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Autor Tópico: EVANGELHO DO DIA EM CADA DIA  (Lida 131477 vezes)
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« Responder #15 em: 06 de Abril de 2005, 18:35 »

Ano A - Dia: 01/04/2005

Aparição junto ao lago

Jo 21, 1-14


Depois disso, Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Gêmeo, Natanael, de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos dele. Simão Pedro disse a eles: “Estou indo pescar”. Eles disseram: “Nós vamos contigo”. Saíram, entraram no barco, mas não pescaram nada naquela noite.
Já de manhã, Jesus estava aí na praia, mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Ele perguntou: “Filhos, tendes alguma coisa para comer?”. Responderam: “Não”. Ele lhes disse: “Lançai a rede à direita do barco e achareis”. Eles lançaram a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. Então, o discípulo que Jesus mais amava disse a Pedro: “É o Senhor!”. Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. Os outros discípulos vieram com o barco, arrastando as redes com os peixes. Na realidade, não estavam longe da terra, mas somente uns cem metros.
Quando chegaram à terra, viram umas brasas preparadas, com peixe em cima e pão. Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. Então, Simão Pedro subiu e arrastou a rede para terra. Estava cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes a rede não se rasgou. Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.
Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu a eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

Comentário do Evangelho
A refeição com o ressucitado

O texto evangélico alude a dois níveis de comunhão na vida dos discípulos: entre si e com o Ressuscitado. Isto perfaz uma experiência característica do discipulado cristão.
A comunhão dos discípulos entre si expressa-se na disposição a trabalharem juntos. Quando Pedro revela sua decisão de ir pescar, imediatamente outros seis companheiros dispõem-se a ir com ele. Embora a pescaria tenha sido infrutífera, o simples fato de estarem pescando juntos já era significativo. Cada qual poderia ir pescar sozinho, pensando em si mesmo e no lucro que obteria com a pesca. A disposição de partilharem o trabalho dava à pescaria uma nova dimensão.
A comunhão com o Ressuscitado expressa-se no convite para a refeição. Primeiramente, Jesus pede aos sete pescadores algo para comer. Uma vez que nada tinham pescado, ordena-lhes que lancem novamente a rede, à direita da barca. Resultado: recolhem-na abarrotada de enormes peixes. Entretanto, quando atingem a margem do lago, deparam-se com uma surpresa: a refeição preparada pelo próprio Mestre! Este lhes oferece peixe assado e pão, como gesto de bondosa solicitude, saciando-lhes a fome, após uma noite inteira de fadiga e de trabalho inútil.
A comunhão com o Senhor dava consistência à comunhão dos discípulos entre si. Caso contrário, não passariam de um grupo de amigos, sem maiores compromissos. A presença do Senhor fazia frutificar o esforço da comunidade de atrair para a fé muitas outras pessoas. Isto é o que simboliza a rede repleta com 153 grandes peixes.

Oração
Pai, que a presença do Ressuscitado reforce a comunhão com meus irmãos e minhas irmãs de fé, a fim de podermos atrair para ele muitas outras pessoas de boa vontade.   
   
« Última modificação: 06 de Abril de 2005, 18:37 por Trofa » Registado

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« Responder #16 em: 06 de Abril de 2005, 18:42 »

Ano A - Dia: 02/04/2005

Aparições do Ressuscitado

Mc 16, 9-15

Ressuscitado na madrugada do primeiro dia depois do sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, de quem tinha expulsado sete demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e choravam. Quando ouviram que ele estava vivo e tinha sido visto por ela, não acreditaram. Depois disso, Jesus apareceu a dois deles, sob outra aparência, enquanto estavam indo para o interior. Eles contaram aos outros. Também não acreditaram nesses dois. Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos, enquanto estavam comendo. Ele os criticou pela falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!


A alegre notícia

O encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena fez dela uma anunciadora da ressurreição. Foi esta a alegre notícia que ela comunicou aos discípulos, e, sem dúvida, a todos os que encontrou, depois, ao longo de sua existência. A partir desta experiência, sua vida deu uma guinada. Ela já não era mais a mesma.
No entanto, o contato com os discípulos foi decepcionante. A Boa Nova que lhes trouxe, não pareceu suficiente para arrancá-los da tristeza e do pranto, e fazê-los abrir-se para a fé. Pelo contrário, continuaram incrédulos! Talvez não tenham sido capazes de superar o preconceito contra as pessoas do sexo feminino, cujo testemunho, naquela época, não era aceito. Não se dava credibilidade às palavras de uma mulher.
A reação dos discípulos não deve ter bloqueado o entusiasmo de Maria Madalena. Outras aparições do Ressuscitado confirmariam suas palavras: o Senhor estava vivo, e sua presença se fazia real na vida de quem o encontrava.
Da mesma forma, os discípulos, aos quais Jesus aparecera enquanto se dirigiam para o campo, tinham ido, às pressas, contar o fato aos demais. E também se debateram com a incredulidade dos companheiros.
Independentemente da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido a anun-ciar a todo mundo esta experiência transformadora.


Oração

Espírito de comunicação, apesar da incredulidade do mundo, que eu proclame, com vibração, a alegre notícia da ressurreição do Senhor.
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« Responder #17 em: 07 de Abril de 2005, 09:05 »

Ano A - Dia: 03/04/2005

Aparição aos discípulos
Jo 20, 19-31

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco”. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; para quem os mantiverdes, ficarão mantidos”.

Tomé, chamado Gêmeo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros díscipulos contaram-lhe: “Vimos o Senhor!”. Mas Tomé disse: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. Não sejas incrédulo, mas crê!”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”. Jesus lhe disse: “Creste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem ter visto!”.

Jesus realizou diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.


Comentário do Evangelho

As portas fechadas

As portas fechadas por medo dos judeus simbolizavam a situação crítica vivida pela comunidade cristã, quando da morte de Jesus. Como as portas do local, também estavam fechadas as portas das inteligências e dos corações dos discípulos. O medo era fruto da falta de fé, e esta carência, da incapacidade de aceitar a ressurreição do Senhor como um fato consumado, que eliminava qualquer dúvida ou suspeita. A incredulidade deixara-os confusos, sem rumo, bloqueados pela perplexidade diante da morte do Mestre.
Foi preciso uma intervenção enérgica do Mestre para arrancá-los dessa lastimável situação. E a ação do Senhor foi progressiva: fez-se presente no lugar em que se encontravam, mesmo estando fechadas as portas, como se as estivesse escancarando; exortou-os a recobrar a paz interior, deixando de lado os sentimentos negativos que agitavam seus corações; fez-lhes compreender que estavam diante do mesmo Jesus que fora crucificado – as marcas nas mãos e no lado não davam margem para dúvidas; finalmente, comunicou-lhes o Espírito Santo e os enviou em missão.
O medo e o conseqüente ensimesmar-se têm sido, ao longo dos séculos, a grande tentação dos discípulos de Jesus. A hostilidade do mundo somada à precariedade da fé explicam esta atitude. É mister deixar que o Ressuscitado rompa as barreiras e nos envie em missão, com a força do Espírito.


Oração

Pai, abre todas as portas que me mantém fechado no medo e na insegurança, para que eu vá ao encontro do mundo a ser evangelizado.
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« Responder #18 em: 07 de Abril de 2005, 09:13 »

Ano A - Dia: 04/04/2005

Anúncio do nascimento de Jesus
Lc 1, 26-38

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem compromissada com um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo”. Ela ficou muito confusa com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse: “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
Maria, então, perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, já que eu não convivo com um homem?”. O anjo respondeu: “O Espírito descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível”. Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Aconteça-me segundo a tua palavra”. E o anjo retirou-se.

 
Comentário do Evangelho

Concebida sem pecado

A festa da Imaculada Conceição leva-nos a pensar em Maria como a perfeita discípula que correspondeu plenamente aos anseios de Deus, movida pela graça. A fidelidade de Maria decorreu de um especial dom divino, o dom de nascer mais integrada do que nós, com mais capacidade de ser livre e de acolher a proposta divina.
O anjo Gabriel alude a este dom divino quando a saudou como “repleta de graça”. Toda envolvida pelo amor divino, Maria soube colocar-se, em total disponibilidade, nas mãos de Deus, para cumprir sua santa vontade: “Eis a serva do Senhor, faça-me em mim conforme a tua palavra”. Uma tal comunhão com Deus excluía qualquer traço de egoísmo e de pecado. Só a plenitude da graça permitiu-lhe ser totalmente despojada de si para cumprir o projeto de Deus. Daqui brota a fé de que Maria, mesmo antes de nascer, foi preservada do pecado.
A condição de agraciada por Deus não a eximiu do esforço de ser peregrina na fé, necessitada de crescer e de aprender, como acontece com todo ser humano. Sua originalidade consistiu em ter trilhado um caminho sempre positivo, sem fazer concessões às paixões desordenadas, ou ao próprio querer. A grandeza de seu testemunho de fé expressou-se na humildade com que o viveu, num contínuo esforço de discernir a vontade de Deus e em ser solícita em cumpri-la.


Oração

Pai, dá-me a graça de ser fiel a ti, como Maria, a perfeita discípula que soube discernir a tua santa vontade, e se mostrar solícita em realizá-la.
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« Responder #19 em: 07 de Abril de 2005, 09:15 »

Ano A - Dia: 05/04/2005

Nicodemos
Jo 3, 7b-15

“É necessário para vós nascer do alto. O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também aquele que nasceu do Espírito".
Nicodemos, então, perguntou: "Como pode isso acontecer?". Jesus respondeu: "Tu és mestre em Israel e não conheces estas coisas? Em verdade, em verdade, te digo: nós falamos do que conhecemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não recebeis nosso testemunho. Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como ireis crer quando eu vos falar das coisas do céu? Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. Como Moisés elevou a serpente no deserto, assim também será elevado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna".

 
Comentário do Evangelho

A aventura do Espírito

Quem se faz discípulo do Ressuscitado deve dispor-se a viver a aventura do Espírito. Esta exigência está contida na afirmação enigmática de Jesus: “O vento sopra onde quer; você ouve o barulho, porém, não se sabe de onde ele vem nem para onde vai. A mesma coisa acontece com quem nasceu do Espírito”.
Este alerta é fundamental para quem foi iniciado no processo de discipulado. Tornar-se discípulo de Jesus comporta colocar-se à inteira disposição do Espírito. Só assim, irá se precaver contra a tentação de querer aprisionar o Espírito e colocar Deus dentro dos próprios limites humanos. Opção empobrecedora, pois impede o ser humano de deixar desabrochar toda a riqueza de dons que lhe foi confiada por Deus. Fechando-se dentro de seus próprios limites, o discípulo tende a acomodar-se, a não ser criativo, e a contentar-se com o pouco, a deixar-se abater pelas críticas, pelas incompreensões e pelos insucessos.
Soprando onde e como quer, o Espírito proporciona ao discípulo um dinamismo incomum, a ponto de se admirar com os próprios feitos. Embora pequeno e frágil, não temerá realizar grandes empresas. Tornar-se-á forte diante das contrariedades da vida, a ponto de superá-las todas, e destemido em se tratando de dar testemunho do Ressuscitado. Mostrar-se-á, também, possuidor de uma sabedoria, antes desconhecida; e manterá viva a chama da fé e da esperança, quando o fracasso bater à sua porta. Basta deixar-se conduzir pelo Espírito!


Oração

Pai, lança-me, cada dia, na aventura do Espírito, que me tira do comodismo e do abatimento e me faz superar meus próprios limites.
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« Responder #20 em: 07 de Abril de 2005, 09:17 »

Ano A - Dia: 06/04/2005

Finalidade da missão de Jesus
Jo 3, 16-21

De fato, Deus amou o mundo a tal ponto que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus.
 

Comentário do Evangelho

A missão do Filho

O processo de formação para o discipulado requer a compreensão da identidade de Jesus e da sua missão. A fé consiste na adesão ao Mestre assim como se nos apresenta. Quanto mais adequada for esta compreensão, tanto mais profundo será o compromisso da fé. Eis por que Jesus pôs-se a instruir Nicodemos a este respeito.
O Filho é a expressão perfeita do amor do Pai pela humanidade, que o ofereceu como prova de amor. A origem divina de Jesus dá credibilidade às suas palavras, pois seu testemunho reporta-se diretamente a Deus. Ele não é um simples intermediário entre o Pai e a humanidade. É a encarnação do amor de Deus.
A missão terrena de Jesus consistiu em colocar-se inteiramente a serviço da salvação da humanidade, propiciando-lhe a vida eterna. Ele a resgata do poder do pecado e da morte, abrindo-lhe perspectivas novas de comunhão com Deus. Por seu ministério destruiu-se o muro de separação erguido entre o Criador e a criatura, refazendo-se a amizade inicial.
Não compete a Jesus ser o juiz da humanidade, condenando-a por seus pecados. Cabe-lhe, sim, ser seu salvador. Mesmo que a humanidade prefira as trevas em detrimento da luz, a missão do Filho de Deus permanece inalterada. O gesto de recusar a luz já traz em si o germe da condenação, porém não tolhe ao ser humano a possibilidade de converter-se para a luz. Jesus é infinitamente paciente e espera que o ser humano se decida em favor dele.


Oração

Pai, instrui-me, por teu Espírito, a respeito da pessoa e da missão de Jesus, e leva-me a aderir ao teu Filho, sempre com maior radicalidade.
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« Responder #21 em: 07 de Abril de 2005, 09:19 »

Ano A - Dia: 07/04/2005

Aquele que vem do alto
Jo 3, 31-36

Aquele que vem do alto está acima de todos. Quem é da terra pertence à terra e fala coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Ele dá testemunho do que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois ele dá o espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos. Aquele que crê no Filho tem vida eterna. Aquele, porém, que se recusa a crer no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele.


Comentário do Evangelho

O testemunho de Jesus

Jesus apresentou-se como testemunha do Pai, uma vez que suas palavras reportam-se a tudo quanto dele viu e ouviu. Entender a identidade e a missão de Jesus é de suma importância no processo da fé. Por isso, Nicodemos devia ser bem instruído. Sua relação com o Mestre dependeria do peso que este discípulo iria dar às palavras de Jesus. E estas teriam mais valor se realmente o Filho falasse a partir de seu contato imediato com o Pai. Caso contrário, não passariam de meras palavras humanas.
Jesus, porém, apresenta-se como superior a todos os demais seres humanos, por ter experimentado a intimidade do Pai. Sua linguagem toca as verdades mais sublimes, porque “quem é da Terra, pertence à Terra e fala com um ser terreno”.
No entanto, a rejeição faz parte de sua missão, pois “ninguém aceita o seu testemunho”, mesmo sendo veraz. O Filho age, movido pelo Espírito que o Pai lhe conferiu abundantemente. O Espírito sugere-lhe as palavras que deve proclamar, de modo a garantir a fidelidade ao projeto de Deus, sem deturpações. De sua boca sai a Palavra de Deus capaz de tocar o coração humano e movê-lo à conversão. Seu domínio se estende sobre todas as coisas, já que tudo lhe foi entregue, por obra do amor do Pai.
Diante dos discípulos apresentam-se dois caminhos: o da fé que leva à vida eterna, e o da incredulidade que submete o ser humano à ira de Deus. Diante deles, Nicodemos viu-se obrigado a tomar uma decisão.


Oração

Pai, faze-me dócil e acolhedor diante do testemunho de Jesus que nos revela a tua Palavra, empenhando-me a levar cada ser humano a entrar em profunda comunhão contigo.
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« Responder #22 em: 08 de Abril de 2005, 09:16 »

Ano A - Dia: 08/04/2005

O sinal do pão
Jo 6, 1-15

Depois disso, Jesus foi para para o outro lado do mar da Galiléia, ou seja, de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, vendo os sinais que ele fazia a favor dos doentes. Jesus subiu a montanha e sentou-se lá com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
Levantando os olhos e vendo uma grande multidão que vinha a ele, Jesus disse a Filipe: "Onde vamos comprar pão para que estes possam comer?". Disse isso para testar Filipe, pois ele sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: "Nem duzentos denários de pão bastariam para dar um pouquinho a cada um”. Um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?". Jesus disse: "Fazei as pessoas sentar-se". Naquele lugar tinha muita relva, e lá se sentaram os homens em número de aproximadamente cinco mil.
Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos estavam satisfeitos, disse aos discípulos: "Juntai os pedaços que sobraram, para que nada se perca!" Eles juntaram e encheram doze cestos com os pedaços que sobraram dos cinco pães de cevada que comeram.
É vista do sinal que Jesus tinha realizado, as pessoas exclamavam: "Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo". Quando Jesus percebeu que queriam levá-lo para proclamá-lo rei, novamente se retirou sozinho para a montanha.
 

Comentário do Evangelho

É tempo de Páscoa

O milagre da partilha do pão está inserido num contexto pascal. Seu simbolismo ajuda-nos a compreendê-lo.
O Evangelho observa que “a páscoa, a festa dos judeus, estava perto”. A páscoa era a festa principal do calendário judaico. Recordava a libertação da escravidão egípcia e a entrada na Terra Prometida. Este episódio era considerado como a experiência fundante da fé do povo de Israel, pois nele Deus se revelara como protetor e libertador do povo eleito.
Outros elementos recordam a experiência do antigo Israel: o fato de Jesus se encontrar às margens do mar da Galiléia e ter subido a uma alta montanha, onde se sentou com os discípulos. O Mar Vermelho e o Monte Sinai são, aqui, evocados. O lugar deserto, onde se encontravam os ouvintes do Mestre, bem como a carência de alimentos e a posterior providência de Jesus para saciar a multidão também têm a ver com o fato de outrora.
Tendo como pano de fundo esta ambientação pascal, a cena evangélica significa que é missão do Ressuscitado ser o guia da comunidade cristã a caminho da Terra Prometida – a casa do Pai. O povo congregado em torno de Jesus é chamado a ser um povo de irmãos e irmãs para os quais a partilha solidária é uma exigência irrenunciável. Mesmo sendo muitos, ninguém será vítima do abandono ou da fome. Aqui, o egoísmo não pode ter vez!
A Páscoa de Jesus convida-nos, pois, a renovar nossa condição de povo de Deus.


Oração

Pai, que a Páscoa de Jesus renove em mim a consciência de pertencer a teu povo, cuja existência deve se pautar pela caridade e pela partilha solidária.
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« Responder #23 em: 08 de Abril de 2005, 12:17 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 09/04/2005 
 
Andando sobre as águas 
Jo 6, 16-21 
 
Ao anoitecer, os discípulos desceram para a beira-mar. Entraram no barco e foram na direção de Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo a eles. Soprava um vento forte, e o mar estava agitado. Os discípulos tinham remado uns cinco quilômetros, quando avistaram Jesus andando sobre as águas e aproximando-se do barco. Eles ficaram com medo. Jesus, porém, lhes disse: "Sou eu. Não tenhais medo!". Eles queriam receber Jesus no barco, mas logo o barco atingiu a terra para onde estavam indo. 
   
Comentário do Evangelho 
Com Jesus nas tempestades

A adesão ao Ressuscitado comporta tremendos desafios para os que escolhem o caminho do discipulado cristão. Engana-se quem pretende transformá-lo num oásis de paz e de tranqüilidade, livre de tribulações. A cena evangélica indica-nos como enfrentar as tempestades da vida.
Os discípulos põem-se a atravessar o mar da Galiléia, numa pequena barca, rumo a Cafarnaum. Dois detalhes: já era noite e não estava com eles o Senhor. A forte ventania e a agitação do mar fazia-os correr o risco de afundar.
Tudo mudou quando se deram conta de não estarem sozinhos. Com eles estava o Senhor, exortando-os a não entregar os pontos. A meta devia ser alcançada!
Os discípulos de todos os tempos fazem semelhante experiência. O testemunho de sua fé no Ressuscitado coloca-os muitas vezes em situações aparentemente sem solução. São tempestades das mais variadas formas: perseguição, martírio, indiferença, marginalização, expulsão, calúnias etc. É como se entrassem numa pavorosa escuridão, com o risco de desviar-se do rumo estabelecido pelo Senhor.
Nestas circunstâncias, mais do que nunca, é preciso dar-se conta da presença do Ressuscitado a incentivá-los a continuar, sem esmorecer. Ele é um companheiro fiel!
 
Oração 
Pai, em meio às tempestades, faze-me compreender que o Ressuscitado caminha comigo, incentivando-me a não temer e a permanecer firme no rumo traçado por ele.
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Probudi se, ti koji spavas, ustani od mrtvih i Krist ce ti svijetliti.

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« Responder #24 em: 08 de Abril de 2005, 12:19 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 10/04/2005 
 
 
 
Os discípulos de Emaús 
Lc 24, 13-35 
 
Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos iam para um povoado, chamado Emaús, a uns dez quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os seus olhos, porém, estavam como vendados, incapazes de reconhecê-lo. Então Jesus perguntou: “O que andais conversando pelo caminho?”. Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “És tu o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?”. Ele perguntou: “Que foi?”. Eles responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante de todo o povo. Os sumos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele que libertasse Israel; mas, com tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos assustaram. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que ele está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.
Então Ele lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Não era necessário que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na sua glória?”. E, começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele.
Quando chegaram perto do povoado para onde iam, ele fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com ele: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!”. Ele entrou para ficar com eles. Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles. Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram. Ele, porém, desapareceu da vista deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”. Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!”. Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 


Comentário do Evangelho 
Congregados por Jesus

Os discípulos a caminho de Emaús são um retrato da dispersão que se abateu sobre a comunidade, por ocasião da morte de Jesus. Frustrados, voltavam para sua cidade natal, após terem visto esvair-se a esperança de libertação, liderada pelo Messias Jesus. Como eles, muitos outros desiludiram-se com o Mestre e com o projeto de vida que ele havia proclamado. Parecia não levar a nada!
Tudo mudou, quando os discípulos foram capazes de compreender os fatos referentes a Jesus, numa ótica diferente, ou seja, na perspectiva do grande desígnio do Pai: salvar a humanidade. Sob esta luz, a cruz tornava-se sinônimo de vitória, fazendo descortinar nova esperança de libertação, sem as limitações das antigas esperanças. Era tempo de ação!
A decepção dos discípulos devia-se a uma certa dureza de coração que os mantinha cativos em seus esquemas mentais, demasiados estreitos para comportarem o projeto de Deus em toda a sua amplitude.
A descoberta do Ressuscitado despertou no coração dos discípulos a disposição de se deixarem congregar por ele. Por isso, os dois que voltavam para sua cidade, cansados e abatidos, retornam imediatamente para Jerusalém, a fim de reencontrar a comunidade. Era preciso continuar unidos em torno do Senhor Ressuscitado, já que tinham uma missão a cumprir.

 
 
 
Oração 
Pai, não permitas que eu caia na tentação de viver distante de meus irmãos e irmãs de fé, pois o Senhor Ressuscitado nos quer todos reunidos em seu nome.
 
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« Responder #25 em: 13 de Abril de 2005, 12:14 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 11/04/2005 
 
 
 
Reencontro em Cafarnaum 
Jo 6, 22-29 
 
No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar notou que antes havia aí um só barco e que Jesus não tinha entrado nele com os discípulos, os quais tinham partido sozinhos. Entretanto, outros barcos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão percebeu que Jesus não estava aí, nem os seus discípulos, entraram nos barcos e foram procurar Jesus em Cafarnaum. Encontrando-o do outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Rabi, quando chegaste aqui?".
Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Trabalhai não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois a este, Deus Pai o marcou com seu selo”. Perguntaram então: "Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?". Jesus respondeu: "A obra de Deus é que acrediteis naquele que Ele enviou". 

Comentário do Evangelho 
O alimento imperecível

Tendo sido procurado por interesses particulares, Jesus exorta o povo a buscar o alimento imperecível, que dura para a vida eterna. Mais importante que o pão material, necessário para matar a fome física, é o alimento que só o Filho do Homem pode oferecer.
Estas palavras de Jesus podiam dar margem a mal-entendidos. Seus ouvintes corriam o risco de pensar em algo misterioso, conhecido só pelo Mestre, que tinha o poder mágico de substituir o alimento material.
Entretanto, Jesus referia-se a algo muito mais simples: ele mesmo era o alimento que haveria de propiciar vida eterna a quem se dispusesse a acolhê-lo. Suas palavras deveriam ser tomadas num sentido espiritual-existencial. Alimentar-se de Jesus significa acolhê-lo como o Senhor de nossa própria existência. E isto resultará numa espécie de identificação da vida do discípulo com a do Mestre, passando por um processo de transformação. O parâmetro da ação do discípulo será o amor e a solidariedade. Os pobres e marginalizados serão objeto privilegiado de sua atenção. Por estar radicado em Deus, será livre para servir ao próximo, sem qualquer distinção.
Este modo de viver terá como desfecho a vida eterna. É a obra de Jesus em nós! 
 
Oração 
Pai, leva-me a buscar sempre o alimento imperecível – teu Filho Jesus – que me dá vida eterna e verdadeira e me abre  para o amor e a solidariedade.
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« Responder #26 em: 13 de Abril de 2005, 12:15 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 12/04/2005 
 
 
 
O verdadeiro pão do céu 
Jo 6, 30-35 
 
Eles perguntaram: "Que sinais realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: Deu-lhes a comer o pão do céu". Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu. É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". Eles então pediram: "Senhor, dá-nos sempre desse pão!". Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”. 

Comentário do Evangelho 
Que milagres realizas?

A questão apresentada a Jesus põe em xeque a idoneidade e a credibilidade de sua missão. Era como se estivessem pedindo suas credenciais. Se não pudesse provar que estava agindo com autoridade, seria um simples impostor.
Servindo-se de uma brecha oferecida por seus interlocutores, o Mestre lhes sugere uma reflexão. Segundo eles, no passado, Moisés havia revelado a veracidade de sua missão ao alimentar a multidão com o maná descido do céu. Também, Jesus deveria fazer algo para provar quem ele era.
A ponderação de Jesus levanta dúvidas sobre uma crença inquestionável: o milagre não fora realizado por Moisés, mas pelo Pai. Este, sim, foi quem alimentou o povo na sua penosa marcha pelo deserto. O Pai estava tomando novamente a mesma providência de alimentar seu povo. Só que, agora, o maná era seu próprio Filho. Por isso, este podia apresentar-se como “o pão da vida”, capaz de saciar a fome e a sede de quantos se deixassem atrair por ele.
Por conseguinte, antes de mais nada, era mister perceber o sinal que o Pai estava realizando na pessoa de seu Filho. Qualquer outro milagre seria inútil, se este sinal fundamental não fosse percebido.
A perspicácia teológica dos interlocutores de Jesus estava sendo posta à prova.

 
 
 
Oração 
Pai, dá-me sensibilidade para perceber que a presença de Jesus, na nossa história, é a grande obra que realizaste: dar-nos a vida eterna.
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« Responder #27 em: 13 de Abril de 2005, 12:16 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 13/04/2005 
 
 
 
O verdadeiro pão do céu 
Jo 6, 35-40 
 
Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. Contudo, eu vos disse que me vistes, mas não credes. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e quem vem a mim eu não jogarei fora, porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Esta é a vontade do meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tenha vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia". 

Comentário do Evangelho 
Fé e vida eterna

A vida de Jesus foi toda norteada pela vontade do Pai. Esta se resume em querer a salvação de todo ser humano, para o qual está reservada a vida eterna, na medida em que acolher a palavra de Jesus e se deixar guiar por ela.
Por isso, o ministério do Mestre pode ser definido como serviço à salvação da humanidade. Isto explica por que buscava estar presente ali onde a morte se fazia sentir com mais intensidade, junto de quem se tornara escravo do pecado. Os pecadores foram alvo de sua constante solicitude.
O desígnio do Pai era que não se perdesse ninguém dos que tinham sido entregues ao Filho. Evidentemente, a palavra de Jesus tem um sentido inclusivo: toda a humanidade foi-lhe entregue para ser salva, sem exclusão de ninguém. Sendo assim, o Filho devia empenhar-se para que a salvação – a vida eterna – atingisse cada criatura humana.
O caminho da salvação exige fé sincera no Filho Jesus. Confessá-la significava aderir à dinâmica de vida assumida por ele, cujo centro era a vontade do Pai, e deixar a vida divina permear a existência humana, de forma a transformá-la pelo amor.
Assim, o discípulo de Jesus tinha a chance de, já no curso de sua existência terrena, experimentar a vida eterna que lhe estava reservada.

 
 
 
Oração 
Pai, transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, de modo que a tua vontade seja o centro de minha existência, e eu experimente, já na Terra, a vida eterna.
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« Responder #28 em: 13 de Abril de 2005, 12:17 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 14/04/2005 
 
 
 
O dom da vida de Jesus 
Jo 6, 44-51 
 
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrair. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: Todos serão discípulos de Deus. Ora, todo aquele que escutou o ensinamento do Pai e o aprendeu vem a mim. Ninguém jamais viu o Pai, a não ser aquele que vem de junto de Deus: este viu o Pai. Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê tem vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Aqui está o pão que desce do céu para que não morra quem dele comer.
Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, que eu entrego pela vida do mundo".
 
Comentário do Evangelho 
Atraídos pelo Pai

A acolhida de Jesus na fé é obra do Pai no coração do discípulo. Por isso, Jesus proclamava: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai”. A salvação acontece neste processo de inter-relação que abrange o Pai, o Filho e o discípulo.
É possível descrever esta dinâmica do discipulado. Quem se predispõe a ser discípulo deve ter suficiente boa vontade a ponto de fazer-se sensível à moção de Deus que o convoca a deixar de lado o egoísmo e a abrir-se para o amor. O primeiro passo consistirá em escutar o apelo de Deus que o interpela a assumir um novo projeto de vida. O passo seguinte será a firme decisão de deixar-se mover e conduzir pela graça, dispondo-se a trilhar os caminhos que lhe serão apresentados, sem colocar dificuldades. Disto resultará o encontro com Jesus, encarnação do amor do Pai na história humana, e a conseqüente transformação da própria vida. Assim, cabe ao discípulo cooperar com o Pai nesta obra de encontro com Jesus e não tomar iniciativa por conta própria.
Esta é a forma pela qual a humanidade continua a ser instruída pelo Pai. Daí a necessidade de ouvir o Filho e tornar-se seu imitador. É a melhor forma de deixar-se interpelar pela Palavra de Deus e ser guiado por ela.
Em suma, deixado à própria sorte, o discípulo jamais encontrará o caminho para Deus. A missão de Jesus é ajudá-lo nesta tarefa.

 
 
 
Oração 
Pai, que eu seja movido por ti, no processo de encontro com Jesus, para que, tendo-o encontrado, ele me instrua sempre mais a respeito de ti.
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« Responder #29 em: 13 de Abril de 2005, 12:18 »

Evangelho do Dia 
 
Ano A - Dia: 15/04/2005 
 
 
 
O dom da vida de Jesus 
Jo 6, 52-59 
 
Os judeus discutiam entre si: "Como é que ele pode dar a sua carne a comer?". Jesus disse: "Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós. Quem se alimenta com minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio dele, assim viverá, por meio de mim, quem de mim se alimenta. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram - e no entanto morreram. Quem se alimenta com este pão viverá para sempre".
Jesus falou estas coisas ensinando na sinagoga, em Cafarnaum.

Comentário do Evangelho 
O pão do céu

O ensinamento de Jesus quanto a comer sua carne e beber seu sangue foi de difícil entendimento, tanto para seus discípulos quanto para seus adversários. O perigo principal consistiu em tomar as suas palavras em sentido puramente material, numa evidente deturpação do seu real significado.
Acostumadas a celebrar a Eucaristia, as comunidades cristãs interpretavam as palavras do Mestre num contexto de fé, entendendo-as no sentido espiritual de comunhão com Jesus, simbolizado no pão e no vinho consagrados.
Os verbos comer e beber apontam para a experiência de assimilação de Jesus – sua pessoa e seu projeto de vida – por parte dos discípulos. Assim como o alimento e a bebida, ao serem ingeridos, passam a fazer parte do corpo físico de quem os consumiu, o mesmo deve acontecer com quem adere a Jesus. Toda a existência do discípulo tende a ficar permeada pelo Senhor, com o qual entrou em comunhão.
Os vocábulos carne e sangue indicam a totalidade do ser humano. Receber o corpo e o sangue do Senhor significa entrar em comunhão com tudo quanto ele é – sua humanidade e sua divindade – de forma que todo o ser do discípulo se deixe tomar por ele.
É assim que o discípulo se alimenta em sua caminhada de encontro com o Pai. E assim alimentado, jamais desfalecerá pelo caminho.

 
 
 
Oração 
Pai, que o corpo e o sangue de teu Filho Jesus sejam alimento para a minha caminhada em busca de ti, de maneira que eu não venha a desfalecer pelo caminho. 
 
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