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Autor Tópico: Curiosidades da Bíblia  (Lida 13343 vezes)
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« Responder #30 em: 26 de Abril de 2007, 12:26 »

Sabia que Deus quer que todos sejam salvos?Excalmação
Citação de: 1ªTim.2,4 :
1 Tm 2, 4       que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.

Sabia que o que é impossível aos homens é possível a Deus Interrogação

Então será que mesmo assim pode haver alguém que se perca?
Sim, ora veja:

1) Pecado contra o Espírito Santo (Mc.3,29; etc ...)

2) pecado de morte. (1ªJoão 5,16-17)

3)Pecado deliberado Heb.10,26-27

Citar
Heb.10,26-27
26*De facto, se pecamos deliberadamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, não nos resta nenhum sacrifício pelos pecados, 27*mas somente a terrível espera do julgamento e o ardor de um fogo que se prepara para devorar os rebeldes.
Heb. 6,4-6
4É impossível, com efeito, que aqueles que uma vez foram iluminados, que provaram o dom celeste, que se tornaram participantes do Espírito Santo, 5*que provaram a boa palavra de Deus e as maravilhas do mundo futuro, 6e que, no entanto, caíram, é impossível que sejam de novo renovados, levados à conversão, pois por si mesmos crucificam de novo o Filho de Deus e expõem-no ao escárnio.


Será que há contradição?Excalmação
Não! A contradição é apenas aparente.
Ora, YHWH DEUS não quer obrigar ninguém a ser salvo. Assim só se perde quem quiser; isto é, quem é deliberadamente inimigo de YHWH DEUS: os cabritos.
Mas, se analisarmos bem, se DEUS salvasse uma pessoa contra a sua vontade, teria que destruir a vontade dessa pessoa e a pessoa salva não seria a mesma, mas uma nova criatura, perdendo-se assim a personalidade da pessoa que não quer ser salva.
« Última modificação: 26 de Abril de 2007, 18:15 por MPP » Registado

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« Responder #31 em: 26 de Abril de 2007, 18:34 »

Cântico do amor


Citação de: 1 Coríntios 13,1-8
(1 Coríntios 13,1-8) 13 1* Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
2Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
3Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.

4*O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
5nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
6Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
7Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

8*O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.

O amor é mais do que atitude ou atracção, ele é acção.  Examine a aplicação das palavras de Paulo, em 1 Coríntios 13,4-8.  O amor engloba todas as qualidades que deveriam ser aparentes na vida de um filho de Deus.  Estes versículos ajudam-nos a apreciar o significado de Mateus 22,36-40:

Citação de: Mateus 22,36-40
36«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37Jesus disse-lhe:
Amarás ao Senhor, teu Deus,
com todo o teu coração,
com toda a tua alma
e com toda a tua mente.
38Este é o maior e o primeiro mandamento. 39*O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 40*Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»

Jesus diz-nos que o nosso serviço pode ser resumido em amor a Deus e amor ao próximo. Assim sendo mostre amor conforme o seu modo de viver!
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« Responder #32 em: 29 de Abril de 2007, 16:01 »

João 14,6-10
Citação de: Jo.14
8Disse-lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!» 9Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, 'mostra-nos o Pai'Interrogação 10*Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim?

Jo.17
Citação de: Jo.17

3
*Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste

Tal como Filipe, nós todos temos imensa dificuldade de conhecer bem a Deus: tanto o Pai como o Filho.
Contudo é da vontade de Jesus que nos esforcemos neste sentido como está demonstrado na belíssima oração de Jesus transcrita no cap 17 de João.
Talvez devido a isto surgiram várias teorias acerca de Deus:
Uma delas foi o Monarquianismo, também chamado de Modalismo.
Ora Deus como não é limitado, não poderia ter diversos modos sequenciais como a luz dum pisca-pisca, mas é tudo ao mesmo tempo, porque ao morrer Jesus, morreria Deus, mas só morreu a pessoa de Jesus.
Outra doutrina é a do Arianismo. Esta doutrina assentava na hipótese de o Filho ter sido «criado» pelo «Pai». Esta doutrina parece não distinguir a «Palavra» (o Filho) com que Deus (o Pai) criou tudo das coisas criadas.
Por isso, será mais expressiva o termo «gerado» em vez de «criado», pois o Pai «gera» o Filho, istomé o Filho procede do Pai.
Depois a discussão estendeu-se ao Espírito Santo.
Com o tempo, apareceram diversas teorias e dogmas trinitárias. Umas reconheciam três «Modos» de um único Deus, outras três Deuses, e outras três pessoas num só Deus.
A verdade é que tudo isso são formas de expressarmos o nosso relativo e subjectivo conhecimento do Verdadeiro Deus YHWH.
Depois põem-se as questões:
Quando é que o Filho (a Palavra, o Verbo) foi gerado?Excalmação
Foi gerado num determinado tempo, ou intemporalmente?Excalmação
Será que a sua «geração» é «eterna»?
O que quer dizer tudo isto?Excalmação
Ora se a geração do Filho é eterna, quererá dizer que o Filho ainda não acabou de ser gerado, isto é: a «Palavra» é uma Pessoa Divina inacabada?Excalmação
João 1,1 diz:
*No princípio existia o Verbo;
o Verbo estava em Deus;
e o Verbo era Deus.

Então o que é que existia antes do princípio?Excalmação
O «Verbo» já existia. Em Deus ou fora de Deus?Excalmação Na verdade o «Verbo» já existia em Deus e era Deus. Isto quer dizer que antes do «principio» apenas existia DEUS.
Mas «princípio de quê» InterrogaçãoExcalmação Penso que da «criação».

Será que Deus só criou os seres espirituais e os materiais?Excalmação Deus criou através da Sua  «Palavra» (o VERBO) TODAS as COISAS (visíveis e invisíveis).
Será que YHWH DEUS também criou o TEMPO e o ESPAÇO InterrogaçãoExcalmação
Então antes do «princípio» não havia «tempo» nem «espaço».
O espaço é a distância entre duas coisas e o tempo é a distância entre dois acontecimentos.
Assim podemos chegar à conclusão «intemporal» do antes do «princípio».

Ora tudo isto são raciocínios e conclusões meramente humanas que tende expressão o desconhecido como se já o conhecesse.

Eu acho bem que o homem tenda raciocinar acerca destas coisas que o ultrapassam, cada um conforme as suas limitações, mas todos devemos reconhecer que somos limitados e abster-nos de intrigas, guerras e assassínios como se isto fosse politiquice ou jogos de futebol  como infelizmente tem ocorrido ao longo de todos os tempos da história da humanidade.

Por isso o lema mais importante a destacar é:
João 15,13
13Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos.

Portanto: façamos a vontade de Jesus que disse: João 15,12-14
12É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.
12.      αυτη εστιν η εντολη η εμη ινα αγαπατε αλληλους καθως ηγαπησα υμας
13Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
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« Responder #33 em: 04 de Maio de 2007, 18:53 »

Jesus disse: «Quem dizem os homens que Eu sou?»
Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado.»

13Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» 14*Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» 15Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» 16Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
17*Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. 18*Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo [ou HADES] nada poderão contra ela.
    καγω δε σοι λεγω οτι συ ει πετρος και επι ταυτη τη πετρα οικοδομησω μου την εκκλησιαν και πυλαι αδου ου κατισχυσουσιν αυτης
19
*Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»

20Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias.

Primeiro anúncio da Paixão
(Mc 8,31-33; Lc 9,21-22) - 21A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
22Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!» 23*Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, SatanásExcalmação Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!» (Mateus 16,13-23)
Jesus não era como NÓS que só vemos à lupa os defeitos dos outros e que reclamamos as nossas conveniências.

Jesus compreendia as nossas limitações.
Jesus atribuia ao PAI as coisas de DEUS e a Satanás as NOSSAS coisas mais terrenas.
 Mesmo assim ELE conta connosco.

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« Responder #34 em: 04 de Maio de 2007, 21:39 »

(João 4,8)
É verdade. Jesus é amoroso.
« Última modificação: 04 de Maio de 2007, 21:48 por 414449 » Registado

Vinde a mim  ... e EU vos aliviarei: disse Jesus.
Mat. 11,28. Aperto de mão Participe neste assunto: Estudar a Bíblia.
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« Responder #35 em: 08 de Novembro de 2007, 21:12 »

Todos os biblistas que comentam esta passagem da Carta aos Hebreus “Jesus Cristo ontem e hoje; ele o será também por todos os séculos” (Hb 13,8) mostram que o Apóstolo Paulo ensina que é necessária uma fé imutável no Filho de Deus. A mesma crença que nele temos dois mil anos depois de sua vinda a este mundo é a fé de ontem, de hoje e de amanhã. Daí o dever de cada um deve se precaver da versatilidade doutrinal. O coração deve ser alimentado com a graça divina e não com a superstição que de nada aproveita ou com doutrinas peregrinas que deturpam a verdade fundamental. A fé é, com feito, é a acolhida da revelação salvadora de Deus em Jesus Cristo. É um caminhar por uma vereda salvífica por Ele traçada a qual se conhece e se reconhece por meio desta virtude teologal basilar. É no ato de fé que se dá a conversão e se capta a redenção gratuita do Redentor. Ela é, portanto, altamente provocativa e supõe uma adesão total. Inclui uma decisão fatal, definitiva que conduz à adesão completa a Jesus. Este apresenta sua doutrina como única tábua de salvação e o acatar da mesma faz irromper na vida do batizado a força e o poder soberano do Ser Supremo. Não se trata de uma posse tranqüila de um tesouro celestial, pois esta virtude inclui uma trajetória que é um movimento ininterrupto na imersão nas verdades sobrenaturais. Daí o apelo registrado no Evangelho: “Senhor, aumenta-nos a fé” (Lc 17,5). É que a fé faz eclodir uma dimensão de maravilhosa compreensão do destino de Cristo enquanto única solução para todos os problemas humanos. O objeto essencial é Deus que se manifesta em Jesus Salvador o que supõe, por isto mesmo, a rejeição de todos os outros poderes redentores e o afastamento de qualquer ídolo (Rm 5,2). Esta via salvadora é aberta a todos os seres racionais (Gl 2,15 ss) e tende à transformação no mesmo Cristo, desde que haja abertura para os planos divinos. É um acatamento do novo Adão, uma passagem do não-ser para o Ser Subsistente por meio do Pontífice que liga a criatura ao Criador, o finito, o tempo à Eternidade. O tornar-se crente (1 Ts 1,8) significa, portanto, uma responsabilidade enorme, pois quem trai o Cristo no qual se diz crer leva à desfiguração do mesmo Senhor. Daí a insistência do Apóstolo Paulo no permanecer na fé (1 Cor 16,13), pois Jesus é o mesmo sempre e não pode ser mostrado ao mundo diferentemente. Tudo isto inclui o recusar cada cristão sua maneira individual ou deturpada de contemplar Jesus e sua obra redentora, forcejando por ajustá-la a seus moldes mesquinhos. É que acatar a palavra revelada supõe obediência (Rm 10,16) e renúncia ao modo individual de interpretar as realidades visíveis e invisíveis. O saber da fé e o manifestar deste conhecimento vem a ser uma autocompreensã o do homem, mas, isto sim, na ótica do Criador, não da criatura. É por isto que a fé demonstra para o crente que ele será salvo não pelas suas obras, mas pelos méritos infinitos de Jesus, que entretanto exige uma aceitação completa de sua doutrina com a qual o fiel deve se conformar, sob pena de não se envolver nesta redenção que Ele oferece. É que a fé determina, dá forma à existência do batizado que vive de acordo como que ele crê. Trata-se de um comportamento ético delineado pela fé (Tg 2, 14-26). Em conseqüência esta virtude leva à luz, como mostra João: “Aquele que pratica a verdade chega-se para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas; porque são feitas segundo Deus” (Jo 3,21). De tudo isto se pode concluir que a fé não leva nunca a um esquema teórico, mas visa o modo de ser do cristão, dando-lhe características que o distinguem onde quer que ele esteja. É o que acontecia no início do cristianismo quando os pagãos maravilhados exclamavam referindo-se aos primeiros epígonos de Jesus: “Vejam como eles se amam”! A grande questão para todos que têm fé é perseverar na mesma e esta era a grande preocupação do Apóstolo Paulo que continuamente advertia sob a necessidade de não se afastar da verdade. São João também demonstra que cumpre abjurar ao “pai da mentira” que é satanás (Jo 8,4-47). Apenas assim, de fato, Jesus será para cada um de seus seguidores, ontem, hoje, amanhã e sempre o único Salvador!

Côn. Vidigal - Fé imutável em Jesus - 08/11/2007
* Professor no Seminário de Mariana - MG
Fonte: Arquidiocese de Mariana - MG
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« Responder #36 em: 20 de Novembro de 2007, 15:23 »

De seguida deixo-vos três artigos que podem guardar nos vossos computares. É um pequeno miminho para quantos passam por este cantinho.

 Presente As mulheres e profetismo

 Presente Sobre a Leitura Popular da Bíblia - Parte I

 Presente Sobre a Leitura Popular da Bíblia - Parte II
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« Responder #37 em: 28 de Novembro de 2007, 16:32 »

 No Livro de Daniel (10, 13-21), o Arcanjo São Miguel defendeu os interesses dos israelitas contra o Anjo protetor da Pérsia.
 
No Apocalipse, São João refere-se à vitória desse Arcanjo contra o demônio e seus asseclas.
Mais recentemente, lemos na autobiografia de Santo Antonio Maria Claret, que certo dia, estando ele só no coro do Mosteiro do Escorial, viu Satanás que o fitava com grande raiva e despeito, por ter frustrado algum de seus planos com relação aos estudantes. Ouviu então a voz do Arcanjo São Miguel que lhe disse: "Antonio, não temas. Eu te defenderei".
 
São Gabriel foi o grande mensageiro e embaixador de Deus não só na Anunciação a Nossa Senhora, mas, segundo o parecer de muitos teólogos, também junto a São Zacarias, para anunciar-lhe o nascimento de João Batista.
E junto a São José, a quem apareceu três vezes em sonhos: para anunciar a concepção divina de Maria, recomendar a fuga para o Egito e o retorno daquele país, após a morte de Herodes.
 
A missão de São Rafael junto ao jovem Tobias é detalhadamente descrita na Bíblia. Já em tempos bem posteriores, assinalam-se também muitas de suas intervenções, como a salvação eterna do tesoureiro de um rei da Polônia, pelo fato de o protegido ter-lhe grande devoção; e o ter livrado das mãos de assaltantes um burguês de Orleans que a ele se recomendara, numa peregrinação a Santiago de Compostela (10).
 
Narra-se na vida da Beata Madre Humildade de Florença (+1310) que, tendo sido eleita Abadessa de seu mosteiro, além de seu Anjo da Guarda, recebeu mais um para ajudá-la no governo da comunidade. Ela compôs para suas religiosas uma singela oração, pedindo a guarda dos sentidos, prece em que se nota muito a influência do espírito de Cavalaria da época:
 
"Bons Anjos, meus possantes protetores: guardai todas minhas vias e vigiai cuidadosamente à porta de meu coração, de medo que eu não seja surpreendida por meus inimigos. Brandi diante de mim vosso gládio protetor! Guardai também a porta de minha boca para que nenhuma palavra inútil escape de meus lábios! Que minha língua seja como uma espada, quando for o caso de combater os vícios ou de ensinar a virtude! Fechai meus olhos com um duplo selo quando eles quiserem ver com complacência outra coisa que Jesus. Mas tende-os abertos e despertos quando for para rezar e cantar os louvores do Senhor. Vigiai também a porta de meus ouvidos, a fim de que eles repilam sempre com desgosto tudo o que vem da vaidade ou do espírito do mal. Colocai entraves a meus pés quando eles quiserem ir pecar. Mas acelerai meus passos quando se tratar de trabalhar para a gloria de Deus ou da santa Virgem Maria, ou a salvação das almas! Fazei que minhas mãos sejam sempre, como as vossas, prontas a executar as ordens de Deus. Abafai em mim o olfato do corpo, a fim de que minha alma não aspire mais que o suave perfume das flores celestes. Em uma palavra, guardai todos meus sentidos, de maneira que minha alma se deleite constantemente em Deus e com as coisas celestes. Meus Anjos bem-amados: fui colocada sob vossa guarda pelo doce Jesus; eu vos suplico que me guardeis sempre com cuidado, pelo amor dEle. Ó meus Anjos bem-amados, eu vos peço de me conduzir um dia à presença da Rainha do Céu, e de suplicar-lhe que eu seja colocada nos braços do divino Menino Jesus, seu Filho bem-amado!"
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« Responder #38 em: 30 de Novembro de 2007, 16:20 »

A respeito de curiosidades Bíblicas pergunto.
Agora no nosso cristianismo evolutivo da actualidade usa-se muito fazermos ORAÇÕES a «anjos», como os pagãos faziam aos seus deuses (que os gregos chamavam de demónios, sem sentido pejurativo).
Quantos exemplos de orações dirigidas aos «anjos» se encontram em toda a Bíblia?Excalmação!!

Curioso, muito curioso, muito mesmo. Pesquisem que ficarão muito admirados, muito mesmo.
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« Responder #39 em: 04 de Fevereiro de 2008, 22:01 »

 Eis o cordeiro de Deus!

João Batista, filho de Isabel e Zacarias, era primo de Jesus e a ele coube a missão de anunciar a chegada do Messias. João era um homem austero, que vivia no deserto, vestia peles de camelo e alimentava-se de gafanhotos e mel.  Homem de profunda oração pregava o batismo para a remissão dos pecados e, assim, nas águas do rio Jordão, batizava seus seguidores aos quais conclamava a conversão.

Dois encontros com Jesus marcariam a vida de João.  O primeiro, ainda no seio materno, quando Maria visita Isabel que sente João estremecer em seu ventre, como que vibrando pela proximidade de seu Senhor. O segundo, quando Jesus o procura a fim de ser batizado pelo primo.  João não questiona a atitude de Jesus; antes, batiza-O e vê o céu se abrir e o próprio Deus afirmar “Este é meu Filho!”.

Precursor de Jesus Cristo, João prenunciava a chegada do Messias, sabendo-se indigno de “desamarrar as correias de suas sandálias” (Lc 3, 16). Pregava no deserto, o lugar da aridez e, nesse mesmo lugar será capaz de reconhecer o Cordeiro, aquele que anda no meio do povo trazendo a Paz, sem a mancha do pecado, apenas amando a humanidade.

Poucos reconhecerão em Jesus o verdadeiro Filho de Deus.  João o fez desde sempre, desde o encontro em que ambos ainda estavam sendo gestados.  Reconhecia Nele seu salvador e Dele dava testemunho aos seus interlocutores.  Possamos também nós sermos porta-vozes do anúncio de João Batista e mostrar àqueles que nos cercam: vede, esse é o verdadeiro Cordeiro de Deus!


Texto para sua reflexão: Jo 1, 29-34
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« Responder #40 em: 03 de Março de 2008, 09:57 »

As lamentações de Jeremias

Os cinco poemas que formam as chamadas Lamentações de Jeremias são ricos em preciosas lições. Sobre a autoria destes pulcros trenos, hoje, os biblistas são acordes em afirmar que são diversos os compositores, não sendo Jeremias o autor deles. A crítica interna é decisiva, pois esse profeta não poderia ter elogiado Sedecias (4,20), nem falar em proteção por parte dos egípcios (4,17). A estrutura artificial destes trenos não se coaduna com a veia poética espontânea jeremiana. Com efeito, à forma acróstico-alfabética as idéias foram encaixadas, o que, evidentemente, direcionou de certa forma o pensamento. Os plangentes cantos relacionam-se com a ruína hierosolimita e do Templo causadas pelos exércitos de Nabucodonosor em 587. Na primeira elegia Jerusalém está representada sob os traços de uma princesa abandonada, reduzida a vil escravidão. Cidade desolada que lamenta as prevaricações e pede o perdão divino. No segundo treno se acha a descrição da desgraça que se abateu sobre a grande urbe e seus moradores. Os falsos profetas são cesurados com acrimônia por terem mascarado a realidade com oráculos mentirosos. Veemente apelo é feito a Javé em vistas à eficaz e salvífica atuação divina, lamentação amara que Sião dirige ao Senhor que pode salvar.No terceiro poema os males são pranteados pelo poeta e fulgura a esperança na graça do Todo-Poderoso. No quarto canto o hagiógrafo retrata a desolação dos habitantes. No último capítulo está ardente prece do autor sagrado a favor de seu povo. Fulge nas lamentações um profundo senso do pecado. A causa da ruína de Sião é que “o Senhor falou contra ela por causa da multidão de suas iniqüidades” (1,5). É clara a confissão da culpa: “O jugo das minhas maldades veio depressa sobre mim, com a sua mão foram elas enfeixadas, postas sobre o meu pescoço; enfraqueceu-se a minha força; o Senhor entregou-me às mãos de quem eu não poderei jamais libertar-me” (1,14). Acrescenta: “Justo é o Senhor, porque eu, rebelde aos seus preceitos, o provoquei à ira. Ouvi, eu vos rogo, todos os povos, e vede a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram para o cativeiro” (1,18). Neste outro versículo transpira a mesma convicção sobre a nascente dos males: “Procedemos injustamente e provocamos a ira; por isso tu te mostras inexorável. Tu te encobriste em teu furor e nos feriste, mataste sem perdoar a ninguém” (3,42-43). Tal deveria ser a humilde postura do homem moderno. No entanto, já Pio XII apontava a perda do senso do pecado como o grande drama da sociedade deste século. Na sua cegueira espiritual nem mesmo ante tantas calamidades o homem de hoje se emenda e deplora seus desvarios! Nas Lamentações fulge outro ensinamento sublime: a esperança na infinita clemência divina. Antológica esta passagem: “Graças à misericórdia do Senhor é que não foram consumidos, porque as suas comiserações nunca faltaram. Elas renovam-se todas as manhãs; grande é a tua fidelidade. A minha herança é o Senhor, disse a minha alma; portanto eu esperarei nele. O Senhor é bom para os que nele esperam, para a alma que o busca. É bom esperar em silêncio a salvação de Deus” (3,22-26). A resposta de Deus é sempre alentadora: “Não temas” (3,57). Cumpre, porém, o arrependimento sincero: “Examinemos e investiguemos os nossos passos, e voltemos ao Senhor. Levantemos os corações e as mãos para o Senhor, nos céus (3,40-41). Tudo, porém é obra da graça de Deus donde a prece: “Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos convertemos; renova os nossos dias, como no princípio” (5,21). O benfazejo remorso leva a uma mudança de vida e ele faz que saia natural e redentoramente o grito: “Ai de nós, porque pecamos!” (5,16). As Lamentações foram oportuno e salutar consolo para os judeus no exílio babilônico. Depois, foram recitadas nas Sinagogas no dia penitencial que lembrava a destruição de Jerusalém.
Durante a Semana Santa a Liturgia se serve destes plangentes trenos para cantar a Paixão de Cristo, coberto de opróbrio por causa dos pecados.

BY: Côn. Vidigal
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« Responder #41 em: 25 de Março de 2008, 10:55 »

Ressuscitou, não está aqui!

Um dos mais encantadores episódios do dia da Ressurreição, o primeiro dia da semana, o primeiro dia da nova e definitiva Aliança, foi o encontro de Maria Madalena com Jesus. Lá estava aquela mulher, à boca do túmulo, a chorar. O Evangelista João o narra. Enquanto os discípulos, tendo visto, foram embora, ela não se afastara daquele lugar. Ao que lhe parecera ser o jardineiro, pergunta “Se foste tu que o tirastes, onde o puseste, para que eu vá buscá-lo”(Cf. Jo.20,15)

Em sua homilia sobre este trecho do Evangelho, diz São Gregório, Papa: “Procurava com ardor e afinco a quem não encontrara; chorava, buscando, inflamada de amor, aquele que julgava ter sido roubado e por quem sentia ardente desejo”. Como a Sulamita, buscava o Amado do seu coração. Procurava-o pelas ruas e praças até o encontrar. Quando o encontrasse, o seguraria e não o deixaria jamais (Cf. Cant.3).

Então aconteceu que só ela o viu, ela que ficara a procurar.

-“Maria! – Rabbuni, que significa mestre”(Jo.20,16). Cristo ressuscitou! Vai, Maria, anunciá-lo a meus irmãos. ”Eu vou para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Maria saiu a correr e a anunciar. O Mestre ressuscitou e foi para o Pai.

O mundo continuamente repete a cena do Calvário. Naqueles que crêem em Cristo, continua o seu martírio. Na sua despedida, na véspera de sua Paixão, Jesus mesmo o predisse: “Se a mim perseguiram, também vos perseguirão; se guardaram minhas palavras guardarão também as vossas. Mas tudo farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou” (Cf. Jo.15,20-21)

Talvez mais que em outras eras, sentimos a atuação do Mistério da Iniqüidade que, vendo que seu tempo está próximo, recrudesce a violência e sofistica os meios para a destruição dos valores do Evangelho e dos que crêem no Cristo, arrancando a fé dos corações.

Sob o brilho efêmero das luzes que não resistem aos “apagões”, e da falsa ciência que não vê que na larva está escondida a vida  e, do casulo, em vôo festivo sairá a borboleta, da cruz, continua a jorrar o sangue dos irmãos que são mortos, dos que passam fome e miséria.

Vamos então ao sepulcro onde depositaram o seu Corpo. Mas está vazio. Como Madalena procuramos aquele que amamos e em quem depositamos nossa esperança. Onde está Ele, em quem acreditamos. Se alguém o viu, fale-nos.

E eis que Ele está a nosso lado e nos chama pelo nome. E nos manda anunciar a Vida. Ressuscitado, Ele está vivo entre nós. Os homens quiseram destruí-lo e nele destruir a fonte da Vida, hoje, no segredo da geração, na infância desvalida, na pobreza, no ancião que teima em sentir o palpitar do seu coração, naquele que dá sua vida pela fé e pelo amor a seus irmãos.

E eis que a Vida ressurge em sua plenitude, como da semente que, lançada em terra, morre para florescer incorruptível e em esplendor sem igual. O Cristo ressuscitado já não morre mais. A morte não mais o atinge: ”Cristo, ressuscitado dentre os mortos não morre mais e a morte não tem mais domínio sobre Ele” (Cf. Rm. 6,9). E todos nós que com Ele morremos com Ele viveremos eternamente.

A ressurreição de Cristo, ensina o mesmo São Gregório, é um festa gloriosa para Ele e para nós “porque nos reconduziu à imortalidade” e também para os anjos porque, chamando-nos para o céu, aumentou o seu número. (Cf. Hom.21 sobre o Ev. de Marcos cap.16,1-7)

Discípulos-Missionários, aprendemos a crer no amor infinito do Pai que ressuscitou seu Filho pela força do Espírito. Esse mesmo Espírito que infundiu em nossos corações e pelo qual reconhecemos o Ressuscitado e inflamados de amor o anunciamos ao mundo, testemunhando a Vida que brota da cruz no sepulcro vazio de Cristo.

Maria Madalena não se quedou inerte diante do Senhor, partiu para a missão. Também nós. “Por que procurais entre os mortos, aquele que está vivo? Ele não está aqui, mas ressuscitou.” (Cf. Lc.24,5-6)

Alegrando-nos com a vitória de Jesus, celebrando a Páscoa, levemos este fogo novo que espanca as trevas da noite do pecado, lança longe os crimes e lava-nos as culpas. Restitui a inocência aos que caíram e aos tristes, a alegria.

Anunciemos ao mundo: Cristo ressuscitou. A Vida venceu a morte. Irrompeu entre nós o Reino de Deus. Somos testemunhas.

Fonte: Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora – MG
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« Responder #42 em: 26 de Março de 2008, 10:17 »

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