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Autor Tópico: JESUS VIVE E CAMINHA CONOSCO...  (Lida 1778 vezes)
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santa_claus
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NADA TE TURBE, NADA TE ESPANTE. SOLO DIOS BASTA!


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« em: 25 de Março de 2005, 11:44 »

Ainda em clima pascal, neste mês Dicas Bíblicas destaca a presença e a manifestação de Jesus ressuscitado, no dia a dia dos seus discípulos, como veremos no relato de Lucas 24,13-35 sobre os discípulos de Emaús. Acompanhando essa narrativa, descobriremos os aspectos relevantes que o texto evidencia.

O ponto de partida é a viagem. Em conversa durante o trajeto para o povoado de Emaús, próximo a Jerusalém, os dois discípulos retomam fatos da vida de Jesus, tais como seu nome e origem (v.19a): “... Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obra e em palavra..., as etapas do seu ministério e a atividade de Jesus que culminam com sua paixão, morte e ressurreição, em Jerusalém (v.19b,ss). Será que ainda faltou ressaltar algo importante? E o caminho? Ele aparece na atitude dos discípulos. Os dois estão a caminho... Em Lc 9,51–19,28, temos o tema central, o coração do terceiro evangelho.

Reafirma-se, desse modo, o sentido e o valor dado por Lucas a grande viagem de Jesus a Jerusalém, onde se consumará a sua entrega.

No episódio de Emaús, também há um aspecto interessante no diálogo dos personagens em cena: ambos remetem um ao outro, como se fosse um eco, o anúncio que Jesus havia feito durante o seu ministério, que ele devia sofrer, morrer e ressuscitar, remetendo à realização da promessa, não só em relação à profecia, mas à própria palavra de Jesus. Outro dado importante, que podemos destacar aqui, é que Lucas coloca na boca do próprio Ressuscitado, ainda oculto aos olhos dos discípulos, a interpretação das Escrituras, que confirma a realização dessa profecia e faz, ao mesmo tempo, um apelo à fé: Como vocês são lentos de coração, para crer tudo o que os profetas anunciaram!

Podemos notar ainda, nesse capítulo 24 de Lucas, uma crescente progressão: de um episódio a outro, passa-se do não ver ao ver. É o que observamos nos versículos de 1 a 12. Jesus é declarado vivo às mulheres, porém, ele está ausente. Elas não o viram nem o encontraram. Também nos versículos 13 a 33, Jesus se faz estranhamente presente aos dois discípulos, mas não foi reconhecido imediatamente por eles. Ao ser reconhecido, tornou-se novamente invisível.

Vamos retomar a seqüência dos fatos na trajetória do caminho de Emaús. Aí, descobriremos o que os faz ver de novo. O que o texto revela?

Jesus se juntou a eles, é a expressão do ver (v.15). Caminhou com eles, mas seus olhos estavam impedidos de o reconhecer. Depois, seus olhos se abriram... e ele se tornou ausente a eles (v.31). O que lhes permite ver é a viagem pelas Escrituras. Assim, o tempo que separa o ver do ausentar-se é o caminho de volta às Escrituras. E começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes tudo, o que a ele dizia respeito (v.27)... E disseram um ao outro: Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (v.32).

Os discípulos percebem aqui a presença de Jesus na Sagrada Escritura. Voltam a Jerusalém e narram, para o grupo dos apóstolos, os acontecimentos do caminho e como o haviam reconhecido na fração do pão (v.35).

O relato fala também que, mesmo após ser reconhecido, Jesus desapareceu da vista dos discípulos. Qual é o significado desse ato? Que ensinamento o evangelista quer nos passar com ele?

Lucas nos mostra que o ver precisa ser purificado, a fim de aceitar o seu contrário: não ver mais, sem negar a sua presença. É só aceitando essa dinâmica que os discípulos poderão anunciar a ressurreição de Jesus. Isso é essencial na caminhada e no crescimento da fé. Por isso o evangelista João dá grande importância a essa atitude do “crer sem ter visto”, a ponto de considerá-la uma bem-aventurança: “felizes são os que não viram e creram” (Jo 20,29).

Qual é a atualidade do relato de Lucas? Aqui entramos num contexto de desilusão e frustração vividas por esses discípulos, diante da crucificação e morte de Jesus, bem como de sua superação.

E como esses discípulos conseguiram vencer a si mesmos, a própria emotividade, a atitude de fuga da realidade, identificada na volta para sua cidade de origem? Tudo isso foi possível, porque Jesus os chamou à realidade, mostrando-lhes que não valia a pena ficar cultuando a morte ou fixar-se no aspecto negativo da vida, quando a vida já havia despontado e se fazia presente na vitória do Ressuscitado sobre a morte. Eles passaram do “não ver” ao ver. Abriu-se, então, para eles, o horizonte da vida nova, que nasce da fé e da missão. Novamente iluminados pela palavra e pelos gestos de Jesus, confirmados na bênção e na partilha do pão, eles se puseram a caminho... Voltaram para Jerusalém, dispostos a recomeçar tudo, não mais desiludidos, mas acreditando na possibilidade de lutar e transformar a realidade nos moldes da fraternidade, da justiça e do amor, testemunhada por Jesus na entrega de sua vida, que não culminou na morte e, sim, na ressurreição.

Daí, concluímos, também hoje, que só a descoberta dessa força da ressurreição permite ao cristão superar os reveses da vida, acreditando que, apesar da cruz, vale a pena somar esforços para construir o Reino. Desse modo, novas expressões de ressurreição serão manifestas pela vida e pela ação dos seguidores (as) de Jesus, como fez o apóstolo Paulo. A mola-mestra que o impulsionou em sua missão de anúncio do Evangelho foi exatamente a fé na ressurreição. Essa lhe devolveu a plena visão! Seja também renovada a nossa visão Excalmação!!

Podemos conferir, no quadro abaixo, as principais divisões do evangelho de Lucas, retomando em forma de síntese, alguns aspectos da grande viagem de Jesus a Jerusalém, tema específico deste mês.


Podemos conferir, no quadro abaixo, algumas referências bíblicas, relacionadas com a Ressurreição de Jesus e outros textos do Segundo Testamento.


Preparativos para a viagem
 3,1 – 9,50
 
Viagem a Jerusalém
 9,50 – 19,28
 
Em Jerusalém 19,28 – 24,53
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Probudi se, ti koji spavas, ustani od mrtvih i Krist ce ti svijetliti.

(Desperta tu que dormes, levanta-te de entre os mortos e Cristo será a tua luz)
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