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Autor Tópico: Santo António de Lisboa (de Pádua)  (Lida 4231 vezes)
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lea onda-menor
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« em: 17 de Setembro de 2006, 11:52 »

NOVENA A SANTO ANTÓNIO

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS


Amadíssimo Protector meu, Santo António!
Eis me aqui, a teus pés, plenamente confiando em vossa poderosa intercessão.
olhai-me com aquele espírito de doce e terna compaixão com que olhavas aos pobres.
Pobre sou eu, Santo meu!
Vejo-me cheio de misérias.
A vida para mim é uma continua luta.
Pão de felicidade, de alegria, de saúde e, de paz, de virtude...
quanto me faz falta a tua amorosa protecção Excalmação
Ouvi-me, vos peço humildemente, para que vosso nome de Taumaturgo seja novamente glorificado.
Creio em vosso poder, em vossa bondade, amo vosso coração de pai e bendigo a nosso Senhor, que te fez grande na terra e no céu. Amém
Oh! Astro de Portugal, pérola de pobreza,
António, pai da ciência, exemplo de pureza,
luz de Portugal e de Itália, Doutor da verdade, Sol de Lisboa e de Pádua
resplandecente em sinais de claridade. Amém.


V.Rogai por nós, António beatíssimo.
R. Para que por tua intercessão alcancemos as alegrias da vida eterna.

  Rosa REFLEXÂO DE CADA DIA


RESPONSO DE SANTO ANTÓNIO (*)

Se milagres desejais
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão;/  E no auge do furacão / Cede o mar embravecido

                               Pela sua intercessão
                               Foge a peste, o erro a morte;
                               O fraco torna-se forte
                               E torna-se o enfermo são

Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão;/  E no auge do furacão / Cede o mar embravecido



                                                              Todos os males humanos
                                                              Se moderam, se retiram
                                                              Digam-no os que o viram
                                                              E digam-no os paduanos

Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão;/  E no auge do furacão / Cede o mar embravecido

Glória ao Pai, Ao Filho e ao Espírito Santo...

Recupera-se o perdido / Rompe-se a dura prisão;/  E no auge do furacão / Cede o mar embravecido

ORAÇÂO: Deus eterno e omnipotente: Vós quisestes que o vosso povo encontrasse em Santo António um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso, concedei-nos seguir fielmente os princípios de vida cristã, para que mereçamos tê-lo como protector em todas as adversidades. Por Cristo Senhor Nosso. Amén

ORAÇÃO FINAL


Alegre, Senhor, a vossa Igreja a devota e humilde oração do glorioso Santo António, vosso servo; Para que sejamos sempre socorridos nesta vida com os auxílios da graça e mereçamos conseguir depois as alegrias eternas da glória;
Por nosso Senhor Jesus Cristo, que com Vós e o Espírito Santo vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém.

Rosa Rosa Rosa


AS REFLEXÔES DE CADA DIA

 Rosa Primeiro Dia: A admirável fé de Santo António.

A vida do Santo Taumaturgo é uma continua pregação da fé cristã. Por ela, muito jovem, ansiava derramar seu Sangue a vista dos mártires franciscanos de Marrocos. Por ela se entrega completamente a Deus em vida santa e perfeitíssima de evangelização que foi pasmo do mundo, rica em talentos e maravilhas... Que vida de fé é a minha?
Três Glórias à santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Segundo Dia: A esperança de Santo António.

Amou vivamente o Santo esta virtude. Uma vida de sacrifícios, em luta constante contra o inferno, o mundo e as paixões, seria impossível sem uma grande esperança, tinha uma grande confiança na bondade divina, na paternal Providência de Deus e na ajuda constante de sua graça... Por isso o Santo jamais desvaneceu em sua vida de incessante e penoso esforço. Contava com Deus! Humilhemo-nos e contemos, não com nossas forças, mas sim com as divinas, esperando em Deus.
Três Glórias à santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Terceiro Dia: Caridade divina de Santo António.

Dedicou Santo António ao Serafim de Assis, São Francisco, um particular amor. Não ignorava, sem dúvida, que, como bom filho seu, era outro Serafim de caridade. Quem poderá adivinhar a ternura de seu amor a Jesus? Aquela cena em que o Menino Deus se recreava nos braços do Santo pode servir para fazer-nos adivinhar os seus êxtases, as suas ternuras seráficas... Que exemplo para mim, frio miserável, pobre pecador.
 Três Glórias à santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Quarto Dia: Caridade fraternal de Santo António.

Eis me aqui um Santo cuja vida foi um holocausto de amor aos homens. Pode dizer que toda ela não foi senão uma carícia aos pobres pecadores, aos tristes enfermos, aos atormentados pelas negruras da miséria... e tanto prazer devia encontrar o Santo neste amor fraterno a seus semelhantes, que nem a morte o interrompeu... Hoje, como em vida, segue prodigiando-nos com as mesmas carícias.. que seu exemplo me mova a compaixão dos desgraçados!
Três Glórias à Santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Quinto Dia: Pureza de Santo António.

Não é em vão que leva o Santo em suas mãos um lírio ... Foi uma açucena da Igreja. O demónio quis manchar com sua baba imunda, mas o Santo a guardou como um tesouro; A defendeu com um cinto austero e impenetrável de cilícios, vigílias, disciplinas, orações, trabalhos... Que fazemos nós para guardar a pureza de nosso corpo e da alma?...
Três Glórias à Santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Sexto Dia: Humildade de Santo António.

Também neste Santo, e por maneira singular e maravilhosa, se cumpriu o dito de Jesus Cristo: "O que se humilha será exaltado". ocultou-se como uma violeta; buscou o retiro, o silêncio e, dotado de altíssima sabedoria, guardou-a para si e somente a obediência pode abrir com sua chave de ouro aqueles talentos poderosos que fizeram de Santo Antônio Arca do Testamento… De quantos bens nos priva nossa soberba!
Três Glórias à Santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Sétimo Dia: Pobreza de Santo António.

Nascido em dourada cama, ante os sorrisos e riquezas do mundo, Santo António abraça a pobre Ordem Franciscana... Torna-se filho de S. francisco, daquele desposado com a dama Pobreza,  e, como ele, segue-a por abrolhos e espinhos, privações e sofrimentos, contente com suas dolorosas e doces carícias ... O seu desapego do mundo, fê-lo rico em bens celestiais... Trocou o ouro da terra pelo ouro inestimável do amor divino.. Desapeguemo-nos dos bens terrenos, se verdadeiramente queremos salvar-nos...
Três Glórias à Santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final  

Rosa Oitavo Dia: Obediência de Santo António.

A obediência é a morte da própria vontade, e quando o homem a mata, mata o seu maior inimigo. A vontade divina, manifestada pelos legítimos Superiores, faz então maravilhas nas almas. Santo Antônio foi obedientíssimo. Tão obediente foi, que a um acto seu de obediência, passava por um ignorante, mas devemos saber que era este um novo Doutor das gentes... Obedece, humilha vosso amor próprio: Deus te exaltará!
Três Glórias à Santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final

 Rosa Nono Dia: Santo António, protector dos que sofrem.

Todo sofrimento, em qualquer de suas manifestações, a dor do pecado, a perda da saúde e, a escassez de recursos, as injustas perseguições, a ausência de paz, as grandes preocupações, as grandes tristezas…, quanto pode atormentar a alma..., Tudo foi motivo de compaixão para o Santo, foi matéria de milagres seus, foi motivo de sua misericórdia... O que se ocultou ou oculta a sua coração compassivo? Acudamos, pois, a ele com vivíssima confiança.
Três Glórias à Santíssima Trindade, recitar o responso e a oração final.


(*) RESPONSO DE SANTO ANTÓNIO ( Si quaeris ):
 
  Esta oração de louvor - ou responso - em honra de Santo António foi redigida por frei Giuliano da Spira por volta de 1233, dois anos depois da morte de Santo António, fazendo parte do "Officium rhythmicum s. Antonii" (Ofício rítmico em honra de Santo António")

Rapidamente se popularizou e actualmente é cantado na Basílica de Santo António em Pádua e, em cada terça-feira, em muitas igrejas do mundo inteiro.
 
« Última modificação: 17 de Setembro de 2006, 14:46 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #1 em: 17 de Setembro de 2006, 12:17 »

O QUE NOS ENSINA SANTO ANTÓNIO SOBRE A ORAÇÃO?


Nos seus Sermões encontramos alguns rápidas passagens, simples e evocativas, que nos ajudam a compreender melhor esta importante dimensão da vida cristã.

Santo António insiste sobre a importância do desapego das coisas, da calma, da solidão, do silêncio, as quais permitem escutar e ver Deus.

Entre as linhas destes ensinamentos, encontramos também um involuntário auto-retrato interior de Santo António, que conhecemos como grande amante do silêncio e da oração.

"Oração é dirigir os nossos afectos para Deus; é um devoto e amigável falar com Ele. É a tranquilidade da mente iluminada do alto."

Oração é também pedido para obter os bens temporais necessários para esta vida terrena. Mas aqueles que rezam pedem ao Senhor com autêntico espírito cristão de submeter a própria vontade à Sua: só o Pai celeste sabe de que coisa verdadeiramente precisamos sobre esta terra.

Por fim, Oração é agradecer, isto é, reconhecer os benefícios recebidos, e oferecer todo o nosso empenho a Deus, de modo que a nossa Oração possa ser permanente".

"O Senhor manifesta-se àqueles que param por um pouco de tempo em paz e humildade de coração. Se tu olhas nas águas turvas e turbulentas, não podes ver a expressão do teu rosto. Se tu queres ver o rosto de Cristo, pára, recolhe os teus pensamentos, em silêncio, e fecha a porta da tua alma ao rumor das coisas exteriores.

A saudação dos anjos e as bênçãos de Deus não são para aqueles que vivem na praça pública, isto é, fora de si, agitados e distraídos. O doce "Avé" foi dirigido a Maria quando Ela estava absorvida na oração, no silêncio de sua casa. Deus, para ser capaz de falar à alma e enchê-la com o conhecimento do seu amor, condu-la à solidão, destacando-a das preocupações das coisas terrenas. Ele fala ao ouvido daqueles que são silenciosos, e fá-los participantes dos seus segredos".



JOÃO PAULO II & SANTO ANTÓNIO

O Papa João Paulo II definiu Santo António "homem evangélico". Este altíssimo reconhecimento está contido no discurso que o Papa fez em Pádua, no dia 12 de Setembro de 1982, por ocasião da sua memorável visita à Basílica de Santo António. Apresentamos aqui algumas das passagens mais importantes, para que através das palavras do Papa apreciemos ainda mais Santo António.

"Durante toda a sua existência Santo António foi um homem evangélico. E se nós o veneramos como tal, é porque nós acreditamos que o Espírito Santo habitou nele de modo extraordinári,o enriquecendo-o com os seus maravilhosos dons e levando-o 'a partir de dentro', a exercer uma actividade que foi notável nos 36 anos da sua existência, mas que está bem longe de ser esgotada no tempo - ela permanece, com vigor e providencialmente, ainda nos nossos dias.

Queria pedir a todos vós que mediteis exactamente sobre este marco de evangelização. Esse é também a razão pela qual Santo António é proclamado "O Santo".

Sem fazer exclusões ou preferências, este é um sinal que nele a santidade alcançou metas de excepcional altitude. A santidade impôs-se sobre tudo o resto, por meio do poder do exemplo e deu à devoção a Santo António uma expansão extrema no mundo. É verdadeiramente difícil encontrar uma cidade ou um país na urbe católica onde não exista pelo menos um altar ou uma imagem do Santo. O seu rosto sereno ilumina com um gentil sorriso milhões de casas cristãs, onde, através dele, a fé nutre a esperança na providência do Pai celeste. Crentes, os mais pequenos e os menos defendidos sobretudo, sentem-no e consideram-no o seu Santo, um intercessor sempre pronto e potente em seu favor.

Exulta, Lusitania felix; O felix Padua, gaude. Exulta, feliz Portugal; ó feliz Pádua, alegra-te. Eu repito estas palavras juntamente com o meu predecessor Pio XII. Alegra-te, Pádua, nas tuas origens romanas e mesmo pré-romanas; aos esplêndidos acontecimentos da tua história tu acrescentas o nobilíssimo título de guardiã da vivente e palpitante memória de Santo António, no seu glorioso túmulo. De ti, de facto, o seu nome se difundiu e ressoa ainda em todo o mundo, por esta especial característica: a genuinidade do seu perfil evangélico".



PORQUÊ REZAR A SANTO ANTÓNIO?
 
 
"Per Antonium ad Jesum" 



Através de António, até Jesus. Estas são as memoráveis palavras usadas pelo Papa Pio XI, em 1930, por ocasião do 7.º centenário da morte de Santo António.

E esta é, verdadeiramente, a missão de Santo António, o Santo extraordinário que, no misterioso desígnio da divina Providência, permanece ainda hoje um grande mestre de vida espiritual, um exemplo vivo de virtudes e de santidade, um poderoso intercessor junto de Deus.

Popular junto do povo humilde que o declara como casamenteiro e o honra com as suas festas populares e traadições, Doutor da Igreja que reconhece, nos seus escritos, sábios ensinamentos e profundas reflexões sobre a PALAVRA

Nós sabemos bem, como a Sagrada Escritura e a Igreja nos ensinam, que o único Mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo.

Mas nós sabemos também, para nossa grande consolação, que os Santos, nossos irmãos, tentaram imitar Jesus à perfeição durante a sua vida terrena e, vivendo uma vida de fé e de caridade heróica, dedicaram a sua vida a Deus e aos irmãos. Ora, próximos de Cristo no paraíso, eles são modelos de imitação e nossos intercessores.

Por tal razão, o Concílio Vaticano II ensina que

"A Igreja proclama o mistério pascal realizado nos santos que sofreram e foram glorificados com Cristo.. A Igreja propõe aos fiéis os seus exemplos que atraem todos ao pai através de Cristo e, através dos seus méritos, implora os benefícios de Deus" (Sacrosantum Concilium, n.104)

Santo António foi invadido por um ardente amor pelo seu Senhor, imergiu-se a si mesmo no espírito do Evangelho, viveu-o na primeira pessoa, pregando-o por todo o lado por meio dos seus Sermões

Também hoje o Santo continua a ser aquilo que foi durante a sua existência terrena: uma luz e um guia para o povo cristão. Também hoje dele emana uma mensagem de salvação: a mensagem de obter, manter e aumentar a graça divina.

Aqueles que visitaram a Basílica em Pádua, onde se encontra o seu túmulo, podem testemunhar que Santo António é verdadeiramente para muitos um convite a voltar ao Senhor, a converter-se, a iniciar uma vida nova.

Durante o ano, numerosíssimos peregrinos rezam diante do túmulo do Santo. A ele confiam os seus sofrimentos, as suas ânsias, as suas esperanças e, quando partem, levam consigo o conforto e consolação.

A oração que se eleva a Santo António é simples, imediata, às vezes até necessitada de luz e purificação.

Todavia, é sem dúvida alguma uma estrada, acessível a todos, para se aproximarem de Deus.

Com frequência, de facto, as pessoas simples e humildes são aquelas que melhor sabem encontrar a estrada para descobrir o Senhor , mais do que os sábios ou os grandes.

Reza com o teu coração, com a tua vida e certamente serás atendido... Tens dificuldade em verbalizar / encontrar palavras? Aqui estão algumas propostas, encontradas no enorme tesouro da Igreja: o baú das orações a Santo António...

Para uma visita virtual à Basílica de santo António em Pádua...

em Inglês... http://www.basilicadelsanto.org/ing/visita/visita.asp

em espanhol http://www.basilicadelsanto.org/spa/home.asp

BOA VIAGEM! Beijos
« Última modificação: 17 de Setembro de 2006, 14:53 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #2 em: 17 de Setembro de 2006, 12:23 »

ENCONTRAR O QUE SE ENCONTRA PERDIDO

"Ó meu Santo António, ajuda-me a encontrar"
Santo António é famoso no mundo também como o Santo que ajuda a encontrar as coisas perdidas. Desde objectos da vida quotidiana, até documentos importantes, ou a própria fé. A oração que se segue é dedicada a invocar a ajuda de Santo António precisamente na procura de quanto foi perdido.


            Glorioso Santo António, que exercitastes o poder divino de encontrar o que se perdeu. Ajudai-me a encontrar a Graça de Deus, e tornai-me zeloso no serviço de Deus e em viver as virtudes. Fazei-me encontrar aquilo que perdi, de modo a mostrar-me a presença da Vossa bondade.
(Pai Nosso, Avé Maria, Glória ao Pai)

Oremos: Santo António, glorioso servo de Deus, famoso pelos vossos méritos e poderosos milagres, ajudai-nos a encontrar as coisas perdidas; dai-nos a vossa ajuda nas provações; e iluminai a nossa mente na procura da vontade de Deus. Ajudai-nos a encontrar de novo a vida da graça que o nosso pecado destruiu, e conduzi-nos à posse da glória que nos foi prometida pelo Salvador. Isto Vos pedimos por Cristo Nosso Senhor. Amen.
 
« Última modificação: 17 de Setembro de 2006, 14:55 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #3 em: 17 de Setembro de 2006, 12:56 »

ECCE CRUCEM DOMINI
 
"Levanta-te, filha e guarda este bilhete. Com ele serás livre dessa forte tentação", Santo António
 
A tradição popular diz que Santo António deu uma oração a uma pobre mulher que procurava ajuda contra as tentações do demónio:

"No reino de Portugal, em Santarém, nos tempos del-rei Dom Dinís, vivia certa mulher muito pecadora, mas também muito devota a Santoa António.

Apertava com ela o demónio constantemente induzindo-a a que se matasse. E à pobre até lhe pareceia que o próprio Jesus lhe segredava ao coração:

- ò mesquinha, tantas maldades tens que , só matando-te, te poderás salvar!

E o demónio que assim lá dentro a desinquietava com estas semelhantes tentações, querendo também vexá-la exteriormente, apareceu-lhe em forma humana a falar:

- Eu sou aquele Senhor a quem tens ofendido gravemente, e venho dizer-te que, se fores ao rio Tejo e nele te afogares em satisfação das tuas culpas, todas te hei-de perdoar e te darei a eterna glória.

Ora aconteceu que, depois di demónio muitas vezes assim lhe ter falado, o marido, num momento de arrelia, chamou-lhe «mulher endemoninhada». Ao ver-se escarnecida, desceu em direcção ao rio Tejo - era ao meio da manhã - na intenção de ali se afogar conforme o demónio tantas vezes a aconselhara interiormente.

Quando passou junto à Igreja dos Frades Menores, lembrou-se que era o dia da festa de Santo António, e entrou dentro a encomendar-se ao Santo. Prostrada, diante da sua imagem, tod em lágrimas, fez a sua oração:

- Ó meu Padre Santo António, bem sabeis quanto vos quero! Valei-me nesta aflição. Sê benigno para comigo, e mostrai-me se apraz a Deus que me vá no rio afogar ou se de todo em todo devo pôr de lado tal ideia.

Quando assim rezava, passou por ela um sono leve, e apareceu-lhe Santo António a falar-lhe:

- Levanta-te, filha e guarda este bilhete. Com ele serás livre dessa forte tentação.

E acordando, viu a mulher que tinha ao pescoço um pedaço de pergaminho, no qual, a letras de oiro, estava escrito:

«EIS A CRUZ DO SENHOR! FUGI INIMIGOS DA ALMA, POIS VENCEU O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ, RAIZ DE DAVID. ALELUIA, ALELUIA»

E desde esse momento foi livre da tentação, e enquanto guardou consigo o bilhete ou breve, nunca mais o demónio a apoquentou.

Soube do prodígio el-rei Dom Dinis - pois o marido o divulgou - e pediu para si o milagroso pergaminho. E o caso foi que, apenas sem ele, logo a pobre mulher começou outra vez a ser tentada.

Compadeceu-se o marido, e como já não podia haver o breve / bilhete, que dele não se desfazia el-rei, valeu-se dos Frades Menores que a Dom Dinis pediram uma cópia e a trouxeram.

E quando a entregaram à mulher, eis que ficou livre da tentação, como dantes quando consigo trazia o breve primitivo.

E confessou devotamente os seus pecados com lágrimas de contrição, e toda se converteu ao serviço do Senhor.

E por vinte anos ainda viveu santamente e em paz acabou os seus dias.

E el-rei Dom Dinis guardou o pergaminho original entre as suas relíquias que mais prezava, e com ele, por intercessão de Santo António, muitos milagres se fizeram. Em louvor de Cristo bendito. Amén."


O Papa franciscano Sisto V mandou esculpir a oração - chamada também de "lema de Santo António" - na base do obelisco que mandou erigir na Praça de S. Pedro, em Roma.

Eis o original, em latim:                                Eis a tradução:


Ecce Crucem Domini!                                             Eis a cruz do Senhor!
Fugite partes adversae!                                        Fugi forças inimigas!
Vicit Leo de tribu Juda,                                          Venceu o Leão de Judá,
Radix David! Alleluia!                                             A raiz de David! Aleluia Excalmação
« Última modificação: 17 de Setembro de 2006, 15:19 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #4 em: 17 de Setembro de 2006, 15:47 »

CINCO MINUTOS COM SANTO ANTÓNIO

Esta oração está muito divulgada no Brasil. Reflectindo as suas palavras poderá proporcionar, na fé, um encontro pessoal na oração e ajudará a uma breve revisão de vida

Há quanto tempo te esperava, ó alma devota, pois bem conheço as graças que necessitas e queres que eu peça ao Senhor!

Estou disposto a fazer tudo por ti; mas filho, diz-me uma a uma todas as tuas necessidades, pois desejo ser intermediário entre a tua alma e Deus com o fim de suavisar os teus males.

Sinto a aflição do teu coração e quero unir-me às tuas amarguras

 Virar os olhos Desejas o meu auxílio no teu negócio, se ele não for nocivo à tua alma?

 Virar os olhos Queres a minha protecção para restituir a paz na tua família?

 Virar os olhos Tens desejo de conseguir algum emprego?

 Virar os olhos Queres ajudar alguns pobres?

 Virar os olhos Alguma pessoa necessitada?

 Virar os olhos Queres atua saúde ou a de alguém que estimas?

Coragem! que tudo obterás!

Agradam-me também as almas sinceras, que tomam sobre si as dores alheias como se fosse próprias.

Mas eu bem vejo, como desejas aquela graça que há tanto tempo me pedes.

Tem fé que não tardará a hora que a hás-de obter.

Uma coisa, porém, desejo de ti:

 Piscar o olho quero que sejas mais devoto para com a nossa Mãe, Maria Santíssima;

 Piscar o olho quero que propagues a minha devoção

 Piscar o olho e ajudes a obra missionária.

Oh! quanto isto me agrada ao coração!
Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem os outros por meu amor;
e sabes quantas graças são obtidas por este meio.

Quantos com fé viva, têm recorrido a mim como pão dos pobres na mão e são atendidos!

Invocam-me para ter êxito feliz num negócio, para achar um objecto perdido, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus; e eu, por amor dos meus pobres, cuja miséria está a meu cargo, obtenho de Deus tudo o que me pedem e ainda muito mais.

Temes que não faça outro tanto por ti?

Não penses assim, porque prezo muito a prerrogativa concedida por Deus de ser o Santo dos milagres.

Muitos outros, como tu, têm precisado de mim e temem pedir-me, pensando que me importunam.

Leio tudo no fundo do coração e a tudo darei remédio; hei-de obter todas as graças, não temas.

Agora, volta às tuas ocupações e não te esqueças do que te recomendei:

vem sempre procurar-me, porque eu te espero: as tuas visitas hão-de ser-me  agradáveis, porque amigo afeiçoado como eu, nunca acharás.

Deixo-te nos Corações Sagrados de Jesus, maria e José.

PAI-NOSSO + AVÉ-MARIA  GLÓRIA




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