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Autor Tópico: COISAS DE SANTOS ;)  (Lida 116217 vezes)
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lea onda-menor
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« Responder #735 em: 07 de Junho de 2008, 20:35 »

 
10 de Junho

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir
a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos.

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Tomou, porém, incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos. Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português.
ALGUNS VIDEOS DE FÁTIMA
em Fátima Virtual

As aparições do Anjo de Portugal  
(Entre Março e Outubro de 1916)


     Foram há pouco mais de 90 anos, entre a primavera e o início do outono, em Portugal, em 1916, logo antes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, que aconteceram as três aparições do Anjo de Portugal, ou da Paz, aos primos Lúcia, Francisco e Jacinta.     

   A primeira aparição do anjo
(na gruta do outeiro do Cabeço - Loca do Cabeço)

Foi assim, segundo narra a irmã Lúcia:
“Alguns momentos havia que jogávamos, e eis que um vento forte sacode as árvores e fez-nos levantar a vista para ver o que se passava, pois o dia estava sereno. Então começamos a ver, a alguma distância, sobre
as árvores que se estendiam em direção ao nascente, uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol”.

À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo As feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos. Não dizíamos palavra.

Ao chegar junto de nós, disse:

-  “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”.

E ajoelhando em terra, curvou a fronte até o chão. Levados por um movimento sobrenatural imitamo-lo e repetimos as palavras que lhe ouvimos pronunciar:

-  “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam”.

Depois de repetir isto três vezes, ergueu-se e disse:

-  “Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas”. E desapareceu.

A atmosfera do sobrenatural, que nos envolveu, era tão intensa, que quase não nos dávamos conta da própria existência, por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima, que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera. Que só muito lentamente foi desaparecendo.

Nessa aparição, nenhum pensou em falar, nem em recomendar o segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima, que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos talvez também maior impressão, por ser a primeira assim manifesta.

(Ir. Lúcia, Memórias II)

  A segunda aparição do anjo
(Poço do Arneiro)

Foi assim, segundo narra a irmã Lúcia:

-  “Que fazeis Interrogação Ora i! Orai muito Excalmação Os corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós
desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios”.

-  “Como nos havemos sacrificarInterrogação” – perguntei.

- “De tudo que puderdes, oferecei a Deus um sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar”. E desapareceu.

Estas palavras do Anjo gravaram-se em nosso espírito, como uma luz que nos fazia compreender quem era Deus; como nos amava e queria ser amado; o valor do sacrifício, e como lhe era agradável; como, por atenção a ele, convertia os pecadores”.

(Ir. Lúcia, Memórias II)

   A terceira aparição do anjo
(na gruta do outeiro do Cabeço - Loca dp Cabeço)

Foi assim, segundo narra a irmã Lúcia:
 Logo que ali chegamos, de joelhos, com os rostos em terra, começamos a repetir a oração do Anjo:” Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos etc. “Não sei quantas vezes tínhamos repetido esta oração, quando
vemos que sobre nós brilha uma luz desconhecida.

Erguemo-nos para ver o que se passava, e vemos o Anjo trazendo na mão esquerda um cálice e suspensa sobre ele uma Hóstia, da qual caíam dentro do cálice algumas gotas de Sangue. Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra junto de nós e repetiu três vezes a oração:

-  “Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

Depois, levantando-se, tomou de novo na mão o cálice e a Hóstia, e deu-me a Hóstia a mim e o que continha o cálice deu-o a beber à jacinta e ao Francisco, dizendo ao mesmo tempo:

- “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.


De novo se prostrou em terra e repetiu conosco mais três vezes a mesma oração: “Santíssima Trindade... etc.” e desapareceu.

Levados pela força do sobrenatural, que nos envolvia, imitávamos o Anjo em tudo, isto é, prostrando-nos como ele e repetindo as orações que ele dizia. A força da presença de Deus era tão intensa, que nos absorvia e aniquilava quase que por completo. Parecia privar-nos até do uso dos sentidos corporais por um grande espaço de tempo. Nesses dias fazíamos as ações materiais como que levados por esse mesmo ser sobrenatural que a isso nos impelia. A paz e a felicidade que sentíamos era grande, mas só íntima, completamente concentrada a alma em Deus. O abatimento físico que nos prostrava também era grande.

Não sei porque, as aparições de Nossa Senhora produziam em nós efeitos bem diferentes. A mesma alegria íntima, a mesma paz e felicidade. Mas, em vez desse abatimento físico, uma certa agilidade expansiva; em vez desse aniquilamento na Divina Presença, um exultar de alegria; em vez dessa dificuldade no falar, um certo entusiasmo comunicativo. Mas, apesar desses sentimentos, sentia a inspiração para calar, sobretudo algumas coisas. Nos interrogatórios, sentia a inspiração íntima que me indicava as respostas que, sem faltar à verdade, não descobrissem o que devia por então ocultar.

(Ir. Lúcia,  Memórias II)


Locais e monumentos à volta do Santuário


O mapa que se segue serve para visualizar os espaços à volta do santuário
(Basílica & Capelinha)
está desactualizado pois não localiza a
Igreja da Santíssima Trindade
onde diz "caminho da penitencia"

a informação e imagens que se seguem
são retiradas de: www.santuario-fatima.pt

VALINHOS (a 3 km do Santuário):


LOCA DO ANJO
 
(Onde as crianças receberam a primeira e terceira visitas do "Anjo da Paz" - Primavera a Outono de 1916):


VIA-SACRA E CALVÁRIO 
 
(A Via-Sacra é composta de 14 capelinhas em memória da Paixão do Senhor e uma 15ª correspondente à Ressurreição)


Sob o Calvário há uma Capela dedicada a S. Estêvão. As primeiras 14 foram oferecidas pelos católicos húngaros refugiados nos países do Ocidente e inauguradas em 12 de Maio de 1964; a 15ª em 13 de Outubro de 1992, com a presença do Embaixador da Hungria, já liberta do comunismo. A Via-Sacra parte da Rotunda de Santa Teresa e segue pelo caminho que os pastorinhos tomavam para ir de Aljustrel à Cova da Iria.


Casa de Francisco e Jacinta Marto 


Casa de Lúcia dos Santos
 



O POÇO DOS PASTORINHOS (Ao fundo do quintal da casa de Lúcia, o poço, onde o "Anjo da Paz", "Anjo de Portugal", apareceu pela segunda vez - Verão de 1916)


CASA-MUSEU DE ALJUSTREL (junto à Casa de Lúcia)





Jesus, só Tu és a verdade!

Concluídas as celebrações do 90.º aniversário das Aparições de Fátima (2006-2007), em que a temática da Peregrinação das Crianças se inspirou nos dois principais mediadores daquela Iniciativa divina extraordinária (o Anjo da Paz e a Senhora do Rosário), regressa o projecto lançado pelo Santuário em 2000, pelo qual se propôs assumir os Mandamentos da Lei de Deus como itinerário temático da primeira década do novo Milénio. 

Este ano, o Santuário ritma a sua vida e proposta pastoral pelo oitavo Mandamento, convidando-nos a Viver na VerdadeExcalmação É um desafio que brota do mais profundo da história da salvação – a verdade libertar-vos-á (Jo 8,32) – e oferece um caminho novo à incessante procura do coração humano. Todos nós temos sede da verdade. Todos procuramos a verdade sobre a vida e sobre o mundo, o homem e Deus. Não nos chega o materialismo económico reinante nem o relativismo ético que tudo justifica. Queremos mais! Mas, o que é a verdade? Em que consistirá? Onde procurá-la?

Muitos dos caminhos percorridos, nos últimos séculos, foram dar a becos sem saída! Vivemos tempos de desencanto perante as grandes pretensões da Modernidade: muitos são os que deixaram de acreditar nas ideologias que lhes deram forma. Desiludidos e cansados, corremos o risco de calar, no mais íntimo de nós mesmos, a perguntas de sempre e aceitar, por igual, todas as respostas. Neste contexto, também a proposta cristã corre o risco de perder densidade e significatividade!

Nas reuniões de preparação da Peregrinação foi ganhando corpo a ideia que não bastaria apresentar a verdade como um conceito ou obrigação moral – de difícil compreensão e não só para crianças! –, mas que era preciso fundá-la em algo ou alguém que lhe desse rosto e nome, para além de todas as conveniências sociais... Neste sentido, estruturámos os diversos momentos da Peregrinação com o objectivo de apresentar a verdade como relação de amor cujo oposto, a mentira, se sintetiza na ruptura de relações.

Assim, na celebração do dia 9 de Junho, serão apresentados testemunhos de homens e mulheres que, desde os tempos bíblicos até à actualidade, deram a vida pela verdade. Na celebração do dia 10, centrar-nos-emos no testemunho de Cristo, a verdade em pessoa! Porque Deus e homem, só Ele nos podia oferecer a verdade sobre Deus e sobre nós! Ele tem segredos para nos contar que mais ninguém conhecia ou podia imaginar!

Os textos bíblicos escolhidos falam-nos da mentira como ruptura da relação entre os homens e Deus. Neste processo de destruição quem procurou sempre restabelecer a relação não foi o que a rompeu! É Deus que toma a iniciativa e vem procurar-nos. Do alto da cruz de seu Filho, continua a convidar a humanidade para uma comunhão de vida capaz de vencer a mentira e o mal, e oferece-nos o seu Espírito de amor que liberta e dá vida.

Como exemplo de vida vivida na verdade, as crianças terão também a oportunidade de assistir, no Centro Pastoral Paulo VI, à encenação da vida familiar dos Pastorinhos onde eles se assumem como defensores da verdade das Aparições. No meio das dificuldades e sofrimentos que aqueles acontecimentos extraordinários lhe causavam, foi a beleza sublime daquela experiência que os ajudou a permanecerem fiéis.

Os Pastorinhos
viveram aqueles acontecimentos
de forma diferente:

o Francisco
tornou-se um contemplativo
 de Jesus escondido
.


Este ano,
com o início das celebrações
do primeiro centenário do seu nascimento
,
procurámos dar a conhecer
a sua experiência da fé.
Para o efeito, lançámos duas ideias: um concurso nacional para as crianças da catequese e um convite para, depois da celebração do dia 9, grupos de crianças permanecerem alguns minutos em adoração a Jesus escondido no pão consagrado. Responderam ao convite 290 crianças. No que diz respeito ao concurso, chegaram-nos 984 trabalhos, 92% são desenhos e 8% são textos. Os melhores desenhos e textos serão expostos num dos espaços anexos à Igreja da Santíssima Trindade.

P. Armindo Janeiro (Coordenador)
Fonte: Santuario de Fátima

« Última modificação: 07 de Junho de 2008, 23:51 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #736 em: 07 de Junho de 2008, 23:59 »

   
11 de Junho

1908 -  2008
o centenário de nascimento


Beato Francisco Marto,
Pastorinho de Fátima

Nascido a 11 de Junho de 1908
Falecido a 4 de Abril de 1919


Beatificado a
a 13 de Maio de 2000
em Fátima por João Paulo II

Quando, na primeira aparição,
a Lúcia perguntou à Senhora se o Francisco iria para o Céu,
ouviu responder:
 «Sim, irá, mas terá que rezar muitas vezes o terço»

“O Francisco afigura-se-nos uma dessas almas interiores, muito sensíveis, de feição contemplativa, que não gostam do bulício, mais amigas de pensar do que de falar, mais propensas a ouvir do que a manifestar-se, mais propensas a estar quietas do que a mexer-se. Em casa e dentro de um círculo restrito sentem-se à vontade e são mesmo expansivas. Fora dos seus amigos ou do ambiente familiar, fecham-se discretamente a tudo que não lhes interessa, aborrecendo os grandes ajuntamentos e as exterioridades. Mais tarde [depois que começaram as aparições de Nossa Senhora], veremos o Francisco isolar-se nos montes para meditar e contemplar sossegadamente ou fugir para a Igreja a fim de estar sozinho com Jesus”
Pe Fernando Leite
   

“Um dia perguntei-lhe [Irmã Lúcia]:

— Francisco, tu de que gostas mais: de consolar a Nosso Senhor, ou de converter os pecadores para que não fossem mais almas para o inferno?

Gostava mais de consolar a Nosso Senhor. Não reparaste como Nossa Senhora, ainda no último mês, se pôs tão triste, quando disse que não ofendessem a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido? Eu queria consolar a Nosso Senhor e, depois, converter os pecadores, para que não O ofendessem mais”

(IV Memória, pp. 284-286)

 

«Nós estávamos a arder naquela luz
que é Deus
e não nos queimávamos.
Como é Deus Interrogação
 Não se pode dizer.
Isto sim que a gente não pode dizer».
Francisco Marto

Em suas Memórias,
a Irmã Lúcia recorda ainda...


O Francisco “lá ia conosco para a velha eira a brincar enquanto esperávamos que Nossa Senhora e os anjos acendessem as suas candeias. Animava-se também a contá-las, mas nada o encantava tanto como o lindo nascer e pôr-do-sol. Enquanto deste se avistasse algum raio, não investigava se já havia alguma candeia acesa.

Nenhuma candeia é tão bonita como a de Nosso Senhor — dizia ele à Jacinta, que gostava mais da de Nossa Senhora; porque, dizia ela, ‘não faz doer a vista’.

E, entusiasmado, seguia com a vista todos os raios que, dardejando nos vidros das casas das aldeias vizinhas, ou nas gotas de água espalhadas nas árvores e matos da serra, os fazia brilhar como outras tantas estrelas, a seu ver mil vezes mais bonitas que as dos anjos”

(IV Memória, p. 248 — edição fac-similar
produzida pelo Pe. Antonio Maria Martins SJ,  Porto, 1973)



Reflexão de João Paulo II
na homilia da beatificação dos Pastorinhos
Fátima, 13 de Maio 2000



[...]2. Ao beato Francisco, o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que penetrara no íntimo dos três. Só a ele, porém, Deus Se dera a conhecer «tão triste», como ele dizia. Certa noite, seu pai ouviu-o soluçar e perguntou-lhe porque chorava; o filho respondeu: «Pensava em Jesus que está tão triste por causa dos pecados que se cometem contra Ele». Vive movido pelo único desejo - tão expressivo do modo de pensar das crianças - de «consolar e dar alegria a Jesus».

Na sua vida, dá-se uma transformação que poderíamos chamar radical; uma transformação certamente não comum em crianças da sua idade. Entrega-se a uma vida espiritual intensa, que se traduz em oração assídua e fervorosa, chegando a uma verdadeira forma de união mística com o Senhor. Isto mesmo leva-o a uma progressiva purificação do espírito, através da renúncia aos próprios gostos e até às brincadeiras inocentes de criança.

Suportou os grandes sofrimentos da doença que o levou à morte, sem nunca se lamentar. Tudo lhe parecia pouco para consolar Jesus; morreu com um sorriso nos lábios. Grande era, no pequeno Francisco, o desejo de reparar as ofensas dos pecadores, esforçando-se por ser bom e oferecendo sacrifícios e oração. E Jacinta sua irmã, quase dois anos mais nova que ele, vivia animada pelos mesmos sentimentos. [...]



Igreja paroquial de Fátima
 onde os três pastorinhos foram baptizados
e onde Francisco ia adorar Jesus Escondido

 
A caminho da escola,
costumava dizer à Lúcia e à Jacinta:
 «Ide vós.
Eu vou para a Igreja
fazer companhia
a Jesus escondido».

À esquerda:Capela da Adoração (Lausperene), em Fátima

Uma cronologia


             Já na sua humilde família aprendeu com sua irmã Jacinta a conhecer e louvar a Deus e a Virgem Maria.

             Um anjo e a Santíssima Virgem exortaram-no a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz para o mundo. A partir de então teve só uma preocupação: cumprir os pedidos do Anjo e de Maria, progredindo assim continuamente no caminho da perfeição.
 

Os pais de Francisco e Jacinta Marto


o leito onde nasceram
Francisco e Jacinta
               Foram as palavras do Anjo «Consolai o vosso Deus» que vivamente impressionaram o Francisco e orientaram toda a sua vida. Ele quis ser o Consolador de Jesus principalmente pela recitação do terço e pela adoração a Jesus Escondido no sacrário da igreja paroquial.

             Em Fátima, a 13 de Maio, no ano jubilar 2000, o Papa João Paulo II inscreveu-o no número dos bem-aventurados.

1908
  • Junho 11: nasce em Aljustrel, paróquia de Fátima, penúltimo dos sete filhos de Manuel Pedro Marto e Olimpia de Jesus
  • Junho 20: é baptizado com o nome de Francisco

Com 8 anos começa a pastorear o rebanho



  1916
  • Primavera: 1ª aparição do Anjo no Cabeço
  • Verão: 2ª aparição do Anjo no poço do Arneiro
  • Outono: 3ª aparição do Anjo no Cabeço

1917
  • Maio-Junho-Julho 13: 1ª, 2ª. e 3ª aparições de N. Senhora na Cova da Iria
  • Agosto 13: é levado para a cadeia de Vila Nova de Ourém
  • Agosto 15: regressa a Aljustrel
  • Agosto 19: 4ª aparição de Nossa Senhora nos Valinhos
  • Setembro e Outubro 13: 5ª e 6ª aparições de Nossa Senhora

1918
  • Outubro 18: adoece com a epidemia da gripe espanhola

«Sofro muito, mas sofro tudo por amor de Jesus e de Nossa Senhora. Queria sofrer mais, mas não posso».
contava Francisco a Lúcia

1919

«O mãe!... nem tenho forças para rezar o terço...
E as Ave-Marias que rezo é com a cabeça tão fugida!»

  • Março 19: agrava-se a doença

  • Abril 2: é confessado pelo Padre Moreira

  • Abril 3: recebe o Viático - 1ª Comunhão

  • Abril 4: morre serenamente pelas 22 horas
     
  • Abril 5: é sepultado no cemitério de Fátima
   
O leito onde morre Francisco Marto

"O Pai, queria receber o Pai do Céu antes de morrer Excalmação
(Francisco ainda não tinha feito a primeira comunhão).
Confessou-se. Chamou a Lúcia e a Jacinta e pediu que lhe recordassem pecados eventualmente cometidos. A prima e a irmã falam-lhe de certas brincadeiras. O Francisco começou a chorar e a dizer: «Esses já os confessei, mas torno a confessá-los. Se calhar é por causa destes pecados que Nosso Senhor está tão triste. Pedi também a Nosso Senhor que perdoe os meus pecados».
Seguiu-se o primeiro e último encontro com «Jesus escondido» na hóstia santa. Como ele já não conseguia rezar, pediu à prima e à irmã que rezassem o terço em voz alta para as acompanhar com o coração.


   
Uma noite, disse à mãe:
 «Olhe, mãe,
que luz tão linda ali, junto da porta Excalmação».

Seria a última noite. No dia seguinte, 4 de Abril de 1919, pediu uma vez mais perdão a todos. Ás dez horas da manhã, quando o sol em fartos jorros entrava pela porta do quarto, o Francisco foi para o Céu.

1952


  • Fevereiro 17: identificação dos seus restos mortais
  • Março 13: trasladação para a Basílica de Fátima.




A Basílica aquando da beatificação dos pastorinhos
« Última modificação: 08 de Junho de 2008, 02:18 por lea onda-menor » Registado

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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #737 em: 13 de Junho de 2008, 09:55 »

ALGUNS MILAGRES DE SANTO ANTÓNIO

Santo António é sem dúvida o "Santo dos Milagres".

A sua taumaturgia – relação de milagres - iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.

 

De Santo "casadoiro" a "restituidor do desaparecido", passando por "livrador" das tentações demoníacas, a Santo António tudo se pede. Citaremos abaixo alguns dos milagres operados por esse santo.

 

Santo António prega aos peixes. Reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo António vai até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e chama os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Dá-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges ficaram tão impressionados que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diversos autores, tendo sido mesmo objecto de um sermão do Padre António Vieira que é considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.

 

Santo António livra o pai da forca. Tinha havido um crime de morte em Portugal, onde nascera Santo António. Todas as suspeitas do crime recaíam sobre o pai do santo.

Chegou o dia do julgamento. Os juízes estavam reunidos para proferir a sentença condenatória. Assentado ali no banco dos réus, seu pai não podia defender-se.

Nesse momento Santo António estava fazendo um sermão numa igreja da Itália. Conta-se que, em dado instante, ele interrompeu o sermão e ficou imóvel, como se estivesse dormindo em pé. Durante esse mesmo tempo foi visto na sala do júri, em Portugal, conversando com os juízes. Entre outras coisas, disse-lhes o santo: Por que tanta precipitação? Posso provar a inocência do meu pai. Venham comigo até ao cemitério.

Aceitaram o convite. Frei António mandou abrir a cova do homem assassinado e perguntou ao defunto: "Meu irmão, diga perante todos, se foi meu pai quem matou você".

Para espanto dos juízes e de todos que ali estavam, o defunto abriu a boca e disse devagar, como se estivesse medindo as palavras:

"Não, foi Martinho de Bulhões quem me matou". E tornou a calar-se. Estava provada de maneira milagrosa a inocência do seu pai. Mais uma vez a verdade triunfou sobre a mentira e a calúnia.

Operaram-se aí dois fatos milagrosos, a bilocação, ou acto de uma pessoa estar (por milagre) em dois locais ao mesmo tempo, e o poder de reanimar os mortos.

 

Com o Menino Jesus nos braços: Outro milagre, também reportado na crónica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo António após sua morte.

Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei António; depara-se então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo António.

O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação.

Sentindo-se observado, faz conde Tiso jurar que só contaria o visto após a sua morte.

 

FRASES DE SANTO ANTÓNIO

"Deus é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs."

 
"É viva a Palavra quando são as obras que falam."

 

"Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes."

 

"Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranquila a tua alma."

 

"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."

 

"Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós."

 

"Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus."

 

"Ó Senhor, dá-me viver e morrer no pequeno ninho da pobreza e na fé dos teus Apóstolos e da tua Santa Igreja Católica."

 

"Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo."

 

"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa"

 

TREZENA DE SANTO ANTÓNIO

AS 13 TERÇAS-FEIRAS EM HONRA DE SANTO ANTÓNIO


Em 1617, uma senhora de Bolonha (Itália), cujo casamento não tinha sido até ali abençoado com filhos, ouvindo falar nas numerosas graças obtidas por intercessão do Taumaturgo (termo usado para “aquele que faz milagres”) de Pádua, implorou-lhe que tivesse dó dela e lhe concedesse o intenso desejo do seu coração, que era ter descendência. Uma noite, o Santo apareceu-lhe num misterioso sonho e disse-lhe: “Vai durante nove terças-feiras consecutivas visitar a capela dos Frades Menores e receber a Sagrada Comunhão, e a tua súplica será atendida. Seguiu a senhora fielmente esta direcção e o santo cumpriu a sua promessa. Mas o desejado recém-nascido era aleijado e disforme. Cheia de confiança, a mãe mandou levá-lo ao altar de Santo António, e mal o bebé tocou na ara sagrada, logo se transformou numa linda criança.
Foi este milagre que deu princípio à devoção das Nove Terças-feiras em honra de Santo António; mais tarde elevou-se o número de terças-feiras para comemorar a data de sua morte.

 

Súplica
Meu querido Santo António, Santo dos mais carinhosos, o vosso ardente amor de Deus, as vossas sublimes virtudes e grande caridade para com o próximo vos mereceram durante a vida o poder de fazer milagres espantosos. Nada vos era impossível senão deixar de sentir compaixão pelos que necessitavam da vossa eficaz intercessão. A vós recorremos e vos imploramos que nos obtenhais a graça especial que neste momento pedimos. Ó bondoso e santo Taumaturgo, cujo coração estava sempre cheio de simpatia pelos homens, segredai as nossas preces ao Menino Jesus que tanto gostava de repousar nos vossos braços. Uma palavra vossa nos obterá as mercês que pedimos. (Segue-se a meditação do dia competente)


1ª Terça-feira

Oração - Invencível Santo António, mártir pelo desejo, pelo fervor do amor que vos inflamou com o ardente anseio de derramar o vosso sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos o vosso auxílio para que nos assistais a nós e a todos os agonizantes na hora da nossa morte, e para que obtenhais o eterno descanso para as almas do purgatório. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...)


2ª Terça-feira

Oração - Ó Santo António, grande Doutor da Igreja, que ilustrastes a eterna e imutável verdade tanto pela palavra como pelo exemplo, nós vos imploramos que nos conserveis na fé católica, que convertais os que estão fora da nossa Igreja e que extirpeis todos os erros e falsidades. Obtende também que os Governantes e os Magistrados exerçam a justiça com equidade e para o bem do povo.
(Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...)

 

3ª Terça-feira

Oração - Ó bondoso consolador Santo António! Nunca quem procurou o vosso auxílio deixou de ser atendido. Humildemente vos suplicamos que nos auxilieis, a nós e a todo o mundo, nas calamidades e aflições; preservai-nos da falta de arrependimento, da covardia e do desespero; afastai de nós toda a intolerância e toda a discórdia. ( Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...)


4ª Terça-feira

Oração - Santo António, fervoroso adorador de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ateastes em toda a parte o fogo da caridade perante o qual os demónios fugiam, guardai as nossas almas e os nossos corpos, e defendei-os contra as tentações de Satanás, para que ele não tenha o poder de nos molestar em pensamentos, palavras e obras, e afastai de nós todos os vãos receios e imaginações.
(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


5ª Terça-feira

Oração - Ó maravilhoso pregador Santo António, a cujas poderosas palavras nenhum pecador podia resistir, humildemente vos suplicamos que preserveis os nossos corpos de febres, feridas e doenças infecciosas, e as nossas almas da lepra do pecado. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


6ª Terça-feira

Oração - Ó milagroso Taumaturgo Santo António, em quem Deus manifestou o seu poder , livrai-nos de todas as fraquezas e enfermidades para que possamos sempre glorificar Deus Todo Poderoso, sãos de espírito e de corpo, e fortes de alma. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


7ª Terça-feira

Oração - Santo António, fiel guia dos viajantes, a quem Deus deu o poder de dominar as tempestades e de acalmar as ondas do mar, preservai-nos a nós e a todos os viajantes dos perigos do mar e da terra, e do naufrágio das nossas almas. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


8ª Terça-feira

Oração - Ó valente confessor Santo António, que libertastes das cadeias temporais os corpos dos homens, e das cadeias espirituais as suas almas, libertai os pobres cativos das prisões que não mereceram, e as almas que o pecado escraviza, das trevas dos seus cárceres espirituais, e auxiliai todos os que estão condenados à morte. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


9ª Terça-feira

Oração - Ó branca Flor da Pureza, Santo António, que tivestes nos vossos braços virginais Jesus, o Filho de Deus, nós vos suplicamos que nos preserveis a nós, e a todos os que nos pertencem, dos males corporais; auxiliai também os surdos, os mudos, os cegos, os coxos, os disformes, e alcançai para eles a paciência necessária para suportarem as suas aflições. Ajudai também a preservar o corpo místico da Igreja, e fazei com que todas as nações, com os seus governantes e príncipes, se conservem fiéis ao seu chefe.

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


10ª Terça-feira

Oração - Fidelíssimo Santo António, que desprezastes os bens deste mundo para poderes obter as riquezas de Cristo, ajudai-nos a nunca desejar nada que nos seja prejudicial, preservai-nos de todas as ambições mundanas e obtende-nos que procuremos sempre a graça, e, se a perdermos, não descansemos até recuperá-la. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


11ª Terça-feira

Oração - Santo António, poderoso auxiliar, em quem o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo obra tão grandes maravilhas, invocamos o vosso auxílio em todos os perigos, visíveis e invisíveis. Preservai-nos, pela vossa intercessão, dos nossos inimigos, dos raios, das tempestades, do incêndio e da guerra, e livrai-nos fielmente de todos os perigos da alma e do corpo.

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


12ª Terça-feira

Oração - Santo António, refúgio universal, nós vos suplicamos que nos socorrais em todas as aflições, na pobreza e na enfermidade; que consoleis as viúvas e os órfãos, e todos aqueles que vos invocam nas suas necessidades.
(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)


13ª Terça-feira

Oração - Ó Glorioso Santo António, honra de Portugal, Apóstolo de todas as nações, manifestai-nos o poder milagroso que tem ganho vitórias tão maravilhosas sobre o erro e a descrença, e acendei nos nossos corações a chama da divina caridade e do amor fraterno, a fim de que, unidos no aprisco verdadeiro do Divino Pastor, possamos glorificar Aquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina eternamente. Amém. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)



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Paz e Bem! =)


« Responder #738 em: 06 de Julho de 2008, 19:18 »

Santa do dia do aniversário da nossa Chefinha

6 de Julho
Santa Maria Goretti
            

Uma biografia possível


Maria nasceu em 16 de outubro de 1890, em Corinaldo, província de Ancona, Itália. Filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini, terceira de sete filhos de uma família pobre de bens terrenos mas rica em fé e virtudes, cultivadas por meio da oração em comum, terço todos os dias e aos domingos Missa e sagrada Comunhão.

No dia seguinte a seu nascimento, foi batizada e consagrada à Virgem. Aos seis anos recebeu o sacramento da Confirmação.
   

A partitura de um hino
que lhe é dedicado

Depois do nascimento de seu quarto filho, Luigi Goretti, pela dura crise econômica que enfrentava, decidiu emigrar com sua família às grandes planícies dos campos romanos, ainda insalubres naquela época. Instalou-se em Ferriere di Conca, colocando-se a serviço do conde Mazzoleni.

Neste lugar Maria mostra claramente uma inteligência e uma maturidade precoce, onde não existia nenhum pingo de capricho, nem de desobediência, nem de mentira. É realmente o anjo da família.

Após um ano de trabalho esgotante, Luigi contraiu uma doença fulminante, a malária, que o levou à morte depois de padecer por dez dias. Como conseqüência da morte de Luigi, Assunta teve que trabalhar deixando a casa a cargo dos irmãos mais velhos.

Maria frequentemente chorava a morte de seu pai, e aproveita qualquer ocasião para ajoelhar-se diante de sua tumba, para elevar a Deus suas preces para que seu pai goze da glória divina.

Junto com a tarefa de cuidar de seus irmãos menores, Maria seguia rezando e assistindo a seu curso de catecismo. Posteriormente, sua mãe contará que o terço lhe era necessário e, de fato, o levava sempre enrolado em volta do pulso. Assim como a contemplação do crucifixo, que foi para Maria uma fonte onde se nutria de um intenso amor de Deus e de um profundo horror pelo pecado.

 Desabrochar Amor intenso ao Senhor


 Maria desde muito pequena ansiava receber a Sagrada Eucaristia. Segundo era costume na época, deveria esperar até os onze anos, mas um dia perguntou a sua mãe: -Mamãe, quando tomarei a Comunhão?. Quero Jesus. –Como vai tomá-la, se não sabes o catecismo? Além disso, não sabes ler, não temos dinheiro para comprar o vestido, os sapatos e o véu, e não temos nem um momento livre. –Pois assim nunca tomarei a Comunhão, mamãe! E eu não posso estar sem Jesus! -E, o que queres que eu faça? Não posso deixar que comungues como uma pequena ignorante.

Diante destas condições, Maria começou a se preparar com ajuda de uma pessoa do lugar, e todo o povo a ajudar dando-lhe a roupa da comunhão. Desta maneira, recebeu a Eucaristia em 29 de maio de 1902.

A comunhão constante acrescenta nela o amor pela pureza e a anima a tomar a resolução de conservar essa angélica virtude a todo custo. Um dia, após ter escutado um intercâmbio de frases desonestas entre um rapaz e uma de suas companheiras, diz com indignação à sua mãe -Mamãe, que mal havia essa menina! -Procura não tomar parte nunca nestas conversações – Não quero nem pensar, mamãe; antes que fazê-lo, preferiria...E a palavra morrer fica entre seus lábios. Um mês depois, ocorre o que ela sentenciou.

 Desabrochar Pureza eterna


Ao entrar a serviço do conde Mazzoleni, Luigi Goretti havia se associado com Giovanni Serenelli e seu filho Alessandro. As duas famílias vivem em quartos separados, mas a cozinha é comum. Luigi se arrependeu em seguida daquela união com Giovanni Serenelli, pessoa muito diferente dos seus, bebedor e carente de discrição em suas palavras.

Depois da morte de Luigi, Assunta e seus filhos haviam caído sob o jugo despótico dos Serenelli, Maria, que compreendeu a situação, esforça-se para apoiar sua mãe:

-Ânimo, mamãe, não tenhas medo, que já estamos crescendo. Basta com que o Senhor nos conceda saúde. A Providência nos ajudará. Lutaremos e seguiremos lutando!
 
Desde a morte de seu marido, Assunta sempre esteve no campo e nem sequer tem tempo de ocupar-se da casa, nem da instrução religiosa dos mais pequenos.

Maria se encarrega de tudo, na medida do possível. Durante as refeições, não se senta à mesa até que todos estejam servidos, e para ela serve as sobras. Sua obsequiosidade se estende igualmente aos Serenelli. Por sua vez, Giovanni, cuja esposa havia falecido no hospital psiquiátrico de Ancona, não se preocupa em nada com seu filho Alessandro, jovem robusto de dezenove anos, grosseiro e vicioso, que gostava de cobrir seu quarto com imagens obscenas e ler livros indecentes. Em seu leito de morte, Luigi Goretti havia pressentido o perigo que a companhia dos Serenelli representava para seus filhos, e havia repetido sem cessar à sua esposa:

-Assunta, volte para Corinaldo! Infelizmente Assunta está endividada e comprometida por um contrato de arrendamento.

Depois de ter maior contato com a família Goretti, Alessandro começou a fazer proposições desonestas à inocente Maria, que em um princípio não compreende.
Mais tarde, ao adivinhar as intenções perversas do rapaz, a jovem está sobre aviso e rejeita a adulação e as ameaças. Suplica à sua mãe que não deixe sozinha na casa, mas não se atreve a explicar-lhe claramente as causas de seu pânico, pois Alessandro a havia ameaçado –Se contar algo a tua mãe, te mato. Seu único recurso é a oração. Na véspera de sua morte, Maria pede novamente chorando à sua mãe que não a deixe sozinha, mas, ao não receber mais explicações, esta o considera um capricho e não dá nenhuma importância àquela reiterada súplica.

No dia 5 de julho, a uns quarenta metros da casa, estão debulhando as favas na terra. Alessandro leva um carro puxado por bois. O faz girar uma e outra vez sobre as favas estendidas no chão. Às três da tarde, no momento em que Maria se encontra sozinha em casa, Alessandro diz:

-"Assunta, quer fazer o favor de levar um momento os bois para mim?" Sem suspeitar nada, a mulher o faz, Maria, sentada na soleira da cozinha, remenda uma camisa que Alessandro lhe entregou depois de comer, enquanto vigia sua irmãzinha Teresinha, que dorme a seu lado.

                  -"Maria!, grita Alessandro.
-Quer queres?
-Quero que me sigas.
-Para quê? –segue-me Excalmação
-Se não me dizes o que queres, não te sigo".

Perante a resistência, o rapaz a agarra violentamente pelo braço e a arrasta até a cozinha, trancando a porta. A menina grita, o ruído não chega ao lado de fora. Ao não conseguir que a vítima se submeta, Alessandro a amordaça e esgrime um punhal. Maria põe-se a tremer, mas não sucumbe. Furioso, o jovem tenta com violência arrancar-lhe a roupa, mas Maria se desata da mordaça e grita:

                  -Não faças isso, que é pecado... Irás para o inferno.
Pouco cuidadoso com o juízo de Deus, o desgraçado levanta a arma:
-Se não deixar, te mato.
Frente àquela resistência, a atravessa com facadas. A menina se põe a gritar:
-Meu Deus Excalmação Mamãe Excalmação, e cai no chão.


Pensando que estava morta, o assassino atira a faca e abre a porta para fugir, mas ao escutá-la gemer de novo, volta sobre seus passos, pega a arma e a atravessa outra vez de parte a parte; depois, sobe e se tranca em seu quarto.

Maria recebeu catorze feridas graves e ficou inconsciente. Ao recobrar a consciência, chama o senhor Serenelli: Giovanni Excalmação Alessandro me matou... Venha. Quase ao mesmo tempo, despertada pelo ruído, Teresinha lança um grito estridente, que sua mãe escuta. Assustada, diz a seu filho Mariano:
-Corre a buscar a Maria; diga-lhe que Teresinha a chama.

Naquele momento, Giovanni Serenelli sobe as escadas e, ao ver o horrível espetáculo que se apresenta diante seus olhos, exclama:
-Assunta, e tu também, Mário, vem! .

Mario Cimarelli, um trabalhador da granja, sobe as escadas à toda pressa. A mãe chega também:
                  -Mamãe Excalmação geme Maria. É Alessandro, que queria me fazer malExcalmação


Chamam o médico e os guardas, que chegam a tempo para impedir que os vizinhos, muito exaltados, matassem Alessandro no ato.

 Desabrochar Sofrimento redentor


 Ao chegar ao hospital, os médicos se surpreenderam de que a menina ainda não havia sucumbido a seus ferimentos, pois alcançou o pericárdio, o coração, o pulmão esquerdo, o diafragma e o intestino. Ao diagnosticar que não tem cura, chamaram o capelão.

Maria se confessa com toda clareza. Em seguida, durante duas horas, os médicos cuidaram dela sem adormecê-la.

Maria não se lamenta, e não deixa de rezar e de oferecer seus sofrimentos à santíssima Virgem, Mãe das Dores. Sua mãe conseguiu que lhe permitam permanecer à cabeceira da cama. Maria ainda tem forças para consolá-la : -Mamãe, querida mamãe, agora estou bem... Como estão meus irmãos e irmãs?

                  Em um momento, Maria diz à sua mãe:
-Mamãe, dê-me uma gota de água. 
–Minha pobre Maria, o médico não quer, porque seria pior para ti.
Estranhada, Maria continua dizendo:
-Como é possível que não possa beber nem uma gota de água Interrogação
Em seguida, dirige o olhar sobre Jesus crucificado, que também havia dito Tenho sede Excalmação, e entendeu.


O sacerdote também está a seu lado, assistindo-a paternalmente. No momento de lhe dar a Sagrada Comunhão, perguntou-lhe:

                  -Maria, perdoa de todo coração teu assassinoInterrogação
Ela respondeu:
-Sim, perdôo pelo amor de Jesus, e quero que ele também venha comigo ao paraíso. Quero que esteja a meu lado... Que Deus o perdoe, porque eu já o perdoei.


Passando por momentos análogos pelos quais passou o Senhor Jesus na Cruz, Maria recebeu a Eucaristia e a Extrema unção, serena, tranqüila, humilde no heroísmo de sua vitória.

Depois de breves momentos, escutam-na dizer: "Papai".
Finalmente, Maria entra na glória da Comunhão com Deus amor.

É o dia 6 de julho de 1902, às três horas da tarde.

 Desabrochar A conversão de Alessandro


No julgamento, Alessandro, aconselhado por seu advogado, confessou:

                  -"Gostava dela. A provoquei duas vezes ao mal, mas não pude conseguir nada. Despeitado, preparei o punhal que devia utilizar".


Por isso, foi condenado a 30 anos de trabalhos forçados. Aparentava não sentir nenhum arrependimento do crime tanto assim que às vezes o escutavam gritar: 

-"Aníma-te, Serenelli, dentro de vinte e nove anos e seis meses serás um burguês!". Entretanto, alguns anos mais tarde, Dom Blandini, Bispo da diocese onde está a prisão, decide visitar o assassino para encaminhá-lo ao arrependimento.
-"Está perdendo o tempo, monsenhor -afirma o carcereiro-, ele é um duro!"

Alessandro recebeu o bispo resmungando, mas perante a lembrança de Maria, de seu heróico perdão, da bondade e da misericórdia infinita de Deus, deixa-se alcançar pela graça. Depois do Prelado sair, chora na solidão da cela, perante a estupefação dos carcereiro.

Depois de ter um sonho onde Maria lhe apareceu, vestida de branco nos jardins do paraíso, Alessandro, muito questionado, escreveu a Dom Blandino:

                  "Lamento pelo crime que cometi porque sou consciente de ter tirado a vida de uma pobre menina inocente que, até o último momento, quis salvar sua honra, sacrificando-se antes de ceder a minha criminal vontade. Peço perdão a Deus publicamente, e à pobre família, pelo enorme crime que cometi. Confio obter também eu o perdão, como tantos outros na terra".


Seu sincero arrependimento e sua boa conduta na prisão lhe devolvem a liberdade quatro anos antes da expiração da pena. Depois, ocupará o posto de hortelão em um convento de capuchinhos, mostrando uma conduta exemplar, e será admitido na ordem terceira de São Francisco.

Graças à sua boa disposição, Alessandro foi chamado com testemunha no processo de beatificação de Maria. Foi algo muito delicado e penoso para ele, mas confessou: "Devo reparação, e devo fazer tudo o que esteja a meu alcance para sua glorificação. Toda a culpa é minha. Deixei-me levar pela brutal paixão. Ela é uma santa, uma verdadeira mártir. É uma das primeiras no paraíso, depois do que teve que sofrer por minha causa".

No Natal de 1937, Alessandro dirigiu-se a Corinaldo, lugar onde Assunta Goretti havia se retirado com seus filhos. E vai simplesmente para fazer reparação e pedir perdão à mãe de sua vítima. Nada mais chegar diante dela, pergunta-lhe chorando.
 
                  -"Assunta, pode me perdoar?
-Se Maria te perdoou
- balbucia-, como eu não vou te perdoar?"


No mesmo dia de Natal, os habitantes de Corinaldo ficam surpresos e emocionados ao ver aproximar-se à mesa da Eucaristia, um ao lado do outro, Alessandro e Assunta.


  Da Homilia do Papa Pio XII
proferida na canonizacão de Santa Maria Goretti


Nada temo, porque Vós estais comigo

Todos conhecem o terrível combate que esta virgem, indefesa, teve de enfrentar. Contra ela se levantou, inesperadamente, uma tremenda e cega tempestade, que procurava manchar e violar a sua pureza angélica. Mas ao ver-se em tão grave situação, ela podia repetir ao divino Redentor estas palavras de ouro do livro da «Imitação de Cristo»:
               «Ainda que eu seja tentada e perturbada com muitas tribulações, nada temo, se a vossa graça está comigo. Ela é a minha fortaleza; ela me aconselha e ajuda. Ela é mais forte do que todos os meus inimigos».             

Assim protegida pela graça celeste, à qual correspondeu com uma vontade forte e generosa, deu a sua vida, mas não perdeu a glória da virgindade.

Na vida desta humilde criança, que apontámos em breves linhas, podemos ver um quadro não só digno do Céu, mas também digno de ser contemplado com admiração e veneração pelos homens do nosso tempo.

Aprendam os pais e as mães de família com quanto empenho devem educar na rectidão, na santidade e na fortaleza os filhos que Deus lhes deu, e formá-los na obediência aos preceitos da religião católica, para que possam, com o auxílio da graça divina, sair vencedores, sem feridas e sem manchas, quando for posta à prova a sua virtude.

Aprenda a alegre infância, aprenda a juventude ardente a não se deixar cair miseravelmente nos prazeres efémeros e ilusórios da paixão, a não ceder ante a sedução do vício, mas antes a combater com alegria, mesmo entre dificuldades e espinhos, para alcançar aquela perfeição cristã de bons costumes, que todos podemos atingir com a força de vontade, ajudada com a graça divina, por meio do esforço, do trabalho e da oração.

Nem todos somos chamados a sofrer o martírio; mas todos somos chamados a adquirir as virtudes cristãs. A virtude, porém, exige energia, que embora não atinja as alturas da fortaleza desta angélica menina, nem por isso obriga menos a um cuidado contínuo e muito atento, que deve ser sempre mantido por nós até ao fim da vida. Por isso, semelhante esforço pode ser considerado um martírio lento e prolongado, ao qual nos convidam estas divinas palavras de Jesus Cristo: O reino dos Céus sofre violência e são os violentos que o arrebatam.

Esforcemo-nos todos por alcançar este objectivo, confiados na graça do Céu. Sirva-nos de estímulo o exemplo da virgem e mártir Santa Maria Goretti. Que ela, lá na mansão celeste, onde goza a felicidade eterna, interceda por nós junto do Divino Redentor, a fim de que todos, cada um segundo a própria vocação, com generosidade, com vontade decidida e com obras de virtude, sigamos o seu caminho glorioso.

Texto meditado na liturgia das horas



[...] 3. Menina extraordinária


Maria Goretti é uma destas figuras heróicas da santa Igreja de Deus:  12 anos de vida, mas uma vida cheia de tantos ideais nobres, de uma grandeza de alma que ainda hoje nos admira. O mérito é da família cristã da qual provinha.

É o fruto da sua resposta à graça de Deus.
O nosso estimado Pe. Alberti escreveu na biografia de Marietta (assim a chamava a família) que ela não é a santa "dos cinco minutos" (G. Alberti, Maria Goretti, Roma 2000, pág. 243), porque a santidade não se improvisa, mas é o fruto de um esforço contínuo, de um acolhimento quotidiano dos estímulos do Espírito, que habita no coração dos crentes.

Quando se lê a vida desta jovem maravilhosa, ficamos surpreendidos com a profundidade da sua vida interior. Tem tanta fé na Providência Divina, que pode dizer à mãe Assunta no momento do sofrimento:  "Mãe, não te preocupes, Deus não nos abandona". Tem amor à família, que a leva a dizer depois da morte do pai:  "Agora penso eu em governar a casa". Sente o desejo urgente de receber o Senhor:  "Mãe exclamou ela quando poderei receber a Primeira Comunhão?".

Tem uma visão profunda do sentido da vida e da eternidade, quando diz a Alexandre Serenelli:  "Que fazes, Alexandre. Deus não está contente, vais para o inferno". Por fim, tem o sentido verdadeiro do amor cristão que também sabe perdoar, quando exclama antes de morrer, falando de quem a tinha agredido:  "Por amor de Jesus perdoo-lhe do coração" (Ibid., pág. 247-248).

Eis a obra-prima da graça, que Deus realizou nesta terra abençoada. Esta é a Santa que Nettuno apresenta à juventude de hoje, recordando-lhe que o ideal cristão é possível e que com a graça de Deus o podemos viver intensamente.

[...]5. O triunfo do amor


No caso de Maria Goretti o poder da graça divina manifestou-se não só na sua força de alma, mas também no maravilhoso gesto do perdão concedido ao jovem Alexandre Serenelli. A jovem das "Ferriere" tinha aprendido da sua santa mãe que não se podia separar o amor a Deus do amor ao próximo. Até nos sofrimentos atrozes da agonia, soube rezar pelo seu perseguidor. É a obra-prima daquela ternura cristã, que é a flor mais bonita do amor. É a beleza da nossa pequena grande Santa. Um conhecido escritor russo escreveu que a beleza salvará o mundo (Dostoièwskyi). Talvez se pudesse completar a frase dizendo que é a beleza do amor que salvará o mundo. Sim, porque é o amor que nos salva verdadeiramente!

6. Uma oração à Santa


Irmãos e Irmãs no Senhor, com sentimentos de gratidão a Deus pelas maravilhas que Ele realizou em Santa Maria Goretti, nós hoje concluimos as celebrações do primeiro Centenário do seu martírio. A partir de 24 de Junho de 1950 nós venerámo-la nos nossos altares, isto é, desde que o Papa Pio XII a proclamou santa, numa memorável cerimónia realizada na Praça de São Pedro, diante de uma grande multidão de fiéis.

Naquela tarde luminosa, o saudoso Sumo Pontífice inscreveu-a no álbum dos Santos e confiou depois à sua intercessão a juventude de hoje, com palavras que ainda nos comovem, apesar de serem redigidas no estilo próprio do século passado (cf. L'Osservatore Romano, 26 de Junho de 1950).

Por meu lado, gostaria de concluir estas palavras, repetindo aquela premente oração de Pio XII:

"Salvé, ó suave e amável Santa!
Mártir na terra e Anjo no céu,
da tua glória dirige o olhar
sobre este povo que te ama,
que te venera, que te glorifica,
que te exalta.

Na tua fronte tens claro
e resplandecente
o nome vitorioso de Cristo
(Apoc 3, 12);
no teu rosto virginal
está a força do amor,
a constância da fidelidade
ao Esposo Divino;
tu és Esposa de sangue,
para reproduzir em ti a Sua imagem.

A ti,
poderosa junto do Anjo de Deus,
confiamos estes nossos filhos
e filhas aqui presentes
e todos os que estão
espiritualmente unidos a nós.

Eles admiram o teu heroísmo,
mas, muito mais, querem imitar-te
no fervor da fé e na incorruptível
pureza dos costumes.

Pais e mães recorrem a ti
para que os assistas
na sua missão educativa.

Em ti, pelas Nossas mãos,
encontram refúgio
todos os adolescentes e a juventude,
para serem protegidos
de qualquer impureza,
e poderem prosseguir
pelo caminho da vida na serenidade
e na alegria dos puros de coração.


Assim seja!"
Assim seja também para todos nós! Amen.

« Última modificação: 06 de Julho de 2008, 20:11 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #739 em: 11 de Setembro de 2008, 10:13 »

São Pedro Claver

Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação. Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles.

Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul. Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam da África. Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.

Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

Durante a peste, em 1650, ele foi o primeiro a oferecer-se para tratar os doentes. As conseqüências foram fatais: em sua peregrinação entre os contaminados, foi atacado pela epidemia, que o deixou paralítico. Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro de Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 8 de setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.

Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1888. São Pedro Claver foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros em 1896. Sua festa, em razão da solenidade mariana, foi marcada para 9 de setembro, dia seguinte ao da data em que se celebra a sua morte.
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« Responder #740 em: 05 de Outubro de 2008, 15:42 »

 DesabrocharMake Me an Instrument of Your Peace Desabrochar
Lord, make me an instrument of your peace.
Where there is hatred, let me sow love,
Where there is injury, pardon
Where there is doubt, faith,
Where there is despair, hope,
Where there is darkness, light,
Where there is sadness, joy.
O Divine Master, grant that I may not so much
seek to be consoled as to console,
not so much to be understood as to understand,
not so much to be loved, as to love;
for it is in giving that we receive,
it is in pardoning that we are pardoned,
it is in dying that we awake to eternal life.


- St. Francis of Assisi
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