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Autor Tópico: Baptismo  (Lida 719 vezes)
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Rita*
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« em: 29 de Setembro de 2006, 04:21 »

 CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA Excalmação (088)
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           O BAPTISMO DOS ADULTOS Excalmação...

            Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1237. – Desde os princípios da Igreja, o Baptismo dos adultos é a situação mais corrente nas terras onde o anúncio do Evagelho ainda é recente. O catecumenado (preparação para o Baptismo, tem, nesse caso, um lugar importante; iniciação na fé e na vida cristã, deve dispor para o acolhimento do dom de Deus no Baptismo, Confirmação e Eucaristia.

 

                     ***************

A Igreja não requer das crianças que ainda não chegaram ao uso da razão, nenhuma disposição para receberem o Baptismo.

São  baptizadas na fé dos Pais, dos Padrinhos e de toda a Igreja ali representada pela Comunidade dos fiéis.

Diz Santo Agostinho que, como foram manchadas pelo pecado de outrem, também são purificadas pelas palavras de outrem.

Aos adultos, a Igreja exige certas disposições :

1) - Consentimento.

2) - Fé.

3) - Instrução, isto é, o conhecimento das coisas necessárias por necessidade de meio e por necessidade de preceito.

4)- Dor sincera dos seus pecados.

Para que alguém possa ser baptizado em idade adulta, é preciso que ele o queira.

O Baptismo deve ser um dom que se deseja e não um título que se impõe.

Como Sacramento que é, possui uma dignidade tão elevada que não deve prodigalizar-se, senão na medida em que for possível produzir os seus efeitos.

O adulto deve, pois, consentir, o que significa, implicitamente, a fé e o conhecimento do indispensável.

O pecado original não é uma falta cometida pelos que o têm, mas a ausência de uma riqueza que cada um de nós deveria herdar.

Por essa razão o Baptismo perdoa-o, ao adulto ou à criança, mesmo sem arrependimento.

Mas, para os adultos, porque são responsáveis pelos pecados que tenham já cometido, é-lhes exigida a dor sincera desses pecados, para que eles lhes sejam perdoados pelo Baptismo.

Assim se compreende também a necessidade da fé e da instrução religiosa, em função do perdão dos pecados actuais, isto é, daqueles que cada um faz e de que é responsável, para que o Baptismo desperte naqueles que se vão baptizar, o desejo de viverem de harmonia com o que prometem.

A Igreja, no seu alvorecer, começou por baptizar os adultos que se convertiam, pois que ninguém estava ainda baptizado.

Para que pudessem ser baptizados, os adultos deveriam sujeitar-se a uma longa e cuidada preparação, a que chamavam Catecumenato.

(Catecúmeno é o que ouve a palavra, o que se instrui).

Era preciso que renunciassem às trevas do paganismo, que abandonassem as práticas idólatras, aprendessem a doutrina do Mestre e abraçassem conscientemente a Fé.

Não bastava a simples veleidade de aderir a uma religião nova e ainda mal conhecida, exactamente porque era nova, e estava na ordem do dia.

Era necessário um gesto lúcido e corajoso.

O Catecumenato era, pois, uma aprendizagem, em que os cristãos mais adiantados, especialmente os ordenados para este fim, davam aos candidatos o conhecimento da doutrina, do culto e da vida da religião cristã que iam abraçar.

Esta aprendizagem, feita sobretudo nas semanas da Quaresma, para que os Catecúmenos pudessem receber o Baptismo na Vigília Pascal, era feita por fases :

1)- Na primeira semana era feito um exame ao passado do candidato.

Parentes, amigos e vizinhos já convertidos (baptizados), eram os responsáveis (Padrinhos), e davam todas as informações necessárias por onde se pudesse julgar da sua vida, costumes e pureza de intenções para abraçar a Fé cristã.

2)- Na segunda semana era instruído nos rudimentos da Fé.

Explicavam-lhe a Oração do Senhor, a fórmula da Profissão de Fé e a vida cristã em geral.

3)- Na terceira semana já era admitido à primeira parte da Santa Missa.

Assistia até ao Ofertório e depois era convidado pelos Ostiários (Porteiros) a sair, porque não era ainda digno de assistir aos Sagrados Mistérios.

4)- Nas três semanas finais, eram feitos os exorcismes, especialmente ordenados para esse fim.

O candidato deveria sentir-se verdadeiramente disposto a renunciar aos seus erros e defender o templo sagrado da sua alma que, depois do Baptismo, ficaria a ser o Templo de Deus.

5)- Finalmente, na Vigília da Páscoa, recebia o Baptismo das mãos do Pontífice.

Em tempos mais remotos era num rio, à imitação de Cristo, e depois passou a fazer-se em Piscinas que havia à entrada dos templos.

Os candidatos eram mergulhados por três vezes pelo diácono, com a invocação das três Pessoas da Santíssima Trindade.

Depois da terceira vez, vestiam-lhe uma túnica branca, que deveria usar durante toda a semana que vai da Páscoa à Pascoela (1 Domingo depois da Páscoa).

Era a semana in albis isto é, semana em branco.

E, por isso, ao primeiro domingo depois da Páscoa também se chamava o Dominica in albis porque era nesse domingo que os novos cristãos despiam a sua túnica branca.

Em ordem ao Baptismo dos adultos e preparação dos catecúmenos, diz o Catecismo da Igreja Católica :

 

1248. - O catecumenato, ou formação dos catecúmenos, tem por finalidade permitir a estes, em resposta à iniciativa divina e em união dom uma comunidade eclesial, conduzir à maturidade a sua conversão e a sua Fé. Trata-se duma "formação e uma aprendizagem de toda a vida cristã ( ... ) por cujo meio os discípulos se unem com Cristo seu Mestre. Por conseguinte, sejam os catecúmenos convenientemente iniciados no mistério da salvação, na prática dos costumes evangélicos, e, com ritos sagrados, a celebrar em tempos sucessivos, sejam introduzidos na devida fé, da Liturgia e da caridade do povo de Deus"(AG 14)

 

                                           
 Anjinho
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Rita*
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« Responder #1 em: 29 de Setembro de 2006, 04:46 »

 Anjinho

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA Excalmação (087)
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O BAPTISMO É UM COMBATE Excalmação...

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

 E porque o Baptismo significa a libertação do pecado e do demónio, seu instigador, pronuncia-se sobre o candidato um (ou mais) exorcismo(s). O candidato é ungido com o óleo dos catecúmenos ou, então, o celebrante impõe-lhe a mão e ele renuncia expressamente a Satanás. Assim preparado, pode professar a fé na Igreja, à qual será confiado” pelo Baptismo.

O Baptismo é um Combate

A vida do homem sobre a terra é uma luta contínua; luta pela saúde, pela sua educação, para ganhar o pão de cada dia, pelo seu Lar, pela solução dos seus problemas pessoais, familiares, profissionais e sociais.

A vida cristã é também uma luta de todos os dias e de cada momento.

O homem nasce sob o signo do pecado e toda a sua existência é feita de vitórias e de fracassos, frente às gandes forças que o disputam : a força do bem e a força do mal, Deus e o demónio, a graça e o pecado.

Para o Cristão, o Baptismo foi exactamente o início de um grande combate, de uma luta que não mais poderá ter tréguas.

O demónio foi expulso com as garantias de uma grande promessa :

- Renuncias a Satanás Interrogação

- Renuncio.

- E às suas obras Interrogação

- Renuncio.

- E às suas pompas Interrogação

- Renuncio.

O demónio, vencido, não deixará de lutar por uma reconquista, na esperança de que a vitória seja sua.

O Baptismo introduziu-nos num Reino de Amor em que é preciso lutar para nele permanecermos.

Enquanto muitos se deixam vencer cobardemente e são expulsos desse Reino, outros lutam corajosamente, nunca se deixando abater pelas sucessivas derrotas, e sempre prontos para vencer até ao fim.

A gaça do Baptismo ajudar-nos-á enquanto durar a luta.

As cicatrizes do pecado, não contarão diante de Deus como derrota, mas como prova de lutas sucessivas.

Como o Baptismo é um Combate :

1)- A vida cristã deve ser uma constante renovação das promessas do Baptismo.

2)- Mesmo quando estamos vigilantes, sentimos as nossas inclinações para o mal.

3)- Os maiores santos se declaram pecadores e S. Paulo queixava-se de que fazia o que não queria e não era capaz de fazer o que queria.

4)- Os santos foram santos porque lutaram contra o pecado e venceram.

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica sobre o primeiro pecado :

409. - Esta dramática situação do mundo, que "está sob o poder do Maligno" (l Jo.5,19; cf.l Pe.5,8), transforma a vida do homem num combate :

Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens. Tendo começado nas origens, há-de durar (o Senhor no-lo disse) até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem vê-se na necessidade de lutar sem descanso para aderir ao bem. Só através de grandes esforços é que, com a graça de Deus consegue realizar a sua unidade interior.


Por duas vezes o ministro do Baptismo faz unções com Óleo Santo, durante as cerimónias do Baptismo : Com o Óleo dos Catecúmenos e com o Óleo do Crisma.

O Óleo dos Catecúmenos, com que se une o peito e as costas, é uma reminiscência daquele óleo com que, nas lutas do Circo, os padrinhos dos lutadores os ungiam com um duplo fim : para se fortificarem para a luta e para se tornarem de tal modo escorregadios que os seus adversários os não pudessem agarrar e lhes tolhessem os movimentos. Ele simboliza, portanto, no Baptismo, a robustez espiritual, a agilidade e força para não nos deixarmos prender pelos inimigos da nossa alma.

O Óleo do Crisma, com que se unge a cabeça, recorda aquele óleo com que foi ungido o Senhor na sua sepultura antes da ressurreição.

Dentro do Baptismo ele é também um aceno à ressurreição da carne de que o Baptismo é a garantia.

O Santo Crisma, cuja bênção se reveste da maior solenidade, é aplicado no Sacramento do Baptismo – unção na cabeça.

Com a unção dos anto Óleos, a Igreja quer dar-nos a entender que a vida cristã é uma luta, para a qual o Baptismo nos prepara e nos dá força. Uma luta de cada momento contra o demónio e as nossas más inclinações, contra o mundo e as tentações aliciantes.

Podemos pois tirar algumas conclusões :

1. – Se o Baptismo é um combate, a vida cristã, que deve ser uma constante renovação das promessas do Baptismo, é também um combate de todos os dias.

2. – Sabemos, por experiência, que não é fácil ser cristão como deve ser. Conhecemos as tentações e muitas vezes caimos no pecado. Mesmo quando estamos vigilantes, sentimos as nossas inclinações para o mal.

3. – Os maires santos (exceptuando a Santíssima Virgem), foram pecadores. S. Paulo disse –“Não faço o bem que queria e faço mal que não queria”.

4. – Os santos foram santos porque lutaram contra o pecado e venceram. Nós devemos fazer o mesmo, porque a nossa vida de cristãos é um combate.

5.– Neste combate sem tréguas, a arma é a Cruz. O sinal da Cruz com que, por mais do que uma vez fomos marcados durante o Baptismo, significa que devemos sofrer por Cristo para podermos com Ele ressuscitar. ideia


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