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Autor Tópico: EVANGELHO DO DIA EM CADA DIA  (Lida 131478 vezes)
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santa_claus
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NADA TE TURBE, NADA TE ESPANTE. SOLO DIOS BASTA!


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« Responder #30 em: 13 de Abril de 2005, 12:19 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 16/04/2005 
 
 
 
Palavras de vida eterna 
Jo 6, 60-69 
 
Muitos discípulos que o ouviram disseram então: "Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?". Percebendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso, Jesus perguntou: "Isto vos escandaliza? Que será, então, quando virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? O Espírito é que dá vida. A carne de nada serve. As palavras que vos falei são Espírito e são vida. Mas há alguns entre vós que não crêem”. Jesus sabia desde o início quem eram os que acreditavam e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: "É por isso que eu vos disse: Ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai".
A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele. Jesus disse aos Doze: "Vós também quereis ir embora?". Simão Pedro respondeu: "A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. 

Comentário do Evangelho 
Senhor, a quem iremos?

Muitos discípulos de Jesus tiveram enorme dificuldade de captar o verdadeiro significado de suas palavras. Ao interpretá-las num sentido contrário, ficavam perplexos e consideravam disparatados os ensinamentos do Mestre. E se escandalizavam com isto!
Apesar das reações negativas de seus ouvintes, Jesus não diminuía o tom de sua pregação, que continuava a ser contundente. Sendo assim, requeria largueza de visão para ser compreendida. O discipulado dependia da compreensão correta dos ensinamentos do Mestre e da adesão a eles.
Por outro lado, nenhum discípulo podia agir por coação, independentemente de sua vontade. O discipulado deveria resultar de uma escolha livre. Não interessava a Jesus que seus discípulos permanecessem com ele apenas para agradá-lo. Foi por esta razão que muitos debandaram. Não tinham fibra para pôr em prática o que lhes era ensinado. Com o Mestre permaneceu somente um punhado de discípulos fiéis que foram questionados a respeito da sinceridade de sua adesão. Foi quando Pedro, em nome do grupo, fez uma confissão de fidelidade ao Mestre. Não valia a pena afastar-se, pois só junto dele podiam encontrar palavras de vida eterna, por saírem da boca do “Santo de Deus”. Seria inútil buscar salvação fora dele.

 
 
 
Oração 
Pai, dá-me inteligência para compreender as palavras de Jesus e aderir a elas, pois só assim estarei seguro de estar acolhendo a salvação que me ofereces. 
 
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« Responder #31 em: 18 de Abril de 2005, 12:28 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 17/04/2005 
 
 
 
A parábola do rebanho 
Jo 10, 1-10 
 
"Em verdade, em verdade, vos digo: quem não entra no curral das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, esse é ladrão e bandido. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas escutam a sua voz, ele chama a cada uma pelo nome e as leva para fora. E depois de fazer sair todas as que são suas ele caminha à sua frente e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. A um estranho, porém, não seguem, porque não conhecem a sua voz”. Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer.
Jesus disse então: "Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e bandidos, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair, e encontrará pastagem. O ladrão vem só para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. 

Comentário do Evangelho 
O pastor das ovelhas

Jesus serviu-se da metáfora do pastor para explicitar que tipo de relação desejava estabelecer com seus discípulos. Queria superar os esquemas bem conhecidos na época, pelos quais os mestres tornavam-se verdadeiros tiranos dos discípulos. Sua intenção era ser um mestre diferente. Como?
Sendo um mestre legítimo, seria como o pastor que entra pela porta do curral e não por outras vias, à maneira dos mestres mal-intencionados.
Estabelecendo um relacionamento cordial e amigo com seus discípulos, imitaria o pastor que conversa com suas ovelhas, chama-as pelo nome e as trata com carinho, pois sua função é cuidar delas.
Conduzindo os discípulos de maneira segura, para evitar extravios, assemelhar-se-ia ao pastor que se coloca à frente do rebanho. Suas ovelhas o seguem, sem hesitar, por reconhecerem a voz de seu guia.
Defendendo seu rebanho dos perigos e das ciladas que a vida lhes prepara. Os mercenários, nos momentos de perigo, deixam as ovelhas entregues a si mesmas. Agem assim, porque são mercenário, incapazes de arriscar suas vidas para defender o rebanho. Jesus, pelo contrário, defenderá os seus discípulos, até o extremo, mesmo tendo de entregar sua própria vida.
Portanto, é mais prudente deixar-se guiar por um tal pastor.

 
 
 
Oração 
Pai, torna-me um discípulo dócil de Jesus, o verdadeiro pastor que arriscou a própria vida para me salvar. Somente ele poderá conduzir-me para ti.
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« Responder #32 em: 18 de Abril de 2005, 12:30 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 18/04/2005 
 
 
 
Jesus, o Pastor 
Jo 10, 11-18 
 
"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e a quem as ovelhas não pertencem, vê o lobo chegar e foge; e o lobo as ataca e as dispersa. Por ser apenas mercenário, ele não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho também outras ovelhas, que não são daqui; também a essas devo conduzir, e elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isso que o Pai me ama: porque dou a minha vida. E, assim, eu a recebo de novo. Ninguém tira a minha vida, mas eu a dou por vontade própria. Eu tenho poder de dá-la, como tenho poder de recebê-la de novo. Tal é o encargo que recebi do meu Pai". 
 
Comentário do Evangelho 
O bom pastor

A atitude mais dignificante de um pastor consiste em estar disposto a dar a sua vida em defesa do rebanho. Esquecendo-se de si mesmo, luta para garantir a sobrevivência de suas ovelhas, embora venha a morrer. Não existe forma melhor de comprovar a condição de guia do rebanho! Só quem age assim merece o título de pastor.
No trato com seus discípulos, Jesus inspirava-se neste modelo de pastor. Conhecia os que havia chamado para estar com ele e partilhar a sua missão e o seu destino. Colocava-se no meio deles como amigo e servidor, interessado em que tivessem vida abundante – a vida eterna, oferecida pelo Pai. Cuidava para que a ação perversa dos adversários – certas alas radicais do farisaísmo, as autoridades religiosas e políticas etc. – não viesse a prejudicá-los. Defendia-os dos ataques dos inimigos, calando a boca de quem acusava falsamente seus discípulos. Colocava-se a serviço deles, desejoso de que fizessem uma verdadeira experiência de Deus, reconhecido como Pai misericordioso. Lutava para congregar quem vivia disperso, vagando por caminhos impróprios, por ser mal-orientados.
Toda esta ação de Jesus resultava do cumprimento da ordem que recebera de seu Pai: ser Mestre para guiar a humanidade para ao reencontro com Deus.

 
 
 
Oração 
Pai, que eu saiba entregar-me com toda confiança nas mãos de teu Filho – o bom Pastor –, pois só assim estarei seguro de estar trilhando o caminho para ti.
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« Responder #33 em: 18 de Abril de 2005, 12:32 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 19/04/2005 
 
 
 
A festa da Dedicação 
Jo 10, 22-30 
 
Em Jerusalém celebrava-se a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus andava pelo templo, no pórtico de Salomão. Os judeus, então, o rodearam e disseram-lhe: "Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!". Jesus respondeu: "Eu já vos disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu pai dão testemunho de mim. Vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior do que todos, e ninguém pode arrancá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um”. 

Comentário do Evangelho 
Uma incógnita sobre Jesus

O modo de proceder de Jesus bem como os seus ensinamentos deixavam desconcertados os seus adversários. Embora realizasse gestos prodigiosos, suficientes para revelar sua plena comunhão com o Pai, e falasse de maneira até então desconhecida, permanecia uma incógnita a seu respeito. Os judeus, que tinham tudo para reconhecê-lo como o Messias, permaneciam na incerteza. Por isso, ficavam à espera de que Jesus lhes “dissesse abertamente” quem ele era.
A postura assumida pelos adversários impedia-os de compreender a verdadeira identidade messiânica de Jesus. Movidos pela suspeita, pela malevolência e pela crítica mordaz, jamais conseguiriam chegar à resposta desejada. Daí a tendência a acusar Jesus de blasfemo e imputar-lhe toda sorte de desvios teológicos e políticos.
Em contraste com os adversários estavam os discípulos. Estes, sim, colocavam-se numa atitude humilde de escuta, atentos às palavras do Mestre, buscando desvendar-lhes seu sentido mais profundo. Dispuseram-se a segui-lo, para serem instruídos não só por suas palavras, mas também por seus gestos concretos de misericórdia, para com os mais necessitados. A comunhão de vida com o Mestre permitia-lhes descobrir sua condição de Messias, o enviado do Pai.
A incógnita sobre Jesus permanece para quem se posiciona diante dele como adversário. Quem se faz discípulo, não tem dificuldade de reconhecê-lo como Messias.

 
 
 
Oração 
Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus.
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« Responder #34 em: 18 de Abril de 2005, 12:33 »

Ano A - Dia: 20/04/2005 
 
 
 
O julgamento diante da Palavra 
Jo 12, 44-50 
 
Quanto a Jesus, ele exclamou: "Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as observa, não sou eu que o julgo, porque vim não para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me rejeita e não acolhe as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. Porque eu não falei por conta própria, mas o Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que devo dizer e falar. E eu sei: o que ele ordena é vida eterna. Portanto, o que eu falo, eu o falo de acordo com o que o Pai me mandou dizer”. 
   
Comentário do Evangelho 
Jesus, luz do mundo

A presença de Jesus no mundo tem um objetivo bem preciso: ser luz para a humanidade mergulhada nas trevas do pecado. Portanto, presença de salvação! A missão de Jesus insere-se na longa história de relacionamento do ser humano com Deus – da criatura com o seu Criador –, história pontilhada de infidelidade e insensatez por parte da criatura, e de fidelidade e esperança de reconciliação, por parte do Criador. A correta compreensão da identidade de Jesus exige situá-lo no contexto das iniciativas salvíficas de Deus.
Assim, torna-se compreensível por que a pregação de Jesus faz constantes referências ao Pai. Crer no Filho leva necessariamente a crer no Pai. A credibilidade de um enviado está em estreita relação com a credibilidade de quem o enviou. Foi por esta razão que Jesus afirmou: “As coisas que digo a vocês, eu as digo como o Pai disse a mim”. E mais: quem o rejeita, na qualidade de enviado, será julgado por quem o enviou – o Pai –, já que sua missão consiste em salvar e não em condenar.
O discípulo prudente deixa-se iluminar pelo Mestre, por saber-se iluminado por Deus. Caminhando como discípulo da luz, estará em condições de desmascarar as artimanhas do príncipe das trevas que insistem em fazê-lo desviar-se do caminho para o Pai.
Quem, pelo contrário, rejeita a luz oferecida por Jesus, torna-se inimigo de Deus, pois se recusa a aceitar sua proposta de salvação. E caminhará para o julgamento!

 
 
 
Oração 
Pai, como discípulo da luz, quero deixar-me sempre guiar por teu Filho. Só, assim, as ciladas do demônio não prevalecerão sobre mim. Vem em meu auxílio!
 
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« Responder #35 em: 18 de Abril de 2005, 12:34 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 21/04/2005 
 
 
 
O lava-pés 
Jo 13, 16-20 
 
Em verdade, em verdade, vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, e o enviado não é maior do que aquele que o enviou. Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática. Eu não falo de todos vós. Eu conheço aqueles que escolhi. Mas é preciso que se cumpra o que está na Escritura: “Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar”. Desde já, antes que aconteça, eu vo-lo digo, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. Em verdade, em verdade, vos digo: quem recebe aquele que eu envio, a mim recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou”. 
   
Comentário do Evangelho 
O amigo traidor

A traição de Judas não pegou Jesus de surpresa. O comportamento do discípulo deve ter chamado a atenção do Mestre. Sem dúvida, havia em Judas algo revelador de sua pouca sintonia com ele.
O gesto desse discípulo não deixa de ser intrigante. Por que trair um Mestre como Jesus, que superava, em sabedoria e poder, todos os demais até então conhecidos? Por que uma atitude tão mesquinha em relação a quem se mostrara tão misericordioso e compassivo?
Só existe uma resposta para este questionamento: a liberdade de Judas. Embora escolhido por Jesus para fazer parte do círculo dos íntimos aos quais tinham sido confiados os ministérios necessários para o anúncio do Reino, o traidor não foi capaz de abrir mão de seus esquemas mentais, e contar, efetivamente, com Jesus. Embora convivesse com o Mestre, este, porém, não exercia influência sobre ele. Pelo contrário, Judas deixava-se influenciar pelas forças demoníacas do dinheiro e do poder político.
A traição, neste caso, situa-se num contexto de esperanças frustradas. Judas preferiu dar ouvido ao tentador. Foi sua desgraça! Deixou-se dominar pelos salteadores, ao invés de dar ouvido à voz do Pastor!
O gesto tresloucado de Judas é um alerta para os discípulos de todos os tempos. Ninguém está isento de passar de amigo a traidor. Sem obediência total à voz do pastor, não existe discipulado que se sustente.

 
 
 
Oração 
Espírito de arrependimento, toca o meu coração, para que eu me penitencie pelas vezes que traí o amigo Jesus. 
 
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« Responder #36 em: 18 de Abril de 2005, 12:36 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 22/04/2005 
 
 
 
Jesus, o Caminho 
Jo 14, 1-6 
 
“Não se perturbe o vosso coração! Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós. E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. E, para onde eu vou, conheceis o caminho”.
Tomé disse: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?”. Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. 
   
Comentário do Evangelho 
Vou preparar-vos um lugar

Embora convocasse os discípulos para se empenharem na prática do amor e da justiça, Jesus lhes descortinava, também, um horizonte para além dos limites da História. Ele lhes propunha uma meta a ser alcançada no fim da peregrinação terrena: a casa do Pai, com muitas moradas, espaço de acolhida para todos.
As palavras do Mestre visam estimular os discípulos a seguirem em frente, sem se deixarem abater pelas adversidades. Mas, seria injusto considerá-las como incentivo à passividade e à alienação. Elas só têm sentido para o discípulo que se lança à ação.
A meta da caminhada dos discípulos é a comunhão plena e eterna com o Pai. Comunhão esta preparada pela morte e ressurreição de Jesus que, desta forma, os precede e lhes promete ter para sempre consigo, na casa paterna.
O caminho para se chegar à casa do Pai é o próprio Jesus, que se definiu “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Jesus é o Caminho na medida em que é a Verdade pela qual a Vida é comunicada a quem o escolhe para chegar ao Pai. A casa do Pai é alcançada na medida em que o discípulo pauta seu agir pela Verdade proclamada por seu Mestre. E assim usufrui a Vida cuja plenitude encontra-se no término do Caminho, que é o mesmo Jesus. Importa apenas que o discípulo siga fielmente esse Caminho que é guia seguro para se chegar à casa do Pai.

 
 
 
Oração 
Pai, meu coração anseia por estar em comunhão contigo, em tua casa, lugar que Jesus preparou para mim. Que eu persevere sempre no caminho que me leva a ti. 
 
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« Responder #37 em: 18 de Abril de 2005, 12:37 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 23/04/2005 
 
 
 
Jesus, o Caminho 
Jo 14, 7-14 
 
Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto”. Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Jesus respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me vê, vê o Pai. Como é que tu dizes: “Mostra-nos o Pai?”. Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por minha conta; é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Crede-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Crede, ao menos, por causa destas obras.
Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome eu o farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei”. 
   
Comentário do Evangelho 
Mostra-nos o Pai!

O diálogo com os discípulos torna-se mormente delicado quando Filipe, falando em nome dos demais, pede a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isto nos basta!” Pedido ousado, se considerarmos que a piedade bíblica excluía qualquer possibilidade de alguém ver Deus e permanecer vivo. Por isso, todos os relatos de manifestação de Deus – teofania – revelam que a pessoa que contempla a glória divina fica tomado de pavor, diante da possibilidade de morrer. Como, então, os discípulos de Jesus ousavam querer ver o Pai?
O Mestre procura levá-los a pensar a questão de maneira correta, numa perspectiva nova. Os discípulos esperavam uma teofania, no melhor estilo das teofanias do Antigo Testamento. Jesus, porém, intervém com algo muito mais simples. Coloca-se a si próprio como mediação da visão do Pai: “Quem me viu, viu o Pai! Você não acredita que estou no Pai e que o Pai está em mim?”.
A visão do Pai era a coisa mais desejada pelos discípulos. Bastaria dar um salto de qualidade para descobrir, na pessoa de Jesus, o rosto do Pai. E, para isso, era mister nutrir por Jesus fé idêntica à dedicada ao Pai. Sem uma fé verdadeira eles estariam privados da visão do Pai, ou continuariam a querer vê-lo, mas de maneira totalmente incorreta. A única forma de ver Deus Pai consiste em contemplá-lo na pessoa de Jesus.

 
 
 
Oração 
Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de ti. 
 
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« Responder #38 em: 18 de Abril de 2005, 12:38 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 24/04/2005 
 
 
 
Jesus, o Caminho 
Jo 14, 1-12 
 
“Não se perturbe o vosso coração! Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós. E depois que eu tiver ido e preparado um lugar para vós, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. E, para onde eu vou, conheceis o caminho”.
Tomé disse: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?”. Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto”. Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Jesus respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me vê, vê o Pai. Como é que tu dizes: Mostra-nos o Pai?. Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por minha conta; é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Crede-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Crede, ao menos, por causa destas obras.
Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”. 
   
Comentário do Evangelho 
Não se perturbem!

O imperativo de Jesus – “Que o coração de vocês não se perturbe!” – sublinha a situação dos discípulos, tomados de medo, quando o Mestre anunciou-lhes estar próxima a sua partida. O medo está na raiz da imobilidade. Os medrosos recusam-se a agir e a buscar vias de saída. São levados a esconder-se, a fugir, a evitar o confronto com a realidade.
Era preciso reverter, urgentemente, o sentimento que despontava no coração dos discípulos. Eles já começavam a apavorar-se diante do que lhes estava sendo revelado. As palavras do Mestre havia-os pego de surpresa, pois não percebiam para onde estavam sendo conduzidos. Por conseguinte, foram tomados de pavor quando perceberam o que efetivamente se lhes descortinava no horizonte.
No mundo bíblico, o coração é carregado de simbolismo. É considerado como a sede dos sentimentos, do desejo, da razão, da decisão da vontade. Portanto, o centro da ação dos discípulos é que se encontrava afetado. Daí o risco de ficarem reduzidos à inatividade. Com o coração perturbado, sentiam-se incapazes de agir.
Só havia um caminho para superar o medo: dar crédito à palavra de Jesus. Sua morte deveria ser entendida como etapa do processo de preparação de um lugar para os discípulos, na casa do Pai. Se quisessem viver a comunhão plena com Jesus e o Pai, seria necessário lançar-se à ação. E o “Caminho” já lhes havia sido indicado!

 
 
 
Oração 
Pai, não deixes que jamais o medo tome conta de meu coração, a ponto de impedir-me de caminhar rumo à tua casa, pelo caminho aberto por teu Filho Jesus. 
 
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« Responder #39 em: 26 de Abril de 2005, 12:26 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 25/04/2005 
 
 
 
Aparições do Ressuscitado 
Mc 16, 15-20 
 
E disse-lhes: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes estes ficarão curados".
Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus.
Então, os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam.
 
Comentário do Evangelho 
A missão universal

Enviados pelo poder que Jesus recebeu do Pai, os apóstolos deveriam partir, dispostos a caminhar por todas as estradas do mundo, e a anunciar a Boa Nova da salvação a quantos encontrassem. Ninguém podia ser deixado de lado, pois a salvação é um direito de todos.
O sinal de adesão a Jesus dar-se-ia no batismo feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Seria a forma de vincular toda a humanidade com o Pai, por meio de Jesus, na força do Espírito Santo. Desta comunhão de amor deveria surgir uma humanidade nova, fundada na filiação divina e na fraternidade.
Os apóstolos tinham como tarefa levar os novos discípulos a pautar suas vidas pelos ensinamentos do Mestre. Nada de novas doutrinas! Bastaria ensinar os batizados a observar tudo quanto Jesus lhes havia ensinado: nada mais do que amar a Deus e ao próximo, como fora explicitado no Sermão da Montanha.
Uma certeza deveria animar os apóstolos: o Ressuscitado estaria para sempre junto deles, incentivando-os a serem fiéis à missão. Portanto, nada de se deixarem abater pela grandiosidade e pelas exigências da tarefa recebida.

 
 
 
Oração 
Pai, que a certeza da presença de teu Filho Jesus seja estímulo para o cumprimento da missão que recebi: a de proclamar o Reino a todos os povos. 
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« Responder #40 em: 26 de Abril de 2005, 12:27 »

 
Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 26/04/2005 
 
 
 
O dom do Espírito e a morada do Pai e do Filho 
Jo 14, 27-31a 
 
“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: Eu vou, mas voltarei a vós. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. Já não falarei mais convosco, pois vem o chefe deste mundo. Ele não pode nada contra mim. Mas é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai mandou”. 

Comentário do Evangelho 
Uma paz diferente

Jesus é, por natureza, comunicador de paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto!
A paz é um dom de Jesus para seus discípulos, em vista do testemunho que são chamados a dar. Ela visa a ação. Por isso, não pode reduzir-se ao nível do sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades.
Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando-lhes a caminhada, sempre dispostos a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar.
A paz do mundo é bem outra coisa. Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera, sem exigir colaboração. É uma paz que conduz à morte!
O discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece. De posse dela, estará preparado para enfrentar todos os contratempos da vida, sem se deixar abater.

 
 
 
Oração 
Pai, confirma em mim o dom da paz recebida de teu Filho Jesus, de forma que, revestido desta fortaleza, eu possa caminhar, sem medo, ao teu encontro. 
 
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« Responder #41 em: 26 de Abril de 2005, 12:28 »

 
Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 27/04/2005 
 
 
 
A videira 
Jo 15, 1-8 
 
"Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, dá muito fruto; pois sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim será jogado fora como um ramo e secará. Tais ramos são apanhados, jogados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.
 
Comentário do Evangelho 
A videira e os ramos

A imagem da união dos ramos à videira ilustra o tipo de relacionamento a ser estabelecido entre Jesus e a comunidade dos discípulos, e, ao mesmo tempo, funciona como um alerta para as tentações futuras.
A parábola sublinha alguns pontos fundamentais. Para os discípulos produzirem frutos de amor e justiça, é mister que permaneçam unidos ao Senhor. Dele é que provém a “seiva” necessária para perseverar no caminho difícil do serviço gratuito ao próximo. Quem, apesar de se proclamar discípulo, for incapaz de fazer frutificar o amor, será rechaçado pelo Pai, o agricultor. Um relacionamento puramente exterior e formal com Jesus não tem sentido. É indigno da condição de discípulo ser infrutífero. Permanecendo unido a Jesus, produzirá os frutos esperados. Então, o Pai trata-lo-á com amor, procedendo à poda, para que produza ainda mais frutos. A expectativa do Pai é ver os discípulos do Filho perseverar no amor, expresso em gestos cada vez mais exigentes e comprometidos.
A parábola serve, também, de alerta contra a tentação de buscar adesões fora de Jesus. Seriam adesões estéreis, pois só na medida em que permanecerem unidos a Jesus, conseguirão agir conforme o desejo do Pai. Não existe alternativa possível.

 
 
 
Oração 
Espírito de adesão ao Senhor, une-me cada vez mais profundamente a Jesus, para que eu possa produzir os frutos que o Pai espera de mim. 
 
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« Responder #42 em: 26 de Abril de 2005, 12:29 »

 
Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 28/04/2005 
 
 
 
Os frutos do mandamento do amor 
Jo 15, 9-11 
 
“Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja plena”. 
   
Comentário do Evangelho 
A alegria plena

As revelações de Jesus, por ocasião de sua partida para o Pai, visavam despertar alegria no coração dos discípulos e levá-los a enfrentar, de maneira conveniente, os desafios da missão. Seria deplorável deixarem-se abater pela tristeza e pelo pessimismo!
A alegria cristã não se reduz a um sentimento superficial e inconsistente. Ela é de origem divina e brota do fundo do coração, pela força do Espírito Santo. É o Pai quem produz a verdadeira alegria no coração do discípulo, que se reconhece amado e chamado a viver em comunhão com ele e com seu Filho Jesus.
O discípulo é capaz de alegrar-se mesmo em meio aos sofrimentos e contrariedades. A experiência do Mestre serve-lhe de inspiração. Quando falou em “a minha alegria”, Jesus tinha consciência do que isto significava, no contexto de sua vida pontilhada de perseguições, por parte dos adversários. Perseguições que culminariam com sua morte de cruz, mas precedida da infidelidade dos discípulos, que o traíram, negaram-no e o abandonaram. Contudo, nada disto foi suficiente para tirar-lhe a alegria de viver.
A plenitude da alegria dos discípulos resultaria da disposição a permanecer no amor de Jesus, sendo fiel aos seus mandamentos, como ele fora fiel ao querer do Pai, mesmo tendo de morrer numa cruz.

 
 
 
Oração 
Pai, completa a alegria que o Espírito Santo faz brotar em mim, pois estou disposto a permanecer unido a ti e a teu Filho, e a ser fiel aos teus mandamentos, apesar das adversidades. 
 
« Última modificação: 26 de Abril de 2005, 12:32 por santa_claus » Registado

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« Responder #43 em: 26 de Abril de 2005, 12:30 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 29/04/2005 
 
 
 
O novo mandamento 
Jo 15, 12-17 
 
Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos destinei para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará. O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros. 
   
Comentário do Evangelho 
Não servos, mas amigos

Jesus rompeu a visão rígida de discipulado que vigorava em sua época, recusando-se a considerar seus discípulos como servos, por considerá-los como amigos. Ele não era um rabino a mais, preso a esquemas incompatíveis com o Reino. Sua postura foi inovadora.
O esquema servo-senhor era-lhe insuficiente para expressar seu modo de considerar os discípulos. Um patrão não tem satisfações a dar a seus empregados, uma vez que são considerados como meros executores das ordens recebidas. Os laços de comunhão entre eles são frágeis, pois o empregado, quase sempre, quer ver-se livre da tutela do seu patrão. A um e outro falta o amor.
O esquema amigo-amigo revela o que Jesus pretende ser para os seus discípulos. A amizade comporta afeto, comunhão de interesses e busca de ideais comuns. Embora correndo o risco de ser rompida, a amizade autêntica tende a ser estável. Nela, um amigo não se sente tutelado pelo outro. Tudo se fundamenta na liberdade e no respeito.
Ao convocar seus discípulos, Jesus quis, logo, estabelecer laços de amizades com eles. Chamou a cada um por decisão pessoal. Comunicou-lhe tudo quanto aprendeu do Pai. Assumiu-os como colaboradores em sua missão. Não lhes impôs normas ou regras, a não ser o mandamento do amor mútuo. Manifestou-lhes, até o extremo, seu bem-querer, a ponto de dar a vida por eles.

 
 
 
Oração 
Espírito que constrói amizade, reforça os laços que me unem a Jesus e aos meus semelhantes. 
 
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« Responder #44 em: 26 de Abril de 2005, 12:31 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 30/04/2005 
 
 
 
O ódio do mundo e o Defensor 
Jo 15, 18-21 
 
“Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu; mas, porque não sois do mundo, e porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia. Recordai-vos daquilo que eu vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, perseguirão a vós também. E se guardaram a minha palavra guardarão também a vossa. Eles farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”. 

Comentário do Evangelho 
Escolhidos do meio do mundo

O evangelho refere-se ao “mundo” como se fosse uma pessoa. Neste sentido, pode-se falar em ódio e perseguição, bem como amor por parte do mundo. Ou então, que os discípulos foram escolhidos do meio do mundo. Pode ainda referir-se à possibilidade de o mundo guardar a palavras de Jesus e as dos discípulos.
O vocábulo “mundo”, neste caso, engloba o conjunto das pessoas incrédulas que foram incapazes de reconhecer Jesus como Filho de Deus, enviado pelo Pai com a missão de salvar a humanidade. Mas estas pessoas odiaram-no ferozmente, a ponto de decidirem eliminá-lo sem piedade. Optaram pelas trevas e rejeitaram a luz oferecida por Deus, persistindo no pecado, mesmo diante da abundância das graças divinas.
Os discípulos foram arrancados deste mundo. Por causa do nome de Jesus, caminham na contramão do mundo. Esse confronto resulta sempre em ódio e perseguição. O destino do servo não difere daquele do seu Senhor. É por isso que os discípulos deverão contar com toda sorte de adversidade, sem excluir a possibilidade de morrer, como aconteceu com seu Mestre.
A palavra “mundo”, na linguagem figurada, tem referenciais bem concretos. No tempo de Jesus, podia significar certas alas do farisaísmo e outros grupos de judeus. Contudo, em cada época e em cada circunstância, é preciso reconhecer com que roupagem o “mundo” se apresenta.

 
 
 
Oração 
Pai, faze-me forte para enfrentar o ódio e a perseguição do mundo, sem abrir mão de minha fidelidade a ti e a teu Reino, a exemplo de Jesus. 
 
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