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Autor Tópico: Dicionário liturgico  (Lida 2341 vezes)
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Rita*
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« em: 17 de Setembro de 2006, 03:05 »


Dicionário Litúrgico

Ambão:

Pequena tribuna, geralmente em madeira, de onde são lidos textos sagrados ou apresentados cantos litúrgicos, nos templos religiosos.


Âmbula:
Vaso pequeno onde se guardam os santos óleos.


Báculo:
Bastão em forma de cajado usado pelo Bispo como sinal de que ele é o pastor, representante de Cristo, o Bom Pastor, que guia as ovelhas, ou seja. Os fiéis.
Quando celebra, o Bispo segura o báculo na entrada, durante a proclamação do Evangelho, na homilia e durante a oração do Creio ou profissão de fé. Nos outros momentos, fica na mão do coroinha ou acólito.


Bíblia:
Conjunto de livros da Palavra de Deus, formado pelo Antigo e Novo Testamento. A Liturgia celebra o que a Bíblia revela. O livro da Palavra de Deus está presente em todas as celebrações como sinal de amor de Deus comunicado aos homens. Pode ser levada em procissão na entrada, antes da aclamação do Evangelho e colocada no lugar de honra, na estante, entre duas velas acesas ou junto a um vaso de flores.


Círio Pascoal:
Grande vela de cera que representa Cristo Ressucitado. É aceso pela primeira vez na Vigília Pascal. Deve ser preparado com antecedência para estar bem visível o desenho da cruz, as letras A e Z, primeira e última do alfabeto, que simbolizam Cristo, princípio e fim, e os números do ano, lembrando a história da salvação e o tempo decorrido desde a vinda de Cristo. Na cruz, são fixados cinco cravos, feitos de prego cobertos de cera misturada com incenso. Cada um deles representa uma das chagas de Jesus. O círio deve ser colocado próximo ao altar, durante o tempo de Páscoa, levado em procissão nas missas solenes e estar em destaque nas celebrações do Batismo e Crisma. É na chama do círio que são acesas as velas dos batizados, para simbolizar nova vida de ressucitados em Cristo.


Corporal:
Pano branco, quadrado, com aproximadamente 50 cm de lado, que no momento da apresentação das ofertas é colocado no centro do altar, sobre a toalha. Na hora da preparação das ofertas, o sacerdote abre o pano, que estava dobrado, e sobre ele coloca o cálice, a âmbula e a paterna. Chama-se corporal porque sobre ele será colocado o corpo de Cristo nas espécies de pão e vinho. Também deve ser usado o corporal sobre o altar, quando se faz a adoração ao Santíssimo, e sobre a mesa quando se leva a comunhão aos doentes. As equipes de liturgia devem orientar com zelo sobre o modo de lavar o corporal e o sanguíneo, porque ali ficam partículas consagradas.


Diácono:
É uma pessoa ordenada para servir à comunidade. É um ministro que recebe um sacramento e tem funções próprias na liturgia, como proclamar o Evangelho, fazer sermão, proferir algumas orações em nome do povo e despedir a assembléia no final da celebração, quando o presidente é um sacerdote. Na falta de sacerdote, ele preside a celebração.


Doxologia:
É a proclamação em que o presidente da celebração resume o conteúdo dos gestos e ritos que fez. Logo após a consagração, ele reza: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre". Os fiéis respondem: "Amém".


Esmola:
É o gesto que a Igreja pede a todo fiel como sinal de amor ao próximo. É dar sem interesse de reconhecimento ou recompensa. Especialmente no tempo da Quaresma, a esmola é sinal de conversão.


Espórtula:
Quantia em dinheiro oferecida para manter as necessidades da celebração. Não é pagamento pelo sacramento, porque seu valor é ínfimo, não há preço que pague; nem é para substituir o dízimo, que tem outra finalidade.


Estola:
Sinal do serviço sacerdotal. É uma tira de pano que passa atrás do pescoço do padre e fica com as pontas retas, caídas na frente do corpo. Sua cor é determinada pelo tempo litúrgico. O diácono usa a mesma estola, atravessada em diagonal no corpo.


Festa:
A celebração cristã tem sempre sentido de festa, porque nela os fiéis se reúnem com alegria para atualizar, lembrar e comemorar a presença de Cristo em sua vida, até que se realize a promessa de um encontro definitivo. A festa se expressa pelos sinais da luz, canto, música, aleluia, flores e velas acesas.


Fiel:
Toda pessoa batizada. Aquele que professa a fé em Jesus Cristo ressuscitado e participa da Igreja. O conjunto de fiéis que celebram a liturgia se chama assembléia. O conjunto de todos os fiéis, vivos ou falecidos, se chama Igreja. Na liturgia as fiéis manifestam a sua fé através de gestos, sinais, respostas e cantos. Na vida os fiéis manifestam a sua fé vivendo o seguimento de Jesus e cumprindo o seu mandamento de amar ao próximo.


Fogo:
Sinal de luz, calor, purificação e amor. É símbolo de Cristo, representado no círio, aceso no fogo da celebração da Vigília Pascal. É símbolo do amor de Deus, o Espírito Santo, porque foi em forma de línguas de fogo que desceu sobre os apóstolos no dia de Pentecostes (At 2). Normalmente está presente nas celebrações através da chama das velas e da lamparina acesa junto ao sacrário.


Galhetas:
Duas jarras pequenas, de vidro, colocadas sobre uma bandeja com alça, onde estão, separadamente, a água e o vinho que vão ser usados na celebração. Ficam sobre a credência até o momento da preparação das ofertas, quando o coroinha as leva para o altar.


Genuflexão:
Gestos de dobrar um dos joelhos, ao entrar na igreja ou diante do sacrário e do Santíssimo. Pode ser substituído por uma reverência quando se está em procissão.


Gestos:
Os gestos são a linguagem do corpo. Mesmo sem falar, nossos gestos demonstram o que pensamos e sentimos. Os principais gestos da celebração são: o sinal-da-cruz, o beijo do sacerdote no altar, andar em procissão, bater palmas, ajoelhar, inclinar a cabeça, fazer reverência, ficar de pé, sentar e ouvir com atenção, dar as mãos, elevar as mãos, dar o abraço da paz e abençoar.


Glória:
É um louvor às três pessoas da Santíssima Trindade cantado ou recitado, depois do ato penitencial, nas Missas de domingo e solenidades. No tempo de Advento e Quaresma não se reza o Glória.


Homilia:
É a explicação da Palavra de Deus, especialmente do Evangelho, com o objetivo de relacionar o texto com a vida dos fiéis. O ministro da celebração traz a mensagem da Palavra para a vida da comunidade, convidando os fiéis para praticar o que propõe. Deve relacionar-se com o assunto e a mensagem do Evangelho e com o motivo da celebração, conforme a realidade da assembléia.


Hóstia:
Assim se chama o pão que é oferecido no altar e se transforma em corpo de Cristo, partido em comunhão na Missa. A hóstia maior fica na patena e é partida pelo sacerdote antes da comunhão, enquanto o povo canto Cordeiro de Deus. Na adoração do Santíssimo fica no ostensório.
As hóstias pequenas, antes da consagração, ficam na âmbula, e depois da consagração são distribuídas aos fiéis. Mesmo partidas, são o próprio corpo de Cristo e por isso o ministro, os acólitos e coroinhas devem tomar todo o cuidado para evitar que pessoas não preparadas levem a hóstia na mão, sem comungar. Se cair no chão, deve ser consumida por um deles. Se estiver suja, poderá ser dissolvida em água. Se sobrarem hóstias consagradas, devem ser guardadas no sacrário.
Os ministros que servem os doentes levam as hóstias na teça.


Imposição das mãos:
É o gesto de bênção. É próprio apenas do Bispo impor as mãos sobre a cabeça dos fiéis; é o gesto de consagração, nos sacramentos da Ordem e Crisma. O sacerdote impõe as mão sobre pessoas ou objetos nas bênçãos que preside. Quando o ministro leigo abençoa, não impo~e as mãos; conserva-as unidas faz a oração da benção e, no final, traça o sinal-da-cruz sobre si mesmo.


Incenso:
Sinal de festa e oração. É um perfume que sobe com a fumaça produzida por pequenos grãos colocados sobre brasas no turíbulo.
Os grãos são feitos de uma goma perfumada extraída de árvores. Aquecidos pelas brasas do turíbulo, exalam suave perfume.
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Rita*
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« Responder #1 em: 23 de Setembro de 2006, 05:46 »

CATECISMO
       DA IGREJA CATÓLICA Excalmação (087) ideia
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           O BAPTISMO É UM COMBATE Excalmação...

            Diz o Catecismo da Igreja Católica :

1237. – E porque o Baptismo significa a libertação do pecado e do demónio, seu instigador, pronuncia-se sobre o candidato um (ou mais) exorcismo(s). O candidato é ungido com o óleo dos catecúmenos ou, então, o celebrante impõe-lhe a mão e ele renuncia expressamente a Satanás. Assim preparado, pode professar a fé na Igreja, à qual será confiado” pelo Baptismo.

O Baptismo é um Combate

            A vida do homem sobre a terra é uma luta contínua; luta pela saúde, pela sua educação, para ganhar o pão de cada dia, pelo seu Lar, pela solução dos seus problemas pessoais, familiares, profissionais e sociais.

            A vida cristã é também uma luta de todos os dias e de cada momento.

            O homem nasce sob o signo do pecado e toda a sua existência é feita de vitórias e de fracassos, frente às gandes forças que o disputam : a força do bem e a força do mal, Deus e o demónio, a graça e o pecado.

            Para o Cristão, o Baptismo foi exactamente o início de um grande combate, de uma luta que não mais poderá ter tréguas.

            O demónio foi expulso com as garantias de uma grande promessa :

                        - Renuncias a Satanás Interrogação

                        - Renuncio.

                        - E às suas obras Interrogação

                        - Renuncio.

                        - E às suas pompas Interrogação

                        - Renuncio.

            O demónio, vencido, não deixará de lutar por uma reconquista, na esperança de que a vitória seja sua.

            O Baptismo introduziu-nos num Reino de Amor em que é preciso lutar para nele permanecermos.

            Enquanto muitos se deixam vencer cobardemente e são expulsos desse Reino, outros lutam corajosamente, nunca se deixando abater pelas sucessivas derrotas, e sempre prontos para vencer até ao fim.

            A gaça do Baptismo ajudar-nos-á enquanto durar a luta.

            As cicatrizes do pecado, não contarão diante de Deus  como derrota, mas como prova de lutas sucessivas.

            Como o Baptismo é um Combate :

1)- A vida cristã deve ser uma constante renovação das promessas do Baptismo.

2)- Mesmo quando estamos vigilantes, sentimos as nossas inclinações para o mal.

3)- Os maiores santos se declaram pecadores e S. Paulo queixava-se de que fazia o que não queria e não era capaz de fazer o que queria.

4)- Os santos foram santos porque lutaram contra o pecado e venceram.

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica sobre o primeiro pecado  :

409. - Esta dramática situação do mundo, que "está sob o poder do Maligno" (l Jo.5,19; cf.l Pe.5,8), transforma a vida do homem num combate :

Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens. Tendo começado nas origens, há-de durar (o Senhor no-lo disse) até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem vê-se na necessidade de lutar sem descanso para aderir ao bem. Só através de grandes esforços é que, com a graça de Deus consegue realizar a sua unidade interior.


Por duas vezes o ministro do Baptismo faz unções com Óleo Santo, durante as cerimónias do Baptismo : Com o Óleo dos Catecúmenos e com o Óleo do Crisma.

O Óleo dos Catecúmenos, com que se une o peito e as costas, é uma reminiscência daquele óleo com que, nas lutas do Circo, os padrinhos dos lutadores os ungiam com um duplo fim : para se fortificarem para a luta e para se tornarem de tal modo escorregadios que os seus adversários os não pudessem agarrar e lhes tolhessem os movimentos. Ele simboliza, portanto, no Baptismo, a robustez espiritual, a agilidade e força para não nos deixarmos prender pelos inimigos da nossa alma.

O Óleo do Crisma, com que se unge a cabeça, recorda aquele óleo com que foi ungido o Senhor na sua sepultura antes da ressurreição.

Dentro do Baptismo ele é também um aceno à ressurreição da carne de que o Baptismo é a garantia.

O Santo Crisma, cuja bênção se reveste da maior solenidade, é aplicado no Sacramento do Baptismo – unção na cabeça.

Com a unção dos anto Óleos, a Igreja quer dar-nos a entender que a vida cristã é uma luta, para a qual o Baptismo nos prepara e nos dá força. Uma luta de cada momento contra o demónio e as nossas  más inclinações, contra o mundo e as tentações aliciantes.

Podemos pois tirar algumas conclusões :

1.                          – Se o Baptismo é um combate, a vida cristã, que deve ser uma constante renovação das promessas do Baptismo, é também um combate de todos os dias.

2.                          – Sabemos, por experiência, que não é fácil ser cristão como deve ser. Conhecemos as tentações e muitas vezes caimos no pecado. Mesmo quando estamos vigilantes, sentimos as nossas inclinações para o mal.

3.                          – Os maires santos (exceptuando a Santíssima Virgem), foram pecadores. S. Paulo disse –“Não faço o bem que queria e faço mal que não queria”.

4.                          – Os santos foram santos porque lutaram contra o pecado e venceram. Nós devemos fazer o mesmo, porque a nossa vida de cristãos é um combate.

5.                          – Neste combate sem tréguas, a arma é a Cruz. O sinal da Cruz com que, por mais do que uma vez fomos marcados durante o Baptismo, significa que devemos sofrer por Cristo para podermos com Ele ressuscitar.

                                             
 Anjinho
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