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    A Igreja Paroquial era descrita como estando situada no meio da freguesia. “Tem a igreja de São Romão do Coronado três altares: o maior que é o Santíssimo, nele está colocado o Padroeiro; e os dois colaterais, um é do Baptista e o outro da Conceição.

    Não tem naves, e só tem a irmandade do Subsino.”

    A Igreja paroquial é um edifício de medianas dimensões e traça singela, com uma esguia e altiva torre sineira anexa ao flanco Sul, alinhando com a frontaria. A torre, mostrando três pisos demarcados por finas molduras de cantaria, surge algo sobredimensionada, atingindo sensivelmente o dobro da altura do templo. Possuí a característica cobertura em cúpula piramidal. No lintel da porta inscreve-se a data de contrução: 1869.

    A torre sineira tem a inscrição “Obra Feita em 1940″, data que tem a ver com a remodelação que a igreja sofreu nessa época. Quatro sinos e dois relógios de pedra, incrustados no centro e no lado esquerdo da torre, completam o quadro. A data inscrita nos relógios - “MCMXL” - comprova a sua vetusta idade. Uma rosa dos ventos metálica, encimada por uma também metálica cruz, foi colocada no topo da torre sineira. No ano 2000, com a colaboração do Município da Trofa, colocou-se um carrilhão no total de 8 sinos.

    Nas “Memórias Paroquiais” de 1758, o abade Teodósio Brandão Freire, repartando-se ao edifício da altura, por certo mais pequeno e humilde, designa os seus altares interiores, sendo o maior do Padroeiro e os colaterais de São João Baptista e de Nossa Senhora da Conceição. Referência também para as belas esculturas de São Romão, São Vicente, Nossa Senhora de Fátima e o Sagrado Coração de Jesus e, para o tecto, em madeira, pintado com motivos bíblicos diversos. Atrás da igreja encontra-se a Residência Paroquial, muito grande e quase toda em pedra.

    O largo da igreja é amplo e muito bonito. Sobressai nele um cruzeiro simples, sem nenhuma inscrição, que não parece ser muito antigo e quatro artísticos lampiões em ferro. Este largo e, todo o conjunto da Igreja Paroquial, está no centro de duas faces distintas de São Romão do Coronado. Do lado esquerdo, a Estrada Nacional n.º 318, que divide a freguesia em duas metades e pela qual passam milhares de veículos. Do lado direito, a ruralidade plena, hectares e hectares de campos cultivados e algumas casas de lavoura. Numa destas casas, mesmo ao lado da Igreja, sobressai no jardim fronteiro um tosco recipiente em pedra, que serve possivelmente de reservatório de água.

    Do lado esquerdo da igreja, confinando com a Estrada Nacional, o Cemitério. Muito pequeno, tem como especial ponto de interesse os dois avisos que se podem ler à entrada (”Faça o favor de se descobrir ao entrar” e “Pede-se o respeito próprio do lugar”) e a verdadeira obra de arte em que se constitui o jazigo de pedra, todo trabalhado, onde foi sepultado, entre outros, o Abade Serafim de Sousa Dias, falecido em 1914.

    Links relacionados:

    Achado histórico (azulejos do século XVI)

    Contrato de Construção da Residência Paroquial (1799)

    Contrato de Construção da Igreja (1705)

    Restauro e remodelação da Igreja Matriz (2003)

    Túmulos encontrados durante as obras da Igreja Matriz (2003/2004)