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Autor Tópico: Papa Bento XVl  (Lida 6827 vezes)
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Rita*
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« Responder #30 em: 14 de Outubro de 2007, 15:22 »


Vaticano
 14-10-2007 12:35

"Nunca esqueçais o Papa!"

 
Bento XVI saudou em Português todos os peregrinos que se encontram esta manhã reunidos no Santuário de Fátima. Os 90 anos das Aparições foram assinalados pelo Papa Bento XVI.

Dirigindo-se - em directo - a Fátima, o Papa pediu a todos que renovem pessoalmente a sua Fé ao Imaculado Coração de Maria e pediu também para que nunca se esqueçam do Papa.

“Esta minha Bênção para quantos rezam comigo a oração do Angelus, de bom grado a estendo aos peregrinos congregados no Santuário de Fátima, em Portugal”.

“Lá, desde há noventa anos, continuam a ecoar os apelos da Virgem Mãe que chama os seus filhos a viverem a própria consagração baptismal em todos os momentos da existência. Tudo se torna possível e mais fácil, vivendo aquela entrega a Maria feita pelo próprio Jesus na cruz, quando disse: «Mulher, eis o teu filho!»”.

“Ela é o refúgio e o caminho que conduz a Deus. Sinal palpável desta entrega é a reza diária do terço. A todos exorto a renovarem pessoalmente a própria consagração ao Imaculado Coração de Maria e a viverem este acto de culto com uma vida cada vez mais conforme à Vontade divina e em espírito de serviço filial e devota imitação da sua celeste Rainha. Nunca esqueçais o Papa!”, exortou.

Fátima “farol de esperança”

No dia em que o Papa Bento XVI enviou esta mensagem para a Cova da Iria, o seu secretário de Estado, Tarcisio Bertone usou a expressão “farol de esperança” para definir Fátima na homilia desta manhã:

“Completados 90 anos das aparições, Fátima continua a ser um farol de consoladora esperança, mas também um forte apelo à conversão. Maria, porém, pede a todos conversão e penitência. Ofereçamos todos os dias fervorosas orações, especialmente o santo terço, e as nossas atribulações de cada dia em reparação dos pecados e pela paz no mundo”.

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Por Rita  Desabrochar Canadá
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« Responder #31 em: 04 de Janeiro de 2008, 11:50 »

Família, «principal ‘agência’ de paz», segundo Bento XVI

Quem prejudica a família prejudica a paz, adverte o Pontífice.

Bento XVI explicou no Dia Mundial da Paz que a linguagem da paz aprende-se em família, de modo que quem prejudica a família prejudica também a paz.

O Papa começou o primeiro dia do ano com uma solene celebração eucarística, na Basílica de São Pedro, na solenidade de Maria, Mãe de Deus, invocando a paz sobre as famílias e sobre o mundo inteiro.

Depois, ao rezar o Ângelus junto a vários milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, comentou o tema da Jornada deste ano: «Família humana, comunidade de paz».

«O mesmo amor que edifica e mantém unida a família, célula vital da sociedade, favorece essas relações de solidariedade e de colaboração entre os povos da terra, que são próprias dos membros da única família humana», explicou o bispo de Roma.

«Quem dificulta a instituição familiar, ainda que seja inconscientemente – disse citando a Mensagem para o Dia Mundial da Paz –, faz que a paz de toda comunidade, nacional e internacional, seja frágil, porque debilita o que, de fato, é a principal “agência” de paz».

«Não vivemos uns ao lado dos outros por casualidade – advertiu –; todos estamos percorrendo um mesmo caminho como homens e, portanto, como irmãos e irmãs».

Por este motivo, sublinhou, «é verdadeiramente importante que cada um assuma sua responsabilidade perante Deus e que reconheça n'Ele o manancial originário da existência própria e da dos demais».

«Desta consciência emana um compromisso para fazer da humanidade uma autêntica comunidade de paz, regida por uma "lei comum, que ajude a liberdade a ser realmente ela mesma..., e que proteja o frágil do abuso do mais forte"», propôs.

Ao começar o ano 2008, no qual se celebra «o sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem», o Papa convidou a comunidade internacional «a empreender um caminho de autêntica solidariedade e de paz estável».


fonte: ZENIT
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« Responder #32 em: 18 de Janeiro de 2008, 11:45 »

Patriarca de Lisboa elogia «Papa teólogo»


D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, apresentou dia 16 de Janeiro o livro "Jesus de Nazaré", de Bento XVI, considerando que a obra tem a marca de "um grande teólogo" que não esquece "a missão pastoral que hoje desempenha".

"No fundo, este livro ajuda-nos a interiorizar a maneira como Deus conduz a Sua Igreja: deu-nos um Papa que é um grande teólogo", afirmou o Patriarca, na apresentação da obra que decorreu esta tarde, Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica Portuguesa.

O livro já vendeu mais de já vendeu mais de 2 milhões de cópias desde Abril de 2007. Ao longo do actual ano, o livro será lançado em 50 países, desde a Albânia ao Japão, passando pelo Brasil, Nova Zelândia, Egipto ou Indonésia. Em Portugal, a obra foi editada pela Esfera dos Livros em finais de Outubro passado.

Segundo D. José Policarpo, é impossível separar "o Papa e Joseph Ratzinger", frisando que "a vasta informação e reflexão teológica de Joseph Ratzinger é hoje posta ao serviço da sua missão de Sucessor de Pedro".

"Ele consegue, na clareza do seu pensamento, na beleza da sua expressão e no testemunho da sua vida interior, exprimir de forma bela e acessível para o Povo de Deus a profundidade do seu pensamento, a variedade da sua informação, a vastidão da sua cultura", assegura.

Quanto ao facto de o próprio Bento XVI ter advertido que esta não era uma obra "magisterial", o Cardeal-Patriarca considera que este "quis apenas garantir aos estudiosos do Novo Testamento, exegetas e teólogos, que não pretende dirimir, com a autoridade do Papa, questões disputadas e justas diferenças de opinião científica, nem confirmar a sua leitura de teólogo".

D. José Policarpo fez questão de sublinhar que "a minha sintonia com o teólogo Joseph Ratzinger vem de velha data". "Nunca tendo sido seu aluno, como outros portugueses o foram, porque nunca estudei na Alemanha, ele foi verdadeiramente o principal inspirador do percurso que fiz como docente de Teologia. Os meus alunos desse tempo lembram-se, certamente, do relevo que teve no meu ensino, sobretudo na Teologia da Fé, a teologia de Ratzinger", recordou.

História e fé

A respeito do livro, o Patriarca assinala estarmos na presença do "testemunho de um crente que percorreu um longo caminho em busca do «rosto do Senhor»", que situa essa busca "no contexto de uma viragem na leitura exegética dos Evangelhos, a partir da década de 50".
"Depois do tempo das muitas e belas «vidas de Cristo», que apresentavam uma imagem de Cristo a partir dos Evangelhos, as correntes exegéticas - é citado o método histórico-crítico - acentuam a ruptura entre o Jesus histórico e o Jesus da fé, que se afastam cada vez mais um do outro e a figura de Jesus Cristo, em que acreditamos, apresenta-se com contornos vagos, pouco definidos, uma espécie de nebulosa que acaba por confundir os crentes", recorda.

Para D. José Policarpo, a realidade histórica de Jesus de Nazaré "foi sempre um desafio de fé, aquela atitude de abandono ao mistério que permitiu penetrar no conhecimento da realidade humana de Cristo".

"O Jesus histórico não é desligável da fé, nem o Cristo da fé é desligável do realismo histórico da Sua existência. História e fé interpenetram-se na leitura dos textos evangélicos", alerta.

O Cardeal-Patriarca destaca a "convergência de toda a Escritura para Cristo", onde "toda a história da humanidade encontra em Cristo o seu sentido último", assegurando que "o homem e a sua história só se decifram verdadeiramente em Jesus Cristo".

Em conclusão, D. José Policarpo indica que "a leitura deste livro pode transformar-se na nossa caminhada para a Páscoa, pois só no rosto do Crucificado, transformado com a luz da ressurreição, identificaremos verdadeiramente o rosto de Cristo".

Fonte Ecclesia
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"Muitos homens querem ser doutores,
alguns doutores querem ser DEUS,
mas só DEUS quis ser HOMEM"
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« Responder #33 em: 28 de Janeiro de 2008, 18:59 »

Papa condena manipulações ideológicas do ser humano
Bento XVI apela à compreensão do homem para além da ciência


  Bento XVI criticou hoje, no Vaticano, as “manipulações ideológicas” do ser humano num tempo marcado pelas seduções do avanço científico.

“Na nossa época, onde o desenvolvimento das ciências atrai e seduz pelas possibilidades oferecidas, é mais necessário do que nunca educar as consciências dos nossos contemporâneos, para que a ciência não se torne o critério do bem e o homem seja respeitado como o centro da criação, para que não seja objecto de manipulações ideológicas nem de decisões arbitrárias”, indicou.


O Papa falava aos participantes do Congresso académico “A identidade mutante do indivíduo”, promovido pela Academia das Ciências de Paris e a Academia Pontifícia das Ciências.

O discurso papal alertou para os “abusos dos mais fortes sobre os mais fracos”, lembrando os acontecimentos do século XX.

Para Bento XVI, é preciso combater a “tentação” de querer “circunscrever totalmente a identidade do ser humano e de o fechar no saber que dele podemos ter”, por causa dos “prodigiosos avanços” nas ciências exactas, naturais e humanas.

“O homem está sempre para lá do que vemos e daquilo que percebemos pela experiência. Negligenciar o questionamento sobre o ser do homem leva, inevitavelmente, à recusa da busca da verdade objectiva sobre o ser na sua integralidade”, alertou.

O Papa considera que esta recusa leva “à incapacidade de reconhecer o fundamento sobre o qual repousa a dignidade de todo o homem, desde o período embrionário à morte natural”.

“No decorrer do vosso colóquio, fizestes a experiência de que as ciências, a filosofia e a teologia podem ajudar-se mutuamente a perceber a identidade do homem, que está sempre em devir”, acrescentou.

O Papa considerou que “o novo ser surgido da fusão celular” é portador “de um património genético novo e específico” perante o qual surgem elementos essenciais do “mistério do homem, marcado pela alteridade: ser criado por Deus, ser à imagem de Deus, ser amado e feito para amar”.
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« Responder #34 em: 04 de Fevereiro de 2008, 16:10 »

Papa apela ao respeito pelos doentes mentais
Bento XVI espera que não sejam marginalizados, mas respeitados e ajudados com amor a viver dignamente


Intenção Geral do Papa para o mês de Fevereiro

1. Marginalização e afastamento

Mais ainda do que a física, a deficiência psíquica é frequente motivo para comportamentos discriminatórios, pessoais e colectivos. Assim aconteceu no passado: o desconhecimento das causas das deficiências, a incompreensão dos comportamentos «estranhos» muitas vezes a elas associados, a impossibilidade de tratar adequadamente as pessoas afectadas por tais problemas... levaram as sociedades e os indivíduos a cair, facilmente, na discriminação e, mesmo, em comportamentos brutais e desumanos, face às pessoas com problemas psíquicos ou com deficiências graves. Na antiguidade, algumas culturas chegaram mesmo a promover a eliminação física dos recém-nascidos que apresentassem deficiências!... E, infelizmente, muitos destes comportamentos não desapareceram, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas, porque as pessoas com deficiência psíquica são, quase sempre, olhadas como um peso familiar e social. Além disso, a medicina, mesmo a mais avançada, permanece incapaz de tratar muitas destas deficiências, sobretudo as mais profundas – consegue, quando muito, aliviar alguns sintomas. Nestes casos mais graves, é habitual as pessoas preferirem «ignorar» o que se passa, deixando o cuidado das pessoas com deficiência às instituições e voluntários para isso vocacionados, e o seu tratamento aos profissionais da área.


2. Na linha da frente

Há, também, o outro lado: famílias que, apesar das imensas dificuldades e da falta de apoios sociais, cuidam com carinho dos seus, mesmo quando sofrem graves deficiências psíquicas; instituições totalmente devotadas a acolher e tratar estas pessoas, por vezes ao longo de toda a sua vida; profissionais e voluntários incansáveis em proporcionar condições de vida humanamente dignas às pessoas com deficiência e o carinho que a família, por vezes, não pode ou não quer dar-lhes. A Igreja, através de instituições da mais diversa índole, encontra-se na linha da frente deste serviço aos deficientes psíquicos. E fá-lo exactamente como serviço, porque é essa a sua condição, desde as origens: «O Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e dar a vida...» (Marcos 10, 45). São muitos os cristãos que trabalham nestas instituições, uns por vocação religiosa, outros como profissionais, outros ainda em situação de voluntariado. Todos estão chamados a dar corpo à mesma atitude fundamental: servir os irmãos mais necessitados, neste caso, as pessoas com deficiências psíquicas, sendo para elas sinal do amor de Deus por todos os seus filhos e filhas. Felizmente, a Igreja não está só. Outras instituições, do Estado ou da sociedade civil, porventura em maior número do que as da Igreja, estão empenhadas na mesma causa. Profissionais e voluntários dedicados, cristãos ou não, aí trabalham e dão o melhor de si mesmos, no tratamento médico e na integração social destas pessoas. Empresas diversas integram-nas como trabalhadores produtivos e empenhados. Há ainda, sem dúvida, um caminho longo a percorrer, sobretudo relativamente às pessoas com deficiências mais graves – mas convém não menosprezar o que se vai fazendo.


3. A discriminação absoluta

Este progresso, porém, nunca será pleno enquanto as sociedades continuarem a olhar como normal – e mesmo merecedor de apoio social e estatal! – a eliminação física dos deficientes, em determinadas fases da sua existência. Ora, trata-se precisamente disso quando sociedades ditas avançadas e progressistas promovem o chamado «aborto terapêutico». Estamos perante a discriminação absoluta de seres humanos totalmente indefesos, pois exerce-se de modo absoluto sobre o primeiro de todos os direitos humanos: o direito à vida. Esta discriminação promove o desprezo por certas vidas, as quais socialmente aparecem como não valendo a pena ser vividas. Não admira, por isso, que em sociedades mais «progressistas» já surjam vozes defendendo o direito a eliminar os recém-nascidos com deficiências não detectadas antes do nascimento – afinal, não estamos assim tão longe da barbárie de outros tempos!... Esta discriminação absoluta existe, tem protecção legal e direito de cidadania nas nossas sociedades. Enquanto assim acontecer, não será de todo possível vencer outras discriminações, as quais, por muitos graves, nunca serão tão absolutas quanto esta.
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« Responder #35 em: 29 de Fevereiro de 2008, 17:31 »

 Virar os olhos Conhecem este site?

http://www.todoratzinger.com/

Acho com muito interesse.

Eu , se fosse a vocês, ia ver...é só clicar...e escolher o que se pretende...depois digam o que acharam...

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« Responder #36 em: 29 de Fevereiro de 2008, 17:54 »

Está interessante. Não conhecia.

Obrigado amiga! Obrigado
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arvore
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« Responder #37 em: 29 de Fevereiro de 2008, 21:44 »

Sempre às ordens  Aperto de mão

Continuo a  Limpar  e isto é uma trabalheira
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« Responder #38 em: 29 de Fevereiro de 2008, 21:54 »

Pode dar trabalho, mas no final o resultado deve ser gratificante. Sim!
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« Responder #39 em: 05 de Março de 2008, 22:24 »

Papa/Vaticano 
 
Confissão em crise: grito de alarme na Igreja - 05/03/2008 - 16:12 
 
O sacramento da confissão continua em forte crise devido à falta de convicção dos fiéis perante os sacerdotes.

Últimos dados disponíveis, que se referem ao ano de 1998, indicam que 30% dos italianos não consideram necessária a presença do padre nos confessionários. Outros 20% têm dificuldade para falar sobre pecados com uma outra pessoa. E ainda 10% acreditam que a confissão seja um obstáculo para o diálogo direto com Deus. Alguns fiéis também se lamentam da maneira de se confessar, apontando a incapacidade dos sacerdotes durante o sacramento.

Os números foram divulgados pelo regente da Penitenciaria Apostólica, Dom Gianfranco Girotti, e publicados pelo jornal vaticano "L'Osservatore Romano".

Dom Girotti definiu a situação como "um grito de alarme" na Igreja. Para tentar inverter a tendência, a entidade organizou um curso para reforçar a formação dos padres.

 
 www.catolicanet.com.br
 
 
Fonte: Radio Vaticano
Local:Cidade do Vaticano
 
 Por Rita

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« Responder #40 em: 16 de Abril de 2008, 18:29 »

Bento XVI envergonhado por abusos sexuais

 
O Papa falou sobre os abusos sexuais, a dimensão pública da fé e os direitos humanos na habitual conferência de Imprensa a bordo do avião que o transporta para Washington.


Bento XVI afirmou estar envergonhado pelos casos de abusos sexuais verificados no interior da Igreja Católica, garantindo que se está a fazer o possível para evitar que o fenómeno se repita no futuro.

“É difícil perceber como os sacerdotes podem trair assim a sua missão” afirmou, acrescentando que este era um grande sofrimento para a Igreja em geral e para ele em particular.

Para combater o problema da pedofilia e dos abusos sexuais, existem três frentes de acção. Em primeiro lugar, e no plano jurídico, deve-se aplicar a justiça, excluindo os pedófilos do exercício do sacerdócio.

Em segundo lugar, a acção pastoral deveria concentrar-se no apoio às vítimas com o objectivo de ajudar à reconciliação, e em terceiro lugar é necessário trabalhar a nível dos seminários para reforçar os critérios de selecção e formação. Para Bento XVI é mais importante ter bons padres do que muitos padres.

O Papa abordou ainda a questão da dimensão pública da Fé, um tema caro ao Pontífice, elogiando o modelo americano que: “Dá espaço a todas as confissões e formas de religião” e que deverá ser considerado pela Europa secularizada.

Bento XVI falou, por fim, de direitos humanos, a propósito da sua visita à ONU. Estes não são negociáveis e são anteriores a todas as instituições. “É importante que as culturas encontrem consenso sobre os valores e direitos humanos”, disse, afirmando ainda que é para renovar esta consciência que irá à Nações Unidas.


“Pedofilia deverá ser abordada”, dizem os analistas

Bento XVI poderá aproveitar a ida aos EUA para pedir desculpa a propósito do escândalo de pedofilia que envolveu alguns padres norte-americanos. É essa a opinião de alguns analistas.
A histórica visita aos Estados Unidos surge numa altura em que o número de católicos até está a aumentar naquele país e a mensagem do Santo Padre deverá centrar-se nos apelos à paz e justiça.

O Papa Bento XVI não deverá, no entanto, evitar o tema que incomodou o Vaticano há seis anos: os casos de pedofilia que envolveram alguns sacerdotes católicos dos Estados Unidos. É essa a opinião de vários especialistas, que dizem que o Papa vai aproveitar a visita para "apaziguar essa memória".


FA/PC/Reuters/Aura Miguel
 
Aura Miguel no avião do Papa
Bento XVI envegonhado com casos de pedofilia
 
Especialistas analisam viagem do Papa
 
Bento XVI a caminho de Washington
Bento XVI já está em solo americano
Bento XVI pela primeira vez nos Estados Unidos
Bento XVI recebido na Casa Branca
Bento XVI em visita histórica
Papa realça generosidade dos EUA

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« Responder #41 em: 18 de Abril de 2008, 15:24 »

Papa/EUA
 18-04-2008 15:06

Bento XVI discursa na Assembleia Geral da ONU

 
Sua Santidade discursa, esta tarde, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, naquele que será um dos pontos altos da visita de Bento XVI aos EUA.


O Papa deverá incluir no seu discurso temas como os direitos humanos e a paz.

Esta é a quarta vez que um Papa se dirige, nas Nações Unidas, a todos os povos do mundo.

Antes de Bento XVI, também Paulo VI e João Paulo II – por duas vezes - tinham discursado no edifício da ONU.

A enviada especial da Renascença aos Estados Unidos, Aura Miguel, recorda o discurso feito por João Paulo II na sua segunda visita aos EUA, onde destaca o desafio deixado pelo então Papa de se fazer uma reflexão sobre os direitos das Nações.

João Paulo II, nesse discurso, falou ainda na profunda ligação entre liberdade e verdade moral, que a vitalidade moral das nações passava pelo uso responsável da liberdade e afirmou que a única “arma” para vencer o medo era a cultura do amor.

Nesta sexta-feira, além de discursar na sede das Nações Unidas, Sua Santidade vai reunir com representantes de outras religiões e visitará, também, uma sinagoga.


CS/Aura Miguel
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« Responder #42 em: 18 de Abril de 2008, 15:35 »

Prece pelo Papa Bento XVI

 
Divino Pastor e guia de todos os fiéis,
olhai com ternura e benevolência para o sucessor de Pedro
e vosso servo, o Papa Bento XVI,
a quem constituístes supremo pastor da Igreja,
no início deste Terceiro Milênio da Cristandade.
 
Fazei com que ele esteja sempre atento e dócil ao Espírito Santo.
Que saiba conduzir os destinos da Igreja com mão forte e suave,
com discernimento e esperança, por caminhos de luz e de paz.
Que seu amor, sua misericórdia e ternura
brotem do Coração de Deus
e se estendam a todos que dele se aproximarem.
 
Que a sua caridade, sua fé e sua esperança
ampliem seus horizontes de bondade e compreensão,
orientem seu pensar e agir
e sejam prenúncio de um mundo
cada vez mais semelhante aos planos de Deus Criador.
 
Que o Cristo Ressuscitado seja sua grande alegria!
 
© Prece de: Ir. Zuleides Andrade, ASCJ
Curitiba, PR - BRASIL
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« Responder #43 em: 19 de Abril de 2008, 16:04 »

Papa/EUA
 18-04-2008 18:08

Bento XVI apela ao respeito pelos direitos humanos

 
O apelo ao respeito pelos Direitos do Homem foi o ponto central da mensagem que o Papa deixou esta tarde na ONU.


Pela quarta vez na história, um líder da Igreja Católica dirigiu-se aos representantes de todos os países com assento na ONU.

No ano em que se celebra o 60.º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, Bento XVI lembrou que é preciso evitar reinterpretações deste documento.

“Hoje é preciso reforçar os esforços para enfrentar as pressões que querem reinterpretar os fundamentos da Declaração e comprometer a sua intrínseca unidade, para facilitar um afastamento da protecção da dignidade humana e assim satisfazer simples interesses, ou, muitas vezes, interesses particulares”, lembrou.

Foi uma oportunidade para Bento XVI apelar ao respeito integral destes direitos: “Quando os direitos são apresentados apenas em termos de legalidade, correm o risco de se tornarem propostas fracas, separadas da dimensão ética e racional, que é o seu fundamento e objectivo. Por isso os Direitos Humanos devem ser respeitados como uma expressão como uma expressão de justiça, e não apenas porque a vontade dos legisladores os manda respeitar.

O Santo Padre defendeu também a ausência de limites à liberdade religiosa. Bento XVI considera que o Homem, para ser cidadão activo, não pode ser obrigado a renunciar à sua Fé.

“É inconcebível que os crentes tenham de suprimir uma parte de si próprios – a sua Fé – para serem cidadãos activos”, disse.

E acrescentou: “Nunca deveria ser necessário negar Deus para poder usufruir os seus próprios direitos. Os direitos relacionados com a religião precisam ainda mais de protecção, quando são considerados em conflito com a ideologia prevalentemente secularista ou com posições de maioria religiosa de natureza exclusiva. Não se pode limitar a plena garantia da liberdade religiosa ao livre exercício de culto; pelo contrário, deve ser tida em justa consideração a dimensão pública da religião e, portanto, a possibilidade de os crentes participarem na construção da ordem social”.

Na opinião de Aura Miguel, vaticanista e enviada especial aos Estados Unidos, as referências do Papa à reinterpretação dos Direitos Huimanos, pode ter uma leitura concreta no caso de Guantanamo.

Já quando se refere à liberdade religiosa, poderia estar referir-se aos casos da Turquia, em que os cristãos não podem ser funcionários públicos nem colocar os seus filhos nas escolas do Estado. Ou ao da França, que ponderava proibir o uso de véu entre os islâmicos.

Antes deste discurso, Bento XVI manteve um encontro privado com o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon.

Depois da intervenção, o Papa reuniu-se desta vez com o presidente da Assembleia Geral e depois com o presidente do Conselho de Segurança. Manteve ainda um encontro com 60 funcionários das Nações Unidas, a quem também dirigiu algumas palavras, lembrando nomeadamente os que morreram no exercício das suas funções.

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« Responder #44 em: 20 de Abril de 2008, 15:28 »

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