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Autor Tópico: Uma partilha, uma reflexão  (Lida 719 vezes)
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Maria João
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« em: 05 de Fevereiro de 2007, 13:52 »

 Olá

E que tal termos um tópico onde partilhamos histórias que se passam no nosso dia-a-dia?
POdem ser coisas boas ou más. Podem ter acontecido connnosco ou com outras pessoas. O importante é que essas histórias nos façam pensar em Deus e na forma como nós vamos vivendo o que Ele nos ensinou.

 O objectivo não é vangloriarmo-nos, mas apenas fazer-nos pensar sobre as nossas acções  e sobre o que vemos à nossa volta.

O que acham? Eu deixo desde já uma história que aconteceu comigo e que me faz pensar bastante como viramos as costas tão facilmente... E quem nunca o fez que atire a primeira pedra, não é verdade? 


Era mais um final de dia. Ia apanhar o transporte. Às vezes pelo caminho costumo ver uma senhora, que é muito doente, a pedir. Como não gosto de dar só a moeda – afinal quem anda a pedir é um ser humano-, já há algum tempo que falava com ela. É uma pessoa que precisa muito de desabafar.

Mas, neste dia, as coisas foram diferentes. Ela estava a chorar. E bastante. Dirigi-me a ela a perguntar se precisava de ajuda. Queixava-se das pernas. Dizia que estava cheia de vergonha de estar a chorar, mas as dores eram tantas que não aguentava. As pernas dela estavam muito inchadas, vermelhas e feridas. Estivémos a falar ainda durante algum tempo e tentei ajudar o melhor possível.

No meio de toda esta situação o que mais me chocou foi ver que as pessoas passavam – e não eram poucas – e nem sequer faziam nada. Olhavam para ela, baixavam a cabeça e iam-se embora. Como se nada acontecesse...




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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #1 em: 05 de Fevereiro de 2007, 14:25 »

Infelizmente isso acontece, e o problema não é recente. Todos se devem lembrar da parábola do Fariseu e do Publicano que pode ser lida no livro de Lucas 19, 10-14.

Nesta parábola do fariseu e o publicano a parte ostentosa e “má” a faz um homem que segundo a Lei era “bom”, justo e cumpridor da Lei.

A parte boa, régia, admirável, faz-a um homem que traficava com seu ofício, um colector de impostos que se beneficiava com as armadilhas e a chantagem.

Jesus apresenta os factos de tal maneira que nos incomoda o homem justo posto odiosamente de pé ante o altar e nos resulta em troca agradável o homem pecador que se golpeia o peito no fundo do templo reconhecendo o seu pecado.

Por isso que devemos DESPERTAR EM NÓS A CONSCIÊNCIA DO PUBLICANO.
Apresentamo-nos como os mais justos, os virtuosos e mais honráveis que outros. Aceitar que somos pecadores e que estamos num caminho de conversão.
Aceitar no íntimo de nosso ser que somos pecadores.
Entretanto, ser um “bom publicano” implica um passo de conversão: reconhecer o pecado e actuar para vencê-lo.
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