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Autor Tópico: COISAS DE SANTOS ;)  (Lida 116217 vezes)
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« Responder #60 em: 08 de Setembro de 2006, 21:34 »

A 8 de Setembro recorda-se ainda...

Frederico Ozanam (1813-1853)

UM DOS FUNDADORES DAS CONFRÊNCIAS / SOCIEDADE DE S. VICENTE PAULO
Frederico Ozanam nasceu a 23 de Abril de 1813, em Milão (Itália). Filho de Jean-Antoine, médico prestigioso, cuja fama profissional não o impedia de assistir doentes indigentes, com o mesmo cuidado e afabilidade reservados aos pacientes da alta condição social, e de Marie Ozanam, também dedicada à assistência dos pobres e enfermos. Frederico respira desde o nascimento o profundo espírito de caridade compartilhado pelos seus pais.

Depois de uma infância muito protegida em Lião, Frederico entra no colégio em 1822 para começar os estudos secundários. Estudante brilhante e leitor insaciável, aos 17 anos conhece várias línguas: grego, latim, italiano e alemão, e inicia um curso de hebraico e sânscrito. De espírito sensível e preocupado, é apaixonado pelo estudo da Filosofia, consumindo-se com frequência numa investigação existencial e espiritual, que jamais abandonará.

Em 1831, Frederico, erudito jovem de província, chega a Paris para estudar na Sorbona. Em pouco tempo converte-se num assíduo frequentador dos ambientes intelectuais (entre os quais o salão de Madame Récamier) e começa a colaborar com jornais e revistas.

Apesar da sua timidez e do comportamento simples, emergem com clareza tanto a sua profunda humanidade como o seu rigor moral: a sua imensa cultura, as suas opiniões actualizadas e o seu catolicismo empenhado tornam-no rapidamente uma personalidade relevante.

Frederico dedica a sua formidável eloquência a moderar os debates sobre religião e política, num círculo literário estudantil chamado «Conferência de história», do qual é porta-voz.

Certa tarde, depois de sair vencedor de um debate com um estudante socialista sobre o compromisso social dos católicos, anuncia a um amigo a intenção de realizar finalmente um projecto, que há tempo lhe era muito querido:

uma «Conferência de caridade»,
uma associação de beneficência para a assistência dos pobres,
«a fim de pôr em prática o nosso catolicismo».


Desta maneira, em Maio de 1833, com apenas 20 anos, Frederico funda, juntamente com seis companheiros, as Conferências de São Vicente de Paulo:

«na época borrascosa em que nos encontramos, escreve ao seu amigo Ferdinand Velay, é bonito assistir à formação, acima de todos os sistemas políticos e filosóficos, de um grupo compacto de homens decididos a usar todos os seus direitos como cidadãos, toda a sua influência, todos os seus estudos profissionais, para honrar o catolicismo em tempos de paz e defendê-lo em tempos de guerra».

 Nenhum dos seus jovens fundadores podia imaginar o desenvolvimento que alcançaria esta pequena Sociedade benéfica, à qual Frederico se dedicaria, daí por diante, sem jamais poupar esforços.

Doutor em Direito (1836) e depois em Letras (1839), Ozanam inicia uma brilhante carreira universitária que o levará, em 1844, a tornar-se o titular da cátedra de Literatura Estrangeira na Universidade da Sorbona e a viver sem reservas a sua profunda vocação ao magistério.

Em 1841 casa-se com a jovem Amélie Soulacroix. Frederico Ozanam é, portanto, um homem profundamente inserido no seu tempo.

 Marido e pai, professor e literato, leigo comprometido
, vive as diferentes dimensões da sua existência, com a mesma paixão e generosidade:

vai pessoalmente aos bairros pobres de Paris e de outras cidades, promove a expansão das Conferências vicentinas no mundo, publica escritos históricos e literários, luta pela liberdade civil, política e religiosa, sofrendo pelos contrastes que dividem o mundo católico em facções políticas opostas, e tendo um coração cheio de ternura para com Amélie e Marie, sua filha.

 O seu caminho espiritual, sempre atormentado, conhece altos e baixos: Frederico julga não fazer o suficiente, e pede ao Senhor que o ajude a ser melhor, luta contra o orgulho até se esquecer do próprio valor.

Os primeiros sintomas do que seria uma grave infecção renal, confundida com uma enfermidade pulmonar, que o levaria lenta e dolorosamente a uma morte prematura, chegam-lhe de surpresa em 1846.

Na tentativa de recuperar a saúde, Frederico passa algum tempo com a família na Itália, e é recebido em audiência por Pio IX. De retorno a Paris, Ozanam continua a dedicar-se, de corpo e alma, ao serviço dos seus alunos, ao jornal «Ere nouvelle», com o qual colaborou na sua fundação, aos pobres e aos trabalhadores.

A revolução de 1848 e o feroz debate no mundo político e católico só tornarão piores as suas condições de saúde. Em 1849, depois de ter sofrido um segundo ataque agudo do mal que o estava minando, Frederico começa a estar consciente do triste pressentimento. As suas actividades continuam de modo frenético.

O seu anseio de conhecer e de participar leva-o a ignorar a dor física e, por vezes, até mesmo os conselhos dos médicos. Em Maio de 1853, de novo na Itália por motivo de saúde, a braços com a angústia de em breve ter que deixar os seus entes queridos, os sucessos profissionais e os debates políticos, mas pronto ao sacrifício, dirige-se a Deus: «Senhor, quero o que Tu queres, quero como o queres e por todo o tempo que o quiseres, quero-o porque Tu o queres».

Frederico Ozanam morreu na noite de 8 de Setembro de 1853, em Marselha, rodeado dos seus entes mais queridos, depois de uma agonia longa e dolorosa.

Este é o modelo de apóstolo leigo, erudito, empenhado e dedicado ao serviço dos mais pobres, que a Igreja apresenta a todos os fiéis, mas sobretudo aos jovens, durante a Missa presidida por João Paulo II, no dia 22 de Agosto, em Paris, na qual é beatificado Frederico Ozanam.

Digno de nota é o caso da cura milagrosa de uma criança brasileira, de apenas dezoito meses, afectada de uma grave forma de difteria, que nos primeiros dias de Fevereiro de 1926, em Nova Friburgo (RJ), obteve a graça por intercessão do Servo de Deus Frederico Ozanam. Esta cura foi reconhecida pela Junta médica da Congregação para as Causas dos Santos a 22 de Junho de 1995, e confirmada de modo unânime pelos Consultores teólogos, na reunião de 24 de Novembro do mesmo ano.

HOMILIA DE JOÃO PAULO II AQUANDO DA BEATIFICAÇÂO DE FREDERICO OZANAM
22 de Agosto de 1997

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/1997/documents/hf_jp-ii_hom_19970822_paris_po.html
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« Responder #61 em: 08 de Setembro de 2006, 22:06 »

A PROPÓSITO DE FREDERICO OZANAM E DE S. PEDRO CLAVER...

Rosa "A linguagem é viva quando falam as obras.
Cessem portanto as palavras e falem as obras.
De palavras estamos cheios, mas de obras vazios"

(Santo António de Lisboa, SermõesRosa


9 de Setembro: São Pedro Claver 1580-1654

 
Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de Junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação.

 Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles.

Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul.

Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam de África.

Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.

Na sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver baptizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica.

Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

Durante a peste, em 1650, ele foi o primeiro a oferecer-se para tratar os doentes. As conseqüências foram fatais: em sua peregrinação entre os contaminados, foi atacado pela epidemia, que o deixou paralítico.

Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro de Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 8 de Setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.

Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1888.

São Pedro Claver foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros em 1896. Sua festa, em razão da solenidade mariana, foi marcada para 9 de setembro, dia seguinte ao da data em que se celebra a sua morte.

RETIRADO DE: Portal Paulinas


DAS CATAS DE SÃO PEDRO CLAVER

Evangelizar os pobres, sarar os corações atribulados, proclamar a redenção dos cativos

Ontem, 30 de Maio deste ano de 1627, festa da Santíssima Trindade, saíram de uma grande nau muitos negros trazidos das margens dos rios de África. Fomos ter com eles, levando dois cestos de laranjas, limões, bolachas e outras coisas, e dirigimo nos para as suas barracas. Parecia que entrávamos noutra Guiné.

Tivemos de atravessar por entre grande multidão até chegar aos doentes, que eram muito numerosos e estavam deitados no chão húmido e lamacento. Alguém se lembrou de o entulhar com fragmentos de telhas e tijolos para diminuir a humidade. Tal era a cama destes infelizes, que além disso estavam nus, sem qualquer roupa que os protegesse.

Tirámos as nossas capas e fomos buscar tábuas para fazer um estrado. Depois, forçando o caminho por entre os guardas, para ali transportámos os doentes. Em seguida distribuímo los em dois grupos: de um grupo encarregou se o meu companheiro com um intérprete; do outro encarreguei-me eu.

Entre eles havia dois quase a morrer: estavam frios e mal se lhes sentia o pulso. Levámos brasas numa telha para junto dos moribundos, deitámos perfumes nas brasas, até esvaziar duas sacas que tínhamos trazido. Depois, cobrindo os com as nossas capas – pois eles nada tinham com que se cobrir e não podíamos perder tempo a pedir roupas aos seus senhores – conseguimos que fizessem uma inalação daqueles vapores e recuperassem o calor e a respiração. Era de ver a alegria com que nos olhavam!

Assim lhes falámos, não com palavras mas com obras; e na verdade, estando eles persuadidos de que tinham sido trazidos para ali a fim de serem comidos, de nada teriam servido outros discursos.

Sentámo nos depois, ou ajoelhámo nos junto deles, lavámos lhes os rostos e os corpos com vinho, procurando alegrá los com carinho e fazer lhes o que naturalmente se faz para levantar o moral dos doentes.

Depois tratámos de os preparar para o Baptismo. Explicámos lhes os admiráveis efeitos deste sacramento para o corpo e para a alma. E quando, respondendo às nossas perguntas, deram mostras de terem compreendido, passámos a um ensino mais completo sobre um só Deus que premeia ou castiga segundo os merecimentos de cada um, etc. Exortámo los a fazer o acto de contrição e a manifestar o arrependimento dos pecados que tivessem cometido, etc.

Finalmente, quando já pareciam suficientemente preparados, falámos dos mistérios da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Paixão; e, mostrando lhes num quadro a imagem de Cristo crucificado sobre uma pia baptismal, para a qual correm os rios de sangue provenientes das chagas de Cristo, rezámos com eles, na sua língua, o acto de contrição. (31 de Maio de 1627)
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« Responder #62 em: 09 de Setembro de 2006, 15:56 »


 Rosa 10 de Setembro - São Nicolau Tolentino (1245-1305)  Rosa



Até cerca de 1880, S. Nicolau Tolentino foi um dos grandes santos da cristandade, verdadeiramente popular; contudo, desde essa altura até aos nossos dias, tem sido esquecido...

Segundo o seu biógrafo, Pedro de Monte Tubiano, seu contemporaneo, os pais deste santo estavam muito tristes por não terem filhos. Em sonhos foram convidados a empreenderem uma peregrinação a Bári, onde S. Nicolau de Mira lhes apareceu e prometeu-lhes um menino. Daí que, por gratidão, o menino chamar-se-ia Nicolau de baptismo.

O nome Nicolau significa: "Vitorioso com o povo" (Nico = vitorioso. Laos = povo). O sobrenome Tolentino  veio da cidade italiana onde trabalhou e morreu. Nasceu em 1245 na cidade de Castelo de Santo Angelo

Desde os sete anos de idade que se dedicava a orações, ao jejum e tinha uma enorme compaixão pelos menos favorecidos.

Estando já velho e doente, S. Nicolau Tolentino contou ao seu enfermeiro que, sendo muito novo, via o Menino Jesus na hóstia da elevação.

Pelos vinte anos, sendo já cónego, foi conquistado pela pregação de um eremita de santo Agostinho e entrou nessa Ordem.  Ordenou-se padre por volta de 1270  e foi enviado para o eremitério de Pésaro.

Nicolau possuía carisma e dons especiais: a sua pregação era alegre e consoladora na Providência Divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo.

Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria. Relata o seu biografo que era muito fervoroso ao celebrar a Missa.

Uma vez, sendo hebdomadário (isto é, sendo o encarregado de celebrar a Missa conventual durante uma semana/ uma hebdómada), viu uma alma do purgatório que lhe pedia que lhe rezasse poe ela. Desculpou-se: sendo hebdomadário não podia.  A alma insistiu e mostrou-lhe uma multidão desses espíritos ávidos de socorro. De manhã foi pedir licença de celebrar pelos defuntos durante a semana. Passados sete dias, a sombra suplicante reapareceu com alegria para agradecer: ela e várias outras tinham sido libertadas, graças às celebrações dele.

Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, Vila das Marcas.onde se fixou definitivamente. Lá veio a distinguir-se no serviço do confessionário : passava horas cheio de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição.

 A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.

Um dia visitou um primo seu, prior dum priorado confortável. este insistiu que deixasse a sua vida miserável e se viesse fixar junto dele. Nicolau pôs-se a rezar ma Igreja desse mosteiro. Ora apareceram-lhe 20 jovens vestidos de branco e com rosto resplandecentes e cantavam: «Em Tolentino, em Tolentino, em Tolentino será o teu fim. Mantém-te na tua vocação! Nela estará a tua salvação!» E Nicolau afastando-se de seu primo tentador, tomou logo o caminho de Tolentino, retomando a vida austera no mosteiro dos eremitas a que pertencia.

Certa noite o demónio apresentou-se-lhe: «Eu sou Belial, para espicaçar a tua santidade» e tanto maltratou Nicolau que os irmãos despertos com o barulho, tiveram de levar o ferido numa cama. Desde então precisou de um bastão para andar mas esta invalidez não o impedia a visitar os pobres e os doentes. Consegui arranjar sempre palavras animadoras para confortá-los.

Além disso, com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria.

Passou lá, nesse mosteiro os últimos 30 anos da sua vida: de 1275 a 1305.

Quando sentiu a morte próxima, chamou os irmãos, rogou que lhe perdoassem e suplicou ao Prior que lhe concedesse o Viático, contra Belial. recebeu a absolvição e a Eucaristia. Foi colocada à sua vista uma relíquia da Cruz.

Durante os últimos seis meses de vida, S. Nicolau ouvia anjos a cantar antes das matinas.  Algumas fontes atribuem a Nicolau , já moribundo, dizeres muito poéticos:

 Rosa «Com este omnipotente bastão, serei capaz de atravessar o Jordão desta vida, passar o rio do paraíso transparente como cristal, e chegar à árvore da vida de Jesus Cristo.»

 Rosa  depois de ter beijado a relíquia disse ao enfermeiro: « sobretudo não te esqueças de me entoar ao ouvido Dirupisti vimcula mea (quebrastes as minhas cadeias, e imolar-vos-ei um sacrifício de louvor) - Sl 115, 16. Fraco como estou, se nada pudesse dizer de mim mesmo, poderia ao menos rezar este texto de cor, ó meu Senhor.»

 Rosa A voz do moribundo, tornava-se alegre e perguntavam-lhe: «Donde vem essa alegria, meu padre?» , ao que lhes respondia: « deus está presente, e meu Deus Jesus Cristo, com a sua Mãe e o nosso pai Agostinho, que me diz Bravo, bom e fiel servo!»

No dia 10 de Setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor antes de completar sessenta anos de idade.

 Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas.

O local tornou-se meta de peregrinação e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias.

Diz-se ainda que o corpo de São Nicolau de Tolentino, quarenta anos após sua morte, foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.

No ano de 1446, no dia e de Junho, São Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo papa Eugênio IV uma vez que o falecimento do Papa de Avinhão, João XXII, impediu que tal se realizasse mais cedo.


REBUÇADITOS ESPIRITUAIS
QUE ANIMAM O CONHECIMENTO/ RAZÃO, ENRIQUECEM A CULTURA GERAL E ANIMAM O CORAÇÃO...

 Presente La Basiica a San Nicola a Tolentino...

http://www.sannicoladatolentino.it/basilica/guida.html#

Clickar em "GUIDA AL SANTUARIO" e depois nas seguintes expressões

· la Facciata / · l'Interno / · il Cappellone /· il Museo / · il Chiostro / · il Convento

em cada uma delas há uma imagem. Clikar sobre a imagem para que se torne maior

 Presente quem dominar o Inglês e  estiver curioso sobre outros aspectos deste santo, como por exemplo a sua relação com o Santuário de Loreto pode visitar

http://www.santuarioloreto.it/eng/message/dic2005/engmsg_dic05_sc4.htm

 Presente Aos devotos de Santa Rita de Cássia, recordp que S. Nicolau Tolentino foi um dos três santos protectores de santa Rita e que a ajudaram  a entrar no Convento, após a recusa das Irmãs e estando as portas fechadas

BOA VIAGEM!
E... já agora, lembrem-se de rezar pelas ALMAS DO PURGATÓRIO
de quem este Santo é padroeiro!
« Última modificação: 09 de Setembro de 2006, 16:22 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #63 em: 10 de Setembro de 2006, 12:12 »



11 DE SETEMBRO - BEATO BOAVENTURA DE BARCELONA (1620 - 1684)


Boaventura de Barcelona nasceu no dia 24 de Novembro de 1620 em Ruidorms (Tarragona - Espanha) no seio de uma família humilde, mas profundamente religiosa.

Por causa da penúria familiar precisou trocar os estudos pelo trabalho no campo e o cuidado do rebanho.

Aos 18 anos seu pai quis que se casasse, apesar de que ele houvesse decidido abraçar o estado religioso.

Os cônjuges, de comum acordo, viveram como irmãos. Depois de 16 meses de matrimônio, faleceu a esposa.

A 14 de Julho de 1640, ingressopu na Ordem Franciscana, recebendo o hábito dos Irmãos Menores  no convento afastado de Escornalbou. Um ano depois emitiu a profissão; durante 17 anos viveu em Catalunha em diversos conventos, onde exerceu os ofícios de cozinheiro, porteiro e esmoler.

Em 1658 foi à Itália. Visitou os santuários de Loreto e de Assis, e estando em oração em São Damião, sentiu que se lhe repetia o mandado que já havia recebido na Espanha, de ir a Roma para empreender uma reforma na Ordem Franciscana. No convento generalício de Araceli passou os primeiros meses, logo foi transferido a outros conventos do Lácio.

A verdadeira missão do Beato Boaventura foi a de fundar conventos para retiro na província romana. Para tal fim escreveu pessoalmente ao papa Alexandre VII que o recebeu várias vezes em audiência.

Em 1662 obteve autorização para fundar o retiro de Ponticelli, de Montorio Romano, de Vicovaro e de São Boaventura no Palatino de Roma. Em 1845 estes conventos foram erigidos em custódia autónoma.

Boaventura precisou vencer grandes dificuldades para realizar seu sonho. Sendo religioso não clérigo, foi superior várias vezes nos conventos de Ponticelli, e de São Boaventura no Palatino. Para estas casas compilou estatutos que tiveram aprovação pontifícia. Alexandre VII, Clemente IX, Clemente X e Inocêncio XI o honraram com sua amizade.

Distinguiu-se por

 Aquecer sua extraordinária caridade para com os pobres,
 Aquecer pela humildade e a mais austera pobreza.
 Aquecer dons especiais:a intuição dos corações, a contemplação e o êxtase.
 Aquecer espiritualidade de caracter prático nos seus escritos


Morreu aos 64 anos no dia 11 de Setembro em Roma sendo  beatificado por São Pio X a 10 de Junho de 1906, ou seja mais um centenário que se comemora este ano... até ao dia 10 de Junho de 2007!


A 11 de Setembro a Igraja celebra ainda... São João Gabriel Perboyre (1802-1840), mártir

 
João Gabriel Perboyre nasceu a 5 de Janeiro de 1802, em Mongesty ( diocese de Cahors - França), numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Era o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai.

Mas o menino era muito piedoso, demonstrando desde a infância sua vocação religiosa. Assim, aos quatorze anos, junto com dois de seus irmãos, Luís e Tiago, decidiu seguir o exemplo do seu tio Jacques Perboyre, que era sacerdote.

Ingressou na Congregação da missão fundada por São Vicente de Paulo para tornar-se um padre vicentino ou lazarista, como também são chamados os sacerdotes desta Ordem.

João Gabriel recebeu a ordenação sacerdotal em 1826.

Ficou alguns anos em Paris, como professor e diretor nos seminários vicentinos. Porém seu desejo era ser um missionário na China, onde os vicentinos actuavam e onde, recentemente, padre Clet fora martirizado.

Em 1832, seu irmão, padre Luís foi designado para lá. Mas ele morreu em pleno mar, antes de chegar nas Missões na China. Foi assim que João Gabriel pediu para substituí-lo. Foi atendido e, três anos depois, em 1835, chegou a Macau, deixando assim registrado:

"Eis-me aqui. Bendito o Senhor que me guiou e trouxe".


Na Missão, aprendeu a disfarçar-se de chinês, porque a presença de estrangeiros era proibida por lei. Estudou o idioma e os costumes e seguiu para ser missionário nas dioceses Ho-Nan e Hou-Pé.

Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de Setembro de 1840.

Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1996, tornando-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.
 
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« Responder #64 em: 11 de Setembro de 2006, 20:10 »

12 Setembro - Santíssimo Nome de Maria

"Pronunciar o nome de Maria é encanto especial, é doçura, singeleza.
Em Maria tudo lembra Deus: seu amor, sua bondade, sua misericórdia.
É elevar a alma em inspirações sublimes e de eternidade.
 Nela tudo se refere a Cristo: sua simplicidade, sua humildade, o acolhimento da sua Palavra.
Celebrar o nome de Maria é beber da água pura da fonte,
é abrir o coração para a ternura de Deus e para os nobres sentimentos da fé.
Lembrar Maria e seu nome bendito, é penetrar na história do novo Povo de Deus."
AUTOR DESCONHECIDO


Esta festa foi instituída pelo Bem-aventurado Papa Inocêncio XI  para celebrar a libertação de Viena por João Sobieski, rei da Polônia, ocorrida em 1683, quando estava sitiada pelos turcos:

Na manhã do dia da batalha, Sobieski colocou-se, bem como a todo seu exército, sob a proteção de Maria Santíssima.

E assistiu à Santa Missa, durante a qual permaneceu rezando com os braços em forma de cruz. Ao sair da igreja, ordenou o ataque.

Os turcos fugiram cheios de terror e abandonaram tudo, até o grande estandarte de Maomé, que o vitorioso rei católico enviou ao Soberano Pontífice como homenagem a Maria.


O AUXÍLIO DE MARIA INVOCADO NOS GRAVES PERIGOS DA IGREJAPor:  Luiz  Alberto  Massarote     
     
   

              "O povo cristão implora as graças por intermédio de Maria não só individualmente, mas nos grandes momentos da história; povos e nações inteiras recorrem a Nossa Senhora para pedir seu auxílio no meio de graves calamidades.

              No século VII, os árabes muçulmanos invadiram a península ibérica, ameaçando o cristianismo ainda recente da Europa. Os espanhóis e portugueses lutaram durante nove séculos até tornarem-se livres novamente.

                 Logo no início dessas lutas, em 722, Pelayo venceu os muçulmanos em Cavadonga, invocando a Virgem Santa Maria, a mãe da piedade e misericórdia.  ( k tal uma espreitadela em  www.franberan.com/cangasdeonis/covadonga.html Interrogação)

               No século XV, a Espanha alcançou sua total libertação através de batalhas que levavam à frente, bandeiras com a imagem da Virgem Maria. Após a vitória, construiu-se em Toledo a igreja da Virgem da Vitória para marcar a libertação do jugo muçulmano sobre a Espanha.

              No século XV, os muçulmanos invadiram novamente a Europa, derrubando em 1453, o império cristão de Bizâncio. Diante do perigo do domínio árabe e das perseguições contra o cristianismo, o papa Pio V convoca o povo cristão da Europa para uma cruzada em defesa da fé.

              Em 1456, em Belgrado, os cruzados impõem uma grave derrota aos árabes otomanos (turcos) invocando o nome de Jesus e Maria. Essas tropas foram dirigidas pelo herói João Hunyadi e por São João Capistrano.

              No século XVI, a força naval dos turcos ameaça dominar o Mediterrâneo. Unindo a Espanha com Veneza, o papa São Pio V consegue formar uma força naval sob o comando de João da Áustria.

              E, em 1571, no estreito de Lepanto a esquadra turca foi totalmente destruída. Enquanto se realizava a batalha o papa e toda a sua corte rezava o rosário de Nossa Senhora. Após a vitória, o papa São Pio V mandou incluir na Ladainha de Nossa Senhora a invocação: Auxílio dos Cristãos.

              Em 1683, os turcos atacaram Viena, procurando atingir a Europa cristã. Novamente o exército dos países cristãos vence os agressores com a bravura do rei da Polônia, João Sobieski. Logo em seguida a Hungria liberta-se de 150 anos de dominação muçulmana. Em açcão de graças pelo auxílio de Nossa Senhora, o papa Inocêncio XI instituiu a festa do Santíssimo nome de Maria, no dia 12 de Setembro.

              Por ordem de Napoleão Bonaparte, o papa Pio VII foi deportado de Roma para ser prisioneiro na França de 1809 a 1814. Tendo recuperado o liberdade pelo poderoso auxílio da Mãe de Deus, Pio VII decreta a celebração da festa à Maria com o título Auxílio dos Cristãos, no dia 24 de Maio, incluindo-a no ano litúrgico.

              Já no nosso século, flagelado por duas grandes guerras, o papa Pio XII consagrou, atendendo a um pedido de Nossa Senhora de Fátima, a humanidade inteira ao Coração Imaculado de Maria.Essa consagração foi renovada por João Paulo II

Como é bonito um povo que se lembra da Mãe de Jesus;
como é bonita uma religião que se lembra da Mãe de Jesus.
Como é bom invocarmos Maria Auxiliadora dos Cristãos! "


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA

Santíssima Virgem Maria
a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos,
nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.
Preservai esta casa de todo perigo:
do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades,
dos ladrões, dos malfeitores, da guerra
e de todas as outras calamidades que conheceis.

Abençoai, protegei, defendei,
guardai como coisa vossa
as pessoas que vivem nesta casa.

Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante,
a de viverem sempre na amizade de Deus,
evitando o pecado.

Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus,
e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus
e para com todos aqueles
pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos,
rogai por todos que moram nesta casa
que Vos foi consagrada.

Amém



                                                                 
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« Responder #65 em: 12 de Setembro de 2006, 15:44 »

13 de Setembro - SÃO JOÃO CRISÓSTOMO, DOUTOR DA IGREJA

BOCA E CORAÇÃO DE OURO - PATRONO DOIS ORADORES SAGRADOS

«Muitas vagas e fortes tempestades nos ameaçam, mas não tememos ser submergidos, porque nos apoiamos na rocha firme. (...) Para mim, os perigos deste
mundo só merecem desprezo, e os seus bens não passam do ridículo.

Não temo a pobreza nem ambiciono riquezas. Não receio a morte, nem desejo viver senão para o vosso proveito. (...)

Ainda que todo o mundo se perturbe, eu tenho a sua (do Senhor) resposta por escrito, leio a sua Escritura: esta é a minha muralha, esta é a minha fortaleza.

Que diz a Escritura? "Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo". Cristo está comigo: a quem hei-de temer?»
S. João Crisóstomo, Homilias

«Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez. (...)

Deves prestar-Lhe aquela honra que Ele mesmo ordenou, distribuindo pelos pobres as tuas riquezas.


DEUS NÃO PRECISA DE VASOS DE OURO MAS DE ALMAS DE OURO


Ao dizer isto, não quero impedir que se façam ofertas ao templo; o que quero pedir é que, além dessas, e antes dessas, se pense na esmola aos pobres.

Deus recebe, de facto, aqueles dons, mas agrada-Lhe mais a caridade para com os pobres. (...)

De que serviria, afinal, adornar a mesa de Cristo com vasos de ouro, se Ele morre de fome na pessoados pobres?

Primeiro dá de comer a quem tem fome, e depois ornamenta a sua mesa com o que sobra.»
S. João Crisóstomo, Homilias


BIOGRAFIA


João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo.

João nasceu no ano 309, em Antioquia (Síria, Ásia Menor) procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. O seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, agora santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação.

O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloquente, foi viver na companhia de um monge no deserto durante quatro anos.Baptizou-se aos vinte anos e pelos trinta foi ordenado diácono

Passou mais dois retirado numa gruta sozinho, estudando as Sagradas Escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e ordenou-se sacerdote.

A sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é,: "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial.

Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo.

Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então para a Ásia Menor.

Entretanto para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos do que os espirituais. Lá reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como bispo, abandonou, então, os discursos e dispôs-se a enfrentar a luta e, como conseqüência, a perseguição. Foi patriarvca de Constatinopla durante os últimos seis anos da sua vida.


 Arranjou inimigos tanto entre o clero quanto na Corte
. Todos, liderados pela imperatriz Eudóxia, coseguira afastar João Crisóstomo do cargo e foi condenado ao exílio.

Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população que o bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo.

Dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Agora, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de Setembro de 407 (ou 404 Interrogação algumas biografias situam a data da sua morte em 404), o exílio de Comane (Turquia).

As suas últimas palavras foram: "Senhor, seja feita a vossa vontade em todas as coisas, assim na terra como no céu."

A sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. O papa ordenou o restabelecimento de sua memória.

O corpo de João Crisóstomo foi trazido de volta a Constantinopla em 438, num longo cortejo em procissão solene.

Mais tarde, por volta de 1204,suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam na basílica de S. Pedro.

Dos seus numerosos escritos destaca-se o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica.

 São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte, em 13 de Setembro, com o título de doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.

S. Pio X proclamou-o patrono dos oradores sagrados, pois deixou-nos cerca de 600 discursos e sermões cheios de realismo, força e espiritualidade inspirando-se muito no apóstolo S. Paulo:

"Se alguma coisa sei, devo-a ao carinho com que leio diariamente as suas cartas."


PALAVRAS DE S. JOÃO CRISÓSTOMO SOBRE A ORAÇÃO...

 Aquecer  «A oração é âncora para os flutuantes, tesouro para os pobres, remédio para os doentes e preservativo para os sãos. »

 Aquecer  «Nada há mais poderoso do que um homem que reza.»

 Aquecer  «Deus demora em atender-nos, não por repelir as nossas orações, mas para nos tornar mais fervorosos e nos atrair para Si. »

 Aquecer  «assim como a alma dá a vida ao corpo, assim também a oração mantém a vida da alma. Assim como o corpo não pode viver sem a alma, assim a alma sem a oração está morta e exala mau cheiro»

 Aquecer  em inglês... " a oração é a luz da alma " :  http://www.vatican.va/spirit/documents/spirit_20010302_giovanni-crisostomo_en.html

o mesmo texto em espanhol: http://www.vatican.va/spirit/documents/spirit_20010302_giovanni-crisostomo_sp.html

BASÍLICA DE S. PEDRO:

em inglês  Desculpa (contudo para saborear as imagens não é necessário saber línguas)
« Última modificação: 12 de Setembro de 2006, 17:01 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #66 em: 13 de Setembro de 2006, 13:39 »

14 de Setembro - FESTA DA EXALTAÇÂO DA SANTA CRUZ



"A Igreja universal celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma festa que se liga à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena.

 Uma foi construída sobre o Monte do Gólgota, por isso se chama Basílica do Martyrium ou Ad Crucem.

A outra foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e foi ressuscitado pelo poder de Deus, por isto é chamada Basílica Anástasis, ou seja, Basílica da Ressurreição.

A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis.

Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Segundo contam, o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, no dia 3 de Maio de 630.

A partir daí a Festa da Exaltação da Santa Cruz passou a ser celebrada no Ocidente. Tal festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus."

José Benedito Alvez,Os Santos de cada dia


   
Sermão 10, na Exaltação da Santa Cruz;
Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo (Sec. VIII)

A cruz é a glória e a exaltação de Cristo

«Celebramos a festa da santa cruz, que dissipou as trevas e nos restituiu a luz. Celebramos a festa da santa cruz, e juntamente com o Crucificado somos elevados para o alto, para que, deixando a terra do pecado, alcancemos os bens celestes.

Tão grande é o valor da cruz, que quem a possui, possui um tesouro. E chamo a justamente tesouro, porque é na verdade, de nome e de facto, o mais precioso de todos os bens. Nela está a plenitude da nossa salvação e por ela regressamos à dignidade original.

Com efeito, sem a cruz, Cristo não teria sido crucificado. Sem a cruz, a Vida não teria sido cravada no madeiro. E se a Vida não tivesse sido crucificada, não teriam brotado do seu lado aquelas fontes de imortalidade, o sangue e a água, que purificam o mundo; não teria sido rasgada a sentença de condenação escrita pelo nosso pecado, não teríamos alcançado a liberdade, não poderíamos saborear o fruto da árvore da vida, não estaria aberto para nós o Paraíso. Sem a cruz, não teria sido vencida a morte, nem espoliado o inferno.

Verdadeiramente grande e preciosa realidade é a santa cruzExcalmação Grande, porque é a origem de bens inumeráveis, tanto mais excelentes quanto maior é o mérito que lhes advém dos milagres e dos sofrimentos de Cristo. Preciosa, porque a cruz é simultaneamente o patíbulo e o troféu de Deus: o patíbulo, porque nela sofreu a morte voluntariamente; e o troféu, porque nela foi mortalmente ferido o demónio, e com ele foi vencida a morte. E deste modo, destruídas as portas do inferno, a cruz converteu se em fonte de salvação para todo o mundo.

A cruz é a glória de Cristo e a exaltação de Cristo. A cruz é o cálice precioso da paixão de Cristo, é a síntese de tudo quanto Ele sofreu por nós. Para te convenceres de que a cruz é a glória de Cristo, ouve o que Ele mesmo diz:

Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele e em breve O glorificará. E também: Glorifica me, ó Pai, com a glória que tinha junto de Ti, antes de o mundo existir.

E noutra passagem:

 Pai, glorifica o teu nome. Veio então uma voz do Céu: ‘Eu O glorifiquei e de novo O glorificarei’.

E para saberes que a cruz é também a exaltação de Cristo, escuta o que Ele próprio diz:

 Quando Eu for exaltado, então atrairei todos a Mim. Como vês, a cruz é a glória e a exaltação de Cristo. »



« Última modificação: 13 de Setembro de 2006, 19:46 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #67 em: 14 de Setembro de 2006, 00:38 »

excelente topico.

Se tiver tempo procurarei contribruir com algumas mensagens
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


WWW
« Responder #68 em: 14 de Setembro de 2006, 10:35 »

"Exaltação da Santa Cruz"


“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,
para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna”

(Jo 3,14-15)

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado nem teria atraído todos a si.

        A festa da Exaltação da Santa Cruz é a festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz. Para o cristianismo a cruz é o símbolo maior de fé, com cujos traços todos nós nos persignamos desde o momento do levantar até o deitar a cada dia. Na cerimónia baptismal o primeiro sinal de acolhida à criança recém-nascida é o sinal-da-cruz traçado na sua fronte pelo Padre, Pais e Padrinhos, assinalando-a para sempre com a marca de Cristo.

        A cruz recorda o Cristo crucificado, o sacrifício da sua Paixão, o seu martírio que nos deu a salvação. Por isso é que, desde tempos antiquíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque O Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que nEle crêem e lhes dá a vida eterna.

        A serpente do paraíso trouxe a infelicidade a este mundo com o engodo da igualdade divina com que incitou os pais da humanidade a comerem o fruto da árvore proibida (Gn 3,17-19), e as do deserto provocaram a morte dos filhos de Israel que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21, 4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que rogasse ao Senhor para livrá-los das serpentes. O Senhor, que é bom e misericordioso, sempre pronto a perdoar, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria (Nm 21,8-9).

        Jesus retoma esses símbolos do passado bem conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte) para dizer no Evangelho da Liturgia da festa (Jo 3,13-17) que no lugar da serpente de bronze pendurada no alto de um poste de madeira Ele mesmo é quem seria levantado no lenho da cruz. Se o pecado e a morte advieram da insídia e veneno do demónio, nos símbolos da árvore proibida e da serpente do paraíso e do deserto, a benção, a salvação e a vida eterna advêm do Cristo levantado no alto da cruz de onde Ele atrai a si os olhares de toda a humanidade. Eis porque a Igreja canta na Liturgia Eucarística da festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por ti redimidos, te cantamos louvor!” e na Liturgia das Horas: “Mais altaneira do que os cedros, ergue-se a Cruz triunfal: não traz um fruto de morte, traz a vida a todo mortal”.

Longe de mim gloriar-me a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6, 14)

       Até o Calvário, a cruz fora tida como sinal de vergonha, maldição, execração. Com a crucifixão de Cristo, desde então, ela se tornou símbolo de triunfo e vitória. Se da cruz vinha a maldição e a morte, agora, da cruz vem todo o bem e toda a graça. O Apóstolo Paulo aprofunda o mistério dizendo que a cruz lembra a humilhação extrema de Jesus que se despojou de sua dignidade de ser igual a Deus, “fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8). E ele mesmo afirma que “Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor!” Fl 2, 8-11). Tendo tal compreensão da Paixão de Jesus e elaborado tal teologia a respeito do mistério da Cruz, torna-se perfeitamente compreensível a declaração de Paulo aos Gálatas de que para ele sem a cruz de Cristo não há glória possível. Oxalá possamos nós também proclamar e viver sempre essa mesma fé.

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos , porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo!

       A cruz não é uma divindade, um ídolo, feito de madeira, barro, bronze, mas ela é para nós santa e sagrada, porque dela pendeu o Salvador do mundo. Ela é o símbolo universal do cristão. Com orgulho e devoção ela é a nossa marca, o sinal de nossa identidade, vocação e missão. Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, a todo o momento, nós louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, agradecendo o tão grande bem e amor que pela Cruz o Senhor continua a derramar sobre nós.

       Celebrando a festa da Exaltação da Santa Cruz, celebramos a vitória de Cristo que nos possibilita desde agora celebrar a nossa futura glória no céu. Pois, “se morremos com Cristo, cremos também que viveremos com Ele” (Rm 6,9).
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« Responder #69 em: 14 de Setembro de 2006, 21:25 »

 Fixe!  Toda a colaboração é bem vinda! Também gosto de ser surpreendida e aprender coisas novas
« Última modificação: 15 de Setembro de 2006, 00:32 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #70 em: 14 de Setembro de 2006, 23:57 »

15 de Setembro - NOSSA SENHORA DAS DORES

A Virgem Maria acompanhando Jesus no momento da Sua morte, tornando-se co-redentora da Humanidade junto à cruz, tornando-se Mãe da Igreja nascente foi recordada / venerada deste a Igreja nascente como Nossa Senhora da Piedade, a Compaixão de Nossa Senhora e, sobretudo com o detcreto de Bento XIII Nossa Senhora das Dores. 

Havia duas festas das Dores de Maria:

 Rosa instituída em Colónia, no século XV, por Tierri de Meurs (arcebispo) a fim de reparar os ultrajes praticados pelos Hussitas contra as imagens de Nossa Senhora. Era celebrada na Sexta-feira anterior à semana Santa

Mais tarde o papa Bento XIII decretou que essa festa fosse inscrita no catálogo das festas liturgicas sob o título Festa das Sete Dores para todo o mundo católico.

Eis as Sete Dores:

1- Profecia de Simeão
2- fuga para o Egipto
3- perda de Jesus no Templo de Jerusalém aos 12 anos
4- encontro de Maria com Jesus carregando a Cruz a caminho do Calvário
5- A Crucifixão de Jesus
6 - Descida de Jesus da Cruz para o regaço de maria
7- sepultura de jesus e a soledade de Maria

 Rosa em 1814, o papa Pio VII instituiu a segunda festa das Dores de Maria fixando-a no Terceiro Domingo de Setembro. Actualmete celebra-se a 15 de Setembro, logo após a Festa da Exaltação da Santa Cruz.

A Rainha Santa Isabel da Hungria (1207 - 1231), teve uma aparição na qual São João Evangelista lhe revelou que, depois da Assunção da Virgem, lhe fora dada a visão do primeiro encontro da Mãe com o Filho, fora da terra.

Segundo o autor que narrou a visão de Santa Isabel, "via o Discípulo Amado, em espírito, que a Mãe de Deus com seu amoroso Filho, falava das dores que alternadamente padecerem entre ambos no Calvário; o Filho na Cruz e a Mãe em seu coração e em sua alma.

E que acabada a prática, pediu a Senhora ao Santíssimo Filho, àqueles que de suas dores, lágrimas e suspiros se compadecem e o tivessem na sua memória, lhes concedesse singulares privilégios e graças :

 e condescendendo o Senhor Jesus Cristo com a petição de sua Santíssima Ame, lhe concedeu quatro prerrogativas singulares que foram as seguintes :

 1) O que invocar a Virgem Maria por suas dores e prantos, alcançará a dita de fazer penitência verdadeira dos seus pecados antes de morrer.

2) Em todas as suas adversidades e trabalhos, e com singularidade na hora da morte, terá a proteção e o amparo de Nossa Senhora das Dores.

3) O que por memória na das dores e prantos de Nossa Senhora, incluir em seu entendimento as da Paixão, gozará, no Céu, de prêmio especial e particular.

 4) Quanto pedir a esta Soberana Senhora em ordem à sua salvação e utilidade espiritual lhe concederá

Santa Brígida conta nas suas revelações que numa visão que tivera em Santa Maria Maior (Roma) lhe fora mostrado o grande apreço que o céu ligava à meditação das Dores de Maria.

Para aumentar a devoção a Nossa Senhora das Dores também contribuiu o que sucedeu no Colégio Jesuita de S. Gabriel na América Latina:

Na parede do refeitário dos alunos estava afixada uma estampa da figura de Nossa Senhora das Dores, que tem sobre o peito o coração treapassado por sete espadas; na mão esquerda segura os três cravos da crucifixão; com a direita aperta contra o peito a coroa de espinhos.

O rosto é muito expressivo e manifesta profunda dor; duas lágrimas deslizam pelas faces; dos olhos irradia um misto de inefável doçura e tristeza, bondade e carinho...

A 20 de Abril de 1906, pelas oito horas da noite 30 alunos internos do colégio, o seu Prefeito, o Padre Roesch, e o Irmão Alberti comtemplam este prodígio que dura cerca de 15 minutos.

O quadro ilumina-se e a Senhora abre e fecha os olhos várias vezes.

Eis um testemunho do sacerdote acima referido:

«Em frente da imagem, rodeado pelos rapazes, cravei nela os meus olhos, sem pestanejar e notei que a Virgem Santíssima fechava as pálpebras lentamente. Não acreditando no que via afastei-me do lugar... Voltei de novo ao posto que ocupara anteriormente: senti então como que um frio que me gelava o corpo. Sem poder duvidar vi que a estampa fechava e abria efectivamente os olhos. Quando isto sucedia, todos os alunos que presenciavam o facto exclamavam a uma só voz: 'Agora fecha; agora abre; agora é o esquerdo...' O facto repetiu-se várias vezes e durou 15 minutos"

Por Ordem do Arcebispo de Quito, foi feito um inquérito Canónico, sendo concordes todos os testemunhos de todos os que contemplaram este prodígio.

Em terras de Portugal, recorda-se que Nossa Senhora das Dores ao lado de Nossa Senhora do Carmo e de S. José também surgiram numa das aparições em Fátima que de momento não sei precisar

Quanto a prodígios com imagens de Nossa Senhora, várias têrm ocorrido em partes diversas no mundo. Recordo  Nossa Senhora da Akita (Japão), uma imagem de madeira que por várias vezes foi vista a chorar...

Realtivamente às Dores de Maria aqui vai mais um rebuçadinho espiritual:

http://www.immacolata.com/cmaddolorata/santuario%20nossa%20senhora%20da%20dores%20castelpetroso%20italia.htm
« Última modificação: 15 de Setembro de 2006, 07:51 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #71 em: 15 de Setembro de 2006, 00:18 »

NOSSA SENHORA DA AKITA (JAPÃO) : UMA IMAGEM SURPREENDENTE E A SUA MENSAGEM

introdução

Na vila japonesa de Akita, uma estátua da Maria, de acordo com o testemunho de mais de 500 cristãos e não-cristãos, incluindo o prefeito da cidade, budista, exalou sangue, suor e lágrimas.

Uma religiosa, Agnes Katsuko Sasagawa recebeu os estigmas e também recebeu mensagens de Nossa Senhora.

A Igreja aprovou as mensagens e as lacrimações da estátua como sobrenaturais.


Abril de 1984: O Reverendíssimo John Shojiro Ito, Bispo de Niigata, Japão, após anos de extensas investigações, declarou que os eventos de Akita, Japão são de origem sobrenatural, e autorizou para toda a diocese a veneração da Santíssima Mãe de Akita.

Em 22 de abril de 1984, após oito anos de investigações, após consulta com a Santa Sé, as mensagens de Nossa Senhora de Akita foram aprovadas pelo Bispo da diocese.

<em Junho de 1988, Cidade do Vaticano: Joseph Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, proferiu julgamento definitivo sobre os eventos e mensagens de Akita como confiáveis e dignos de fé.

Rosa Rosa Rosa
Algumas notas

Em 28 de junho de 1973 uma ferida em forma de cruz apareceu na palma da mão esquerda da Irmã Agnes. A ferida sangrou abundantemente e causou-lhe muita dor.

Em 6 de julho a Irmã Agnes ouviu uma voz vinda da estátua da Bem-aventurada Virgem Maria na capela onde ela estava rezando. A estátua foi esculpida de um único bloco de madeira de uma árvore Katsura e tem um metro de altura. Nossa Senhora falou com a Irmã Agnes e lhe deu uma mensagem.

No mesmo dia, algumas das irmãs notaram gotas de sangue fluindo da mão direita da estátua. Em quatro ocasiões este ato de escorrimento de sangue se repetiu.

A ferida na mão da estátua permaneceu até 29 de setembro, quando desapareceu. Em 29 de setembro, o dia em que a ferida na estátua desapareceu, as irmãs perceberam que a estátua agora tinha começado a 'suar', especialmente na testa e pescoço.

Em 3 de agosto, a Irmã Agnes recebeu uma segunda mensagem.

Em 13 de outubro, ela recebeu a terceira e última mensagem.

Dois anos depois, em 4 de janeiro de 1975, a estátua da Bem-aventurada Virgem começou a chorar. Ela continuou a chorar, com intervalos, pelos próximos 6 anos e oito meses. Ela chorou 101 vezes.


Rosa Rosa Rosa

Eis três mensagens de Nossa Senhora de Akita à Irmã Agnes:

6 de JULHO 1973


'Minha filha, minha noviça, você tem me obedecido bem, abandonando tudo para me seguir. A doença em seus ouvidos é dolorosa? Sua surdez será curada, tenha certeza. A ferida em sua mão causa-lhe sofrimento? Reze em reparação pelos pecados dos homens. Cada pessoa nesta comunidade é minha filha insubstituível. Você reza direito a prece das Servas da Eucaristia? Então, vamos rezá-la juntas.'

'Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, eu consagro meu corpo e minha alma para ser inteiramente um com Vosso Coração, sendo sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvor ao Pai implorando pela vinda do Seu Reino.

Por favor receba este humilde oferecimento de mim mesma. Use-me como Vós desejais para a glória do Pai e a salvação das almas.

Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixe ficar separada de Vosso Divino Filho. Por favor defendei-me e protegei-me como Vossa Especial Filha. Amém.'

Quando a prece acabou, a Voz Celeste disse:

'Reze muito pelo Papa, Bispos, e Sacerdotes. Desde o seu Batismo você tem sempre rezado fielmente por eles. Continue a rezar muito... muito. Diga ao seu superior todo que se passou hoje e obedeça-o em tudo que ele lhe dirá. Ele pediu que você ore com fervor.'


3 DE AGOSTO 1973:



'Minha filha, minha noviça, você ama o Senhor? Se você ama o Senhor, ouça o que eu tenho a lhe dizer.

É muito importante... Você irá comunicar isso ao seu superior.

Muitos homens neste mundo afligem o Senhor. Eu desejo almas para consolá-lo, para aliviar a ira do Divino Pai. Eu desejo, com meu Filho, almas que reparem através de seu sofrimento e sua pobreza pelos pecadores e ingratos.

De modo a que o mundo possa conhecer Sua ira, o Pai Celeste está preparando para infligir um grande castigo em toda a humanidade. Com meu Filho eu tenho interferido tantas vezes para aplacar a ira do Pai. Eu tenho evitado a vinda de calamidades oferecendo a Ele os sofrimentos de meu Filho na Cruz, Seu Precioso Sangue, e almas amadas que O consolem formando uma corte de almas vítimas. Oração, penitência e sacrifícios corajosos podem aliviar a ira do Pai. Eu desejo isto também para a sua comunidade... que ela ame a pobreza, que ela se santifique e reze em reparação pelas ingratidões e ultrajes de tantos homens.

Recitem a oração das Servas da Eucaristia com consciência do seu significado; coloquem-na em prática; ofereçam em reparação (o que quer que Deus envie) pelos pecados. Deixe cada uma esforçar-se, de acordo com sua capacidade e posição, para oferecer a si mesma ao Senhor.

Mesmo em uma instituição secular a oração é necessária. Almas que desejam orar já estão a caminho de serem reunidas. Sem prender-se demasiadamente à forma, sejam fiéis e fervorosas na oração para consolar o Mestre.'

Após um silêncio:

'O que você está pensando em seu coração é verdade? Você está realmente decidida a tornar-se a pedra rejeitada? Minha noviça, você que deseja pertencer sem reserva ao Senhor, a tornar-se a esposa digna do Esposo, faça seus votos sabendo que você deve ser pregada à Cruz com três cravos. Estes três cravos são a pobreza, a castidade, e a obediência. Dos três, a obediência é o fundamento. Em total abandono, deixe-se guiar pelo seu superior. Ele vai saber entendê-la e dirigi-la.'


13 DE AGOSTO 1973


'Minha querida filha, ouça bem ao que eu tenho a lhe dizer. Você irá informar seu superior.'

Após um curto silêncio:

'Como eu lhe disse, se os homens não se arrependerem e melhorarem, o Pai irá infligir uma terrível punição a toda a humanidade. Será uma punição maior do que o dilúvio, tal como nunca se viu antes. Fogo irá cair do céu e vai eliminar uma grande parte da humanidade, os bons assim como os maus, sem poupar nem sacerdotes nem fiéis. Os sobreviventes irão ver-se tão desolados que irão invejar os mortos. As únicas armas que irão restar para vocês serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Recitem todos os dias as orações do Rosário. Com o Rosário, rezem pelo Papa, os bispos e os sacerdotes.

A obra do maligno vai infiltrar-se até mesmo dentro da Igreja de tal modo que se verão cardeais opondo-se a cardeais, bispos contra bispos. Os sacerdotes que me veneram serão desprezados e combatidos pelos seus confrades... igrejas e altares saqueados; a Igreja ficará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demônio vai pressionar muitos sacerdotes e almas consagradas a deixarem o serviço do Senhor.

O demônio vai ser especialmente implacável contra as almas consagradas a Deus. O pensamento da perda de tantas almas é a causa de minha tristeza. Se os pecados aumentarem em número e gravidade, não haverá mais perdão para eles.

Com coragem, fale ao seu superior. Ele saberá como encorajar cada uma de vocês a rezar e fazer obras de reparação.

É o Bispo Ito, que dirige a sua comunidade.'

E Ela sorriu e então disse:

'Você ainda tem algo a perguntar? Hoje é a última vez que eu vou falar com você em viva voz. De agora em diante você irá obedecer aquele que foi enviado para você e seu superior.

Reze muito as orações do Rosário. Eu sozinha ainda sou capaz de salvar vocês das calamidades que se aproximam. Aqueles que colocarem sua confiança em mim serão salvos.'

  Rosa Rosa Rosa
« Última modificação: 15 de Setembro de 2006, 00:26 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #72 em: 15 de Setembro de 2006, 16:50 »

16 de setembro -  - São Cornélio  e São Cipriano (século III)

 
Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o primeiro cisma da Igreja.

A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos "lapsos", nome dado aos sacerdotes e fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as perseguições que se impunham aos cristãos.

Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.

Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.

No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo.

Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro, junto com a de são Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo.

Aquecer    Aquecer    Aquecer

 
Cipriano era filho de uma nobre e rica família africana de Cartago, capital romana na no norte da África. Foi considerado um dos personagens mais empolgantes e importantes do século III. Primeiro pelo destaque alcançado como advogado, quando ainda era pagão. Depois por ser considerado um mestre da retórica e defensor irrestrito da unidade da Igreja. Mas o fator principal foi sua conversão ao cristianismo, já na maturidade, entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade, causando um grande alvoroço e espanto na sociedade da época.

Cipriano não deixou apenas sua vida de pagão, mas também distribuiu quase toda a sua fortuna entre os pobres, renunciando à ciência profana da qual se alimentara até então. Com muito pouco tempo, foi ordenado sacerdote e, por eleição direta do clero e do povo, imediatamente substituiu o bispo de Cartago logo após sua morte. Cipriano o fez contrariando seu próprio desejo, mas em obediência à Igreja.

Nos anos de 249 a 258, durante o episcopado de Cipriano, a Igreja africana passou por sérios problemas. Os imperadores Valeriano e Décio empreenderam uma perseguição sem tréguas aos cristãos. Além disso, uma grande e terrível peste atacou o norte da África, causando muitas mortes e sofrimento. Como se não bastasse, a Igreja ainda se agitava com problemas doutrinários, internamente.

Durante a perseguição do imperador Décio, em 249, grande número de fiéis e sacerdotes, até mesmo bispos, fraquejaram perante as torturas e renunciaram à fé cristã. Por esses atos ficaram conhecidos como "cristãos lapsos".

A Igreja, então, mergulhou, definitivamente, na polêmica do "lapso", criando o seu primeiro grande cisma, isto é, uma divisão entre o clero. Não se sabia que atitude tomar contra os fiéis que abandonavam a fé e depois desejavam voltar para o seguimento de Cristo.

Em Roma, fora eleito o papa Cornélio, com amplo apoio dos bispos liderados por Cipriano, que apreciava muito a conduta de seu colega bispo, com o qual trocava muita correspondência.

Mas havia Novaciano, em Roma, que se elegeu antipapa e começou uma forte corrente a favor da não-reconciliação dos desertores. Já na África, um certo Felicíssimo era completamente contra tal atitude, rogando pela clemência e reintegração do rebanho desgarrado. Assim, liderados, novamente, pelo bispo Cipriano, Novaciano foi perdendo força.

Uma outra controvérsia, que assolava a Igreja na época, era a validade ou não dos batismos realizados por hereges. Essa era a única divergência que existia entre o papa Cornélio e o bispo Cipriano. O papa, seguindo a tradição da doutrina, considerava válidos os batismos, já o bispo dizia que "não se pode dar a fé a quem não a tem". Assim, a questão permaneceu sem solução.

Em 258, ainda com a perseguição contra a Igreja, Cipriano foi denunciado e sentenciado à morte por decapitação. As atas escritas revelam que nesse dia, quando o pró-cônsul determinou a sentença, as únicas palavras proferidas por Cipriano foram "Graças a Deus!" Foi executado no dia 14 de setembro de 258.

São Cipriano deixou-nos inúmeros escritos, entre os quais oitenta e uma cartas que se tornaram uma fonte de informação preciosa da vida eclesiástica daquele tempo. A Igreja declarou-o padroeiro da África do Norte e da Argélia, sendo sua festa litúrgica marcada para o dia 16 de setembro, quando se comemora a festa do santo papa Cornélio, o amigo de fé que ele tanto defendeu.

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« Responder #73 em: 15 de Setembro de 2006, 20:50 »

17 Setembro 1224:
Impressão das chagas em São Francisco de Assis


Na madrugada de 14 de Setembro de 1224, festa da Exaltação da Santa Cruz, São Francisco de Assis encontrava-se retirado no Monte Alverne fazendo a sua Quaresma a S. Miguel Arcanjo, a quem tinha muita devoção Na altura Francisco teria 43 anos, dois anos antes de morrer

Orava fervorosamente:

"Ó Senhor meu Jesus Cristo, duas graças te peço que me faças antes de morrer:

a primeira sentir em meu corpo quanto possível a dor que tu,
doce Jesus, suportaste na hora de tua acerbíssima paixão;

 a segunda, sentir em meu coração, quanto possível, aquele extraordinário amor do qual tu,
Filho de Deus, estavas inflamado a ponto de suportar uma tão grande paixão por nós pecadores"


«3. Assim transportado em Deus pelo desejo de seráfico ardor e transformado, por compaixão, naquele que, em seu excesso de amor, quis ser crucificado, rezava um dia num lado do monte, estando próxima a festa da Exaltação da Santa Cruz;

e eis que ele viu descer do alto do céu um serafim de seis asas brilhantes como fogo. Num rápido vôo chegou ele ao lugar onde estava o homem de Deus, e apareceu então um personagem entre as asas: era um homem crucificado, com as mãos e os pés estendidos e presos a uma cruz.

 Duas asas se erguiam por cima de sua cabeça, duas outras desdobradas para o vôo e as duas outras cobriam-lhe o corpo. Essa aparição fez Francisco mergulhar num profundo êxtase, enquanto em seu coração sentia um gozo extraordinário mesclado com certa dor.

Porque, em primeiro lugar, via-se inundado de alegria com aquele admirável espetáculo, no qual se gloriava de contemplar a Cristo sob a forma de um serafim, mas ao mesmo tempo a vista da cruz atravessava sua alma com a espada de uma dor compassiva.

Era grande, sua admiração diante de semelhante visão, pois não ignorava que os sofrimentos da paixão eram incompatíveis com a imortalidade dos espíritos celestes. Veio então a conhecer por revelação divina que essa visão lhe havia sido providencialmente apresentada para que, como amante de Cristo, compreendesse que devia transformar-se totalmente nele, não tanto pelo martírio corporal quanto pelas chamas de amor de seu espírito.

 Ao desaparecer aquela visão, deixou no coração de Francisco um ardor admirável e imprimiu em seu corpo uma imagem não menos maravilhosa, pois no mesmo instante começaram a aparecer em suas mãos e pés os sinais dos cravos, iguais em tudo ao que antes havia visto na imagem do serafim crucificado.

E assim era na verdade, porque suas mãos e pés estavam atravessados no meio por grossos cravos, cuja cabeça aparecia na parte interior das mãos e superior dos pés, ficando as pontas aparecendo do outro lado. A cabeça dos cravos era redonda e negra; as pontas, bastante longas e afiadas e com evidentes sinais de haver sido retorcidas, resultando daí que os cravos sobressaíam do resto da carne. De igual modo, no lado direito do corpo do santo aparecia, como formada por uma lança, uma cicatriz vermelha, da qual brotava às vezes tanto sangue que chegava a umedecer a túnica e as roupas internas.

4. Era impossível esconder por muito tempo aos irmãos com quem vivia os estigmas impressos de modo tão visível; o servo de Cristo compreendia essa realidade, mas temia que se divulgasse desse modo o segredo do Senhor, e sua alma ficou numa angustiosa incerteza, não sabendo se devia manifestar ou ocultar a visão que tivera.

Chamou, então, a alguns de seus irmãos, e falando-lhes em termos gerais, propôs-lhes sua dúvida e pediu-lhes conselho.

 Um deles, chamado Iluminado, compreendendo que algo extraordinário Francisco teria visto, pois se notava nele certa admiração e confusão, disse-lhe:

"Caríssimo irmão, deves saber que te são revelados algumas vezes certos segredos divinos não só para teu benefício como também para proveito dos outros. Deves temer, portanto, que, se ocultas as graças que recebeste para utilidade de teus semelhantes, sejas julgado digno de repreensão como defraudador dos talentos recebidos".

Ao ouvir essas palavras, ficou o santo comovido, pois costumava dizer: "Meu segredo é para mim!"

Então julgou não sem temor que deveria referir detalhadamente a visão que tivera, acrescentando que aquele que lhe aparecera várias vezes lhe revelou algumas coisas que jamais daria a conhecer a mortal algum enquanto vivesse.

Devemos, pois, supor que essas palavras do serafim em cruz são tão profundas e misteriosas que fazem parte daquelas de que o Apóstolo afirma: "Não é permitido aos homens repeti-las".

5. Dessa forma o verdadeiro amor de Cristo transformara o amante na própria imagem do amado. Completaram-se então os quarenta dias que ele se propusera passar na solidão e chegou a solenidade do arcanjo São Miguel. Por isso Francisco desceu do monte trazendo em si a imagem do Crucificado, não porém esculpida em tábuas de pedra ou de madeira por mão de algum artífice, mas marcada em sua carne pelo dedo de Deus vivo.

Sabendo que "é coisa boa esconder o segredo do rei" (Tb 12,7), ele, sabedor do real segredo, ocultava o mais possível aqueles sinais sagrados.

 Cabe, porém, a Deus revelar para a própria glória os prodígios que ele realiza e por isso o próprio Deus que imprimira aqueles sinais ocultamente, os tornou conhecidos através dos milagres, a fim de que a força oculta e maravilhosa daqueles estigmas se revelasse claramente pelos sinais.

S. Boaventura, LEGENDA MAIOR (capítulo 13)


Enquanto o Serafim aparecia a Francisco, uma luz brilhante aureolava o cume do Alverne, iluminando os montes e vales ao redor

« Última modificação: 15 de Setembro de 2006, 20:57 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #74 em: 15 de Setembro de 2006, 21:22 »

18 de Setembro - São José de Cupertino (1603-1663)


José nasceu em Cupertino (Nápoles, Itália) no seio de uma família pobre a 17 de Junho de 1603. José quando menino era a tal ponto limitado na inteligência que pouco aprendia e apresentava dificuldades nos trabalhos manuais, porém de maneira extraordinária progrediu no campo da oração e da caridade. ´

São José foi despedido de dois conventos franciscanos por não conseguir corresponder aos ofícios e serviços comuns além .

Ele, porém, não desistia de recomendar sua causa a Santíssima Virgem,  Nossa Senhora de Grotelha, pela qual tinha sido anteriormente curado de uma grave e misteriosa enfermidade.

O poder da oração levou São José de Copertino para o convento franciscano, e ao sacerdócio, precisando para isso que a graça suprisse as falhas da natureza.

Desde então, manifestavam-se nele, fenômenos místicos acompanhados de curas milagrosas, que o tornou conhecido e procurado em toda a região.

Dentre os acontecimentos espirituais o que muito se destacou foi o êxtase, uma outra particularidade deste santo é a levitação.

Certo dia entrando numa igreja viu na abóbada uma imagem de Nossa Senhora muito semelhande à de Grottella. Arrebatado lançou-se ao ar para beijar a imagem, exclamando: "Minha Mãe, seguiste-me" Este fenómeno era comum neste santo em qualquer situação

A fama das curas milagrosas se alastrava como uma epidemia, exaltando a imaginação popular, e obrigando o Frei José, a ser transferido de convento para convento.Mas, os fenômenos se repetiam e o povo lhe tirava todo o sossego.
 
Como na vida da maioria dos santos não faltaram línguas caluniosas que, interpretando mal esta popularidade atribuiu-lhe poderes demoníacos aos seus milagres e êxtases, ao ponto de denunciarem o santo Frei, ao Tribunal da Inquisição de Nápoles.

O processo terminou reconhecendo a inocência do frade, impondo-lhe, porém, a reclusão obrigatória e a transferência para conventos afastados.

Depois de sofrer muito e de diversas maneiras, morreu a 18 de Setembro de 1663 em Marca de Ancona (Óstio),  com 60 anos de humilde testemunho e docilidade aos Carismas do Espírito Santo.

Foi beatificado por Bento XIV em 1753 e canonizado por Clemente XIII a 16 de Julho de 1767.

Para ver algumas imagens e saber mais algumas coisitas sobre San Giuseppe Copertino... www.diocesinardogallipoli.it/San_Giuseppe_Don_Quintino
« Última modificação: 15 de Setembro de 2006, 23:42 por lea onda-menor » Registado

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