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Autor Tópico: Cristo Rei !  (Lida 676 vezes)
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Rita*
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« em: 25 de Novembro de 2006, 14:08 »

HISTÓRIA DA SALVAÇÃO


CRISTO REI Excalmação
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A Festa de Cristo Rei foi criada por Pio XI, (1922-1939) em 1925 como arma especial contra as forças consideradas destruidoras dos tempos.

O ano de 1925 era também o 16° Centenário do Primeira Concílio Ecuménico de Niceia (325), que claramente ensinou a unidade de Cristo com o Pai.

Da parte da Igreja já havia a esperança de que os Estados civis reconhecessem Cristo como Rei.

Os condicionalismos sociais e históricos modificaram-se por completo e foi então possível a celebração desta festa no seu verdadeiro contexto litúrgico e teológico.

As leituras da Escritura dão ênfase ao fim último da peregrinação da Igreja ao encontro do Senhor.

Cristo é efectivamente Rei, mas numa ordem diferente da temporal, como Ele mesmo afirmou :

- “O Meu Reino não é deste mundo”. (Jo.18,36).

A Igreja liberta-se de compromissos terrenos, a maior parte das vezes contrários à sua missão específica de evangelizadora e defensora dos fracos.

Este domingo especial é assim uma espécie de Último Dia do Senhor.

A realeza de Cristo reflecte-se na Igreja, não no seu esplendor e poderio social, mas na vivência da justiça e da caridade.

S. Lucas é o único Evangelista que nos apresenta uma conversa de Jesus na Última Ceia que é como o Seu Testamento ou a Sua Última vontade :

- “Levantou-se entre eles uma disputa sobre qual deles devia ser considerado o maior. Jesus disse-lhes : Os reis das nações imperam sobre elas e os que nelas exercem autoridade são chamados benfeitores. Convosco não deve ser assim; que o maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve. Pois quem é maior Interrogação O que está sentado à mesa ou o que serve Excalmação Não é o que está sentado à mesa Interrogação Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve. Vós estivestes sempre junto de Mim nas Minhas provações, e Eu disponho a vosso favor do Reino, como Meu Pai dispõe dele a Meu favor, a fim de que comais e bebais à Minha mesa, no Meu Reino. E sentar-vos-eis, em tronos, a julgar as doze tribos de Israel”. (Lc.22,24-30).

A ideia do Reino de que Cristo é ao mesmo tempo Rei e Servo, deve aplicar-se com mais propriedade à Igreja que como Serva deve todavia reinar no Mundo para bem de todos, em favor do bem e contra o mal, de todas as maneiras.

A realeza de Cristo é universal e tem um poder real sobre tudo e sobre todos; nenhuma realeza criada escapa a seu juízo supremo.

Ele adquiriu essa riqueza por sua morte na cruz em remissão de todos os pecados.

O primogenito de toda a criatura é ambém o primogénito entre os mortos, o ressuscitado.

A realeza de Cristo é um tema cristológico abundantemente explorado pela tradição eclesiástica, por suas conctretas incidências sobre o papel da Igreja no mundo.

Usando do seu poder e da sua autoridade, a Igreja não pode ficar apenas a observar e a censurar os acontecimentos que nos chegam todos os dias pelos meios da Comunicação Social e a enviar para a Imprensa de tempos a tempos, o parecer da Conferência Episcopal, porque isso é muito pouco.

A Igreja deve exercer a sua autoridade e o peso da força que Cristo lhe deixou para contrariar de todas as maneiras a força do mal e a opressão dos que sofrem.

A isto não se pode chamar dominar, mas sim, procurar evitar que os outros impropriamente dominem.

Só assim a Igreja poderá levar os homens à posse do autêntico Reino de Deus.

À Igreja compete agora, pregar e divulgar toda a doutrina que nos conduza ao encontro do plano da História da Salvação. ideia


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arvore
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« Responder #1 em: 25 de Novembro de 2006, 20:56 »

Estamos a festejar Cristo Rei

Um artigo que achei de todo o interesse.
Achei que vos devia dar a conhecer.
Aqui vai:

CRISTO  REI por
Hugo de Azevedo

É impressionante a consciência que tinham os primeiros cristãos da sua função vivificante do mundo. Sem outro horizonte histórico e social que não fosse o do velho império pagão em decadência moral e política, nem expectativa próxima ou remota de uma nova civilização – que só a partir de Constantino repentinamente se debuxou –, viam-se a si mesmos como cidadãos comuns, disseminados pelo mundo, «habitando cidades gregas ou bárbaras, segundo a sorte que a cada um tocou», conformando-se «aos usos e costumes de cada país», e apenas distintos dos outros pela sua conduta evangélica. Não possuíam nenhum projecto político-social, não professavam «nenhum ensinamento humano», e não dispunham de qualquer poder; pelo contrário, eram perseguidos, incompreendidos, condenados, empobrecidos, desonrados, malditos, castigados, detestados por judeus e gregos, embora os próprios inimigos «não saibam dizer o motivo do seu ódio», como regista o autor da Carta a Diogneto. «Mas, para dizer brevemente, o que é a alma para o corpo, isso é o que são os cristãos para o mundo (...) A alma ama a carne e os membros, que a detestam; e os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está encerrada no corpo, mas ela é que mantém o corpo unido (...) Tal é posto que Deus lhes confiou, e não lhes é lícito desertar dele».

Estavam plenamente convencidos de que a verdadeira História é a da Salvação. Desejariam, sem dúvida que os costumes e as leis respeitassem a Lei de Deus, e que todos os homens se salvassem, mas, sobretudo, queriam cumprir os desígnios divinos. Acontecesse o que acontecesse, a sua função era a de serem luz e sal do mundo através dos tempos, bem ou mal aceites, compreendidos e respeitados ou não. Cristo é o Senhor da História, «Rei dos reis, e Senhor dos senhores». O mundo está nas suas mãos; n’Ele está unida a Humanidade; só Ele sabe discernir o trigo do joio. Os cristãos não julgam nem condenam ninguém: «Vituperam-nos, e eles (os cristãos) bendizem-nos; injuriam-nos, e eles prestam-lhes honras...»

 

Passaram séculos, e o cristianismo penetrou de tal modo na cultura ocidental, e esta, por sua vez, nas restantes culturas, que os seus valores humanos – dignidade da pessoa e seus direitos inalienáveis, universalidade, liberdade, igualdade, fraternidade... – se tornaram património e linguagem global, embora por vezes tão desvirtuada que é difícil reconhecer-lhes a origem. Por outro lado, a experiência histórica da Igreja e a elaboração da sua «doutrina social» enriqueceram de tal modo, que os cristãos puderam sonhar realmente com um mundo mais justo, mais livre, mais pacífico, mais humano, em suma. Não faltou quem sonhasse inclusive com sistemas ou regimes «cristãos», e considerasse a sua promoção como a mais urgente missão da Igreja. Era o cristianismo convertido em ideologia. Felizmente (por dramáticos fracassos, é certo), as ideologias morreram, mas entrámos num processo civilizacional vertiginoso, de consequências imprevisíveis, que volta a colocar os cristãos em situação análoga à dos primeiros séculos.

Por muito superficial que seja esta breve análise, servirá para recordar o essencial: no plano mais profundo da realidade, os cristãos continuam sendo «a alma do mundo», isto é, o que lhe dá a autêntica unidade – em Cristo – e orienta a humanidade para a eterna felicidade, sem a esperança da qual a própria existência perde todo o seu sentido.

E a sua força é a mesma: a da união com Deus e a caridade para com todos, sejam amigos ou inimigos, que não deixam por isso de serem nossos irmãos e filhos queridos do nosso Pai que está nos céus. A admiração dos pagãos referida por Tertuliano – «Vede como eles se amam!» – não era apenas o espanto perante a intensidade desse amor fraterno; era a surpresa perante um amor nunca visto, que não olhava a diferenças de condição social, de tribo ou de raça. Um amor que anunciava também a presença neste mundo de um Reino nunca visto, «um Reino eterno e universal, reino de verdade e de vida, Reino de santidade e de graça, Reino de justiça, de amor e de paz». Um reino que atravessava - e continua atravessando - todas as incidências políticas, sociais, civilizacionais, e que constrói a verdadeira História da humanidade.

 Xau

 

 

 

 

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camilo2
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« Responder #2 em: 25 de Novembro de 2006, 22:08 »

muito bom artigo.  palmas
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arvore
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« Responder #3 em: 26 de Novembro de 2006, 15:19 »

Encontrei no EAQ  este comentário de Santo Agostinho (354-430),
bispo de Hipona ( África do Norte) e doutor da Igreja
Homilias sobre S. João

Achei que o deveria dar a conhecer.
Já o conheciam Interrogação

«O meu Reino não vem deste mundo»

Escutai todos, judeus e gentios...; escutai, todos os reinos da terra! Eu não impeço o vosso domínio sobre este mundo, «o meu Reino não é deste mundo» (Jo 18,36). Não temais, pois, com esse medo insensato que dominou Herodes quando lhe anunciaram o meu nascimento... Não, diz  o Salvador, «O meu Reino não é deste mundo». Vinde todos a um Reino que não é deste mundo; venham a ele pela fé; que o medo não vos torne cruéis. É verdade que, numa profecia, o Filho de Deus diz, falando do Pai: «Por Ele, fui eleito rei sobre Sião, sobre a montanha sagrada» (Sl 2,6). Mas essa Sião e essa montanha não são deste mundo.

O que é com efeito o seu Reino? São os que acreditam nele, aqueles a quem diz: «Não sois do mundo, tal como eu não sou do mundo» (cf. Jo 17,16). E, contudo, Ele quer que estejam no mundo; pede a seu Pai: « Não te peço que os retires do mundo mas que os guardes do mal» (Jo 17,15). É que Ele não disse: «O meu Reino não está neste mundo», mas sim «não é deste mundo; se fosse deste mundo, os meus servos viriam combater para que eu não seja entregue».

Com efeito, o seu Reino é, na verdade, aqui, na terra até ao fim do mundo; até à colheita, o joio está misturado com o trigo (Mt 13,24s)... O seu Reino não é deste mundo porque Ele é como um viajante neste mundo. Àqueles sobre quem reina, diz: « Não sois do mundo, pois escolhi-vos do meio do mundo» (Jo 15,19). Eles eram, portanto, deste mundo, quando ainda não eram o seu Reino e pertenciam ao príncipe do mundo... Todos os que são gerados da raça de Adão pecador pertencem a este mundo; todos aqueles que foram regenerados em Jesus Cristo pertencem ao seu Reino e já não são deste mundo.
«Deus arrancou-nos efectivamente do poder das trevas e transportou-nos para o Reino de seu Filho muito amado» (Col 1,13). "

Já conheciam Interrogação Acham que é actual Interrogação
Não se esqueçam que foi escrito no século IV






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