Portal de São Romão

   Início   Ajuda Pesquisa Entrar Registe-se  

Páginas: [1] 2 3   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Papa João Paulo ll  (Lida 14306 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« em: 22 de Fevereiro de 2007, 19:29 »

Papa João Paulo II - Jejum penitencial e desenvolvimento da pessoa
 
 
O papa João Paulo II, em audiência geral, na quarta-feira, 21 de Março de 1979, falou do " jejum penitencial e o desenvolvimento da pessoa". Disse ele:  ideia
 
1. Ordenai um jejum (Jl. 1, 14). São as palavras que ouvimos na primeira leitura de Quarta-feira de Cinzas. Escreveu-as o Profeta Joel, e a Igreja, em conformidade com elas, estabelece a prática da Quaresma, ordenando o jejum. Hoje a prática da Quaresma, definida por Paulo VI na Constituição «Poenitemini», está notavelmente mitigada em comparação com o que era antigamente. Nesta matéria o Papa deixou muito à decisão das Conferências Episcopais de cada país, às quais, por conseguinte, toca a missão de adaptar as exigências do jejum às circunstâncias em que se encontram as respectivas sociedades. Recordou também que a essência da penitência quaresmal é constituída não só pelo jejum, mas também pela oração e pela esmola (obra de misericórdia). É necessário pois decidir segundo as circunstâncias, uma vez que o jejum pode mesmo ser «substituído» por obras de misericórdia e pela oração. A finalidade deste período especial na vida da Igreja é, sempre e em toda a parte, a penitência, isto é, a conversão para Deus. A penitência, de facto, entendida como conversão, isto é «metanoia», forma um conjunto que a tradição do Povo de Deus já na Antiga Aliança, e em seguida o próprio Cristo, ligaram em certo modo à oração, à esmola e ao jejum.

Por que o jejum Interrogação

Neste momento vêm-nos talvez à lembrança as palavras com que Jesus respondeu aos discípulos de João Baptista quando o interrogavam: por que não jejuam os teus discípulos? Jesus respondeu: Porventura podem os companheiros do esposo estar tristes enquanto o esposo está com eles? Dias hão- de vir em que lhes tirarão o esposo e então jejuarão (Mt. 9, 15). Na verdade, o tempo da Quaresma recorda-nos que o esposo nos foi tirado. Tirado, detido, preso, esbofeteado, flagelado, coroado de espinhos e crucificado... O jejum no tempo da Quaresma é a expressão da nossa solidariedade com Cristo. Tal foi o significado da Quaresma através dos séculos e assim hoje se mantém.

«O meu amor foi crucificado e já não há em mim a chama que deseja as coisas materiais», como escreve o Bispo de Antioquia, Inácio, na carta aos Romanos (Santo Inácio de Antioquia, Ad Romanos, VII, 2).

2. Por que o jejum Interrogação

A esta pergunta é preciso dar uma resposta mais extensa e profunda, para que fique clara a relação à «metanoia», isto é, aquela transformação espiritual, que aproxima o homem de Deus. Esforcemo-nos portanto por concentrar-nos não só na prática da abstenção do alimento ou das bebidas — isto de fato significa «jejum» no sentido ordinário — mas no significado mais profundo desta prática que, aliás, pode e deve às vezes ser «substituída» por alguma outra. O alimento e as bebidas são indispensáveis para o homem viver, disso se serve e deve servir-se, mas não lhe é lícito abusar seja da forma que for. A tradicional abstenção do alimento e das bebidas tem como finalidade introduzir na existência do homem não só o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento daquilo que poderia definir-se «atitude consumística». Tal atitude tornou-se nos nossos tempos uma das características da civilização e em particular da civilização ocidental. A atitude consumística! O homem orientado para os bens materiais, múltiplos bens materiais, muitas vezes abusa deles. Não se trata aqui unicamente do alimento e das bebidas. Quando o homem está orientado exclusivamente para a posse e o uso dos bens materiais, isto é, das coisas, então também toda a civilização é medida segundo a quantidade e qualidade das coisas que se encontra capaz de fornecer ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem. Esta civilização fornece de fato, os bens materiais não só para que sirvam ao homem a exercer as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais... a satisfazer os sentidos, a excitação que disso deriva, o prazer momentâneo e a multiplicidade de sensações cada vez maior.

Ouve-se às vezes dizer que o aumento excessivo dos meios audiovisuais nos países ricos nem sempre ajuda o desenvolvimento da inteligência, particularmente nas crianças; pelo contrário, às vezes contribui para lhes deter o desenvolvimento. A criança vive só de sensações, procura sensações sempre novas... E torna-se assim, sem se dar conta, escrava desta paixão actual. Saciando-se de sensações, fica muitas vezes intelectualmente passiva; a inteligência não se abre à busca da verdade; a vontade fica presa ao hábito, a que não sabe opor-se.

Disto resulta que o homem contemporâneo deve jejuar, isto é, abster-se não só do alimento ou das bebidas, mas de muitos outros meios de consumo, como de estimular e satisfazer os sentidos. Jejuar significa abster-se, renunciar a alguma coisa.

3. Porque renunciar a alguma coisa? Porque privarmo-nos dela? Já em parte respondemos a esta pergunta. Não será todavia completa a resposta, se não nos dermos conta de o homem ser ele próprio, também por conseguir privar-se de alguma coisa, capaz de dizer a si mesmo «não». O homem é ser composto de corpo e alma. Alguns escritores contemporâneos apresentam esta estrutura composta do homem sob a forma de estratos, e falam, como exemplo, de estratos exteriores na superfície da nossa personalidade, contrapondo-os aos estratos em profundidade. A nossa vida parece estar dividida nestes estratos e desenvolve-se através deles. Enquanto os estratos superficiais estão ligados à nossa sensualidade, os estratos profundos são expressão da espiritualidade do homem, isto é, da vontade consciente, da reflexão, da consciência e da capacidade de viver os valores superiores.

Esta imagem da estrutura da personalidade humana pode servir para se compreender o significado do jejum para o homem. Não se trata aqui somente do significado religioso, mas dum significado que se exprime através da chamada «organização» do homem com sujeito-pessoa. O homem desenvolve-se regularmente, quando os estratos mais profundos da sua personalidade encontram suficiente expressão, quando o âmbito dos seus interesses e das suas aspirações não se limita só aos estratos exteriores e superficiais, ligados com a sensualidade humana. Para facilitar este desenvolvimento, devemos por vezes desapegar-nos conscientemente do que serve para satisfazer a sensualidade, quer dizer, daqueles estratos exteriores superficiais. Devemos, portanto renunciar a tudo quanto os «alimenta».

Eis, em breves palavras, a interpretação do jejum dos dias de hoje.

A renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é fim de si mesma. Deve apenas, por assim dizer, preparar o caminho para conteúdos mais profundos, de que «se alimenta» o homem interior. Tal renúncia, tal mortificação deve servir para criar no homem as condições para poder viver os valores superiores, de que ele está, a seu modo, «faminto».

Eis o significado «pleno» do jejum na linguagem de hoje. Todavia, quando lemos os autores cristãos da antiguidade ou os Padres da Igreja, encontramos neles a mesma verdade, muitas vezes expressa com linguagem tão «actual» que nos surpreende. Diz, por exemplo, São Pedro Crisólogo: «O jejum é paz do corpo, força dos espíritos e vigor das almas» (São Pedro Crisólogo, Sermo VII: de ieiunio 3), e ainda: «O jejum é o leme da vida humana e governa todo o navio do nosso corpo» (São Pedro Crisólogo, Sermo VII: de ieiunio 1).

E Santo Ambrósio responde assim às possíveis objeções contra o jejum: «A carne, pela sua condição mortal, tem algumas concupiscências suas próprias: a respeito delas foi-te concedido o direito de as enfrear. A tua carne está-te sujeita (...): Não sigas as solicitações ilícitas, mas refreia-as algum tanto, mesmo no que diz respeito às coisas lícitas. De fato, quem não se abstém de nenhuma das coisas lícitas, está também perto das ilícitas» (Santo Ambrósio, Sermo de utilitate ieiunii III. V. VII). Até escritores, que não pertencem ao cristianismo, declaram a mesma verdade. Esta é de alcance universal. Faz parte da sabedoria universal da vida.

4. É-nos agora certamente mais fácil compreender porque unem Cristo Senhor e a Igreja o apelo ao jejum com a penitência, isto é, com a conversão. Para nos convertermos a Deus, é necessário descobrirmos em nós mesmos aquilo que nos torna sensíveis a quanto pertence a Deus, portanto: os conteúdos espirituais, os valores superiores, que falam à nossa inteligência, à nossa consciência e ao nosso «coração» (segundo a linguagem bíblica). Para nos abrirmos a estes conteúdos espirituais e a estes valores, é preciso desapegarmo-nos de tudo quanto serve apenas ao consumismo, à satisfação dos sentidos. Na abertura da nossa personalidade humana para Deus, o jejum entendido quer no modo «tradicional» quer no «atual» — deve acompanhar ao mesmo passo a oração porque esta dirige-nos diretamente para Ele.

Por outro lado, o jejum, isto é a mortificação dos sentidos e o domínio do corpo conferem à oração maior eficácia que o homem descobre em si mesmo. Descobre, de fato, que é «diverso», que é mais «senhor de si mesmo» e que se tornou interiormente livre. E disso se dá conta pois a conversão e o encontro com Deus, por meio da oração, frutificam nele.

Destas nossas reflexões de hoje resulta claro que o jejum não é só o «resíduo» duma prática religiosa dos séculos passados, mas é também indispensável ao homem de hoje, aos cristãos do nosso tempo. É necessário refletir profundamente sobre este tema, precisamente durante o período da Quaresma.
 
 
 www.catolicanet.com.br

 
Fonte: CNBB
Local:Cidade do Vaticano 
Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #1 em: 23 de Fevereiro de 2007, 15:15 »

João Paulo II  Aquecer

Quarta-feira, 20 de Junho de 1979

Aprendamos a ler o mistério do Coração de Cristo  ideia

 
1. Depois de amanhã, na próxima sexta-feira, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor particulares, à volta do mistério do Coração de Cristo. Desejo portanto já hoje, antecipando esse dia e essa festa, dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o mistério daquele Coração. Ele falou-me desde a idade juvenil. Todos os anos volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja.

É sabido que o mês de Junho é particularmente dedicado ao Coração Divino, ao Sagrado Coração de Jesus. A Ele exprimi-mos o nosso amor e a nossa adoração, por meio da ladainha que fala com particular profundidade dos seus conteúdos teológicos em cada uma das invocações.

Desejo por isso, ao menos brevemente, deter-me em vossa companhia diante deste Coração, ao qual se dirige a Igreja como comunidade de corações humanos. Desejo, pelo menos brevemente, falar deste mistério tão humano, no qual com tanta simplicidade e igual profundidade e força se revelou Deus.

2. Deixemos hoje que falem os textos da liturgia da sexta-feira próxima, começando pela leitura do Evangelho segundo João. O Evangelista refere um facto com a precisão de testemunha ocular.

Então os judeus, visto ser o dia da Preparação, para os corpos não ficarem na cruz ao sábado—pois era grande dia aquele sábado —, pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram então os soldados e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao segundo dos que tinham sido crucificados com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água (Jo 19, 31-34).

Nem sequer uma palavra sobre o coração.

O Evangelista fala só da lançada do costado, de que saiu sangue e água. A linguagem da descrição é quase médica, anatómica. A lança do soldado feriu sem dúvida o coração, para verificar se o condenado já estava morto. Este coração — este coração humano — parou de trabalhar. Jesus cessou de viver. Ao mesmo tempo, contudo, esta anatómica abertura do coração de Cristo depois da morte — não obstante toda a «aspereza» histórica do texto — leva-nos a pensar também a nível de metáfora. O coração não é só órgão que condiciona a vitalidade biológica do homem. O coração é símbolo. Fala de todo o homem interior. Fala do interior espiritual do homem. E a tradição logo descobriu este sentido da descrição joanina. Aliás, em certo sentido, o próprio Evangelista levou a isso, quando, referindo-se à atestação da testemunha ocular que era ele mesmo, se referiu ao mesmo tempo a esta frase da Sagrada Escritura:

Hão-de olhar para Aquele que trespassaram (Jo. 19, 37; Zc. 12, 10).

Assim, na realidade, olha a Igreja; assim olha a humanidade. E eis que, no Trespassar da lança do soldado todas as gerações dos cristãos aprenderam e aprendem a ler o mistério do Coração do Homem Crucificado, que era e é Filho de Deus.

3. Diversa é a medida do conhecimento que deste mistério, no decurso dos séculos, adquiriram muitos discípulos e discípulas do Coração de Cristo. Um dos protagonistas neste campo foi certamente Paulo de Tarso, convertido de perseguidor em Apóstolo. Também ele nos fala na liturgia de sexta-feira próxima com as palavras da carta aos Efésios. Fala como homem que recebeu grande graça, porque lhe foi concedido anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo e elucidar a todos qual a economia do Mistério escondido desde tempos antigos em Deus, que tudo criou (Ef. 3, 8-9).

Aquela «riqueza de Cristo» e ao mesmo tempo aquele «eterno desígnio de salvação» de Deus é dirigido pelo Espírito Santo ao «homem interior», para que assim Cristo habite pela fé nos vossos corações (Ef. 3, 16-17). E quando Cristo, com a força do Espírito Santo, habitar pela fé nos nossos corações humanos, então seremos capazes de compreender com o nosso espírito humano (quer dizer, exactamente com este «coração») qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, e conhecer a sua caridade que excede toda a ciência ... (Ef. 3, 18-19).

Para tal conhecimento conseguido com o coração, com cada coração humano, foi aberto, no fim da vida terrestre, o Coração Divino do Condenado e Crucificado .no Calvário.

Diversa é a medida deste conhecimento por parte dos corações humanos. Diante da força das palavras de Paulo, interrogue-se a si mesmo cada um de nós sobre a medida do próprio coração. ...Tranquilizaremos os nossos corações diante d'Ele, sabendo que, se o nosso coração nos condena, Deus é maior que os nossos corações e conhece todas as coisas ...(1 Jo. 3, 19-20). O Coração do Homem-Deus não julga os corações humanos. O Coração chama. O Coração «convida». Com este fim foi aberto com a lança do soldado.

4. O mistério do coração abre-se através das feridas do corpo; abre-se o grande mistério da piedade, abem-se as entranhas de misericórdia do nosso Deus (São Bernardo, Sermo LXI, 4; PL 183, 1072).

Cristo diz na liturgia de sexta-feira: aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração (Mt. 11, 29).

Talvez uma só vez, com palavras suas, tenha o Senhor Jesus apelado para o seu coração. E salientou este único traço: «mansidão e humildade». Como se dissesse que só por este caminho quer conquistar o homem; que mediante «a mansidão e a humildade» quer ser o Rei dos corações. Todo o mistério do Seu reinar se exprimiu nestas palavras. A mansidão e a humildade cobrem, em certo sentido, toda a «riqueza» do Coração do Redentor, da qual escreveu São Paulo aos Efésios. Mas também aquela «mansidão e humildade» o desvelam plenamente; e melhor nos permitem conhecê-lo e aceitá-lo; tornam-no objecto de admiração suprema.

A bela ladainha ao Sagrado Coração de Jesus é composta de muitas palavras semelhantes — além disso, das exclamações de admiração pela riqueza do Coração de Cristo. Meditemo-las com atenção nesse dia.

5. Assim, no fim deste fundamental ciclo litúrgico da Igreja — que se iniciou com o primeiro domingo do Advento, e passou pelo tempo do Natal, depois pelos da Quaresma e da Ressurreição, até ao Pentecostes, ao Domingo da Santíssima Trindade e ao Corpo de Deus — apresenta-se discretamente a festa do Coração de Jesus. Todo este ciclo se fecha definitivamente n'Ele; no Coração do Deus-Homem. D'Ele irradia cada ano toda a vida da Igreja.

Anjinho Este Coração é «fonte de vida e de santidade».  Arco íris (João Paulo ll)

Rita  Rosa Canadá
« Última modificação: 02 de Abril de 2007, 18:25 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #2 em: 23 de Fevereiro de 2007, 15:22 »

João Paulo ll
Pensamento  ideia

    Anjinho "O jejum no tempo da Quaresma é a expressão da nossa solidariedade com Cristo." (João Paulo ll)   Arco íris

Rita  Rosa Canadá
« Última modificação: 02 de Abril de 2007, 18:19 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #3 em: 26 de Fevereiro de 2007, 15:33 »

 
João Paulo ll
Pensamento  Excalmação 

Anjinho "Jovens do novo milénio, não façais mau uso da vossa liberdade! Não subestimeis a grande dignidade de filhos de Deus, que vos foi dada! Submetei-vos unicamente a Cristo, que deseja o vosso bem e a vossa alegria autêntica a Ele, que deseja que sejais homens e mulheres plenamente felizes e realizados! Desta forma, descobrireis que somente aderindo à vontade de Deus podemos ser luz do mundo e sal da terra!  Rosa"Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo"   Arco íris (Papa João Paulo II)

Palavras de João Paulo II aos jovens na Jornada Mundial da Juventude (21/03/2002)

Rita Rosa Canadá

« Última modificação: 31 de Março de 2007, 18:37 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #4 em: 21 de Março de 2007, 05:09 »




Beatificação de João Paulo II

 
O processo de beatificação de João Paulo II está praticamente pronto. A informação é avançada pela agência de notícias polaca, citando fontes do Vaticano.

A 2 de Abril, o segundo aniversário da morte do Papa, terá lugar em Roma a cerimónia de encerramento deste processo.

O vicariato romano já tem todas as análises teológicas dos escritos de Karol Wojtila, inclusive das suas obras literárias e estão quase terminados os trabalhos da comissão histórica que analisou os apontamentos pessoais do Papa.

As 130 testemunhas do processo foram já também quase todas ouvidas e em breve serão escutadas os 13 teólogos encarregados de apresentar razões que possam ser obstáculo à beatificação de João Paulo II.

Entretanto, já está pronta a documentação relativa ao milagre atribuído à intercepção do Papa polaco.

A decisão final tem que ser tomada por Bento XVI.

www.rr.pt
Registado
Trofa
Administrador(a)
*******

Karma: 879
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 10024


Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #5 em: 21 de Março de 2007, 11:23 »

S.S. João Paulo II



"O Grande"
1920-2005


A Sua Vida

Nasceu em 18 de maio de 1920 no Wadowice, sul da Polónia. A sua família era formada por seu pai Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, sua mãe, Emilia Kaczorowsky, uma jovem sileziana de origem lituana, e um irmão adolescente de nome Edmund.

Os pais de Karol Wojtyla baptizaram-no poucos dias depois dele nascer na Igreja de Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o falecimento de sua mãe ao dar à luz uma menina que morreu antes de nascer. Anos mais tarde faleceu o seu irmão e em 1941 morreu seu pai.

Quando jovem, o futuro Pontífice mostrou uma grande inquietação pelo teatro e as artes literárias polonesas. Tanto, que ainda no colégio pensava seriamente na possibilidade de continuar os estudos de filologia e linguística polonesa, mas um encontro com o Cardeal Sapieha durante uma visita pastoral, fez-lhe considerar seriamente a possibilidade de seguir a vocação que tinha impressa - então ainda sem se revelar plenamente - no coração: o sacerdócio.

Ao desatar a segunda guerra mundial os alemães fecharam todas as Universidades da Polónia com o objectivo de invadir não só o território mas também a cultura polonesa. Frente a esta situação Karol Wojtyla com um grupo de jovens organizaram uma Universidade clandestina aonde estudou filosofia, idiomas e literatura. Pouco antes de decidir seu ingresso ao seminário, o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário numa pedreira. Esta experiência ajudou-o a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, sensatez e ardor religioso dos trabalhadores e os pobres.

Em 1942 ingressou no Departamento teológico da Universidade Jaguelloniana. Durante estes anos teve que viver escondido, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.

Em 1 de Novembro de 1946, à idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracóvia e celebrou a sua primeira Missa na Cripta de São Leonardo na Catedral de Wavel. Em pouco tempo obteve a licenciatura de Teologia na Universidade Pontifícia de Roma Angelicum e mais adiante doutorou-se em Filosofia. Durante algum tempo desempenhou como professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade Estatal de Cracóvia, onde interagiu com importantes representantes do pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como "tomismo lublinense".

Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracóvia, Dom Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do Episcopado Polonês. Participou do Concílio Vaticano II, onde participou activamente, especialmente nas comissões responsáveis por elaborar a Constituição Dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso trabalho apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tanto momentos de reflexão e oração como espaços de distracção e aventura ao ar livre.

Em 13 de Janeiro de 1964 faleceu Dom Baziak, assim sendo  Dom. Wojtyla ocupa a sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte  Cracóvia em Arquidiocese. Durante o seu trabalho como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, a promoção do apostolado juvenil e vocacional, a construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, a promoção humana e formação religiosa dos operários e o incentivo ao pensamento e as publicações católicas.

Em Maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi constituído Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1974 o novo Cardeal ordenou  43 novos sacerdotes, na ordenação sacerdotal mais numerosa desde que terminou a Segunda guerra mundial.

Em 1978 morre o Papa Paulo VI e é eleito novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos quem tomou o nome de João Paulo I. O "Papa do Sorriso", entretanto, falece aos 33 dias da sua nomeação. Em 16 de Outubro de 1978, logo depois de um novo conclave, o Cardeal polonês Karol Wojtyla é eleito como o sucessor de São Pedro, quebrando a tradição de mais de 400 anos de escolher Papas de origem italiana. Em 22 de Outubro de 1978 foi investido como Sumo Pontífice e assumiu o nome de João Paulo II.

Adaptado de ACI Digital
Registado

Ajude o Portal de São Romão, contribuindo todos os dias com o seu voto.

Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #6 em: 21 de Março de 2007, 17:36 »

Papa João Paulo ll


Milhares atribuem milagres a João Paulo II
 
 
O Pe. Slawomir Oder, Postulador da Causa de Beatificação e Canonização de João Paulo II, emitiu ontem uma declaração oficial, na qual revela que na próxima sexta-feira, 23 de Março, será encerrado o Processo “Super Miro”, relativo a um alegado milagre post mortem do Papa polaco.
O caso em questão refere-se à cura de uma religiosa francesa, afetada pela doença de Parkinson, “exatamente dois meses após a morte do Papa, de um momento para o outro”.

No final de 2005, o Pe. Oder viajou para a França, onde se encontrou com a religiosa, a superiora da comunidade e o médico que atendeu o caso. Segundo relatou na altura, "tendo como base os critérios científicos, os médicos não conseguiram dar uma explicação para o que aconteceu”.

Para poder ser encerrado o caminho previsto para uma beatificação, nos procedimentos relativos ao exercício heróico das virtudes, é necessário um milagre.

O Pe. Oder revelou já ter recebido "milhares e milhares" de testemunhos de milagres do Papa João Paulo II.

Os testemunhos chegaram pelo correio, por e-mail e através de escritos deixados no túmulo do Pontífice. A página oficial da Causa é www.vicariatusurbis.org/beatificazione

O processo de canonização de João Paulo II teve início a 13 de Maio de 2005, depois de Bento XVI ter dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa.

Final da fase diocesana

Na segunda-feira, dia 2 de Abril de 2007, terá lugar na Basílica de São João de Latrão, a sessão de Clausura do inquérito diocesano sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade do Servo de Deus João Paulo II. A cerimônia, de carácter público, ocorre pelas 12h00 locais.

O material recolhido pelo Tribunal será entregue à Congregação para as Causas dos Santos: são declarações das testemunhas propostas pelo Postulador e doutras convocadas por iniciativa do próprio Tribunal diocesano.

Ao Dicastério presidido pelo Cardeal José Saraiva Martins serão ainda entregues documentos com os trabalhos da chamada Comissão Histórica.

Os testemunhos espontâneos que chegaram ao secretariado da postulação da causa são úteis para confirmar a "fama de santidade", a qual, juntamente com a vida e o exercício heróico das virtudes, constitui o objecto do inquérito diocesano. Estes testemunhos são, na sua maioria, opiniões sobre a santidade do candidato e relatos de graças recebidas pela sua intercessão, sejam materiais ou espirituais.

Segundo o Postulador da Causa de Beatificação e Canonização de João Paulo II, não é possível determinar datas, frisando que "o tempo do Processo constitui um momento precioso para a Igreja".

Canonização

Num rápido olhar sobre a história, percebe-se que nos primeiros séculos, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos. Ao longo do tempo e sobretudo no Ocidente, começou a ser solicitada a intervenção do Papa a fim de conferir um maior grau de autoridade às canonizações dos santos. A primeira intervenção papal deste tipo foi de João XV em 993, que declarou santo o bispo Udalrico de Augusta, que tinha morrido vinte anos antes.

As canonizações tornaram-se exclusividade do Pontífice por decisão de Gregório IX em 1234. No decorrer do século XVI começou-se a distinguir entre “beatificação”, isto é, o reconhecimento da santidade de uma pessoa com culto em âmbito local e “canonização”, o reconhecimento da santidade com a prática do culto universal, para toda a Igreja. Também a beatificação se tornou uma prerrogativa da Santa Sé, e o primeiro ato deste tipo refere-se ao papa Alexandre VII em 1662 na beatificação de Francisco de Sales.

Hoje em dia todas estas normas encontram-se na constituição apostólica Divinus perfectionis Magister (25 de Janeiro de 1983) de João Paulo II e nas normas traçadas pela Congregação para as Causas dos Santos. Nelas foi operada a reforma mais radical dos processos de Canonização desde os decretos de Urbano VIII, com o objectivo de obter simplicidade, rapidez, colegialidade e eficácia.

O processo para a canonização tem uma primeira etapa na Diocese em que faleceu o Servo de Deus. A segunda etapa tem lugar em Roma, onde se examina toda a documentação enviada pelo Bispo diocesano. Após exame profundo da documentação efetuada pelos teólogos e especialistas, compete ao Papa declarar a heroicidade das virtudes, a autenticidade dos milagres, a beatificação e a canonização.

A tramitação do processo de santidade de um católico morto com fama de santo passa por etapas bem distintas. Após a sua morte, qualquer católico ou grupo de fiéis pode iniciar o processo, através de um postulador, constituído mediante mandato de procuração e aprovado pelo bispo local.

Juntam-se os testemunhos e pede-se a permissão à Santa Sé. Quando se consegue esta permissão, procede-se ao exame detalhado dos relatos das testemunhas, a fim de apurar de que forma a pessoa em questão exercitou a heroicidade das virtudes cristãs.

Aos bispos diocesanos compete o direito de investigar acerca da vida, virtudes ou martírio e fama de santidade ou de martírio, milagres aduzidos, e ainda, se for o caso, do culto antigo do Servo de Deus, cuja canonização se pede.

Este levantamento de informações é enviado à Santa Sé. Se o exame dos documentos é positivo, o “servo de Deus” é proclamado “venerável”.

A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”. Se um deste milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”. Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”.

O Milagre

Os trâmites processuais para o reconhecimento do milagre acontecem segundo as normas estabelecidas em 1983. A legislação estabelece a distinção de dois procedimentos: o diocesano e o da Congregação, dito romano.

O primeiro realiza-se no âmbito da diocese na qual aconteceu o facto prodigioso. O bispo abre a instrução sobre o pressuposto milagre na qual são reunidas tanto os depoimentos das testemunhas oculares interrogadas por um tribunal devidamente constituído, como a completa documentação clínica e instrumental inerente ao caso.

Num segundo momento, a Congregação para as Causas dos Santos examina os actos processuais recebidos e as eventuais documentações suplementares, pronunciando o juízo de mérito.

O decreto é o acto que conclui o caminho jurídico para a constatação de um milagre. É um acto jurídico da Congregação para as Causas dos Santos, aprovado pelo Papa, com o qual um facto prodigioso é definido como verdadeiro milagre.

Os acontecimentos extraordinários atribuídos à intercessão de João Paulo II, ainda em vida, não têm validade para esta fase do processo.

 

www.católicanet.com

 
 

 
Fonte: Agência Ecclesia
Local:Roma (Itália)
 
« Última modificação: 31 de Março de 2007, 02:41 por Rita* » Registado
seraksim
Moderador(a) Categoria
*****

Karma: 293
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 5720


Não sou o dono do mundo...mas sou filho do Dono !!


WWW
« Responder #7 em: 22 de Março de 2007, 11:00 »

Se existe pessoa com lugar garantido no meu coração ...é sem duvida Jão Paulo II.

Registado

No forum Sao Romao
Existe muita informação
Por isso não te esqueças
De o ter sempre no coração.
isaura
Moderador(a) Categoria
*****

Karma: 480
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 8506


Um dia de cada vez ....


« Responder #8 em: 22 de Março de 2007, 11:06 »

Se existe pessoa com lugar garantido no meu coração ...é sem duvida Jão Paulo II.




k+  Rosa Emocionado  No meu tambem .
Registado

Você já saudou o dia de hoje?

Olhe pela janela e diga BOM DIA!para a vida.

Ela sorrirá para você.

Experimente!!!!!!
Trofa
Administrador(a)
*******

Karma: 879
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 10024


Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #9 em: 22 de Março de 2007, 11:52 »

Viagens de João Paulo II


1979

República Dominicana I, México I, Bahamas: Janeiro 1979
Polónia I: Junho 1979
Irlanda, Estados Unidos I: Setembro 1979
Turquia: Novembro 1979

1980

Zaire I, Congo, Quénia I, Gana, Alto Volta (atualmente Burkina Faso) I, Costa do Marfim I: Maio 1980
França I: Maio 1980
Brasil I: Junho 1980
Alemanha I: Novembro 1980

1981

Paquistão, Filipinas I, Guam (EUA II), Japão, Anchorage (EUA II): Fevereiro 1981

1982

Nigéria I, Benin, Gabão, Guiné Equatorial: Fevereiro 1982
Portugal I: Maio 1982
Grã-Bretanha: Maio 1982
Rio de Janeiro (Brasil II), Argentina I: Junho 1982
Genebra (Suíça I): Junho 1982
Sam Marino: Agosto 1982
Espanha I: Outubro 1982

1983

Lisboa (Portugal II), Costa Rica, Nicarágua I, Panamá, El Salvador I, Guatemala I, Honduras, Belize, Haiti: Março 1983
Polónia II: Junho 1983
Lourdes (França II): Agosto 1983
Áustria I: Setembro 1983

1984

Fair Banks (EUA III), República da Coreia I, Papúa Nova Guiné I, Ilhas Salomão, Tailândia: Maio 1984
Suíça II: Junho 1984
Canadá I: Setembro 1984
Zaragoza (Espanha II), São Domingos (República Dominicana II), San Juan (Porto Rico): Outubro 1984

1985

Venezuela I, Equador, Peru I, Trindade e Tobago: Janeiro 1985
Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica I: Maio 1985
Togo, Costa do Marfim II, Camarões I, República África Central, Zaire II, Quénia II, Marrocos: Agosto 1985
Kloten (Suíça III), Liechtenstein: Setembro 1985

1986

Índia: Janeiro 1986
Colômbia, Santa Luzia: 1 - 8 de Julho de 1986
França III: Outubro 1986
Bangladesh, Singapura, Fiji, Nova Zelândia, Austrália I, Seichelles: Novembro 1986

1987

Uruguai I, Chile, Argentina II: Março 1987
Alemanha II: Abril 1987
Polônia III: Junho 1987
EUA IV, Fort Simpson (Canadá II): Setembro 1987

1988

Uruguai II, Bolívia, Lima (Peru II), Paraguai: Maio 1988
Áustria II: Junho 1988
Zimbabwe, Botswana, Lesotho, Swazilandia, Moçambique: Setembro 1988
França IV: Outubro 1988

1989

Madagascar, A Reunião, Zâmbia, Malawi: Abril 1989
Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca, Suécia: Junho 1989
Santiago de Compostela, Astúrias (Espanha III): Agosto 1989
Seúl (República da Coréia II), Indonésia, (Timor Leste), Maurício: Outubro 1989

1990

Cabo Verde, Guiné-Bissau, Malí, Burkina Faso II, Chade: Janeiro 1990
Tchecoslováquia I: Abril 1990
México II, Curaçao: Maio 1990
Malta I: Maio 1990
Luqa (Malta II), Tanzânia, Burundi, Ruanda, Yamoussoukro (Costa do Marfim III): Setembro 1990

1991

Portugal III: Maio 1991
Polônia IV: Junho 1991
Czestochowa (Polônia V), Hungria: Agosto 1991
Brasil III: Outubro 1991

1992

Senegal, Gâmbia, Guiné: Fevereiro 1992
Angola, São Tomé e Príncipe: Junho 1992
República Dominicana III: Outubro 1992

1993

Benin II, Uganda, Jartum (Sudão): Fevereiro 1993
Albânia: Abril 1993
Espanha IV: Junho 1993
Jamaica, Mérida (México III), Denver (EUA V): Agosto 1993
Lituânia, Letônia, Estônia: Setembro 1993

1994

Zagreb (Croácia): Setembro 1994

1995

Manila (Filipinas II), Port Moresby (Papúa Nova Guiné II), Sidney (Austrália II), Colón (Sri Lanka): Janeiro 1995
Praga, Olomouc (República Tcheca I), Skoczow, Bielsko Biala, Zywiec (Polônia VI), Ostrava (República Tcheca I): Maio 1995
Bélgica II: Junho 1995
República Eslovaca I: Junho 1995
Yaoundé (Camarões II), Johanesburgo-Pretoria (República Sul Africana, Nairobi (Quênia III): Setembro 1995
Newark, Nova Iorque, Nações Unidas, Yonkers, Baltimore (EUA VI): Outubro 1995

1996

Guatemala II, Nicarágua II, El Salvador II, Venezuela II: Fevereiro 1996
Tunísia: Abril 1996
Eslovênia: Maio 1996
Alemanha III: Junho 1996
Hungria II: Setembro 1996
França V: Setembro 1996

1997

Sarajevo (Bosnia-Herzegovina): Abril 1997
República Tcheca II: Abril 1997
Beirute (Líbano): Maio 1997
Polônia VII: Maio 1997
Paris II (França VI): Agosto 1997
Rio de Janeiro (Brasil IV): Outubro 1997

1998

Cuba: Janeiro 1998
Nigéria: Março 1998
Áustria: Junho 1998
Croácia: Outubro 1998

1999

Cidade do México (México), St.Louis (EUA): Janeiro 1999
Romênia: Maio 1999
Polônia: Junho 1999
Eslovênia: Setembro 1999
Nova Delhi (Índia), Georgia: Novembro 1999

2000

Peregrinação Jubilar ao Monte Sinai: Fevereiro 2000
Peregrinação Jubilar à Terra Santa: Março 2000
Fátima (Portugal): Maio 2000

2001

Grécia, Síria, Malte: Maio 2001
Ucrânia: Junho 2001
Cazaquistão, Armênia: Setembro 2001

2002

Azerbaijão, Bulgária: Maio 2002
Canadá, Cidade da Guatemala, Cidade do México: Julio-Agosto 2002
Polônia: Agosto 2002

2003

Espanha: Maio 2003
Croácia: Junho 2003
Bósnia Herzegovina: Junho 2003
República Eslovaca: Setembro 2003
Santuario de Nuestra Señora de Pompeia 7 de Outubro 2003

2004

Suiza Junio 2004
Santuario de Nuestra Señora de Lourdes - França Agosto 2004
Santuario de Loreto Setembro - 2004
Registado

Ajude o Portal de São Romão, contribuindo todos os dias com o seu voto.

Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #10 em: 22 de Março de 2007, 15:46 »

Papa João Paulo ll

Milagre de João Paulo II é apresentado para a beatificação do Papa  ideia
 

Milagre de João Paulo II é apresentado para a beatificação do Papa
Apresentação do milagre leva processo para a Congregação das Causas dos Santos
De Roma, Adriano Luis Leite

O milagre que teria acontecido por intercessão de João Paulo II será apresentado amanhã, dia 23 de março, para a concretização do processo diocesano de beatificação do “Papa da Paz”. Segundo Dom Slawomir Oder, postulador da Causa de Beatificação e Canonização de Karol Wojtyla, o caso se refere à cura inexplicável de uma religiosa francesa portadora do mal de Parkinson. O encerramento desta etapa do processo requer um milagre, juntamente com o reconhecimento do exercício heróico das virtudes do candidato, para se dar o próximo passo.
Na seqüência, o processo de beatificação de João Paulo II passa para as mãos da Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano, que começará com a elaboração da Positio, um dossiê, com base nos documentos da investigação diocesana e que deverá comprovar o melhor possível a heroicidade de vida e virtudes, assim como a fama de santidade do papa. Na documentação diocesana aparecem testemunhos que “contêm opiniões sobre a santidade do candidato ou referem-se às graças que as pessoas receberam por intercessão do servo de Deus. “Trata-se de várias graças materiais e espirituais”, explica Dom Oder.
A data de beatificação de João Paulo II ainda não é conhecida, muito menos a de canonização. Dom Oder fez questão de ressaltar que o tempo do processo é um momento importante para a Igreja. “É importante vivê-lo como tempo oportuno para conhecer melhor a vida, o ensinamento e a mensagem espiritual do Servo de Deus”, conclui o postulador.
No próximo dia 02 de abril, o processo diocesano sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade do Servo de Deus, João Paulo II, será apresentado, ao meio-dia (hora de Roma), na Basílica de São João de Latrão. O documento foi preparado em tempo recorde, em menos de dois anos do seu início, devida à dispensa do Papa Bento XVI dos cinco anos da morte do seu predecessor.


Www.catolicanet.com.br

Rita  Rosa Canadá
Fonte: De Roma, Adriano Luis Leite
Local:Roma (Itália)
« Última modificação: 31 de Março de 2007, 02:39 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #11 em: 28 de Março de 2007, 04:00 »

João Paulo II

                                                     
Processo de beatificação avança  Aquecer

 
Está concluída a fase diocesana do processo de beatificação do Papa João Paulo II.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa no Vaticano pelo postulador da causa que explicou ainda o milagre atribuído a João Paulo II na pessoa de uma religiosa francesa com a doença de Parkinson.

A cerimónia de encerramento da fase diocesana do processo de beatificação do Papa João Paulo II está marcada para o próximo dia 2 de Abril na Basílica de São João de Latrão, em Roma.

O processo seguirá depois para a congregação para a Causa dos Santos.

Www.rr.pt

Rita  Rosa Canadá
« Última modificação: 31 de Março de 2007, 02:37 por Rita* » Registado
Trofa
Administrador(a)
*******

Karma: 879
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 10024


Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #12 em: 28 de Março de 2007, 18:32 »

Pensamento de João Paulo II - Parte I


:: A LIBERDADE

1.- "Estamos no mundo sem ser do mundo, constituídos entre os homens como sinais da verdade e da presença de Cristo para o mundo.  Entregamo-lhe todo nosso ser concreto como expressão sua, para que Ele continue fazendo o bem". (Cf. At 10,38)

2.- "O verdadeiro conhecimento e autêntica liberdade encontram-se em Jesus. Deixai que Jesus sempre faça parte de vossa fome de verdade e justiça, e de vosso compromisso pelo bem-estar de vossos semelhantes".

3.- "A liberdade, em todos seus aspectos, deve se basear na verdade.  Quero repetir aqui as palavras de Jesus: "E a verdade vos libertará" (Jo 8,32). É, pois, meu desejo que vosso senso de liberdade possa estar sempre de mãos dadas com o um profundo senso de verdade e honestidade sobre vós mesmos e das realidades de vossa sociedade". 

4.- "Só a liberdade que se submete à Verdade conduz a pessoa humana a seu verdadeiro bem.  O bem da pessoa consiste em estar na Verdade e em realizar a Verdade". (Enc. Esplendor da Verdade)


:: A VIDA

1.- "Qualquer ameaça contra o homem, contra a família e a nação me atinge. Ameaças que têm sempre sua origem em nossa fraqueza humana,  na forma superficial de considerar a vida."

2.- Queremos AMAR COMO TU, que dás a vida e a comunicas com tudo o que es. Quiséramos dizer como São Paulo: «Minha vida é Cristo» (Fl. 1,21). Nossa vida não tem sentido sem ti.

3.- "A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. A partir do primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos seus direitos de pessoa, entre os quais está o direito inviolável de todo ser inocente à vida".

4.- O respeito à vida é fundamento de qualquer outro direito, inclusive o da liberdade.

5.- Todo ser humano, desde sua concepção, tem direito de nascer, quer dizer, a viver sua própria vida. Não só o bem-estar, mas também, de certo modo, a própria existência  da sociedade, depende da salvaguardia deste direito primordial. Se a criança por nascer tem negado este direito, será cada vez mais difícil reconhecer sem discriminações o mesmo direito a todos os seres humanos.


:: A FAMÍLIA

1.- A familia está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração.

2.- Em uma  família que reza não faltará nunca a consciência da própria vocação fundamental: a de ser um grande caminho de comunhão.

3.- A família é para os fiéis uma experiência de caminho, uma aventura cheia de surpresas, mas aberta principalmente à grande surpresa de Deus, que vem sempre de modo novo em nossa vida.

4.- O homem é essencialmente um ser social; com maior razão,  pode-se dizer que é um ser "familiar".

5.- O futuro depende, em grande parte, da família, "esta porta consigo o futuro da sociedade; seu papel especialíssimo é o de contribuir eficazmente para um futuro de  paz".

6.- Que toda família do mundo possa repetir com verdade o que afirma o salmista: "Vede como é doce, como é agradável conviver os irmãos reunidos" (Sl 133, 1).

7.- "O matrimônio e a família cristã edificam a Igreja. Os filhos são fruto precioso do matrimônio." (Familiaris Consortio 14, 16)

8.- A acolhida, o amor, a estima, o serviço múltiplo e unitário -material, afetivo, educativo, espiritual- a cada criança vinda a este mundo, deveria constituir  sempre uma nota distintiva e irrenunciável dos cristãos, especialmente das famílias cristãs; assim as crianças, ao mesmo tempo em que crescem "em sabedoria, em estatura e em graça perante Deus e perante os homens", serão uma preciosa ajuda para a edificação da comunidade familiar para a santificação dos pais. (Familiaris Consortio, 1981)

9.- A família é "base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida"

10.- Os pais têm direitos e responsabilidades específicas na educação e na formação de seus filhos nos valores morais, especialmente na difícil idade da adolescência.


:: DEUS E A PESSOA HUMANA

1.- "A pessoa humana tem uma necessidade que é ainda mais profunda, uma fome que é maior que aquelea que o pão pode saciar -é a fome que possui o coração humano da imensidade de Deus". 

2.- "A caridade procede de Deus, e tudo o que ele ama nasce de Deus e conhece a Deus... porque Deus é amor (1 Jo 4,7-9). Somente o que é construído sobre Deus, sobre o amor, é durável".


:: EVANGELIZAÇÃO

1.- "Como os Reis Magos, sede também vós peregrinos animados pelo desejo de encontrar o Messias e de adorá-lo! Anunciai com valentia que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!"

2.- "Mas, se quiserdes ser eficazes pregadores da Palavra, deveis ser homens de fé profunda, e ao mesmo tempo ouvintes e atuantes da Palavra". 

3.- "A Palavra de Deus é digna em todos vossos esforços.  Abraçá-la em toda sua pureza e integridade, e difundi-la com o exemplo e a pregação, é uma grande missão.  Esta é vossa missão hoje, amanhã e pelo resto de vossas vidas".


:: A CRUZ

1.- "A cruz veio ser para nós a Cátedra suprema da verdade de Deus e do homem.  Todos devemos ser alunos desta Cátedra em curso ou fora de curso.  Então compreenderemos que a cruz é também berço do homem novo".   

2.- "Onde surge a Cruz,  vê-se o sinal de que chegou a Boa Notícia da salvação do homem mediante o amor.  Onde se ergue a cruz, está o sinal de que foi iniciada a evangelização".

3.- "A cruz se transforma também em símbolo de esperança.  De instrumento de castigo, passa a ser imagem de vida nova, de um mundo novo". 

4.- "A cruz, na qual se morre para viver; para viver em Deus e com Deus, para viver na verdade, na liberdade e no amor, para viver eternamente".


:: AUTÊNTICOS SEGUIDORES

1.- "São José é a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não são necessárias "grandes coisas", mas apenas as virtudes comuns, humanas, simples, mas verdadeiras e autênticas."


:: O SOFRIMENTO

1.- "As palavras da oração de Cristo no Getsemani provam a verdade do sofrimento."

2.- "O Getsemani é o lugar no qual precisamente este sofrimento, expressado em toda a verdade pelo profeta sobre o mal padecido nele mesmo, revelou-se quase espiritualmente perante os olhos de Cristo."

3.- "O sofrimento humano alcançou seu ápice na paixão de Cristo." 

4.- "A cruz de Cristo tornou-se uma fonte da qual brotam rios de água viva."

5.- "Na cruz de Cristo não apenas se cumpriu a redenção mediante o sofrimento, como o próprio sofrimento humano foi redimido."

6.- "Peço para vós a graça da luz e da força Espiritual no sofrimento, para que não percais o valor, mas      que descubrais individualmente o sentido do sofrimento e possais, com a oração e o sacrifício, aliviar os demais".


:: CONFIANÇA EM DEUS

1.- "Sabei também vós, queridos amigos, que esta missão não é fácil. E que pode tornar-se até mesmo impossível, se contardes apenas com vós mesmos. Mas  «o que é impossível para os homens, é possível para Deus» (Lc 18,27; 1,37)."

2.- "Os verdadeiros discípulos de Cristo têm consciência de sua própria fragilidade. Por isto colocam toda sua confiança na graça de Deus que acolhem com coração indiviso, convencidos de que sem Ele não podem fazer nada (cfr Jo 15,5). O que os caracteriza e distingue do resto dos homens não são os talentos ou as disposições naturais. É sua firme determinação em caminhar sobre as pegadas de Jesus".


:: A PAZ

1.- "Neste tempo ameaçado pela violência, pelo ódio e pela guerra, testemunhai que Ele, e somente Ele, pode dar a verdadeira paz ao coração do homem, às famílias e aos povos da terra. Esforçai-vos em buscar e promover a paz, a justiça e a fraternidade. E não esqueçais da palavra do Evangelho: «Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque eles serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9)."

2.- "A paz e a violência germinam no coração do homem, sobre o qual somente Deus tem poder"

3.- "A violência jamais resolve os conflitos, nem mesmo diminui suas consequências dramáticas"

4.- "Homens e mulheres do terceiro milênio! Dexai-me repetir: abri o coração a Cristo crucificado e ressuscitado, que vos oferece a paz! Onde entra Cristo ressuscitado, com Ele entra a verdadeira paz"

5.- " Que ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinônimo de uma paz verdadeira. Não há verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade , verdade, justiça, e solidariedade"

6.- " A verdadeira reconciliação entre homens em conflito e em inimizade só é possível, se se deixam reconciliar ao mesmo tempo com Deus"

7.- "Não há  paz sem justiça, não há paz sem perdão"


:: ORAÇÃO

1.- É hora de redescobrir, queridos irmãos e irmãs, o valor da oração, sua força misteriosa, sua capacidade de voltar a nos conduzir a Deus e de nos introduzirmos na verdade radical do ser humano.

2.- Quando um homem ora, coloca-se perante Deus, perante um Tu, um Tu divino, e compreende ao mesmo tempo a íntima verdade de seu próprio eu: Tu divino, eu humano, ser pessoal criado a imagem de Deus.

3.- Em nossas noites físicas e morais, se tu estás presente, e nos amas, e nos falas, já  nos basta, embora muitas vezes não sentiremos o consolo.

Registado

Ajude o Portal de São Romão, contribuindo todos os dias com o seu voto.

Trofa
Administrador(a)
*******

Karma: 879
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 10024


Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #13 em: 28 de Março de 2007, 18:39 »

Pensamento de João Paulo II - Parte II


:: ROSÁRIO

1.- "Em sua simplicidade e profundidade, continua sendo também neste terceiro Milênio apenas iniciado uma oração de grande significado, destinada a produzir frutos de santidade."

2.- "O Rosário, com efeito, embora se distinga por seu caráter mariano, é uma oração centrada na cristologia. Na sobriedade de suas partes, concentra em si a profundidade de todo a mensagem evangélica, da qual é como um compêndio".

3.- "Com ele, o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor."

4.- "Mediante o Rosário, o fiel obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da Mãe do Redentor."

5.- "Esta oração teve um posto importante em minha vida espiritual desde minha juventude."

6.- "O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e nos de tribulação. A ele confiei tantas preocupações e nele sempre encontrei consolo."

7.- "Há  vinte e quatro anos, no dia 29 de outubro de 1978, duas semanas depois da eleição à Sede de Pedro, como abrindo minha alma, expressei-me assim: «O Rosário é minha oração predileta. Prece maravilhosa! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua  profundidade." [...]

8.- "Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, quero fazer o mesmo. Quantas  graças recebi da Santíssima Virgem através do Rosário  nestes anos: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar meu agradecimento ao Senhor com as palavras de sua Mãe Santíssima, sob cuja proteção coloquei meu ministério petrino: Totus tuus!"

9.- "O Rosário, compreendido em seu pleno significado, conduz ao coração da vida cristã e oferece uma oportunidade cotidiana e fecunda espiritual e pedagógica, para a contemplação pessoal, a formação do Povo de Deus e da nova evangelização."

10.- "...o motivo mais importante para voltar a propor com determinação a prática do  Rosário é por ser um meio sumamente válido para favorecer nos fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão, que propus na Carta Apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria 'pedagogia da santidade': «é necessário um cristianismo que se distinga principalmente na arte da oração»."

11.- "Não se pode recitar o Rosário sem sentir-se implicados em um compromisso concreto de servir à paz, com uma particular atenção à terra Jesus, ainda hoje tão  atormentada e tão querida pelo coração cristão."

12.- "No marco de uma pastoral familiar mais ampla, fomentar o Rosário nas famílias cristãs é uma ajuda eficaz para contrastar os efeitos efeitos desoladores desta crise atual."

13.- "Numerosos sinais mostram como a Santíssima Virgem exerce também hoje, precisamente através desta oração, aquela solicitude materna para com todos os filhos da Igreja que o Redentor, pouco antes de morrer, confiou-lhe na pessoa do predileto: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26)."

14.- "Maria vive olhando a Cristo e tem em mente cada uma de suas palavras: « Guardava todas estas coisas, e as meditava em seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As memórias de Jesus, impressas em sua alma, a acompanharam em todo momento, levando-a a percorrer com o pensamento os diversos episódios de sua vida junto ao Filhos. Foram aquelas lembranças que constituíram, em certo sentido, o 'rosário' que Ela recitou constantemente nos dias de sua vida terrena."

15.- "Quando recita o Rosário, a comunidade cristã está em sintonia com a memória e com o olhar de Maria."

16.- "...como destacou Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem  alma e sua oração corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de contradizer a advertência de Jesus: "Quando rezardes, não sejais charlatães como os pagãos, que pensam que são escutados em virtude de sua loquacidade" (Mt 6, 7)."

17.- "Percorrer com Maria as cenas do Rosário é como ir à 'escola' de Maria para ler a Cristo, para penetrar em seus segredos, para entender sua mensagem."

18.- "...isto diz o Beato Bartolomeu Longo: «Como dois amigos, frequentando-se, costumam se parecer também nos costumes, assim nós, conversando familiarmente com Jesus e com a Virgem, ao meditar os Mistérios do Rosário, e formando juntos uma mesma vida de comunhão,  podemos chegar a ser, na medida de nossa  pequenez, parecidos com eles, e aprender com estes eminentes exemplos o ver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito»."

19.- "O Rosário nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Issso lhe permite educar-nos e modelar-nos na mesma diligência, até que Cristo «seja formado» plenamente em nós (cf. Gl 4, 19)."

20.- "O Rosário promove este ideal, oferecendo o 'segredo' para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e comprometido de Cristo. Poderíamos chamá-lo de caminho de Maria."


:: VIDA CONSAGRADA

1.- "A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de  vosso testemunho no mundo. Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço."

2.- "A necesidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interna,  à retidão e santidade de vida de cada religiosa."

3.- "A Profissão religiosa coloca no coração de cada um e cada uma de vós, queridos Irmãos e Irmãs, o amor do Pai; aquele amor que há  no coração de Jesus Cristo, Redentor do mundo.  Este é um amor que abarca o mundo e tudo o que nele vem do  Pai e que ao mesmo tempo deve vencer no mundo tudo o que «não vem do Pai". (Redemptionis Donum, 9)

4.- "O consagrado é aquele que afirma e vive em si mesmo o senhorio absoluto de Deus, que quer ser tudo em todos"

5.- "A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso  testemunho perante o mundo."

6.- Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço."   

7.- "A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interior, à retidão e santidade de vida de cada religiosa."

8.- "Esta entrega nossa "transpasso de propriedade", nos marcou com um sinal particular, que passou a ser nossa identidade."


:: FÉ E RAZÃO

1.- "A fé e a razão (Fides et ratio) são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade. Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, definitivamente, de conhecê-lo para que, conhecendo-o e amando-o, possa alcançar também a plena verdade sobre si mesmo (cf. Ex 33, 18; Sl 27 [26], 8-9; 63 [62], 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).

Carta encíclica Fides et Ratio Sobre as relações entre Fé e Razão. 14 de setembro de 1998


:: CONCÍLIO VATICANO II

1.- Depois de sua conclusão, o Concílio não parou de inspirar a vida da Igreja. Em 1985 quis afirmar: "Para mim que tive a graça especial de participar e colaborar ativamente em seu desenvolvimento, o Vaticano II foi sempre, e é de modo particular nestes anos de meu pontificado, o ponto de referência constante de toda minha ação pastoral, com o  compromisso responsável de traduzir suas diretrizes em aplicação concreta e fiel, em cada igreja e em toda a Igreja. Devemos recorrer incessantemente a essa fonte". João Paulo II, Homilia de 25 de janeiro de 1985, cf. L'Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 3 de fevereiro de 1985, p. 12).

2.- Depois do encerramento do  Sínodo, fiz meu esse desejo, ao considerar que respondia "realmente às necessidades da Igreja universal e das Igrejas particulares" (5). João Paulo II, Discurso na sessão de encerramento da II Assembléia geral extraordinária do Sínodo dos bispos, 7 de dezembro de 1985; AAS 78 (1986), p. 435; cf. L'Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 15 de dezembro de 1985, p. 11.


:: A ARTE

1.- "Aquele que cria dá o próprio ser, tira alguma coisa do nada -ex nihilo sui et subiecti, se diz em latim- e isto, em senso estrito, é o modo de proceder exclusivo do Onipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já  existente, dando-lhe forma e significado."

2.- "Na « criação artística » o homem revela-se mais do que nunca « imagem de Deus » e realiza esta tarefa principalmente convertendo a estupenda « matéria » da própria humanidade e, depois, exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia."

3.- "O Artista divino, com admirável condescendência, trasmite ao artista humano uma faísca de sua sabedoria transcendente, chamando-o a compartilhar de sua potência criadora."

4.- "o artista, quanto mais consciente é de seu « dom », tanto mais se sente movido a olhar a si mesmo e à toda a criação com olhos capazes de contemplar e de agradecer, elevando a Deus seu hino de louvor. Somente assim pode compreender a fundo a si mesmo, sua própria vocação e missão."

5.- "Nem todos estão chamados a ser artistas no sentido específico da palavra. Entretanto, segundo a expressão do Gênesis, a cada homem é confiada a tarefa de ser artífice da própria vida; de certo modo, debe fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima."


:: EUCARISTIA

1.- "Tua presença na Eucaristia começou com o sacrifício da última ceia e continua como comunhão e doação de tudo o que és".

2.- "O culto eucarístico brota do amor e serve ao amor, para o qual todos nós somos chamados em Cristo Jesus.  E fruto vivo desse mesmo culto é o aperfeiçoamento da imagem de Deus que trazemos em nós, imagem que corresponde àquela que Cristo nos revelou.  Tornando-nos assim "adoradores do Pai em espírito e verdade", nós amadurecemos numa cada vez mais plena união com Cristo, estamos mais unidos a Ele".
24.02.1980

3.- "E Eucaristia é grande apelo para a conversão.  Sabemos que ela é convite para o Banquete; que, alimentando-nos com a Eucaristia, recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, sob as aparências do pão e do vinho.  E precisamente porque é convite, a Eucaristia é e continua a ser apelo para a conversão".
29.09.79

4.- "Numa plena e ativa participação no Sacrifício Eucarístico e na vida litúrgica completa da Igreja, todo o povo encontra a primeira e indispensável fonte do verdadeiro espírito cristão.  Na Eucaristia encontra a força que o torna capaz de dar ao mundo o testemunho de vida."
26.04.79

5.- "O Santo Sacrifício da Missa quer ser também a celebração festiva da nossa salvação".
29.09.79


:: OS JOVENS

1.- "Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5, 13-14). (Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude.)

2.- "A Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!"

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

3.- "Não temam responder generosamente ao chamado do Senhor.  Deixem que sua fé brilhe no mundo, que suas ações mostrem seu compromisso com a mensagem salvadora do Evangelho!"

(Saudação final do Papa João Paulo II aos participantes da JMJ 2002 Downsview Lands, Toronto, 28 de julho de 2002)

4.- "¡vivais comprometidos, na oração, na atenta escuta e no compartilhar gozoso estas ocasiões de "formação permanente", manifestando vossa fé ardente e devota!  Como os Reis Magos, sejam também peregrinos animados pelo desejo de encontrar ao Messías e de adorá-lo!  Anunciai com coragem que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!"

5.- "Também vós, queridos jóvens, vos enfrenteis ao sofrimento:  a solidão, os fracassos e as desilusões em vossa vida pessoal;  as dificuldades para adaptar-se ao mundo dos adultos e à vida profissional;  as separações e os lutos em vossas famílias;  a violencia das guerras e a morte dos inocentes.  Porém sabeis que nos momentos difíceis, que não faltam na vida de cada um, não estais sós:  como a João ao pé da Cruz, Jesus vos entrega também a Mãe dele, para que vos conforte com ternura."

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

6.- "Queridos jóvens, já sabeis que o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs.  O cristianismo é Cristo!  ¡É uma Pessoa, é o que Vive!  Encontrar a Jesus, amá-lo e fazê-lo amar:  eis aquí a vocação cristã."

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

7.- "Queridos jóvens, só Jesus conhece vosso coração, vossos desejos mais profundos.  Só Éle, quem os amou até a morte, (cf Jn 13,1), é capaz de saciar vossas aspirações.  Suas palavras de vida eterna, palavras que dão sentido à vida.  Ninguém fora de Cristo poderá dar-vos a verdadeira felicidade."

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

8.- "Agora mais que nunca é urgente que sejáis os "centinelas da manhã", os vigías que anuncíam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necesita imperiosamente o testemunho de jóvens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a propria fe em Deus, Senhor e Salvador."

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)


:: A VIRGEM MARIA

1.- "O anúncio de Simeão aparece como um segundo anúncio a Maria, pois lhe indica a concreta dimensão histórica na qual o Filho cumprirá sua missão, isso é, na incompreensão e na dor". Mãe do Redentor #16

2.- "O dogma da maternidade divina de Maria foi para o Concílio de Éfeso e é para a Igreja como um selo do dogma da Encarnação na que o Verbo assume realmente na unidade de sua pessoa a natureza humana sem anula-la" Mãe do Redentor #4

3.- "Maria é 'cheia de graça', porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e cumpre prescisamente nela" Mãe do Redentor #9

4.- "O ir ao encontro das necessidades do homem significa, ao mesmo tempo, sua introdução no raio de ação da missão messiânica e do poder salvador de Cristo.  Por conseguinte, sucede uma mediação:  Maria se põe entre seu Filho e os homes na realidade de suas privações, indigências e sofrimentos.  Se põe "no meio", ou seja se faz mediadora não como uma pessoa desconhecida, senão no seu papel de mãe, consciente de que como tal pode - melhor "tem o direito de" - fazer presente ao Filho às necessidades dos homens" Mãe do Redentor #21

5.- "A Mãe de Cristo se apresenta diante dos homens como portavoz da vontade do Filho, indicadora daquelas exigencias que devem cumprir-se para que possa ser manifestado o poder salvador do Messías". Mãe do Redentor #21

6.- "Em Caná, mercê à intercessão de Maria e à obediência dos criados, Jesus começa sua hora" Mãe do Redentor #21 

7.- "Em Caná Maria aparece como a que crê em Jesus, sua fé provoca o primeiro "sinal" e contribui a despertar a fé dos discípulos " Mãe do Redentor #21

8.- "A missão maternal de Maria aos homens de nenhuma maneira escurece nem diminui esta única mediação de Cristo, pelo contrário, mostra sua eficácia.  Esta função maternal brota, segundo o privilégio de Deus, da sobreabundancia dos méritos de Cristo... dela depende totalmente e da mesma estrai toda a sua virtude." Mãe do Redentor #22

9.- "Esta nova maternidade de Maria, gerada pela fé, é fruto do 'novo' amor, que amadurecido nela definitivamente junto à Cruz, a través da sua participação no amor redentor do Filho."  Mãe do Redentor #23 

10.- Nos deste tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração.  Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe.
Registado

Ajude o Portal de São Romão, contribuindo todos os dias com o seu voto.

Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #14 em: 30 de Março de 2007, 19:13 »

João Paulo II  Aquecer
 

Revelação sobre beatificação  ideia

 
O diário francês “Le Fígaro” revela, na sua edição de hoje, a identidade da miraculada que será peça fundamental no processo de beatificação do Papa João Paulo II.

Trata-se de Irmã Marie-Simon-Pierre, da Congregação das Irmãzinhas das Maternidades Católicas.

A religiosa, de 45 anos, padecia de Parkinson, a mesma doença de João Paulo II. A doença tinha sido diagnosticada em 2001, paralisando-a gravemente e impedindo-a, inclusivamente de escrever.

A 13 de Maio de 2005, quando Bento XVI abdicou dos cinco anos de espera para abrir o processo de beatificação, as religiosas da sua comunidade começaram a rezar a João Paulo II pedindo o milagre da cura, coisa que de facto aconteceu no dia 14 de Maio.

Hoje, a Irmã Marie-Simon-Pierre, totalmente curada, retomou a sua actividade de enfermeira na maternidade onde sempre trabalhou

Esta identidade da Irmã, mantida até agora em segredo, para salvaguardar a própria miraculada e a congregação a que pertence – será divulgada oficialmente no próximo fim de semana em Aix-en-Provence, diocese de origem da sua comunidade.

www.rr.pt

Rita  Rosa Canadá
 
« Última modificação: 31 de Março de 2007, 02:35 por Rita* » Registado
Páginas: [1] 2 3   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  


Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.9 | SMF © 2005, Simple Machines LLC XHTML 1.0 válido! CSS válido!