Portal de São Romão

   Início   Ajuda Pesquisa Entrar Registe-se  

Páginas: [1]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho , Brasil  (Lida 1161 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« em: 21 de Fevereiro de 2007, 18:42 »

Côn. Vidigal - Purificação quaresmal  ideia
 
 
Com a quarta-feira de cinzas se inicia a preparação para a comemoração do maior dia do ano para os cristãos que é o dia da Páscoa, neste ano 8 de abril. O tempo quaresmal termina na quinta-feira santa, quando começa o tríduo pascal.Num contexto hedonista como o atual, no qual o Decálogo é menoscabado de uma maneira acintosa, cumpre aos verdadeiros epígonos de Cristo clarificar o mundo por entre tanta violência e vícios hediondos. O ideal evangélico leva a uma incorruptibilidade que os gregos não puderam conseguir com as iluminações da arte, nem os egípcios sacar da seiva das plantas e dos perfumes do deserto. Trata-se de uma união mais profunda com o Ser Supremo. Honra e glória do cristianismo é proporcionar todos os recursos para a elevação moral do ser humano. O que nem a inspiração dos artistas nem a investigação dos sábios conseguem oferecer, o Evangelho proporciona: comunicar ao corpo a beleza, a santidade do espírito. O corpo, de fato, não é uma mera prisão da alma, confinada temporariamente no mesmo como criam os antigos, senão que um dos constitutivos essenciais da pessoa humana.. É impossível uma parte se arrastar para a materialidade e outra para os páramos celestes. Não pode uma metade estar nas sombras e a outra num oceano de luz. Ou se está nas trevas, ou na claridade..O apelo quaresmal é exatamente para que a luminosidade haurida nos horizontes da libertação das contaminações terrenas envolva todo o ser humano. O corpo precisa então ser transformado num dócil instrumento dos combates pelo bem e pela virtude. Deste modo, cada um pode se imergir na beatitude total que o mundo não pode outorgar. Purificação não é aniquilamento, mas libertação.Trata-se de um reflorescimento, de uma renovação, de uma transfiguração.Nas estradas há sempre paradas para que os viajantes descansem um pouco, no mar há praias e portos onde os navegantes restauram suas forças para seguir a travessia. A Quaresma é isto no ciclo anual. A severidade com o que os primeiros cristãos passavam por estas quatro semanas se tornou inconcebível para os costumes modernos: :abstinência de carne e de vinho, uma só alimentação ao cair da tarde, proibição de toda diversão ou espetáculo, enfim fuga de tudo que perturbava o silencio das paixões, visando com isto sondar as chagas interiores para as sanar. Hoje, os dias de jejum e abstinência se restringem à quarta-feira de cinzas e à sexta-feira da paixão, mas a Igreja conclama a todos a se envolver no espírito de penitência. Como Mãe e Mestra ela continua, de modo especial na Quaresma, a proclamar a mensagem de São Paulo, válida para todos os tempos: “A vontade de Deus é esta: que vos santifiqueis, que vos abstenhais da fornicação, que saiba cada de vós possuir a própria mulher na santidade e na honra, sem se abandonar a paixões desordenadas como os gentios que não conhecem a Deus”. (1 Tes 4, 3-5). Este é, realmente, um tempo favorável para que a continência, isto é, a moderação, o comedimento se acentuem no dia a dia. Quantos movidos pela consciência da importância deste período de graças especiais deixaram, definitivamente, em anos anteriores, de se embriagar ou de se drogar! Todos os estorvos são, deste modo, corajosamente afastados. Adite-se que a preparação para uma ótima Confissão, buscando no Sacramento o perdão dos pecados, deve significar uma mudança total de vida num proveitoso acerto de contas com Deus. Há, além disto, todo um programa litúrgico de reflexão, de exercícios de renovação interior, de mais união com o Espírito Santo, de fuga do mal, que favorece esta metanóia, ou seja, a transformação fundamental de pensamento e do caráter para o encontro salutar com o divino Ressuscitado. * Professor no Seminário de Mariana - MG



 
 www.catolicanet.com.br
 
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)
 
Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #1 em: 23 de Fevereiro de 2007, 16:15 »

INDAGAÇÕES FILOSÓFICAS  ideia
                                               23/02/2007
 
Há questões que o ser pensante levanta, mas que, nem sempre, são aprofundadas, donde a desorientação que paira no espírito de muitos. Ressaltem-se estas indagações: “De onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? Que nos é lícito esperar?”O sábio grego Aristóteles definiu o homem como um “animal racional”. É um ser biológico, dotado de vida natural, como todos os demais seres vivos desta terra. É contingente, ou seja, existe, poderia não existir. Necessita de alimentos, abrigo, vestuário e de uma série de elementos que sozinho não seria capaz de conseguir com seus próprios esforços. Daí a necessidade que tem de se associar a outros seres vivos e, inteligentemente, se valer de entes inanimados que o rodeiam. Donde ter resultado o sistema maravilhoso de comunicação e surgiu a linguagem. Entretanto os perfis caracterológicos são diferentes e não há dois indivíduos iguais. Podem até ser do mesmo tipo, mas há sempre disparidade no que tange ao grau da atividade, da emotividade, da reação pessoal diante dos acontecimentos e pessoas, isto é, uns pensam mais antes de falar e agir, outros são precipitados. Disto resultou a necessidade da criação de normas ou regras de conduta, baseadas inclusive em deveres e direitos, sem os quais a vida social seria impossível. Do direito consuetudinário e, outrossim, dos preceitos sociais, políticos, econômicos, além da lei natural que foi impressa no íntimo de cada um pelo Ser Supremo, nasceram as diversas culturas. Depois, com o emprego de qualquer tipo de tecnologia apareceram as civilizações. Por tudo isto quer o ser racional, quer a sociedade na qual vive precisam ser profundamente conhecidas. O renomado Sócrates já deixara esta diretriz: “Conhece-te a ti mesmo”. O contexto histórico vai variando, dada a enorme capacidade humana de acumular conhecimentos e técnicas o que resulta na necessidade do conhecimento da História que vai mostrando, juntamente com outras Ciências Sociais, esta trajetória ascensional através dos tempos. Heráclito, filósofo pré-socrático, afirmou: “Ninguém entra duas vezes no mesmo rio”. De fato, águas passaram e quem ali entrara antes possui novas idéias sobre a correnteza, o estado térmico, a periculosidade, ou não, daquele curso de água natural. Devido o grau de capacidade de aprender, apreender ou compreender e também da disposição para o trabalho e das condições de educação surgem diversidades marcantes e as classes sociais se tornam uma realidade. Nem sempre então a dignidade da pessoa humana é respeitada e afloram as injustiças, a exploração, a corrupção e o homem se torna um lobo para outro homem. A ambição é causa de inúmeras desordens, de violência. Se não há, outrossim, um controle pessoal os vícios que tendem a se tornar conaturais a quem não busca a trilha árdua, mas dignificante da virtude, os crimes se multiplicam e a desordem se instaura. Governantes passam a confundir autoridade com autoritarismo, amor à pátria com imperialismo, democracia com demagogia, promoção social com assistencialismo. A dominação física, moral, cultural é correlata com o progresso técnico e científico, pois o que deveria ser colocado a serviço da promoção deste microcosmo extraordinário que é a criatura racional se torna veículo de perversão em todos os sentidos. Adite-se que nesta cadeia de reflexões, por força mesma da cobiça até o planeta terra com todas as suas maravilhas vem sendo depredado através dos séculos. Por falta de Filosofia de Vida a existência do homem neste mundo corre sérios perigos. Portanto, mais do que nunca a Filosofia que leva à ampliação incessante da compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade se faz imprescindível. O ser contingente se submete então ao Ser Necessário, às suas sábias leis e o homem passa a agir, sabiamente, evitando agredir a si mesmo e à natureza. * Professor no Seminário de Mariana - MG

 
      Aquecer A Filosofia que leva à ampliação incessante da compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade se faz imprescindível. O ser contingente se submete então ao Ser Necessário, às suas sábias leis e o homem passa a agir, sabiamente, evitando agredir a si mesmo e à natureza.   Arco íris (Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho)
  www.catolicanet.com.br

 
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Local:São Paulo
 
« Última modificação: 23 de Fevereiro de 2007, 16:26 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #2 em: 28 de Fevereiro de 2007, 16:59 »



    Olá O pecado pode ser venial ou mortal, dependendo da gravidade da falta à qual se aderiu. Cumpre prevenir sempre a tentação, vigiando e orando, como recomendou Jesus.  Arco íris Côn. Vidigal


Rita  Rosa Canadá

www.catolicanet.com.br
 

 
 
 

 
 
   
 
 
 
Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #3 em: 02 de Março de 2007, 16:41 »

Côn. Vidigal - Perdão dos pecados  Aquecer

 
 
Após a ressurreição, portanto, provado peremptoriamente mais uma vez que era Deus, Jesus conferiu a sublime atribuição de perdoar os pecados aos onze apóstolos: “Recebei o Espírito Santo.

 Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20,21-23).  Magnífico presente pascal!

Ao entregá-lo são muito claras as palavras do Redentor. Entretanto, apenas para quem tem fé é que há o aspecto eclesiológico do pecado, assim como a faceta eclesiológica do perdão, indissoluvelmente ligado à vontade de Deus sobre a sua Igreja. Portanto, é um erro crasso que cometem os que dizem se confessarem diretamente com Deus, negando o Sacramento da Penitência, claramente instituído pelo Redentor. Cumpre, porém, se ater à distinção entre atrição e contrição perfeita, a qual é uma  chave de ouro do Céu, quando o fiel está impossibilitado de se confessar e se acha em pecado mortal. A atrição consiste em solicitar o perdão de Deus, mas por medo das penas eternas no inferno. Tal prece não apaga o pecado mortal, mas não deixa de dispor o coração para atingir a contrição. Esta é dita perfeita quando se trata de uma ato de profundo amor a Deus, com o arrependimento  total por ter pecado e com o firme propósito de se confessar na primeira oportunidade. Tal ato de dileção ao Todo- Poderoso inclui o desapego absoluto de todas as faltas cometidas e apaga os pecados mesmo antes da Confissão. É óbvio que não pode o cristão comungar antes de submeter os pecados ao tribunal da Penitência. Seria um horrípilo sacrilégio tal Comunhão. Foi através da Contrição Perfeita que se salvaram os justos no Antigo Testamento. Deste modo, quem teve a suprema infelicidade de desobedecer gravemente a algum dos dez Mandamentos e não tem como logo se confessar,  não deve dormir em pecado mortal, pois, se a morte vier, não poderá entrar na felicidade eterna. Portanto, por exemplo, um soldado que está numa guerra e não há perto nenhum sacerdote, ele poderá recuperar a graça santificante por meio da contrição perfeita. A declaração das culpas é necessária, conforme o ensinamento da Igreja. A 16 de junho de 1972 a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé recordava que “a confissão individual é íntegra, bem como a absolvição permanecem o único modo ordinário pelo qual os fiéis se reconciliam com Deus e com a Igreja, a não ser que a impossibilidade física ou moral escuse de algum modo a confissão”. O sacerdote exerce um tríplice papel.


Ele é Juiz e, na verdade, quantos, às vezes, pensam estar numa triste situação espiritual e, no entanto, necessitam apenas de pequenos ajustamentos vivenciais, enquanto, outros se julgam anjos de Deus e estão na lama do pecado. Médico, ele cura enfermidades da alma e cumpre ao confessor, habilmente, diagnosticar o que se passa com quem o procura em busca de paz interior, oferecendo o medicamento adequado. Mestre, ele guia e aponta as veredas da santidade.  O pecado é o que mais de negativo existe no comportamento humano: é um não dado à Sabedoria eterna, que estabeleceu uma ordem ética à qual o ser racional deve livremente se submeter. Na atitude de quem comete um pecado mortal, há três pontos que devem ser salientados: a perda de Deus - hamartia; a oposição a Ele - anomia; a dívida para com Sua justiça - adikia. O Criador é amor e o pecado é o não amor.
Esta postura tem repercussões sociais profundas, pois qualquer infração ao decálogo é anti-social uma vez que acarreta sempre prejuízos a alguém e à harmonia geral. É óbvio que há deslizes leves e outros graves, dependendo da espécie de violação da lei divina, do conhecimento e do consentimento. Há circunstâncias, porém, que fazem um ato pecaminoso mais ponderoso, como, por exemplo, infringir o sexto mandamento com uma pessoa casada é um adultério. Estas circunstâncias devem, ser declaradas na Confissão. * Professor no Seminário de Mariana - MG


Por Rita  Rosa
 
 
www.catolicanet.com.br

 
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG) 
 
« Última modificação: 04 de Março de 2007, 16:20 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #4 em: 22 de Março de 2007, 16:35 »

Por Cón. Vidigal  ideia


Ao ir à fonte do perdão de Deus cumpre haja a resolução inabalável de fugir das ocasiões de pecado, de orar muito, de fazer mortificações oportunas. Assim, por exemplo, jovens que cometem imprudências no namoro ou chegam até a ter relações sexuais, se não estiverem dispostos a conversar afim de tomarem providências para não mais se darem a tais actos contra o sexto mandamento, não podem receber a absolvição sacramental. O mesmo se diga de pessoas casadas e que cometem adultério.


www.catolicanet.com.br

Rita  Rosa Canadá
Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #5 em: 22 de Março de 2007, 19:05 »

Não Tornes a Pecar


 Olá  Gosto muito de ler o que o Cón. Vidigal escreve Arco íris  (Rita  Rosa Canadá


O episódio da mulher adúltera narrado por João (Jo 8, 1-12) oferece oportunidade para reflexões que merecem especial atenção com o aproximar da Grande Semana. Remete, em primeiro lugar, ao que se lê no salmo: “Se levardes em consideração, Senhor, as culpas, quem, Senhor meu, poderá subsistir?” (Sl 130 [129]) Rememora também outro conselho de Cristo: “Não julgueis e não sereis julgados! (Mt 7,1). Escribas e fariseus condenam uma pecadora, mas Jesus teve um argumento decisivo: “Aquele de vós que estiver sem pecado lance-lhe por primeiro uma pedra”. Deus é Pai sempre misericordioso. Ele condena o pecado, mas dá chances ao pecador para se arrepender e mudar de vida. De todas as verdades teológicas e filosóficas uma das mais complexas é a conciliação da liberdade humana com a onipotência e a onisciência divinas. O tratado da graça é um dos mais difíceis de toda a Teologia. Regulando nossos destinos por um sistema de sabedoria que ultrapassa a capacidade cognoscitiva da razão humana, Deus assiste o desenrolar dos atos do homem e só Ele sabe até que ponto pode chegar a malícia de cada um para fechar definitivamente as vias do perdão e da clemência. Como o homem é livre ele pode não aceitar a salvação, desejando prosseguir no erro e nas trevas, mas todas as vezes que ele se arrepende sinceramente, logo é perdoado. Um dia, assentado à beira de um poço, Cristo aguardou a Samaritana e a redimiu. Encontro sublime tantas vezes repetido em sua passagem por este mundo como ocorreu com Zaqueu, Mateus, Madalena e tantos outros. Tais encontros se prolongariam, século após século, através do mistério da graça divina a visitar as consciências. Na estrada de Damasco alguém que odeia a Cristo se encontra frente a frente com Ele, se penitencia e Saulo se torna o grande apóstolo Paulo. Agostinho,, por força das preces de sua santa mãe Mônica, se voltou para Deus e surgiu então o notável Mestre do Ocidente. Nas trevas de uma existência trevosa, uma jovem de Cortona na Itália, andava pelas sendas do mal. Ei-la um dia ante o cadáver de seu amante que fora assassinado. Interroga-se: “Onde estará sua alma”? Converte-se e se torna Santa Margarida de Cortona. Os fatos se multiplicam nas crônicas dos grandes convertidos. Nas agras regiões da vida, dificultadas pelos espinhos da culpa, devastadas pelas tempestades do pecado, ainda que perdido no mais profundo abismo de seus erros, sempre que, num gesto de confiança, alguém se dirigir a Cristo com autêntico arrependimento, imediatamente, ouvirá a palavra de paz, de conforto, de luz, de salvação.
Em segundo lugar, o encontro do Redentor com a mulher adúltera deixa bem claro esta diretriz que Ele lhe deu: “Vai e doravante não tornes a pecar”. No arrependimento deve estar incluído o firme propósito de evitar erros futuros. Alguns cristãos julgam o Sacramento da Penitência, no qual vão buscar a anistia divina, como se fora um recurso que produz mecanicamente seu efeito. Ledo engano!


*{Ao ir à fonte do perdão de Deus cumpre haja a resolução inabalável de fugir das ocasiões de pecado, de orar muito, de fazer mortificações oportunas. Assim, por exemplo, jovens que cometem imprudências no namoro ou chegam até a ter relações sexuais, se não estiverem dispostos a conversar afim de tomarem providências para não mais se darem a tais atos contra o sexto mandamento, não podem receber a absolvição sacramental. O mesmo se diga de pessoas casadas e que cometem adultério.}*



Isto vale para todas as infrações dos preceitos sagrados do Decálogo. Daí a importância da Confissão pessoal com o Sacerdote que como médico, mestre e juiz poderá dar uma orientação precisa. Jesus foi claro: "Fazei, pois, uma conversão realmente frutuosa ". (Lc 3,8). Paulo assim expressou sua preocupação: “Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corrompam os vossos pensamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo". (2Cor 11,3). O remorso é um bom sinal, pois diz o Apóstolo: "De fato, a tristeza segundo Deus produz um arrependimento salutar de que ninguém se arrepende, enquanto a tristeza do mundo produz a morte" (2Cor 7,10). É salutar arrepender-se e levar outros ao arrependimento, dadoque recorda ainda São Tiago :"Saiba: aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro, salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados". (Tg 5,20). É assim que se vive a quaresma! * Professor no Seminário de Mariana - MG

www.catolicanet.com.br


Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)


Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #6 em: 05 de Abril de 2007, 21:13 »

Membro do clero marianense agraciado com Medalha da Inconfidência


Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho



Membro do clero marianense, será agraciado, por decreto do Governador do Estado de Minas Gerais, Dr. Aécio Neves, com a Medalha da Inconfidência. A condecoração acontecerá no dia 21 de abril, às 10 horas, na cidade de Ouro Preto .

Colaborador diário da Catolicanet, assim se expressou quando recebeu a notificação: "receberei com humildade esta honraria concedida a um Ministro de Deus". Cônego Vidigal é Professor no Seminário de Mariana desde 1967.

A Medalha da Inconfidência foi criada pela Lei 882, de 1952. É a mais alta condecoração concedida pelo Governo de Minas Gerais e é outorgada àqueles que se destacaram pela contribuição ao desenvolvimento cultural, econômico e social do Estado e do Brasil. Os agraciados são indicados pelo governador do Estado e por membros do Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência.

www.catolicanet.com.br

Rita  Rosa Canadá

Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #7 em: 25 de Abril de 2007, 17:16 »

O significado dos sinos  ideia
 

Os sinos das Igrejas de uso imemorial, instrumento de metal com a forma de uma taça invertida, que é tocado interna e externamente, têm uma linguagem própria e um significado marcante. Criou-se até um brocardo: “Os sinos falam”. Há até glossários sobre a sua linguagem. Mesmo com o progresso das grandes cidades, os sinos não perderam seu valor.

 Em tempos antigos, eles eram, em muitas localidades, o único veículo de comunicação, mandando mensagens para a população. Os dobres e repiques dos sinos continuam informando horários de missas, enterros, homenagens a santos, festas religiosas e até incêndios. Esta notável comunicação foi especialmente importante em priscas eras quando a população não contava com a instantaneidade das notícias de rádios e TVs.
 Hoje, a maioria das pessoas não conhece o significado dos toques, enfatizam os experts neste assunto. Segundo Adenor, além do barulho que atrapalha a audição, a tradição dos sineiros está perdendo força com a implantação de dispositivos eletrônicos e mecânicos nas torres das igrejas, que fazem o toque automático dos sinos. Nas cidades históricas,sobretudo, o ofício de sineiro é das mais respeitáveis, exigindo talento, persistência e dedicação. Em alguns templos para alguns toques é necessário o trabalho de até três sineiros, além da força nas mãos e nas pernas! Os sinos lembram instrumentos musicais. E funcionam como numa orquestra: cada combinação dá um tipo de som. Os sinos têm toda necessidade de ritmo e compasso, cadência, como outros instrumentos também têm. A professora marianense Hebe Rolla mostrou que se trata de “uma linguagem democrática. Para você receber um aviso do sino, você não precisa estar em sua casa, não precisa acompanhar aparelho nenhum. Ele está ali, informando a qualquer hora”. A verdade é que, tristes ou alegres, os sinos soam memórias de um povo. Um dos mais célebres sinos é o Liberty Bell, Sino da Liberdade, o qual se acha em Filadélfia, na Pensilvânia nos Estados Unidos. Ele ressoou logo após a Declaração da Independência daquele país e se tornou um símbolo nacional. Os turistas o visitam em grande número e suas miniaturas são levadas como uma expressiva lembrança. Quem vai a Cássia na Itália contempla no Convento, onde viveu Santa Rita, os sinos que foram tocados em sons festivos quando a alma da Santa das Causas Impossíveis entrou no céu, no dia de seu falecimento. Na Itália, o maior número de sinos se encontra em Roma e com enormes proporções. Um dos mais famosos é o da Basílica de Santa Maria Maior que contém prata na liga, dando um som harmonioso singular. Na Rússia, é renomado o campanário de Moscou, conhecido como sino Zar. Cada Igreja tem suas histórias ligadas a estes instrumentos tão marcantes na vida das comunidades. Há inúmeras narrativas envolvendo os sinos. Por exemplo, a lenda do sino dourado é uma tradição local de Penude, em Portugal, a qual fala de uma pastora que fiava lã enquanto o gado pastava num canto da serra das Meadas. A dada altura deixou cair o fuso e, com espanto, sentiu-o descer por uma talisca de rocha em que se sentava, ouvindo depois o som melodioso de uma pancada em metal. Perturbada, contou o caso ao padre, que veio com homens da terra e retiraram da funda talada um sino de metal brilhante. Chamaram-lhe o sino dourado. Tinha um som tão harmonioso como nunca tinham ouvido. Ofereceram-no ao Bispo, que o mandou colocar na torre sineira da catedral para tocar nas maiores solenidades do culto. O poeta Antônio Correia de Oliveira assim se expressou: “Sino, coração da aldeia; coração, sino da gente; um a sentir quando bate, outro a bater quando sente”. Segundo o escritor Júlio Dantas “Os sinos são as almas religiosas das torres”. No dizer do vate Castro Rabelo Filho “os sinos são as abelhas das horas”! O certo é que num momento, que só Deus sabe quando, ele baterá funebremente para cada um de nós, dizendo ao povo que mais um cristão se mandou para a Casa do Pai. Até lá, porém, quanto júbilo eles anunciarão para aqueles que temem a Deus! *  Arco íris

Professor no Seminário de Mariana – MG.


www.catolicanet.com.br

Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)
« Última modificação: 25 de Abril de 2007, 17:20 por Rita* » Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #8 em: 27 de Abril de 2007, 15:10 »

Côn. Vidigal - Aspecto social da Eucarisitia - 27/04/2007 - 08:53 
 
Há uma responsabilidade muito grande daquele que se aproxima da Comunhão eucarística. Jesus, com efeito, se intitulou o Pão da Vida, (Jo 6,48), mas vida em todo o sentido: daquele que O recebe e da vida social com os irmãos. Há em toda refeição um aspecto comunitário de suma importância. Na mesa da Eucaristia Jesus se une a cada um de maneira reduplicada, ou seja, como ele o declarou: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,56).  Reúne, entretanto,  nele todos os que o comungam. É o que, magnificamente, São Paulo escreveu: “Porque ainda que sendo muitos, um só povo e um só corpo somos, pois todos participamos de um só pão” (1 Cor 10,17) . Deste modo, a Eucaristia é sinal vivo de unidade e amor que estreita o cristão com Cristo e com os irmãos. É, assim, penhor da graça que cada um necessita para que este amor seja forte, sincero, iluminando todos os atos do epígono do Redentor. Através da Eucaristia, Jesus, o Pão da Vida, deseja que todos formem um povo sempre agradável ao Pai numa dileção mútua fruto da convicção na veracidade das palavras do Mestre divino: “ Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes". (Mt 25,40). Fortalecido pela energia espiritual da união com o Salvador, o batizado é capaz então de superar todas as rusgas no trato com o seu semelhante.  Como é triste, por vezes, se escutar de pais: quanto mais meu filho ou minha filha comunga mas intolerável se comporta em casa. É lamentável ouvir de esposos: quanto mais minha mulher ou meu marido comungam, mais agressivo se mostra. Tal contra testemunho é sumamente deletério. Com efeito, a Eucaristia é fonte da prática de todas as virtudes, sobretudo da caridade, da paciência, da humildade. Quem não age de acordo com Cristo recebido na comunhão demonstra não compreender a dimensão deste grande sacramento. Adite-se que outro aspecto social da Eucaristia  é que este sacramento é penhor da ventura perene no céu: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,54). Portanto, é arras de uma existência comunitária na Casa do Pai por toda a eternidade. A Comunhão é já uma parte do banquete de Cristo no Reino dos Céus do qual participarão todos os eleitos. Eis por que são milhares os que se santificam à luz desta concepção da comunhão maior envolvendo a todos os membros do Corpo Místico. Nem se deve esquecer que a Eucaristia é um memorial do que ocorreu no Calvário e Jesus morreu para todos:


 "Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha" (1 Cor 11,26). Da mesa eucarística o cristão deve sair forte como um leão que vencerá todas as tentações do Maligno e manso como um cordeiro que tratará a todos com mansidão e doçura, mormente os que vivem sobre o mesmo teto ou convivem nos mesmos labores.


Tolerância sobretudo com os que, consciente ou inconscientemente, vivem a irritar os outros. Cumpre, sempre, porém, ter alma eucarística e sem cessar  dizer a Jesus: "Senhor, dá-nos sempre deste pão!" (Jo 6,34) Ele, de fato, asseverou: "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo 6,35).  Deste modo, se continua a viver como os primeiros cristãos que "perseveravam  na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações" (At 2,42). Agiam assim não, porém, sem prolongar no dia a dia o sentido da Comunhão: "Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração" (At 2,46).

* Professor no Seminário de Mariana - MG

 
 
  www.catolicanet.com.br

 
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)
 
Registado
Rita*
Coronel
********

Karma: 361
Offline Offline

Mensagens: 2196



« Responder #9 em: 28 de Agosto de 2007, 02:45 »

Côn. Vidigal - A questão do exorcismo - 27/08/2007 - 07:58 
 
Exorcismo consiste na expulsão do Maligno, afastando as influências deletérias de Satã e seus sequazes.
Quem percorre com atenção o livro de Tobias no Antigo Testamento vê claramente que existe um mundo dos anjos bons e outro dos espíritos diabólicos.(Tb 6, 8; 8,3). Imagens diversas aparecem para representar o demônio e entre elas a da serpente. Sinais, signos e símbolos para mostrar a ação do diabo no mundo e na existência do ser pensante registra a Bíblia.
Nos textos citados do Livro de Tobias aparece um ritual de abdução de Satanás. O certo é a existência de dois mundos antagônicos: o de Deus e seus fiéis e o de Lúcifer e seus seguidores. Deparamos no Novo Testamento casos específicos de exorcismo: Mateus 4,10; Marcos 1,25; 9,25; Atos 16,18.
Vários fenômenos atribuídos aos espíritos infernais devem ser analisados pela psicologia e da medicina em geral. Com efeito, muitos fatos que se julgam como ação do demônio não passam de distúrbios psicossomáticos.
O que muitas vezes os sacerdotes fazem, implorando o poder divino, é para que os galenos acertem no diagnóstico e os medicamentos façam logo efeito, dando equilíbrio de corpo e alma àquele que se acha preso em determinada doença. Jesus expulsou várias vezes o demônio com seu poder onipotente. Ele venceu o diabo no deserto e sua cruz redentora é o sinal da vitória do bem contra o mal.
Após o Calvário, os casos de possessão diabólico diminuíram sensivelmente, embora possam ocorrer, sobretudo para aqueles que se entregam às tentações demoníacas. Há certos lugares nos quais o demônio é cultuado e, evidentemente, ele se apossa destes indivíduos sem juízo.
O Código e Direito Canônico no Cânon 1172 declara que a ninguém é lícito proferir exorcismo sobre pessoas possessas a não ser que o Ordinàrio do lugar tenha concedido peculiar explícita licença para tanto. Determina também que esta licença só pode ser concedia pelo Bispo a um presbítero dotado de piedade, sabedoria, prudência e integridade de vida.
Pessoas que não são devidamente autorizadas não podem orientar reuniões nas quais se façam preces para obter a expulsão do demônio, orações que, diretamente, interpelem os espíritos maus ou manifestem o desejo de conhecer a identidade dos mesmos. O que o cristão deve fazer para se livrar do diabo é pedir sempre ao Pai “não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal” e fazer sempre com piedade e fé o sinal da cruz. Nem se deve esquecer a invocação da Virgem Maria que esmagou a cabeça da serpente infernal, Imaculada em sua Conceição, Rainha poderosa, que socorre em todas as necesidades espirituais. O Anjo da Guarda deve ser também sempre invocado para que o seu protegido não se desvie do caminho do bem. Poderosa é, outrossim, a proteção dos santos, intercessores influentes na luta contra os inimigos da salvação eterna.

http://catolicanet.com/?system=news&action=read&id=46201&eid=301

 
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG) 
 
 
Registado
Páginas: [1]   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  


Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.9 | SMF © 2005, Simple Machines LLC XHTML 1.0 válido! CSS válido!