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Autor Tópico: Eucaristia  (Lida 931 vezes)
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Rita*
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« em: 26 de Setembro de 2006, 15:51 »

Por que fui à missa?  ideia

A maioria das respostas seria estas. Fui porque era Natal, porque era dia de falecimento de amigo, porque era aniversário de alguém, porque tinha gente bonita... Infelizmente é uma realidade; somente 20% das pessoas que vão à Missa são “Católicos Verdadeiros”. E você, Por quê vai a Missa? Você vai de vez em quando ou todos os domingos? Vai por obrigação e interesse, para adorar a Jesus que TUDO fez por você? A Missa é muito mais que uma oração. Precisamos conhece-la melhor para um dia podermos vivê-la.

A Missa é o sacrifício de Jesus no calvário; também na Missa sabemos o que Ele quer de nós, é na missa que aprendemos a perdoar e aprendemos a agradecer. Não adianta ir à Missa para assistir, devemos ir para participar, pois quem assiste é apenas um espectador, mas quem participa vive, entende e se emociona com tudo aquilo que está acontecendo.

A santa Missa é o sacrifício do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido em nossos altares, em memória do sacrifício da Cruz. O Santo sacrifício da Missa é oferecido:

1. Para adorar e glorificar a Deus;

2. Para agradecer a Deus os benefícios recebidos;

3. Para obter de Deus o perdão dos pecados

4. Para pedir a Deus graças e favores



Para tanto há testemunhos de verdadeiros católicos que deram muito valor à Santa Missa:



“Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Santa Missa, pois podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados – pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a benção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo a Santa Missa com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo”.

(Santo Agostinho)



“Cada Missa à que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Será abençoado em teus negócios pessoais e obterás as graças que te são necessárias”.

(São Jerônimo)



“Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Salvação da humanidade”.

(São Matildes)



“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”.

(São Lourenço)



“O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor”.

(São Tomaz de Aquino)



“Agradecemos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós ondas da Divina Misericórdia”.

(São Cura D’Ars)

“A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade; vale mais que o céu e a terra; vale o próprio Deus”.

(Ven. Martinho de Cochem)



“A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece”.

(São João Maria Vianney)


“Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado Por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem podendo assistir uma missa, não o faz”.

(São Francisco de Assis)

Pe. José Alem


 Anjinho
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Rita*
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« Responder #1 em: 26 de Setembro de 2006, 16:41 »

Eucaristia: Fonte e cume da vida cristã.

· A santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (Presbyterorum ordinis, 5).

· O Senhor nos convida insistentemente a recebê-lo no sacramento da Eucaristia: “Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6,53).

(Catecismo da Igreja Católica, 1324.1384)

Durante o mês de Agosto, estive na Paróquia Our Lady of Fatima Church na cidade de Edmonton, Alberta, Canadá, tive a oportunidade de me encontrar semanalmente com um grupo de fiéis para momentos de Catequese sobre o tema Eucaristia, fonte e cume da vida cristã.

Os encontros de cerca de uma hora contaram com aproximadamente 60 pessoas. Sem ser exaustivo e completo propus a ajudar a comunidade a redescobrir o sentido da Eucaristia e seu papel fundamental e insubstituível na vida cristã.

Refletimos sobre o sentido da Eucaristia na vida da Igreja a partir das comunidades originárias da fé. Foram também feitas algumas considerações litúrgicas relativas à celebração da Eucaristia.

Pediram-me para fazer um resumo desses encontros. Achei melhor apresentar uma relação de textos do Catecismo da Igreja Católica sobre o assunto e em seguida um pequeno estudo do Pe. Lello, sacerdote salesiano, realizada num encontro de jovens. No final há uma coletânea de testemunhos sobre a Missa e algumas orientações práticas para a Liturgia da Missa.

A seleção de textos pode ser ocasião de estudo, reflexão, oração e sobretudo de conhecimento e crescimento da fé em Jesus, cuja presença real na Eucaristia todos nós somos convidados a conhecer, a viver e a celebrar, a testemunhar e a reconhecer como o centro e a fonte de nossa vida.

Deixo esses textos como um pequeno contributo a todos os que participaram dos encontros e também para todos os que procuram conhecer e viver mais e melhor o mistério da Eucaristia.

Atenciosamente,



Pe. José Alem, cmf

  Obrigado  (Tive o prazer de estar presente)

                   Rita

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« Responder #2 em: 26 de Setembro de 2006, 17:17 »

A MISSA  Anjinho

A Missa é ao mesmo tempo conhecida e desconhecida. Por ingnorância ou falta de fé, por motivos vários e até por preconceito, nos privamos de conhecer o sentido e a beleza deste mistério da fé. A Missa é muito mais que uma oração ou uma devoção. Precisamos conhecê-la melhor para um dia podermos vivê-la.

A Missa é a ação salvadora de Jesus. Ela realiza a missão de Jesus, enviado pelo Pai e nos doa o Seu Espírito Santo. Por isso a missa é um acontecimento. Nela Deus se revela cada vez mais para aquela comunidade e realiza com ela sua Aliança.

Na missa participamos como protagonistas da acção salvadora de Deus em Jesus Cristo. Cada “parte” da missa revela um aspecto da missão de Jesus e da comunidade. Vejamos isso brevemente:

Partes da Missa

Ritos iniciais

Acto penitencial – É um convite para cada um olhar para dentro de si mesmo e se reconciliar consigo, com Deus, com a comunidade. Reconhecer e confessar os seus pecados a Deus e à comunidade.

Hino de Louvor – É o louvor que dirigimos a Deus em Cristo por aquilo que Ele é. Elevamos nosso coração em louvor, adorando e dando graças ao Senhor.

Oremos ou Oração da Coleta – A comunidade ora pelo silêncio e pelas palavras que a Igreja apresenta acolhendo nossas intenções.

Liturgia da Palavra

Leituras – Deus fala à comunidade reunida como seu povo. As leituras e sobretudo o evangelho é a palavra de vida para a comunidade. É comunhão com a palavra de Deus que é uma forma da presença de Deus. A homilia é o momento de entender o sentido da palavra de Deus e como vivê-la em nosso tempo.

Profissão de Fé – É nossa resposta a palavra de Deus, nosso compromisso de viver a palavra que nos foi anunciada e que nós cremos e aceitamos.

Oração dos Fiéis – É o momento de transformar a Palavra em oração. Encerra a Liturgia da Palavra.

Liturgia Eucarística

Procissão do Ofertório – Essa caminhada, trazendo para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo da mão do homem que trabalha, para serem consagrados. O Sacerdote recebe as ofertas e as apresenta a Deus. É um momento que ofertamos nossa vida ao Senhor.

Oração Eucarística – Cristo louva ao Pai pelo seu Espírito intercedendo por toda a sua obra.

Consagração – É o mistério da fé. Jesus, pelo sacerdote, realiza sua ceia e nos dá a si mesmo pelo seu corpo e sangue no pão e vinho consagrados. Ele está no meio de nós.

Rito da Comunhão – Esta oração é a síntese do Evangelho, resume tudo que foi ensinado por Jesus e tudo o que celebramos na missa. Nesta oração comungamos com Cristo, no seu Espírito para podermos recebê-lo no seu corpo e sangue. Antes da comunhão, enquanto o celebrante se prepara, o povo fica em silêncio em oração, cheios de alegria por serem “Os convidados para a ceia do Senhor”. Ao comungar estamos recebendo Cristo em nós e por nós a comunidade se alimenta dele. O “Amém” que respondemos ao receber o Senhor é um acto de fé e de compromisso em sermos vida para o mundo, a vida que dele recebemos. Após a comunhão fazemos uma oração ou em silêncio, ou através da recitação de um salmo ou um cântico.

Ritos Finais – O padre nos saúda, dá a benção e envia-nos ao mundo, para darmos testemunho.


A música é uma linguagem também litúrgica. Através dela se comunica também o mistério de Cristo na comunidade. A Música possui além de uma linguagem estética, simbólica, uma dimensão pastoral e missionária na Igreja.

"A liturgia, como exercício da função sacerdotal de Cristo, comporta um duplo movimento: de Deus aos homens, para operar a sua santificação, e dos homens a Deus, para que eles possam adorá-lo em espírito e verdade." Por isso a liturgia, de um modo geral, pode ser entendida como um diálogo entre o Deus-Trindade e o Homem-Comunidade. Este diálogo é composto de vários momentos. Cada momento tem o seu "espírito" próprio, seu sentimento peculiar, e portanto uma expressão diferenciada. Ninguém pede perdão de forma triunfal, nem dá um viva tímido. Cada momento da liturgia exige um tipo de expressão musical. Sem conhecer o espírito de cada momento do diálogo litúrgico, corremos o risco de utilizar a música, assim como as outras linguagens, de maneira inadequada comprometendo o sentido litúrgico e a ação da Igreja.

Para melhor conhecer as diversas expressões e celebrações litúrgicas deveremos estudá-las com atenção e objectividade. Cada Canto e Música da Celebração Eucarística tem seu papel e Inspiração própria de cada aspecto do mistério da fé. ideia


Pe. José Alem

 Obrigado  ( Obrigada por tudo o que nos ensinou, que Deus abençoe o seu sacerdócio) ideia Foi um prazer enorme tê-lo no meio da Comunidade Portuguesa) Que esta não fosse a primeira ou a última vez!!! Rosa
Rita


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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #3 em: 26 de Setembro de 2006, 18:02 »

“EUCARISTIA: FONTE E CUME DA VIDA E DA MISSÃO DA IGREJA”

        A Igreja, com o empenho dos seus Pastores, sempre procuraram mostrar aos seus fiéis a necessidade de meditar e aprofundar as principais linhas que auxiliam no conhecimento e amor a Deus. De modo especial, o Papa João Paulo II (como outros Sumos Pontífices) teve uma preocupação com a formação da Igreja e, em sintonia com o bem proposto e cumprido na preparação do Novo Milênio, muitos documentos e cartas apostólicas foram redigidos na intenção de auxiliar este processo de amadurecimento na fé. O olhar do Papa marcou-se para o “pão vivo descido do céu” (Jo 6,51) e, com a realização do Ano da Eucaristia, muitos textos foram preparados, particularmente desde o Congresso Eucarístico Internacional (realizado no período de 10 a 17 de Outubro de 2004, em Guadalajara) até a Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos (de 02 a 29 de Outubro de 2005, em Roma). Refletir sobre a Eucaristia é refletir sobre a própria vida de Jesus entregue nas mãos de Deus; é sinal de ser e alcançar a vida nova como sacramento que alimenta a esperança e a caminhada do cristão; é conviver com o Mistério da Fé que, num milagre de amor, se desdobra como salvação à humanidade. Vamos, rapidamente, apontar alguns pontos nesta direcção!

01. UM RÁPIDO ACENO BÍBLICO

        Ao meditar sobre a Eucaristia, buscamos um aprofundamento bíblico que nos auxilia na compreensão da “grande ceia do Senhor” preparada pelos discípulos juntamente com o Mestre (Jo 13, 1-17). É uma grande celebração festiva de despedida, na qual o “testamento” (Lc 22,28ss) e o presente da entrega representam a instituição da Eucaristia nos moldes dos ritos da refeição pascal à começando pela bênção à distribuição dos pães sem fermento à manducação do cordeiro pascal e a partilha do “terceiro cálice”, o “cálice da bênção” (Lc 22,19; 1 Cor 11,24s). Este contexto bíblico auxilia a compreensão que a Eucaristia deve ser bem assumida e realiza o compromisso da entrega e da solidariedade, expressando a “nova ceia pascal” (Lc 22,15) e atualizando a “refeição sacrifical”. Por este motivo, a narrativa da Eucaristia também expressa um processo pedagógico de Jesus que se oferece para “lavar os pés dos seus” e entregar-se como “alimento de salvação e vida” (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25; Lc 22,15-20; 1 Cor 11,23-25). Ao mesmo tempo, não podemos nos esquecer que a Eucaristia é uma expressão do desejo de Jesus doar-se como o “verdadeiro pão descido do céu” (em contraposição ao antigo maná dado no deserto) que sacia toda a fome (Jo 6). Sendo assim, as narrativas se preocupam em mostrar o “modelo” inspirado de Jesus para perpetuar a Tradição histórica e se confirmar a promessa da partilha e da comunhão fraterna (At 2, 42; 4,32-35). Portanto, ao ler os textos bíblicos compreendemos o primeiro sinal de um “mistério” enfatizado pela “fé”, pois a comida e a bebida que Jesus oferece como seu “corpo” (carne) e seu “sangue” externam a pessoa viva de Jesus dentro de sua existência corporal, como portador de vida (Lv 17,11; Dt 12,23), como dádiva salvífica e união alimentar, como “memorial da morte” e “renovação da aliança”.

02. UMA PALAVRA DO SANTO PADRE: Mane Nobiscum Domine

        Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e realiza-se também a obra da nossa redenção. Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do género humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável. É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao “extremo” (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida. Assim, em sintonia com a Carta Apostólica “Mane Nobiscum Domine”, podemos compreender que a Eucaristia é uma convocação constante para a Igreja se voltar ao Senhor, preparando-se para este momento especial – seja por meio da Santa Missa, seja em momentos de adoração ao Santíssimo em ocasiões especiais – e compreendendo a pedagogia do amor revelatório de Deus e a constante união com o “partilhar eucarístico” (não esquecendo de valorizar a figura de Maria, dentro de sua função eclesial).

        Por isto, podemos concordar que a Eucaristia é o “mistério de luz”, o “mysterium fidei” por excelência, que, numa continuidade com a Palavra de Deus expressa o “mistério da presença real” do pão partilhado entre os discípulos de Emaús e revelado em Jesus, na Última Ceia. Desta forma, “a eucaristia é um dom muito grande para suportar ambigüidades e reduções” (Ecclesia de Eucharistia, n. 10). Ela é o grande banquete à a ceia pascal à a convivência fraterna deixada por Jesus à a comunhão com Deus e com as pessoas à o sacrifício salvador à o memorial da fé à a certeza escatológica da esperança do encontro com Deus à viva consciência da presença real de Cristo.  Diante de tão grande missão, é preciso saber valorizar a preparação dos Ministros Ordenados, das equipes de celebração, dos responsáveis pelo contexto eucarístico para que o haja um extremo respeito pelo modo de celebrar e tornar viva e eficaz a graça salvífica do sacramento eucarístico.

        Não podemos nos esquecer que a comunhão eucarística, como bem reafirmou o Papa (MND, 20-22), só pode ser compreendida à luz da comunhão eclesial, expressando-se como a perfeita “epifania de comunhão”, numa espiritualidade recíproca de abertura, de afeto, de compreensão e de perdão, permitindo compreender o valor extraordinário do “Dia do Senhor” e do “Dia da Igreja” como máxima expressividade da Comunhão Eucarística.

        O Codex Iuris Canonici bem define a Eucaristia como o “Augustíssimo Sacramento, no qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O sacrifício eucarístico, memorial da morte e Ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do corpo de Cristo. Os outros Sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a Santíssima Eucaristia e a ela se ordenam.” (cân. 897)

03. UM COMPROMISSO PESSOAL E COMUNITÁRIO

        Numa palavra de optimismo e vida, podemos compreender a Eucaristia como um especial momento de “render graças”, alimentando o “sim de Jesus” como o “sim da humanidade”. Por isso, é preciso “encarnar o projeto eucarístico na vida cotidiana e descobrir que é preciso testemunhar a realidade humana com uma explícita referência ao Criador” (MND, 26). Em continuidade a isto, a Igreja é convidada a espalhar a “cultura da Eucaristia” e promove o diálogo, a solidariedade e o anúncio querigmático, compreendendo a universalidade do corpo e sangue de Cristo. Deste modo, a Eucaristia é verdadeiramente “uma grande escola de paz” que se torna um impulso eficaz na edificação de uma sociedade mais equânime e fraterna.

        Por fim, não devemos nos esquecer que viver a Eucaristia é nos recordamos da perfeita comunhão com os necessitados, drogados, flagelados, famintos, excluídos e tantos outros que se somam para buscar e fortalecer a perfeita “comunhão” na vida deixada por Jesus. Aproveitemos, pois, todos os dias para dar este passo na direção do bem e da verdade, da solidariedade e da perfeita comunhão! “Venham! Venham todos para a Ceia do Senhor: Casa iluminada, mesa preparada com paz e amor!”
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