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Autor Tópico: COISAS DE SANTOS ;)  (Lida 111011 vezes)
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lea onda-menor
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« Responder #15 em: 16 de Agosto de 2006, 11:43 »

 Obrigado obrigado - pensei em desistir pois não sei se este cantinho vos interessa, pois não vejo + ninguém a colaborar (tb gosto de aprender coisas novas)...   Corado
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Um dia de cada vez ....


« Responder #16 em: 16 de Agosto de 2006, 11:44 »

Nada de desistir Excalmação!!!!

Apartir do principio do mes de setenbr já cá estaram todos em força  clap clap clap
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Você já saudou o dia de hoje?

Olhe pela janela e diga BOM DIA!para a vida.

Ela sorrirá para você.

Experimente!!!!!!
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #17 em: 16 de Agosto de 2006, 11:50 »

Não penses em desistir, porque podes ter a certeza que tudo o que está no Portal é visto por muitas pessoas, algumas registam-se e passam a colaborar, como foi o teu caso, outras apenas lêem, mas o mais importante é saber que aquilo que diáriamente colocamos neste cantinho serve para expandir a palavra de Deus.

Continua com as tuas excelentes contribuições. palmas
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« Responder #18 em: 16 de Agosto de 2006, 12:01 »

16 de agosto
Santo Estevão da Hungria


969-1038


No final do primeiro milênio, a Europa foi invadida pelos bárbaros nômades vindos da Ásia, que acabaram dominados pelos reis da Alemanha e da França. As tribos magiares, como eram chamadas, instalaram-se na região da Panônia, atual Hungria, e lá conheceram o cristianismo. A partir desse contato, aos poucos foram se convertendo e abraçaram a religião católica.

O duque Gesa, casando com uma princesa cristã, permitiu que os filhos fossem educados no seguimento de Cristo. O seu primogênito, Vaik, que nascera em 969, ao completar dez de idade, foi batizado e recebeu o nome Estêvão. Na cerimônia, o futuro herdeiro do trono teve a felicidade de ver seu pai, convertido, recebendo o mesmo sacramento.

Mas o velho rei morreu sem conseguir o que mais desejava, unir seu povo numa única nação cristã. Esse mérito ficou para seu filho Estêvão I, que passou para a história da humanidade como um excelente estadista, pois unificou as trinta e nove tribos, até então hostis entre si, fundando o povo húngaro. Ele também consolidou o cristianismo como única religião deste povo e ingressou para o elenco dos "reis apostólicos".

Casou-se com a piedosa e culta princesa Gisela, irmã do imperador da Baviera, Henrique II, agora todos venerados pela Igreja. Tendo como orientador espiritual e conselheiro o bispo de Praga, Adalberto, confiou aos monges beneditinos de Cluny a missão de ensinar ao povo a doutrina cristã.

Depois, conseguiu do papa Silvestre II a fundação de uma hierarquia autônoma para a Igreja húngara. Para tanto, enviou a Roma o monge Astric, que o papa consagrou bispo com a função de consagrar outros bispos húngaros.

Com o auxílio da rainha Gisela, Estêvão I fundou muitos mosteiros e espalhou inúmeras igrejas pelas dioceses que foram surgindo. Caridoso e generoso, fundou hospitais, asilos e creches para a população pobre, atendendo, especialmente, os abandonados e marginalizados. Humilde, fazia questão de tratar pessoalmente dos doentes, tendo adquirido o dom da cura. Corajoso e diplomático, soube consolidar as relações com os países vizinhos, mesmo mantendo vínculos com o imperador de Bizâncio, adquirindo também o dom da sabedoria. Assim, transformou a nação próspera e o povo húngaro num dos mais fervorosos seguidores da Igreja Católica.

No dia da Assunção de Maria, em 15 de agosto de 1038, o rei Estêvão I morreu. Logo passou a ser venerado pelo povo húngaro, que fez do seu túmulo local de intensa peregrinação de fiéis, que iam agradecer ou pedir sua intercessão para graças e milagres. A fama de sua santidade ganhou força no mundo cristão, sendo incluído no livro dos santos, em 1083, pelo papa Gregório VII. A festa de santo Estêvão da Hungria, após a reforma do calendário da Igreja de Roma, passou as ser celebrada no dia 16 de agosto, um dia após a sua morte.

Fonte: Portal Paulinas
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« Responder #19 em: 16 de Agosto de 2006, 12:04 »

apenas não keria tornar-me chatita... Assim sendo um presentito k acabei de descobrir agora:

http://www.basilicasanmarco.it/eng/panoramiche/panoramiche.bsm?cat=4&subcat=2#

maravilhas do mundo para explorar um dia... se houver dinheiro para tal! Ooops!
Entretanto... VISITAS VIRTUAIS   Sim!
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« Responder #20 em: 16 de Agosto de 2006, 19:16 »

 
Amor  17 de Agosto -  Santa Clara de Montefalco  Amor
(1268/ 1275 Interrogação-1308)


Curiosidades: um coração marcado com a cruz de CRISTO + corpo ainda incorrupto

Santa Clara de Montefalco entrou no mosteiro com apenas sete ou oito anos de idade, no qual era superiora uma irmã sua. Desde cedo revelou a sua devoção pela paixão de Cristo, assim como a sua apetência para o recolhimento, a oração e a penitência.

Mas, como acontece com quase todos os santos, também passou pela aridez na oração e foi assaltada por muitas tentações durante onze longos anos, pouco tempo depois de ter professado.

Para a comunidade ela tornou-se um modelo de vida religiosa. Quando a irmã faleceu, a comunidade inteira aclamou-a como a nova superiora embora isso não fosse do agrado de Clara.  No desempenho das suas funções, ela impelia as irmãs ao despojamento como caminho de santidade.

Foi-lhe  concedido uma sabedoria invulgar que foi conhecida fora do mosteiro. Várias pessoas procuravam conselho junto desta mulher, inclusivamente Bispos, sacerdotes, juízes, intelectuais assim como iletrados.

Sta Clara de Montefalco tinha um grande amor pela cruz de Jesus, pelo que ela dizia que tinha a cruz no seu coração. Depois da sua morte, este foi examinado e verificou-se que efectivamente o seu coração continha a representação de uma cruz ...  - realidade? imaginação? Eis o extracto retirado em http://www.corazones.org/santos/clara_montefalco.htm

"(...) Dentro del corazón estaba la forma perfecta de Jesús Crucificado, aún la corona de espinas en la cabeza y la herida de la lanza en el costado. Además, hechos de ligamentos o tendones, los flagelos usados en la flagelación, con las puntas mostrando las bolas de metal con los huesos para desgarrar la carne y los huesos del Señor.

Otro hallazgo fue el de 3 piedras dentro de su vejiga. Cuando las monjas investigaron mas, descubrieron que las 3 piedras, del tamaño de una nuez, eran perfectamente iguales en tamaño, forma y peso. Todas pesaban lo mismo, una pesaba tanto como dos, dos como tres y una como tres. Las hermanas interpretaron esto como un signo del amor tan grande que Clara tenia hacia la Santísima Trinidad.

La noticia de este milagro se propagó inmediatamente. El lunes siguiente, Fray Pietro di Salomono, un antiguo adversario de las hermanas, las acusó ante Monsignor Berengario, Vicario de la diócesis de Spoleto, de haber intencionalmente falsificado el hallazgo. El monsignor fue a Montefalco y convocó a teólogos, abogados y doctores. Después de examinar cuidadosamente el corazón de Santa Clara, concluyeron unánimemente que las "marcas" no tenían explicación científica."

Um pedaço deste orgão foi retirado e colocado num relicário para veneração dos seus devotos. Mórbido? Talvez mas com a sua morte verificaram-se inúmeros prodígios e o seu corpo exalava uma fragrância que não a enterraram e... ainda hoje o seu corpo está incorrupto.

Foi canonizada a oito de Dezembro de 1881
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"Uma vida fácil não nos ensina nada" Richard Bach


« Responder #21 em: 16 de Agosto de 2006, 22:42 »

Obrigado obrigado - pensei em desistir pois não sei se este cantinho vos interessa, pois não vejo + ninguém a colaborar (tb gosto de aprender coisas novas)...   Corado

desistir  O quê? nem penses nisso. quando mostrar o material que me deste os idosos vão dar-me uma lista de santinhos e eu depois partilho tudinho contigo. só precisas de esperar até Setembro porque agora estou de fériaaaaaas Banhos de Sol!
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« Responder #22 em: 17 de Agosto de 2006, 16:59 »

18 Agosto

SANTA HELENA, MÃE DO IMPERADOR CONSTANTINO
( nascimento: 255?  - morte:327 - 330  Interrogação)



CASAMENTO DE HELENA COM CONSTÂNCIO CLORO, NASCIMENTO DE CONSTANTINO 

Flávia Júlia Helena nasceu em meados do século III, na Bitínia, Ásia Menor. Era descendente de uma família plebéia e tornou-se uma bela jovem, inteligente e bondosa. Trabalhava numa importante hospedaria na sua cidade natal quando conheceu o tribuno Constâncio Cloro.  Este  centurião romano, Constâncio Cloro encantou-se com Helena casando-se com ela.

Desta relação, nascera-lhes um filho, Constantino por volta de 272/ 274 em Nish (Sérvia) que viria a ser o futuro imperador Constantino.

Constâncio repudiou Helena por motivos de estado, vinte anos mais tarde, quando subiu a César das Gálias, e co-regente por parte do imperador Maximiliano. Este exigiu que se casasse com Teodora, uma princesa imperial (292). Isto era possível porque o direito romano não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus.

Constâncio levou o filho  para Roma separando-o de sua mãe. Esta separação durou cerca de 14 anos. Com a morte do pai em 306, Constantino mandou buscar a mãe para junto de si na Corte.

CONSTANTINO , IMPERADOR ROMANO E O ÉDITO DE MILÃO  DE 313

O jovem Constantino, auxiliado pela sabedoria de Helena, conseguiu assumir o trono como o legítimo sucessor do pai. Primeiro, tornou-se governador; depois, o supremo e incontestável imperador de Roma, recebendo o nome de Constantino, o Grande. Para tanto, teve de vencer seu pior adversário, Maxêncio, na histórica batalha travada, em 312, às portas de Roma.

Conta a história que, durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem. Influenciado por Helena, que tentava convertê-lo, Constantino teve uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes dizeres: "Com este sinal vencerás". Imediatamente, mandou pintar a cruz em todas as bandeiras e, milagrosamente, venceu a batalha. Nesse mesmo dia, o imperador mandou cessar, imediatamente, toda e qualquer perseguição contra os cristãos e editou o famoso decreto de Milão, em 313, pelo qual concedeu liberdade de culto aos cristãos e deu a Helena o honroso título de "Augusta".

Consta que Helena seria pagã quando se casou enão se sabe ao certo quando se converteu ao Cristianismo. Algumas fontes apontam-na como a responsável pela conversão do imperador, seu filho, tornando-o o primeiro imperador romano cristão. Outras referem que seria Constantino quem teria convertido sua mãe mas o certo é que a graça divina pairou sobre os dois e sobre toda a Cristantade com a cessação das perseguições aos cristãos

HELENA, DEPOIS DE CONVERTIDA AO CRISTIANISMO

Helena, com o patrocínio imperial,  promoveu a construção de Igrejas e mosteiros cristãos nos templos pagãos romanos e envolveu-se também na organização de obras de apoio e de assistência aos mais desfavorecidos (doentes e pobres)

A busca de relíquias / provas era importantes para se firmar o Cristianismo dos primeiros tempos. Assim, Helena empreendeu por volta de 326 uma viagem à Terra Santa:

Informou-se dos lugares santos venerados pela memória dos cristãos e determinou-se em encontrá-los e empenhou-se na construção de Basílicas. Assim, impuslsionou a construção da Basílica do Santo Sepulcro (Gólgota, Jerusalém) e  da Basílica da Natividade (em Belém) e ainda a dos discípulos e da Ascenção (no alto do Monte das Oliveiras ) - as três grutas místicas

Conta a tradição que Helena ajudou, em Jerusalém, o bispo Macário a identificar a verdadeira cruz de Jesus, quando as três foram encontradas. Para isso, levaram ao local uma mulher agonizante, que se curou milagrosamente ao tocar aquela que era a verdadeira.

Julga-se que morreu na Nicomédia já no regresso a Roma por volta entre 327 ou 330, sendo o seu corpo transportado para Roma Outros afirmam que morreu nos braços de seu filho, já em Roma.

O certo é que o culto a santa Helena é um dos mais antigos da Igreja Católica, encontrando-se as suas relíquias  na Basílica que lhe é dedicada em Roma.



« Última modificação: 17 de Agosto de 2006, 18:26 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #23 em: 17 de Agosto de 2006, 17:15 »


O ENCONTRO DE SANTA HELENA DA CRUZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
 segundo Santo Ambrósio ( 340-397):

“Começou ela por visitar os Lugares santos; o Espírito inspirou-lhe procurar o madeiro da Cruz. Aproximou-se do Gólgota e disse:

«Aqui está o lugar do combate; onde está a vitória? Eu procuro o estandarte da salvação, mas não o vejo»

Escavava no chão, e afasta para longe o entulho. Eis, porém que ela encontra desordenados três patíbulos já arruinados, que o inimigo escondera. Mas o triunfo de Cristo pode por acaso ficar no esquecimento?

Perturbada, Helena hesita, como mulher. Movida pelo Espírito Santo, lembra-se então que foram crucificados dois ladrões com o Senhor. Fixa-se portanto na cruz do meio. Mas talvez, ao caírem, se tenham confundido e trocado.Volta à leitura do Evangelho e repara ter sido aplicada à cruz do meio a inscrição: ‘JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS’

Assim chegou ao termo a demonstração da verdade e, devido ao título, foi reconhecida a cruz da salvação… Helena encontrou portanto o título e adorou o seu Rei.”
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« Responder #24 em: 17 de Agosto de 2006, 17:45 »


A propósito da Cruz de Cristo e da importância das relíquias no culto católico, consta que uma parte da Cruz de Cristo se encontra num mosteiro no Norte de Espanha, em santo Toríbilo...

Tive conhecimento deste facto à bem pouco tempo porque conheço duas jovens que tiveram a graça de fazer retiro nesse mosteiro e troxeram-me uma pagelazita de recordação.

Explicaram-me que os cristãos descobriram que a cruz estava desaparecendo e resolveram preservá-la. Assim, a esse mosteiro foi parar a parte esquerda do lado da cruz, que foi "emoldurada em ouro e no lugar do cravo, colocaram uma pedra preciosa.

Se repararem em baixo, encontra-se um quadradito castanho: foi deixado para os devotos da Santa Cruz, se o entenderem, beijarem na madeira.

Lamento por não saber trabalhar bem na Net , particularmente com as imagens mas deixo-vos o endereço eletrónico que encontrei assim como o anexo que preparei na breve espreitadela que fiz na Net à procura de informação.

Se puderem, não percam a oportunidade de descobrirem essa maravilha uma vez que  vivem bem mais perto que eu para descobrirem os pequenos tesouros que a Igreja nos oferece a´pelo norte da Peninsula...

O resto...  bem, é como tudo, uma questão de fé!
« Última modificação: 17 de Agosto de 2006, 17:49 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #25 em: 18 de Agosto de 2006, 15:21 »

19 Agosto - S. João Eudes 

                      AMANTE DOS CORAÇÕES DE JESUS E DE MARIA
FUNDADOR: - Congregação de Jesus e Maria
                - Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor ("Irmãs do Bom Pastor")

LIÇÕES DE VIDA:
                       - centro da sua vida era Cristo representado no seu Coração, símbolo do Amor;
                       - devoção ao Coração de Maria, antecipando de algum modo a mensagem de Fátima
                       - fervor missionário repartido entre a pregação e o serviço social aos mais necessitados ou em perigo espiritual
                       - preocupação com a formação de seminarisatas

CITAÇÃO:

            "Cristo não é somente para ti, mas quer também estar em ti, viver e dominar em ti, como a cabeça vive e reina nos seus membros. (...) Seja ELE o único princípio dos teus movimentos, acções e energias da tua vida; deves viver d'ELE e por amor d'ELE. (...) ELE deve ser o teu espírito, o teu coração, o teu amor, a tua vida, enfim, deve ser tudo para ti.

S. João Eudes, Tratado sobre o Coração de Jesus


BIOGRAFIA:

S. João Eudes foi definido pelo papa Pio X como pai, doutor e apóstolo da doce devoção aos Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria.

São João Eudes nasceu em Ri na Normandia, em 1601, num tempo em que o século XVII estava sendo marcado pelo jansenismo, quietismo e filosofismo.

Em 1623, com o consentimento dos pais foi para Paris onde ingressou na Congregação do Oratório, sendo recebido pelo próprio fundador o cardeal Pedro de Bérulle. Em 1625 foi ordenado dedicando-se integralmente à pregação entre o povo. Pleno do carisma dos oratorianos centrados no amor à Cristo e de sua especial devoção à Maria, passou ao ministério de pregação entre o povo. Visitou vilas e cidades de Ile de França, Bolonha, Bretanha e da sua própria região de origem, a Normandia.

Estava na Normandia quando em 1627 estourou a epidemia da peste, João percorreu quase todas, principalmente as vilas mais distantes e esquecidas. Como sensível pregador, levou a Palavra de Cristo, dando assistência aos doentes e suas famílias. Nunca temeu o contágio. Costumava dizer em tom de brincadeira que de sua pele até a peste tinha medo. Mas temia pela integridade daqueles que viviam à sua volta, que ao seu contato, poderiam ser contagiados. Por isto não entrava em casa e à noite dormia dentro de um velho barril abandonado ao lado do paiol.

Inconformado com o contexto social que evoluía perigosamente, onde as elites dos intelectuais valorizavam a razão e desprezavam a fé. João Eudes, sabendo interpretar esses sinais dos tempos, resolveu deixar o Oratório e funadar um Instituto em que a obra das missões se unisse à formação e reforma do clero.  fundou em 1643 a Congregação de Jesus e Maria com um grupo de sacerdotes de Caen que se uniram a ele. Entre 1643 e 1670 fundou seminários em Caen, Lisieux, Evreux, Rouen, Rennes e Coutances

A missão dos eudianos é a formação espiritual e doutrinal dos padres e seminaristas e a pregação evangélica inserida às necessidades espirituais e materiais do povo. Além de difundir através destas missões a devoção dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.

Seguindo este pensamento também fundou a Congregação Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para atender as jovens que de desviavam pelos caminhos da vida e as crianças abandonadas.

Esta Ordem deu origem, no século XIX à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecidas como as Irmãs do Bom Pastor.

Com os seus missionários, João dedicou-se à pregação de missões populares, num ritmo de trabalho simplesmente espantoso. As regiões atingidas pelo esforço dos seus missionários foram aquelas que mais resistiram ao vendaval anti-religioso da Revolução Francesa.

Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Para isto ele próprio compôs missas e ofícios, festejando pela primeira vez com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje estas venerações fazem parte do Calendário da Igreja.

 Morreu em Caen, norte de França, no dia 19 de Agosto de 1680, deixando uma obra escrita de grande valor teológico pela clareza e profundidade.

Foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1925.

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« Responder #26 em: 18 de Agosto de 2006, 17:48 »

A PROPÓSITO DO FUNDADOR...

Em terras de Portugal, nas Irmãs do Bom Pastor, entre 1884 e 1899...

DE MÜNSTER PARA O PORTO ( PARANHO e posteriormente ERMESINDE)
Apresento-vos....
                            Irmã Maria Droste zu Vischering = Beata Maria do Divino Coração (1863-1899)

MISSÂO: junto do Papa Leão XIII, solicitar a CONSAGRAÇÂO DO MUNDO AO SAGRADO CORAÇÂO

BIOGRAFIA:
Filha dos condes Droste Zu Vischering, esta beata passou a sua infância no castelo de Darfeld, não longe da cidade de Müster, Alemanha.

No Natal de 1883, com vinte anos, consagra-se a Deus pelo voto de castidade perpétua.  No dia 1 de Julho de 1888, enquanto esperava para se confessar na sua igreja paroquial ouve subitamente a voz do Senhor: «Tens de entrar no convento do Bom Pastor»

A 10 de Janeiro de 1889, toma o hábito religioso no convento de Münster, professando no dia 29 de Janeiro de 1891. Após três anos de total dedicação, é enviada para Portugal em 1894. Tinha então 31 anos de idade.

Esteve três mese em Lisboa e chega ao Porto como Superiora do Recolhimento do Bom Pastor na Rua Vale Formoso (Paranhos) no dia 17 de Maio de 1894.

De lá escreve ela pouco depois: "Vivemos numa situação angustiosa. A casa está em ruínas, devorada por dívidas que nos sufocam. Vejo, porém, e sinto que Deus está comigo, e assim cresce, cada dia mais, a minha coragem, embora por vezes, isto seja difícil de suportar... Só temos em caixa 5 ou 6 marcos, e temos de alimentar 120 pessoas... Sinto-me tão portuguesa, que não me importo com tanto desconforto, tanto frio e tanata humildade..." E a sua tenacidade, aliada a uma absoluta confiança no Coração de Jesus, consegue transformar aquele espaço e aquela comunidade em ruína num florescente jardim de Deus.

Este palpitar por Portugal encontra-se registado ainda quando mais tarde regressa a Münster, em vista à terra natal: " A viagem segue o curso normal, tranquilo. Mas no fundo do coração, sinto saudades do nosso pobre Portugal, e especialmente da minha cela junto da querida capela. Nada no mundo pode substituir para mim aquele lugar"

Iniciada desde pequena, na sua família, na devoção ao Sagrado Coração de Jesus,tornou-se promotora desta devoção e apóstola da consagração do Género Humano ao Coração de Jesus
A diplomacia pontifícia fala de ocasião e de motivo para explicar que a Irmã Maria não foi o motivo mas a ocasião para o Papa Leão XIII consagrar o mundo ao Coração de Jesus, isto é não era motivada mas ocasionada.

Sem referência a circunstâcias, episódios, mensagens e cartas, a consagração do mundo ao coração de Jesus no dia 11 de Junho de 1899 (três dias após a morte da Irmã Maria do Divino Coração), os principais protagonistas desta consagração foram:
o papa Leão XIII, a Beata Maria e seus pais e o Dr Teotónio Vieira de Castro (Vice-Reitor do Seminário de Teologia do Porto assim como confessor e director espiritual das Irmãs da Congregação do Bom Pastor tornando-se posteriormente patriarca de Goa).

A CONSAGRAÇÃO E A REPARAÇÃO, foram a tónica de toda a sua vida. Uma tarde, ainda no solar de Darfeld, "senti vivamente que o Senhor me dizia que teria de sofrer muito por Ele... Jesus falou-me dos sofrimentos porque passava, vendo-Se abandonado por todos, e pediu-me que Lhe fizesse companhia. Disse-me que O aflige sobretudo o abandono de muitos sacerdotes. "

E a Irmã Maria do Divino Coração sofreu muito! No dia 21 de Maio de 1896, cai de cama para nunca mais se levantar com uma ostiomielite que a paraliza e lhe dá constantemente dores muito fortes. Perguntando ela ao Senhor porque é que prolongava os seus sofrimentos e a sua doença, ouviu esta resposta: « Resgatei o género humano pela cruz e é pela cruz que santifico as almas. Quanto mais ligo uma alma á cruz, e quanto mais semelhante EU a torno a MIM, tanto mais estreitamente ME uno a ela. Os sofrimentos dos meus eleitos completam a obra da minha Redenção»

Mas de certa forma Maria do Divino Coração já o adivinhava. Quando pela terceira vez Jesus se lhe dirige para que interceda junto do papa Leão XIII, pergunta-lhe «se estava disposta a suportar toda a espécie de sofrimentos, humilhações e desprezos»

"Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, ficará só; mas se morrer, dará muito fruto" estas palavras retiradas do Evangelho de S. João (12, 24), encontram-se inscritas junto à estátua da beata fora da Igreja de Ermesinde. Que resposta!

«DEVES ERIGIR-ME AQUI UM LUGAR DE REPARAÇÃO, E EU ERIGIREI NELE UM LUGAR DE GRAÇAS»
Em 1897, numa primeira sexta-feira do m~es de Julho ou Agosto, recebeu do Senhor a seguinte ordem:

"«deves erigir-ME aqui um lugar de  reparação, e EU erigirei nele um lugar de graças.» depois disse-me que queria que esta igreja fosse sobretudo um lugar de reparação pelos sacrilégios, e para atrair graças e bençãos sobre o clero"

"No caso de morrer antes de ter edificado a Igreja, peço às minhas muito amadas Irmãs e Filhas Espirituais... Dêem cumprimento à promessa que hoje faço para assim corresponder aos desejos de Nosso Senhor, e consolar o seu Divino Coração"

Aceder a esta vontade do Senhor, foi uma das últimas preocupações da Irmã Maria do Divino Coração. Ela mesma, acamada e cheia de dores, traçou as linhas arquitectónicas do edifício com muitas dificuldades. Inicialmente fora prevista a construção em Paranhos, junto à casa da Rua do Vale Formoso, mas a revolução de 1910  interrompeu a construção iniciada.

Esta passou para Ermesinde, onde agora repousam os restos mortais desta "santinha alemã" como lhe chamavam aqueles que a procuravam para receber conforto e alento quando ele, cheia de dores, na cama, os recebia.

Perto do santuário Diocesano de Santa Rita em Ermesinde, ergue-se a Igreja do Coração de Jesus. Fiquei surpreendida por ser desconhecida das várias pessoas que encontrei para me indicar o caminho. Esquecida da devoção popular (Interrogação) torna-se num lugar de recolhimento, com o Santíssimo Sacramento constantemente exposto e almas ajoelhadas em adoração e reparação fazendo-LHE companhia...

Para aprofundar um pouco mais a mensagem desta mulher,
recordo que a EDITORIAL A.O. - Braga, na colecção «PASTORAL», n.º 19
encontra-se o livro intitulado O CORAÇÃO DO BOM PASTOR,
que contém trinta reflexões do autor do livro, o Padre  Jesuita, Dário Pedroso,
a partir das palavras da Beata Maria do divino Coração.
 No final inclui ainda
orações ao Sagrado Coração.
   

Apesar de ser recordada a 8 de Junho pelo calendário liturgico, conjuntamente com outros santos, entristece-me saber que permanece tão esquecida entre nós a memória desta entrega em terras de Portugal
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« Responder #27 em: 19 de Agosto de 2006, 12:32 »

NO DIA 20 DE AGOSTO RECORDA-SE...

S. BERNARDO DE CLARAVAL (1090-1153)

DOUTOR DA IGREJA ( a partir de 1830) e PADRE DA IGREJA (ultimo em termos cronológicos)

BIOGRAFIA

Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, perto de Dijon, França.

Quando sua mãe morreu, tinha ele 23 anos de idade, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus.
Entrou na recém fundada abadia de Cister em 1113.

A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador.

Foi um monge perfeito desde o primeiro dia: empenhava-se principalmente na regra doi trabalho, que era um dos pontos capitais da reforma cistercense. A par do trabalho manual, encontrava-se a leitura da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, lendo, meditando e praticando a PALAVRA e ruminando os Salmos.

Dois anos depois, em 1115, foi enviado para fundar outro mosteiro, no Vale Absinto a que S. Bernardo chamou Vale claro (CLARAVAL), do qual foi eleito abade durante trinta e oito anos. Desenvolveu ali uma fecunda actividade apostólica e organizou a vida monacal com todo o rigor da pobreza cistercense:

leite, peixe e ovos nunca apareciam no refeitório;
 um punhado de bolotas era já um grande presente, pelo menos nos primeiros tempos.
Até à Pascoa
apenas se comia ervilhas e favas sem outro condimento que sal e azeite

Estava desejoso da solidão, para se entregar à oração e penitência mas foi constantemente contrariado pelo Senhor que o colocava no meio dos homens para se envolver em questões que agitavam a sociedade, pois vivia-se uma época conturbada na Igreja. Apesar de apesar da sua saúde debilitada porque tornara-se um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com freqüência e impunha-se severa penitência, S. Bernardo multiplicou-se em inúmeras actividades:

- foi secretário do Concílio de Troyes (1128)
- foi chamado para decidir sobre os direitos do antipapa Anacleto em 1130
- assistiu ao segundo Concílio de Latrão em 1139
- empreendeu uma campanha teológica contra Abelardo (herege antitrinitário
- foi encarregue pelo papa Eugénio IV da pregação da segunda cruzada (1144) em França e na Alemanha (1146), sendo a primeira muito bem sucedida ao contrário da segunda tendo S. Bernardo sido responsabilizado por não ter querido seguir na cruzada
- pregou em vários lugares (aos estudantes de Paris, por exemplo) e interveio em várias disputas doutrinais
- escreveu numerosas obras, milhares de cartas e cerca de 300 sermões tornando-se o maior escritor do seu tempo
- participou numa missão em Lorena (1153), adoecendo gravemente até à morte a 20 de Agosto do mesmo ano. Apercebendo-se da gravidade da sua situação pediu para ser levado para o mosteiro de Claraval onde faleceu.

Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.

São Bernardo de Claraval foi canonizado em canonizado em 1174 e recebeu o título de Doutor da Igreja em 1830.
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« Responder #28 em: 19 de Agosto de 2006, 12:43 »

19 de agosto
São Ludovico (Luiz de Anjou)




1274-1297

Ludovico de Anjou, embora de descendência francesa, nasceu na Itália, provavelmente na Sardenha, em 1274. Era o mais velho entre os quatorze irmãos. Sua mãe era Maria, sobrinha de santa Isabel da Hungria e irmã de três príncipes que também chegaram a ser reis e santos: Estêvão, Ladislau e Henrique. Seu pai era Carlos II de Anjou, rei de Nápoles, Sicília, Jerusalém e Hungria, e filho do papa Inocêncio II. Ludovico também era sobrinho-neto de são Luiz IX, rei da França.

Em 1284, começou a crise da Casa Real de Anjou, na Itália meridional. O pai de Ludovico tornou-se prisioneiro dos reis de Aragão da Espanha, e sua liberdade foi concedida, depois de três anos, mediante troca de reféns. O rei espanhol Afonso III exigiu que esses fossem os três sucessores diretos do rei Carlos II: Ludovico, Roberto e Raimundo.

Eles foram muito maltratados e Ludovico em especial, pois era o mais velho e tinha treze anos de idade. Tratado com aspereza e crueldade, pagando pelo rancor que o rei de Aragão nutria pela política do papa e do rei de Anjou. Motivo que o levou a quebrar todos os acordos firmados antes da troca dos reféns. O cativeiro dos príncipes durou sete anos.

Ludovico aceitou a longa prisão com abnegação e paciência. Mas já estava acostumado com a vida de penitência. Desde pequeno, ele não dormia na sua cama real, preferindo o chão duro e frio. Assim, aquele período no cárcere só cristalizou a santidade do jovem príncipe. Era tratado cruelmente e deixado junto com os leprosos, os quais cuidava com zelo e carinho. Não temia o contágio, que seria motivo de felicidade, pois poderia sofrer um pouco e imitar o sofrimento de Cristo.

Esse seu período de cativeiro foi acompanhado pelos frades da Ordem de São Francisco, principalmente pelo frei Jacques Deuze, depois eleito papa. Foi ele que presenciou e registrou as curas prodigiosas feitas por intercessão de Ludovico. Também acompanhou o jovem príncipe quando ele adoeceu gravemente, testemunhando a sua milagrosa cura e a decisão de tornar-se um simples frade franciscano.

Finalmente, a paz voltou entre as famílias reais de Aragão e Anjou. Em janeiro de 1296, os três príncipes foram libertados Assim que chegaram a Nápoles, Ludovico renunciou ao trono real em favor do seu irmão Roberto.

Ingressou na vida religiosa no Convento de Ara Coeli, dos franciscanos, em Roma. Em maio do mesmo ano, voltou para Nápoles, onde recebeu as sagradas ordens. Mas foi chamado pelo papa Celestino V, que o queria bispo da diocese de Toulouse, na França, que estava vaga. Ludovico, devendo obediência, aceitou.

Porém, sendo um frade franciscano, dispensou a luxuosa residência episcopal, preferindo a pobreza dos conventos da irmandade. Todavia, muito enfraquecido, pegou tuberculose. Apesar disso, foi a Roma assistir à canonização de Luiz IX, rei da França, seu tio-avô. A fadiga da viagem agravou a doença e ele acabou morrendo, no dia 19 de agosto de 1297, aos vinte e três anos de idade.

O bispo Ludovico de Toulouse foi proclamado santo em 1317 pelo papa João XXII, frei Jacques Douze, que presenciou sua penitência e suas curas milagrosas durante o cativeiro. As famílias da realeza de Anjou e de Aragão, unidas, presenciaram a cerimônia.
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Paz e Bem! =)


« Responder #29 em: 19 de Agosto de 2006, 12:55 »


ALGUMAS PALAVRAS PROFERIDAS / ESCRITAS POR S. BERNARDO DE CLARAVAL:
Discurso aos estudantes de Paris:

"Meus filhos, quem vos ensinará a fugir da ira que há-de vir? Ai de vós que tendes a chave da ciência e do poder, não entrais, nem deixais entrar os outros! São chaves que roubastes, não recebestes... Tende compaixão dos outros, tende compaixão das vossas almas, do sangue que foi derramado por vós. A vossa castidade corre perigo no meio das delícias; a vossa humildade morre no meio das riquezas. Saí de Babilónia, saí e salvai as vossas almas."

Extracto retirado de Sermões sobre o Cântico dos Canticos:

"O amor subsiste por si mesmo, agrada por si mesmo. ele próprio é para si mesmo o mérito e o prémio. O amor não busca outro motivo nem outro fruto fora de si; o seu fruto consiste na sua prática. Amo porque amo, amo para amar. Grande coisa é o amor, desde que remonte ao seu princípio, que volte à sua origem, que torne para a sua fonte, que se alimente sempre da nascente donde possa brotar incessantemente. Entre todas as moções, sentimentos e afectos de alma, o amor é o único em que a criatura pode corresponder ao Criador, se não em igual medida, ao menos de modo semelhante. Com efeito, Deus, quando ama, não quer outra coisa senão ser amado, sabendo que o próprio amor torna felizes os que se amam entre si. O amor do Esposo, ou antes, o Amor-Esposo, não pede senão correspondência e fidelidade. A amada deve, portanto, retribuir com amor. Como pode a esposa não amar, sobretudo se é esposa do Amor? Como pode o Amor não ser amado?"
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