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Autor Tópico: Metáforas e fabulas  (Lida 20312 vezes)
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docenuvem
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« em: 18 de Julho de 2005, 10:12 »

"A grandeza de Deus"
 
Uma pobre senhora, com visível ar de derrota
estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou
do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro,
e lhe pediu fiado alguns mantimentos.
 
Ela explicou que o seu marido estava muito doente
e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para
alimentar.
 
O dono do armazém zombou dela e pediu que se
retirasse do seu estabelecimento. Pensando na
necessidade da sua família ela implorou:
 
"Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim
que eu tiver..."..
 
Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem
conta na sua loja.
 
Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia
a conversa entre os dois se aproximou do dono do
armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela
mulher necessitava para a sua família, por sua conta.
 
Então o comerciante falou meio relutante para a
pobre mulher:"Você tem uma lista de mantimentos?"
"Sim", respondeu ela.
 
"Muito bem, coloque a sua lista na balança e o
quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos"Excalmação
 
A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a
cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel,
escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na
balança.
 
Os três ficaram admirados quando o prato da balança
com o papel desceu e permaneceu embaixo.
 
Completamente pasmado com o marcador da balança,
o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês
e comentou contrariado: "Eu não posso acreditar!".
 
O freguês sorriu e o homem começou a colocar os
mantimentos no outro prato da balança.
 
Como a escala da balança não equilibrava, ele
continuou colocando mais e mais mantimentos até não
caber mais nada.
 
O comerciante ficou parado ali por uns instantes
olhando para a balança, tentando entender o que
havia acontecido...
 
Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança
e ficou espantado pois não era uma lista de compras
e sim uma oração que dizia: "Meu Senhor, o Senhor
conhece as minhas necessidades e eu estou deixando
isto em Suas mãos..."
 
O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no
mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o
armazém.
 
O freguês pagou a conta e disse: "Valeu cada
centavo.." Só Deus sabe o quanto pesa uma oração...
 
Jamais desista daquilo que você realmente quer.
E faça por merecer que a vida é sábia e retribui.
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Por isso, solte as amarras e abandone o
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« Responder #1 em: 18 de Julho de 2005, 10:13 »

Doze Pratos
 
 
Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara  quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.

Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças.
Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita.

A notícia tomou conta do Império, e, às vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a ordem à coleção, se o servo fosse perdoado.

Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do  venerando ancião.

Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel.

Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas.

Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito  sereno, ele disse:

* Aí estão, senhor, todos iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me.

Desde que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria,  sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas  peças for quebrada.

Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos nada valem.

Passado o choque, o príncipe, comovido, libertou o velho e o servo, compreendendo que nada há mais precioso do que a vida em si mesma.


Quantas vezes, deixamos o nervosismo do momento tomar lugar nas nossas vidas e duras palavras ferem a quem amamos!

Quantas coisas colocamos na frente do amor, do respeito, da compreensão que deveríamos ter?

Que neste dia, tenhamos tempo para meditar se não estamos matando por um prato quebrado...
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« Responder #2 em: 18 de Julho de 2005, 10:14 »

OPORTUNIDADE SOB SEUS PÉS
 
 
Houve um homem chamado Ali Hafed, no Irã.

Fazendeiro estava contente com sua situação. Sua

fazenda era excelente e rendosa. Tinha esposa e filhos.

Criava carneiros, camelos e plantava trigo.

"Se um homem tem esposa, filhos, camelos, saúde e

paz de Deus", dizia ele, é um homem rico!"

Ali Hafed continuou rico até que, certo dia, um sacerdote

veio visitá-lo e começou a falar em diamantes.

E o sacerdote comentou: "Eles cintilam como um milhão

de sóis, na verdade, a coisa mais linda do mundo."

De repente, Ali Hafed passou a sentir-se que o que tinha

era pouco. E começou a ficar descontente com o

que possuía. Perguntou ao sacerdote:

"Onde se podem encontrar esse diamantes?
Preciso possuí-los."
O sacerdote respondeu: "Dizem que é possível
achá-los em qualquer parte do mundo. Procure um
riacho de águas transparentes correndo sobre a
areia branca, em região montanhosa, e ali você
achará diamantes."
Ali Hafed, então tomou uma decisão, vendeu a fazenda,

confiou esposa e filhos aos cuidados de um vizinho,

e se lançou em sua jornada à procura de diamantes."

Viajou pela Palestina, depois ao longo do vale do Nilo,

até que afinal, encontrou-se junto ás colunas de Hércules,

entrando a seguir na Espanha.

Estava alquebrado, sem recursos, e sem condições

de comunicar-se com a família. Num acesso de

desespero, profundamente deprimido, lançou-se ao mar

e morreu. Nesse ínterim, o homem que adquiriu a

fazenda de Ali Hafed achou uma curiosa pedra negra,

enquanto seu camelo matava a sede num riacho da

propriedade.Levou a pedra para casa, colocou-a sobre

a lareira e esqueceu-se dela.

Um dia apareceu o sacerdote, outra vez.

Olhou acidentalmente para a pedra negra e notou um

lampejo colorido brotando de um ponto de onde saíra

uma lasca. E disse ao fazendeiro:

" Um diamante! Onde a achou?"
" Encontrei-o nas frias areias do riacho de águas claras
onde levo meu camelo para beber", disse o fazendeiro.
Juntos, arrebanhando as túnicas e correndo tão
depressa quanto permitiam as sandálias, dispararam

rumo ao riacho. Começaram a cavar e acharam mais

diamantes! Esse achado se transformou na Mina de

Diamantes Golconda - a maior mina do mundo!

A mina de Golconda é de onde veio o diamante

Koh-i-Noor, que faz parte das jóias da coroa da Inglaterra,

e de onde veio, também, o diamante Orloff, que faz parte

das jóias da coroa da Rússia.

A lição é clara. Os diamantes lá estavam, o tempo todo,

no quintal de Ali Hafed. Só que ele não os vira.

E, por isso, gastara a vida numa busca inútil!

A nossa mensagem é: seja qual for a situação em que
se encontre, há diamantes esperando por ser
encontrados. E é muito provável que ele esteja mais
perto do que você imagina.
 É praticamente uma lei na vida que quando uma porta
se fecha para nós, outra se abre. A dificuldade está
em que, freqüentemente, ficamos olhando com tanto
pesar a porta fechada, que não vemos aquela que abriu."
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« Responder #3 em: 07 de Fevereiro de 2007, 10:36 »

Suficiente Para Ser Feliz
 

Um pequeno caracol que vivia perto do oceano notou com 
inveja a grande e bonita concha em que a lagosta vivia.

"Que  maravilhoso palácio a lagosta carrega em suas costas!
Eu  desejaria viver em seu lugar," lamentou o pequeno caracol.
"Oh, como meus amigos me admirariam nesta concha!"

De  repente, algo aconteceu.
O invejoso caracol viu a lagosta  deixar sua concha
para desenvolver-se em outra, maior.
Ao  ver a concha da lagosta, vazia e abandonada na praia, o caracol pensou:
 
"Agora meu desejo será realizado."

E ele  proclamou a todos os seus amigos que agora iria morar em um majestoso palácio.

Os pássaros e os animais então assistiram  o caracol soltar-se de sua
pequena concha e orgulhosamente  rastejar para a concha da lagosta.
Ele soprou, bufou, tornou a soprar até perder o fôlego esforçando-se
para adaptar-se à  nova concha.
De nada adiantou porque era muito pequeno para 
ajustar-se dentro da concha da lagosta.

Ele só parou de  tentar quando se viu completamente exausto.
Aquela noite ele  morreu porque a concha grande e vazia estava muito fria.
Um velho e sábio corvo disse, então, para os corvos mais  jovens:
 
"Prestem atenção! É este o resultado da inveja.
O  que vocês têm é o bastante. Sejam vocês mesmos e livrem-se  de problemas.
É melhor ser um caracol em sua pequena concha  confortável do que ser um pequeno
caracol em uma concha  grande e congelar até a morte.
Esforçar-nos, com ânimo e determinação pela realização
de  nossos sonhos é saudável e gratificante.
Fazer comparações com  outras pessoas buscando ser igual ou melhor que elas
nos torna pequenos e insignificantes."
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Um dia de cada vez ....


« Responder #4 em: 07 de Fevereiro de 2007, 13:20 »

karmita  Rosa
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Você já saudou o dia de hoje?

Olhe pela janela e diga BOM DIA!para a vida.

Ela sorrirá para você.

Experimente!!!!!!
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« Responder #5 em: 09 de Fevereiro de 2007, 16:44 »

O bambu chinês
 
 
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.

Então, no final do quinto ano, o bambu chinês começa a crescer até atingir a altura de vinte e cinco metros.

Muitas coisas na vida são iguais ao bambu chinês: você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos, mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava...

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos...

Em nosso trabalho, especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.
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Paz e Bem! =)


« Responder #6 em: 09 de Fevereiro de 2007, 21:43 »

"É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão."

é bem verdade isso... e olha que é vergar sem quebrar e novamente ter a elasticidade para se lançar novamente para o alto

gostei do bambu...  Obrigado K+
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« Responder #7 em: 14 de Fevereiro de 2007, 09:32 »

Um jovem muito espirituoso se interessou um dia por magia. Tratou então de (como todo mundo) arranjar um mestre.
Conseguiu então se tornar discípulo de um mago respeitado e admirado em sua ordem. O jovem observava tudo que o sábio fazia e dizia, e de tudo tirava algo que lhe fosse proveitoso. Aos poucos surgia dentro de si uma vontade louca de compartilhar os conhecimentos que ele adquiriu com outros, e de também aprender com outros.
Ele começou então a conversar muito com os discípulos de outros mestres, com outros mestres e, até com pessoas de outras crenças que não as suas.
Logo ele começou a participar das reuniões de sua ordem com uma frequência admirável, e em todas se propunha a opnar sobre algo, levantar seu ponto de vista, ou formentar uma nova discursão. Mas ele começou a dar passos maiores que sua perna, achou que já estava entendendo de tudo, pouco visitava seu mestre, pouco ouvia dos outros discípulos, e só se preocupava em falar, falar, e falar.
Chegou uma hora que de tanto disperdiçar o que aprendera falando a tóa, ele começou inventar, a aumentar um pouco, a mentir para ser mais admirado.
Começou a convocar reuniões onde expunha suas idéias, levantava novas discursões, mas em certo ponto descobria que já não tinha mais o que falar, então desendava a dizer mentiras.
Em sua mente ele estava impressionando outros, estava sendo importante, e até começou a achar que ele mesmo poderia agora ser um mestre.
Um dia durante uma reunião, ele se excedeu, e falou, falou, falou, disse até não aguentar sua própria boca. e no primeiro momento de silêncio que teve encarou toda a platéia e se deu conta dos olhares dos presentes. Todos olhares de ar sarcástico, ou de dó, de pena. Ao final daquele dia ele se pôs a refletir e a pensar, o que ele aprendeu naquela reunião, o que ele aprendeu naquele dia, nada.
Pelo contrário, ele havia desaprendido muito, e não só naquele dia, mas desde o momento em que ele se pôs a disperdiçar suas palavras, percebeu o quão ficou mais ignorante, ao invés de ter absorvido algo. Mas o pior era a sensação de que havia passado vergonha, que havia dito e feito besteira, que sua conciência estava pesada.
Aquele dia ele percebeu o quanto era importante se calar também, as vezes muito mais importante que falar.
Aquele jovem era eu, e eu penso, o quanto disperdicei oportunidades de aprender para poder falar, ou na verdade, para poder aparecer.
Hoje eu acho que mudei, pois aprendi a ouvir mais, a calar mais.
Aprendi que o significado da palavra mistério, é arte de calar.
Obrigado.
 
Abençoados Estejam!
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« Responder #8 em: 27 de Fevereiro de 2007, 14:28 »

O Piquenique das tartarugas

Uma família de tartarugas decidiu sair para um
Piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente
lentas, levaram sete anos para prepararem-se
para seu passeio.

Finalmente a família de tartarugas saiu de casa
para procurar um lugar apropriado. Durante o
segundo ano da viagem encontraram um lugar Ideal!

Por aproximadamente seis meses limparam a área,
desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos.
Então descobriram que tinham esquecido o sal.
Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram.
 
Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi
escolhida para voltar em casa e pegar o sal,
pois era a mais rápida das tartarugas.
 
A pequena tartaruga lamentou,chorou, e esperneou.
Concordou em ir mas com uma condição:
que ninguém comeria até que ela retornasse.
A família consentiu e a pequena tartaruga saiu.

Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado.
Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo ano de sua ausência,
a tartaruga mais velha não agüentava mais conter sua fome.
Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche.

Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou, Viu!
Eu sabia que vocês não iam me esperar.
Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.

Descontando OS exageros DA estória, na nossa
Vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma.
Nós desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas
vivam à altura de nossas expectativas.

Ficamos tão preocupados com o que
os outros estão fazendo que deixamos de fazer
nossas próprias coisas.
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« Responder #9 em: 27 de Fevereiro de 2007, 17:24 »

Kramei você pelas lindas histórias que aqui tem colocado!

Obrigado
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"Muitos homens querem ser doutores,
alguns doutores querem ser DEUS,
mas só DEUS quis ser HOMEM"
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NADA TE TURBE, NADA TE ESPANTE. SOLO DIOS BASTA!


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« Responder #10 em: 02 de Março de 2007, 20:24 »



O LEÃO E O RATINHO

Alguns ratinhos brincavam de esconder. O menor deles saiu correndo em busca de um esconderijo onde ninguém o encontrasse. Viu algumas rochas e ficou muito alegre por encontrar também uma caverna. Só muito tarde percebeu que a rocha era um leão dormindo e que a caverna era a boca aberta do leão.
    O felino ficou muito bravo por ter sido acordado e disse que iria castigar tanto atrevimento. O ratinho pediu desculpas.

- Prometo que isso não vai acontecer nunca mais.

O leão perdoou o ratinho. Alguns dias depois, acordou novamente com os guinchos e as correrias, pensou: "Vou dar uma lição nesses ratinhos e se os pais deles não gostarem, morrerão também."

Acontece que os caçadores esperavam por ele há vários dias. Quando ele passou debaixo de uma árvore, jogaram a rede e o prenderam. Ele fez de tudo para sair, mas foi impossível. Os caçadores deixaram o leão na rede e foram avisar seus companheiros. O leão lutou muito tempo e seus rugidos estremeceram a floresta. Depois, cansado, ficou triste. Sabia que os homens iriam matá-lo ou então o levariam para algum zoológico bem longe.

Passado algum tempo, o Leão ouviu uma voz junto de seu ouvido.

Era o Ratinho.

- Leão, vim tirar você dessa armadilha.

Não acreditou. Como um animal tão insignificante poderia ajudá-lo?

- Chame alguém maior e mais forte. Você nunca conseguirá me tirar daqui - rugiu o leão.

- Sou pequeno, mas tenho os dentes afiados - Disso o ratinho.

O Ratinho roeu então as malhas da rede, uma por uma. Algum tempo depois, o buraco ficou grande e o leão pôde escapar. Quando os caçadores voltaram, a rede estava vazia.

MORAL: Algumas vezes, o fraco pode ajudar o forte.

« Última modificação: 02 de Março de 2007, 20:27 por santa_claus » Registado

Probudi se, ti koji spavas, ustani od mrtvih i Krist ce ti svijetliti.

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« Responder #11 em: 02 de Março de 2007, 20:35 »




O MÁGICO E O CAMUNDONGO

Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo  do gato.

           Um mágico teve pena dele e o transformou em gato.
 
Mas aí ele  ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.

Então ele começou a temer os caçadores.

A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo
novamente e disse:

  - Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto.
           Mas saiba que coragem não é a ausênciado medo; é sim, a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...
 
 É isto que devemos fazer.
 Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.
Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas...

                    Autor Desconhecido
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Probudi se, ti koji spavas, ustani od mrtvih i Krist ce ti svijetliti.

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« Responder #12 em: 02 de Março de 2007, 20:38 »

Olha escolhe uma ouve, vê e lê:


Depois algumas actividades...
excelente para pais se entreterem com crianças!

--------------------------------------------------------------

Estas fábulas foram das primeiras que aprendi... em Portugal:

A RAPOSA E A CEGONHA


Um dia a raposa foi visitar a cegonha e convidou-a para jantar.
Na noite seguinte, a cegonha chegou a casa da raposa.
- Que bem que cheira! – disse a cegonha ao ver a raposa a fazer o jantar.
- Vem, anda comer. – disse a raposa, olhando o comprido bico da cegonha e rindo-se para si mesma.
A raposa, que tinha feito uma saborosa sopa, serviu-a em dois pratos rasos e começou a lamber a sua. Mas a cegonha não conseguiu comer: o bico era demasiado comprido e estreito e o prato demasiado plano. Era, porém, demasiado educada para se queixar e voltou para casa cheiinha de fome.
Claro que a raposa achou montes de piada à situação!
A cegonha pensou, voltou a pensar e achou que a raposa merecia uma lição. E convidou-a também para jantar. Fez uma apetitosa e bem cheirosa sopa, tal como a raposa tinha feito. Porém, desta vez serviu-a em jarros muito altos e estreitos, totalmente apropriados para enfiar o seu bico.
- Anda, vem comer amiga Raposa, a sopa está simplesmente deliciosa. - espicaçou a cegonha, fazendo o ar mais cândido deste mundo.
E foi a vez de a raposa não conseguir comer nada: os jarros eram demasiado altos e muito estreitos.
- Muito obrigado, amiga Cegonha, mas não tenho fome nenhuma. - respondeu a raposa com um ar muito pesaroso. E voltou para casa de mau humor, porque a cegonha lhe tinha retribuído a partida.


A RAPOSA E O CORVO

O Corvo apanhou um queijo, fugiu com ele e  poisou sobre uma árvore. A Raposa viu-o e desejou  comer o seu queijo: e, pondo-se ao pé da árvore, começou a dizer ao Corvo: - Por certo que és formoso e gentil-homem, e poucos pássaros há que te ganhem. Tu és bem disposto e muito galante. Se me quiseres mostrar a tua linda voz, nenhuma ave se comparará contigo. Soberbo o Corvo destes elogios e, desejando agradar-lhe, levanta o pescoço para cantar; porém, abrindo a boca, caiu-lhe o queijo. A Raposa  tomou-o e foi-se, ficando o Corvo faminto e raivoso da sua própria ignorância.



A CIGARRA E A FORMIGA

A cigarra, sem pensar
em guardar,
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e então,
sem provisão na despensa,
como saída, ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado,
até o bom tempo voltar.
"Antes de agosto chegar,
pode estar certa a senhora:
pago com juros, sem mora."
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
"Que fizeste até outro dia?"
perguntou à imprevidente.
"Eu cantava, sim, Senhora,
noite e dia, sem tristeza."
"Tu cantavas? Que beleza!
Muito bem: pois dança agora..."


Que excelente ideia! K +
O universo mágico infantil é tão rico e por vezes tão esquecido, até pelas próprias crianças
« Última modificação: 02 de Março de 2007, 21:11 por lea onda-menor » Registado

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« Responder #13 em: 07 de Março de 2007, 12:48 »

A serpente e o vaga-lume!
Conta-se que uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada.
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:Posso lhe fazer três perguntas?
- Pertenço à tua cadeia alimentar?- Não.
- Eu te fiz algum mal?- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?E a serpente responde:- Porque não suporto ver você brilhar...
Pense nisso!!
Infelizmente, a qualquer momento, uma cobra pode cruzar nosso caminho...
Esteja sempre alerta, pois o que não faltam são as serpentes querendo nos atrapalhar!
Mas, não tenha medo!
Não fuja!
Brilhe sempre, com muita intensidade!!
 
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« Responder #14 em: 12 de Março de 2007, 10:49 »

A MANEIRA DE DIZER AS COISAS
 
 
 
'Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.

Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

Mas que insolente gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.

Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada.

O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.

E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito.

Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se.

Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida.

Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa.

Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.

Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.'
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"Dentro de vinte anos, você lamentará mais
as coisas que não fez, do que as coisas feitas.
 
Por isso, solte as amarras e abandone o
porto seguro.
 
Segure os ventos em suas velas.
 
Explore.
Sonhe.
Descubra!"
 
(Mark Twain)
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