Portal de São Romão

   Início   Ajuda Pesquisa Entrar Registe-se  

Páginas: 1 ... 3 4 [5]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Metáforas e fabulas  (Lida 20312 vezes)
0 Membros e 2 Visitantes estão a ver este tópico.
blaster
Coronel
********

Karma: 269
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 1739



« Responder #60 em: 27 de Novembro de 2007, 15:06 »

Uma  raposa esfomeada passou por uma latada e viu uns cachos de uvas muito apetitosos.

- Estas uvas parecem muito sucolentas - pensou ela. - Tenho que as comer!

Tentou apanhá-las saltando o mais alto que pode, mas em vão, porque as uvas estavam fora do seu alcance. Então desistiu e afastou-se. Fingindo-se desinteressada, exclamou:

- Pensei que estavam maduras, mas vejo agora que ainda estão muito verdes!

Moral da história:
Não te enganes a ti mesmo se as coisas não correrem como desejas.
Registado

"Muitos homens querem ser doutores,
alguns doutores querem ser DEUS,
mas só DEUS quis ser HOMEM"
docenuvem
Moderador(a)
*****

Karma: 597
Offline Offline

Mensagens: 8791



WWW
« Responder #61 em: 07 de Dezembro de 2007, 12:14 »


 Os sete pecados capitais
 
Certo dia um casal ao chegar do trabalho
encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões
ficaram assustados, mas um homem forte e saudável, com corpo de
halterofilista disse:
 Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do
mundo.
- Mas quem são vocês? - pergunta a mulher.
- Eu sou a Preguiça! - responde o homem másculo - Estamos aqui para que
vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.
- Como pode você ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando
e praticando esportes? - indagou a mulher.
- A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos
preguiçosos, com ela ninguém  pode chegar a ser um vencedor.
Uma mulher velha curvada, com a pele muito enrugada que mais parecia uma
bruxa diz: - Eu, meus filhos, sou a Luxúria.
- Não é possível! - diz o homem - Você não pode atrair ninguém com essa
feiúra.
- Não há feiúra para a luxúria queridos.
 Sou velha porque existo a muito
tempo entre os homens, sou capaz de destruir famílias inteiras, perverter
crianças e trazer doenças para todos até a morte.
 Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher.
Um mau cheiroso homem, vestindo uns maltrapilhos de roupas, que mais
parecia um mendigo diz:
- Eu sou a cobiça, por mim muitos já mataram, por mim muitos abandonaram
famílias e pátria, sou tão antigo quanto a Luxúria, mas eu não dependo dela para existir.
Tenho essa aparência de mendigo porque por mais bem vestido que me apresente,
por mais rico que seja sempre vou querer o que não me pertence.
- E eu, sou a Gula.
- diz uma lindíssima mulher com um corpo escultural e
cintura finíssima, seus contornos eram perfeitos e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e  movimentos.
Assustam-se os donos da casa, e a mulher diz:
- Sempre imaginei que a gula seria gorda.
- Isso é o que vocês pensam!
- responde ela.
 - Sou bela e atraente porque
se assim não fosse seria muito fácil livrarem-se de mim.
 Minha natureza é delicada, normalmente sou  discreta, quem tem a mim não se percebe, mostro-me sempre disposta a ajudar a busca da luxúria.
Sentado em uma cadeira num canto da casa, um senhor, também velho,
 mas com  o semblante bastante sereno, com voz doce e movimentos suaves, diz:
- Eu sou a Ira. Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios
também. Não sou homem, nem mulher assim como meus companheiros que estão  aqui.
- Ira? Parece mais o vovô que todos gostariam de Ter!
 - diz a dona da casa.
- E a grande maioria me tem!
- responde o vovô.
 - Matam com crueldade,
provocam brigas horríveis e destroem cidades quando me aproximo.
Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer
lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Mostro-me calmo e sereno para
mostrar-lhes que a Ira pode estar aparentemente manso. Posso também ficar
contido no íntimo das pessoas sem me manifestar provocando úlceras, câncer
e as mais temíveis doenças.
- Eu sou a Inveja. Faço parte da história do homem desde sua aparição.

-diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava
braceletes de brilhantes e roupas de fino pano, assemelhando-se a uma
princesa rica e poderosa.
- Como inveja? Se é rica e bonita e parece ter tudo o que deseja.
 -diz a mulher da casa.
- Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que
não são nada disso, mas eu estou entre todos, a inveja surge pelo que não
se tem e o que não se tem é a felicidade. Felicidade depende de amor, e
isso é o que mais carece na humanidade. Mortes e sofrimento, onde eu estou
esta também a Tristeza.
Enquanto os invasores se explicavam, um garoto que aparentava cerca de
cinco a seis anos brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente,
característica das crianças, sua face de delicados traços mostravam a
plenitude da jovialidade, olhos vívidos.
- E você garoto, o que faz junto a esses que parecem ser a personificação
do mal?
O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo:
- Eu sou o Orgulho.
- Orgulho? Mas você é apenas uma criança? Tão inocente como todas as
outras.
O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assusta o casal, e ele
então disse:
- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas
não se enganem, sou tão destrutível quanto todos aqui, quer brincar comigo?
A Preguiça interrompe a conversa e diz:
- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas.
Queremos uma resposta.
O homem da casa responde:
- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.
O casal se dirige para seu quarto e lá fazem várias considerações.
Dez minutos depois retornam.
- E então? - pergunta a Gula.
- Queremos que o Orgulho saia de nossas vidas.
O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar
ali. Porém, respeitando a decisão dirige-se para a saída. Os outros, em
silêncio, iam acompanhado o garoto quando homem da casa pergunta:
- Ei! Vocês vão embora também?
O Menino, agora com ar de severo e com a voz forte de um orador experiente
diz:
- Escolheram que o Orgulho saísse de suas vidas e fizeram a melhor escolha.
Pois onde não há Orgulho não há preguiça, pois os preguiçosos são aqueles
que se orgulham de nada fazer para viver não percebendo que na verdade
vegetam.
Onde não há orgulho não há Luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus
corpos e julgam-se merecedores.
Onde não há orgulho, não há Cobiça, pois os cobiçosos têm orgulho das
migalhas que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a felicidade
alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.
Onde não há orgulho, não há Gula, pois os gulosos se orgulham de suas
condição e jamais admitem que o são, arrumam desculpas para justificar a
gula, não percebendo que na verdade são marionetes dos desejos.
Onde não há orgulho, não há Ira, pois os irados tem facilidade com aqueles
que, segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que
na verdade sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.
Onde não há orgulho, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho
ferido ao verem o sucesso alheio seja ele qual for, precisam constantemente
superar os demais nas conquistas, não percebendo que na verdade são
ferramentas da insegurança.
Saíram todos sem olhar para trás, e ao baterem a porta, um fulminante raio
de luz invadiu o recinto, e o casal desintegrou-se
Diz a lenda que eles viraram Anjos!
Registado

"Dentro de vinte anos, você lamentará mais
as coisas que não fez, do que as coisas feitas.
 
Por isso, solte as amarras e abandone o
porto seguro.
 
Segure os ventos em suas velas.
 
Explore.
Sonhe.
Descubra!"
 
(Mark Twain)
Páginas: 1 ... 3 4 [5]   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  


Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.9 | SMF © 2005, Simple Machines LLC XHTML 1.0 válido! CSS válido!