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Autor Tópico: EVANGELHO DO DIA EM CADA DIA  (Lida 135048 vezes)
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santa_claus
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« Responder #60 em: 11 de Maio de 2005, 12:44 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 16/05/2005 
 
 
 
O menino epilético 
Mc 9, 14-29 
 
Quando voltaram para junto dos discípulos, encontraram-nos rodeados por uma grande multidão, e os escribas discutiam com eles. Logo que a multidão viu Jesus, ficou admirada e correu para saudá-lo. Jesus perguntou: "Que estais discutindo?". Alguém da multidão respondeu-lhe: "Mestre, eu trouxe a ti o meu filho que tem um espírito mudo. Cada vez que o espírito o agride, joga-o no chão, e ele começa a espumar, range os dentes e fica completamente duro. Eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram". Jesus lhes respondeu: "Ó geração sem fé! Até quando vou ficar convosco? Até quando vou suportar-vos? Trazei-me o menino!". Levaram-no. Quando o espírito viu Jesus, sacudiu violentamente o menino, que caiu no chão e rolava espumando. Jesus perguntou ao pai: "Desde quando lhe acontece isso?". O pai respondeu: "Desde criança. Muitas vezes, o espírito já o jogou no fogo e na água, para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem compaixão e ajuda-nos". Jesus disse: "Se podes...Interrogação Tudo é possível para quem tem fé". Imediatamente, o pai do menino exclamou: "Eu tenho fé, acode-me, que careço de fé". Vendo Jesus que a multidão se ajuntava ao seu redor, repreendeu o espírito impuro: "Espírito mudo e surdo, eu te mando: sai do menino e nunca mais entres nele". O espírito saiu, gritando e sacudindo violentamente o menino. Este ficou como morto, tanto que muitos diziam: "Morreu!". Mas Jesus o tomou pela mão e o levantou; e ele ficou de pé.
Depois que Jesus voltou para casa, os discípulos lhe perguntaram, em particular: "Por que nós não conseguimos expulsá-lo?". Ele respondeu: "Essa espécie só pode ser expulsa pela oração".

Comentário do Evangelho 
Tudo é possível a quem crê

Foi incessante a luta de Jesus contra a incredulidade de seus contemporâneos. Até mesmo os discípulos, chamados para estar com ele e compartilhar sua missão, davam mostras de possuir uma fé demasiado superficial. Sem falar dos adversários, sempre atentos para colhê-lo em alguma falha.
O Evangelho refere à irritação de Jesus diante da insuportável falta de fé dos que chamou de "raça incrédula". Ele se perguntava até quando seria capaz de suportá-los! A quem se referia? Sem dúvida alguma, aos mestres da Lei e a muita gente da multidão que assistia a cena. Não seria impertinente incluir os discípulos e o pai do menino epiléptico nessa categoria. Quiçá tivessem Jesus na categoria de um mago ambulante, operador de milagres, e gostavam de vê-lo atuando.
A fé em Jesus, porém, consistia em reconhecê-lo como o instrumento escolhido por Deus para realizar seus prodígios em benefício da humanidade, e assim, implantar o Reino na História. O cristão sabe que o poder taumatúrgico de Jesus foi-lhe dado pelo Pai para reconduzir a humanidade para si.
O Mestre não era um milagreiro qualquer. Antes, seus milagres comportavam responsabilidade para quem deles se beneficiava. Somente quem pensava assim estava em condições de recebê-los. Por isso o pai do menino só foi atendido quando mostrou ter fé verdadeira em Jesus. 
 
 
Oração 
Pai, reforça minha fé, de modo a me predispor a ser beneficiado por teu filho Jesus, por meio do qual tua misericórdia chega até a mim.
 
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« Responder #61 em: 11 de Maio de 2005, 12:45 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 17/05/2005 
 
 
 
Segundo anúncio da paixão 
Mc 9, 30-37 
 
Partindo dali, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galiléia, mas ele não queria que ninguém o soubesse. Ele ensinava seus discípulos e dizia-lhes: "O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens, e eles o matarão. Morto, porém, três dias depois ressuscitará". Mas eles não compreendiam a palavra e tinham medo de perguntar.
Chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: "Que discutíeis pelo caminho?". Eles, no entanto, ficaram calados, porque pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os Doze e lhes disse: "Se alguém quiser ser o primeiro seja o último de todos, aquele que serve a todos!". Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: "Quem acolher em meu nome uma destas crianças estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher estará acolhendo, não a mim, mas Àquele que me enviou".

Comentário do Evangelho 
Humilhação e glória

É chocante o contraste entre a declaração de Jesus e a preocupação dos discípulos. Enquanto Jesus os instruía a respeito da morte que iria enfrentar e de sua ressurreição, os discípulos discutiam sobre quem seria o maior entre eles.
As palavras do Mestre fundavam-se numa visão realista da missão. Por um lado, percebia crescer a hostilidade de seus adversários, diante de seus ensinamentos contundentes e dos milagres que operava. Eles se davam conta de haver algo de extraordinário na ação de Jesus, mas preferiam atribuir a Belzebu a origem do seu poder. E se sentiam sempre mais incomodados com o que viam e ouviam. De outro lado, Jesus tinha consciência de estar agindo na mais total fidelidade ao Pai, e contava com sua proteção, certo de que jamais seria abandonado. Colocava, no Pai, a sua glória, de modo a não depender da aprovação humana.
Pelo contrário, os discípulos pensavam poder contar com uma glória humana por pertencerem ao círculo dos amigos do Messias que estava para restaurar a realeza em Israel. A isto se devia a preocupação deles em garantir o primeiro lugar junto do Messias Jesus. Não estavam absolutamente sintonizados com o Mestre. Foi preciso que ele os instruísse sobre a maneira correta de atingir a verdadeira glória: fazer-se o último e o servo de todos. Este era o caminho que ele próprio estava trilhando. 
 
 
Oração 
Pai, tira do meu coração os ideais mundanos de glória, e coloca-me no verdadeiro caminho para ser glorificado por ti, fazendo-me servidor de todos.
 
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« Responder #62 em: 30 de Maio de 2005, 10:30 »

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 18/05/2005


O exorcista estranho
Mc 9, 38-40

João disse a Jesus: "Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não andava conosco". Jesus, porém, disse: "Não o proibais, pois ninguém que faz milagres em meu nome poderá logo depois falar mal de mim. Quem não é contra nós está a nosso favor".

Comentário do Evangelho
O fanatismo censurado

Os discípulos foram tentados a criar um círculo fechado em torno de Jesus. A intransigência de João é uma mostra da mentalidade que grassava no grupo dos seguidores do Mestre: só podia fazer o bem, em nome de Jesus, quem fosse abertamente membro do grupo. O Mestre recusou-se a compactuar com este modo de pensar.
O desconhecido fazia o bem em nome de Jesus, libertando as pessoas do poder do maligno, a exemplo do Mestre. Quem terá sido esta pessoa? O Evangelho não a identifica. Contudo, pode-se deduzir, a partir da afirmação do discípulo, que se tratava de uma pessoa cheia de fé em Jesus cujo nome invocava para expulsar os demônios. Não atribuía a si tal poder. Sentia-se movido a ser ministro da libertação, agindo em favor dos atribulados pelas forças do mal. Mostrava-se estar em plena comunhão com Jesus, uma vez que se colocara em aberto confronto como seu inimigo número um.
Estas características, detectadas na ação dessa pessoa desconhecida, era o que se exigia dos discípulos. Portanto, no seu anonimato, esse exorcista mostrava-se perfeitamente em comunhão com o Mestre. Teria sido ele beneficiado por Jesus e, como sinal de fé e gratidão, quis que outros participassem dos benefícios divinos com que ele próprio tinha sido agraciado?
O fanatismo exclusivista dos discípulos só podia ser censurado por Jesus. Quem dera houvesse muitos outros anônimos colocando-se a serviço da libertação!


Oração
Pai, livra-me da atitude fanática e exclusivista de pensar que só quem pertence declaradamente ao círculo de discípulos de Jesus está em condições de fazer o bem.
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« Responder #63 em: 30 de Maio de 2005, 11:26 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 19/05/2005


Os escândalos
Mc 9, 41-50

"Quem vos der um copo de água para beber porque sois de Cristo não ficará sem receber a sua recompensa.
E quem fizer cair um só destes pequenos que crêem em mim, melhor seria que lhe amarrassem uma grande pedra de moinho ao pescoço e o jogassem no mar. Se tua mão te faz cair, corta-a! É melhor entrares na vida tendo só uma das mãos do que, tendo as duas, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te faz cair, corta-o! É melhor entrar na vida tendo só um dos pés do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te faz cair, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus tendo um olho só do que, tendo os dois, ir para o inferno, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga.
Todos serão salgados para o fogo. O sal é uma coisa boa; mas se o sal perder o sabor como devolver-lhe o sabor? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros".

Comentário do Evangelho
A mutilação necessária

Jesus tinha consciência da qualidade de vida de seus companheiros de missão. Por isso, não nutria esperanças infundadas a respeito deles. Embora tivessem recebido a tarefa de atrair pessoas para o Reino, corriam o risco de levá-las a afastar-se dele, e assim, tornar-se anti-apóstolos.
O alerta lançado por Jesus é suficientemente forte para não dar margem a dúvidas. Servindo-se da metáfora da mutilação corporal, o Mestre sublinhava a necessidade de precaver-se contra tudo o que pudesse ser motivo de escândalo, de afastamento da fé por parte de quem ainda dava os primeiros passos no caminho do Reino.
A mutilação da mão refere-se à prevenção contra o mal que pode ser realizado com este membro: a violência, o roubo. O pé pode conduzir o discípulo por vias perigosas, contrárias às do Reino. O olho pode levá-lo à sedução da cobiça, da luxúria, dos maus pensamentos.
Jesus poderia ter-se estendido e falado da língua e de outros membros do corpo humano. Bastava-lhe, porém, aludir a três órgãos importantes, por meio dos quais os discípulos podiam causar escândalos. Gestos inconseqüentes praticados por eles funcionariam como contra-testemunho e teriam como efeito afastar as pessoas de Deus.
As mutilações aludidas pelo Mestre deveriam acontecer não no âmbito físico e exterior, e sim no âmbito espiritual e interior. É a partir daqui que se começa a combater as ações escandalosas.


Oração

Pai, torna-me forte para tirar da minha vida tudo quanto possa servir de contra-testemunho a meu próximo e levá-lo a afastar-se de ti.
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« Responder #64 em: 30 de Maio de 2005, 11:28 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 20/05/2005


A dispensa da mulher
Mc 10, 1-12

Jesus se pôs a caminho e foi dali para a região da Judéia, pelo outro lado do rio Jordão. As multidões mais uma vez se ajuntaram ao seu redor, e ele, como de costume, as ensinava.
Aproximaram-se então alguns fariseus e, para experimentá-lo, perguntaram se era permitido ao homem despedir sua mulher. Jesus perguntou: "Qual é o preceito de Moisés a respeito?". Os fariseus responderam: "Moisés permitiu escrever um atestado de dispensa e despedi-la". Jesus então disse: "Foi por causa da vossa mentalidade insensível que Moisés escreveu este preceito. No entanto, desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne; assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!".
Em casa, os discípulos fizeram mais perguntas sobre o assunto. Jesus respondeu: "Quem despedir sua mulher e se casar com outra comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despedir seu marido e se casar com outro cometerá adultério também".

Comentário do Evangelho
Denunciando uma injustiça

Ao exprimir seu pensamento a respeito do matrimônio, Jesus denunciava uma injustiça cometida contra as mulheres, procurando prevenir seus discípulos a não praticá-la.
A Lei mosaica era explícita no tocante ao divórcio. Lê-se no Deuteronômio: "Quando um homem se casa com uma mulher e consuma o matrimônio, se depois ele não gosta mais dela, por ter visto nela alguma coisa inconveniente, escreva para ela um documento de divórcio e o entregue a ela, deixando-a sair de casa, em liberdade". A Lei previa o caso de sucessivos repúdios da mulher. Portanto, ela ficava sob a tutela do marido e dependia de seu humor. Bastava um pequeno deslize, ou algo que desagradasse o marido, para ser repudiada. Uma situação de evidente injustiça, no parecer de Jesus, com a qual não podia pactuar.
Por isso, ele saiu em defesa das mulheres com dois argumentos. O primeiro referia-se ao questionamento da Lei. O divórcio consistia numa espécie de concessão divina à mesquinhez humana. Não podendo suportar algo superior, Deus se contentava em permitir aos homens algo inferior. Mas Jesus estava ali para defender a verdadeira vontade divina. O segundo consistiu em mostrar que o divórcio é impossível, considerando o texto bíblico que lhe serve de fundamento. Se marido e mulher formam uma só carne, como é possível falar em divórcio? Repudiando a mulher, o homem desfazia-se de uma parte de si mesmo.


Oração

Pai, que os casais cristãos, unidos pelo sacramento do matrimônio, saibam reconhecer e realizar o mistério de comunhão que os chama a viver.
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« Responder #65 em: 30 de Maio de 2005, 11:37 »


Evangelho do Dia


Ano A - Dia: 21/05/2005

Abençoando as crianças
Mc 10, 13-16

Algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse. Os discípulos, porém, as repreenderam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: "Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois àqueles que se assemelham a elas pertence o Reino de Deus. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele!". E abraçava as crianças e, impondo as mãos sobre elas, as abençoava.

Comentário do Evangelho
O direito das crianças

O gesto de Jesus de tomar as crianças em seus braços, abençoá-las e impor-lhes as mãos, como faziam os pais em dia de sábado, era revolucionário na sociedade de sua época. Ao afastar de Jesus quem trazia as crianças para serem tocadas por ele, os discípulos testemunharam a marginalização de que eram vítimas esses pequeninos naquela época. A atitude de Jesus constituiu-se numa explícita defesa do direito das crianças no Reino de Deus, mas também na sociedade humana.
Na sociedade bíblica, encontramos um interesse notável pelas crianças. Uma prole numerosa era sinal de bênção divina. Pelo contrário, o matrimônio estéril era motivo de infelicidade e vergonha, considerado um castigo divino. A felicidade do casal dependia do número maior ou menor de sua prole. Os filhos eram mais desejados que as filhas, pois aqueles teriam condições de garantir a descendência de seu pai. Os primogênitos eram objeto de atenção especial no seio da família.
Apesar de tudo isto, as crianças eram tidas, pela sociedade, como seres inferiores, e propriedade de seus genitores, fazendo parte do elenco de seus bens. Por não conhecerem ainda a Lei, não estavam aptos para receber a salvação, no parecer dos rabinos. Por isso, dar atenção às crianças era uma evidente perda de tempo.
Jesus não pactuava com esta mentalidade. Para ele, as crianças eram cidadãs do Reino, com plenos direitos. Urgia acolhê-las e dar-lhes atenção.


Oração

Pai, coloca no meu coração o mesmo carinho e afeto que Jesus demonstrou às criancinhas, pois a simplicidade delas me ensina como devo acolher o teu Reino.
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« Responder #66 em: 30 de Maio de 2005, 11:41 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 22/05/2005


Finalidade da missão de Jesus
Jo 3, 16-18

De fato, Deus amou o mundo a tal ponto que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

Comentário do Evangelho
Somos amados por Deus

A contemplação da Santíssima Trindade abre o nosso coração para o Deus amoroso, revelado por Jesus Cristo. Consciente de ser Filho, Jesus nos falou do Pai e prometeu o dom do Espírito Santo a quem tivesse fé. Revelou que tinha vindo do Pai e para o Pai voltaria, confiando ao Espírito Santo a missão de dinamizar a caminhada da comunidade de fé. Sempre que falava de Deus, referia-se à Trindade.
O envio do Filho, por parte do Pai, foi uma prova de amor imenso ao ser humano corrompido pelo pecado. Visando libertar da morte a humanidade, Jesus veio, na qualidade de portador de vida eterna. Entretanto, a perfeita salvação - o dom da vida eterna - depende de como se acolhe Jesus, e se adere à sua pessoa. Deste modo, vive-se como verdadeiros filhos e filhas de Deus, regenerados pelo Espírito.
Engana-se quem atribui a Jesus a missão primordial de julgar e condenar o mundo. A condenação depende da incredulidade em relação ao Filho enviado pelo Pai. Rejeitar o Filho significa, por extensão, rejeitar o Pai que o enviou. Por sua vez, recusar a este comporta a rejeição da vida eterna, que só ele pode oferecer. Esta insensatez, em última análise, resulta do fechamento ao dom do Espírito Santo, o único que tem o poder de atrair o ser humano para Deus. Portanto, embora o desígnio primeiro da Trindade seja o de salvar a humanidade, resta sempre a possibilidade de o ser humano servir-se de sua liberdade para fazer-se prisioneiro de seu egoísmo.


Oração

Pai, louvo-te e agradeço-te por nos teres amado tanto, a ponto de oferecer-nos a salvação, por meio de teu Filho, ao qual somos atraídos pela força do teu Espírito.
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« Responder #67 em: 30 de Maio de 2005, 11:43 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 23/05/2005


O rico querendo seguir Jesus
Mc 10, 17-27

Jesus saiu caminhando, quando veio alguém correndo, caiu de joelhos diante dele e perguntou: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?". Disse Jesus: "Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Conheces os mandamentos: não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, não prejudicarás ninguém, honra teu pai e tua mãe!". Ele então respondeu: "Mestre, tudo isso eu tenho observado desde a minha juventude". Jesus, olhando bem para ele, disse-lhe com amor: "Só te falta uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me". Mas ao ouvir isso ele ficou pesaroso por causa desta palavra e foi embora cheio de tristeza, pois possuía muitos bens.
Jesus passou o olhar sobre os seus discípulos e disse: "Como é difícil para os que possuem riquezas entrar no Reino de Deus". Os discípulos ficavam espantados com estas palavras. E Jesus tornou a falar: "Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!". Eles ficavam mais admirados e diziam uns aos outros: "Quem então poderá salvar-se?". Olhando bem para eles, Jesus lhes disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível!".

Comentário do Evangelho
A Deus tudo é possível

A dura constatação de Jesus deixou pasmos os discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!". E ainda, "É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus". A salvação pareceu-lhes um ideal inatingível. A situação do homem piedoso, porém apegado à sua riqueza, não dava margem para dúvidas. Ele havia observado os mandamentos, desde jovem, e se preocupava com a vida eterna. Todavia, quando Jesus lhe propôs um gesto radical de ruptura, por meio do qual daria prova insofismável de sua confiança na Providência divina, preferiu optar pela posse dos bens.
O Mestre reconheceu que ninguém é capaz de manter-se livre diante das riquezas e, portanto, salvar-se, sem a ajuda divina. Daí sua declaração: "Aos seres humanos isto é impossível". Só Deus possibilita a salvação dando forças às pessoas para se libertarem da escravidão da riqueza, por amor ao Reino. Com as próprias forças, ninguém será capaz de realizar um gesto de tal envergadura.
Porque "a Deus tudo é possível", quem se mantiver aberto à ação da graça terá acesso à salvação, embora seja tentado a apegar-se às riquezas. Se os discípulos se predispuserem a confiar na Providência divina, poderão ter fundadas esperanças de obter a salvação.


Oração

Pai, não permitas que o meu coração se apegue de tal forma aos bens deste mundo, a ponto de levar-me a te colocar em segundo lugar.
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« Responder #68 em: 30 de Maio de 2005, 11:45 »


Evangelho do Dia


Ano A - Dia: 24/05/2005

Renúncia e recompensa dos discípulos
Mc 10, 28-31

Pedro começou a dizer-lhe: "Olha, nós deixamos tudo e te seguimos". Jesus respondeu: "Em verdade vos digo: todo aquele que deixa casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim e da Boa Nova, recebe cem vezes mais agora, durante esta vida - casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições -, e no mundo futuro, vida eterna. Muitos, porém, que são primeiros serão últimos; e muitos que são últimos serão primeiros".

Comentário do Evangelho
Nós deixamos tudo!

A opção pelo discipulado exigiu dos discípulos deixarem tudo para seguir Jesus. O gesto deles deveu-se tanto ao amor por Jesus quanto ao amor pelo Evangelho. Em suma, ao amor pelo Reino de Deus. Este amor despontou com tal força na vida dos seguidores do Mestre, que os levou a relativizar os laços familiares e afetivos, bem como seus projetos profissionais e todos os demais planos.
É compreensível a preocupação dos discípulos com seu futuro, subentendida nas palavras de Pedro. Que recompensa poderiam esperar como resultado de seu gesto de desapego? Estariam fadados a viver na penúria e na indigência? Que esperança poderiam cultivar, posto que o Reino exigiria deles sempre contínuas renúncias?
A resposta de Jesus, embora clara, requeria dos discípulos uma grande dose de discernimento para perceberem de que modo a promessa do Mestre fazia-se verdadeira. Ele falava em recompensa centuplicada, correspondente a tudo quanto fora deixado para trás: familiares e propriedades. E, como coroamento de tudo, a vida eterna. Tudo isto, em meio a perseguições e dificuldades.
A recompensa prometida, neste mundo e no outro, seria puramente espiritual? As palavras de Jesus referiam-se à recompensa material? Estaria o Mestre iludindo seus discípulos? Foram questionamentos que passaram pelas mentes dos discípulos. Só o tempo iria revelar o verdadeiro sentido das palavras do Mestre.


Oração

Pai, dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino, sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.
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« Responder #69 em: 30 de Maio de 2005, 11:46 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 25/05/2005


Terceiro anúncio da paixão
Mc 10, 32-45

Estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia à frente, e eles, assombrados, seguiam com medo. Jesus, outra vez, chamou os doze de lado e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: "Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão zombar dele, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo, mas três dias depois ele ressuscitará".
Tiago e João, filhos de Zebedeu, se aproximaram de Jesus e lhe disseram: "Mestre, queremos que faças por nós o que te vamos pedir". Ele perguntou: "Que quereis que eu vos faça?". Responderam: "Permite que sentemos, na tua glória, um à tua direita e o outro à tua esquerda!". Jesus lhes disse: "Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber? Ou ser batizados com o batismo com que eu vou ser batizado?". Responderam: "Podemos". Jesus então lhes disse: "Sim, do cálice que eu vou beber, bebereis, com o batismo com que eu vou ser batizado, sereis batizados. Mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não depende de mim; é para aqueles para quem foi preparado".
Quando os outros dez ouviram isso, começaram a ficar zangados com Tiago e João. Jesus então os chamou e disse: "Sabeis que os que são considerados chefes das nações as dominam, e os seus grandes fazem sentir seu poder. Entre vós não deve ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o escravo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate para muitos".

Comentário do Evangelho
Entre vós não seja assim!

A formação dos discípulos exigiu de Jesus estar muito atento ao que se passava no íntimo deles. Muitas vezes, seus ensinamentos eram acolhidos de maneira inconveniente. Ou havia descompasso entre o que lhes era ensinado e o que eles captavam.
Durante a subida para Jerusalém, o Mestre deu-se conta de como seus discípulos estavam pouco sintonizados com ele. Enquanto declarava estar caminhando para a morte, que seria entregue nas mãos dos estrangeiros e sofreria toda sorte de escárnios e flagelos, os quais culminariam com crucifixão, dois de seus discípulos pretendiam garantir os melhores lugares no Reino que imaginavam iria ser instaurado pelo Messias Jesus. Antes que alguém se antecipasse, queriam estar certos de serem os principais beneficiários desse futuro Reino, entendido em termos políticos.
Jesus não admitiu a pretensão dos discípulos. Combateu-a severamente, e indicou como deve se comportar um discípulo do Reino, para se contrapor à mentalidade dos opressores e tiranos deste mundo. O desejo de grandeza deveria ser substituído pelo ideal de serviço, e a busca dos primeiros lugares haveria de ser substituída pelo ideal de colocar-se como último de todos. Bastava que observassem o comportamento do Mestre que procurava estar a serviço de todos e iria dar a própria vida por todos.


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Pai, a exemplo de Jesus, transforma-me em servidor de meus semelhantes, e não me deixes ter medo de colocar minha vida a serviço de quem precisa de mim.
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« Responder #70 em: 30 de Maio de 2005, 11:50 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 26/05/2005


O dom da vida de Jesus
Jo 6, 51-58

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, que eu entrego pela vida do mundo".
Os judeus discutiam entre si: "Como é que ele pode dar a sua carne a comer?". Jesus disse: "Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós. Quem se alimenta com minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio dele, assim viverá, por meio de mim, quem de mim se alimenta. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram - e no entanto morreram. Quem se alimenta com este pão viverá para sempre".

Comentário do Evangelho
O verdadeiro alimento

As palavras de Jesus quanto a "comer a sua carne" e "beber o seu sangue", causaram dúvidas em seus adversários e até em seus discípulos. O linguajar do Mestre pareceu-lhes duro e exagerado. Quem, em sã consciência, podia fazer tal afirmação? Jesus foi taxativo. Falava, claramente, em mastigar a sua carne e ingerir o seu sangue, no sentido material, e não em sentido figurado. Daí o mal-entendido.
Entretanto, o bom entendedor - o cristão iniciado na doutrina de Jesus - sabe perfeitamente que se tratava do sacramento da Eucaristia. A comunidade que celebra "come o corpo de Cristo" e "bebe o sangue de Cristo", sob a figura do pão e do vinho. Este gesto, no entanto, tem como efeito gerar uma verdadeira comunhão de vida entre Jesus e o discípulo. Assim como comer e beber tornam o alimento e a bebida parte do organismo humano, ao serem assimilados, o mesmo acontece, quando se participa da Eucaristia: por meio dela, o discípulo entra na mais profunda comunhão com Jesus ressuscitado, tornando-se uma só coisa com ele.
Somente quem participa da comunidade cristã experimenta esta comunhão com o Senhor. Ninguém celebra a Eucaristia sozinho. Vivendo em comunhão com os irmãos e irmãs de fé, os discípulos, pela Eucaristia, têm garantida a vida eterna, que brota do Ressuscitado.


Oração

Pai, faze que eu entenda cada vez mais o sentido da Eucaristia, sacramento de comunhão transformadora com o teu Filho Jesus. Que ela seja, para mim, fonte de vida eterna.
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« Responder #71 em: 30 de Maio de 2005, 11:52 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 27/05/2005


Maldição da figueira
Mc 11, 11-26

Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo. Lá observou todas as coisas. Mas, como já era tarde, ele e os Doze foram para Betânia. No dia seguinte, ao saírem de Betânia, Jesus sentiu fome. Avistando de longe uma figueira coberta de folhas, foi lá ver se encontrava algum fruto. Chegando perto, só encontrou folhas, pois não era tempo de figo. Então reagiu dizendo à figueira: "Nunca mais ninguém coma do teu fruto". Os discípulos ouviram isso.

Foram então a Jerusalém. Entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que ali estavam vendendo e comprando. Derrubou as mesas dos que trocavam moedas e as bancas dos vendedores de pombas. Também não permitia que se carregassem objetos passando pelo templo. Pôs--se a ensinar e dizia-lhes: "Não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Vós, porém, fizestes dela um antro de bandidos". Os sumos sacerdotes e os escribas ouviram isso e procuravam um modo de matá-lo. Mas tinham medo de Jesus, pois a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. E, quando anoiteceu, Jesus e os discípulos foram saindo da cidade.

De manhã cedo, ao passarem, verificaram que a figueira tinha secado desde a raiz. Pedro se lembrou e disse: "Rabi, olha, a figueira que amaldiçoaste secou". Jesus lhes observou: "Tende fé em Deus. Em verdade, vos digo: se alguém disser a esta montanha: "Arranca--te e joga-te no mar", sem duvidar no coração, mas acreditando que vai acontecer, então acontecerá. Por isso, vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebestes, e vos será concedido. E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe as vossas transgressões".

Comentário do Evangelho
A Esterilidade punida

O episódio da figueira tem, à primeira vista, um quê de inexplicável. A maldição lançada sobre ela, por Jesus, parece não se justificar. Se não era tempo de figos, como ele esperava encontrar frutos? Estaria pretendendo que o ciclo natural daquela planta se adaptasse às suas exigências? Teria Jesus dado vazão a uma agressividade infantil?
Estas questões são irrelevantes, diante do valor parabólico do relato. A figueira simboliza o povo de Israel. Jesus, o Filho enviado, contava com os frutos produzidos por este povo predileto de Deus. Encontrou-o, ao invés, na mais completa esterilidade. Foi o que também ficou patente, quando, certa vez, Jesus entrou no Templo. Aí se deparou com uma religião transformada em comércio, em exploração, sem nenhuma preocupação com a prática da misericórdia e da justiça. A casa de Deus fora profanada de maneira flagrante, e ninguém se levantava para pôr um basta nesta situação. Era possível esperar grandes coisas de um povo que agia desta maneira? E o que teria sentido Deus diante desta situação?
Na teologia de Israel, a infidelidade era sempre punida. Fazer a figueira secar até à raiz apontava para o castigo a ser infligido ao Israel infiel, incapaz de dar os frutos esperados por Deus.
Não foi Jesus o primeiro a tocar neste assunto. Antes dele, já os profetas haviam alertado o povo infiel para o castigo que lhe estava reservado.


Oração

Espírito de fecundidade, livra-me de viver de modo incompatível com o projeto de Deus. Que minha vida dê frutos de justiça e caridade.
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« Responder #72 em: 30 de Maio de 2005, 11:53 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 28/05/2005


A questão da autoridade
Mc 11, 27-33

Jesus e os discípulos foram outra vez a Jerusalém. Enquanto andava pelo templo, os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: "Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?". Jesus disse: "Vou fazer-vos uma só pergunta. Respondei-me, que eu vos direi com que autoridade faço isso. O batismo de João é do céu ou dos homens? Respondei-me!". Eles discutiam entre si: "Se respondermos: "Do céu", ele dirá: "Por que não acreditastes em João?". Vamos então responder: "Dos homens?..." - Eles tinham medo do povo, já que todos diziam que João era realmente um profeta. Responderam então a Jesus: "Não sabemos". E Jesus retrucou-lhes: "Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas!".

Comentário do Evangelho
Uma situação embaraçosa

A situação embaraçosa que os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos - o Grande Conselho - quiseram criar para Jesus acabou recaindo sobre eles. Imaginavam colocá-lo num beco sem saída, ao questioná-lo sobre a autoridade de sua ação. Se evocasse sua autoridade de Messias, levaria seus inquisidores a agirem, imediatamente, para evitar uma intervenção dos romanos. Deveriam mandar prendê-lo, para impedir que criasse situações delicadas em que os opressores estrangeiros se sentissem provocados. Se atribuísse a si mesmo a autoridade com que agia, seria acusado de impostura, e, por conseguinte, deveria ser urgentemente punido por seu ato irresponsável.
Jesus escapou da insídia, de maneira inteligente: confrontou seus adversários com uma questão à qual eles não tiveram como responder. Tratava-se da delicada questão da origem do batismo ministrado por João. Eles logo se deram conta da armadilha preparada pelo Mestre. Daí confessaram serem incapazes de responder. E, assim, deram margem para Jesus se declarar não estar obrigado a dizer de onde vinha sua autoridade para realizar ações inusitadas.
O Evangelho apresenta a imagem de um Jesus astuto, que sabe como se safar das ciladas armadas contra ele. Com isto, os discípulos são alertados a serem espertos no trato com os inimigos do Reino.
A bondade e a misericórdia, características de quem quer seguir o Mestre, não são sinônimos de ingenuidade. O serviço do Reino, em determinadas circunstâncias, requer muita esperteza, como acontecia com Jesus.


Oração

Pai, faze-me esperto no trato com os inimigos do Reino, de modo a não ser vítima de suas ciladas e de suas intenções perversas.
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« Responder #73 em: 30 de Maio de 2005, 11:54 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 29/05/2005


Os verdadeiros discípulos
Mt 7, 21-27

"Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor!, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? Então, eu lhes declararei: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que rejeitais a Lei".
"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem ajuizado, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, ficando totalmente destruída!".

Comentário do Evangelho
A sabedoria do discípulo

O Evangelho distingue dois tipos de discípulos. O primeiro corresponde a quem se limita a invocar o nome do Senhor, sem que isto incida em sua vida concreta. O segundo diz respeito àquele que, depois de escutar a palavra do Mestre, esforça-se por pautar por ela a sua vida. Este é o verdadeiro discípulo!
Engana-se quem pretende demonstrar seu amor ao Mestre com palavras vazias, ou mesmo com ações grandiosas, mas incapazes de criar um relacionamento consistente com ele, porque, em alguns casos, se tornam motivo de orgulho e exibição. Isto acontece com os que invocam o Senhor com fé aparente, e até mesmo pregam e expulsam os demônios em nome dele. Como é possível que, no juízo final, o Mestre possa afirmar que não os conhece, chamando-os de "fazedores de iniqüidade"Interrogação A resposta é: simplesmente porque, embora falando sobre Jesus, suas vidas não estavam deveras alicerçadas nele. As palavras do Mestre tinham valor para os outros, não para quem se arvorava em pregador.
A sabedoria do discípulo do Reino consiste em pôr-se na escuta da Palavra do Mestre, e deixar-se guiar por ela. Nada além dos ensinamentos recebidos poderá demovê-lo do caminho escolhido. Por maior que seja a dificuldade ou a provação a que é submetido, o discípulo mantém-se firme, como uma casa construída sobre alicerces seguros. Professa a sua fé com a vida, e não apenas da boca para fora.


Oração

Pai, não permitas que eu professe minha fé no Senhor Jesus apenas com palavras. Seja minha vida uma expressão consumada da minha fé.
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« Responder #74 em: 30 de Maio de 2005, 11:55 »


Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 30/05/2005


Os lavradores assassinos
Mc 12, 1-12

Jesus começou a falar-lhes em parábolas: "Alguém plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, cavou um tanque para pisar as uvas e construiu uma torre de guarda. Ele a alugou a uns lavradores e viajou para longe. Depois mandou um servo para receber dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. Mas os lavradores o agarraram, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O proprietário mandou novamente outro servo. Este foi espancado na cabeça e ainda o insultaram. Mandou ainda um outro, e a esse mataram. E assim diversos outros: em uns bateram e a outros mataram. Agora restava ainda alguém: o filho amado. Por último, então, enviou o filho aos lavradores, pensando: "A meu filho respeitarão". Mas aqueles lavradores disseram uns aos outros: "Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo, e a herança será nossa". Agarraram o filho, mataram e jogaram fora da vinha. Que fará o dono da vinha? Ele virá e fará perecer os lavradores, e entregará a vinha a outros. Acaso não lestes na Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, esta é que se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos?" .
Eles procuravam prender Jesus, pois entenderam que tinha contado a parábola com referência a eles. Mas ficaram com medo da multidão; por isso, deixaram Jesus e foram embora.

Comentário do Evangelho
A infinita paciência de Deus

A parábola dos vinhateiros homicidas deixa patente a infinita misericórdia de Deus para com a humanidade pecadora. Por isso, o texto evangélico é tecido de situações inverossímeis que dificilmente se encontram no âmbito das ações humanas. A lição nele contida é clara: quando se trata de salvar, Deus não mede esforços; a condenação só acontece no final de um longo processo de paciente tentativa de levar as pessoas à reconciliação.
É inexplicável que o proprietário, depois de plantar sua vinha com tanto cuidado, não tenha jamais retornado para vê-la, contentando-se em enviar seus servos, após vários anos, para receber a parte da colheita que lhe cabia. Não se concebe por que o proprietário tenha continuado a mandar "muitos outros", embora sabendo que os primeiros tinham sido tratados duramente.
A hostilidade dos arrendatários era evidente, e se radicalizava sempre mais: pegaram o primeiro enviado, espancaram-no e o mandaram embora sem nada; o segundo foi ferido na cabeça e coberto de injúrias, e o terceiro, assassinado. Daí para frente, os enviados eram espancados ou mortos.
Por que o proprietário não pôs um basta nesta covardia, logo no princípio? Por que teve a coragem de enviar seu filho e herdeiro, sabendo da fúria dos arrendatários? Seu comportamento foi paradoxal. No seu afã de conduzir a humanidade aos caminhos da salvação, Deus se serve dos expedientes mais inesperados. Importa sermos capazes de percebê-los e acolhê-los com amor.


Oração

Pai, porque és misericordioso, nunca te cansas de querer levar a mim e a toda a humanidade para junto de ti. Que eu perceba e acolha a manifestação deste teu imenso amor.
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