O que se passou pela minha cabeça? Ninguém acreditava que tal coisa fosse possível, então, transtornado, não consegui entender nada naquele momento.

Eram 17:17h. O ruído havia sido ensurdecedor. Todos os pombos levantaram vôo. Alguém havia atirado. Mas quem? Então notei que o Santo Padre estava ferido. Ele balanceava, mas não dava para ver, nem sangue nem ferimento algum. Então, perguntei-lhe: "Onde foi?" Ele me respondeu: "No ventre." Eu ainda lhe perguntei: "Está doendo?" Ele respondeu: "Sim." Estávamos no carro. O Santo Padre estava meio sentado, debruçado sobre mim, e assim alcançamos a ambulância. Ele não olhava para nós. Tinha os olhos fechados, sofria muito e rezava breves orações. Se bem me lembro, a que mais repetia era: "Maria, minha Mãe! Maria, minha Mãe!"

Estavam conosco, na assistência, o Dr. Buzzonetti e um enfermeiro, irmão Camille. A ambulância corria muito, sem nenhum acompanhamento policial. Poucos minutos depois, algumas centenas de metros percorridos, a sirena deixou de funcionar. O trajeto que normalmente leva quase meia hora, durou oito minutos; isto, na hora do rush, em pleno trânsito romano! Mais tarde, o Santo Padre disse que ele ficara consciente até a chegada ao hospital, e que somente chegando lá, perdera a consciência. Disse-me também que tinha a certeza de que seus ferimentos não eram mortais.

Duzentos Poloneses haviam trazido da Polônia, uma imagem de Nossa Senhora de Czestochowa. Diante da poltrona vazia do Papa, colocaram-na no chão, e rezavam por ele com muito fervor.

A cirurgia durou cinco horas e vinte minutos. O estado de saúde do ferido era considerado gravíssimo. A pressão estava extremamente baixa. Monsenhor Dziwisz havia dado a extrema-unção ao Papa: "Mas, durante a operação, gradativamente, a esperança ia surgindo. No início, uma grande angústia inundava os pensamentos. Depois, ficou constatado que nenhum órgão vital fora comprometido e que existia chance de sobrevivência." Sua Santidade havia perdido três quartos do seu sangue, e a transfusão sangüínea transmitir-lhe-ia um vírus. João Paulo II permaneceu longo tempo em reanimação, mas cinco dias depois, repetia por sua conta, um provérbio polonês: "A primeira mão atirou, uma outra desviou a bala."

Ele havia solicitado ao Bispo de Fátima, que estava em Roma, que viesse encontrá-lo em seu leito hospitalar, para contar-lhe sobre a mensagem de Nossa Senhora e, a partir do Ângelus do dia seguinte, em mensagem gravada no quarto da casa de saúde, João Paulo II confiou a humanidade ao Coração Imaculado de Maria.

Um ano mais tarde, no dia 13 de maio de 1982, ele retornaria a Fátima e uma das balas que o atingiram foi engastada na coroa da estátua da Virgem Santa. Já no dia 25 de março de 1984, ele, em união com todos os Bispos do mundo, realizaria, enfim, a pedido da Mãe de Deus, a consagração do mundo ao seu Imaculado Coração. A Rússia se liberou do Comunismo logo depois, sem nenhum derramamento de sangue.

No dia 13 de maio do ano 2000, em Fátima, quando da beatificação dos dois pastorinhos, Jacinta e Francisco, Sua Santidade revelou o conteúdo da última parte da mensagem de Fátima, que falava dos sofrimentos da Igreja e do "bispo vestido de branco", atingido por "golpes de arma de fogo", indicando que ele via nesta frase, uma revelação do atentado que sofrera, em 13 de maio de 1981.

E foi ainda, diante desta mesma estátua de Fátima, no dia 8 de outubro do ano 2000, no momento em que se comemorava o Jubileu dos Bispos, que o Papa pronunciou, finalmente, na praça de São Pedro, o Ato solene de fidúcia pelo qual ele confiava o IIIº milênio à proteção da Virgem Maria.

Segundo testemunho de Monsenhor Stanislas Dziwisz,
relatado por André Frossard no livro
N'ayez pas peur. Dialogue avec Jean-Paul II
(Robert Laffont, Paris, 1982) - p.333 à 345


1.ª Visita

João Paulo II
Fátima, 13 de Maio de 1982

Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala
do atentado sofrido no ano anterior na Praça de São Pedro
no altar da Nossa Senhora de Fátima
ainda hoje a mesma bala se encontra
na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.



2.ª Visita

ACTO DE CONFIANÇA A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

João Paulo II
Fátima, 13 de Maio de 1991

dez anos depois do atentado da praça de S. Pedro


1. “Santa Mãe do Redentor,
Porta do céu, Estrela do mar,
socorrei o Vosso povo que anela por erguer-se!”.
Uma vez mais nos dirigimos a Vós,
Mãe de Cristo e Mãe da Igreja,
ajoelhados a Vossos pés aqui na Cova da Iria,
para Vos agradecer por tudo quanto fizestes
nestes anos difíceis
pela Igreja, por cada um de nós e pela humanidade inteira.

2. “Monstra te esse Matrem!”.
Quantas vezes Vos invocámos!
E hoje aqui estamos a agradecer-Vos,
porque sempre nos escutastes.
Vós mostrastes ser Mãe:
Mãe da Igreja, missionária pelos caminhos da terra
preparando-se para o Terceiro Milénio cristão;
Mãe dos homens pela constante protecção
que nos livrou de tragédias e destruições irreparáveis
e favoreceu o progresso e as conquistas sociais dos nossos dias.

Mãe das Nações, pelas mudanças inesperadas
que restituíram a confiança a povos
longamente oprimidos e humilhados;
Mãe da vida, pelos múltiplos sinais
com que nos acompanhastes
defendendo-nos do mal e do poder da morte;
Minha terna Mãe de sempre,
mas de modo particular
naquele 13 de Maio de 1981
em que senti junto a mim
a Vossa presença salvadora
;
Mãe de todo o homem, que luta pela vida que não morre.
Mãe da humanidade resgatada pelo Sangue de Cristo.
Mãe do amor perfeito, da esperança e da paz,
Santa Mãe do Redentor.

3. “Monstra te esse Matrem!”.
Sim, continuai a mostrar-Vos Mãe para todos,
porque o mundo tem necessidade de Vós.
As novas situações dos povos e da Igreja
são ainda precárias e instáveis.
Existe o perigo de substituir o marxismo
por uma outra forma de ateísmo,
que adulando a liberdade tende a destruir
as raízes da moral humana e cristã.
Mãe da esperança, caminhai connosco!
Caminhai com o homem deste fim de século,
com o homem de toda e qualquer raça e cultura,
de qualquer idade e condição.
Caminhai com os povos para a solidariedade e o amor,
Caminhai com os jovens, protagonistas de futuros dias de paz.
Têm necessidade de Vós as Nações que recentemente
readquiriram o seu espaço vital de liberdade
e estão agora empenhadas na construção do seu futuro.
Tem necessidade de Vós a Europa que do Leste ao Oeste
não pode reencontrar a sua verdadeira identidade
sem redescobrir as suas raízes cristãs comuns.
Tem necessidade de Vós o mundo para resolver
os numerosos e violentos conflitos que ainda o ameaçam.

4. “Monstra te esse Matrem!”.
Mostrai que sois Mãe dos pobres,
de quem morre de fome e sem assistência na doença,
de quem sofre injustiças e afrontas,
de quem não encontra trabalho, casa nem abrigo,
de quem é oprimido e explorado
de quem desespera
ou em vão procura o repouso longe de Deus.
Ajudai-nos a defender a vida, reflexo do amor divino,
ajudai-nos a defendê-la sempre,
desde o alvorecer ao seu ocaso natural.
Mostrai-Vos a Mãe da unidade e da paz.
Cessem por todo o lado a violência e a injustiça,
cresçam nas famílias a concórdia e a unidade,
e entre os povos o respeito e o diálogo;
reine sobre a terra a paz, a paz verdadeira!
Ó Virgem Maria, dai ao mundo Cristo, nossa paz!
Que os povos não reabram novos fossos de ódio e vingança;
que o mundo não ceda à ilusão de um falso bem-estar
que avilta a dignidade da pessoa
e compromete para sempre os recursos da criação.
Mostrai-Vos a Mãe da esperança!
Velai sobre a estrada que ainda nos espera.
Velai sobre os homens e sobre as novas situações dos povos
ainda ameaçados por riscos de guerra.
Velai sobre os responsáveis das Nações
e sobre todos os que regem os destinos da humanidade.
Velai sobre a Igreja
sempre tentada pelo espírito do mundo.
Velai, em particular, pela próxima Assembleia especial
do Sínodo dos Bispos, importante etapa no caminho
da nova evangelização na Europa.
Velai sobre o meu ministério petrino,
ao serviço do Evangelho e do homem
rumo às novas metas da acção missionária da Igreja.
Totus tuus!

5. Em unidade colegial com os Pastores,
em comunhão com todo o Povo de Deus,
espalhado pelos quatro cantos da terra,
também hoje Vos renovo
a consagração filial do género humano.
A Vós, com confiança, todos nos consagramos.
Convosco queremos seguir Cristo, Redentor do homem:
que o cansaço não nos abata, nem a fadiga nos desalente,
as dificuldades não extingam a coragem
nem a tristeza, a alegria no coração.
Vós, ó Maria, Mãe do Redentor,
continuai a mostrar que sois Mãe para todos,
velai sobre o nosso caminho,
fazei com que vejamos, cheios de alegria,
o Vosso Filho no Céu.

Amém!

3.ª Visita

João Paulo II
Fatima, 13 de Maio 2000


Nesta visita foram beatificados Francisco e Jacinta Marto

 "A mensagem de Fátima é um apelo á conversão, alertando a humanidade para não fazer o jogo do "dragão" que, com a "cauda, arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra" (Ap 12,4).

A meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera. Deus não quer que ninguém se perca; por isso, há dois mil anos, mandou à terra o seu Filho "procurar o que estava perdido" (Lc 19,10). E Ele salvou-nos com a sua morte na cruz; que ninguém torne vã aquela Cruz! Jesus morreu e ressuscitou para ser "o primogénito de muitos irmãos" (Rm 8,29).

Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio aqui, a Fátima, pedir aos homens para "não ofenderem mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido. é a dor de mãe que a faz falar; está em jogo a sorte de seus filhos: Por isso, dizia aos pastorinhos: "Rezai, rezai muito e fazei sacrificios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".
« Última modificação: 14 de Maio de 2007, 07:22 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #25 em: 12 de Maio de 2007, 12:39 »

Fátima, 13 de Maio de 1917


A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.



 
       Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica.

De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma 'Senhora mais brilhante que o sol', de cujas mãos pendia um terço branco. 

        A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora.

As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria.



VALINHOS (a 3 km do Santuário):
 local da 4ª aparição de Nossa Senhora,
em 19 de Agosto de 1917,
assinalado por um monumento.


A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a 'Senhora do Rosário' e que fizessem ali uma capela em Sua honra.

 Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

        Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado 'Segredo de Fátima'.

        Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões


13 de Maio 2006

 
Desabrochar Para um resumo de cada uma das aparições, consulte aqui

  Desabrochar Um santuário
 Desabrochar Uma peregrinação em 1951
 Desabrochar Fatima à noite
 Desabrochar Galeria de videos


Fátima e o seu 3.º Segredo:

Texto original do Terceiro Segredo de Fátima
e explicação do Cardeal Ratzinger

Terceira parte do segredo de Fátima, revelado no dia 13 de julho de 1917 aos três pastorzinhos na Cova de Iria-Fátima e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944. Tornou-se público pelo Secretário de Estado, Cardeal Ângelo Sodano, em 13 de maio de 2000.

"Escrevo em obediência a Vós, meu Deus, que o ordenais por meio de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Leiria e da Santíssima Mãe vossa e minha.

"Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais ao alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; centelhando emitia chamas que parecia que iam incendiar o mundo; mas se apagavam a contato com o esplendor que Nossa Senhora irradiava com sua mão direita, disse com forte voz:

Penitência! Penitência! Penitência! E vimos em uma imensa luz que é Deus: 'algo semelhante a como as pessoas se vêem em um espelho quando passam diante dele' a um Bispo vestido de Branco 'tivemos o pressentimento de que fosse o Santo Padre' .

Também a outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma montanha íngreme, cujo cume havia uma grande Cruz de madeiras toscas como se fosse de carvalho com a casca, o Santo Padre, antes de chegar a ela, atravessou uma grande cidade em meio a ruínas e meio tremulante com passo vacilante, pesaroso de dor e pena, rezando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado em cima do monto, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados que dispararam vários tiros de arma de fogo e flechas; e do mesmo modo morreram uns após os outros os homens e mulheres de diversas classes e posições. Sob os dois braços da Cruz havia dois Anjos cada um deles com uma jarra de cristal na mão, nas quais recolhiam o sangue dos Mártires e regavam com ele as almas que se aproximavam de Deus".

Comentário Teológico do Cardeal Joseph Ratzinger

O comentário Teológico do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé está dividido em três partes: Revelação pública e revelações particulares, seu lugar teológico; A estrutura antropológica das revelações privadas; Uma tentativa de interpretação do segredo de Fátima.

1) "O termo 'revelação pública' designa a ação reveladora de Deus destinada a toda a humanidade, que encontrou sua expressão literária nas duas partes da Bíblia: o Antigo e o Novo Testamento. Chama-se 'revelação' porque nela Deus deu-se a conhecer progressivamente aos homens, até o ponto de tornar-se ele mesmo homem, para atrair para si e para reunir em si todo o mundo por meio de seu Filho encarnado, Jesus Cristo.
Em Cristo Deus disse tudo, quer dizer, manifestou-se a si mesmo e, portanto, a revelação concluiu com a realização do mistério de Cristo que encontrou sua expressão no Novo Testamento".

2) A "revelação particular" , ao contrário, "refere-se a todas as visões e revelações que tem lugar uma vez terminado o Novo Testamento; é esta categoria dentro da qual devemos colocar a mensagem de Fátima.

A autoridade das revelações particulares - prossegue o Cardeal Ratzinger - é essencialmente diversa da única revelação pública: esta exige nossa fé". A revelação particular, ao contrário, "é uma ajuda para a fé, e se manifesta como crível precisamente porque remeta à única revelação pública".

Citando o teólogo flamenco E. Dhanis, o prefeito para a Fé afirma que "a aprovação eclesiástica de uma revelação particular contém três elementos: mensagem em questão não contém nada que vá contra a fé e os bons costumes; é lícito torná-lo público e os fiéis estão autorizados a dar-lhe em forma prudente a sua adesão". "Uma mensagem assim pode ser uma ajuda válida para compreender e viver melhor o Evangelho no momento presente; por isto não se deve descartar. É uma ajuda que é oferecida, mas que não é obrigatório fazer uso da mesma".

O Cardeal Ratzinger sublinha também que "a profecia no sentido da Bíblia não quer dizer predizer o futuro, mas explicar a vontade de Deus para o presente o qual mostra o reto caminho para o futuro".

A parte mais importante do Comentário Teológico está dedicado a "uma tentativa de interpretação do segredo de Fátima". Do mesmo modo que a palavra chave da primeira e da Segunda parte do "segredo" é a de "salvar almas", a "palavra chave deste 'segredo' é o tríplice grito: 'Penitência! Penitência! Penitência!'. Vem a mente o começo do Evangelho: "paenitemini et credite evangelio" (Mc 1,15). Compreender os sinais dos tempos significa compreender a urgência da penitência, da conversão e da fé. Esta é a resposta adequada ao momento histórico, que caracterizava por grandes perigos e que serão descritos nas imagens sucessivas. Me permito inserir aqui uma lembrança pessoal: em uma conversa comigo, Irmã Lúcia me disse que lhe era cada vez mais claro que o objetivo de todas as aparições era o de fazer crescer sempre mais na fé, na esperança e na caridade. Todo o resto era somente para conduzir a isto".

3) Depois, o prefeito da Congregação para a Fé passa a vista às "imagens" do segredo. "O anjo com a espada de fogo à direita da Mãe de Deus lembra imagens análogas às do Apocalipse. Representa a ameaça do juízo que incumbe sobre o mundo. A perspectiva de que o mundo poderia ser reduzido a cinzas em um mar de chamas, hoje não é considerada absolutamente pura e fantasia: o próprio homem preparou com suas invenções a espada de fogo".

"A visão mostra depois a força que se opõe ao poder de destruição: o esplendor da Mãe de Deus, e proveniente sempre dele, a chamada à penitência. Deste modo é sublinhado a importância da liberdade do homem: o futuro não está determinado de um modo imutável, e a imagem que as crianças viram não é um filme antecipado do futuro, do qual nada poderia mudar. Em realidade, toda visão tem lugar somente para chamar a atenção sobre a liberdade e para dirigi-la em uma direção positiva. (...) Seu sentido é o de mobilizar as forças da mudança para o bem. Por isso estão totalmente fora de lugar as explicações fatalísticas do "segredo" que dizem que o atentador do 13 de maio de 1981 teria sido definitivamente um instrumento da Providência. (...) A visão fala mais dos perigos e do caminho para salvar-se dos mesmos".

Passando às seguintes imagens, "o lugar da ação - explica o cardeal Ratzinger - aparece descrito em três símbolos: uma montanha escarpada, uma grande cidade em meio a ruínas, e finalmente uma grande cruz de troncos rústicos. Montanha e cidade simbolizam o lugar da história humana: a história como custosa subida para o alto, a história como lugar da humana criatividade e da convivência, mas que ao mesmo tempo como lugar das destruições, nas quais o homem destrói a obra de seu próprio trabalho (...) Sobre a montanha está cruz, meta e ponto e orientação da história. Na cruz a destruição se transforma em salvação; levanta-se como sinal da miséria da história e como promessa para a mesma".

"Aparecem depois aqui pessoas humanas: o Bispo vestido de branco ('tivemos o pressentimento de que fosse o Santo Padre'), outros Bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e, finalmente, homens e mulheres de todas as classes e estratos sociais. O Papa parece que precede aos outros, tremendo e sofrendo por todos os horrores que o redeiam. Não somente as casas da cidade estão em meio a ruínas, mas que seu caminho passa no meio dos corpos dos mortos. O caminho da Igreja se descreve assim como uma via crucis, como caminho em um tempo de violência, de destruições e de perseguições.

Nesta imagem, não se pode ver representada a história de todo um século. Do mesmo modo em que os lugares da terra estão sinteticamente representados nas duas imagens da montanha e da cidade, e estão orientados para a cruz, também os tempos são representados de forma compacta".

"Na visão podemos reconhecer o século passado como século dos mártires, como século dos sofrimentos e das perseguições contra a Igreja, como o século das guerras mundiais e de muitas guerras locais que encheram toda a sua Segunda metade e fizeram experimentar novas formas de crueldade. No 'espelho' desta visão vemos passas os testemunhas de fé de decênios".

O prefeito da Congregação da Doutrina da Fé afirma também que na via crucis deste século "a figura do Papa tem um papel especial. Em sua fadigosa subida à montanha podemos encontrar indicados com segurança juntos diversos Papas, que começando por Pio X até o Papa atual compartilharam os sofrimentos deste século e se esforçaram para avançar entre eles pelo caminho que leva à cruz. Na visão também o Papa é morto no caminho dos mártires. Não poderia o Santo Padre, quando depois do atentado de 13 de maio de 1981 fez-se levar o texto da terceira parte do 'segredo', reconhecer nele seu próprio destino? Teria estado muito próximo das portas da morte e ele mesmo explicou ter sido salvo com as seguintes palavras: 'foi uma mão materna a que guiou a trajetória da bala e o Papa agonizante deteve-se no umbral da morte' (13 de maio de 1994). Que 'uma mão materna' tenha desviado a bala mortal mostra mais uma vez que não existe um destino imutável, que a fé e a oração são poderosas, que podem influenciar na história e, que ao final, a oração é mais forte que as balas, a fé mais potente que as divisões".

A conclusão do segredo, prossegue o cardeal Ratzinger, "lembra imagens que Lúcia pode ter visto em livros piedosos, e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de fé. É uma visão consoladora, que quer tornar maleável pelo poder salvador de Deus uma história de sangue e lágrimas. Os anjos recolhem sob os braços da cruz o sangue dos mártires e regam com ela as almas que se aproximam de Deus. O sangue de Cristo e o sangue dos mártires estão aqui considerados juntamente: o sangue dos mártires flui dos braços da cruz. Seu martírio se realiza de maneira solidária com a paixão de Cristo e se converte em uma só coisa com ele".

"A visão da terceira parte do segredo tão angustiosa em seu início, conclui com uma imagem de esperança: nenhum sofrimento é vão e, precisamente uma Igreja sofredora, uma Igreja de mártires, converte-se em sinal orientador para a busca de Deus por parte do homem (...) do sofrimento dos testemunhas deriva uma força de purificação e de renovação, porque é atualização do próprio sofrimento de Cristo e transmite no presente sua eficácia salvífica".

O que significa em seu conjunto (em suas três partes), o "segredo" de Fátima?, foi perguntado por último ao Cardeal Ratzinger. "Antes de tudo devemos afirmar como o cardeal Sodano: 'os acontecimentos aos que se refere a terceira parte do 'segredo' de Fátima parecem pertencer já ao passado'.

Na medida em que se refere a acontecimentos concretos já pertencem ao passado. Quem tinha esperado impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o curso futuro da história ficará desiludido. Fátima não nos oferece este tipo de satisfação de nossa curiosidade, o mesmo que a fé cristã não quer e não pode ser um mero alimento para nossa curiosidade. O que fica de válido já vimos de imediato ao início de nossas reflexões sobre o texto do 'segredo': a exortação à oração como caminho para a 'salvação das almas' e, no mesmo sentido, a chamada à penitência e à conversão".

"Gostaria ao final de voltar ainda sobre outra palavra chave do 'segredo', que com razão fez-se famosa: "meu Coração Imaculado triunfará", o que quer dizer isto? Que o coração aberto a Deus, purificado pela contemplação de Deus, é mais forte que os fuzis e que qualquer outro tipo de arma. O fiat de Maria, a palavra de seu coração, mudou a história do mundo porque ela introduziu no mundo o Salvador, porque graças a este 'sim' Deus pode se tornar homem em nosso mundo e assim permanece agora e para sempre. O maligno tem poder neste mundo, o vemos e o experimentamos continuamente; ele tem poder porque nossa liberdade se deixa afastar continuamente de Deus".

"Mas desde que o próprio Deus tem coração humano e desse modo dirigiu a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal já não tem a última palavra. Desde aquele momento cobram todo seu valor as palavras de Jesus: "padecereis tribulações no mundo, mas tende ânimo, eu venci ao mundo" (Jo, 16,33). A mensagem de Fátima nos convida a confiar nesta promessa".

texto encontrado em: Aci Digital
« Última modificação: 12 de Maio de 2007, 14:57 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #26 em: 12 de Maio de 2007, 13:19 »

REZAI O TERÇO TODOS OS DIAS
pedido de Nossa Senhora nas aparições de Fátima



FÁTIMA E A RECITAÇÃO DO SANTO ROSÁRIO
Uma reflexão do cardeal José Saraiva Martins


«"Recitar o Rosário todos os dias"


 
Em 13 de Maio de 1982, João Paulo II peregrino em Fátima um ano após o atentado de que fora alvo na Praça de São Pedro, exprimia-se da seguinte forma a respeito da mensagem transmitida pela Virgem Maria a Jacinta, Francisco e Lúcia:  "Se a Igreja acolheu a mensagem de Fátima, foi sobretudo porque ela contém uma verdade e uma chamada que, no seu conteúdo fundamental, são a verdade e a chamada do próprio Evangelho".

Estas palavras do Papa, que com tanto vigor e autoridade fez ressoar a mensagem dada pela Virgem Maria em Fátima, no alvorecer do século passado, também no começo deste século e do terceiro milénio cristão, podem ser também um convite a acolher aquela apologia do Rosário que, em Fátima, encontrou um centro propulsor para toda a Igreja e para o mundo.

Parece que podemos dizer que Fátima e o Rosário são quase um sinónimo, e de facto assim é.
Sabemos que as três crianças, depois do seu encontro com um Anjo do Senhor, seguiram fielmente as instruções que ele lhes tinha dado e intensificaram o seu recurso à oração de acordo com o que tinham recebido:  adoração da Santíssima Trindade juntamente com a oferta do preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Tabernáculos do mundo, em reparação das ofensas, dos sacrilégios e da indiferença com que é ofendido. O Anjo também lhes tinha dito para realizar esta oferta pelos méritos infinitos do Sagrado Coração e do Coração Imaculado de Maria, e para pedir com isso a conversão dos pobres pecadores.

Sabemos que a 13 de Maio de 1917, que era domingo, enquanto os três levavam o rebanho a pastar na Cova da Iria, foram surpreendidos pela aparição de "uma Senhora vestida de branco mais brilhante que o sol", que lhes disse:  ""Não receeis. Não vos faço mal". "De onde é você?", disse Lúcia. "Sou do céu". "E que quer de mim?". "Venho pedir-vos para virdes aqui seis meses consecutivos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois dir-vos-ei quem sou e o que quero. Depois, voltarei aqui novamente pela sétima vez". "E também eu vou para o Céu?". "Sim, irás". "E a Jacinta?". "Também". "E Francisco?". "Sim. Mas deve recitar muitos Rosários...". "Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele vos quiser mandar, em reparação pelos pecadores que O ofendem, e de súplica pela conversão dos pecadores?". "Sim, queremos".

Então, num impulso íntimo que nos foi comunicado, ajoelhámo-nos e repetimos intimamente:  "Santíssima Trindade, eu adoro-Vos. Meu Deus, meu Deus, eu amo-Vos no Santíssimo Sacramento". Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:  "Recitai o Rosário todos os dias para obter a paz para o mundo e o fim da guerra". Depois começou a elevar-se serenamente, subindo em direcção ao oriente..." (em Memórias da Irmã Lúcia).

A resposta dada por aquelas pequenas crianças à recomendação que a "branca Senhora" lhes tinha feito, foi uma sincera e frequente recitação do Santo Rosário.

Que mudança em relação ao que eles faziam em tempos anteriores quando na simplicidade típica das crianças para terem mais tempo para brincar, mesmo recitando habitualmente algumas orações depois de uma pequena merenda, se contentavam apenas com dizer "Ave Maria" e "Pai Nosso", omitindo o resto destas orações!". Desta forma, eles chegavam num instante ao fim, e podiam recomeçar as suas brincadeiras.

No dia 13 de Junho, fiel ao encontro marcado com as crianças, a "branca Senhora" apresentou-se de novo e disse-lhes:  "Quero que venhais aqui no dia 13 do próximo mês, que reciteis o Rosário todos os dias". Quando Lúcia lhe pediu que os levasse todos para o Céu, a Senhora respondeu:  "Sim; Jacinta e Francisco, levo-os em breve, mas tu permaneces aqui algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para que me dês a conhecer e me faças amar. Quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Coração Imaculado. A quem a aceitar, prometo a salvação; e estas almas serão amadas por Deus como flores destinadas por mim para honrar o seu trono". "Vou ficar aqui sozinha?" perguntou entristecida. "Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te abandonarei. O meu Coração será o teu refúgio e o caminho que te guiará até Deus".

Quando pronunciou estas últimas palavras, abriu as mãos e transmitiu-nos, pela segunda vez, o reflexo daquela luz imensa, na qual nos víamos como que imersos em Deus. Parecia que Francisco e Jacinta estavam naquela parte de luz que se elevava para o Céu, e eu naquela parte que se difundia na terra. Diante da palma da mão direita de Nossa Senhora, havia um coração coroado de espinhos que pareciam cravados. Compreendemos que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que pedia a reparação" (das Memórias da Irmã Lúcia).

Em 13 de Julho Nossa Senhora apareceu às crianças, que desta vez não estavam sozinhas, mas rodeadas por 3 ou 4 mil pessoas, que acorreram com a curiosidade de ver o que acontecia:  De facto, apesar do compromisso que as crianças tinham assumido entre si para não revelar nada a ninguém, a pequena Jacinta dissera alguma coisa em relação ao próximo encontro com a "branca Senhora" e a notícia difundira-se rapidamente nos arredores.

Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças:  "Quero que venhais aqui no dia 13 do próximo mês, que continueis a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra, porque só ela os poderá ajudar".

"Decidimos então rezar o nosso Rosário"

Os três meninos não só aceitaram este pedido de Nossa Senhora, mas compreenderam que era com a oração assídua e com muitos sacrifícios que contribuiriam para a conversão dos pecadores, para a paz no mundo, então atormentado pelos horrores da Primeira Guerra Mundial, e para a mudança do que acontecia na Rússia ateia e comunista.

A recitação frequente do Rosário tornou-se para eles uma necessidade interior que os estimulou a fazê-lo com fidelidade precisa, mesmo quando a situação se tornou para eles trágica e até cheia de apreensão e receio. Com efeito, estando naquela época Portugal dominado por governos maçónicos e abertamente anti-religiosos, o Administrador do Município de Vila Nova de Ourém (área na qual viviam as famílias das três crianças), decidiu pôr fim àquele movimento religioso que se tinha desenvolvido por causa deles.

Na manhã de 13 de Agosto ele foi a Fátima e levou embora consigo os três pastorinhos para Vila Nova de Ourém. Ali aprisionou-os alternadamente na sua casa, ou na prisão municipal, ameaçando-os seriamente também de os matar tudo isto com a intenção de obter que eles lhe revelassem o segredo que Nossa Senhora lhes confiara. "Na prisão, os detidos deram aos Pastorinhos o seguinte conselho:  "Dizei ao Presidente da Câmara esse segredo! Que vos importa se aquela Senhora não quer!" "Dizê-lo, não!", respondeu Jacinta com vivacidade; "prefiro morrer!". "Decidimos então recitar o nosso Rosário. Jacinta mostra uma medalha, que trazia ao peito, e pede a um preso que a pendure num prego da parede e, de joelhos diante da medalha, começamos a rezar. Os presos rezaram connosco, como sabiam; pelo menos permaneceram ajoelhados".

Quando Francisco se apercebeu que um dos presos estava ajoelhado com o boné na cabeça, aproximou-se dele e disse-lhe:  "Você, se quer rezar, deve tirar o boné". E o pobre homem deu-lho imediatamente e Francisco poisou-o sobre um banco.

São precisamente as crianças que guiam a recitação do Rosário

Do que até agora recordamos a propósito dos factos que aconteceram nos meses de Maio e Agosto de 1917 emerge um facto que deve ser realçado, que é o seguinte:  tratava-se de três crianças, e foi a elas que Nossa Senhora se quis manifestar. Não há nada de estranho nisto, se se considera que Nossa Senhora é a Mãe d'Aquele que, tendo-Se feito homem, tendo-Se tornado pequenino para viver entre nós, demonstrou abertamente o Seu amor pelas crianças e manifestou também claramente que apraz a Deus revelar-Se aos pequeninos:  Jesus "estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse:  "Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque tudo isso foi do Teu agrado" (Lc 10, 21).

Merece uma especial atenção o facto de que são precisamente as crianças que guiam a recitação do Rosário.

Elas fizeram-no antes de mais ajudando-se mutuamente para cumprir o que Nossa Senhora lhes tinha pedido.

Elas cumpriram isso sem respeito humano e sem medo, mesmo quando se encontravam entre os encarcerados, e entre as pessoas de pouca reputação e educação.

Elas fizeram-no também na presença daquele numeroso grupo de pessoas curiosas que as tinham seguido com a intenção de verem, também eles, aquele algo de extraordinário que estava para acontecer.

Mas também em seguida, em todas as partes do mundo, foi com o convite que nos foi feito por aquelas crianças através da única que ainda vive, a Irmã Lúcia que no mundo inteiro muitas pessoas, muitas famílias se reúnem para recitar o Rosário, tendo presentes de modo especial as intenções que Nossa Senhora recomendou aos pastorinhos de Fátima.

Quem teve a sorte de ir a Fátima ficou sem dúvida surpreendido ao ver como milhares de fiéis, dos quais muitos peregrinos provenientes de todas as partes do mundo, se reúnem na basílica, e depois à volta dos túmulos de Francisco e de Jacinta, para rezar com fervor e fazendo deslizar entre os seus dedos as contas do Rosário. Depois, quem teve a graça de estar em Fátima por ocasião da Beatificação dos dois pastorinhos mais pequeninos, que o Santo Padre quis fazer em 13 de Maio de 2000, precisamente lá, onde a Virgem Maria se lhes manifestou, não pode esquecer o cenário comovedor da recitação nocturna do Rosário na noite que antecedeu a função presidida pelo Pontífice.

Quem não ficou comovido ao ouvir a voz daquelas centenas de fiéis que pronunciavam juntos as palavras da Ave-Maria, uma dezena depois da outra? Quem é que não se sentiu envolvido naquela comovedora súplica quando, no final de cada dezena, via surgir, como que uma vaga, a luz das velas que os fiéis levantavam, enquanto o cântico bem conhecido "Ave, Ave" ressoava no silêncio da noite?

Mas, depois, quem pode ignorar todas as pessoas e famílias que, mesmo não estando em Fátima, espalhadas por todo o mundo, especialmente nos Países onde reina uma perseguição religiosa, se reúnem para recitar o Rosário e fazem-no porque também receberam o convite que os pastorinhos de Fátima fizeram a todas as pessoas de boa vontade?

Fátima e o Rosário são palavras inseparáveis

Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si.

É assim que também hoje, sobretudo nos nossos dias, depois do premente apelo que nos foi dirigido pelo Santo Padre João Paulo II, fiel devoto da Virgem de Fátima, se reza com fervor, suplicando a Nossa Senhora que obtenha de Deus que a guerra seja esconjurada, que a paz reine e não seja perturbada pelo fragor das armas de destruição, pelos gritos de sofrimento de quantos estão para morrer, vítimas de um conflito inútil, e pelas lágrimas dos que choram os seus entes queridos, mortos por uma guerra insensata.

A este ponto, é necessário realçar outro elemento daquele binómio que associa os pastorinhos ao Rosário.

Foi precisamente na escuta do convite que lhes foi feito por Nossa Senhora e do que ela recomendava, que os pastorinhos de Fátima não só recitaram com grande fidelidade o Rosário, mas intensificaram o espírito de sacrifício oferecendo os seus sacrifícios e os notáveis sofrimentos físicos e morais segundo as intenções que a "branca Senhora" lhes tinha recomendado:  adorar e amar o Coração de Jesus, presente na Eucaristia e tão ofendido pelos pecados da humanidade rezar e sacrificar-se pela conversão dos pecadores.

São precisamente as duas crianças de Fátima, beatificadas pelo actual Pontífice, que nos dão um maravilhoso exemplo da maneira como responder ao apelo de Nossa Senhora, e que o Papa João Paulo II renova em seu nome nos nossos dias. É suficiente recordar que, quando em Outubro de 1917 Francisco começara a frequentar a escola elementar no edifício que se encontrava junto da escola paroquial, sabendo do que a "branca Senhora" tinha dito, que o seu fim havia de chegar depressa, costumava permanecer longamente em oração diante de "Jesus escondido", como ele chamava Aquele que está presente no tabernáculo sob os véus eucarísticos.

Recitando o Rosário e reflectindo sobre os "mistérios dolorosos", ele compreendeu "com o coração" o que Jesus devia ter sofrido devido à traição de Judas e ao abandono em que se sentiu por parte dos seus discípulos. Francisco, para reparar as feridas infligidas ao coração de Jesus, dizia à prima mais velha, Lúcia:  "Olha! Tu vai à escola. Eu fico aqui na Igreja, perto de Jesus escondido para lhe fazer companhia". E o Senhor chamou-o muito cedo para si (Abril de 1919), depois de ter aceite o seu amor reparador.

Pouco tempo depois, no Verão do mesmo ano, a pequena Jacinta, também ela atingida pela febre espanhola, afectada por uma pleurisia purulenta, sofria dores lancinantes e chorava porque já não tinha ao seu lado o irmão Francisco do qual gostava muito. Ao tomar conhecimento de que devia ser internada primeiro no hospital de Vila Nova de Ourém, e depois em Lisboa, disse à prima Lúcia:  "Nossa Senhora quer que eu vá para dois hospitais, mas não para me curar, é para sofrer mais por amor ao Senhor e pelos pecadores". E depois, quando estava no hospital, entre dores atrozes e com a coroa do Rosário entre as mãos murmurava:  "Oh, Jesus, agora podes converter muitos pecadores, porque este sacrifício é muito grande".

No dia 20 de Fevereiro, por volta das dez e meia da noite, faleceu tranquilamente, com a coroa do Rosário nas mãos e, ainda mais, no coração.

Apraz-me concluir com a observação que Lúcia nos transmite no seu último livro "Os apelos da mensagem de Fátima", quando diz:


"Para ir para o céu, não é condição indispensável
recitar muitos Rosários no sentido estreito da palavra,
mas sim, rezar muito;
naturalmente para aquelas pobres crianças
recitar o rosário todos os dias
era a forma de oração mais acessível,
assim como é ainda hoje para a maior parte das pessoas,
e não há dúvida de que dificilmente alguém se salva se não rezar"


(Irmã Lúcia, em Os apelos de Fátima, Libreria Editrice Vaticana, 2001, pág. 116-117).»



INTRODUÇÃO

 Desabrochar sinal da cruz:
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amen.

 Desabrochar invocação:
Deus, vinde em nosso auxílo.
Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amen.

MISTÉRIOS QUE A IGREJA MEDITA HOJE:


MISTÉRIOS  DA ALEGRIA - Gozosos
Segunda-feira e Sábado


1º A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. Lc 1, 26-38
2º A Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. Lc 1, 39-56
3º O Nascimento de Jesus em Belém. Lc 2, 1-20
4º A Apresentação do Menino Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora. Lc 2, 22-38
5º A perda e o reencontro do Menino Jesus no Templo. Lc 2, 41-50

MISTÉRIOS  DA DOR - Dolorosos
Terça-feira e Sexta-feira


1º A Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. Mt 26, 36-46
2º A Flagelação de Jesus. Mt 27, 11-26
3º A Coroação de espinhos de Jesus. Mt 27, 27-31
4º A Condenação de Jesus e a subida para o Calvário. Lc 23, 26-34
5º A Crucificação e Morte de Jesus. Lc 19, 25-30

MISTÉRIOS DA GLÓRIA - Gloriosos
Quarta-feira e Domingo


1ºA Ressurreição de Jesus. Lc 24, 1-8
2º A Ascensão de Jesus ao Céu. Act 1, 6-11
3º A Descida do Espírito Santo. Act 2, 1-4
4º A Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Ap 11,19
5º A Coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Anjos e dos Santos. Ap 12, 1-17

MISTÉRIOS DA LUZ - Luminosos
 Quinta-feira


1º O Baptismo de Jesus no rio Jordão. Mt 3, 13-17
2º A Revelação de Jesus nas Bodas de Caná. Jo 2, 1-12
3º O Anúncio do Reino de Deus. Um convite à conversão. Mc 1, 14-15
4º A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor. Lc 9, 28-35
5º A Instituição da Eucaristia. Lc 22, 14-20

REZA EM CADA UM DOS MISTÉRIOS:


 Desabrochar Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação;
mas livrai-nos do mal.

 Desabrochar Avé Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte. Amen. (dez vezes)

 Desabrochar Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amen.

 Desabrochar Ó Maria concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a vós.

 Desabrochar Ó bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

TERMINA O TERÇO DO ROSÁRIO COM:


 Desabrochar Avé Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte. Amen. (três vezes)

 Desabrochar Salvé Rainha,
Mãe de misericórdia,
vida doçura e esperança nossa, salve.
A vós bradamos, os degradados filhos de Eva;
a Vós suspiramos,
gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro nos mostrai Jesus,
bendito fruto do vosso ventre,
ó clemente, ó piedosa
ó doce sempre virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos
das promessas de Cristo. Amen.




"O terço é a minha oração favorita",João Paulo II 
   

Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria
do Sumo Pontífice João Paulo II


O Rosário da Virgem Maria, que ao sopro do Espírito  de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milénio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milénio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo Espírito de Deus a "fazer-se ao largo" para reafirmar, melhor "gritar" Cristo ao mundo como Senhor e Salvador, como "caminho, verdade e vida" (Jo 14,6), como "o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização". (Concílio Ecuménico Vaticano segundo, Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 45)

O Rosário, de facto, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor.

O Rosário, precisamente a partir da experiência de Maria, é uma oração marcadamente contemplativa. Por sua natureza, a recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e uma certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d'Aquela que mais de perto esteve em contacto com o mesmo Senhor, e que abram o acesso às suas insondáveis riquezas.

João Paulo II, Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria


AS PROMESSAS DE NOSSA SENHORA PARA QUEM REZAR O ROSÁRIO 

Às vezes, quando procuramos difundir a recitação do terço, como forma de manter diariamente um trato de intimidade com Maria, deparamos com pessoas, mesmo de boa vontade, que se desculpam, dizendo que se distraem com freqüência e que "se é para rezá-lo mal. é melhor não rezá-lo, ou algo semelhante"

É um terrível engano, "pois já ensinava o Papa João XXIII, que o pior terço é aquele que não se reza"

Nossa Senhora, em todas as  aparições aprovadas pela Igreja, como as de Fátima, Lourdes e tantas outras, vem pedindo a reza do Rosário

ESTAS PROMESSAS foram confiadas a São Domingos de Gusmão e ao bem aventurado Alan de La Roche.

1.ª  PROMESSA

"A todos os  que rezarem,  com constância, o meu Rosário, receberão graças especiais"

2.ª PROMESSA
"Aos  que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças."

3.ª PROMESSA

"Os devotos do meu Rosário serão dotados de uma armadura poderosa contra o inferno, pois conseguirão destruir o vício, o pecado, as heresias."

4.ª PROMESSA

"Aos  que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças."

5.ª PROMESSA

"Toda alma que recorre a mim, através da oração do Rosário, jamais será condenada."

6.ª PROMESSA

"Todo aquele que rezar devotamente o Rosário e aplicar-se na contemplação dos mistérios da redenção, não será atingido por desgraças; não será objeto da justiça divina, através de castigos e não morrerá impenitente. Se for justo, permanecerá como tal até a morte."

7.ª PROMESSA

"Os que realmente se devotarem à prática da oração do Rosário, não morrerão sem receber os sacramentos."

8.ª PROMESSA

"Todos aqueles que rezarem com fidelidade o meu Rosário, terão durante a vida e no instante da morte a plenitude das graças e serão favorecidos com os méritos dos santos."

9.ª PROMESSA

"Os devotos do meu santo Rosário que forem para o Purgatório, eu os libertarei no mesmo dia."

10.ª PROMESSA

"Os devotos do meu Rosário terão grande glória no Céu."

11.ª PROMESSA

"Tudo o que os meus fiéis devotos pedirem, através do meu Rosário, será concedido."

12.ª PROMESSA

"Aos missionários do meu santo Rosário prometo o meu auxílio em todas as  suas necessidades ."

13.ª PROMESSA

"Para todos os  devotos do meu Rosário, eu consegui de meu Filho, a intercessão de toda a corte celeste, na vida e na morte."

14.ª PROMESSA

"Todos os  que rezam o meu Rosário são meus filhos e irmãos de Jesus, meu unigênito."

15ª PROMESSA
"A devoção ao meu Rosário é grande sinal de  predestinação*."

* "Predestinação"(predestinados à salvação)
« Última modificação: 12 de Maio de 2007, 14:46 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #27 em: 12 de Maio de 2007, 15:50 »

Dia das Mães! No Canada e no Brasil


Dia das Mães  DesabrocharExcalmação

É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um ser mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!  Arco íris

Para todas as  Mães  do Mundo... Desabrochar 

Rita  Desabrochar Canada
« Última modificação: 12 de Maio de 2007, 16:04 por Rita* » Registado
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« Responder #28 em: 17 de Maio de 2007, 06:24 »

Maria faz com que os Apóstolos entrem em contemplação


Tudo o que aconteceu, no dia da Ascensão, Maria guardou em seu coração. Instruída pelo exemplo de seu Filho, ela compreendeu a vontade do Pai sobre si. "Seja feita a tua vontade." O Fiat da Anunciação, o Fiat da Cruz conduziram Maria à Ascensão.

Jesus desapareceu para os seus olhos terrenos e é este mistério da separação que ela deve vivenciar; Maria não hesita em nenhum momento.

Ei-la, novamente diligente, apressada, visando a reunir os Apóstolos. Os acontecimentos tão desconcertantes poderiam dispersá-los, mais uma vez.

Porém, Maria é aquela que contempla, que observa. Ela vê, além das aparências. A Virgem Mãe é aquela que sabe crer, aquela que espera e que ama.

Somente ela poderá ensinar-lhes a viver da presença viva de Jesus, por meio da aparente separação, quando da Ascensão. Somente ela, poderá fazer com que eles entrem em contemplação.

Ela, somente, poderá ensinar-lhes a colocar em prática tudo o que eles viram e ouviram.

No silêncio, no recolhimento, Maria mergulhou em contemplação, fazendo com que os Apóstolos a acompanhassem na atitude contemplativa, usufruindo o mistério de Jesus, Filho de Deus e Filho do Homem.

E, até o final dos tempos, Maria fará com que a Igreja se aprofunde, cada vez mais, neste mistério. Vamos rezar a Maria, para que ela nos faça mergulhar, igualmente, na contemplação do mistério do Amor Vivo.

Marie-Benoîte Angot

 
« Última modificação: 19 de Maio de 2007, 17:12 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #29 em: 21 de Maio de 2007, 04:25 »

21 de Maio - França / Bélgica (1105)

Nossa Senhora dos Abrasados


Ao longo das noites de quarta e quinta -feira - 24 e 25 de maio -, do ano de 1105, o jovem Itier, de Tirlemont, cidade situada em Brabant (Bélgica), foi favorecido com maravilhosa visão: uma senhora toda vestida de branco lhe apareceu em sonho, convidando-o a procurar o Padre Lambert, que vivia em Arras. Sua missão seria a de convencer o religioso a orar intensamente e de confiar na Senhora que lhe entregaria um círio, durante a vigília de Pentecostes. A água purificada por algumas gotas daquele círio curaria os enfermos.

A Bela Senhora pede a Itier que se associe, para tal, a um outro menestrel, Norman, que habitava o condado de Saint-Pol. Porém, um ódio mortal separava os dois homens. Um dia, durante suas turnês, nascera, entre os dois companheiros, terríveis sentimentos de ciúme e ódio, a tal ponto que Norman assassinou o irmão de Itier! Profunda inimizade se estabeleceu, então, entre os dois Menestréis, deixando prever um novo derramamento de sangue. Por este motivo eles jamais se reencontraram.

A Bela Senhora apareceu também a Norman, pedindo-lhe o mesmo que solicitara a Itier. Atendendo o pedido dela, os dois menestréis se reencontraram, junto ao padre Lambert. Esta reconciliação foi recebida como um dom do Senhor, tendo Nossa Senhora como mediadora. Assim, Itier, Norman e o Padre Lambert se encontram nesta mesma história, onde cura de corações e cura de corpos estão estreitamente associadas.

A Virgem apareceu na Catedral. Descendo da abóbada, trazia um círio que entregou a Lambert. Em pouco tempo esta grande vela milagrosa foi chamada de santa Candeia ou "Joyel". Algumas gotas de sua cera, derramadas na água, conferiam-lhe virtudes curativas maravilhosas, que sanavam a epidemia do chamado "mal des ardents", enfermidade causada por fungos de grãos de centeio, e que entre outros sintomas, provocava desagradável sensação de ardência. Esta moléstia acarretava enormes danos à região.
 

« Última modificação: 21 de Maio de 2007, 04:32 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
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