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Autor Tópico: Tudo sobre a Páscoa  (Lida 2188 vezes)
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.


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« em: 14 de Abril de 2006, 14:07 »

A Páscoa é a mais importante festa do cristianismo. É nela que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

Para os Hebreus a Páscoa judaica 'pesseach' teve a sua origem há cerca de 3 mil anos. É um marco na história do povo judeu – a travessia do mar Vermelho sob a liderança de Moisés, depois de um longo período de escravidão no Egipto. Comemoram assim a passagem da escravidão para a liberdade.

A festa passou também a ser cristã depois da última ceia de Jesus com os apóstolos, um dia antes de sua crucificação, na quinta-feira anterior à Páscoa Judaica - Sábado. Esta passou a ser chamada de Quinta-Feira Santa. Os cristãos celebram na Páscoa a ressurreição de Cristo, a passagem da morte à vida, na manhã do Domingo depois da Páscoa Judaica

A palavra anglo-saxónica que significa Páscoa (Easter) tem origem pagã: deriva de Eastre, o nome da deusa Teutónica símbolo da primavera e da fertilidade, tradicionalmente celebrada durante o mês de Abril.

Deste culto da natureza pelos antigos ficaram-nos tradições como a dos ovos de Páscoa e do Coelhinho da Páscoa. De facto, os coelhos simbolizam fertilidade e os ovos coloridos vida renovada, um velho ciclo que termina para dar lugar a outro que começa na Primavera.
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« Responder #1 em: 14 de Abril de 2006, 14:10 »

Do Carnaval às Cinza

O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.

A Igreja viria a alterar e adaptar estas práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência.

Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o equinócio da primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre quarenta e sete dias antes da Páscoa, ou seja, após o sétimo Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.

Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.
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« Responder #2 em: 14 de Abril de 2006, 14:18 »

A Data

Ao contrário do que acontece com outros feriados e celebrações religiosas, a Páscoa não tem pois uma data fixa.

Assim, no Concílio de Niceia (séc. IV d.C.) convencionou-se que a data da Páscoa fosse calculada em função da lua, entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. Deste modo, o domingo de Páscoa é marcado para a primeira lua cheia depois do início da Primavera. Sendo que a Primavera se inicia a 21 de Março, a lua cheia determina que a Semana Santa se celebre entre 8 (Domingo de Ramos) e 15 de Abril (Domingo de Páscoa).

Os quarenta dias que antecedem o Domingo de Páscoa denominam-se Quaresma, que para os cristãos é um período de oração, penitência e (alguma) abstinência.
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« Responder #3 em: 14 de Abril de 2006, 14:20 »

4ª Feira de Cinzas

No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.

Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.

A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.

Uma prática penitencial preparatória à Páscoa com jejum começou a afirmar-se a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.
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« Responder #4 em: 14 de Abril de 2006, 14:42 »

Os sinais e símbolos da Semana Santa

 
Na Semana Santa celebramos os acontecimentos mais significativos da vida de Cristo: a ceia de despedida, a agonia no jardim das Oliveiras, o caminho do Calvário, a morte salvadora e a ressurreição.

Expressamos o tempo de graça que é a Páscoa pelas leituras, as orações, os cânticos… e também com os sinais e símbolos. Desde os ramos de palmeira do Domingo de Ramos até ao círio e à água baptismal da vigília pascal, a comunidade cristã expressa a sua fé e a sua vivência do mistério pascal através de gestos simbólicos muito expressivos.


RAMOS


A celebração do Domingo de Ramos inicia-se com uma procissão, lembrando e acompanhando Jesus Cristo na sua entrada em Jerusalém, no caminho para a cruz, na sua morte e ressurreição. Esta procissão é marcada pelos cânticos a Cristo e também pelos ramos que levamos em mãos, como fizeram outrora as crianças e os habitantes de Jerusalém aquando da chegada de Jesus. As aclamações [cânticos] são mais importantes que os ramos, mas também estes podem ser significativos ajudam-nos a proclamar a nossa fé em Cristo e a proximidade que queremos ter com ele nestes dias da semana santa.

ÓLEOS

Na Quinta-feira Santa, na igreja-mãe [Sé], o Bispo, acompanhado pelos sacerdotes e fiéis da sua diocese, consagra os diversos óleos que irão ser utilizados nos vários sacramentos em toda a diocese: o óleo dos catecúmenos, para o Baptismo; o óleo para a unção dos doentes; o óleo do crisma, para o Baptismo, para a confirmação e para as ordenações.

Os óleos são de origem vegetal [azeite] misturados com bálsamos perfumados. Pelas suas características naturais produzem na pele um conjunto de benefícios: suavizam, curam, mantêm a forma, embelezam, dão frescura… De igual modo simbolizam as características do Espírito de Deus que quer trabalhar em nós por esses quatro sacramentos [Baptismo, Confirmação, Unção dos Doentes, Ordem].

Ao aproximarmo-nos da Páscoa benzem-se estes óleos para indicar que todos os sacramentos procedem de Cristo ressuscitado e que a Páscoa é novidade absoluta.


LAVA PÉS

Na Eucaristia da tarde da Quinta-feira Santa, imitamos o gesto que Jesus fez na ceia da despedida, dando aos seus discípulos uma lição de serviço por parte daquele que, no grupo, tem a autoridade. «Eu vim para servir, não para ser servido». E na cruz entregou-se totalmente. Mas antes quis fazer este gesto simbólico, agora repetido pelo Papa, pelos Bispos e pelos párocos nas suas comunidades. Porque eles devem ser sinais vivenciais de Cristo entregue aos outros.


COMER PÃO, BEBER VINHO

Comer pão e beber vinho com a comunidade é o gesto simbólico central que Cristo nos deixou: repetimo-lo em cada Eucaristia. Esse pão é o Corpo de Cristo entregue por nós. Esse vinho é o seu sangue derramado por todos. O Senhor, agora ressuscitado, oferece-os como alimento para o nosso caminho e como sinal da união na comunidade. Na Semana Santa há dois momentos em que celebramos este mistério com um sentido particular: a Quinta-feira Santa, em que comemoramos a instituição da Eucaristia e na Vigília Pascal, a celebração principal do ano cristão. Com esse duplo gesto simbólico participamos do mesmo Cristo, fazendo memória da sua morte e ressurreição.


A CRUZ

Na Sexta-feira Santa, depois de escutarmos o relato da paixão, fazemos um gesto muito significativo: perante a apresentação da Cruz, aclamámo-la e aproximamo-nos pessoalmente para a adorar como sinal da nossa gratidão pelo que Jesus fez por nós entregando-se à morte de cruz, reconciliando-nos assim com Deus.


O FOGO

Na Vigília Pascal, na noite de Sábado para o Domingo, iniciamos a celebração reunindo-nos, fora da Igreja ou à porta, à volta de uma fogueira. Aí é acendido o Círio pascal. É na escuridão da noite que brilha a luz que é Cristo. A Quaresma iniciou-se com as cinzas. Agora, na Páscoa, começamos com o fogo e a luz, com a água, o pão e o vinho.


O CÍRIO E AS VELAS

Do fogo aceso à porta da Igreja acendemos o Círio, que ficará aceso nas celebrações das sete semanas de Páscoa. O Círio é símbolo de Cristo, Luz do mundo. Entramos na igreja seguindo esse Círio, aclamando-o [«A luz de Cristo»]. Mais ainda, a partir desse Círio que representa Cristo, acendemos as velas que cada um transporta. É um símbolo muito expressivo de que a Páscoa de Cristo tem que ser também a nossa Páscoa pessoal, estando todos chamados a participar da sua luz e da sua vida.


ÁGUA BAPTISMAL

A noite de Páscoa é o momento indicado para a realização dos baptismos e para que cada um recorde o seu próprio Baptismo. O Baptismo é o sacramento em que radicalmente nos incorporamos na vida de Cristo e participamos na sua morte e ressurreição. Por isso se faz a aspersão da água sobre todo o povo e renovamos as promessas baptismais.


COR BRANCA

As cores também têm um sentido simbólico. A Quaresma está marcada pelos paramentos de cor roxa, cor séria e austera. O Pentecostes, a dádiva do Espírito, que é fogo e amor, celebramo-lo de vermelho. Na Páscoa que começa com a Vigília Pascal de Sábado para Domingo, utilizamos o branco, a cor da festa, da alegria, da pureza pascal.


CAMPAINHAS

Entre outros sinais festivos – o incenso, as flores, a música – servem também de sinal as campaínhas, com o seu som evangelizador, anunciando-nos festivamente que é Páscoa, que o Senhor ressuscitou e que nos convida também à nossa própria ressurreição.
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« Responder #5 em: 14 de Abril de 2006, 14:55 »

Outros símbolos pascais
 

A flor
Significa vitória. Apenas depois da ressurreição de Cristo, os cristãos passaram a colocar flores nos cemitérios.
 

O sepulcro vazio
É a mais bíblica maneira de representar a Ressurreição, a Páscoa.

Já a partir do segundo século, os cristãos desenhavam, pintavam e gravavam a cruz como símbolo visual de sua fé e também faziam o sinal da cruz em si e nas outras pessoas que acreditavam em Jesus.


O peixe

Foi um símbolo muito importante na vida dos primeiros cristãos. Surgiu na época da formação das primeiras comunidades cristãs. Quando Jesus já não vivia mais entre os seus discípulos, o Império Romano e outras religiões queriam acabar com o cristianismo. Mas os seguidores de Jesus não cederam às ameaças e continuaram reunindo-se, ensinando e vivendo o que Jesus havia dito. Essas pessoas resistiram à perseguição e criaram um símbolo que identificasse a sua fé: o peixe. Este símbolo foi escolhido porque a palavra PEIXE, em grego, é um acróstico de confissão de fé: “Jesus Cristo"

O pelicano  simboliza o sacrifício de Cristo na Cruz. Conta-se que ele fere o próprio peito para alimentar os filhotes com seu sangue.

A borboleta surge depois que a lagarta se transforma e rompe o casulo. Essa  transformação também nos ajuda a transmitir a mensagem da ressurreição, da nova vida.

O trigo  mesmo depois de triturado, e as uvas, mesmo depois de esmagadas, não são destruídas. Pelo contrário, são transformados em pão e vinho, os dois alimentos mais importantes para a vida dos judeus no tempo de Jesus. Jesus também, como nos diz o profeta Isaías, foi “esmagado” e “moído”, mas continua a ser  a força do seu povo.

O girassol
e outras flores amarelas e brancas expressam o ouro da realeza de Cristo e a paz por ele conquistada. O girassol tem significado especial, pois como sua corola se volta para o sol, nós devemos nos voltar para o Cristo ressuscitado.

OVOS DE PÁSCOA Simboliza uma nova vida. Vida que está para nascer.
Os ovos de Páscoa são um costume típico de muitos países. Quer sejam ovos de galinha pintados, tradicionais sobretudo na Polónia e na Ucrânia, quer ovos de chocolate envoltos em papel decorativo brilhante, recheados de amêndoas e enfeitados com bonitas fitas, segundo os costumes mais ocidentais
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida.
A ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida.


COELHOS   É o símbolo da fertilidade, são animais que reproduzem com facilidade e em quantidade. Esta tradição nasceu na Alemanha. Dizia-se às crianças que os coelhos levavam os ovos e os escondiam no meio da erva. Na manhã do dia de Páscoa as crianças tinham de procurar os ovos escondidos pelos coelhinhos.
Representa também a capacidade da Igreja  produzir novos discípulos e espalhar pelo mundo a mensagem de Cristo.
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« Responder #6 em: 14 de Abril de 2006, 15:03 »

CHOCOLATE,

É o principal produto obtido a partir dos grãos de ca­cau (semente do cacaueiro). Tem a sua origem no México, no Peru e em deter­minadas regiões da América Central. Os Astecas preparavam duas bebidas, o ca-caoquahitl e o chocolatl, a partir das se­mentes da árvore Theobroma cação. O uso do chocolate na Europa data do início do séc. XVI contudo, só no séc. XIX é que se deu a grande expansão deste produto. O consumo de chocolate intensificou-se com a introdução do chocolate com leite pelo suíço Daniel Peter (1878). A Suíça foi um dos principais fabricantes de produtos de chocolate durante o séc. XIX, mas, ao ter­minar a I Guerra Mundial, todos os paí­ses dispunham de fabricação própria atra­vés dos grãos de cacau importados.

Os diferentes métodos utilizados no fa­brico de chocolate variam pouco. A qua­lidade do chocolate fabricado pêlos di­ferentes métodos vai variar, consoante a qualidade dos cacaus escolhidos e dos lo­tes utilizados e, como é evidente, do cui­dado com que se executam as diferentes fases do fabrico do chocolate. As fases de fabrico do chocolate são as seguintes: a limpeza do grão, fase durante a qual a semente de cacau é separada do pó e de substâncias estranhas que a acompanham; a torre/acção, nesta fase o grão é torrado a uma determinada temperatura de forma a tornar-se quebradiço e é nesta fase que o cacau adquire o seu aroma e gosto ca­racterísticos; a trituração, que consiste em triturar grosseiramente os grãos de cacau, partindo os cotilédones e separando-os dos tegumentos e dos embriões; a centri­fugação, que vai separar os diferentes cons­tituintes dos grãos; a maxalagem, fase du­rante a qual o cacau é aquecido e mistu­rado com o açúcar e com os outros produtos, obtendo-se, deste modo, uma pasta; a enformação, que é a última fase, na qual a pasta de chocolate é colocada em formas onde vai solidificar e adquirir a forma que o fabricante pretende.

O chocolate é um alimento muito nu­tritivo devido ao seu elevado conteúdo em gordura, que varia entre 22 e 54%, e pelo seu conteúdo em fécula e outros hidrates de carbono. O seu valor alimentício au­menta ao ser utilizado em bebidas, pois, geralmente, é misturado com leite e açú­car. No entanto, os especialistas em die­tética e nutrição aconselham a que as crianças e os adultos com elevada sensi­bilidade aos estimulantes consumam estas bebidas em quantidades moderadas, devi­do ao seu teor em teobromina, estimu­lante alcalóide que produz efeitos seme­lhantes aos da cafeína e da teína. Apesar de, em tempos, ter sido menos apreciado que o cacau, o chocolate adquiriu uma importância muito maior como conse­quência do seu elevado consumo sob a forma de bombons, gelados e xaropes, bem como a sua utilização na preparação de numerosas bebidas e refrescos e o seu consumo directo como alimento.
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« Responder #7 em: 31 de Março de 2007, 22:09 »

Devo dizer que a Páscoa é antes de tudo uma festa judaica. Foi celebrada pela primeira vez por Moisés, no dia 14 de Nisã (Abib).
Este mês é a primeira lunação da Primavera.
Para os Católicos as festividades do Domingo de Páscoa caem no domingo que segue o dia 14 de nisã (que geralmente cai ou no dia da Lua cheia, ou no dia mais próximo da lua cheia), logo está ligada ao calendário judaico. O dia 14 de Nisã é o dia da Páscoa (judaica). Nesse dia mata-se o cordeiro, mas já se come no inicio do dia 15 de Nisã (1º dia dos pães ásimos).
Para não cairmos em confusões, devemos pensar segundo o calendário judaico para situarmos bem a Páscoa.
Os dias começavam com o pôr do sol.
A última ceia de Jesus teve lugar na noite do dia 14 de Nisã (abib). Na mesma noite foi preso no monte das Oliveiras, no mesmo dia (14 de Nisã) foi julgado, no mesmo dia foi morto e ao põr do sol do mesmo dia (14 de Abib) foi sepultado. Ocorreu tudo num só dia, segundo o calendário lunar judaico.
Quando Jesus expirou, os judeus estavam a matar o cordeiro pascal, por isso podemos dizer que Jesus é o nosso cordeiro Pascal: a nossa Páscoa.
Citar

Convencionou-se que Jesus morreu numa 6ª feira, mas isso não é possível, pois se isso fosse verdade não se cumpririam as palavras de Jesus escritas em Mateus cap. 12 verso 40:
Citar
40*Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites.

Ora de 6ª feira até domingo, não há lugar para 3 dias e 3 noites.
Logo podemos concluir que Jesus não foi morto numa 6ª feira, mas num dia anterior; talvez 5ª feira segundo uns (3 dias e 3 noites incompletas) ou mesmo numa 4ª feira
havendo lugar para 3 dias e 3 noites completas na sepultura antes de ressuscitar.

O que é curioso é os sábios religiosos terem-se enganado (e bem) ao procurarem saber isso, pois as festividades cristãs não foram sempre como as de hoje, nem foram sempre uniformes nem no tempo, nem entre diversos grupos de cristãos dos primeiros séculos. Sei que havia um grupo de cristãos de origem pagã que celebrava a santa ceia de Jesus na noite que vai de 3ª feira para 4ª feira, o que vai dar força à hipótese de Jesus ter sido morto numa 4ª feira e não numa 5ª feira e muito menos numa 6ª feira como se acreditou "erradamente" durante muitos séculos.

Também posso informar que no início da semana que está a iniciar se celebra a Páscoa dos Judeus, ou neste domingo (neste ano uma semana antes do Domingo de Pascoa dos Católicos) ou na 2ª feira. Costumo fazer pesquisas, nos últimos anos, para  minha compreensão. Este ano, não fiz essas pesquisas, mas ao olhar para a lua, vejo que é por esta altura, estamos perto da LUA CHEIA: isto é no dia de Páscoa.
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Vinde a mim  ... e EU vos aliviarei: disse Jesus.
Mat. 11,28. Aperto de mão Participe neste assunto: Estudar a Bíblia.
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« Responder #8 em: 02 de Abril de 2007, 18:44 »

Independentemente dos símbolos tradicionais a Páscoa está intimamente ligada à chamada «Eucaristia» também conhecida por «Comunhão» que pode consultar aqui..
Leia estes meus artigos nesse tópico aqui e também aqui.

Obs. para copiar o link de uma mensagem escolha a primeira linha dessa mensagem e clique com o botão direito do rato no tema dessa mensagem e escolha «copiar link». Depois pode fazer «colar» no sitio onde quer colocar esse «link». Eu faço isso com duas janelas  abertas, para não interromper o que estou a escrever. Aperto de mão
« Última modificação: 04 de Abril de 2007, 10:16 por MPP » Registado

Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.Jo 3, 36   
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« Responder #9 em: 05 de Abril de 2007, 16:43 »

Cristãos celebram Páscoa na mesma data

As cristãos das diversas Igrejas e comunidades eclesiais vão celebrar, em 2007, a Páscoa no mesmo dia, a 8 de Abril. A celebração conjunta não passa, ainda assim, de uma coincidência em calendários diferenciados.

A Páscoa é a primeira festa cristã em importância e antiguidade. Nos primeiros séculos, contudo, as Igrejas do Oriente celebravam a Páscoa como os judeus, no dia 14 do mês de Nisan, ao passo que as do Ocidente a celebravam sempre ao Domingo.

O Concílio de Niceia, no ano 325, apresentou prescrições sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a Páscoa, conforme os cálculos astronómicos (primeiro Domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da Primavera): de 22 de Março a 25 de Abril.

A adopção do calendário gregoriano (1582) trouxe nova divergência entre as Igrejas do Ocidente e as Ortodoxas, pois estas não aceitaram, na liturgia, o novo calendário. As Igrejas de rito Bizantino, para a celebração da Páscoa, seguem até hoje o “calendário juliano”, que apresenta um atraso de 13 dias em relação ao nosso calendário civil.
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« Responder #10 em: 05 de Abril de 2007, 17:06 »

Ao compasso da Páscoa

No Domingo de Páscoa, e em alguns locais nos dias seguintes, o sacerdote acompanhado por mais algumas pessoas, transporta o crucifixo e leva a casa dos paroquianos a "boa nova" e a "bênção pascal". As pessoas da família, amigos e vizinhos reúnem-se e ajoelham na sala principal, onde o padre lhes dá a cruz a beijar. Esta é a principal simbologia do Compasso. Caída em desuso em muitas localidades, noutras tende a ser recuperada, este ritual revestia-se antigamente de um maior cerimonial.

As ruas e as entradas das casas apresentavam-se enfeitadas com verdura e e cobertas com tapetes de flores e plantas aromáticas (alecrim, rosmaninho, hortelã silvestre). Escolhia-se a melhor mesa da sala, que se cobria com uma toalha de renda ou bordada, quase sempre com motivos religiosos. Em diversas aldeias da Beira Alta, a toalha do folar, ou a toalha da Páscoa era de renda, acrescentada consecutivamente quando a família ia aumentando tecida por mãos femininas.

Sobre a mesa era colocado um crucifixo, ladeado por castiçais e jarras com flores, juntamente com as ofertas de carácter alimentar destinadas ao prior: bolos, frutos, queijos, pão-de-ló.

Numa outra mesa, enfeitada com ovos tingidos ou decorados, "preparada para um pequeno brinde", encontrava-se o "folar do padre", que consistia num donativo em dinheiro colocado numa salva de prata, numa taça ou num prato. Em tempos mais recuados, esta dádiva era constituída por uma moeda, geralmente de prata, cravada numa laranja ou maçã.

A finalizar o rito do Compasso, é servido aos portadores da cruz um Porto, acompanhado de doces e biscoitos.

No Minho, semanas antes da Páscoa, era costume semearem-se as "searinhas" de trigo, cevada, aveia ou centeio, em pratinhos que, nas casas senhoriais, eram guardados, conforme o preceito, dentro das prateleiras para germinar.

Na altura da visita pascal, as "searinhas" colocavam-se como elemento cerimonial, sobre as grandes cómodas, altas, com oratórios, que nesses tempos representavam uma peça de mobiliário corrente nas salas das casas mais abastadas. Este costume das "searinhas" é também conhecido pela sua tradição noutras celebrações religiosas ou festivas, como no São João ou no Natal.

Em algumas localidades mantém-se o costume de os paroquianos serem avisados, pelo toque dos sinos, de que o pároco vem a caminho, mal o Compasso sai da igreja.

Era tradição em alguns locais do país, no Domingo de Páscoa pela manhã, ouvirem-se cânticos idênticos em todas as casas quando os sinos repicavam festivamente a anunciar a Ressurreição de Cristo.

Em alguns lugares é actualmente costume o padre mandar entregar em casa dos paroquianos, dias antes da visita pascal, uma carta com algumas palavras, expressando os votos de "Páscoa feliz", retribuindo depois quem a recebe com o usual folar do padre.

O folar é ainda o presente que os padrinhos oferecem aos afilhados quando estes o vão receber. A palavra "folar" deixou de ter o significado de outrora. Primeiro conhecido como um bolo cerimonial da quadra pascal, entrou em desuso quando os afilhados passam para a maioridade ou casam.

Associado à doçaria tradicional desta época, suguem também os ovos de Páscoa. Símbolo da fertilidade e da abundância, representa também uma homenagem à nidificação, que acontece nesta altura do ano, quando as aves terminam a construção dos ninhos, chocam os ovos ou alimentam os filhos. Simboliza assim o princípio da vida, mas ganha também outra leitura: a casca - a Terra, a parte interior - o ar, a clara - a água e a gema - o fogo que representam os elementos fundamentais da vida humana. Num sentido religioso, sugere Cristo que venceu a morte saindo do túmulo.

No séc. XVIII surgiu a moda, em França, na Alemanha e na Suíça de colorir os ovos e decorá-los com desenhos ou palavras, facto que continua presente até aos dias de hoje. Devido à influência vinda de outros países, começou a ser usual esconder-se ovos pintados em casa ou em jardins, para que as crianças os possam encontrar.

As amêndoas são um presente alimentar muito popular e característico da doçaria nesta altura. Na zona de Viana do Castelo era tradição as raparigas oferecerem aos rapazes ovos, em troca de um presente de amêndoas. O Alentejo conheceu também esta tradição, onde os rapazes ofereciam às namoradas um cartucho de amêndoas na Semana Santa.
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