Portal de São Romão

   Início   Ajuda Pesquisa Entrar Registe-se  

Páginas: 1 [2]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Espiritualidades: Taizé  (Lida 12699 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #15 em: 02 de Março de 2008, 12:58 »

ECOS DE TAIZÉ:  (Março 2008)

A espera da Criação

Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós. Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus. De facto, a criação foi sujeita à destruição - não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou - na esperança de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus. Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente.
Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo. De facto, foi na esperança que fomos salvos. Ora uma esperança naquilo que se vê não é esperança. Quem é que vai esperar aquilo que já está a ver? Mas, se é o que não vemos que esperamos, então é com paciência que o temos de aguardar.
 
É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como se deve; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações conhece as intenções do Espírito, porque é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos.





Neste texto, São Paulo descreve-nos uma imagem da criação à espera da sua libertação: ela «geme». Esta descrição de um universo ferido, entravado no seu funcionamento, parece assemelhar-se muito à realidade do mundo tal como o conhecemos: quantas misérias e injustiças, desejos insaciados, riquezas esbanjadas, falsas pistas…

Mas a mensagem do apóstolo vai bem mais além da simples constatação de uma situação infeliz. É de facto uma boa notícia, porque a aspiração da criação é descrita em termos de dores de parto. Para aqueles que sabem decifrar a linguagem de Deus, os gemidos são portadores de esperança.

Mais importante ainda, este texto informa-nos sobre o lugar dos crentes neste universo, daqueles que vivem do Espírito de Deus. Longe de os tirar de um mundo marcado pela insatisfação, a presença do Espírito neles fá-los viver mais em solidariedade com o resto do criado. Os seus suspiros, a voz do Espírito neles, confundem-se com os da criação em espera. Mais ainda, estes gemidos são oração, a expressão de um diálogo no próprio interior de Deus. Portanto, porquê inquietar-se por não saber rezar convenientemente? Pelo seu Filho e pelo seu Espírito, Deus identificou-se de tal maneira com a sua criação que o grito do coração dilacerado da criatura se transforma em motor da sua libertação. Os nossos pobres balbuceios tornam-se a linguagem de Deus. A nossa sede de plenitude traduz uma esperança autêntica, que não pode ser frustrada. (Romanos 5,5).

Inocente  Será que a esperança desempenha um papel na minha vida Interrogação

 Inocente Que realidades que me permitem ter esperança vejo eu à minha volta Interrogação

 Inocente Em que medida a minha fé me torna mais solidário com os sofrimentos da família humana, os «gemidos da criação» Interrogação

 Inocente Em que é que as palavras de S. Paulo no fim do texto me ajudam a compreender a oração cristã Interrogação
« Última modificação: 02 de Março de 2008, 13:00 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #16 em: 01 de Abril de 2008, 19:05 »

ECOS DE TAIZÉ:  (Abril 2008)

Uma reconciliação urgente

Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar

Jesus disse: «Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta.»


Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar
Acolhendo-nos, Deus dá-nos a paz. Mas a paz de Deus não anestesia. A palavra do Evangelho não pode deixar-nos tranquilos. Se diante do altar, diz Jesus, que quer dizer em presença de Deus, «te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti», deixa tudo e «vai primeiro reconciliar-te».

A palavra de Jesus mexe connosco. Ela encoraja-nos mesmo a permitir que nos acorram lembranças difíceis: «Se te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti…» A paz de Deus não leva a esquecer as tensões, os conflitos, as situações de injustiça.

Uma lembrança difícil pode ser uma palavra ou um gesto que me magoaram. Pode ser também a descoberta de que sou eu a causa, real ou imaginária, de um sofrimento numa outra pessoa, ou de que alguém «tem algo contra mim», como diz Jesus. O Evangelho chama-nos a ousar enfrentar tais situações.

Para dar um primeiro passo no sentido da reconciliação não são necessários longos preparativos. Jesus diz mesmo que não é necessário «apresentar primeiro a sua oferta», não é necessário acabar bem a sua oração. Ele diz-nos: Deixa lá a tua oferta, vai já, agora, reconciliar-te. Tal como és, podes reconciliar-te com o teu irmão.

Porquê esta urgência da reconciliação? Porque é que Jesus é tão categórico? É que Deus é paz. Procurar Deus e procurar a paz é uma coisa só. É por isso que o Evangelho nos chama a dar prioridade à reconciliação. Cristo convida-nos a comprometer-nos e a lutar com um coração reconciliado.

Para avançar no caminho da reconciliação, é melhor renunciar a perguntar se não deveria ser o outro dar o primeiro passo. Jesus não diz: «Procura primeiro saber quem teve e quem não teve razão.» Ele diz: «Vai, agora, reconciliar-te.» Pois é assim que Deus age connosco. Sem impor condições, é ele quem, primeiro, vem ao nosso encontro.


  • Em que situações de tensão ou de conflito me chama o Evangelho a dar prioridade à reconciliação Interrogação
Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar
  • O que me dá coragem para não fugir às lembranças difíceis, mas enfrentá-las com vista a uma cura das relações?
Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar
  • O que é que me dá a confiança de que uma reconciliação não deve ser adiada para mais tarde, mas que ela é possível agora, sem demoras?
Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar Desabrochar   Desabrochar   Desabrochar
Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #17 em: 04 de Maio de 2008, 11:57 »

ECOS DE TAIZÉ:  (Maio 2008)

Salmo 23: Nada nos falta

     O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Em verdes prados me faz descansar
e conduz-me às águas refrescantes.
Ele reconforta a minha alma.
 
Ele guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.
 
Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
ungiste com óleo a minha cabeça;
a minha taça transbordou.
 
Na verdade, a tua bondade e o teu amor
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

           


Para muitos crentes através dos tempos, o salmo 23 tem ocupado lugar de eleição. A confiança serena desta oração, as imagens simples que utiliza (os prados, a água, a sombra, uma mesa) para expressar o modo como Deus acompanha os crentes através de grandes dificuldades, tornaram-no querido para muitos, e capaz de ser lido e relido em momentos muito diferentes da vida. Poucas orações nos parecem tão universais.

A imagem apresentada no primeiro versículo orienta todo o salmo: «O Senhor é meu pastor: nada me falta». Que força emana desta afirmação! «Nada» diz o salmista! Como é possível? – perguntamos nós. Logo a seguir, o texto faz-nos mergulhar num ambiente de frescura vivificante. O pastor sabe como fazer revigorar o seu rebanho, ao conduzi-lo aos locais onde se poderá alimentar. E, deste modo, faz avançar as suas ovelhas. A vida do rebanho reside num movimento que se renova sem cessar, constantemente retomado.

Os versículos seguintes evocam em duas ocasiões perigos importantes. É verdade: um pastor não afasta o seu rebanho do perigo, mas fá-lo atravessar pelo meio desse perigo. Em primeiro lugar, tratam-se de vales tenebrosos, de onde a morte parece não estar longe. Deus está lá, afirma o salmista, mas no escuro. Como se os olhos já não conseguissem ver nada, e apenas fôssemos capazes de ouvir. O cajado bate no chão, única prova para as ovelhas de que o pastor está sempre presente. Depois, há uma transição abrupta: Deus prepara uma mesa em que o crente se encontra à vista dos inimigos. O acolhimento é entusiástico. Deus consegue que não se trate de um confronto mas de uma autêntica festa.

Nos últimos versículos, o salmista encontra-se numa estrada: é a vida que parece retomar o seu curso «normal». Mas, em vez ser conduzido para a frente, o salmista é como que «empurrado» por trás. Os dons de Deus, a bondade e o amor, seguem-no até ao seu destino, a própria casa de Deus, onde o salmista poderá viver numa intimidade eterna com ele.

  • A que acontecimentos ou situações da minha vida me fazem pensar as imagens presentes neste salmo Interrogação
  • Como podemos avançar no meio das dificuldades Interrogação
  • Como nos deixamos revigorar por Deus Interrogação

« Última modificação: 04 de Maio de 2008, 12:24 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #18 em: 02 de Junho de 2008, 21:30 »

ECOS DE TAIZÉ:  (Junho 2008)

Onde está o meu tesouro Interrogação

Jesus disse:
Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, nem andeis ansiosos, pois as pessoas do mundo é que andam à procura de todas estas coisas; mas o vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. Procurai, antes, o seu Reino, e o resto vos será dado por acréscimo.

Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei os vossos bens e dai-os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

           

Será que Jesus é ingénuo? Não compreende que vivemos num mundo em que temos de nos esforçar para satisfazer as nossas necessidades essenciais? Quando lemos com atenção os Evangelhos, vemos que Jesus não é nada ingénuo. Certo dia, disse aos seus discípulos: «Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos» (Lucas 10,3).

Neste texto, Jesus reconhece que a humanidade tem necessidades e recorda que Deus sabe bem de que é que os seus filhos precisam. Então, por que razão ele diz aos seus discípulos de modo tão imperativo: «Não vos inquieteis»?

Num mundo fascinado pela segurança e pelo conforto, o Evangelho coloca a todos uma pergunta fundamental: em que deposito eu a minha confiança? O que é para mim mais importante? Jesus diz aos seus discípulos que onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração. O coração, na Bíblia, é o centro da pessoa humana. É o local onde tudo se encontra – a inteligência, a vontade, a nossa capacidade de decidir e os nossos desejos mais profundos. O coração pode facilmente afeiçoar-se ao seu tesouro. É por isso que é extremamente importante aprender a escolher bem e a criar raízes naquilo que é verdadeiramente importante.

Para Jesus, o tesouro é o Reino. Falar do Reino de Deus é falar do próprio Deus. Procurar o Reino é uma outra maneira de dizer que apenas Deus pode dar uma segurança e um significado verdadeiros às nossas existências.

O discípulo é aquele que quer viver de uma maneira radical e nova, na confiança de que Deus, chamado por duas vezes «pai» no texto, sabe aquilo de que ele precisa. Quando os nossos corações compreenderem isso, então as coisas de que precisamos para viver deixam de ser a fonte da nossa vida ou a chave da nossa felicidade. Tudo encontra o seu verdadeiro lugar. As «pessoas do mundo», como Jesus lhes chama, depositam o seu coração numa má escolha, por isso vivem inquietos.

A confiança pode abrir e transformar a vida de um discípulo: «Vendam aquilo que possuem e dêem-no aos pobres». A existência dos que escutam as palavras e as metem em prática é «recentrada». As suas necessidades pessoais deixam de ser o ponto em torno do qual centram a sua vida, e começam a viver para os outros. Passam de uma existência centrada sobre si próprios para uma vida de partilha. Foi assim que viveram as primeiras comunidades cristãs (ver Actos 2,45; 4,34-37). Talvez muitos tenham começado a acreditar que o Evangelho era mesmo uma Boa Nova quando viram que, para os discípulos de Cristo, ele não era apenas um conjunto de palavras vazias.

 Desabrochar Onde está o meu tesouro Interrogação
 Desabrochar Como modificam as palavras de Jesus a maneira como estabeleço as minhas prioridades Interrogação
 Desabrochar Se fosse preciso tornar mais simples a minha existência, quer material quer interiormente, o que deixaria eu de lado Interrogação
 Desabrochar E com que coisas ficaria?
Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #19 em: 06 de Julho de 2008, 16:56 »


ECOS DE TAIZÉ:  (Julho 2008)


Um amor materno

Cantai, ó céus Excalmação Exulta de alegria, ó terra Excalmação Prorrompei em exclamações, ó montes Excalmação Na verdade, o Senhor consola o seu povo, e se compadece dos desamparados.

         Sião dizia:
        «O Senhor abandonou-me,
         o meu dono esqueceu-se de mim.»


Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas Interrogação Ainda que ela se esquecesse dele, eu nunca te esqueceria. Eis que eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos.

  As tuas muralhas estão sempre diante dos meus olhos. Os que te vão reconstruir andam mais rápidos que os que destroem. Os que te devastam fogem de ti.
           

      Parece que Deus se esqueceu do seu povo. Neste momento, ele está exilado na Babilónia, abatido, nostálgico, deprimido. Sião, a sua terra natal, está muito longe, vazia e em ruínas.

Esta experiência histórica, feita a dada altura pelo povo de Deus, pode trazer luz a experiências semelhantes que podem acontecer a qualquer grupo ou pessoa: a situação é desconfortável; tudo parece absurdo; Deus parece distante; a oração, se não foi abandonada, torna-se lamentação: «Deus esqueceu-se de mim.»
 



Noutra imagem, Deus grava o nome do seu povo não num monumento exterior, mas nas palmas das suas mãos, das quais não se pode separar.

O estado das muralhas da cidade, em ruínas, não significa que Deus esteja ausente ou que já não cuida dele:
  Pela boca do profeta, Deus responde a esta lamentação com muita força e uma delicadeza infinita. Se pensamos que Deus nos esquece, enganamo-nos redondamente.

Deus compara-se a uma mãe (as imagens bíblicas de Deus não são exclusivamente masculinas) cuja atenção para com o filho nunca desfalece: o cuidado de Deus é ainda mais fiel.
não, o povo está sempre na sua presença, vai ser reconstruído e voltar a viver.

O anúncio que o profeta faz do amor atento de Deus já transforma a situação, mesmo antes do regresso concreto do exílio. É uma boa notícia, e a alegria que ela traz já transborda do povo, derramando-se sobre as montanhas, a terra e em todo o universo.


Reflectindo...


  •   Inocente  Que experiências concretas vivi, individualmente ou em grupo, nas quais me senti esquecido por Deus Interrogação
  •   Inocente Nessas situações, o que posso fazer para dizer a Deus que gostaria de acolher o seu amor, mesmo se ainda não o posso entender Interrogação
  •   Inocente O que posso fazer para ajudar pessoas que se sintam hostilizadas ou «no exílio» a compreender este amor que transforma Interrogação


18*Estou convencido
de que os sofrimentos do tempo presente
não têm comparação
com a glória que há-de revelar-se em nós.

19Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa,
aguardando a revelação dos filhos de Deus
 (Rom 8, 18-19)
« Última modificação: 06 de Julho de 2008, 18:22 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #20 em: 07 de Julho de 2008, 21:35 »

Olha o que eu ancontrei hoje:


Um blogue:                     
Ao jeito de Taizé
deixamos que Deus nos invada com a Sua paz

um grupo que reza na
Igreja Paroquial de Stº António do Estoril
 


« Última modificação: 07 de Julho de 2008, 21:42 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #21 em: 23 de Julho de 2008, 20:35 »

AGORA EM PORTUGUÊS Excalmação
um livro que saiu em 2002, em França


Título: Viver em tudo a paz do coração
Autor: Irmão Roger, de Taizé
Nº Páginas
144
    Formato
12,5x18
    Peso
140 gr.
Um belíssimo livro de bolso Excalmação
 «Com muito pouco,
por vezes apenas com algumas palavras
que nos conduzem ao essencial,
é possível, na continuidade dos dias,
construirmo-nos interiormente.
Quando o desencanto se apodera de nós
e os nossos passos
se tornam pesados e penosos,
quando a bela esperança humana se apaga,
a paz do coração
é mais indispensável do que nunca.»


Irmão Roger, de Taizé

Descrição: Neste livro, o fundador da Comunidade de Taizé propõe uma meditação ou uma oração para cada dia do ano. São pequenos textos que pretendem exprimir realidades que podemos meditar dia após dia, ao longo de toda a nossa vida. Dirige-se a todos aqueles que «aspiram a viver em tudo a paz do coração, a alegria, a simplicidade, a misericórdia».


Mensagem para o dia de hoje:
                        Deus de toda a eternidade, quer saibamos quer não, o teu Espírito Santo é luz em nós - uma luz que aclara as sombras mais tenebrosas da nossa alma. E que as inunda com a sua presença invisível. (página 82)               
« Última modificação: 23 de Julho de 2008, 20:53 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #22 em: 03 de Agosto de 2008, 00:58 »

ECOS DE TAIZÉ:  (Agosto 2008)

Agir, compreender, colaborar

Pedro disse aos Apóstolos e aos Anciãos: «Irmãos, sabeis que Deus me escolheu, desde os primeiros dias, para que os pagãos ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho e abraçassem a fé. E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, concedendo-lhes o Espírito Santo como a nós. Não fez qualquer distinção entre eles e nós, visto ter purificado os seus corações pela fé.»
           

Rosa Rosa Rosa  Rosa Rosa  Rosa Rosa Rosa  Rosa Rosa

Lucas passou muito tempo a preparar este capítulo 15 do livro dos Actos. Desde o capítulo 10 do mesmo livro que Pedro, Barnabé, Paulo e outros têm estado com os pagãos anunciando-lhes a Boa Nova. O leitor pode compreender de diferentes formas que este comportamento, tão chocante para outros judeus, é apenas pura obediência a Deus. É Deus quem está a agir, é ele que envia estes homens e desperta a fé nos não-judeus, para espalhar a todo o Universo a salvação que está em Jesus Cristo. Podiam surgir questões, nomeadamente para os judeus: como se pode isso harmonizar com a história do nosso povo, com a nossa «religião»? Mas, no final, todas as objecções, por muito legítimas que possam parecer, não foram suficientemente fortes face a esta única pergunta de Pedro: «Quem era eu para me opor a Deus?» (Actos 11,17).

Quando a Igreja se reuniu em Jerusalém, naquele que por vezes foi chamado o primeiro Concílio, não foi para decidir o que Deus tinha direito de fazer. Não é isso que é pedido à Igreja. O seu papel é discernir a acção de Deus e de se pôr em harmonia com ela. E o que se revela nestes capítulos-chave dos Actos é que Deus quer ir ao encontro de todos os seres humanos. A sua salvação deve chegar até aos confins do mundo (Actos 1,8). O leitor descobre que há em Cristo um potencial de universalidade que pode surpreender os próprios discípulos. Será que conhecemos antecipadamente tudo o que Cristo pode assumir? Saberemos antecipadamente o que significa o facto de que o Evangelho deve ser pregado a toda a criatura? A resposta dos Actos é clara: não. Os discípulos foram chamados a dar passos (como a visita de Pedro a Cornélio, no capítulo 10) cujas consequências e sentido só mais tarde puderam compreender. Também é assim na vida da Igreja: Deus conduz; abre novos caminhos, concilia aquilo que num primeiro olhar nos poderia parecer incompatível; só mais tarde se tem consciência do que aconteceu e talvez isso se possa então expressar. Essa segunda etapa é no entanto importante. Significa a aceitação consciente do projecto de Deus. É isso mesmo que significa esta expressão, que nos pode parecer estranha: «O Espírito Santo e nós próprios resolvemos…» (Actos 15,28).

 Rosa  Alguma vez tive experiências que me abriram a Deus antes de eu me conseguir explicar a mim mesmo o sentido do que vivi?

 Rosa  Que consequências tem o facto de acreditarmos que é Deus que conduz a vida da Igreja?

 Rosa  O que exige isso aos colaboradores de Deus?
« Última modificação: 03 de Agosto de 2008, 01:04 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
lea onda-menor
Moderador(a)
*****

Karma: 1172
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 7928


Paz e Bem! =)


« Responder #23 em: 02 de Setembro de 2008, 15:13 »

ECOS DE TAIZÉ:  (Setembro 2008)

Levados pelo desígnio de Deus

Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.»
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: ’Tu és deveras meu amigo?’ Mas respondeu-lhe: «Senhor, tu sabes tudo; tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.» E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»
           

Rosa Rosa Rosa  Rosa Rosa  Rosa Rosa Rosa  Rosa Rosa

Um irmão que este ano celebra cinquenta anos de compromisso na Comunidade escreveu esta meditação sobre o tema da fidelidade:

No fim do Evangelho segundo São João, Jesus ressuscitado mostra-se aos discípulos junto ao lago de Tiberíades. Dá-lhes pão e peixe. No final da refeição, Pedro (que sentia a enorme ferida de ter negado três vezes conhecer o Senhor) dá por três vezes o testemunho do seu amor e recebe três vezes a sua missão: apascentar as ovelhas do Senhor. Jesus indica depois a Pedro como é que ele vai glorificar Deus na morte, antes de lhe dizer: Segue-me!

Os discípulos tinham seguido fielmente Jesus durante os anos da sua vida pública. Agora que já não está visivelmente com eles, Jesus volta a dizer-lhes «segue-me», confirmando a sua constante presença perto de todos, e particularmente daqueles que o amam.

Se Deus abre o nosso coração a esta presença, será possível não a reconhecermos e não a deixarmos entrar na nossa vida com confiança? A alegria reúne-nos, procura crescer e expressa-se no louvor: «Feliz daquele que tu escolhes e atrais para viver nos teus átrios» (Salmo 65).

Então as nossas hesitações e os nossos receios deixam de intervir: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza», disse Deus a São Paulo (2 Coríntios 12,9).

Absorvidos a escutar Cristo e no entusiasmo de o seguirmos, eis-nos levados pelo desígnio de Deus onde cada um é conhecido e amado. Futuro feliz, onde tudo é dom neste Reino onde queremos viver, onde Cristo é o caminho que discernimos na contemplação da sua vida sobre a terra. As palavras do salmista aplicam-se a esta vida: «Deixaste que outros nos calcassem aos pés, passámos pela água e pelo fogo, mas, por fim, deste-nos largueza e liberdade» (Salmo 66). Elas também se aplicam à nossa vida, porque só podemos crescer na fé através de uma sucessão de fidelidades, que são simultaneamente momentos de alegria junto do Senhor.

«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo.» Jesus, tendo regressado para junto do Pai, enviou ao Reino da Nova Aliança o Espírito Santo, que agora age em todos os lugares e em todas as pessoas. Ele ama a Criação e espera-nos para participarmos nas sua plenitude. No seu tempo, o salmista já tinha ouvido que «hão-de lembrar-se do Senhor e voltar-se para ele todos os confins da terra» (Salmo 22).

  • Então de que poderíamos ainda ter medo Interrogação

  • O que significa para mim a palavra fidelidade Interrogação Que pequenas fidelidades quotidianas sou chamado a viver?

  • Alguma vez tive a impressão de ser «levado para onde não queria ir» Interrogação Pude depois compreender que na verdade era Deus que me conduzia Interrogação

  • Alguma vez tive a impressão de ser «levado para onde não queria ir» Interrogação Pude depois compreender que na verdade era Deus que me conduzia Interrogação

  • O que me ajuda a perceber que Deus está presente, mesmo nas minhas incertezas e nos meus medos Interrogação

« Última modificação: 02 de Setembro de 2008, 15:26 por lea onda-menor » Registado

"O claustro de um Franciscano é o MUNDO!"
Páginas: 1 [2]   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  


Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.9 | SMF © 2005, Simple Machines LLC XHTML 1.0 válido! CSS válido!